Pensar Rápido e Sentir-se Saudável são Preditores de Vida Mais Longa?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM!

Sofrer de condições médicas crônicas e engajar-se em comportamentos insalubres são conhecidos fatores de risco para morte prematura, mas achados de um estudo longitudinal com 6.000 adultos sugere que certos fatores psicológicos pode ser ainda preditores mais fortes de quanto tempo nós viveremos.

Os achados estão publicados no Psychological Science, uma revista científica da Association for Psychological Science.

“Nosso estudo mostra que duas variáveis psicológicas:  saúde referida mais precária e diminuições graduais relacionadas a idade (em velocidade de processamento), parecem ser  indicadores especialmente importantes de elevado risco de mortalidade na meia-idade e adultos mais velhos”, diz o cientista psicológico Stephen Aichele da University of Geneva, em Switzerland. “Esta informação pode facilitar a acurácia diagnóstica e as intervenções adequadas”.

Aichele e colaboradores Patrick Rabbitt (University of Oxford) e Paolo Ghisletta (University of Geneva) estavam interessados em investigar e relativa influência de variáveis cognitivas, demográficas, saúde e estilo de vida na predição de risco de mortalidade. Embora pesquisas anteriores tenham fornecido algumas pistas para os papéis desempenhados por estas variáveis, estudos longitudinais abrangentes foram poucos: “tem sido longamente conhecido que fatores específicos tais como doenças, desvantagem sócio-econômica, declínio cognitivo e apoio social determinam por quanto tempo nós sobrevivemos na velhice”, explica Aichele. “O problema tem sido que estes e outros marcadores para mortalidade tem sido testados separadamente ao invés de juntos. Dado que eles estão fortemente associados um com o outro, torna-se difícil determinar quais variáveis mais influenciam risco de mortalidade”.

Para endereçar este buraco na pesquisa disponível, Aichele e colaboradores checaram o Estudo Longitudinal de Cognição de Manchester, examinando 29 anos de dados coletados de 6.203 adultos que ocorreu na faixa etária de 41 a 96 anos de idade quando eles começaram o estudo.

Agregando dados de 15 diferentes tarefas, os pesquisadores olharam para o desempenho cognitivo dos participantes por cinco domínios de habilidade: inteligência cristalizada, inteligência fluida, memória verbal, memória visual e velocidade de processamento. Todas as tarefas de medidas (bem estabelecidas) de habilidade cognitiva – foram administradas para até quatro vezes por um período de 12 anos, permitindo aos pesquisadores avaliarem o início do desempenho dos participantes e mudança em desempenho ao longo do tempo para cada domínio.

Para estimar a saúde dos participantes, os pesquisadores usaram o Cornell Medical Index, uma medida que inclui detalhados checklists de um total de 195 sintomas patológicos relacionados a transtornos físicos e  psicológicos. Por último, os pesquisadores olharam para os reportes subjetivos dos participantes de vários fatores de estilo de vida, incluindo saúde percebida, número de remédios prescritos, padrões de sono, hobbies, leisure activities e interações sociais.

Usando dois tipos de análises estatísticas, os pesquisadores foram capazes de avaliar a relativa importância de um total de 65 variáveis diferentes em predição de risco de mortalidade dos participantes.

Os resultados revelaram que a saúde subjetiva e a velocidade de processamento mental foram dois dos mais fortes preditores – isto é, melhor percepção da saúde e menores reduções em velocidade de processamento ao longo do tempo estavam associados com risco de mortalidade reduzido. Ser mulher também estava associado com reduzido risco de mortalidade, enquanto que anos fumando tabaco estava associado com um aumentado risco de morte prematura.

A influência dos dois fatores psicológicos relativos a conhecidos fatores de risco médicos, tal como sintomas cardiovasculares, veio como uma surpresa: “o resultado de que variáveis psicológicas estão tão fortemente associadas com risco de mortalidade é bastante surpreendente porque evidência apóia a hipótese de que os preditores mais fortes de sobrevivência na velhice são de  natureza fisiológica ou médica”, explica Aichele.

Estes achados podem fornecer insights úteis para profissionais de saúde, que necessitam de  métodos melhores para identificar indivíduos em risco de morte prematura. “Endereçar as necessidades de uma população global envelhecendo requerirá considerar numerosos fatores de risco de morbidade e mortalidade, tais como variáveis demográficas, condições de saúde, capacidades funcionais, habilidades mentais e suporte social”, os pesquisadores concluíram.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Quick thinking and feeling healthy predict longer life