Estudo Mostra a Importância de Ajudar as Vítimas de Abuso Sexual na Infância

Embora o abuso sexual de crianças seja atualmente uma questão para a liderança da vida pública, preocupação tem focado-se na proteção de crianças e na identificação dos agressores. Contudo, um estudo das universidades de Bristol e Durham para o NSPCC, espera refocar a atenção no que pode ser feito para ajudar as vitimas de abuso sexual infantil.

O estudo avaliou a execução do programa Letting the Future In, desenvolvido pela NSPCC, que funciona com profissionais da área de serviço social realizando suporte terapêutico para crianças da faixa etária de 4 a 17 anos que experienciaram abuso sexual.

O programa Letting the Future In foca-se em terapias criativas, tais como pintura, desenho e contação de história, dando às crianças a chance para falarem sobre as suas experiências de abuso e para se expressarem criativamente. As sessões individuais permitem que as crianças trabalhem de forma segura através de experiências passadas e para entenderem e superarem o que aconteceu. Ao pai/mãe da criança (ou cuidador) é também oferecido sessões individuais assim como sessões conjuntas com a criança.

O principal autor do estudo, John Carpenter, professor de Social Work and Applied Social Science da University of Bristol, disse: ‘abuso sexual na infância é um problema internacional de espantosas proporções. No Reino Unido, uma em cada 20 crianças já foi abusada sexualmente e seus efeitos na infância e idade adulta inclui ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, comportamento sexual problemático e suicídio. Abordagens terapêuticas baseadas em evidência são vitais para ajudar a todas as crianças a lidarem com os efeitos do abuso sexual. Esta avaliação do ‘mundo real’ – o maior ensaio clínico randomizado no mundo para uma intervenção em abuso sexual – é uma contribuição significante para a base de evidência, fornecendo referenciais para outros para avaliarem intervenções.

‘Crucialmente, ela também demonstra a importância de oferecer suporte terapêutico para crianças e jovens que tenham sido abusados sexualmente, para ajudá-los a lidarem com sua experiência.’

O estudo mostrou promissora evidência sobre como funciona ajudar crianças a recuperarem-se do trauma de terem sido abusadas sexualmente:

  • Para aquelas crianças da faixa etária de 8 para cima, a proporção recebendo a intervenção que experienciaram os níveis mais altos de trauma caíram de 73% do início do programa para 46% após 6 meses.
  • Mesmo considerando fora aqueles que não se engajaram na intervenção ou que abandonaram precocemente o estudo, a redução foi de 68% para 51%.
  • Não houve mudança estatisticamente significante para o grupo controle de lista de espera em nenhuma das análises; assim, melhorias podem ser atribuídas por receberem Letting the Future In.

Para as crianças mais novas do que 8 anos de idade que completaram o programa, houve pouca mudança 6 meses após começarem o Letting the Future In. Contudo, para aquelas crianças que permaneceram no serviço, após 1 ano, os níveis mais altos de trauma (clínico ou significantemente difícil) caíram para 40% (dos 89% do início) – uma mudança que é iminentemente significante estatisticamente. Isto pode ser devido a intervenção levar mais tempo para funcionar para crianças mais novas ou porque os cuidadores levaram mais tempo para reconhecer melhoras.

Simon Hackett, professor de Ciências Sociais Aplicadas, da Durham University e co-autor do estudo, disse: ‘preocupação está focada na proteção de crianças e a identificação dos agressores, mas nós precisamos de um maior entendimento de como as crianças afetadas pelo abuso sexual podem ser ajudadas. Este estudo transmite uma importante mensagem para as crianças e as famílias afetadas pelo abuso sexual. Com a ajuda e o apoio certo, é possível recuperar-se e superar o abuso’.

Jon Brown, NSPCC Head of Development and Impact, disse: ‘estes achados fornecem indicações promissoras de que a intervenção Letting the Future In pode reduzir significantemente os níveis mais altos de trauma experienciado por crianças que foram abusadas sexualmente. Nós sabemos que os profissionais dizem que apoio para crianças após o abuso é “inadequado”. Mais da metade diz que critérios rígidos para acessar serviços de saúde mental significa que estas crianças enfrentam cada vez mais dificuldades para acessar ajuda importante. Este estudo mostra que trabalho terapêutico pode ser realizado por uma grande variedade de profissionais, incluindo assistentes sociais que recebem treinamento adicional em trabalho terapêutico – como no caso do Letting the Future In’.

Pais e cuidadores entrevistados pela equipe de pesquisadores foram unânimes em acreditarem que a intervenção resultou em mudanças positivas. Em seus filhos, os pais identificaram melhoria no humor, confiança e estavam menos introvertidos, uma redução em culpa e auto-acusação, reduziu depressão, ansiedade e raiva, melhorou padrões de sono e melhor entendimento de comportamento sexual apropriado. Como disse uma mulher: ‘eu tive meu filho de volta’.

O NSPCC está revisando o modelo do Letting the Future In baseado nos achados, particularmente oferecendo suporte adicional tanto para as crianças mais velhas como para as crianças mais novas para manter o efeito da intervenção. Estão também realizando o piloto de uma versão adaptada para crianças com dificuldades de aprendizagem. 

 

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Significant new study shows importance of help for childhood sexual abuse victims

Eletroconvulsoterapia (ECT): Uma história de Controvérsia, mas Também de Ajuda

As cinzas de Carrie Fisher estão em uma urna desenhada para parecer como uma pílula de Prozac. O público sente pesar sobre a morte de Carrie Fisher, e isso não é apenas por ter sido uma atriz que protagonizou um dos papéis mais icônicos na história do cinema. Também foi por alguém que falou com perspicácia e coragem sobre a sua luta com doença mental.

Muitos críticos tem retratado o ECT como uma forma de abuso médico e representações no cinema e televisão são usualmente assustadores. Contudo, muitos psiquiatras e, mais importantemente os pacientes, consideram o ECT como um tratamento seguro e efetivo para depressão severa e transtorno bipolar. Poucos tratamentos médicos têm tais imagens desiguais. A bravura de Fisher, contudo, não era apenas em lutar contra o estigma de sua doença, mas também em declarar em suas memórias “Shockaholic”, seu uso voluntário de um tratamento estigmatizado: eletroconvulsoterapia (ECT), frequentemente conhecido como tratamento de choque.

Eu sou um historiador de psiquiatria e publiquei um livro sobre a história do ECT. Eu tinha, assim como muitas pessoas, sido exposto apenas as imagens assustadoras de ECT e cresci interessado na história do tratamento após aprender quantos médicos e pacientes consideram este como um tratamento valioso. Meu livro faz a seguinte pergunta: por que este tratamento tem sido tão controverso?

ECT funciona usando a eletricidade para induzir convulsões. Isto é certamente uma forma contra-intuitiva de tratar doenças. Mas muitos tratamentos médicos, tal como a quimioterapia para câncer, requer que nós passemos por experiências físicas terríveis para propósitos terapêuticos. Os conflitos em relação ao ECT têm outras fontes.

Ironicamente, dado que o ECT se tornaria icônico como um tratamento assustador, os pesquisadores italianos que propuseram a usar a eletricidade estavam pesquisando por um método mais seguro, mais humano e menos temível de induzir as convulsões. Seus colegas, internacionalmente, acreditavam que eles tinham tido sucesso. No espaço de poucos anos após a sua invenção, a ECT era amplamente usada em hospitais psiquiátricos ao redor do mundo. A ECT foi inventada na Itália no final dos anos 30. Psiquiatras já tinham descoberto que induzir convulsões poderia aliviar sintomas de transtorno mental. Antes do ECT, isto era feito com o uso de químicos, geralmente com um chamado Metrazol. Em muitos relatórios, pacientes experienciaram um sentimento de  terror após tomarem Metrazol. Um psiquiatra de Cleveland que atendia naquela época, uma vez me disse que os médicos e as enfermeiras costumavam correr atrás dos pacientes para fazer com que tomassem o Metrazol.

Muitas representações de ECT em filmes e televisão têm retratado a terapia como uma  abusiva forma de controle. O mais famoso é o filme “Um estranho no ninho”, no qual um indisciplinado paciente é submetido ao procedimento como punição. Não há provavelmente uma estória fictícia que causa tanta assombração na nossa consciência de um tratamento médico.

“Um estranho no ninho” e muitas outras representações são sensacionais, mas nós não podemos compreender o background histórico para o estigma ao redor de ECT se nós não reconhecemos que “Um estranho no ninho”, embora lançado como filme em 1975, não era completamente irrealista para a era que ele representa, os anos 50.

Não há dúvidas de que a ECT estava beneficiando pacientes naquela época, mas há também muita evidência daquele período mostrando que ECT e a ameaça dele, era usado nos hospitais psiquiátricos para controlar pacientes difíceis e para manter ordem nas enfermarias. ECT era também fisicamente perigoso quando foi desenvolvido. Agora, há formas para mitigar estes perigos. Na prática atual, conhecida como ECT modificado, são usados relaxantes musculares para evitar os perigos físicos de uma convulsão e anestesia para evitar dor da eletricidade.

Estas modificações foram logo aprendidas, mas levou um tempo para que se tornarem prática-padrão. Ken Kesey, que escreveu a obra: “Um estranho no ninho”, lançado em 1962, trabalhou em um hospital psiquiátrico nos anos 50.

Naquela época, ECT também era usado como “tratamento” para a homossexualidade, à medida em que era considerado por psiquiatras como uma doença. Esta não foi uma grande parte da prática de ECT, mas isto não é um conforto para homossexuais que receberam o tratamento e que poderia ser traumatizante. Os psiquiatras que usavam ECT desta forma sinceramente acreditavam que estavam tentando ajudar pessoas doentes, que serve como aviso contra comportamento “medicalizante” e presumindo que isto reduziria estigma. Este uso de ECT não durou, em parte porque não havia evidência que esta técnica alterava a sexualidade de alguém. Mas sobreviveu na memória social da terapia.

Nos anos 60, a evidência de que a ECT era bastante efetiva para tratar depressão era robusta. Mas havia também boas razões para pacientes temerem o ECT. Estas razões, combinadas com generalizadas revoltas contra autoridade e conformidade que  floresceram nos anos 60, também originou uma revolta contra autoridade médica –  o movimento anti-psiquiatria.

Em suas mais extremas versões, o movimento de anti-psiquiatria rejeitou a própria noção de transtorno mental. Mas tratamentos físicos e, mais especialmente a ECT, despertou suas mais fortes rejeições. A maioria dos defensores de anti-psiquiatria – mesmo aqueles que  questionaram a própria realidade de transtorno mental – eram de apoio da terapia da fala.

Isto fornece uma outra pista sobre porque ECT  ocasiona tais profundas cisões. Ao agir tão diretamente no corpo, sem qualquer aprofundamento na história de vida do paciente, os efeitos poderosos do ECT levanta questões sobre o que é o transtorno mental e que tipo de psiquiatria é a melhor. Ela ainda levanta questões sobre quem nós somos e o que uma pessoa é.

O uso de ECT teve uma redução nos anos de 60 e 70, mas foi retomado começando no início dos anos 80. Durante os anos decorrentes, tem havido um número crescente de positivas representações, frequentemente em memórias de pacientes como a de Carrie Fisher. Escritores tais como  Norman Endler e Martha Manning escreveram comoventes relatos de como o ECT trouxe-os de volta da mais sombria depressão.

Cada vez mais, ECT veio para ser fornecido com consentimento e o uso de ECT modificado tornou-se padrão. Agora, psiquiatras estimam que aproximadamente 100.000 americanos recebem ECT.

Com o aumenta da era de Prozac, nossa cultura tornou-se mais confortável com correções físicas para aqueles transtornos que nós continuamos a chamar de “mental.” De acordo com psiquiatras que oferecem o tratamento, muitos pacientes frequentemente voltam para voluntários tratamentos repetidos de ECT, como a Carrie Fisher fez. Isso não se ajusta com uma visão estereotipada de ECT como forma de controle social abusivo. O ECT continua a ter muitos críticos, frequentemente pessoas que receberam o tratamento sem a vontade ou que sentiram-se pressionados para recebê-lo. Por exemplo, Wendy Funk escreveu sobre isto em seu livro: “What Difference Does it Make?

A principal fonte de persistente controvérsia preocupa um possível efeito adverso: perda de memória.

Não existe qualquer dúvida de que a ECT causa alguma perda de memória, particularmente de eventos próximo do tempo do tratamento. Contudo, estas memórias frequentemente retornam. E há também poucas dúvidas de que muitos pacientes obtêm fortes resultados terapêuticos e muitos pacientes dizem que eles tem pouco, se o tiver, perda de  memória permanente.

Mas perda de memória permanente a longo prazo ocorre e é incerto o quão comum é. Muito clínicos acreditam ser extremamente raro, baseado em sua própria experiência tratando muitos pacientes ao longo dos anos.

Os estudos científicos não são bastante conclusivos; e séria e permanente perda de memória está em toda parte em livros de memórias de pacientes – não menos naqueles pacientes que escreveram relatos positivos de efeitos terapêuticos de ECT. No livro dela:  “Shockaholic”, Carrie Fisher foi enfática sobre o poder de ECT para reverter depressão persistente, mas adicionou: “a verdadeira coisa negativa sobre ECT é que ele é  incrivelmente faminto e a única coisa que ele gosta é da memória”.

ECT pode ser um tratamento valioso para muitas pessoas. Muitos médicos lamentam que esse é um tratamento estigmatizado. Dissipar o estigma, no entanto, requerirá mais do que apenas testemunho de seu efeito terapêutico, mas também uma avaliação completa de seus custos, ambos passado e presente.

The ConversationEscrito porJonathan Sadowsky, Theodore J. Castele, professor de história médica, Case Western Reserve University, este artigo foi originalmente publicado na The Conversation. Leia o original article.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

http://www.psypost.org/2017/01/electroconvulsive-therapy-history-controversy-also-help-46885

Exames Cerebrais Podem Ajudar os Médicos a Escolher Entre “Terapia da Conversa” ou Tratamento Medicamentoso Para Depressão

Pesquisadores da Emory University encontraram que específicos padrões de atividades em exames cerebrais podem ajudar os médicos a identificarem se a psicoterapia ou a medicação antidepressiva é mais provável a ajudar os pacientes a recuperarem-se da depressão.

O estudo, chamado PReDICT, randomicamente alocou pacientes para 12 semanas de tratamento com uma das duas medicações antidepressivas ou com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). No inicio do estudo, os pacientes realizaram um MRI funcional, que foi então analisado para ver se o resultado de TCC ou medicação dependeu do estado do cérebro antes do inicio do tratamento. Os resultados do estudo foram publicados em dois artigos científicos na edição de março de 2017 da American Journal of Psychiatry.

Os exames de MRI identificaram que o grau de conectividade funcional entre um importante centro de processamento emocional (o córtex cingulado subcaloso) e 3 outras áreas do cérebro estavam associadas com os resultados do tratamento. Especificamente, os pacientes com conectividade positiva entre as regiões do cérebro foram significativamente mais propensos a alcançar a remissão com TCC, enquanto pacientes com conectividade negativa ou ausente foram mais propensos a remitir com medicação antidepressiva: “todas as depressões não são iguais e como diferentes tipos de câncer, diferentes tipos de depressão irão requerer tratamentos específicos. Usando estes exames, nós podemos ser capazes de adequar um paciente ao tratamento que tem maior probabilidade de ajudá-lo, ao passo que evita-se tratamentos improváveis de oferecer benefícios”, diz Helen Mayberg, MD, que liderou o estudo por imagem. Mayberg é professora de Psiquiatria, Neurologia e Radiologia da Emory University School of Medicine.

Mayberg e os co-investigadores Boadie Dunlop, MD, do Emory Mood and Anxiety Disorders Program e W. Edward Craighead, PhD, buscaram desenvolver métodos para uma abordagem mais personalizada para tratar depressão.

Atuais diretrizes de tratamentos para depressão maior recomendam que uma preferência do paciente por psicoterapia ou medicação seja considerada ao selecionar a abordagem de tratamento inicial. Contudo, nas preferências dos pacientes do estudo PReDICT, foram apenas fracamente associadas com os resultados; preferências predisseram o abandono do tratamento mas não a melhoria. Estes resultados são consistentes com estudos anteriores, sugerindo que obter um tratamento personalizado para pacientes deprimidos dependerá mais em identificar especificas características biológicas em pacientes do que em basear-se em seus sintomas ou preferências de tratamento. Os resultados de PReDICT sugerem que os exames cerebrais podem oferecer a melhor abordagem para personalizar o tratamento no futuro.

Ao recrutar 344 pacientes para o estudo – de todas as áreas metropolitanas de Atlanta, os pesquisadores foram capazes de reunir um grupo mais diverso de pacientes do que os outros estudos anteriores, com aproximadamente metade dos participantes se auto-identificando como afro-americanos ou hispânicos: “nossa amostra diversificada demonstrou que a psicoterapia baseada em evidência e os tratamentos medicamentosos recomendados como tratamentos de primeira linha para depressão podem ser expandida com confiança para além de uma população branca, uma população não-hispânica”, afirma Dunlop.

“Em última instância, nossos estudos mostram que as características clínicas, tais como idade, gênero, etc., e mesmo as preferências dos pacientes a respeito do tratamento não são tão boas para identificar prováveis desfechos de tratamento como a medida cerebral”, acrescenta Mayberg.

 

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http://www.psypost.org/2017/03/brain-scans-may-help-clinicians-choose-talk-therapy-medication-treatment-depression-48566

 

Fonte da foto: https://cdn.theconversation.com

Tai Chi Prova ser Viável e Benéfico para Veteranos com TEPT

Veteranos com sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) que participaram de Tai Chi não apenas recomendariam-na para um amigo, como também encontraram que a antiga tradição chinesa ajudou com os sintomas deles, incluindo manejar pensamentos intrusivos, dificuldades com concentração e excitação fisiológica.

Os achados, que apareceram na revista cientifica BMJ Open, são os primeiros a examinarem a viabilidade, o feedback qualitativo e a satisfação associada com o Tai Chi para esta população.

Na população geral, o risco durante a vida de desenvolver TEPT é estimado ser de 8,7%. Entre veteranos o risco é maior, com uma estimativa de 23,1%. TEPT e seus sintomas se tornam frequentemente crônicos e estão associados com uma perda de bem-estar físico, financeiro e psicológico.

Tai Chi é praticado hoje como uma forma graciosa de exercício que envolve uma série de movimentos realizados de uma maneira lenta e focada, acompanhada por respiração profunda e mindfulness. Em adição as melhorias físicas em flexibilidade, força e manejo da dor, há evidência de que Tai Chi melhora o sono e reduz a depressão e a raiva.

17 veteranos com sintomas de TEPT matricularam-se em um programa introdutório de Tai Chi (com 4 sessões). Após a sessão final, os participantes reportaram impressões favoráveis do programa. Aproximadamente 94% estavam bastante ou muito satisfeitos e todos os participantes indicaram que gostariam de participar de futuros programas de Tai Chi e recomendariam-no a um amigo. Além disso, eles descreveram sentirem-se bastante engajados durante as sessões e descobriram que o Tai Chi pode ser útil para manejar estressantes sintomas de TEPT.

De acordo com os pesquisadores, este estudo fornece evidência para a viabilidade de ingressar e engajar veteranos com sintomas de TEPT em um programa de exercício de Tai Chi: “nossos achados também indicam que Tai Chi é uma atividade física segura e apropriada para indivíduos com várias capacidades físicas. Dado os nossos achados positivos, pesquisa adicional é necessária para empiricamente avaliar o Tai Chi como um tratamento para sintomas de TEPT”, disse Barbara Niles, PhD, professora assistente de psiquiatria, da Boston University School of Medicine e psicóloga/pesquisadora da equipe do National Center for PTSD – Behavioral Science Division, VA Boston Healthcare System.

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http://www.psypost.org/2016/11/tai-chi-proves-feasible-beneficial-veterans-ptsd-46222

Depressão na Gravidez: Porque não Fazer Nada sobre Ela Pode Ser uma Má Idéia

Mulheres grávidas enfrentam uma série de escolhas. A maioria delas são bastante incontestáveis: não fume ou use drogas; evite peixe cru e ovos; descanse bastante. Mas um dilema que algumas mulheres grávidas encaram é menos intuitivo: se e como tratar suas mentes e corpos se elas estão deprimidas.

Muita atenção está focada na depressão pós-parto (ou seja, a ocorrência de depressão na mãe após o nascimento do bebê), que ocorre em aproximadamente uma a cada 8-10 mulheres. Mas embora a depressão durante os nove meses de gravidez ocorra frequentemente, ela tem recebido menos destaque.

Diagnosticar depressão na gravidez pode ser complicado, já que as mulheres podem inicialmente desconsiderar alguns dos sintomas, tais como mudanças no humor, apetite ou sono, tomando-os como normal ou a ser esperado. Mas aqui esta o que é crucial saber: identificar e tratar depressão durante a gravidez é particularmente importante a medida em que ela impacta não apenas a mãe, mas também o bebê.

Este conceito – que o humor maternal pode ser transmitido para os filhos – não é novo. Ele tem existido desde os dias de Hipócrates, e até Shakespeare compreendia ele. Nós agora sabemos que a depressão crônica na gravidez pode alterar níveis dos hormônios de estresse, desviando sangue (e com ele, oxigênio e nutrientes-chaves) do feto e suprimindo os sistemas imunes da mãe e do bebê, deixando ambos mais vulneráveis para infecção.

Então, o que pode fazer uma mulher grávida que acha que pode estar deprimida? O primeiro passo é tomar consciência dos sinais e sintomas. E que sentir-se triste ou para baixo pode não ser o primeiro ou o principal sintoma. Outros podem incluir a fadiga excessiva, perda de concentração ou interesse, mudança no apetite, muito ou pouco sono, sentimentos de inutilidade e pensamentos recorrentes de morte.

Note que um dia triste ou um dia estressante não faz um episódio depressivo. Mas se você tem experienciado vários dos sintomas citados acima, cronicamente, acima de um período de duas semanas ou mais, e eles não são o resultado de uma outra medicação que você está tomando, você poderia estar sofrendo de uma depressão clinica. Falar proativamente e abertamente para o profissional de saúde que cuida de seu caso, pode ajudar a distinguir os normais altos e baixos da gravidez de sintomas que necessitam atenção médica. E se o seu obstetra/ginecologista não é especialista em questões de saúde mental (que pode ser o caso), peça por um encaminhamento para ver alguém que seja. Ou, se você conhece alguém que tenha passado por uma experiência similar, peça uma opinião para ela: não há nada melhor do que uma recomendação boca-a-boca.

Se a depressão é identificada, tratar é importante para a mãe e para o bebê (lembre-se, é algo do tipo dois pelo preço de um). Como neurocientista e epidemiologista que estuda os efeitos a longo prazo de várias exposições no pré-natal, eu tenho visto que, embora as chances não sejam sempre fáceis, há uma série de opções efetivas para tratamento.

A primeira são as medicações antidepressivas. Várias estão no mercado, com a mais comum sendo a classe dos “inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS)”, que inclui nomes familiares tais como Prozac, Zoloft, Paxil e Lexapro.

Estas medicações são, em geral, seguras para uso adulto, e muitas são aprovadas para uso em mulheres grávidas também. Contudo, como estas medicações atravessam para a placenta, os efeitos a longo-prazo no bebê, quando usadas na gravidez, não são inteiramente claros. Alguns estudos tem sugerido que aumentou os problemas cognitivos, de linguagem e emocionais entre crianças gestacionalmente expostas a medicações antidepressivas, mas não é claro o quanto destes efeitos são devidos as medicações versus a própria depressão subjacente.

Dada a incerteza, algumas mulheres grávidas podem querer serem tratadas, mas compreensivelmente, não serem medicadas. Para elas, há uma outra rota viável, e uma que uma série de mulheres grávidas fracassam para seriamente considerar: a psicoterapia. Muitos tratamentos psicoterápicos reduzem sintomas de depressão e ansiedade assim como seus parceiros – a medicação – mas sem os indesejáveis efeitos colaterais da medicação. Embora o termo psicoterapia esteja ocasionalmente sendo mal aplicado por algumas formas questionáveis de tratamento ou auto-ajuda, há uma série de terapias estruturadas tais como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Interpessoal (TI) que tem sido desenvolvidas por clínicos, são baseadas em sólidas evidências cientificas e tem sido adaptadas para tratar sintomas na gravidez.

Ensaios clínicos, incluindo aqui a Columbia University Medical Center, onde alguns destes tratamentos foram desenvolvidos, mostra que a psicoterapia pode ser um tratamento alternativo e efetivo para muitas mulheres grávidas. E para mulheres que já estão em uso de antidepressivos e que podem estar contemplando uma gravidez, mudar para a psicoterapia para o período de gravidez pode ser uma opção também.

E por fim, há sempre a opção de não fazer nada. É verdade que, algumas depressões são de vida-curta e irão embora por si só. Mas ignorar o que o seu corpo diz a você, é raramente uma boa idéia (nós ignoraríamos dores no peito, por exemplo, apenas esperando que elas desaparecessem?). Ademais, é impossível predizer antecipadamente por quanto tempo um episódio depressivo pode durar e a abordagem “vamos esperar para ver” põe em risco prolongado a exposição do bebê ao estresse maternal. Lembre-se, o estresse é ruim para o bebê também.

Certamente, estas não são escolhas simples. Riscos de tratamento tem de ser equilibrado entre os riscos de permanecer sem tratamento. Para algumas mulheres (por exemplo, aquelas com depressão severa, ou com outras complicações médicas ou psiquiátricas), a medicação pode ser necessária. Para outras, a psicoterapia pode ser a opção preferida. Mas mesmo quando ela é, a psicoterapia requer tempo, um bem que muitas mulheres grávidas simplesmente não tem. Custos podem desempenhar um papel também, embora muitos planos de saúde cubram um certo número de sessões psicoterápicas.

Embora estas opções possam soar insatisfatórias, elas simplesmente refletem a realidade subjacente de que não há uma abordagem única para depressão em mulheres grávidas. Mas há boas notícias: o que as opções oferecem para uma mulher gestante é a oportunidade de explorar – com ela mesma, sua família e amigos, e o seu médico – qual é a melhor percurso para ela. A única coisa imprudente que uma grávida que acha que pode estar deprimida pode fazer é não fazer nada. 

Observação: este artigo apresenta uma  visão geral de diferentes opções disponíveis para tratar de depressão durante a gravidez. Este artigo não deveria ser usado como um substituto do conselho de um médico.

The ConversationEscrito por Ardesheer Talati, professor assistente de Neurobiologia Clinica, Psiquiatria, da Columbia University Medical CenterEste artigo foi originalmente publicado no The Conversation

 

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Estudo Encontra que a Terapia Cognitiva é Mais Efetiva do que Medicação para Tratar Transtornos de Ansiedade Social

Nós estabelecemos um novo recorde mundial em tratar efetivamente transtornos de ansiedade social”, diz Hans M. Nordahl, um professor de medicina comportamental da Norwegian University of Science and Technology (NTNU).

Uma equipe de médicos e psicólogos da NTNU e da University of Manchester, na Inglaterra, liderados por Nordahl, examinaram os efeitos da terapia da conversa estruturada e os efeitos da terapia da conversa estruturada e medicação em pacientes com transtornos de ansiedade social.

Até agora, uma combinação de terapia cognitiva e medicação era pensada ser o tratamento mais efetivo para estes pacientes. Os resultados dos pesquisadores, que foram publicados na revista cientifica Psychotherapy and Psychosomatics, mostrou que a terapia cognitiva por si própria tem um efeito muito melhor ao longo do tempo do que apenas a medicação ou a combinação dos dois.

Cerca de 85% dos participantes do estudo melhoraram significativamente ou se tornaram completamente saudáveis usando apenas a terapia cognitiva: “este foi um dos melhores estudos em transtornos de ansiedade social já realizados”, diz Nordahl. “Levou 10 anos para realizar e tem sido desafiante tanto academicamente quanto em termos de logística, mas o resultado é realmente encorajador”, ele diz.

Para esclarecer alguns termos: ansiedade social não é um diagnóstico, mas um sintoma no qual muitas pessoas lutam contra ele. Por exemplo, conversar ou sendo engraçado em frente de uma  grande platéia pode engatilhar este sintoma. Por outro lado, transtorno de ansiedade social – ou fobia social – é um diagnóstico para indivíduos que acham difícil funcionar socialmente e qualquer pessoa com este diagnóstico tem alta ansiedade social.

Medicações, terapia da conversa ou uma combinação delas são as formas mais comuns de tratar pacientes com este diagnóstico. Pesquisadores da NTNU organizaram-se para examinar quais destas abordagens é a mais efetiva: “muitos médicos e hospitais combinam medicações – como a famosa “pílula da felicidade” – com terapia da conversa quando tratam este grupo de paciente. Isso funciona bem em pacientes com transtornos depressivos, mas ele, na verdade, tem o efeito oposto em indivíduos com transtornos de fobia social. Não há muitos profissionais da área da saúde que estão cientes disto”, disse Nordahl.

“Pílulas da felicidade” como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), podem ter fortes efeitos colaterais físicos. Quando pacientes tem estado em medicações por algum tempo e querem reduzi-las, os sentimentos corporais associados com fobia social, como tremor, ruborização e tontura em situações sociais tendem a retornar. Pacientes frequentemente acabam em um estado de ansiedade social aguda novamente: “pacientes frequentemente confiam mais na medicação e não colocam tanta importância na terapia. Eles acham que são as medicações que os farão mais saudáveis e se tornam dependentes de algo externo ao invés de aprenderem a regularem-se por si mesmos. Assim, a medicação camufla uma descoberta do paciente bastante importante: que ao aprenderem técnicas efetivas, eles tem a capacidade para lidar com suas ansiedade por eles mesmos”, diz Nordahl.

Pesquisadores da NTNU elaboraram o projeto para comparar os métodos mais reconhecidos para tratar transtornos de ansiedade social. Mais de 100 pacientes participaram no estudo e foram divididos em quatro grupos.

O primeiro grupo recebeu apenas medicação, o segundo grupo recebeu apenas terapia, o terceiro grupo recebeu uma combinação dos dois, e o quarto recebeu uma pílula de placebo. Os quatro grupos foram comparados ao longo do percurso e pesquisadores conduziram uma avaliação de seguimento com eles um ano após o término do tratamento.

Durante o tratamento e logo após o término, os pacientes dos grupos dois e três estavam manejando igualmente bem. Mas após um ano, foi claro que os participantes do grupo dois – aqueles que tinham recebido apenas terapia cognitiva – estavam muito melhor.

Apenas com a ajuda da terapia cognitiva os pesquisadores manejaram aumentar a taxa de recuperação em pacientes com transtornos de ansiedade social de 20 a 25%, como comparado com o padrão para este grupo: “este é o tratamento mais efetivo de todos para este grupo de pacientes. Tratamento de doença mental frequentemente não é tão efetivo quanto tratar uma fratura no osso, mas aqui nós mostramos que o tratamento de transtornos psiquiátricos pode ser igualmente efetivo”, diz Nordahl.

Torkil Berge é um psicólogo do Diakonhjemmet Hospital, em Oslo e chefe da Norwegian Association for Cognitive Therapy. Ele diz que transtorno de ansiedade social é um problema de saúde pública com importantes consequências negativas para o indivíduo e para a sociedade. Quase 12% da população será afetada por esta doença durante sua vida. “Este é um transtorno velado e muitos pacientes acham difícil comunicar sua luta aos profissionais de saúde que cuidam de sua saúde. Milhares e milhares de indivíduos acabam não recebendo tratamento adequado. Daqueles que conseguem tratamento, para a maioria é provavelmente oferecido terapia medicamentosa”, Berge afirma. “Eu posso bem imaginar que a combinação de terapia medicamentosa e terapia cognitiva não é a melhor abordagem, como pesquisadores da NTNU determinaram neste estudo”, ele disse.

Nordahl e o resto da equipe de pesquisa também tem trabalhado para melhorar a terapia cognitiva padrão. Eles adicionaram novos elementos concretos, que tem mostrado maior efetividade: “nós estamos usando o que é chamado terapia meta-cognitiva, significando que nós trabalhamos com os pensamentos dos pacientes e suas reações e crenças sobre estes pensamentos. Nós endereçamos a ruminação e preocupação deles sobre como elas funcionam em situações sociais. Aprender a regular os processos de atenção deles e treinar com tarefas mentais são novos elementos terapêuticos com enorme potencial para este grupo de pacientes”, diz Nordahl.

Os pesquisadores agora esperam desenvolver mais terapia cognitiva estandardizada para pacientes que sofrem de transtornos de ansiedade social.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/12/cognitive-therapy-effective-medication-treating-social-anxiety-disorders-study-finds-46588

 

 

A Descoberta de Novos Tratamentos para Depressão

O entendimento da raiz física da depressão tem estado avançando, graças a pesquisas como da University of Warwick, no Reino Unido e da Fudan University, na China.

O estudo mostra que a depressão afeta a parte do cérebro que está implicada em não-recompensa – o córtex orbitofrontal lateral— de modo que quem sofre da doença sente uma sensação de perda e desapontamento associado com não receber recompensas.

Esta área do cérebro, que se torna ativa quando as recompensas não são recebidas, está também conectada com a parte do cérebro que está envolvida no senso de eu da pessoa, assim potencialmente levando a pensamentos de perda pessoal e baixa auto-estima.

A depressão está também associada com reduzida conectividade entre a área do cérebro responsável pela recompensa no córtex orbitofrontal medial e os sistemas de memória no cérebro, que poderia ser responsável pelos pacientes terem um foco reduzido em memórias felizes.

Estas novas descobertas poderiam anunciar um avanço para tratar a depressão, ao ir para a raiz da causa da doença e ajudar as pessoas deprimidas a pararem de focar em pensamentos negativos.

The human medial (reward-related, OFC13) and lateral (non-reward-related, OFC47/12) orbitofrontal cortex networks that show different functional connectivity in patients with depression.

O estudo foi realizado pelos professores Edmund Rolls (da Warwick), o professor Jianfeng Feng (da Warwick) e da Fudan University em Shanghai, o Dr Wei Cheng (da Fudan University) e por outros centros na China.

Em um estudo particularmente grande, quase 1.000 pessoas na China tiveram seus cérebros escaneados usando MRI de alta precisão, que analisou as conexões entre o córtex orbitofrontal medial e lateral — as diferentes partes de um cérebro humano afetadas pela depressão.

O professor Jianfeng Feng comenta que a depressão está se tornando cada vez mais prevalente: “mais de uma em cada 10 pessoas em seu ciclo de vida sofrem de depressão, uma doença que é tão comum na sociedade moderna e que nós até podemos encontrar os restos de Prozac (uma medicação para depressão) na água encanada em Londres”.

“Nossos achados, com a combinação de grande volume de dados que nós coletamos ao redor do mundo e nossos novos métodos, permite-nos localizar as raízes da depressão que deveriam abrir-se em novos caminhos para os melhores tratamentos terapêuticos em um futuro próximo”, o professor Feng continua.

O professor Edmund Rolls espera que, para os novos tratamentos que a pesquisa possa levar: “aos novos achados em como a depressão está relacionada a diferentes conectividades funcionais do córtex orbito-frontal que tem implicações para tratamentos à luz de uma recente teoria da depressão”.

A pesquisa: ‘Medial reward and lateral non-reward orbitofrontal cortex circuits change in opposite directions in depression’, está publicada no Brain.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/10/depressions-physical-source-discovered-potential-new-treatments-45454

Fobia Social Pode Ser Tratada Via Internet

Na edição atual da revista Psychotherapy and Psychosomatics um estudo analisa os efeitos da Terapia Cognitivo-Comportamental baseada na internet (TCCI), para fobia social. Fobia Social (FS) é um dos transtornos mentais mais comuns em países ocidentais.

Embora a prevalência na China seja muito menor (0.2%), ela traduz-se em um enorme número de pessoas (aproximadamente 200 milhões de pessoas adultas) em necessidade por tratamento de transtornos mentais. Intervenções pela internet podem ser uma forma facilmente acessível e com custo-efetividade para fornecer tratamento baseado em evidência para transtornos mentais para pessoas que, de outra maneira, nunca teriam a oportunidade de receber tratamento efetivo.

O objetivo deste estudo foi investigar a efetividade de um programa estabelecido de auto-ajuda para fobia social elevada em uma população chinesa com TCCI auto guiada e TCCI guiada pelo terapeuta. O programa auto-guiado de TCCI foi derivado de um programa de TCCI traduzido para o chinês e culturalmente adaptado por oito psicólogos clínicos.

Os participantes foram 75 pacientes com FS, 69 pacientes com comorbidade de FS e transtorno de depressão maior, e 53 indivíduos com sintomas elevados de fobia social mas não preenchendo os critérios para FS.

Os resultados mostraram que as medidas de ansiedade significativamente diminuíram após as intervenções. Além disso,  comparações de pares após oito semanas mostraram que ambas as condições de tratamento com TCCI foram superiores a lista de espera e que não houve diferença entre as condições de TCCI.

Estes achados sugerem que os efeitos de uma intervenção auto-guiada de TCCI não foi diferente dos efeitos de uma intervenção guiada de TCCI em fobia social em pessoas chinesas.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How social anxiety can be overcome with internet: a Chinese study