Embora 98% de todas as organizações tenham políticas em relação ao assédio sexual, esta continua sendo uma questão no local de trabalho. Pesquisadores da University of Missouri estão avaliando como a interpretação dos empregados sobre as políticas de assédio sexual podem invalidar o propósito destas políticas. Eles encontraram que a percepção do empregado de como exatamente “assédio sexual” é definido pela política da empresa pode, em efeito, eliminar ou remodelar o significado destas políticas e contradizer as normas e valores das empresas que tentam implementá-las: “apesar de 98% de todas as organizações terem uma política de assédio sexual, o assédio continua no local de trabalho e representa sérios problemas”, afirmou Debbie Dougherty, pesquisadora e professora da MU College of Arts and Science. “Nosso estudo avalia como as pessoas interpretam as políticas de assédio sexual e como aplicam suas percepções pessoais de assédio sexual a estas políticas”.
O U.S. Equal Employment Opportunity Commission (EEOC), define assédio sexual como avanços sexuais indesejados, pedidos de favores sexuais e outras condutas físicas ou verbais de natureza sexual. Os comportamentos explícitos que são considerados indesejados estão tipicamente listados nas políticas da empresa.
Dougherty e o co-autor, Marlo Goldstein Hode, da MU, conduziram o estudo de políticas federais e regionais de assédio sexual de uma grande Organização Governamental dos EUA (OG). Participantes do estudo foram empregados do OG e foram convidados a participarem de um grupo de discussão de um específico gênero, um grupo de discussão de gêneros misturados e uma entrevista individual. Manter as dinâmicas de gênero através do curso deste estudo foi essencial para coletar dados factuais, uma vez que homens e mulheres possuem visões diferentes sobre assédio sexual, Dougherty disse: “embora a declaração de política tenha especificado a importância de construir uma cultura de dignidade e respeito, os participantes do estudo re-interpretaram a política de tal forma que eles acreditavam que ela, na verdade, criou uma cultura do medo”, Dougherty atestou. “Isto inibe a considerada camaradagem dos participantes e que foi produzida pela normalizada provocação, comportamento e piadas de conteúdo sexual. Nossos achados sugerem que as formas pelo qual os empregados constroem o significado em torno da política pode inviabilizar o uso e efetividade da política; portanto, a pesquisa sobre a política de assédio sexual deveria focar-se nas formas complexas que nosso entendimento molda os significados da política da empresa para encontrar formas mais efetivas para endereçar o assédio sexual no local de trabalho”.
De acordo com Dougherty, as organizações precisam discutir sobre as suas políticas de assédio de uma maneira clara e concisa para assegurar que cada empregado tenha o mesmo entendimento do que significa o assédio sexual. As organizações também se beneficiariam de treinamento sobre assédio sexual que reconhecesse as dinâmicas de gênero do assédio.
O estudo “Binary logics and the discursive interpretation of organizational policy: Making meaning of sexual harassment policy” foi publicado na revista cientifica Human Relations.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
