Therapist showing a sliding scale fee structure to a young male client

Terapeutas Também Oferecem Valores Sociais nos EUA?

A resposta é: SIM!

Contudo, acredito que a forma como isso é feito aqui é um pouco diferente do que eu tenho visto nas redes sociais de profissionais no Brasil.

Vou contar para vocês como fazemos por aqui. Vale lembrar que moro e atuo em NY e, aqui, as licenças são estaduais; ou seja, pode ser que, em outro estado, haja algumas pequenas modificações a respeito.

Eu, particularmente, não vejo as pessoas (digo, os profissionais) questionando os profissionais sobre essa questão de oferecer (ou não) este tipo de cobrança. Na clínica onde trabalho, alguns terapeutas oferecem e outros não.

Aqui, o nome disso é SLIDING SCALE. E o que isso significa exatamente?

Quando colocamos algum perfil online (seja nas redes sociais ou no nosso site), colocamos que oferecemos (ou não) este tipo de “oferta”. Há terapeutas que colocam que “não oferecem esse sliding scale” e há outros que deixam isso explicito.

Ao dizer que oferece sliding scale, o profissional quer dizer que há a possibilidade de reduzir o valor do honorário dele (da sessão). E, no caso, o paciente precisa solicitar isso. Na clínica onde trabalho, há um formulário especifico para isso e deve ser preenchido pelo paciente.

Cada terapeuta estabelece como quer utilizar isso. O que eu vejo de comum acontecendo com os colegas é o seguinte:

  • Alguns pedem para ver o imposto de renda do paciente. Isso eu acho muito intrusivo e não concordo (mas já vi gente fazendo isso). Eu acho melhor perguntar ao paciente se ele está confortável em explicar como está a situação financeira dele (sem precisar mostrar nenhum documento nem entrar em muitos detalhes).
  • Perguntam ao paciente qual valor ele poderia pagar no momento.
  • Algumas clínicas deixam estabelecido o mínimo que o valor da consulta deveria ser e, aí, negociam com o paciente.
  • Depois de acertado o valor, é firmado um contrato específico para isso. Na clínica onde trabalho, costumamos reavaliar a situação após 6 meses de contrato. Alguns pacientes, logo que assinam o primeiro contrato, já deixam claro que, após um número X de sessões, poderão pagar mais ou até o valor normal da consulta.

Oferecer esta redução nos honorários não desqualifica o terapeuta. Eu nunca vi nenhum comentário sobre isso (não é que não exista, eu é que nunca vi).

Uma coisa que deve ficar bem clara: reduzir o valor da consulta NÃO SIGNIFICA MODIFICAR O TEMPO DE SESSÃO. E eu não vejo isso acontecendo de modo geral. ENTRETANTO, caso o terapeuta decida reduzir o tempo da sessão, ele precisa informar ao paciente e deixar claro, no contrato, que será assim o tratamento.

Em suma, cada terapeuta tem a liberdade de oferecer este tipo de facilidade e todo o processo deve ser transparente. Esta informação costuma estar visível (“I offer sliding scale”), mas não é colocado um valor específico. Isso é permitido pelo board (órgão que controla nossas licenças). Cada caso é discutido entre o futuro paciente e o terapeuta.

Se você quiser saber mais sobre isso, pode deixar a sua pergunta nos comentários.

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O Horário da Sessão de Psicoterapia está Relacionado com o Desfecho Clínico?

Segundo uma pesquisa, SIM! O período da manhã é o melhor horário para se ter uma sessão psicoterápica. O motivo você descobre lendo o texto abaixo 😉

Pacientes fazem mais progresso em superar ansiedade, medos e fobias quando suas sessões de terapia são marcadas pela manhã – é o que uma nova pesquisa sugere.

O estudo encontrou que sessões matinais ajudaram pacientes em psicoterapia a superarem seu pânico, ansiedade e evitação fóbica melhor, em parte por causa dos níveis de cortisol — um hormônio que é liberado naturalmente — que estão em seu nível mais alto, disse a psicóloga clínica Alicia E. Meuret, da Southern Methodist University, em Dallas: “acredita-se que o hormônio cortisol é o facilitador da extinção do medo em certas situações terapêuticas”, disse Meuret, autora principal da pesquisa. “Medicações para melhorar a extinção do medo estão sendo investigadas, mas elas podem ser difíceis de mostrar e podem produzir resultados mistos. Os achados de nosso estudo promovem tirar vantagem de dois agentes simples e ocorrendo naturalmente – nosso próprio cortisol e o período do dia”.

Os achados foram reportados no artigo cientifico “Timing matters: Endogenous cortisol mediates benefits from early-day psychotherapy”, que foi publicado na revista cientifica Psychoneuroendocrinology. Os co-autores são David Rosenfield, Lavanya Bhaskara, Thomas Ritz, Richard Auchus, Israel Liberzon e James L. Abelson.

O estudo explora, através de uma pesquisa, que a ansiedade e a fobia são melhores tratadas através da aprendizagem de informação corretiva (disciplinar). Pacientes com transtorno de ansiedade e transtornos fóbicos irão sobrestimar a ameaça que uma sensação ou situação pode causar. Mas pela exposição direta, um paciente aprende que a probabilidade de uma catástrofe esperada é bastante pequena: “por exemplo, um(a) paciente pode pensar que ficar de pé dentro de um elevador poderia causar a ele(a) perda de controle ou desmaio, sufocamento ou criar sintomas físicos que seriam intoleráveis”, Meuret disse. “Ao colocá-los de pé em um elevador por um tempo prolongado, o paciente aprende que o seu desfecho mais temido não ocorre, apesar dos altos níveis de ansiedade. Nós chamamos isto de aprendizagem corretiva”.

Contudo, já que nem todos os pacientes beneficiam-se igualmente de terapia de exposição, os pesquisadores identificam formas de melhorar a aprendizagem corretiva. Até agora, nenhuma forma simples para aumentar a extinção ao medo foi estabelecida. Acredita-se que o hormônio cortisol ajuda na extinção de medo. Parece que ele suprime a memória de medo estabelecida por anteriores encontros estressantes enquanto que, ao mesmo tempo, ajuda um paciente a melhor absorver e lembrar de nova informação corretiva.

“Em um estudo anterior, nós tínhamos mostrado que níveis mais altos de cortisol durante e em antecipação a exposição facilita a aprendizagem corretiva”, disse Meuret. “Nós também sabemos que o cortisol é mais alto logo de manhã cedo. Mas nós não sabíamos se o cortisol agiria como um mediador entre o período do dia e os ganhos terapêuticos. Isto é o que o nosso estudo investigou”.

Participantes no estudo foram 24 pessoas diagnosticadas com transtorno do pânico e agorafobia, que é o medo de lugares públicos onde uma pessoa sente-se aterrorizada, encurralada ou desamparada.

Para o estudo, os participantes passaram por um tratamento psicoterápico padrão de “terapia de exposição”, no qual pacientes são expostos a situações que podem tipicamente induzir seu pânico ou medo com a meta de que a exposição repetida pode ajudar a diminuir uma resposta de medo incapacitante ao longo do tempo.

Pacientes receberam sessões semanais ao longo de três semanas, cada uma durando uma média de 40 minutos. Situações de exposição incluíram edifícios altos, estradas e viadutos, lugares fechados tais como elevadores, supermercados, cinemas e transporte público tais como metrôs e trens e barcos entre cidades. Além disso, os níveis de cortisol foram medidos em vários horários durante cada sessão de exposição através da técnica de passar o cotonete dentro da boca para obter saliva. Na sessão seguinte a exposição, os pesquisadores mediram as avaliações das ameaças do paciente, seu comportamento de evitação, quanto controle eles perceberam-se tendo e a severidade de seus sintomas de pânico.

Avaliando os resultados destas medidas, os pesquisadores encontraram que a terapia de exposição em geral resultou em melhoras significantes em todas as medidas durante todos os períodos de tempo. Contudo, os pacientes tiveram os maiores ganhos em superar seus medos após as sessões que começaram mais cedo no dia. Na próxima sessão, os pacientes relataram menos sintomas severos de falta de avaliação de ameaça, comportamentos de evitação e severidade de sintomas de pânico. Eles também perceberam um maior controle sobre seus sintomas de pânico: “Particularmente, o cortisol mais alto estava relacionado a maiores reduções em avaliação da ameaça, controle percebido e severidade de sintoma de pânico na próxima sessão”, Meuret disse “e que esse foi o caso para além dos efeitos da hora do dia, com grande tamanho de efeito”.

Esse achado sugere que o cortisol é responsável por alguns dos efeitos terapêuticos associados com a hora do dia, ela disse.

Como os níveis de cortisol estavam geralmente mais altos pela manhã, os autores especularam que níveis mais altos de cortisol podem ajudar a extinção da aprendizagem e contribuem para melhorar os benefícios das sessões de exposição pela manhã através de tal mecanismo.

Entretanto, Meuret alertou que um mecanismo preciso pelo qual o cortisol melhora a efetividade de sessões de exposição matinais permanece pouco claro e não pode ser diretamente endereçado dos dados deste estudo. O tamanho da amostra do estudo foi pequena e os achados precisam ser confirmados independentemente, em estudos maiores, ela afirmou.

Meuret e sua equipe suspeitam que mecanismos adicionais estão em jogo para explicar o efeito da hora do dia. Outros fatores poderiam incluir memória e aprendizagem e o ritmo circadiano natural do corpo, quantidade e qualidade do sono, controle da atenção e interações entre estes fatores e outros.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Psychotherapy sessions are best in the morning when levels of helpful hormone are high