As Crianças e o Uso de Aparelhos Touch Screen

O seu filho pequeno usa um tablet touch screen? Um recente estudo publicado no Frontiers in Psychology mostrou que o uso precoce de telas sensíveis ao toque (touch screen) e, em particular, ativamente rolar a tela, correlaciona-se com o aumentado controle motor fino em crianças pequenas.

Smartphones e tablets são agora comuns no trabalho e em casa. Se você esta lendo isso pela manhã durante o seu trajeto em um transporte publico, é provável estar fazendo isso de um aparelho de touch screen, enquanto está rodeado por pessoas que estão completamente absorvidas por seus próprios aparelhos de touch screen.

Tem havido um dramático aumento na compra e uso de tablets e smartphones nos últimos anos. No Reino Unido, a propriedade familiar de aparelhos de touch screen aumentou de 7% em 2011 a 71% em 2014. Não é, portanto surpreendente, que as crianças estejam usando aparelhos de touch screens em uma idade muito precoce, mas isto é uma coisa boa ou não?

Os efeitos de usar aparelhos de touch screen por parte de crianças pequenas são uma preocupação de alguns pais e políticos. A opinião pública defende que usar aparelhos de touch screen muito precocemente pode levar ao atraso do desenvolvimento cognitivo das crianças. A Academia Americana de Pediatria aconselha que as crianças não deveriam ser expostas a quaisquer aparelhos de telas, incluindo touch screens, antes da idade de dois anos e agências similares em outros países têm adotado estas diretrizes. Contudo, nós não sabemos ainda se estes medos são justificáveis e constatamos que quando se refere a aparelhos de touch screen, eles não são respaldados por dados concretos. As atuais diretrizes são provavelmente mais de uma reação automática a uma nova tecnologia do que uma estratégia de saúde fundamentada.

Cientistas ainda não estudaram extensivamente a relação entre desenvolvimento infantil e uso de touch screens, porque a tecnologia é ainda tão nova e as crianças que tem usado esta tecnologia desde pequenas ainda são muito novas.

Apesar das orientações, na realidade, muitas crianças pequenas usam aparelhos de touch screen desde muito cedo. O Dr. Tim J Smith da University of London, deu-se conta de que há uma necessidade por mais dados sólidos e com a ajuda de seus colaboradores da King’s College, montaram uma pesquisa online para pais no Reino Unido, para responderem questões sobre o uso de touch screen por parte dos filhos. Isto incluiu questões sobre se as crianças pequenas usaram aparelhos de touch screen, quando usaram um pela primeira vez e com que frequência e por quanto tempo eles os usa. A pesquisa também incluiu questões especificas para avaliar o desenvolvimento das crianças, tais como a idade que elas primeiro empilharam blocos, que indica habilidade motoras finas ou a idade que elas usaram sentenças de duas palavras, que indica desenvolvimento de linguagem.

No total, 715 famílias responderam e o estudo confirmou que usar aparelhos de touch screen é extremamente comum em crianças pequenas do Reino Unido: “o estudo mostrou que a maioria das crianças pequenas tinham exposição diária a aparelhos de touch screen, aumentando de 51,22% aos 6-11 meses a 92,05% aos 19-36 meses”, explicou o Dr. Smith.

Os pesquisadores não encontram associações significativas entre o uso de aparelhos de touch screen e desenvolvimento do andar e nem da linguagem. Contudo, “em crianças pequenas da faixa etária de 19-36 meses, encontraram que a idade em que os pais reportaram que seu filho primeiro rolou o dedo ativamente em um touch screen foi positivamente associada com a idade em que eles foram primeiro capazes de empilhar blocos, uma medida de controle motor fino”.

Ainda não é conhecido se esta correlação indica que usar aparelhos de touch screen pode melhorar as habilidades motoras finas ou se as crianças com habilidades motoras finas são mais propensas a usarem aparelhos de touch screen mais cedo, e por isso, trabalho adicional é requerido para determinar mais precisamente a natureza desta relação. Contudo, é claro que a atual geração de crianças pequenas está adaptando-se rapidamente a esta nova tecnologia e estas crianças prometem usar estes aparelhos durante toda a sua vida.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Touchscreens may boost fine motor skills in toddlers, study finds

Aplicativos de Smartphone Podem Ajudar a Tratar Ansiedade e Depressão

Com esse mundo tecnológico trazendo novidades diariamente, por que não utilizá-las a nosso favor? Eu, como terapeuta, não vejo mal nenhum nesse app que está sendo testado. Muito pelo contrário, se for para ajudar meus pacientes, será muito bem-vindo! 😉

O post de hoje é uma tradução livre desse texto em inglês: http://www.psypost.org/2016/05/smartphone-app-help-treat-anxiety-depression-42841

Vamos ao texto 🙂

Em um projeto conjunto entre as universidades de Liverpool e de Manchester, pesquisadores examinaram o teste inicial de um aplicativo de smartphone desenhado para ajudar pessoas a manejar seus problemas.

O app ‘Catch It’ usa alguns dos princípios-chave das abordagens psicológicas para saúde mental e bem-estar, e especificamente Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). O app ajuda os usuários a melhor entender seus humores através do uso de um diário.

TCC é uma terapia que pode ajudar você a manejar os seus problemas, através da mudança da forma como você pensa e se comporta. É mais comumente usada para tratar ansiedade e depressão, mas pode ser útil para outros problemas de saúde física e mental.

O uso muito difundido de telefones móveis torna terapias efetivas tal como a TCC potencialmente acessível para um  grande número de pessoas.

O app ‘Catch It’ direciona os usuários para um processo referido como “Catch it, Check it, Change it”. O ‘Catch it’ tem como objetivo ajudar o usuário a identificar pensamentos e estilos de pensamento associados com uma mudança no humor ou uma determinada emoção.

O estudo, conduzido por pesquisadores da University of Liverpool’s Institute of Psychology, Health and Society (IPHS), a University of Liverpool’s Computer Services e a University of Manchester’s School of Psychological Science, foi publicado na revista científica British Journal of Psych Open.

Segundo o professor Peter Kinderman: “este tipo de terapia não pode remover os problemas, mas ela pode ajudar pessoas a lidar com eles de uma forma mais  positiva. Ela está baseada no conceito de que seus pensamentos, sentimentos, sensações físicas e ações estão interconectadas e que pensamentos e sentimentos negativos podem aprisionar você em um círculo vicioso. Nossa pesquisa examinou as taxas de absorção e uso deste app juntamente com a constância de respostas do usuário aos princípios da TCC e seu impacto em humor negativo e positivo relatados”.

Uma proporção relativamente modesta de pessoas escolheram baixar o app,e uma vez que usaram, o app tendeu a ser usado mais do que uma vez. Também, 84% do conteúdo gerado pelo usuário foi consistente com os conceitos básicos de TCC.

O professor Kinderman afirma: “Houve reduções estatisticamente significantes na intensidade do humor negativo e aumento na intensidade do humor positivo. Aplicativos de smartphone tem potenciais efeitos benéficos na saúde mental através da aplicação de princípios básicos da TCC. Mais pesquisas com ensaios clínicos controlados e randomizados deveriam ser conduzidos”.