Perda de Esposa(o) ou Companheira(o) Por Suicídio Ligada a Transtornos Mentais e Físicos

Pessoas que perdem um(a) companheiro(a) por suicídio estão em um risco aumentado para uma série de transtornos físicos e mentais, incluindo câncer, depressão, hérnias de disco e transtornos de humor quando comparadas àquelas na população em geral, é o que sugere uma nova pesquisa da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

O estudo, acreditado ser o primeiro a examinar em larga escala o impacto mais amplo de perder um(a) companheiro(a) para suicídio, ressalta a necessidade para sistemas de apoio para companheiros(as) em luto e outros que perderam entes queridos para o suicídio, já que as intervenções endereçando luto complicado poderiam ajudar a mitigar alguns dos efeitos. Mais de 800.000 pessoas ao redor do mundo morrem por suicídio todos os anos e a taxa de suicídio em muitos países, incluindo os EUA, vem aumentando.

O estudo, publicado em março de 2017 no JAMA Psychiatry, seguiu 4.814 dinamarqueses e 10.793 dinamarquesas enlutados pelo suicídio do(a) companheiro(a) por até 35 anos, de 1980 a 2014, e comparou-os a população geral da Dinamarca: “é uma experiência extremamente devastadora quando alguém que você ama muito morre, de repente, por suicídio”, diz a líder do estudo,  Annette Erlangsen, PhD, professora adjunta no Bloomberg School’s Department of Mental Health. “Nós fomos capazes de mostrar que estar exposto a tal evento estressante de vida como o suicídio de seu(sua) companheiro(a) oferece riscos maiores para transtornos físicos e mentais e, que é diferente de perder um(a) companheiro(a) de outras causas de morte, tais como doença ou acidente repentino”.

Usando o registro de causa de morte da Dinamarca, os pesquisadores identificaram todo mundo no país, com 18 anos, que morreu por suicídio, desde 1970. Usando os registros nacionais da população inteira, a equipe então identificou companheiros(as) sobreviventes, incluindo esposos(as), companheiros(as) com uniões registradas ou aqueles do qual o falecido(a) co-habitava e estudaram-os ao longo dos anos após a perda.

Os pesquisadores compararam este dado a dois grupos: a população geral da Dinamarca, de 18 anos ou mais, vivendo no país entre 1980 e 2014 e pessoas na população geral que estavam enlutadas pela morte do(a) companheiro(a) devido a causas que não o suicídio.

Aqueles que perderam os(as) companheiros(as) por suicídio estavam em um risco aumentado para câncer, cirrose hepática e hérnia de disco do que a população em geral. Após o acompanhamento a longo prazo, houve um risco aumentado de transtornos do sono e, para mulheres apenas, doenças respiratórias crônicas. Como pesquisas anteriores, o estudo encontrou que o risco era particularmente elevado durante os primeiros cinco anos após a perda. O estudo encontrou que o enlutado por suicídio teve um risco aumentado para transtornos de humor, TEPT, transtornos ansiosos, transtornos relacionados ao uso de álcool, assim como automutilação comparado a população em geral: “a taxa de suicídio nos EUA está aumentando, o que torna esta pesquisa ainda mais relevante”, diz uma outra autora, Holly C. Wilcox, PhD, professora associada do Bloomberg School e do Johns Hopkins University School of Medicine. “Profissionais da saúde, amigos e vizinhos frequentemente não sabem como melhor apoiar estas pessoas enlutadas pelo suicídio”.

Embora os pesquisadores não tenham ficado surpresos pelo teor dos achados, houveram algumas coisas que foram inesperadas, tal como o achado de um risco aumentado para uma hérnia de disco. Também, eles encontraram que os(as) companheiros(as) que tinham perdido um ente querido por suicídio e que tinham casado novamente tinham uma chance menor de divorciar-se do que a população em geral. Em aproximadamente 44%, a taxa de divórcio na Dinamarca é comparável a outros países desenvolvidos, incluindo os EUA: “talvez as pessoas que experienciaram tal perda traumática pode ser mais seletiva quando elas escolhem um(a) novo(a) companheiro(a) e, enquanto tal, são menos propensas a experienciar um divórcio”, Erlangsen diz.

A pesquisa enfatiza a necessidade para intervenções pessoais e profissionais para pessoas cujas as vidas foram impactadas pelo suicídio de seu(sua) esposo(a) ou companheiro(a): “esta é uma população carente de apoio e assistência”, Wilcox afirma. “Sobreviver ao suicídio de um membro da família é frequentemente uma experiência bastante isoladora. Frequentemente, amigos e família do enlutado tem medo de dizer algo errado e então não dizem nada. O estigma associado com o suicídio pode levar os sobreviventes a sofrerem sozinhos em silêncio”.

Os pesquisadores dizem que escolheram a Dinamarca porque o país tem um conjunto muito rico de dados. A Suécia tem similarmente uma base rica de dados para estudos de longa escala. Os EUA não tem. Os achados, os pesquisadores afirmam, são aplicáveis para outros países.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/03/loss-spouse-partner-suicide-linked-physical-mental-disorders-48495

O Paciente Suicida e o Acesso a Armas de Fogo

Apenas aproximadamente metade dos pacientes suicidas pediram se poderiam ter acesso a armas de fogo. Atenção profissionais de saúde e familiares sobre as informações abaixo!

 

Apesar das recomendações nacionais estimularem os médicos que trabalham em serviços de emergência a perguntar a pacientes suicidas se eles tem acesso a armas de fogo ou outros implementos letais, apenas metade deles, na verdade, tiveram acesso, de acordo com um novo estudo de pesquisadores da University of Colorado Anschutz Medical Campus.

Os pesquisadores entrevistaram 1,358 pacientes de oito serviços de emergência em sete estados que tinham tentado suicídio ou estavam pensando sobre isso. “Nós perguntamos aos pacientes sobre o seu acesso a armas de fogo e então revisamos os seus prontuários”, disse a autora principal do estudo, Emmy Betz, MD, MPH, da University of Colorado School of Medicine. “Nós encontramos que, em aproximadamente 50% de casos, não há documentação por parte do médico se alguém perguntou aos pacientes sobre o acesso a armas de fogo. Isso significa que há um grande grupo de pacientes no qual nós estamos perdendo a chance de intervir”.

Uns 25% de pacientes potencialmente suicidas que disseram que tinham armas em casa mantinham pelo menos uma delas carregada de balas e destravada. Metade deles tinha fácil acesso a armas que colocavam-os em risco para futuros suicídios.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Depression and Anxiety, serviços de emergência (SE) são um local-chave para a prevenção de suicídio com 8% de pacientes admitidos por tentar o suicídio, por ter ‘ideação suicída’ ou pensamentos de acabar com a própria vida.

“Múltiplas visitas ao SE parece ser um fator de risco para o suicídio e muitas vítimas de suicídio são vistas no SE logo antes de sua morte”, o estudo disse. “Baseado em modelos usando dados estatísticos de estudos nacionais, intervenções baseadas em SE podem ajudar anualmente a diminuir mortes por suicídio em 20%”. Entretanto, estudos anteriores sugerem que médicos de SE são céticos sobre a efetividade de tal intervenção e não perguntam ou aconselham pacientes sobre o seu acesso a meios letais de terminar suas vidas uma vez que eles deixam o hospital.

Este estudo parece confirmar isso. “Esta taxa de avaliação é falha apesar das diretrizes nacionais recomendarem que todos os pacientes suicidas recebam aconselhamento psicológico sobre reduzir o acesso a armas de fogo e outros meios letais”, Betz diz. “A avaliação de acesso a meios letais é importante tanto para avaliação geral de risco quanto para planejamento de segurança para pacientes que estão tendo alta”.

Embora seja difícil controlar o acesso a objetos cortantes, materiais para enforcamento e medicação dada a sua abrangente disponibilidade, pacientes com fácil acesso a armas de fogo estão particularmente em alto risco.

Aqueles que cometem suicídio frequentemente fazem isto minutos após tomarem essa decisão. E aproximadamente 90% de suicídios com armas de fogo são fatais comparados com 2% de overdoses por medicação.

Betz afirma que médicos poderiam traçar um plano com os familiares destes pacientes. Eles poderiam pedir a eles para trancar armas de fogo ou removê-las da casa por um período de tempo.

Alguns médicos mostram-se relutantes quanto a perguntar aos seus pacientes sobre isto porque eles não sabem se deveriam e se o fazem, o que fazer com a informação. “É lícito e apropriado perguntar sobre isto quando é relevante tanto quanto é no caso de tentativas de suicídio ou ideação suicida”, afirma Betz. “Fazendo isso de uma forma respeitosa e  não-julgadora, ela será geralmente bem recebida. Ainda assim, não há muito treino nisto. Como consequência, nós estamos perdendo a chance de salvar muitas vidas”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Only about half of suicidal patients asked if they have access to firearms

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Dois em Cada Cinco Indivíduos com Esquizofrenia já Tentaram o Suicídio

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Two in 5 individuals with schizophrenia have attempted suicide

Um novo estudo da University of Toronto (U of T) encontrou que aqueles indivíduos com esquizofrenia que haviam sido abusados fisicamente durante a infância foram cinco vezes mais propensos a tentarem o suicídio.

A prevalência ao longo da vida de tentativas de suicídio entre indivíduos com esquizofrenia foi de 39,2% comparado a 2,8% daqueles sem o transtorno, de acordo com o estudo. “Mesmo após levar em consideração a maioria dos fatores de risco conhecidos para tentativas de suicídio, aqueles com esquizofrenia tinham seis vezes a probabilidade de ter tentado o suicídio em comparação com aqueles sem esquizofrenia”, reportou a autora principal do estudo, a professora Esme Fuller-Thomson e Sandra Rotman, da University of Toronto.

O estudo examinou uma amostra representativa de 21.744 canadenses de comunidade desfavorecida, do qual 101 reportaram que tinham sido diagnosticados com esquizofrenia. Dados foram extraídos de uma pesquisa de 2012 sobre a saúde mental da comunidade canadense.

“Quando nós focamos apenas nos 101 indivíduos com esquizofrenia, nós encontramos que mulheres e aquelas com um histórico de abuso de droga ou álcoool e/ou  transtorno depressivo maior estavam muito mais propensos para ter tentado o suicídio”, disse a co-autora Bailey Hollister.

De particular preocupação, indivíduos com esquizofrenia que reportaram que tinham sido abusados fisicamente durante a infância, foram cinco vezes mais propensos a ter tentado o suicídio e adversidades precoces explicadas 24% da variabilidade em tentativas de suicidio, disse os autores.

“Claramente, aqueles com esquizofrenia são uma população extremamente vulnerável. Conhecimento do risco adicionado de tentativas de suicídio associadas com abuso na infância e abuso de substância poderia ajudar terapeutas a melhorar mirar e atingir esta população”, disse Fuller-Thomson

O artigo foi publicado online na revista científica Schizophrenia Research and Treatment.

 

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