Exposição a Mídia Social Durante a Pandemia do Coronavírus Está Ligada ao Aumento da Ansiedade

Exposição a informação sobre o COVID-19 através da mídia social está associada com o aumento dos sintomas de ansiedade, de acordo com um recente estudo chinês. O relatório foi publicado no PLOS One.

A rápida proliferação do novo vírus COVID-19 através da China, e sua rápida transmissão para muitos outros países foi sem precedente e inacreditável. Numerosos estudos reportaram que implicações da pandemia na saúde mental são reais e, por vezes severas, tanto entre trabalhadores da área médica quanto com o público.

Como os autores do estudo apontaram, pesquisas passadas fornecem forte evidência que a exposição à midia durante uma crise pública é parcialmente responsável pelo aumento de problemas de saúde mental. Devido a incerteza acerca do COVID-19 e o rápido desenvolvimento de notícias ao redor do globo, usuários de mídia social são bombardeados com informações em uma base quase constante. A Organização Mundial de Saúde chama isto uma ‘infodemia’ e enfatiza a importante tarefa de dissipar rumores e desinformação.

Este novo estudo queria examinar a relação entre exposição a mídia social durante a pandemia e questões de saúde mental. Pesquisadores focaram-se nos dois transtornos comuns: a ansiedade e a depressão.

Um total de 4.872 adultos de 31 diferente regiões da China completaram questionários entre 31 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020. Os questionários avaliaram exposição a mídia social, perguntando aos participantes com que frequência eles tinham sido expostos a notícias relacionadas ao COVID-19 através da mídia social na última semana. O WHO-Five Well-Being Index foi usado para medir sentimento positivo em participantes, com um escore abaixo de 13 indicando depressão. Ansiedade também foi medida usando uma escala de transtorno de ansiedade generalizada.

Resultados mostraram que 82% dos entrevistados reportaram estar frequentemente  expostos a informação sobre a pandemia através da mídia social. Cerca da metade dos entrevistados (48%) preencheram critérios para depressão e quase 1/4 deles (23%) preencheram critérios para ansiedade. Aproximadamente 19% dos entrevistados preencheram critérios para ambos os transtornos. Os autores apontaram que estas taxas são muito maiores do que a da última amostra naconal, que mostra taxas de prevalência para depressão em torno de 7% e ansiedade em torno de 8%.

Exposição a mídia social estava associada com uma maior probabilidade para ansiedade assim como uma maior probabilidade para uma combinação de ansiedade e depressão. Não foi encontrada nenhuma relação entre exposição a mídia social e probabilidade para depressão por si só.

Diferenças regionais foram também nítidas. Apesar de mostrar taxas de exposição a mídia social similares a outras regiões, aquelas na provincia de Hubei tinham aumentadas taxas de ansiedade. Pesquisadores explicam que isto não é surpreendente, dado que a provincia de Hubei foi o epicentro do surto do coronavírus e a área com as medidas mais severas de lockdown existente. 

Os pesquisadores concluiram que seus achados oferecem  uma visão significativa para as sérias consequências de saúde mental em decorrência do COVID-19, demonstrando que a exposição a mídia social durante a pandemia está intensificando a ansiedade na  população chinesa. Eles sugeriram que um importante passo é endereçar a infodemia “monitorando e filtrando informações falsas e promovendo informação acurada”.

O estudo, “Mental health problems and social media exposure during COVID-19 outbreak”, foi de autoria de Junling Gao, Pinpin Zheng, Yingnan Jia, Hao Chen, Yimeng Mao, Suhong Chen, Yi Wang, Hua Fu, and Junming Dai.

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o nosso blog e a nossa página no Facebook e INSTAGRAM:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

INSTAGRAM: @descomplicandotemassaudemental

INSTAGRAM: @crispassarelapsy

 

Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2020/04/social-media-exposure-during-the-coronavirus-pandemic-is-linked-to-increased-anxiety-56633?

Trabalhar Durante a Pandemia do COVID-19 Pode Proteger Contra os Efeitos do Lockdown na Saúde Física e Mental dos Indivíduos

Um novo estudo na China encontrou que aqueles que trabalharam durante a pandemia apresentaram melhor saúde física e mental do que aqueles que pararam de trabalhar. O estudo foi than publicado na Psychiatry Research.

Perto do final de janeiro de 2020, o surto do COVID-19 fez com que o governo chinês fechasse a cidade inteira de Wuhan, afetando seus 12 milhões de residentes. Graduamente, outras cidades na província de Hubei tomaram medidas similares de lockdown. O impacto destas restrições na vida profissional e bem-estar dos residentes é desconhecido. Com este estudo recente, os pesquisadores esperavam fornecer insight para outros países experienciando variações de lockdown.

Uma pesquisa foi conduzida em praticamente um mês no lockdown de Wuhan e cidades ao redor, em 20 de fevereiro. Participantes foram 369 adultos de 64 juridições da China que foram afetadas pelo COVID-19, em diferentes graus. Para cada locação, foi dada um escore para a severidade da epidemia, calculando o número de casos de COVID-19 por 10.000 pessoas.

A saúde física e mental de casa sujeito foi avaliada com uma escala curta de 12 questões, a Kessler psychological distress scale e a Satisfaction With Life scale. Para examinar certos fatores que podem impactar saúde e bem-estar, foi perguntado aos participantes com que frequência eles exercitavam e se estavam ou não trabalhando durante o lockdown.

Os resultados revelaram tendências interesantes quanto a questão de trabalhar durante  a pandemia. Indivíduos que continuaram a trabalhar em casa apresentaram melhor saúde mental do que aqueles que pararam inteiramente de trabalhar. Aqueles que trabalharam no escritório durante a pandemia mostraram benefícios ainda maiores, apresentando melhor saúde tanto mental quanto física do que aqueles que pararam de trabalhar. Especificamente, aqueles trabalhando no escritório apresentaram níveis menores de sofrimento e maior satisfação de vida do que aqueles que não estavam trabalhando.

Resultados mostraram que a severidade da epidemia estava relacionada a uma satisfação de vida reduzida para pessoas que tinham questões médicas crônicas mas não para aquelas que não tiveram. Isto sugere que aquelas pessoas com problemas médicos subjacentes foram especialmente afetadas pela severidade da situação onde elas viviam.

Surpreendentemente, a severidade da epidemia estava também associada com diminuída satisfação de vida naqueles que exercitavam mais do que 2.5 horas por dia. Aqueles que exercitavam menos do que meia hora por dia, na verdade, mostraram maior satisfação de vida em áreas com os mais severos surtos, mais do que áreas menos afetadas. Os pesquisadores discutem estes inesperados achados, sugerindo: “talvez, estas pessoas podiam melhor justificar ou racionalizar seus estilos de vida inativos em cidades mais severamente afetadas … nós talvez tenhamos que prestar atenção a indivíduos ativos mais fisicamente, que podem estar mais frustrados pelas restrições devido a pandemia”.

Os autores advertem que, devido a forma como eles recrutaram os sujeitos, seus achados não são nacionalmente representativos. De qualquer modo, os achados oferecem valioso insight para os tipos de pessoas que são mais afetadas pela pandemia do COVID-19. Políticos e profissionais de saúde mental podem priorizar a dar ajuda para aqueles que pararam de trabalhar e aqueles que tem problemas crônicos de saúde. 

O estudo, “Unprecedented disruption of lives and work: Health, distress and life satisfaction of working adults in China one month into the COVID-19 outbreak”, foi autorado por Stephen X Zhang, Yifei Wang, Andreas Rauch e Feng Wei.

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o nosso blog e a nossa página no Facebook e INSTAGRAM:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

INSTAGRAM: @descomplicandotemassaudemental

INSTAGRAM:  @crispassarelapsy

 

Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2020/04/working-during-covid-19-pandemic-may-protect-against-the-mental-and-physical-health-effects-of-lockdown-56541?

Procura-se Voluntários!

Eu era psicóloga no Brasil e atualmente atuo nos EUA como Licensed Mental Health Counselor. Tenho mais de 22 anos de experiência na área e utilizo a abordagem Cognitivo-Comportamental na minha prática com os meus pacientes. Já dei aulas, palestras, apresentei trabalhos, traduzi livros e sou supervisora na área.

Recentemente, decidi candidatar-me para a Academy of Cognitive Therapy (https://www.academyofct.org), que é uma organização não-governamental, fundada em 1998, e que oferece uma certificação (como um “selo de qualidade”) aos terapeutas cognitivos que passarem pelo rigoroso processo deles, que inclui participar de aulas, supervisões e a realização de uma apresentação escrita (um estudo de caso0, para ser avaliado por uma comissão. Ou seja, o meu conhecimento e expertise nesse campo será avaliado e, se Deus quiser, aprovado 🙂

Como parte do processo, eu preciso apresentar uma gravação em áudio de uma sessão e a apresentação (por escrito) do caso. A identidade do(a) paciente é mantida e tudo o que é reportado passa antes pelo crivo dele(a).

Eu já tenho pacientes que se dispuseram a me ajudar com isso, mas eu também gostaria de tentar algo com um paciente novo. Para isso, estou oferecendo DUAS VAGAS para atendimento TOTALMENTE GRATUITO. Em troca, a pessoa assina um termo de autorização para gravação do áudio e compartilhamento com meu supervisor e a comissão julgadora da academia.

Perfil do paciente:

  • Brasileiro(a) morador de NY ou que viva próximo e possa deslocar-se para o meu meu consultório, caso seja necessário,
  • Fala, lê e escreve inglês fluente (a sessão será conduzida em inglês e o material utilizado também será nesse idioma),
  • Idade mínima de 21 anos,
  • Não tem plano de saúde e não tem como pagar por atendimentos,
  • Não toma nenhuma medicação psiquiátrica (nem natural),
  • Nunca fez tratamento psicológico,
  • Tem sintomas de depressão de nível moderado a severo,
  • Não apresenta nenhuma outra comorbidade psiquiátrica,
  • Não é usuário de álcool e/ou substâncias psicoativas (maconha, cocaína, etc),
  • Apresenta sentimentos de culpa e vergonha e por qualquer motivo,
  • Pessoa disposta a seguir a linha cognitivo-comportamental (pode buscar no google as palavras DEPRESSÃO e TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL para maiores informações),
  • Tenha acesso a internet e ao aplicativo zoom,
  • Disponibilidade para uma sessão semanal de 45 minutos,
  • Comprometer-se com a terapia com o mínimo de 12 sessões (três meses),

A pessoa não pagará NADA pelo tratamento (que custa $250 dólares POR SESSÃO) mas também não receberá nenhuma ajuda financeira.

Interessados, favor enviar mensagem contando um pouco de seus problemas para passarelapsy@gmail.com

 

Obrigada!

 

 

 

 

Eletroconvulsoterapia (ECT): Uma história de Controvérsia, mas Também de Ajuda

As cinzas de Carrie Fisher estão em uma urna desenhada para parecer como uma pílula de Prozac. O público sente pesar sobre a morte de Carrie Fisher, e isso não é apenas por ter sido uma atriz que protagonizou um dos papéis mais icônicos na história do cinema. Também foi por alguém que falou com perspicácia e coragem sobre a sua luta com doença mental.

Muitos críticos tem retratado o ECT como uma forma de abuso médico e representações no cinema e televisão são usualmente assustadores. Contudo, muitos psiquiatras e, mais importantemente os pacientes, consideram o ECT como um tratamento seguro e efetivo para depressão severa e transtorno bipolar. Poucos tratamentos médicos têm tais imagens desiguais. A bravura de Fisher, contudo, não era apenas em lutar contra o estigma de sua doença, mas também em declarar em suas memórias “Shockaholic”, seu uso voluntário de um tratamento estigmatizado: eletroconvulsoterapia (ECT), frequentemente conhecido como tratamento de choque.

Eu sou um historiador de psiquiatria e publiquei um livro sobre a história do ECT. Eu tinha, assim como muitas pessoas, sido exposto apenas as imagens assustadoras de ECT e cresci interessado na história do tratamento após aprender quantos médicos e pacientes consideram este como um tratamento valioso. Meu livro faz a seguinte pergunta: por que este tratamento tem sido tão controverso?

ECT funciona usando a eletricidade para induzir convulsões. Isto é certamente uma forma contra-intuitiva de tratar doenças. Mas muitos tratamentos médicos, tal como a quimioterapia para câncer, requer que nós passemos por experiências físicas terríveis para propósitos terapêuticos. Os conflitos em relação ao ECT têm outras fontes.

Ironicamente, dado que o ECT se tornaria icônico como um tratamento assustador, os pesquisadores italianos que propuseram a usar a eletricidade estavam pesquisando por um método mais seguro, mais humano e menos temível de induzir as convulsões. Seus colegas, internacionalmente, acreditavam que eles tinham tido sucesso. No espaço de poucos anos após a sua invenção, a ECT era amplamente usada em hospitais psiquiátricos ao redor do mundo. A ECT foi inventada na Itália no final dos anos 30. Psiquiatras já tinham descoberto que induzir convulsões poderia aliviar sintomas de transtorno mental. Antes do ECT, isto era feito com o uso de químicos, geralmente com um chamado Metrazol. Em muitos relatórios, pacientes experienciaram um sentimento de  terror após tomarem Metrazol. Um psiquiatra de Cleveland que atendia naquela época, uma vez me disse que os médicos e as enfermeiras costumavam correr atrás dos pacientes para fazer com que tomassem o Metrazol.

Muitas representações de ECT em filmes e televisão têm retratado a terapia como uma  abusiva forma de controle. O mais famoso é o filme “Um estranho no ninho”, no qual um indisciplinado paciente é submetido ao procedimento como punição. Não há provavelmente uma estória fictícia que causa tanta assombração na nossa consciência de um tratamento médico.

“Um estranho no ninho” e muitas outras representações são sensacionais, mas nós não podemos compreender o background histórico para o estigma ao redor de ECT se nós não reconhecemos que “Um estranho no ninho”, embora lançado como filme em 1975, não era completamente irrealista para a era que ele representa, os anos 50.

Não há dúvidas de que a ECT estava beneficiando pacientes naquela época, mas há também muita evidência daquele período mostrando que ECT e a ameaça dele, era usado nos hospitais psiquiátricos para controlar pacientes difíceis e para manter ordem nas enfermarias. ECT era também fisicamente perigoso quando foi desenvolvido. Agora, há formas para mitigar estes perigos. Na prática atual, conhecida como ECT modificado, são usados relaxantes musculares para evitar os perigos físicos de uma convulsão e anestesia para evitar dor da eletricidade.

Estas modificações foram logo aprendidas, mas levou um tempo para que se tornarem prática-padrão. Ken Kesey, que escreveu a obra: “Um estranho no ninho”, lançado em 1962, trabalhou em um hospital psiquiátrico nos anos 50.

Naquela época, ECT também era usado como “tratamento” para a homossexualidade, à medida em que era considerado por psiquiatras como uma doença. Esta não foi uma grande parte da prática de ECT, mas isto não é um conforto para homossexuais que receberam o tratamento e que poderia ser traumatizante. Os psiquiatras que usavam ECT desta forma sinceramente acreditavam que estavam tentando ajudar pessoas doentes, que serve como aviso contra comportamento “medicalizante” e presumindo que isto reduziria estigma. Este uso de ECT não durou, em parte porque não havia evidência que esta técnica alterava a sexualidade de alguém. Mas sobreviveu na memória social da terapia.

Nos anos 60, a evidência de que a ECT era bastante efetiva para tratar depressão era robusta. Mas havia também boas razões para pacientes temerem o ECT. Estas razões, combinadas com generalizadas revoltas contra autoridade e conformidade que  floresceram nos anos 60, também originou uma revolta contra autoridade médica –  o movimento anti-psiquiatria.

Em suas mais extremas versões, o movimento de anti-psiquiatria rejeitou a própria noção de transtorno mental. Mas tratamentos físicos e, mais especialmente a ECT, despertou suas mais fortes rejeições. A maioria dos defensores de anti-psiquiatria – mesmo aqueles que  questionaram a própria realidade de transtorno mental – eram de apoio da terapia da fala.

Isto fornece uma outra pista sobre porque ECT  ocasiona tais profundas cisões. Ao agir tão diretamente no corpo, sem qualquer aprofundamento na história de vida do paciente, os efeitos poderosos do ECT levanta questões sobre o que é o transtorno mental e que tipo de psiquiatria é a melhor. Ela ainda levanta questões sobre quem nós somos e o que uma pessoa é.

O uso de ECT teve uma redução nos anos de 60 e 70, mas foi retomado começando no início dos anos 80. Durante os anos decorrentes, tem havido um número crescente de positivas representações, frequentemente em memórias de pacientes como a de Carrie Fisher. Escritores tais como  Norman Endler e Martha Manning escreveram comoventes relatos de como o ECT trouxe-os de volta da mais sombria depressão.

Cada vez mais, ECT veio para ser fornecido com consentimento e o uso de ECT modificado tornou-se padrão. Agora, psiquiatras estimam que aproximadamente 100.000 americanos recebem ECT.

Com o aumenta da era de Prozac, nossa cultura tornou-se mais confortável com correções físicas para aqueles transtornos que nós continuamos a chamar de “mental.” De acordo com psiquiatras que oferecem o tratamento, muitos pacientes frequentemente voltam para voluntários tratamentos repetidos de ECT, como a Carrie Fisher fez. Isso não se ajusta com uma visão estereotipada de ECT como forma de controle social abusivo. O ECT continua a ter muitos críticos, frequentemente pessoas que receberam o tratamento sem a vontade ou que sentiram-se pressionados para recebê-lo. Por exemplo, Wendy Funk escreveu sobre isto em seu livro: “What Difference Does it Make?

A principal fonte de persistente controvérsia preocupa um possível efeito adverso: perda de memória.

Não existe qualquer dúvida de que a ECT causa alguma perda de memória, particularmente de eventos próximo do tempo do tratamento. Contudo, estas memórias frequentemente retornam. E há também poucas dúvidas de que muitos pacientes obtêm fortes resultados terapêuticos e muitos pacientes dizem que eles tem pouco, se o tiver, perda de  memória permanente.

Mas perda de memória permanente a longo prazo ocorre e é incerto o quão comum é. Muito clínicos acreditam ser extremamente raro, baseado em sua própria experiência tratando muitos pacientes ao longo dos anos.

Os estudos científicos não são bastante conclusivos; e séria e permanente perda de memória está em toda parte em livros de memórias de pacientes – não menos naqueles pacientes que escreveram relatos positivos de efeitos terapêuticos de ECT. No livro dela:  “Shockaholic”, Carrie Fisher foi enfática sobre o poder de ECT para reverter depressão persistente, mas adicionou: “a verdadeira coisa negativa sobre ECT é que ele é  incrivelmente faminto e a única coisa que ele gosta é da memória”.

ECT pode ser um tratamento valioso para muitas pessoas. Muitos médicos lamentam que esse é um tratamento estigmatizado. Dissipar o estigma, no entanto, requerirá mais do que apenas testemunho de seu efeito terapêutico, mas também uma avaliação completa de seus custos, ambos passado e presente.

The ConversationEscrito porJonathan Sadowsky, Theodore J. Castele, professor de história médica, Case Western Reserve University, este artigo foi originalmente publicado na The Conversation. Leia o original article.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

http://www.psypost.org/2017/01/electroconvulsive-therapy-history-controversy-also-help-46885

Uso da Mídia Social Associada com Depressão entre Adultos Jovens Americanos

(Fonte da foto: jour3751spring17.newmedia.dash.umn.edu)

Quanto mais tempo os adultos jovens usam a mídia social, mais provavelmente eles serão/estarão deprimidos, de acordo com uma nova pesquisa da University of Pittsburgh School of Medicine.

Os achados poderiam guiar intervenções clínicas e de saúde pública para enfrentar depressão, com previsão para tornar-se a principal causa de incapacidade em países de renda elevada até 2030. A pesquisa, financiada pelo National Institutes of Health, está publicada online na revista científica Depression and Anxiety.

Este foi o primeiro grande estudo e nacionalmente representativo a examinar associações entre o uso de uma vasta gama de mídia social e a depressão. Estudos anteriores no assunto produziram resultados mesclados, sendo limitados por amostras pequenas ou localizadas, e focados primariamente em uma especifica plataforma de mídia social, ao invés da ampla variedade frequentemente usada por adultos jovens: “como a mídia social tornou-se um componente muito integrado da interação humana, é importante para os médicos interagindo com adultos jovens reconhecerem o equilíbrio a ser atingido ao encorajar potencial uso positivo, em termos de uso problemático”, disse o autor Brian A. Primack, M.D., Ph.D., diretor do Pitt’s Center for Research on Media, Technology and Health.

Em 2014, o Dr. Primack e os seus colaboradores recrutaram uma amostra de 1.787 adultos dos Estados Unidos, na faixa etária de 19 a 32 anos, usando questionários para determinar o uso de mídia social e uma consagrada ferramenta de avaliação de depressão.

Os questionários perguntaram sobre as 11 plataformas de mídia social mais populares na época: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vine e LinkedIn.

Em média, os participantes usaram mídia social um total de 61 minutos por dia e visitaram várias contas em mídia social 30 vezes por semana. Mais de 1/4 dos participantes foram classificados como tendo “altos” indicadores de depressão.

Houve significativas e lineares associações entre o uso da mídia social e a depressão, se o uso da mídia social foi mensurado em termos de um tempo total gasto ou frequência de visitas. Por exemplo, comparado com aqueles que checaram menos frequentemente, participantes que reportaram checar mais frequentemente a mídia social durante toda a semana, tiveram 2.7 vezes a probabilidade de depressão. Similarmente, comparado a pessoas da mesma idade que passaram menos tempo na mídia social, os participantes que passaram a maioria do tempo total em mídia social durante todo o dia, tiveram 1.7 vezes o risco de depressão. Os pesquisadores controlaram outros fatores que poderiam contribuir para a depressão, incluindo idade, sexo, raça, etnia, estado civil, situação de vida, renda familiar e nível educacional.

A autora Lui yi Lin, B.A., que graduou-se pela University of Pittsburgh School of Medicine este ano, enfatizou que, como este foi um estudo transversal, ele não separa causa e efeito. Pode ser que pessoas que já estavam deprimidas estão recorrendo a mídia social para preencher uma lacuna”, ela disse.

Por outro lado, Ms. Lin explica que a exposição a mídia social pode também causar depressão, que poderia então, por sua vez, fomentar mais uso de mídia social. Por exemplo:

  • Exposição a representações altamente idealizadas de congêneres em mídia social elicia sentimentos de inveja e a crença distorcida de que os outros levam vidas mais felizes e mais bem-sucedidas.
  • Engajar-se em atividades de pouca significância em mídia social pode levar a um sentimento de “perda de tempo” que negativamente influencia o humor.
  • O uso de mídia social poderia estar fomentando a “dependência a internet”, uma condição proposta pela psiquiatria intimamente associada com depressão.
  • Passar mais tempo em mídia social poderia aumentar o risco de exposição a cyber-bullying ou outras interações negativas similares, que podem causar sentimentos de depressão.

Além de encorajar médicos a perguntarem sobre o uso de mídia social entre pessoas que estão deprimidas, os achados poderiam ser usados como base para intervenções de saúde pública alavancando a mídia social. Algumas plataformas de mídia social já fizeram incursões nessas medidas preventivas. Por exemplo, quando uma pessoa pesquisa o site Tumblr por tags indicativos de uma crise de saúde mental – tais como “deprimido”, “suicida” ou “desesperança” – eles são redirecionados para uma mensagem que começa com “está tudo bem?” e fornece links de recursos. Similarmente, um ano atrás, o Facebook testou um recurso que permite que amigos anonimamente façam denúncia de posts preocupantes. Os posts então receberiam mensagens de pop-ups exprimindo preocupação e encorajando-os a falar com um amigo ou com uma linha de ajuda (helpline): “nossa esperança é de que as pesquisas continuem e possam permitir que tais esforços sejam aperfeiçoados de tal forma que possam melhor alcançar aquelas pessoas em necessidade”, afirmou Dr. Primack. “Todas as exposições as mídias sociais não são as mesmas. Futuros estudos poderiam examinar se poderia haver diferentes riscos para depressão dependendo se as interações das pessoas com mídia social tendem a ser mais ativas vs. passivas ou se elas tendem a ser mais confrontacionais vs. suportivas. Isto poderia nos ajudar a desenvolver mais recomendações otimizadas em torno do uso da mídia social”.

 

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Social media use associated with depression among US young adults

Como São os Nossos Julgamentos Sobre os Fatos Passados e Futuros

Pessoas estão frequentemente perdoadas para ações que elas originalmente nunca teriam permissão para fazer – um fenômeno descrito como “Lei da Retroatividade de Stuart”. Crianças que assistem TV por mais tempo do que são permitidas, adolescentes que fogem sem dizer aos seus pais, e adultos que esvaziam contas de banco conjuntas sem informar o cônjuge, todos parecem ter um sentido intuitivo para captar isto.

Mas embora possa soar como uma inocente peculiaridade psicológica do qual nós não podemos fazer nada sobre ela, é na verdade algo que está tendo sérias consequências em áreas variando de relacionamentos, política, ao sistema judiciário. Então o que está causando e podemos fazer alguma coisa sobre isso? Vamos dar uma olhada na ciência.

Pode parecer ilógico, mas uma pesquisa confirmou que pessoas têm reações  acentuadamente diferentes a delitos que tenham já acontecido para aqueles que irão acontecer no futuro. Nós tendemos a julgar crimes futuros como sendo mais deliberados, menos morais e mais merecedores de punição do que transgressões equivalentes no passado. Tecnicamente falando, nós exibimos “assimetrias temporais” em julgamentos morais.

Esta noção foi recentemente testada em uma série de estudos pelo psicólogo Eugene Caruso. Ele deu para adultos estórias descrevendo dois eventos idênticos – um que ocorreu em algum ponto no futuro e um que ocorreu em uma quantidade de tempo equivalente no passado. Ele então pediu aos participantes para julgarem o quão anti-ético, deliberado ou merecedor de elogio ou culpa eles pensavam que estes eventos eram.

Um dos cenários hipotéticos foi que a Coca-Cola estava desenvolvendo uma nova máquina automática de venda de refrigerantes. A máquina foi projetada para mudar o preço das bebidas dependendo da temperatura do lado de fora dela – em dias mais quentes ela automaticamente aumentaria os preços. Foi dito para a metade dos participantes que a máquina foi testada no último mês, para a outra metade que ela será testada todos os meses. Caruso encontrou que participantes sentiram que a máquina de venda de refrigerante foi consideravelmente menos justa se estava prestes a ser testada no futuro.

Em um outro experimento, ele mostrou que nossos viéses frente a eventos futuros não estão limitados a comportamentos negativos. Quando lendo sobre um homem rico que decidiu fazer uma doação anônima para uma instituição de caridade no valor de US$5,000, participantes viram a contribuição dele como mais generosa quando ela seria realizada no futuro do que quando tinha sido realizada no passado.

Em geral, estes estudos mostraram que pessoas julgaram transgressões mais duramente e boas ações mais positivamente se eles acreditam que os eventos ocorreriam no futuro do que se eles já tivessem ocorrido.

Mas uma importante questão permanece. Por que nós fazemos isso? A pesquisa sugere que pessoas recorrem a suas emoções quando fizerem julgamentos de justiça e moralidade. Quando emoções estão elevadas, os julgamentos são mais extremos do que quando reações estão fracas. Um experimento no qual pessoas que imaginaram sendo jurados mostrou, por exemplo, que quanto mais ultrajante eram as ações do réu, maior a probabilidade deles para propor penas severas. Por outro lado, alguém com uma capacidade comprometida para experienciar emoção, um psicopata, por exemplo, é menos provável reconhecer infrações morais.

Caruso argumenta que seus resultados podem, pelo menos em parte, serem explicados pela diferença em respostas emocionais para eventos futuros e passados. Pessoas tendem a relatar reações mais intensas para o mesmo evento quando imaginam experienciando-a no futuro do que quando lembram de tê-la experienciado no passado. Isto tem sido mostrado por considerar um feriado, um ciclo menstrual ou estar sujeito a um barulho desagradável.

Isto pode parcialmente ser porque o futuro é normalmente mais controlável do que o passado. De uma perspectiva evolucionária, entusiasmo pode ser benéfico à medida em que pode normalmente ajudar-nos a lidar com uma ameaça iminente, tal como escapar de um incêndio. O futuro é também geralmente mais incerto do que o passado – e incerteza pode intensificar o aborrecimento de um evento negativo.

Quaisquer que sejam as razões, os estudos sugerem que pode haver algumas implicações bastante sérias. Em um dos estudos de Caruso, os participantes que imaginaram sendo jurados em um julgamento civil, concederam mais dinheiro para a vítima de um acidente que iria sofrer por seis meses do que a pessoa que tinha sofrido nos últimos seis meses. Se crimes passados são vistos como menos severos do que crimes futuros, então injustiças passadas serão respondidas com punição menos severa do que as equivalentes no futuro. 

Aqueles buscando minimizar as repercussões de suas ações podem tirar vantagem disto. Por exemplo, um governo buscando implementar uma técnica de vigilância eticamente questionável pode escolher simplesmente seguir me frente com ela sem uma consulta pública e lidar com as consequências mais tarde.

Mas as notícias não são de todo ruins. Estar atento a esta diferença fundamental entre julgamentos dos eventos do passado e futuro pode nos ajudar a nos tornarmos juízes mais consistentes de comportamento moral. Uma coisa que realmente sabemos é que este viés pode não estar presente em crianças pequenas, que são mais imediatistas em suas tomadas de decisão do que os adultos. Nossos viéses em relação ao futuro emergem à medida em que nós ficamos mais velhos? Ele pode ser ensinado? Talvez se nós pudéssemos descobrir a resposta para essa questão, seriamos capazes de construir um mundo onde crimes seriam julgados independentemente de sua localização no tempo.

Escrito por Agnieszka Jaroslawska, da Queen’s University Belfast. Este artigo foi originalmente publicado na The Conversation

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How our bias toward the future can cloud our moral judgement

Passeios ao Ar Livre Podem Ajudar a Família a se Relacionar Melhor

Estar em contato com a natureza, mesmo que seja uma caminhada por 20 minutos, pode contribuir muito em direção a reestabelecer a sua atenção. Mas ela tem o mesmo efeito quando você torna a caminhada uma atividade familiar?

Pesquisadores da University of Illinois que estudam famílias têm olhado para os benefícios de passar um tempo na natureza como família e teorizam que famílias que regularmente saem de casa juntas tendem a funcionar melhor: “quando a sua atenção é restaurada, você é capaz de retomar sinais sociais mais facilmente, sente-se menos irritável e tem mais auto-controle. Todas estas variáveis que podem ajudar a conviver melhor com os outros”, explica Dina Izenstark, uma candidata a doutorado no Departamento de Desenvolvimento Humano e Estudos de Família na U of I e autora de um recente estudo publicado na Journal of Family Theory and Review.

Embora pesquisas tenham mostrado que exposição aos ambientes naturais pode melhorar a atenção, Izenstark diz que a pesquisa está limitada no que está, principalmente focada em indivíduos e curtíssima exposição a natureza: “nossa pesquisa contribui para isso ao perguntar: ‘o que acontece se você está na natureza e não está sozinho, mas está com um membro da sua família?’. Nós estamos perguntando porque nós sabemos que o tempo que se passa na natureza é frequentemente com a família, especialmente para as crianças”, Izenstark diz. “Nossa pesquisa leva em consideração a unidade familiar e se e como a atenção melhorada de estar em natureza transfere para resultados familiares. Nós teorizamos que quando a sua atenção é restaurada, ela transfere para os relacionamentos familiares e permite que você se dê melhor com os membros da sua família”.

Izenstark e o co-autor Aaron Ebata, professor associado da U of I, revisaram estudos existentes em como famílias usam os ambientes naturais sob as estruturas da teoria da restauração de atenção, rotinas familiares e perspectivas de rituais. A teoria da restauração da atenção, primeiro desenvolvida por Rachel e Stephen Kaplan, descreve como a interação com ambientes naturais pode reduzir a fadiga mental e restaurar o funcionamento da atenção. A meta de Izenstark e Ebata era desenvolver uma nova abordagem teórica para estudar os benefícios de atividades na natureza baseadas na família.

Izenstark explica: “há um corpo crescente da literatura que utiliza restauração da atenção para mostrar como a exposição à natureza pode restaurar o funcionamento da atenção. Kaplan e Kaplan propõem que o ambiente natural é um contexto único porque frequentemente tem as quatro características que encorajam a atenção restaurada: ausência, fascinação, extensão e compatibilidade. Todo mundo apenas tem um montante finito de atenção. Especialmente na sociedade de hoje, onde nós estamos constantemente olhando para nossos telefones celulares ou trabalhando em nossos computadores e nossos e-mails continuam aparecendo; nós estamos constantemente fatigando nossa atenção dirigida, mas não estamos sempre conscientes de que estamos fazendo isso. É muito importante que incorporemos momentos em nossas vidas cotidianas que nós possamos olhar para a natureza e experienciar fascinação leve para restaurar nossa atenção. Quando você está em um parque de diversões ou assistindo a um evento esportivo, estamos usando nossa fascinação mais rígida. O seu cérebro não tem a oportunidade para relaxar ou restaurar-se a si mesmo. Embora você desfrute da atividade, ela ainda está fatigando você”.

Ebata concorda: “há a noção de que assistir TV é relaxante. Todas as pesquisas que nós conhecemos mostra que, de fato, pode não ser tão reparadoras quanto outras coisas que podem ser até mais benéficas”.

O conceito de sentir como alguém que está fugindo da rotina também beneficia a família. “Por experiência própria, quando você é pai ou mãe, especialmente com crianças pequenas ativas e você está sentindo-se um pouco estressado(a), há algo sobre ir para um parque e deixa-las correndo e ser capaz de respirar e olhá-los se divertirem”, Ebata afirma. “Quando você está em casa e ainda responsável por elas, isso não parece como ausentando-se. Mas quando você está fora de casa, há algo sobre lugares com natureza que quase liberta os pais de sentirem-e como se estivessem “em serviço” da mesma forma que estão quando estão em casa. Eles ainda estão “em serviço”, talvez de uma forma diferente”.

Então, além da habilidade da natureza para restaurar a atenção, que por sua vez, ajuda membros da família a conviver melhor, os pesquisadores vêem como é importante para as famílias terem rotinas ou rituais baseados na natureza, que eles participem regularmente. Um exemplo comum para familiares pode ser caminhar com o cachorro juntos quase toda as noites. Isto pode ser uma simples atividade, mas que traz um sentimento de pertencimento e identidade para os membros da família, os pesquisadores dizem.

Em última instância, quando a família pode comunicar “quem nós somos” uns aos outros, através de suas rotinas e rituais, ela também ajuda com o funcionamento familiar.

“Diga para uma família para ir ao parque todos os domingos. Se você olha para os efeitos a longo prazo de atividade na natureza baseadas na família, você verá ao longo do tempo que a experiência pode promover um sentimento de identidade e pertencimento. Como eles vão regularmente ou repetidamente, isso é um ritual familiar e, além disso, aos benefícios de exposição a curto-prazo, desfrutada durante as visitas, eles tem uma experiência compartilhada que ajuda a torná-los quem são como família, algo que pode ser passado através de gerações”, Izenstark explica. “Mesmo que você tenha tido um péssimo dia durante uma visita, digamos que choveu e todo mundo se molhou: o benefício completo desse ritual para a família torna-se maior do que apenas individual e com benefícios a curto-prazo. O todo torna-se maior do que a soma das partes”.

Ebata reconhece que algumas famílias não gostam de estar fora de casa. “Há pesquisas que mostram que famílias que passam o tempo livre em atividades conjuntas tendem a ter um melhor relacionamento mais adiante. Mas pessoas tendem a amontoar qualquer tipo de atividade juntos,  incluindo assistir TV”, Ebata afirma. “Nós argumentaríamos que se você apenas assiste TV junto, isso pode não ser tão benéfico para o relacionamento como outros tipos de atividades mais interativas. Eu tenho recomendado assistir TV juntos na verdade, como um estímulo para ser capaz de conversar um com o outro sobre diferentes tipos de coisas. Se isso acontece, ela pode melhorar as relações”.

Izenstark concorda que: “muitos tipos diferentes de atividades de lazer estão associados com uma variedade de resultados de relacionamento familiar. Nós estamos dizendo que concordamos com isso, mas nosso estudo propõe que atividades na natureza tem o potencial para ter desfechos positivos maiores do que outros contextos de lazer. Hoje, atividades de lazer são um dos poucos contextos onde famílias passam o tempo juntos. Nós queremos encorajar as famílias, mesmo se você tem apenas 20 minutos para passar juntos e você quer maximizar os benefícios desse tempo para sua família, vá fazer uma caminhada juntos pela natureza”.

Em um estudo de seguimento, Izenstark está testando sua teoria. Para o experimento, foi pedido para mães e filhas caminharem juntas por 20 minutos até o shopping, assim como caminhar por 20 minutos até um parque. Izenstark está buscando se restauração da atenção para a mãe e filha aconteceu mais após a caminhada para o parque ou após a caminhada para o shopping.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How can a family function better? Get outside together

Perda de Esposa(o) ou Companheira(o) Por Suicídio Ligada a Transtornos Mentais e Físicos

Pessoas que perdem um(a) companheiro(a) por suicídio estão em um risco aumentado para uma série de transtornos físicos e mentais, incluindo câncer, depressão, hérnias de disco e transtornos de humor quando comparadas àquelas na população em geral, é o que sugere uma nova pesquisa da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

O estudo, acreditado ser o primeiro a examinar em larga escala o impacto mais amplo de perder um(a) companheiro(a) para suicídio, ressalta a necessidade para sistemas de apoio para companheiros(as) em luto e outros que perderam entes queridos para o suicídio, já que as intervenções endereçando luto complicado poderiam ajudar a mitigar alguns dos efeitos. Mais de 800.000 pessoas ao redor do mundo morrem por suicídio todos os anos e a taxa de suicídio em muitos países, incluindo os EUA, vem aumentando.

O estudo, publicado em março de 2017 no JAMA Psychiatry, seguiu 4.814 dinamarqueses e 10.793 dinamarquesas enlutados pelo suicídio do(a) companheiro(a) por até 35 anos, de 1980 a 2014, e comparou-os a população geral da Dinamarca: “é uma experiência extremamente devastadora quando alguém que você ama muito morre, de repente, por suicídio”, diz a líder do estudo,  Annette Erlangsen, PhD, professora adjunta no Bloomberg School’s Department of Mental Health. “Nós fomos capazes de mostrar que estar exposto a tal evento estressante de vida como o suicídio de seu(sua) companheiro(a) oferece riscos maiores para transtornos físicos e mentais e, que é diferente de perder um(a) companheiro(a) de outras causas de morte, tais como doença ou acidente repentino”.

Usando o registro de causa de morte da Dinamarca, os pesquisadores identificaram todo mundo no país, com 18 anos, que morreu por suicídio, desde 1970. Usando os registros nacionais da população inteira, a equipe então identificou companheiros(as) sobreviventes, incluindo esposos(as), companheiros(as) com uniões registradas ou aqueles do qual o falecido(a) co-habitava e estudaram-os ao longo dos anos após a perda.

Os pesquisadores compararam este dado a dois grupos: a população geral da Dinamarca, de 18 anos ou mais, vivendo no país entre 1980 e 2014 e pessoas na população geral que estavam enlutadas pela morte do(a) companheiro(a) devido a causas que não o suicídio.

Aqueles que perderam os(as) companheiros(as) por suicídio estavam em um risco aumentado para câncer, cirrose hepática e hérnia de disco do que a população em geral. Após o acompanhamento a longo prazo, houve um risco aumentado de transtornos do sono e, para mulheres apenas, doenças respiratórias crônicas. Como pesquisas anteriores, o estudo encontrou que o risco era particularmente elevado durante os primeiros cinco anos após a perda. O estudo encontrou que o enlutado por suicídio teve um risco aumentado para transtornos de humor, TEPT, transtornos ansiosos, transtornos relacionados ao uso de álcool, assim como automutilação comparado a população em geral: “a taxa de suicídio nos EUA está aumentando, o que torna esta pesquisa ainda mais relevante”, diz uma outra autora, Holly C. Wilcox, PhD, professora associada do Bloomberg School e do Johns Hopkins University School of Medicine. “Profissionais da saúde, amigos e vizinhos frequentemente não sabem como melhor apoiar estas pessoas enlutadas pelo suicídio”.

Embora os pesquisadores não tenham ficado surpresos pelo teor dos achados, houveram algumas coisas que foram inesperadas, tal como o achado de um risco aumentado para uma hérnia de disco. Também, eles encontraram que os(as) companheiros(as) que tinham perdido um ente querido por suicídio e que tinham casado novamente tinham uma chance menor de divorciar-se do que a população em geral. Em aproximadamente 44%, a taxa de divórcio na Dinamarca é comparável a outros países desenvolvidos, incluindo os EUA: “talvez as pessoas que experienciaram tal perda traumática pode ser mais seletiva quando elas escolhem um(a) novo(a) companheiro(a) e, enquanto tal, são menos propensas a experienciar um divórcio”, Erlangsen diz.

A pesquisa enfatiza a necessidade para intervenções pessoais e profissionais para pessoas cujas as vidas foram impactadas pelo suicídio de seu(sua) esposo(a) ou companheiro(a): “esta é uma população carente de apoio e assistência”, Wilcox afirma. “Sobreviver ao suicídio de um membro da família é frequentemente uma experiência bastante isoladora. Frequentemente, amigos e família do enlutado tem medo de dizer algo errado e então não dizem nada. O estigma associado com o suicídio pode levar os sobreviventes a sofrerem sozinhos em silêncio”.

Os pesquisadores dizem que escolheram a Dinamarca porque o país tem um conjunto muito rico de dados. A Suécia tem similarmente uma base rica de dados para estudos de longa escala. Os EUA não tem. Os achados, os pesquisadores afirmam, são aplicáveis para outros países.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/03/loss-spouse-partner-suicide-linked-physical-mental-disorders-48495

Narcisista Tolera Mais Outro Narcisista?

Mais uma tradução livre de um texto trazendo informações de uma pesquisa.

Segue o texto:

Narcisistas podem ser menos repelidos por outros narcisistas, um estudo recente publicado na Personality and Social Psychology Bulletin sugere.

Dado o quão desafiante pode ser uma amizade com um narcisista (neste caso, narcisista grandioso, não aqueles descritos como narcisistas vulneráveis), pesquisadores estavam interessados em examinar: quem gosta de sair com um narcisista?  O autor principal do estudo, Ulrike MaaB, e seus colaboradores investigaram para responder se amigos de narcisistas compartilhavam traços narcisistas similares.

As características-chave de narcisismo incluem um senso de direito de posse, arrogância, auto importância inflada e ausência de empatia; relações interpessoais são imensamente impactadas por tais necessidades narcisisticas.

Enquanto na superfície pode parecer que os narcisistas são auto-confiantes e equilibrados, na realidade, um narcisista experiencia uma carga de auto-conceitos negativos, resultando em uma necessidade exagerada para auto-aceitação. Para alcançar esta auto-aceitação, um narcisista manipulará e se engajará em excessiva auto-promoção, geralmente alienando os outros.

Para medir traços de personalidade, o modelo dos cinco grande fatores (“Big Five“) – (extroversão, socialização, abertura para novas experiências, realização e neuroticismo) foi usado, enquanto vários instrumentos de avaliação foram usados para medir narcisismo e traços associados.

Três traços ameaçadores: narcisismo, maquiavelismo e psicopatologia, compreende a Tríade Negra (“Dark Triad”) de personalidade; cada um destes construtos foram medidos pelo Inventário de Personalidade Narcisistica (Narcissistic Personality Inventory),  a escala de maquiavelismo (Machiavellianism Scale) e a Self-Report Psychopathy Scale–III, respectivamente.

Um total de 290 pares de amigos participaram do estudo e cada participante respondeu as avaliações do Big Five e Dark Triad. Os resultados do Big Five (escore geral e escores de domínio) indicaram que amigos tinham graus comparáveis de narcisismo, demonstrando que similaridades em narcisismo segue similaridades no perfil do Big Five, implicando que “narcisistas de uma mesma plumagem andam juntos”.

Achados adicionais encontraram uma conexão com maquiavelismo, psicopatologia e resultados do Big Five (em escores gerais e escores dos domínios de neuroticismo, socialização e realização; não foi apresentado conexão para os domínios de  abertura para experiência e experiência).

Quais conclusões podem ser tiradas deste estudo? Essencialmente, traços narcisísticos em outros são confortáveis para um narcisista, com uma tolerância para traços baseada no compartilhamento de similaridades. Estas similaridades também desempenham um papel nas necessidades auto-regulatórias de narcisistas ou como narcisistas são motivados a mascarar um latente auto-conceito pobre. Enquanto aqueles sem traços narcisisticos, tais como auto-promoção ou desvalorizando os outros, encontram pouca atração nestes traços, “dois narcisistas que são melhores amigos provavelmente não ameaçarão um o ego do outro”.

 

Segue o link em inglês: http://www.psypost.org/2016/03/hangs-narcissist-narcissists-41524