O Que a Sua Estrutura Cerebral Diz Sobre a Sua Personalidade?

De comprimento do dedo do pé a caligrafia e posição para dormir, tem havido inúmeros estudos ligando várias características com específicos traços de personalidade. Mas estes são, claro, apenas associações entre características incidentais – já que o comprimento do dedo do pé que nós temos não modela, no final das contas, quem nós somos como indivíduos.

Por isso, precisamos olhar para o cérebro e sua complexa anatomia. Agora, nós descobrimos surpreendentes diferenças estruturais nos cérebros de pessoas com diferentes tipos de personalidade. Nós acreditamos que as mudanças estruturais – vistas como variações na espessura, área e dobramento do cérebro – podem resultar de diferenças no desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

Eu liderei a equipe internacional de pesquisadores por trás do estudo, publicado na revista cientifica Social Cognitive and Affective Neuroscience. Nós analisamos o cérebro de mais de 500 pessoas saudáveis na faixa etária de 22 a 36 anos de idade. Os exames da estrutura cerebral foram fornecidos pelo Human Connectome Project, um projeto americano fundado pelo National Institutes of Health. Nós avaliamos traços de personalidade usando um questionário chamado de NEO five factor inventory. Ao fazer isso, nós fomos capazes de dividir os participantes no então chamado traços de personalidade do “big five”: neuroticismo, extroversão, abertura para a experiência, amabilidade e conscienciosidade.

Nós encontramos que neuroticismo, um traço de personalidade fundamentando doenças mentais tal como os transtornos ansiosos, estava ligado a um córtex mais espesso (a camada externa de tecido neural do cérebro) e uma área menor e dobramento em algumas regiões do cérebro. Por outro lado, a abertura para novas experiências, um traço refletindo curiosidade e criatividade, estava associado com um córtex mais fino e uma área maior e dobramento no cérebro. Os outros traços de personalidade estavam ligados a outras diferenças na estrutura do cérebro, tal como amabilidade, que foi correlacionada com um córtex pré-frontal mais fino (esta área está envolvida em tarefas incluindo o processamento da empatia e outras habilidades sociais).

Esta é a primeira vez que os traços de personalidade “big five” foram claramente ligados a diferenças em espessura cerebral, área e dobramento em uma amostra grande de indivíduos saudáveis. Contudo, nós tínhamos previamente encontrado que os cérebros de adolescentes com sérios problemas de comportamento antisocial diferem significantemente em estrutura daqueles de seus semelhantes que não exibem tal comportamento disruptivo.

A relação entre diferenças na estrutura do cérebro e personalidade em pessoas saudáveis sugere que as mudanças no cérebro podem ser até mais pronunciadas em pessoas com doenças mentais. Ligar a estrutura do cérebro a traços básicos de personalidade é um passo crucial para melhorar nosso entendimento de transtornos mentais. No futuro, pode até nos dar a oportunidade de detectar aqueles que estão em risco alto de desenvolver doenças mentais precoces, que tem óbvias implicações para intervenção rápida.

As diferenças são prováveis de originarem-se de “stretching cortical”, um processo de desenvolvimento que modela nosso cérebro de uma forma que maximiza sua área e montante de dobramento enquanto minimizam sua espessura. Em outras palavras, à medida em que nós crescemos no útero e durante toda a nossa vida, o córtex cerebral – incluindo o córtex pré-frontral e todas as outras partes dele – se torna mais fino enquanto sua área e dobramento aumenta. É como aumentar o alongamento e dobramento de um elástico – isto aumenta a sua área, mas, ao mesmo tempo, o elástico fica mais fino.

Isto corrobora a observação de que nós frequentemente somos mais neuróticos quando somos jovens. A medida que envelhecemos, aprendemos a como lidar com emoções e nos tornamos mais conscientes e agradáveis.

O novo estudo sugere que a personalidade é fortemente enraizada em princípios nucleares que governam a evolução do cérebro. De fato, alongamento cortical é um processo-chave revolucionário que tem permitido o cérebro humano crescer rapidamente enquanto ainda encaixa-se no crânio.

O fato de que há tais diferenças acentuadas na estrutura do cérebro entre pessoas com diferentes tipos de personalidade sugere que, personalidade é, pelo menos, parcialmente genética. Contudo, exames do cérebro sozinhos não podem buscar a fundo as causas de diferenças em personalidade. O próximo passo será realizar estudos que sigam as pessoas desde a tenra idade, para entender como os seus genes e o ambiente em que são criadas pode afetar a maturação do cérebro e personalidade.

Estudos como este fornecem novas peças para o quebra-cabeça que é entender o comportamento humano. Embora se considere que a maturação cerebral desempenha um importante papel em modelar nossa personalidade é uma importante peça de pesquisa, é importante que nós não percamos de vista o fato de que genes não são tudo. Nós deveríamos sempre alimentar o que é bom sobre nossas personalidades e empenhar-se para nos tornarmos pessoas melhores.

Este artigo foi escrito porThe Conversation Luca Passamonti, da University of Cambridge e foi originalmente publicado no The Conversation

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/01/brain-structure-says-personality-47150

 

 

Como São os Nossos Julgamentos Sobre os Fatos Passados e Futuros

Pessoas estão frequentemente perdoadas para ações que elas originalmente nunca teriam permissão para fazer – um fenômeno descrito como “Lei da Retroatividade de Stuart”. Crianças que assistem TV por mais tempo do que são permitidas, adolescentes que fogem sem dizer aos seus pais, e adultos que esvaziam contas de banco conjuntas sem informar o cônjuge, todos parecem ter um sentido intuitivo para captar isto.

Mas embora possa soar como uma inocente peculiaridade psicológica do qual nós não podemos fazer nada sobre ela, é na verdade algo que está tendo sérias consequências em áreas variando de relacionamentos, política, ao sistema judiciário. Então o que está causando e podemos fazer alguma coisa sobre isso? Vamos dar uma olhada na ciência.

Pode parecer ilógico, mas uma pesquisa confirmou que pessoas têm reações  acentuadamente diferentes a delitos que tenham já acontecido para aqueles que irão acontecer no futuro. Nós tendemos a julgar crimes futuros como sendo mais deliberados, menos morais e mais merecedores de punição do que transgressões equivalentes no passado. Tecnicamente falando, nós exibimos “assimetrias temporais” em julgamentos morais.

Esta noção foi recentemente testada em uma série de estudos pelo psicólogo Eugene Caruso. Ele deu para adultos estórias descrevendo dois eventos idênticos – um que ocorreu em algum ponto no futuro e um que ocorreu em uma quantidade de tempo equivalente no passado. Ele então pediu aos participantes para julgarem o quão anti-ético, deliberado ou merecedor de elogio ou culpa eles pensavam que estes eventos eram.

Um dos cenários hipotéticos foi que a Coca-Cola estava desenvolvendo uma nova máquina automática de venda de refrigerantes. A máquina foi projetada para mudar o preço das bebidas dependendo da temperatura do lado de fora dela – em dias mais quentes ela automaticamente aumentaria os preços. Foi dito para a metade dos participantes que a máquina foi testada no último mês, para a outra metade que ela será testada todos os meses. Caruso encontrou que participantes sentiram que a máquina de venda de refrigerante foi consideravelmente menos justa se estava prestes a ser testada no futuro.

Em um outro experimento, ele mostrou que nossos viéses frente a eventos futuros não estão limitados a comportamentos negativos. Quando lendo sobre um homem rico que decidiu fazer uma doação anônima para uma instituição de caridade no valor de US$5,000, participantes viram a contribuição dele como mais generosa quando ela seria realizada no futuro do que quando tinha sido realizada no passado.

Em geral, estes estudos mostraram que pessoas julgaram transgressões mais duramente e boas ações mais positivamente se eles acreditam que os eventos ocorreriam no futuro do que se eles já tivessem ocorrido.

Mas uma importante questão permanece. Por que nós fazemos isso? A pesquisa sugere que pessoas recorrem a suas emoções quando fizerem julgamentos de justiça e moralidade. Quando emoções estão elevadas, os julgamentos são mais extremos do que quando reações estão fracas. Um experimento no qual pessoas que imaginaram sendo jurados mostrou, por exemplo, que quanto mais ultrajante eram as ações do réu, maior a probabilidade deles para propor penas severas. Por outro lado, alguém com uma capacidade comprometida para experienciar emoção, um psicopata, por exemplo, é menos provável reconhecer infrações morais.

Caruso argumenta que seus resultados podem, pelo menos em parte, serem explicados pela diferença em respostas emocionais para eventos futuros e passados. Pessoas tendem a relatar reações mais intensas para o mesmo evento quando imaginam experienciando-a no futuro do que quando lembram de tê-la experienciado no passado. Isto tem sido mostrado por considerar um feriado, um ciclo menstrual ou estar sujeito a um barulho desagradável.

Isto pode parcialmente ser porque o futuro é normalmente mais controlável do que o passado. De uma perspectiva evolucionária, entusiasmo pode ser benéfico à medida em que pode normalmente ajudar-nos a lidar com uma ameaça iminente, tal como escapar de um incêndio. O futuro é também geralmente mais incerto do que o passado – e incerteza pode intensificar o aborrecimento de um evento negativo.

Quaisquer que sejam as razões, os estudos sugerem que pode haver algumas implicações bastante sérias. Em um dos estudos de Caruso, os participantes que imaginaram sendo jurados em um julgamento civil, concederam mais dinheiro para a vítima de um acidente que iria sofrer por seis meses do que a pessoa que tinha sofrido nos últimos seis meses. Se crimes passados são vistos como menos severos do que crimes futuros, então injustiças passadas serão respondidas com punição menos severa do que as equivalentes no futuro. 

Aqueles buscando minimizar as repercussões de suas ações podem tirar vantagem disto. Por exemplo, um governo buscando implementar uma técnica de vigilância eticamente questionável pode escolher simplesmente seguir me frente com ela sem uma consulta pública e lidar com as consequências mais tarde.

Mas as notícias não são de todo ruins. Estar atento a esta diferença fundamental entre julgamentos dos eventos do passado e futuro pode nos ajudar a nos tornarmos juízes mais consistentes de comportamento moral. Uma coisa que realmente sabemos é que este viés pode não estar presente em crianças pequenas, que são mais imediatistas em suas tomadas de decisão do que os adultos. Nossos viéses em relação ao futuro emergem à medida em que nós ficamos mais velhos? Ele pode ser ensinado? Talvez se nós pudéssemos descobrir a resposta para essa questão, seriamos capazes de construir um mundo onde crimes seriam julgados independentemente de sua localização no tempo.

Escrito por Agnieszka Jaroslawska, da Queen’s University Belfast. Este artigo foi originalmente publicado na The Conversation

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How our bias toward the future can cloud our moral judgement

O Estilo Cognitivo do Sujeito está Relacionado com a Sua Orientação Política

Certos traços de personalidade conhecidos como estilos cognitivos estão parcialmente determinados por fatores genéticos, que podem explicar algumas similaridades herdadas em ideologia política, de acordo com um estudo realizado com gêmeos e publicado online na Political Psychology.

Estilos cognitivos são elementos de personalidade relacionados a como as pessoas processam as informações. As dimensões de estilo cognitivo que tem recebido a maior atenção de psicólogos são a necessidade por cognição, encontrar desafiante tarefas cognitivas intrinsecamente satisfatórias e desejáveis e a necessidade por fechamento cognitivo, encontrando situações ambíguas ou incertas desagradáveis e indesejáveis. Ambas as dimensões estão intimamente ligadas com a orientação política. Pessoas que pontuam mais alto em necessidade por cognição são mais propensas a serem politicamente liberais, enquanto aquelas cujo escore em necessidade para fechamento cognitivo é alto, tendem a ser politicamente conservadoras.

Orientação política tem sido encontrada como sendo influenciada por fatores genéticos, assim como pelo ambiente do indivíduo, mas não tem sido sabido se as diferenças em estilo cognitivo são também parcialmente determinadas geneticamente.

Uma equipe de pesquisadores liderados por Aleksander Ksiazkiewicz, da University of Illinois, usaram dados de um estudo com gêmeos para examinar os componentes genéticos dos estilos cognitivos e sua relação com orientação política. Em um estudo com gêmeos, uma dimensão de similaridades e diferenças foram comparadas entre pares de gêmeos monozigóticos, que compartilham 100% de seu código genético e gêmeos dizigóticos, que compartilham uma média de 50% de seu código genético. Traços nos quais gêmeos monozigóticos são mais similares um ao outro do que gêmeos dizigóticos tem um componente genético mais forte. Neste estudo, gêmeos foram avaliados para ambos os estilos cognitivos, assim como para uma variedade de atitudes políticas.

Ambas as dimensões de estilo cognitivo foram encontradas sendo significantemente herdadas geneticamente, com aproximadamente 40% de diferenças em dificuldade para cognição e 37% de diferenças em necessidade por fechamento cognitivo atribuída a genes versus ambiente. Também importante, as correlações entre estilos cognitivos e ideologia política foram quase inteiramente explicados por fatores genéticos, indicando que a relação entre cognição e política pode existir porque ambas são influenciadas por um compartilhado conjunto de causas genéticas  subjacentes.

Os autores do estudo concluíram que os estilos cognitivos são parcialmente passados geneticamente e que sua influência em ideologia política é amplamente explicada pela genética. Estes resultados adicionam força a questões sobre a medida em que similaridades familiares em orientação política são transmitidas geneticamente ao invés de instruídas de pais para filhos. Quando nós tentamos explicar a interface entre personalidade e política, este estudo sugere que os genes são uma importante parte da equação.

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The link between genes, cognitive styles and political orientation

Será que ser um Psicopata é uma Desvantagem?

Pessoas com altos níveis de de psicopatia são egoístas, calculistas e sabotam seus colegas inescrupulosamente para se parecerem melhores. Para os empregadores, eles são excelentes – mas isso é realmente verdade? Um estudo da University of Bonn mostra que algumas pessoas com traços de psicopatia são vistas por seus colegas como bastante prestativas e cooperativas. Um dos pré-requisitos para isto, contudo, é que eles possuam habilidades sociais marcantes.

A análise já está disponível online na Journal of Management e uma versão curta foi publicada em 2016 na revista científica Wirtschaftspsychologie aktuell.

Pessoas com evidente psicopatia são consideradas insensíveis, frias, impenitentes, desonestas e impulsivas. No trabalho, consequentemente, elas podem pôr em perigo o sucesso de sua equipe inteira – pelo menos esse é o conceito popular. Mas algumas pessoas com traços psicopáticos podem também ser diferentes; isto é mostrado em uma análise por cientistas da University of Bonn. Porque nem todos os “psicopatas” são iguais. Pelo contrário, pelo menos duas diferentes facetas de personalidade se unem em psicopatia. Elas podem ocorrer juntas, mas não necessariamente: “nós falamos de independentes dimensões de personalidade”, explica Nora Schüttem do Instituto de psicologia da University of Bonn. “O primeiro é referido como dominância destemida. Pessoas com este  traço característico querem as coisas do seu jeito, não tem medo das consequências de suas ações e podem suportar estresse muito bem. Nós também falamos de psicopatia primária. A segunda dimensão é a impulsividade auto-centrada: pessoas com valores elevados apresentam uma ausência de um freio interior. Seu auto-controle é, deste modo, fraco e elas portanto, não tem qualquer consideração pelos outros. Elas são referidas como psicopatas secundário”.

Schütte foi capaz, junto com seu orientador do doutorado, o professor Dr. Gerhard Blickle, de mostrar que empregados que apresentam dominância destemida podem ser completamente discretos na área social. O estudo incluiu 161 pessoas. Entre outras coisas, os participantes responderam questões sobre a sua personalidade, suas habilidades sociais e seu desempenho no trabalho. Além disso, foi pedido a eles para nomear dois colegas que, por sua vez, avaliaram o desempenho do respectivo participante e o comportamento do participante no local de trabalho.

Resultado: os participantes cujos questionários indicaram um alto nível de dominância destemida foram, não obstante, algumas vezes descritos por seus colegas como colegas prestativos, cooperativos e agradáveis: “mas que era verdade apenas quando estes psicopatas primários também tinham habilidades sociais marcantes”, disse Nora Schütte. “Diante disso tudo, incluía habilidades que são geralmente importantes no trabalho – tal como a dádiva de fazer os outros sentirem-se bem”.

Para empregados com grande impulsividade auto-centrada, o estudo mostrou um retrato completamente diferente: seus colegas consistentemente descreveram-os como destrutivos em suas negociações, não muito prestativos e fracos em desempenho –independente de suas habilidades sociais: “estas pessoas com valores elevados em psicopatia secundária consequentemente tem realmente os postulados efeitos negativos em seu ambiente de trabalho”, enfatiza Schütte. “E num grau muito mais elevado quando nós examinamos ambos grupos juntos”.

Schütte e o professor Blickle, por isso, defendem uma visão diferenciada da personalidade configurada ‘psicopatia’: “mesmo pessoas com marcados traços de psicopatia não necessariamente exibem comportamento antisocial”, afirma a psicóloga. De sua perspectiva, até o termo “psicopatia” – significando algo como “doença da alma” – é incorreto. O professor Blickle acrescenta: “pessoas com um alto grau de dominância destemida podem até serem heróis abnegados na vida diária, tal como salva-vidas, médicos de emergência ou bombeiros”.

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Psychopathy need not be a disadvantage

O Nosso Nível de Sabedoria Depende da Situação?

Segundo uma recente pesquisa, a resposta é SIM!

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study finds that our level of wisdom varies depending on the situation

Embora possamos pensar que algumas pessoas são sempre sábias, nós, na verdade, demonstramos diferentes níveis de sabedoria de uma situação para a próxima e fatores tais como se nós estamos sozinhos ou com amigos pode afetar isso, de acordo com uma nova pesquisa da University of Waterloo.

O estudo define o raciocínio sábio como uma combinação de tais habilidades como humildade intelectual, consideração pela perspectiva dos outros e procura por comprometimento. O trabalho aparece na revista científica Social Psychological and Personality Science. “Esta pesquisa não descarta que há um componente de personalidade para a sabedoria, mas isso não é a o panorama geral”, disse o professor Igor Grossmann, do departamento de psicologia da Waterloo e autor principal do artigo científico: “situações da vida diária afetam a nossa personalidade e a capacidade para raciocinar sabiamente”.

A observação de que o raciocínio sábio varia dramaticamente através de situações do quotidiano sugere que embora ela flutue, a sabedoria pode não ser tão rara quanto nós pensamos. Além disso, para diferentes indivíduos, apenas certas situações podem promover esta qualidade. “Há muitos exemplos onde pessoas conhecidas por sua competência crítica ou expertise em ética parecem cair nas garras da ausência de tais competências ou morais. O presente achado sugere que esses exemplos não são uma anomalidade”, disse Grossmann. “Nós não podemos sempre estar no topo do jogo em termos de tendências relacionadas a sabedoria e pode ser perigoso generalizar baseado no e se as pessoas mostram sabedoria em sua vida pessoal ou quando ensinar aos outros na sala de aula”.

Ao examinar condições e situações sob a qual as pessoas podem ou não mostrar sabedoria em suas vidas, os pesquisadores e profissionais podem aprender mais sobre situações promovendo sabedoria na vida diária e reprodução dessas situações.

Para o próximo estágio deste trabalho, Grossmann e sua equipe estão preparando um instrumento para avaliar a sabedoria de acordo com a situação. Eles tem planos para realizar o primeiro estudo longitudinal já realizado visando ensinar as pessoas a raciocinarem sabiamente em suas próprias vidas.

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Manipuladores são Menos Convincentes Online do que Pessoalmente

O resultado dessa pesquisa poderá ajudar a abrir o olho de muita gente 😉

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Manipulators less convincing online than in person

Se você tem que tratar de negócios com um narcisista ou psicopata, é melhor você fazer isso através do Facebook, é o que mostra a pesquisa de Okanagan campus da UBC. Em um dos primeiros estudos deste tipo, pesquisadoras da UBC encontraram que tradicionalmente, manipuladores bem-sucedidos que são classificados como sendo parte da Tríade Negra (TN) – pessoas com tendências narcisísticas, psicopatas ou maquiavélicas – não enviam  mensagens online muito convincentes.

“Os resultados do estudo são bastante claros – uma vez que você remove sinais não-verbais, tal como linguagem corporal da equação, a habilidade para revelar narcisistas e psicopatas torna-se mais fácil”, diz Michael Woodworth, professor de psicologia. “Nós podemos também concluir que é bastante provável que as qualidades que permitem que estas pessoas possam encantar, manipular, intimidar ou explorar com sucesso os outros parece requerer um público ao vivo/em pessoa”.

O estudo, intitulado “O Lado Negro da Negociação”, foi conduzido entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014 e incluiu mais de de 200 estudantes universitários canadenses, uma proporção de quem foi identificado como tendo várias qualidades no espectro da TN.

Após serem alocados de forma randomizada para um grupo de contato cara-a-cara ou um grupo mediado por um computador, foi pedido aos estudantes para negociarem ingressos para shows, tanto como comprador como vendedor, com a meta final de alcançar o máximo de benefício financeiro para eles mesmos.

Consistente com outros estudos, a pesquisa do Woodworth concluíu que aqueles que pontuaram mais alto no espectro da TN foram mais bem-sucedidos nas negociações cara-a-cara do que aqueles que fizeram online. Surpreendentemente, a pesquisa também concluiu que os participantes que pontuaram mais alto em TN foram 12.5% menos bem-sucedidos em negociações online do que aqueles pontuando mais baixo no espectro. A colocação dos estudantes no espectro variou dependendo das características individuais e de atributos.

Cada uma das três partes da TN apresentam traços distintos. Psicopatas tendem a apresentar uma ausência de empatia e ser anti-social. Narcisistas voltam-se para a grandiosidade e a auto-adoração e pessoas com qualidades maquiavélicas são orientadas para a meta e manipuladores calculados.

“Embora exista há muito tempo uma fascinação com personalidades da TN e como eles podem impactar pessoas ‘comuns’, pouco tem sido estudado sobre como estas pessoas comportam-se online”, diz Woodworth.

“O que esta pesquisa nos diz é que se você quer estiver confiante em sua habilidade para não ser enganado por estes tipos de manipuladores conhecidos, você está provavelmente em melhor situação se lidar com eles online.”

A estudante Lisa Crossley trabalhou com Woodworth no projeto , além da estudante de pós-graduação Pamela Black e de Bob Hare, professor emérito da UBC . O estudo foi publicado na Personality and Individual Differences.

Woodworth e Crossley atualmente estão conduzindo pesquisa similar em TN envolvendo a mentira.

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Crenças Extremas Frequentemente são Confundidas com Insanidade

É quase sempre assim: algo terrível acontece e muita gente justifica tais atos como sendo produto de um pessoa acometida por uma doença mental. O texto abaixo vem tratar exatamente disso: como classificar os casos onde o sujeito cometeu um ato tenebroso, mas não preenche os critérios para uma psicose, por exemplo.

O texto foi escrito primariamente em inglês e eu fiz a tradução livre dele. O link do texto em inglês é este: http://www.psypost.org/2016/05/extreme-beliefs-often-mistaken-insanity-new-study-finds-43007

Vamos ao post!

Após ações violentas, tal como massacres, muitas pessoas supõem que doença mental é a causa. Após estudar o caso do assassino Anders Breivik no massacre norueguês em 2011, os pesquisadores da University of Missouri School of Medicine estão sugerindo um novo termo forense para classificar comportamentos não-psicóticos que levam a atos criminosos de violência.

“Quando este tipo de tragédia ocorre, nós questionamos a razão por detrás dela”, disse Tahir Rahman, M.D., professor assistente de psiquiatria na MU School of Medicine e autor principal do estudo. “Algumas vezes, as pessoas pensam que ações violentas devem ser o subproduto de doença mental psicótica, mas isto não é sempre o caso. Nosso estudo do caso de Breivik foi idealizado para explicar o quanto as crenças extremas podem ser confundidas por psicose e para sugerir um novo termo legal que claramente define este comportamento”.

Breivik, um terrorista norueguês, matou 77 pessoas em 22 de julho de 2011, em um carro-bomba em Oslo e um massacre em um acampamento de jovens na ilha de Utøya, na Noruega. Alegando ser um “templário” e um “salvador do cristianismo”, Breivik afirmou que o propósito dos ataques era salvar a Europa do multiculturalismo.

Duas equipes de psiquiatras forenses apontados por um tribunal examinaram Breivik. A primeira equipe psiquiátrica diagnosticou-o com esquizofrenia paranóide. Contudo, após muitas críticas, uma segunda equipe concluiu que Breivik não era psicótico e o diagnosticou com transtorno de personalidade narcisista. Breivik foi sentenciado a 21 anos de prisão.

“Breivik acreditava que matar pessoas inocentes era justificável, isso que parece irracional e psicótico”, disse Rahman, que também conduz avaliações psiquiátricas forenses mas não estava envolvido com o caso de Breivik. “Contudo, algumas pessoas sem doença mental psicótica acreditam tanto em suas crenças que eles tomam medidas extremas. Guias clínicos atuais, tal como o Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, oferece vagas descrições de razões alternativas para o qual uma pessoa possa cometer tais crimes. Nosso termo sugerido para comportamento criminalmente violento quando a psicose pode ser excluída é ‘extrema crença sobrevalorada”.

Rahman define “extrema crença sobrevalorada” como uma crença que é compartilhada pelos outros e frequentemente apreciada, amplificada e defendida pelo acusado. O indivíduo tem um intenso comprometimento emocional para com a crença e pode agir violentamente como o resultado dessa crença. Embora o indivíduo possa sofrer de outras formas de doença mental, a crença e as ações associadas com ela não são o resultado de insanidade.

“Nos tribunais de justiça, não há claramente definido os métodos padrões de diagnóstico para insanidade para propósitos legais”, Rahman afirmou. “Este novo termo ajudará psiquiatras forenses a identificar apropriadamente o motivo para o comportamento criminal do réu quando sanidade é questionada”.

Rahman disse que mais pesquisas em extrema crença sobrevalorada são necessárias para entender como elas se desenvolvem. Identificar aqueles em risco dará a profissionais de saúde mental uma oportunidade para intervir antes que o comportamento violento ocorra.

“Certos fatores psicológicos podem deixar as pessoas mais vulneráveis para desenvolver crenças dominantes e amplificadas”, Rahman atestou. “Entretanto, a amplificação de crenças sobre questões tais como imigração, religião, aborto ou política também pode ocorrer através da internet, interações com pequenos grupos de pessoas ou obediência a  figuras  de autoridade que são carismáticas. Nós já alertamos nossos jovens sobre o perigo do álcool, drogas, gravidez na adolescência e o fumo. Nós precisamos acrescentar o risco de desenvolver extrema crença sobrevalorada nessa lista assim como trabalharmos para reduzir a violência frequentemente associada com elas”.

O estudo, “Anders Breivik: Extreme Beliefs Mistaken for Psychosis”, foi publicado recentemente no The Journal of the American Academy of Psychiatry and the Law.