Algumas pessoas tem de lidar com a questão de serem ostracizadas diariamente. Para qualquer uma das várias razões, elas são evitadas por aquelas pessoas perto delas e isoladas dos círculos sociais que, de outra forma, estariam disponíveis. Ser excluída e ignorada tem um efeito negativo em muitos aspectos do funcionamento social, fisiológico e psicológico. Por exemplo, pessoas podem tornarem-se desonestas, capacidades cognitivas podem declinar ao longo do tempo, afeto negativo aumenta e os comportamentos danosos tornam-se mais comuns.
A tomada de decisão é um processo cognitivo que pode se tranformar em um comportamento danoso quando altos níveis de risco estão envolvidos. Os pesquisadores Melissa Buelow e James Wirth examinaram o efeito do ostracismo nesta associação e encontraram que as probabilidades de tomada de decisão arriscada aumentam com a exposição a exclusão.
Aceito para publicação no Journal of Experimental Social Psychology, esta pesquisa incluiu dois experimentos projetados para testar a influencia de ostracismo em processos de tomada de decisão. O primeiro estudo incluiu um tamanho de amostra final de 83 sujeitos (51,8% do sexo feminino). Cada participante jogou em um jogo online/virtual de jogar bola com dois outros jogadores e foram levados a acreditar que eram humanos, mas na verdade, eram programas de computador.
Sujeitos foram alocados em uma das duas condições. Na condição de ostracismo, os sujeitos apenas receberam a bola de cada jogador uma vez, enquanto na condição controle eles a receberam aproximadamente 1/3 do tempo (igual com os jogadores do computador). Após o jogo eles completaram várias tarefas de tomada de decisão e foi encontrado que os jogadores do ostracismo foram significativamente mais propensos a tomarem decisões arriscadas em alguns testes mas não em todos.
O experimento 2 foi conduzido para verificar os resultados usando um método diferente de ostracismo. Desta vez, uma nova amostra de 120 participantes (50% do sexo feminino) jogaram um jogo baseado em mensagem de SMS, novamente com dois supostos jogadores humanos que eram, na verdade, controlados por computador. Os jogadores do ostracismo foram apenas escolhidos pelos jogadores do computador uma vez e aqueles no grupo controle foram escolhidos uma vez a cada três vezes. Tarefas de decisão múltipla foram novamente completadas.
Os resultados foram similares aqueles do primeiro estudo, porque o ostracismo estava associado com tomada de decisão de alto risco. Contudo, conforme foi também o caso no estudo 1, nem todas as formas de testagem da tomada de decisão foram em acordo. Estudos adicionais serão necessários para clarificar a variação entre testes, mas permanece a evidência suficiente para apoiar os achados desta investigação. O ostracismo parece estar ligado com comportamentos de tomada de decisão arriscada, mas há ainda muito para aprender sobre a natureza desta relação.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
