Existe Vulnerabilidade para a Depressão?

Estudos de neuroimagem de redes cerebrais interconectadas podem fornecer os “elos faltantes” entre os modelos biológicos e comportamentais de vulnerabilidade cognitiva para depressão, de acordo com uma publicação de Wolters Kluwer que fez uma revisão de pesquisa e publicou na Harvard Review of Psychiatry.

Pesquisa em interações de redes e relacionados padrões de atividade cerebral tem fornecido novos insights nos processos de pensamento que fazem com que algumas pessoas sejam vulneráveis a depressão, de acordo com Dr. Shuqiao Yao do Central South University in Changsha, na China, e seus colaboradores. Eles acreditam que esta “perspectiva do sistema neural” possa ajudar na clarificação da vulnerabilidade cognitiva versus resiliência para depressão, talvez levando para o desenvolvimento de novas abordagens de tratamento.

Fatores cognitivos (relacionados ao pensamento) tem um impacto bem-estabelecido na vulnerabilidade para o transtorno de depressão maior. Processos cognitivos envolvendo ruminação e auto-avaliações “enviesadas negativamente” são acreditadas serem fatores-chave contribuindo para o desenvolvimento da depressão: “embora seja geralmente aceito que fatores cognitivos contribuem para a patogênesis do transtorno depressivo maior, há elos faltantes entre modelos comportamentais e biológicos de depressão,” Dr. Yao e co-autores escrevem. “Avanços em imagem cerebral, especialmente no campo da pesquisa intrínseca de rede neural, pode fornecer uma ferramenta útil para identificar os elos faltantes comportamentais-neurais”.

Os autores discutem e analisam recentes pesquisas de neuroimagem nas “interações e atividades anormais” dentro e entre redes cerebrais que podem afetar vulnerabilidade cognitiva. Estudos tem identificado um aumentada atividade em uma importante rede cerebral, chamada de rede de novo padrão (default mode network – DMN), em pessoas em risco para depressão – por exemplo, aquelas com um histórico familiar de transtorno de depressão maior.

Este padrão de hiperatividade no DMN pode ser a base neural da “ruminação mal-adaptativa” contribuindo para a vulnerabilidade cognitiva para depressão. Há também evidência que aumentada “conectividade funcional” entre o DMN e outras redes cerebrais pode suprimir atividade em áreas do cérebro envolvidas na geração de um humor positivo.

Aumentada atividade (supressão reduzida) do DMN pode torná-la difícil para “desengatar-se de auto-reflexão” durante tarefas. Isto pode alinhar-se com a teoria comportamental de que pessoas vulneráveis a depressão desenvolvem “esgotamento dos recursos cognitivos” quando tentam confrontar estímulos negativos durante a transição de descanso para tarefas. Anormais interações de rede, incluindo deficiente troca entre redes, pode contribuir para dificuldades cognitivas levando a humor depressivo persistente: “um foco em redes inter-relacionadas e atividade cerebral mudanças entre transições de descanso-tarefa fornece uma abordagem para pesquisa futura em diferenças inter-individuais em vulnerabilidade e resiliência”, Dr. Yao e co-autores concluem. Eles enfatizaram que muitas questões básicas permanecem para serem respondidas, incluindo clarificação dos mecanismos pelo qual as redes interagem umas com a outras.

A estrutura do sistema neural pode também ajudar a explicar como especificas formas de psicoterapia – tais como terapia cognitivo-comportamental ou terapia de mindfulness – são clinicamente efetivas para pacientes com depressão. Como a pesquisa continua, Dr. Yao e colaboradores prevêem uma “mudança paradigmática” em estudar vulnerabilidade cognitiva para depressão – com o potencial para levar a intervenções novas e apontá-las para o transtorno de depressão maior.

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New data on brain network activity can help in understanding ‘cognitive vulnerability’ to depression

Depressão é Tão Perigosa para o Coração Quanto a Obesidade e o Colesterol

A depressão representa um risco para doenças cardiovasculares em homens que é tão igualmente representada por níveis altos de colesterol e obesidade. Isto é de acordo com um relatório recentemente publicado na revista cientifica Atherosclerosis, por pesquisadores da Helmholtz Zentrum München, junto com colegas da Technical University of Munich (TUM) e da German Center for Cardiovascular Disease (DZHK).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 350 milhões de pessoas ao redor do mundo são afetadas pela depressão. Mas o estado mental não é tudo o que é afetado, contudo, e a depressão pode também comprometer o corpo: “entretanto, há poucas dúvidas de que a depressão é um fator de risco para doenças cardiovasculares”, explica Karl-Heinz Ladwig. Ele é o líder do grupo do Institute of Epidemiology II, da Helmholtz Zentrum München, professor de medicina psicossomática da Klinikum rechts der Isar TUM assim como cientista da DZHK. “A questão agora é: qual é a relação entre a depressão e outros fatores de risco como o uso de tabaco, níveis altos de colesterol, obesidade ou hipertensão – quanto cada fator desempenha nisso?”

Para examinar esta questão, Ladwig e sua equipe analisaram dados de 3.428 pacientes do sexo masculino entre as idades de 45 e 74 anos e observaram o desenvolvimento deles ao longo de um período de dez anos: “o trabalho está baseado em um conjunto de dados prospectivos e baseado em população, do estudo MONICA/KORA* que, com um prazo total de até 25 anos, é um dos poucos estudos grande na Europa que permite tal análise”, relata o estatístico Dr. Jens Baumert of Helmholtz Zentrum München, que também estava envolvido na publicação.

Na análise deles, os cientistas compararam o impacto da depressão com os quatros grandes fatores de risco: “nossa investigação mostra que o risco de uma doença cardiovascular fatal devido a depressão é quase tao grande quanto isso devido aos níveis elevados de colesterol ou obesidade”, Ladwig sumariza. Os resultados mostram que apenas pressão arterial alta e fumar estão associados com um risco maior. A depressão é responsável por aproximadamente 15% das mortes cardiovasculares.

“Isso é comparável a outros fatores de risco, tal como a hipercolesterolemia, obesidade e tabagismo”, Ladwig afirma. Estes fatores causam 8,4% a 21.4% das mortes cardiovasculares.

“Nós investimos muito tempo neste trabalho, justamente pelo longo período de observação”, diz Ladwig. Mas o esforço foi recompensado: “nossos dados mostram que a depressão tem um tamanho de efeito médio situado no intervalo de fatores de risco grande e não-congênitos para doenças cardiovasculares”. Ladwig assim propõe consequências aqui: “em pacientes de alto risco, a investigação diagnóstica de depressão como comorbidade deveria ser padrão. Isto poderia ser registrado facilmente”.

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Depressão na Gravidez: Porque não Fazer Nada sobre Ela Pode Ser uma Má Idéia

Mulheres grávidas enfrentam uma série de escolhas. A maioria delas são bastante incontestáveis: não fume ou use drogas; evite peixe cru e ovos; descanse bastante. Mas um dilema que algumas mulheres grávidas encaram é menos intuitivo: se e como tratar suas mentes e corpos se elas estão deprimidas.

Muita atenção está focada na depressão pós-parto (ou seja, a ocorrência de depressão na mãe após o nascimento do bebê), que ocorre em aproximadamente uma a cada 8-10 mulheres. Mas embora a depressão durante os nove meses de gravidez ocorra frequentemente, ela tem recebido menos destaque.

Diagnosticar depressão na gravidez pode ser complicado, já que as mulheres podem inicialmente desconsiderar alguns dos sintomas, tais como mudanças no humor, apetite ou sono, tomando-os como normal ou a ser esperado. Mas aqui esta o que é crucial saber: identificar e tratar depressão durante a gravidez é particularmente importante a medida em que ela impacta não apenas a mãe, mas também o bebê.

Este conceito – que o humor maternal pode ser transmitido para os filhos – não é novo. Ele tem existido desde os dias de Hipócrates, e até Shakespeare compreendia ele. Nós agora sabemos que a depressão crônica na gravidez pode alterar níveis dos hormônios de estresse, desviando sangue (e com ele, oxigênio e nutrientes-chaves) do feto e suprimindo os sistemas imunes da mãe e do bebê, deixando ambos mais vulneráveis para infecção.

Então, o que pode fazer uma mulher grávida que acha que pode estar deprimida? O primeiro passo é tomar consciência dos sinais e sintomas. E que sentir-se triste ou para baixo pode não ser o primeiro ou o principal sintoma. Outros podem incluir a fadiga excessiva, perda de concentração ou interesse, mudança no apetite, muito ou pouco sono, sentimentos de inutilidade e pensamentos recorrentes de morte.

Note que um dia triste ou um dia estressante não faz um episódio depressivo. Mas se você tem experienciado vários dos sintomas citados acima, cronicamente, acima de um período de duas semanas ou mais, e eles não são o resultado de uma outra medicação que você está tomando, você poderia estar sofrendo de uma depressão clinica. Falar proativamente e abertamente para o profissional de saúde que cuida de seu caso, pode ajudar a distinguir os normais altos e baixos da gravidez de sintomas que necessitam atenção médica. E se o seu obstetra/ginecologista não é especialista em questões de saúde mental (que pode ser o caso), peça por um encaminhamento para ver alguém que seja. Ou, se você conhece alguém que tenha passado por uma experiência similar, peça uma opinião para ela: não há nada melhor do que uma recomendação boca-a-boca.

Se a depressão é identificada, tratar é importante para a mãe e para o bebê (lembre-se, é algo do tipo dois pelo preço de um). Como neurocientista e epidemiologista que estuda os efeitos a longo prazo de várias exposições no pré-natal, eu tenho visto que, embora as chances não sejam sempre fáceis, há uma série de opções efetivas para tratamento.

A primeira são as medicações antidepressivas. Várias estão no mercado, com a mais comum sendo a classe dos “inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS)”, que inclui nomes familiares tais como Prozac, Zoloft, Paxil e Lexapro.

Estas medicações são, em geral, seguras para uso adulto, e muitas são aprovadas para uso em mulheres grávidas também. Contudo, como estas medicações atravessam para a placenta, os efeitos a longo-prazo no bebê, quando usadas na gravidez, não são inteiramente claros. Alguns estudos tem sugerido que aumentou os problemas cognitivos, de linguagem e emocionais entre crianças gestacionalmente expostas a medicações antidepressivas, mas não é claro o quanto destes efeitos são devidos as medicações versus a própria depressão subjacente.

Dada a incerteza, algumas mulheres grávidas podem querer serem tratadas, mas compreensivelmente, não serem medicadas. Para elas, há uma outra rota viável, e uma que uma série de mulheres grávidas fracassam para seriamente considerar: a psicoterapia. Muitos tratamentos psicoterápicos reduzem sintomas de depressão e ansiedade assim como seus parceiros – a medicação – mas sem os indesejáveis efeitos colaterais da medicação. Embora o termo psicoterapia esteja ocasionalmente sendo mal aplicado por algumas formas questionáveis de tratamento ou auto-ajuda, há uma série de terapias estruturadas tais como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Interpessoal (TI) que tem sido desenvolvidas por clínicos, são baseadas em sólidas evidências cientificas e tem sido adaptadas para tratar sintomas na gravidez.

Ensaios clínicos, incluindo aqui a Columbia University Medical Center, onde alguns destes tratamentos foram desenvolvidos, mostra que a psicoterapia pode ser um tratamento alternativo e efetivo para muitas mulheres grávidas. E para mulheres que já estão em uso de antidepressivos e que podem estar contemplando uma gravidez, mudar para a psicoterapia para o período de gravidez pode ser uma opção também.

E por fim, há sempre a opção de não fazer nada. É verdade que, algumas depressões são de vida-curta e irão embora por si só. Mas ignorar o que o seu corpo diz a você, é raramente uma boa idéia (nós ignoraríamos dores no peito, por exemplo, apenas esperando que elas desaparecessem?). Ademais, é impossível predizer antecipadamente por quanto tempo um episódio depressivo pode durar e a abordagem “vamos esperar para ver” põe em risco prolongado a exposição do bebê ao estresse maternal. Lembre-se, o estresse é ruim para o bebê também.

Certamente, estas não são escolhas simples. Riscos de tratamento tem de ser equilibrado entre os riscos de permanecer sem tratamento. Para algumas mulheres (por exemplo, aquelas com depressão severa, ou com outras complicações médicas ou psiquiátricas), a medicação pode ser necessária. Para outras, a psicoterapia pode ser a opção preferida. Mas mesmo quando ela é, a psicoterapia requer tempo, um bem que muitas mulheres grávidas simplesmente não tem. Custos podem desempenhar um papel também, embora muitos planos de saúde cubram um certo número de sessões psicoterápicas.

Embora estas opções possam soar insatisfatórias, elas simplesmente refletem a realidade subjacente de que não há uma abordagem única para depressão em mulheres grávidas. Mas há boas notícias: o que as opções oferecem para uma mulher gestante é a oportunidade de explorar – com ela mesma, sua família e amigos, e o seu médico – qual é a melhor percurso para ela. A única coisa imprudente que uma grávida que acha que pode estar deprimida pode fazer é não fazer nada. 

Observação: este artigo apresenta uma  visão geral de diferentes opções disponíveis para tratar de depressão durante a gravidez. Este artigo não deveria ser usado como um substituto do conselho de um médico.

The ConversationEscrito por Ardesheer Talati, professor assistente de Neurobiologia Clinica, Psiquiatria, da Columbia University Medical CenterEste artigo foi originalmente publicado no The Conversation

 

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http://www.psypost.org/2016/12/depression-pregnancy-nothing-may-bad-idea-46437

Sete Fatos Psicológicos Sobre a Depressão

Abaixo, há sete fatos sobre a depressão; estes fatos são oriundos de pesquisadores que estudam psicologia e neurociência.

1.) Algumas formas de “pensamento positivo” tem estado associadas a depressão. Uma pesquisa publicada na Psychological Science encontrou que pessoas que fantasiam sobre um futuro idealizado tendem a ter menos sintomas depressivos no presente, mas enfrentaram mais sintomas depressivos no futuro: “induzir fantasias positivas pode, de fato, produzir sintomas depressivos ao encorajar  as pessoas a desfrutarem de seu sucesso prematuramente em suas mentes, consequentemente reduzindo energia e esforço”, que leva a fracassos no futuro, os pesquisadores explicaram.

2.) Depressão persistente pode danificar partes do cérebro. Pesquisa publicada na Molecular Psychiatry encontrou que a depressão estava associada com o encolhimento hipocampal – o hipocampo é uma área do cérebro responsável pela formação de memória: “seu senso do eu depende do entendimento contínuo de quem você é no mundo – seu estado de memória não é apenas saber fazer Sudoku ou lembrar da sua senha – é o conceito global que nós mantemos de nós mesmos”, disse o co-autor Ian Hickie.

3.) Pesquisa publicada no Depression and Anxiety encontrou que quanto mais tempo os adultos jovens gastam usando mídia social, maior a probabilidade deles estarem deprimidos. Mas a relação de causa-efeito não é clara: “pode ser que pessoas que já estão deprimidas estão voltando-se para a mídia social para preencherem um vazio”, explicou a autora Lui yi Lin.

4.) Outra pesquisa sugere que vício de tecnologia móvel está ligado a depressão:  “pessoas que se auto-descrevem como realmente tendo comportamentos de estilo aditivo em relação a Internet e celulares pontuaram muito mais alto em escalas de depressão e ansiedade”, os pesquisadores afirmaram. Por sorte, simplesmente usar aparelhos móveis para aliviar o tédio não estava associado com depressão.

5.) Jovens que fazem parte de gangues são mais propensos a serem deprimidos e suicidas, de acordo com um estudo do Criminal Justice and Behavior: “jovens que fazem parte de gangues são muito mais propensos a terem questões de saúde mental e, então estando na gangue, na verdade, torna isso pior”, disse o pesquisador Chris Melde. “A gangue não age como um antidepressivo. E algumas pessoas pode estar procurando isso – uma sensação de bem-estar ou propósito”.

6.) Pesquisa publicada no Journal of the American Geriatrics Society concluiu que interações sociais cara-a-cara podem proteger contra a depressão em adultos mais velhos:  “as pesquisas tem, por um longo tempo, apoiado a idéia de que fortes laços sociais fortalecem a saúde mental das pessoas. Mas esta é a primeira análise do papel que este tipo de comunicação com aqueles que amamos e os amigos desempenha em proteger pessoas da depressão. Nós encontramos que todas as formas de socialização não são iguais. Ligações telefônicas e comunicação digital, com amigos ou membros da família, não tem o mesmo poder do que as interações cara-a-cara para ajudar a evitar a depressão”, disse o autor Alan Teo.

7.) A depressão pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 quando combinada com outros fatores de risco metabólicos, de acordo com um estudo publicado na Molecular Psychiatry. A depressão sozinha não pareceu ter aumentado significativamente o risco. Mas aqueles indivíduos com ambos (depressão e fatores de risco metabólicos) foram mais do que seis vezes mais propensos a desenvolverem diabetes. Isto poderia ser porque pessoas sofrendo de depressão são menos propensas a aderir a conselho médico ou porque a depressão causa mudanças nos sistemas metabólicos do corpo (ou ambos).

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Seven psychological facts about depression

Depressão Durante a Gravidez está Associada com Estrutura Cerebral Anormal em Crianças

Sintomas depressivos em mulheres durante e após a gravidez estão associados com espessura do córtex reduzida – a camada exterior do cérebro responsável por pensamento complexo e comportamento – em crianças em idade pré-escolar, de acordo com um novo estudo publicado no Biological Psychiatry. Os achados sugerem que o humor da mãe pode afetar o desenvolvimento do cérebro da criança em estágios críticos em vida: “mães geralmente querem fazer tudo o que podem para dar aos seus filhos a melhor chance possível de sucesso na vida. Elas frequentemente certificam-se de comer bem e tomar vitaminas especiais”, disse John Krystal, editor da Biological Psychiatry. “Este novo estudo agora sugere que uma outra coisa que elas podem fazer é ter a certeza de que sejam tratadas para a sua depressão”.

18% das mulheres experienciam depressão em algum momento durante a gravidez e ambas as depressões – perinatal e pós-parto – tem sido associadas com desfechos negativos em crianças. O novo estudo, liderado por Catherine Lebel, da University of Calgary, em Alberta, é o primeiro a reportar associações entre a depressão maternal e a estrutura anormal do cérebro em criança desta idade.

Os pesquisadores avaliaram 52 mulheres para sintomas depressivos durante cada trimestre da gravidez e alguns meses após a criança ter nascido. As mulheres variaram sobre a presença de sintomas: algumas com nenhum ou poucos sintomas e algumas preenchendo os critérios para depressão. Quando as crianças alcançaram aproximadamente 2.5 a 5 anos de idade, os pesquisadores usaram imagem por ressonância magnética para medir a estrutura cerebral delas.

Mulheres com sintomas depressivos mais altos tenderam a ter crianças com afinamento frontal e áreas temporais, regiões corticais implicadas em tarefas envolvendo inibição e controle da atenção. Os pesquisadores também encontraram uma associação entre sintomas depressivos e substância branca anormal na área frontal, os feixes de fibras conectando a região para outras áreas no cérebro.

Estas associações foram apenas encontradas quando sintomas ocorreram durante o segundo trimestre e pós-parto, sugerindo que estes períodos são particularmente críticos para o desenvolvimento cerebral da criança.

O afinamento cortical é um aspecto normal do desenvolvimento cerebral durante a primeira infância, então Lebel diz que os achados sugerem que o cérebro possa estar desenvolvendo-se prematuramente em crianças cujas mães experienciam mais sintomas depressivos.

Anormalidades em estrutura cerebral durante períodos críticos em desenvolvimento tem frequentemente estado associados com desfechos negativos, tais como dificuldade de aprendizagem e transtornos comportamentais. Adicionalmente, as anormalidades da estrutura cerebral identificadas no estudo refletem aquelas encontradas em crianças com depressão ou em alto risco para desenvolver o transtorno, sugerindo que estas alterações podem ser porque as crianças de mães com depressão perinatal são mais vulneráveis a depressão posteriormente.

Embora o mecanismo por trás da associação permaneça um mistério, os achados podem ter implicações para minimizar riscos de desenvolvimento cerebral atípico em crianças: “nossos achados destacam a importância de monitorar e apoiar a saúde mental em mães não apenas no período de pós-parto mas também durante a gravidez”, afirmou Lebel.

 

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Depression during pregnancy is associated with abnormal brain structure in children

Pesquisa sobre Tratamento de Depressão em Adolescentes

Um estudo publicado na edição de março de 2016 da Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (JAACAP) reporta que adolescentes com depressão maior que desempenharam uma atividade baseada no computador, criada para mudar a atenção de associações de palavras tristes para associações de palavras neutras e para positivas mostrou reduções nos viéses de atenção negativa e sintomas depressivos pontuados pelo médico.

11% dos adolescentes americanos sofrem de Transtorno de Depressão Maior (TDM). Além de enfrentar uma vasta gama de problemas de saúde e psicossociais, estes jovens estão cinco vezes mais em risco para cometerem suicídio do que outros adolescentes sem transtorno psiquiátrico. Uma nova tarefa baseada em computador, chamada de Modificação do Viés Atencional (MVA), criado para deslocar a atenção de estímulos negativos, foi descoberta como sendo útil para reduzir sintomas depressivos.

Um grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Wenhui Yang, da Hunan Normal University, examinou os efeitos de curto e longo-prazo das tarefas do MVA em 45 adolescentes com TDM, selecionados de uma população escolar (n= 2731). Os autores hipotetizaram que adolescentes que engajaram-se em treino ativo de MVA reportariam maiores reduções em sintomas depressivos comparados com adolescentes no grupo controle, que fizeram um treinamento placebo.

Adolescentes no grupo MVA ativo completaram oito sessões (22 minutos cada) por um período de duas semanas para mudar sua atenção de palavras tristes para neutras. Nove semanas mais tarde, completaram mais 4 sessões (30 minutos cada) para mudar a sua atenção de palavras neutras para positivas, novamente repartidas por duas semanas. O treinamento com placebo teve as mesmas tarefas, mas mudou a atenção voltada para palavras neutras e tristes também.

Os pesquisadores encontraram maiores reduções em escores de viés de atenção e sintomas depressivos pontuados pelo médico para o grupo MVA ativo comparado com o placebo após o treino inicial de duas semanas. Além disso, um número mais alto de participantes no grupo MVA ativo não mais preencheu critérios diagnósticos para TDM comparado aos participantes no grupo placebo. Após 12 meses, os participantes no grupo MVA ativo reportaram reduções até maiores nos sentimentos auto-reportados de depressão e ansiedade.

Baseado nestes achados, os autores concluíram que MVA pode ser um instrumento potencial de tratamento para depressão maior leve a moderada em adolescentes. Como a maioria da depressão adulta começa durante a adolescência, o treinamento para adolescentes com depressão pode ter efeitos abrangentes através de sua vida inteira.

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Attention bias modification treatment can help depressed teens

A Natureza Heterogênea da Depressão

A depressão é geralmente considerada como um especifico e consistente transtorno caracterizado por um conjunto definido de sintomas e frequentemente tratada com uma combinação de psicoterapia e medicação. Contudo, as escalas de avaliação padrão usadas por profissionais de saúde e pesquisadores para diagnosticar esta doença frequentemente diferem nos sintomas que eles listam, talvez explicando assim porque  um tratamento uniformizado tem sido até o momento tão inefetivo.

Este é o achado da pesquisa conduzida pelo psicólogo Eiko Fried da University of Amsterdam (UvA). Os resultados foram publicados na última edição do Journal of Affective Disorders.

A depressão é frequentemente vista como um transtorno médico comum como sarampo – ou a pessoa tem ou não tem. Como resultado, o diagnóstico é geralmente seguido por atribuir especificas opções de tratamento. Mas ao contrário dos transtornos físicos, onde exames de sangue ou outros testes objetivos permitem um diagnóstico confiável, não há tais medidas para determinar se alguém está deprimido. Pelo contrário, pesquisadores e clínicos questionam pacientes sobre sintomas que são indicativos de depressão, tal como tristeza, ideação suicida e problemas de sono. Se uma pessoa tem muitos sintomas depressivos, ela é considerada deprimida.

Em seu estudo, Fried usou uma análise de conteúdo para investigar a sobreposição de sintoma de 7 escalas de classificação/avaliação de sintomas que são comumente usados na pesquisa em depressão. Uma das escalas é a Hamilton Rating Scale of Depression, que contem 17 sintomas depressivos predominantemente físicos como paralisia, perda de peso e retardo motor. Um outro é o Beck Depression Inventory, que inclui 21 sintomas, a maioria cognitivo-afetivo, tais como sentimentos de inutilidade, culpa, choro e auto-rejeição.

O que nós encontramos foi que estas e outras escalas de avaliação mostraram surpreendentemente poucos sintomas sobrepostos. Além disso, juntos eles apresentam um total de 52 diferentes sintomas de depressão variando de tristeza, ausência de interesse e ideação suicida a problemas genitais, irritabilidade e ansiedade. Estes achados salientam a evidente heterogeneidade de depressão, um transtorno principalmente visto como uma consistente síndrome, diz Fried. ‘Pacientes diagnosticados com depressão são frequentemente pensados ter tipos similares de problemas e, portanto, recebem tratamentos bastante similares. Entretanto, o fato de que 7 escalas de avaliação habitual de depressão contem mais de 50 diferentes sintomas mostra o quão marcantes os diferentes pacientes deprimidos podem ser em termos de problemas que eles experienciam. Isto parece indicar a necessidade por mais tratamento personalizado e pode explicar o porquê atuais soluções “uniformizadas” como antidepressivos mostram tão pouca eficácia’.

Fried acredita que seus achados poderiam também representar um problema maior para a pesquisa em depressão porque o tipo de escala usada por pesquisadores poderia determinar os desfechos de um estudo cientifico. Fried relata: ‘por exemplo, imagine que você é um pesquisador e quer estudar a estrutura do cérebro de pacientes deprimidos. Isto é usualmente feito dando a um grande grupo de pessoas uma determinada escala de depressão e se estas pessoas tem um certo número de sintomas, elas são parte do estudo como deprimidas’.

De acordo com Fried, seus achados sugerem que o tipo de escala que um pesquisador usa pode ditar o tipo de pessoas que são parte no estudo: ‘por exemplo, se um pesquisador usa a escala de Hamilton, que está focada nos sintomas físicos, os tipos de participantes que ela examina em seu estudo do cérebro diferiria dramaticamente daqueles que fariam parte se ela estivesse usando a escala de Beck. E estes diferentes grupos de pessoas provavelmente diferirão em suas estruturas cerebrais. Como este e estudos anteriores mostram, pessoas deprimidas diferem consideravelmente nos problemas que elas experienciam e sintomas que exibem. Isto provavelmente explica porque tantos diferentes estudos de depressão chegam a conclusões bastante diferentes’.

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The heterogeneous nature of depression

A Descoberta de Novos Tratamentos para Depressão

O entendimento da raiz física da depressão tem estado avançando, graças a pesquisas como da University of Warwick, no Reino Unido e da Fudan University, na China.

O estudo mostra que a depressão afeta a parte do cérebro que está implicada em não-recompensa – o córtex orbitofrontal lateral— de modo que quem sofre da doença sente uma sensação de perda e desapontamento associado com não receber recompensas.

Esta área do cérebro, que se torna ativa quando as recompensas não são recebidas, está também conectada com a parte do cérebro que está envolvida no senso de eu da pessoa, assim potencialmente levando a pensamentos de perda pessoal e baixa auto-estima.

A depressão está também associada com reduzida conectividade entre a área do cérebro responsável pela recompensa no córtex orbitofrontal medial e os sistemas de memória no cérebro, que poderia ser responsável pelos pacientes terem um foco reduzido em memórias felizes.

Estas novas descobertas poderiam anunciar um avanço para tratar a depressão, ao ir para a raiz da causa da doença e ajudar as pessoas deprimidas a pararem de focar em pensamentos negativos.

The human medial (reward-related, OFC13) and lateral (non-reward-related, OFC47/12) orbitofrontal cortex networks that show different functional connectivity in patients with depression.

O estudo foi realizado pelos professores Edmund Rolls (da Warwick), o professor Jianfeng Feng (da Warwick) e da Fudan University em Shanghai, o Dr Wei Cheng (da Fudan University) e por outros centros na China.

Em um estudo particularmente grande, quase 1.000 pessoas na China tiveram seus cérebros escaneados usando MRI de alta precisão, que analisou as conexões entre o córtex orbitofrontal medial e lateral — as diferentes partes de um cérebro humano afetadas pela depressão.

O professor Jianfeng Feng comenta que a depressão está se tornando cada vez mais prevalente: “mais de uma em cada 10 pessoas em seu ciclo de vida sofrem de depressão, uma doença que é tão comum na sociedade moderna e que nós até podemos encontrar os restos de Prozac (uma medicação para depressão) na água encanada em Londres”.

“Nossos achados, com a combinação de grande volume de dados que nós coletamos ao redor do mundo e nossos novos métodos, permite-nos localizar as raízes da depressão que deveriam abrir-se em novos caminhos para os melhores tratamentos terapêuticos em um futuro próximo”, o professor Feng continua.

O professor Edmund Rolls espera que, para os novos tratamentos que a pesquisa possa levar: “aos novos achados em como a depressão está relacionada a diferentes conectividades funcionais do córtex orbito-frontal que tem implicações para tratamentos à luz de uma recente teoria da depressão”.

A pesquisa: ‘Medial reward and lateral non-reward orbitofrontal cortex circuits change in opposite directions in depression’, está publicada no Brain.

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http://www.psypost.org/2016/10/depressions-physical-source-discovered-potential-new-treatments-45454

Adultos com Transtorno Bipolar em Risco Igual Para Ansiedade ou Depressão

Adultos com transtorno bipolar tem igual probabilidade de desenvolverem ansiedade e depressão seguindo um episódio de mania, de acordo com dados de uma pesquisa nacional com mais de 34.000 adultos. Este achado, que foi publicado em 2016 na Molecular Psychiatry, pode expandir nosso entendimento do transtorno bipolar.

Existe uma estimativa de que 5,7 milhões de americanos com transtorno bipolar, que é uma doença mental séria que tem sido caracterizada por recorrentes períodos de mania e depressão. Como a mania, que envolve ter um humor elevado ou irritável, e a depressão são distúrbios do humor, o transtorno bipolar é considerado um tipo de transtorno do humor.

Participantes do estudo foram entrevistados para determinar a incidência de episódios maníacos. Uma segunda entrevista foi conduzida três anos mais tarde para determinar a subsequente incidência de depressão ou ansiedade. Participantes com mania tinham aproximadamente um risco igual de desenvolver depressão (razão de chances de 1,7) ou ansiedade (razão de chances de 1,8). Ambas as condições foram significativamente mais comuns entre participantes com mania do que sem ela. Além disso, os participantes com depressão tiveram um risco significativamente mais alto de desenvolver mania (razão de chances de 2,2) ou ansiedade (razão de chances de 1,7) comparado a aqueles sem depressão.

Resultados do relatório alinham-se com pesquisas anteriores demonstrando que a depressão e a ansiedade comumente co-ocorrem, e com estudos de gêmeos indicando que depressão e uma forma comum de ansiedade conhecida como transtorno de ansiedade generalizada comportaram-se virtualmente como a mesma condição genética. Os novos achados expandem a conexão estreita entre depressão e ansiedade para indivíduos com transtorno bipolar que tem experienciado episódios de mania: “embora durante muito tempo tenha sido amplamente aceito que o transtorno bipolar representa episódios repetidos de mania e depressão como pólos ao longo de um único continuum de humor, a realidade médica é frequentemente muito mais complexa”, disse Mark Olfson, MD, MPH, professor de psiquiatria da Columbia University Medical Center, pesquisador do New York State Psychiatric Institute e autor do estudo. “A ligação entre mania e ansiedade sugere que os pacientes cujo sintoma principal é a ansiedade, deveriam ser cuidadosamente avaliados para um histórico de mania antes de iniciar o tratamento”.

Uma definição clínica mais ampla de transtorno bipolar que inclui episódios de mania juntamente com a ansiedade ou a depressão pode levar a identificação mais precoce de indivíduos com transtorno bipolar e abordagens diferentes para tratamento: “por anos, nós podemos ter perdido oportunidades de avaliar os efeitos de tratamento para transtorno bipolar em ansiedade”, afirmou Dr. Olfson. “Os resultados de nosso estudo sugerem que os pesquisadores deveriam começar a se perguntar até que ponto os tratamentos para transtorno bipolar aliviam a ansiedade assim como a mania e a depressão”.

O estudo, que tem como título: “Reexamining associations between mania, depression, anxiety and substance use disorders: results from a prospective national cohort”, foi publicado na Molecular Psychiatry, em maio de 2016.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Adults with bipolar disorder at equal risk for anxiety or depression following mania

Auto-Ajuda Online Pode Ajudar a Prevenir Depressão?

Entre os pacientes experienciando alguns sintomas de depressão, o uso de uma intervenção guiada de auto ajuda e feita através da web reduziu a incidência do transtorno de depressão maior durante 12 meses, comparado com ampliada assistência rotineira, de acordo com um estudo publicado na edição de maio de 2016 da revista cientifica JAMA.

Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição comum associada com substancial doença e custos econômicos. É projetado que a TDM será  a causa principal de mortalidade prematura e incapacidade em países de alta renda até 2030. Tratamentos baseados em evidência para o TDM não são muito sucedidos em melhorar desfechos funcionais e de saúde. A atenção tem sido aumentadamente focada na prevenção de TDM.

Claudia Buntrock, M.Sc., da Leuphana University Lueneburg, na Alemanha, e seus colaboradores, alocaram randomicamente 406 adultos com depressão subliminar (alguns sintomas de depressão, mas sem preencher todos os critérios para o TDM) para ou uma intervenção guiada de auto-ajuda através da web (cognitiva-comportamental e terapia de resolução de problemas apoiada por um treinador online; n = 202) ou um programa psicoeducacional baseado na web (n = 204). Todos os participantes tinham acesso irrestrito a cuidado rotineiro (visitas ao seu médico).

Entre os pacientes (com média de idade de 45 anos; 74% mulheres), 335 (82%) completaram o seguimento por telefone aos 12 meses. Os pesquisadores encontraram que 55 participantes (27%) no grupo de intervenção, experienciaram TDM comparado com 84 participantes (41%) no grupo controle. O número necessário para tratar para evitar um novo caso de TDM foi de 6.

“Os resultados do estudo sugerem que a intervenção poderia efetivamente reduzir o risco de surgimento do TDM ou, pelo menos, atrasar o surgimento”, os autores escreveram. “Pesquisas adicionais são necessárias para entender se os efeitos são generalizáveis para ambos: primeiro surgimento de depressão e depressão recorrente assim como a eficácia sem o uso de um treinador online”.

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Study finds guided online self-help intervention can help prevent depression