Exposição a Mídia Social Durante a Pandemia do Coronavírus Está Ligada ao Aumento da Ansiedade

Exposição a informação sobre o COVID-19 através da mídia social está associada com o aumento dos sintomas de ansiedade, de acordo com um recente estudo chinês. O relatório foi publicado no PLOS One.

A rápida proliferação do novo vírus COVID-19 através da China, e sua rápida transmissão para muitos outros países foi sem precedente e inacreditável. Numerosos estudos reportaram que implicações da pandemia na saúde mental são reais e, por vezes severas, tanto entre trabalhadores da área médica quanto com o público.

Como os autores do estudo apontaram, pesquisas passadas fornecem forte evidência que a exposição à midia durante uma crise pública é parcialmente responsável pelo aumento de problemas de saúde mental. Devido a incerteza acerca do COVID-19 e o rápido desenvolvimento de notícias ao redor do globo, usuários de mídia social são bombardeados com informações em uma base quase constante. A Organização Mundial de Saúde chama isto uma ‘infodemia’ e enfatiza a importante tarefa de dissipar rumores e desinformação.

Este novo estudo queria examinar a relação entre exposição a mídia social durante a pandemia e questões de saúde mental. Pesquisadores focaram-se nos dois transtornos comuns: a ansiedade e a depressão.

Um total de 4.872 adultos de 31 diferente regiões da China completaram questionários entre 31 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020. Os questionários avaliaram exposição a mídia social, perguntando aos participantes com que frequência eles tinham sido expostos a notícias relacionadas ao COVID-19 através da mídia social na última semana. O WHO-Five Well-Being Index foi usado para medir sentimento positivo em participantes, com um escore abaixo de 13 indicando depressão. Ansiedade também foi medida usando uma escala de transtorno de ansiedade generalizada.

Resultados mostraram que 82% dos entrevistados reportaram estar frequentemente  expostos a informação sobre a pandemia através da mídia social. Cerca da metade dos entrevistados (48%) preencheram critérios para depressão e quase 1/4 deles (23%) preencheram critérios para ansiedade. Aproximadamente 19% dos entrevistados preencheram critérios para ambos os transtornos. Os autores apontaram que estas taxas são muito maiores do que a da última amostra naconal, que mostra taxas de prevalência para depressão em torno de 7% e ansiedade em torno de 8%.

Exposição a mídia social estava associada com uma maior probabilidade para ansiedade assim como uma maior probabilidade para uma combinação de ansiedade e depressão. Não foi encontrada nenhuma relação entre exposição a mídia social e probabilidade para depressão por si só.

Diferenças regionais foram também nítidas. Apesar de mostrar taxas de exposição a mídia social similares a outras regiões, aquelas na provincia de Hubei tinham aumentadas taxas de ansiedade. Pesquisadores explicam que isto não é surpreendente, dado que a provincia de Hubei foi o epicentro do surto do coronavírus e a área com as medidas mais severas de lockdown existente. 

Os pesquisadores concluiram que seus achados oferecem  uma visão significativa para as sérias consequências de saúde mental em decorrência do COVID-19, demonstrando que a exposição a mídia social durante a pandemia está intensificando a ansiedade na  população chinesa. Eles sugeriram que um importante passo é endereçar a infodemia “monitorando e filtrando informações falsas e promovendo informação acurada”.

O estudo, “Mental health problems and social media exposure during COVID-19 outbreak”, foi de autoria de Junling Gao, Pinpin Zheng, Yingnan Jia, Hao Chen, Yimeng Mao, Suhong Chen, Yi Wang, Hua Fu, and Junming Dai.

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2020/04/social-media-exposure-during-the-coronavirus-pandemic-is-linked-to-increased-anxiety-56633?

Procura-se Voluntários!

Eu era psicóloga no Brasil e atualmente atuo nos EUA como Licensed Mental Health Counselor. Tenho mais de 22 anos de experiência na área e utilizo a abordagem Cognitivo-Comportamental na minha prática com os meus pacientes. Já dei aulas, palestras, apresentei trabalhos, traduzi livros e sou supervisora na área.

Recentemente, decidi candidatar-me para a Academy of Cognitive Therapy (https://www.academyofct.org), que é uma organização não-governamental, fundada em 1998, e que oferece uma certificação (como um “selo de qualidade”) aos terapeutas cognitivos que passarem pelo rigoroso processo deles, que inclui participar de aulas, supervisões e a realização de uma apresentação escrita (um estudo de caso0, para ser avaliado por uma comissão. Ou seja, o meu conhecimento e expertise nesse campo será avaliado e, se Deus quiser, aprovado 🙂

Como parte do processo, eu preciso apresentar uma gravação em áudio de uma sessão e a apresentação (por escrito) do caso. A identidade do(a) paciente é mantida e tudo o que é reportado passa antes pelo crivo dele(a).

Eu já tenho pacientes que se dispuseram a me ajudar com isso, mas eu também gostaria de tentar algo com um paciente novo. Para isso, estou oferecendo DUAS VAGAS para atendimento TOTALMENTE GRATUITO. Em troca, a pessoa assina um termo de autorização para gravação do áudio e compartilhamento com meu supervisor e a comissão julgadora da academia.

Perfil do paciente:

  • Brasileiro(a) morador de NY ou que viva próximo e possa deslocar-se para o meu meu consultório, caso seja necessário,
  • Fala, lê e escreve inglês fluente (a sessão será conduzida em inglês e o material utilizado também será nesse idioma),
  • Idade mínima de 21 anos,
  • Não tem plano de saúde e não tem como pagar por atendimentos,
  • Não toma nenhuma medicação psiquiátrica (nem natural),
  • Nunca fez tratamento psicológico,
  • Tem sintomas de depressão de nível moderado a severo,
  • Não apresenta nenhuma outra comorbidade psiquiátrica,
  • Não é usuário de álcool e/ou substâncias psicoativas (maconha, cocaína, etc),
  • Apresenta sentimentos de culpa e vergonha e por qualquer motivo,
  • Pessoa disposta a seguir a linha cognitivo-comportamental (pode buscar no google as palavras DEPRESSÃO e TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL para maiores informações),
  • Tenha acesso a internet e ao aplicativo zoom,
  • Disponibilidade para uma sessão semanal de 45 minutos,
  • Comprometer-se com a terapia com o mínimo de 12 sessões (três meses),

A pessoa não pagará NADA pelo tratamento (que custa $250 dólares POR SESSÃO) mas também não receberá nenhuma ajuda financeira.

Interessados, favor enviar mensagem contando um pouco de seus problemas para passarelapsy@gmail.com

 

Obrigada!

 

 

 

 

Treino Cognitivo Pode Reduzir Sintomas Depressivos em Indivíduos Com Traumatismo Cranioencefálico (TCE)

Treino cognitivo pode reduzir sintomas depressivos em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE), de acordo com uma pesquisa, publicada na Human Brain Mapping: “indivíduos com TCE são uma população complexa, porque eles frequentemente apresentam outras condições clínicas, tal como depressão. Contudo, pouco é conhecido sobre o que acontece com o cérebro quando indivíduos com TCE  recebem tratamento para depressão. Então, esta pesquisa focou-se em como o cérebro responde a treino cognitivo para indivíduos com TCE e depressão”, disse Kihwan Han, do Center for BrainHealth, da University of Texas, em Dallas.

No estudo, 79 indivíduos com TCE crônico submeteram-se a treino cognitivo baseado na estratégia ou treino cognitivo baseado na informação, em um grupo pequeno, por 8 semanas. Pesquisadores usaram o Inventário Beck de Depressão para classificar 53 dos participantes como deprimidos.

O treino, baseado em estratégia, focou-se em melhorar atenção seletiva, raciocínio abstrato e outras estratégias de pensamento, enquanto o treino baseado em informação – focada em educação sobre anatomia do cérebro, os efeitos de TCE, plasticidade neural, desempenho cerebral e tópicos similares. Ambos envolviam lição de casa e projetos.

Participantes deprimidos que receberam treino cognitivo viram redução significativa de sintomas depressivos, que estavam associados com melhorias no funcionamento da vida diária.

Exame de ressonância magnética por imagem no cérebro indicaram que as melhorias estavam relacionadas a mudanças na espessura cortical e conectividade funcional no estado de repouso: “treino cognitivo baseado em grupo pode reduzir sintomas depressivos de indivíduos com TCE. Nosso estudo demonstra que estrutura cerebral e conexões neurais podem ser um marcador baseado no cérebro de reduções induzida pelo treinamento em sintomas depressivos em TCE”, disse Han.

Mas o estudo, assim como todas as pesquisas, inclui algumas limitações: “a severidade de sintomas depressivos dos participantes do nosso estudo não alcançou nível clínico. Para confirmar a utilidade clínica de treino cognitivo no tratamento para depressão em TCE, nossos achados nesse estudo deveriam ser replicados com um grupo independente de indivíduos com TCE com níveis mais severos de depressão”, Han explicou.

“O cérebro é muito mais adaptável e reparável do que muitas pessoas acreditam”, ele adicionou. “A forma como nós usamos o nosso cérebro atualmente leva a mudanças físicas em nossos cérebros, e é por isso que o treino cognitivo pode ajudar pessoas a lidar com questões tais como TCE e depressão, mas também pessoas que são geralmente saudáveis”.

O estudo, “Neural correlates of reduced depressive symptoms following cognitive training for chronic traumatic brain injury“, foi autorado por Kihwan Han, David Martinez, Sandra B. Chapman e Daniel C. Krawczyk.

 

Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/08/cognitive-training-can-reduce-depressive-symptoms-in-individuals-with-traumatic-brain-injury-51913

 

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Eletroconvulsoterapia (ECT): Uma história de Controvérsia, mas Também de Ajuda

As cinzas de Carrie Fisher estão em uma urna desenhada para parecer como uma pílula de Prozac. O público sente pesar sobre a morte de Carrie Fisher, e isso não é apenas por ter sido uma atriz que protagonizou um dos papéis mais icônicos na história do cinema. Também foi por alguém que falou com perspicácia e coragem sobre a sua luta com doença mental.

Muitos críticos tem retratado o ECT como uma forma de abuso médico e representações no cinema e televisão são usualmente assustadores. Contudo, muitos psiquiatras e, mais importantemente os pacientes, consideram o ECT como um tratamento seguro e efetivo para depressão severa e transtorno bipolar. Poucos tratamentos médicos têm tais imagens desiguais. A bravura de Fisher, contudo, não era apenas em lutar contra o estigma de sua doença, mas também em declarar em suas memórias “Shockaholic”, seu uso voluntário de um tratamento estigmatizado: eletroconvulsoterapia (ECT), frequentemente conhecido como tratamento de choque.

Eu sou um historiador de psiquiatria e publiquei um livro sobre a história do ECT. Eu tinha, assim como muitas pessoas, sido exposto apenas as imagens assustadoras de ECT e cresci interessado na história do tratamento após aprender quantos médicos e pacientes consideram este como um tratamento valioso. Meu livro faz a seguinte pergunta: por que este tratamento tem sido tão controverso?

ECT funciona usando a eletricidade para induzir convulsões. Isto é certamente uma forma contra-intuitiva de tratar doenças. Mas muitos tratamentos médicos, tal como a quimioterapia para câncer, requer que nós passemos por experiências físicas terríveis para propósitos terapêuticos. Os conflitos em relação ao ECT têm outras fontes.

Ironicamente, dado que o ECT se tornaria icônico como um tratamento assustador, os pesquisadores italianos que propuseram a usar a eletricidade estavam pesquisando por um método mais seguro, mais humano e menos temível de induzir as convulsões. Seus colegas, internacionalmente, acreditavam que eles tinham tido sucesso. No espaço de poucos anos após a sua invenção, a ECT era amplamente usada em hospitais psiquiátricos ao redor do mundo. A ECT foi inventada na Itália no final dos anos 30. Psiquiatras já tinham descoberto que induzir convulsões poderia aliviar sintomas de transtorno mental. Antes do ECT, isto era feito com o uso de químicos, geralmente com um chamado Metrazol. Em muitos relatórios, pacientes experienciaram um sentimento de  terror após tomarem Metrazol. Um psiquiatra de Cleveland que atendia naquela época, uma vez me disse que os médicos e as enfermeiras costumavam correr atrás dos pacientes para fazer com que tomassem o Metrazol.

Muitas representações de ECT em filmes e televisão têm retratado a terapia como uma  abusiva forma de controle. O mais famoso é o filme “Um estranho no ninho”, no qual um indisciplinado paciente é submetido ao procedimento como punição. Não há provavelmente uma estória fictícia que causa tanta assombração na nossa consciência de um tratamento médico.

“Um estranho no ninho” e muitas outras representações são sensacionais, mas nós não podemos compreender o background histórico para o estigma ao redor de ECT se nós não reconhecemos que “Um estranho no ninho”, embora lançado como filme em 1975, não era completamente irrealista para a era que ele representa, os anos 50.

Não há dúvidas de que a ECT estava beneficiando pacientes naquela época, mas há também muita evidência daquele período mostrando que ECT e a ameaça dele, era usado nos hospitais psiquiátricos para controlar pacientes difíceis e para manter ordem nas enfermarias. ECT era também fisicamente perigoso quando foi desenvolvido. Agora, há formas para mitigar estes perigos. Na prática atual, conhecida como ECT modificado, são usados relaxantes musculares para evitar os perigos físicos de uma convulsão e anestesia para evitar dor da eletricidade.

Estas modificações foram logo aprendidas, mas levou um tempo para que se tornarem prática-padrão. Ken Kesey, que escreveu a obra: “Um estranho no ninho”, lançado em 1962, trabalhou em um hospital psiquiátrico nos anos 50.

Naquela época, ECT também era usado como “tratamento” para a homossexualidade, à medida em que era considerado por psiquiatras como uma doença. Esta não foi uma grande parte da prática de ECT, mas isto não é um conforto para homossexuais que receberam o tratamento e que poderia ser traumatizante. Os psiquiatras que usavam ECT desta forma sinceramente acreditavam que estavam tentando ajudar pessoas doentes, que serve como aviso contra comportamento “medicalizante” e presumindo que isto reduziria estigma. Este uso de ECT não durou, em parte porque não havia evidência que esta técnica alterava a sexualidade de alguém. Mas sobreviveu na memória social da terapia.

Nos anos 60, a evidência de que a ECT era bastante efetiva para tratar depressão era robusta. Mas havia também boas razões para pacientes temerem o ECT. Estas razões, combinadas com generalizadas revoltas contra autoridade e conformidade que  floresceram nos anos 60, também originou uma revolta contra autoridade médica –  o movimento anti-psiquiatria.

Em suas mais extremas versões, o movimento de anti-psiquiatria rejeitou a própria noção de transtorno mental. Mas tratamentos físicos e, mais especialmente a ECT, despertou suas mais fortes rejeições. A maioria dos defensores de anti-psiquiatria – mesmo aqueles que  questionaram a própria realidade de transtorno mental – eram de apoio da terapia da fala.

Isto fornece uma outra pista sobre porque ECT  ocasiona tais profundas cisões. Ao agir tão diretamente no corpo, sem qualquer aprofundamento na história de vida do paciente, os efeitos poderosos do ECT levanta questões sobre o que é o transtorno mental e que tipo de psiquiatria é a melhor. Ela ainda levanta questões sobre quem nós somos e o que uma pessoa é.

O uso de ECT teve uma redução nos anos de 60 e 70, mas foi retomado começando no início dos anos 80. Durante os anos decorrentes, tem havido um número crescente de positivas representações, frequentemente em memórias de pacientes como a de Carrie Fisher. Escritores tais como  Norman Endler e Martha Manning escreveram comoventes relatos de como o ECT trouxe-os de volta da mais sombria depressão.

Cada vez mais, ECT veio para ser fornecido com consentimento e o uso de ECT modificado tornou-se padrão. Agora, psiquiatras estimam que aproximadamente 100.000 americanos recebem ECT.

Com o aumenta da era de Prozac, nossa cultura tornou-se mais confortável com correções físicas para aqueles transtornos que nós continuamos a chamar de “mental.” De acordo com psiquiatras que oferecem o tratamento, muitos pacientes frequentemente voltam para voluntários tratamentos repetidos de ECT, como a Carrie Fisher fez. Isso não se ajusta com uma visão estereotipada de ECT como forma de controle social abusivo. O ECT continua a ter muitos críticos, frequentemente pessoas que receberam o tratamento sem a vontade ou que sentiram-se pressionados para recebê-lo. Por exemplo, Wendy Funk escreveu sobre isto em seu livro: “What Difference Does it Make?

A principal fonte de persistente controvérsia preocupa um possível efeito adverso: perda de memória.

Não existe qualquer dúvida de que a ECT causa alguma perda de memória, particularmente de eventos próximo do tempo do tratamento. Contudo, estas memórias frequentemente retornam. E há também poucas dúvidas de que muitos pacientes obtêm fortes resultados terapêuticos e muitos pacientes dizem que eles tem pouco, se o tiver, perda de  memória permanente.

Mas perda de memória permanente a longo prazo ocorre e é incerto o quão comum é. Muito clínicos acreditam ser extremamente raro, baseado em sua própria experiência tratando muitos pacientes ao longo dos anos.

Os estudos científicos não são bastante conclusivos; e séria e permanente perda de memória está em toda parte em livros de memórias de pacientes – não menos naqueles pacientes que escreveram relatos positivos de efeitos terapêuticos de ECT. No livro dela:  “Shockaholic”, Carrie Fisher foi enfática sobre o poder de ECT para reverter depressão persistente, mas adicionou: “a verdadeira coisa negativa sobre ECT é que ele é  incrivelmente faminto e a única coisa que ele gosta é da memória”.

ECT pode ser um tratamento valioso para muitas pessoas. Muitos médicos lamentam que esse é um tratamento estigmatizado. Dissipar o estigma, no entanto, requerirá mais do que apenas testemunho de seu efeito terapêutico, mas também uma avaliação completa de seus custos, ambos passado e presente.

The ConversationEscrito porJonathan Sadowsky, Theodore J. Castele, professor de história médica, Case Western Reserve University, este artigo foi originalmente publicado na The Conversation. Leia o original article.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

http://www.psypost.org/2017/01/electroconvulsive-therapy-history-controversy-also-help-46885

Imigrantes São Menos Propensos a Apresentar Transtornos Mentais em Comparação a Indivíduos Nascidos nos EUA

Uma nova pesquisa fornece evidência de que imigrantes que vivem nos EUA são muito menos propensos, quando comparados a indivíduos nascidos nos EUA, a experienciar uma série de transtornos psiquiátricos. O estudo apareceu na revista científica Psychiatry Research: “ao longo dos últimos anos, eu e meus colegas conduzimos mais de duas dezenas de estudos nacionais focados na saúde e bem-estar de imigrantes nos Estados Unidos”, disse o autor do estudo, Christopher P. Salas-Wright, da Boston University.

“Pesquisa com imigrantes é absolutamente importante à medida em que os Estados Unidos é lar para um número muito grande de imigrantes – atualmente, há aproximadamente 40 milhões de indivíduos nascidos no estrangeiro e que vivem nos EUA. Uma a cada quatro pessoas nos EUA é imigrante ou é filho(a) de um(a) imigrante.

“Imigração é esperada ser responsável pela maioria do crescimento populacional ao longo dos próximos 30 anos e tornou-se uma questão polêmica no nosso discurso nacional. Prestar atenção a saúde mental de imigrantes, em particular, é importante porque nós sabemos que ajustar a vida em um novo contexto e cultura pode ser bastante estressante”.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados da National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions (2012–2013), um estudo representativo a nível nacional de 36.309 adultos nos Estados Unidos.  Junto com entrevistas psiquiátricas estruturadas e presenciais, a pesquisa também perguntou aos seus participantes sobre seu status imigratório.

Os pesquisadores encontraram que imigrantes estavam significantemente menos propensos a preencher os critérios para uma ansiedade, depressão e transtornos relacionados a trauma. Os achados fornecem suporte para a hipótese de imigrantes saudáveis: “este estudo fornece clara evidência de que, apesar dos estresses de imigração e adaptação a vida em um novo país,  imigrantes são muito menos propensos a ter problemas de saúde mental comparados a pessoas nascidas nos Estados Unidos”, disse Salas-Wright. “Este foi o caso de  imigrantes da África, Ásia, Europa e América Latina, assim como de países campeões de enviar imigrantes tais como México, China, India e El Salvador. Nós também encontramos que imigrantes foram muito menos propensos a reportar que as mães e pais deles tiveram problemas com ansiedade ou depressão”.

“Nós defendemos que isto é mais provável porque imigração não é aleatória – pelo contrário, pessoas que são  motivadas e capazes de qualquer coisa para começar uma nova vida em um país estrangeiro são mais propensas a ser fisicamente e psicologicamente saudáveis comparadas a aquelas que não imigraram”.

“Há muito apoio a esta idéia e estudiosos até cunharam um termo para isso: o efeito do imigrante saudável. A noção básica aqui é a de que a auto-seleção é uma característica fundamental de imigração e que aqueles que optam pela imigração tendem a ser parte de um subgrupo exclusivamente  extenso e saudável”.

O estudo controlou para os efeitos confundidores principais de sociodemografia e história psiquiátrica  parental. Os pesquisadores também encontraram que o risco para os problemas psiquiátricos eram o mais baixo entre aqueles que imigraram para os Estados Unidos após a idade de 12 anos: “embora os nossos resultados fossem bastante nítidos, nós encontramos uma  importante exceção: indivíduos que imigraram durante a infância (11 anos ou mais novo) foram, em média, nem mais e nem menos propensos do que pessoas nascidas nos EUA a ter  problemas de saúde mental quando adultos”, explicou Salas-Wright.

“Isto é um padrão similar que nós temos visto com  outros desfechos – como uso de substância e obesidade – onde aqueles que imigraram quando crianças tendem a mais estreitamente assemelhar-se a pessoas nascidas nos EUA do que aqueles que imigram mais tarde”.

“Estudiosos ainda estão tentando apontar exatamente porque isto é o caso, mas há várias possibilidades. Uma é que pessoas que imigram quando crianças tendem a assumir muitos dos costumes e valores de seu novo país mais rápido do que aqueles que imigram quando adolescentes ou adultos”, disse Salas-Wright. “Pode ser que, ao ‘tornar-se mais americano’ em como eles pensam e agem, imigrantes também chegam a mais estreitamente assemelhar-se a indivíduos nascidos nos EUA em termos de risco de saúde mental”.

“É também bastante possível que aqueles que imigraram quando crianças são mais propensos a ser negativamente impactado por bullying, discriminação e outros estressores relacionados a imigração que podem  colocá-los em risco para problemas de saúde mental  como depressão e ansiedade”.

Os novos achados  encaixam-se com as pesquisas anteriores: “Nossos achados para saúde mental entre imigrantes são bastante similares ao que nós temos visto para outros problemas de saúde e comportamentais”. declarou Salas-Wright. “Ou seja, o que nós aprendemos sobre a saúde mental dos imigrantes corresponde a outros estudos mostrando que, comparado a pessoas nascidas nos EUA, imigrantes são substancialmente menos propensos a: abuso de álcool e outras drogas, cometer crimes e incitar violência, além de ter comportamentos arriscados ou perigosos em geral”.

“Embora alguns imigrantes certamente tenham problemas de saúde mental e de comportamento, um grande e crescente número de estudos deixa claro que  imigrantes são muito menos propensos a ter tais problemas do que aqueles nascidos nos EUA”.

O estudo, “Immigrants and mental disorders in the united states: New evidence on the healthy migrant hypothesis“, foi autorado por Christopher P. Salas-Wright, Michael G. Vaughn, Trenette C. Goings, Daniel P. Miller e Seth J. Schwartz.

 

 

Originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/07/immigrants-are-less-likely-than-us-born-individuals-to-experience-mental-disorders-51734

Uso da Mídia Social Associada com Depressão entre Adultos Jovens Americanos

(Fonte da foto: jour3751spring17.newmedia.dash.umn.edu)

Quanto mais tempo os adultos jovens usam a mídia social, mais provavelmente eles serão/estarão deprimidos, de acordo com uma nova pesquisa da University of Pittsburgh School of Medicine.

Os achados poderiam guiar intervenções clínicas e de saúde pública para enfrentar depressão, com previsão para tornar-se a principal causa de incapacidade em países de renda elevada até 2030. A pesquisa, financiada pelo National Institutes of Health, está publicada online na revista científica Depression and Anxiety.

Este foi o primeiro grande estudo e nacionalmente representativo a examinar associações entre o uso de uma vasta gama de mídia social e a depressão. Estudos anteriores no assunto produziram resultados mesclados, sendo limitados por amostras pequenas ou localizadas, e focados primariamente em uma especifica plataforma de mídia social, ao invés da ampla variedade frequentemente usada por adultos jovens: “como a mídia social tornou-se um componente muito integrado da interação humana, é importante para os médicos interagindo com adultos jovens reconhecerem o equilíbrio a ser atingido ao encorajar potencial uso positivo, em termos de uso problemático”, disse o autor Brian A. Primack, M.D., Ph.D., diretor do Pitt’s Center for Research on Media, Technology and Health.

Em 2014, o Dr. Primack e os seus colaboradores recrutaram uma amostra de 1.787 adultos dos Estados Unidos, na faixa etária de 19 a 32 anos, usando questionários para determinar o uso de mídia social e uma consagrada ferramenta de avaliação de depressão.

Os questionários perguntaram sobre as 11 plataformas de mídia social mais populares na época: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vine e LinkedIn.

Em média, os participantes usaram mídia social um total de 61 minutos por dia e visitaram várias contas em mídia social 30 vezes por semana. Mais de 1/4 dos participantes foram classificados como tendo “altos” indicadores de depressão.

Houve significativas e lineares associações entre o uso da mídia social e a depressão, se o uso da mídia social foi mensurado em termos de um tempo total gasto ou frequência de visitas. Por exemplo, comparado com aqueles que checaram menos frequentemente, participantes que reportaram checar mais frequentemente a mídia social durante toda a semana, tiveram 2.7 vezes a probabilidade de depressão. Similarmente, comparado a pessoas da mesma idade que passaram menos tempo na mídia social, os participantes que passaram a maioria do tempo total em mídia social durante todo o dia, tiveram 1.7 vezes o risco de depressão. Os pesquisadores controlaram outros fatores que poderiam contribuir para a depressão, incluindo idade, sexo, raça, etnia, estado civil, situação de vida, renda familiar e nível educacional.

A autora Lui yi Lin, B.A., que graduou-se pela University of Pittsburgh School of Medicine este ano, enfatizou que, como este foi um estudo transversal, ele não separa causa e efeito. Pode ser que pessoas que já estavam deprimidas estão recorrendo a mídia social para preencher uma lacuna”, ela disse.

Por outro lado, Ms. Lin explica que a exposição a mídia social pode também causar depressão, que poderia então, por sua vez, fomentar mais uso de mídia social. Por exemplo:

  • Exposição a representações altamente idealizadas de congêneres em mídia social elicia sentimentos de inveja e a crença distorcida de que os outros levam vidas mais felizes e mais bem-sucedidas.
  • Engajar-se em atividades de pouca significância em mídia social pode levar a um sentimento de “perda de tempo” que negativamente influencia o humor.
  • O uso de mídia social poderia estar fomentando a “dependência a internet”, uma condição proposta pela psiquiatria intimamente associada com depressão.
  • Passar mais tempo em mídia social poderia aumentar o risco de exposição a cyber-bullying ou outras interações negativas similares, que podem causar sentimentos de depressão.

Além de encorajar médicos a perguntarem sobre o uso de mídia social entre pessoas que estão deprimidas, os achados poderiam ser usados como base para intervenções de saúde pública alavancando a mídia social. Algumas plataformas de mídia social já fizeram incursões nessas medidas preventivas. Por exemplo, quando uma pessoa pesquisa o site Tumblr por tags indicativos de uma crise de saúde mental – tais como “deprimido”, “suicida” ou “desesperança” – eles são redirecionados para uma mensagem que começa com “está tudo bem?” e fornece links de recursos. Similarmente, um ano atrás, o Facebook testou um recurso que permite que amigos anonimamente façam denúncia de posts preocupantes. Os posts então receberiam mensagens de pop-ups exprimindo preocupação e encorajando-os a falar com um amigo ou com uma linha de ajuda (helpline): “nossa esperança é de que as pesquisas continuem e possam permitir que tais esforços sejam aperfeiçoados de tal forma que possam melhor alcançar aquelas pessoas em necessidade”, afirmou Dr. Primack. “Todas as exposições as mídias sociais não são as mesmas. Futuros estudos poderiam examinar se poderia haver diferentes riscos para depressão dependendo se as interações das pessoas com mídia social tendem a ser mais ativas vs. passivas ou se elas tendem a ser mais confrontacionais vs. suportivas. Isto poderia nos ajudar a desenvolver mais recomendações otimizadas em torno do uso da mídia social”.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Social media use associated with depression among US young adults

Exames Cerebrais Podem Ajudar os Médicos a Escolher Entre “Terapia da Conversa” ou Tratamento Medicamentoso Para Depressão

Pesquisadores da Emory University encontraram que específicos padrões de atividades em exames cerebrais podem ajudar os médicos a identificarem se a psicoterapia ou a medicação antidepressiva é mais provável a ajudar os pacientes a recuperarem-se da depressão.

O estudo, chamado PReDICT, randomicamente alocou pacientes para 12 semanas de tratamento com uma das duas medicações antidepressivas ou com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). No inicio do estudo, os pacientes realizaram um MRI funcional, que foi então analisado para ver se o resultado de TCC ou medicação dependeu do estado do cérebro antes do inicio do tratamento. Os resultados do estudo foram publicados em dois artigos científicos na edição de março de 2017 da American Journal of Psychiatry.

Os exames de MRI identificaram que o grau de conectividade funcional entre um importante centro de processamento emocional (o córtex cingulado subcaloso) e 3 outras áreas do cérebro estavam associadas com os resultados do tratamento. Especificamente, os pacientes com conectividade positiva entre as regiões do cérebro foram significativamente mais propensos a alcançar a remissão com TCC, enquanto pacientes com conectividade negativa ou ausente foram mais propensos a remitir com medicação antidepressiva: “todas as depressões não são iguais e como diferentes tipos de câncer, diferentes tipos de depressão irão requerer tratamentos específicos. Usando estes exames, nós podemos ser capazes de adequar um paciente ao tratamento que tem maior probabilidade de ajudá-lo, ao passo que evita-se tratamentos improváveis de oferecer benefícios”, diz Helen Mayberg, MD, que liderou o estudo por imagem. Mayberg é professora de Psiquiatria, Neurologia e Radiologia da Emory University School of Medicine.

Mayberg e os co-investigadores Boadie Dunlop, MD, do Emory Mood and Anxiety Disorders Program e W. Edward Craighead, PhD, buscaram desenvolver métodos para uma abordagem mais personalizada para tratar depressão.

Atuais diretrizes de tratamentos para depressão maior recomendam que uma preferência do paciente por psicoterapia ou medicação seja considerada ao selecionar a abordagem de tratamento inicial. Contudo, nas preferências dos pacientes do estudo PReDICT, foram apenas fracamente associadas com os resultados; preferências predisseram o abandono do tratamento mas não a melhoria. Estes resultados são consistentes com estudos anteriores, sugerindo que obter um tratamento personalizado para pacientes deprimidos dependerá mais em identificar especificas características biológicas em pacientes do que em basear-se em seus sintomas ou preferências de tratamento. Os resultados de PReDICT sugerem que os exames cerebrais podem oferecer a melhor abordagem para personalizar o tratamento no futuro.

Ao recrutar 344 pacientes para o estudo – de todas as áreas metropolitanas de Atlanta, os pesquisadores foram capazes de reunir um grupo mais diverso de pacientes do que os outros estudos anteriores, com aproximadamente metade dos participantes se auto-identificando como afro-americanos ou hispânicos: “nossa amostra diversificada demonstrou que a psicoterapia baseada em evidência e os tratamentos medicamentosos recomendados como tratamentos de primeira linha para depressão podem ser expandida com confiança para além de uma população branca, uma população não-hispânica”, afirma Dunlop.

“Em última instância, nossos estudos mostram que as características clínicas, tais como idade, gênero, etc., e mesmo as preferências dos pacientes a respeito do tratamento não são tão boas para identificar prováveis desfechos de tratamento como a medida cerebral”, acrescenta Mayberg.

 

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Estudo com Ratos Identifica um Novo Método para Tratar Depressão

Medicações-padrão antidepressivas não funcionam para todo mundo e mesmo quando funcionam, demoram para fazer efeito. Em um esforço para encontrar melhores tratamentos para depressão, os pesquisadores da University of California San Diego School of Medicine descobriram que inibir uma enzima chamada Glyoxalase 1 (GLO1) alivia sinais de depressão em ratos. Além disso, inibir a GLO1 funcionou muito mais rápido do que o Prozac, um antidepressivo convencional.

O estudo, publicado no Molecular Psychiatry, fornece uma meta para o desenvolvimento de uma classe completamente nova de medicações antidepressivas de ação mais rápida: “a depressão afeta, pelo menos, 1 em cada seis de nós, em algum ponto de nossa vida, e tratamentos melhores são urgentemente necessários”, disse o autor Abraham Palmer, PhD, professor de psiquiatria da UC San Diego School of Medicine. “Um melhor entendimento das bases moleculares e celulares da depressão nos ajudarão a encontrar novas formas para inibir ou combater seu surgimento e severidade”.

Palmer e sua equipe desvendou um processo molecular previamente subvalorizado que pode influenciar modelos de ratos de depressão. Aqui está como o processo funciona: as células geram energia. Ao fazer isso, elas produzem um subproduto. Esse subproduto inibe os neurônios e, assim, influencia vários comportamentos. Tipicamente, a enzima GLO1 remove este subproduto, mas inibindo a GLO1 pode também aumentar a atividade de certos neurônios de uma forma benéfica. Em ratos, Palmer e outros mostraram que mais atividade de GLO1 deixa os ratos mais ansiosos, mas menos era conhecido sobre o efeito do sistema na depressão.

Palmer e sua equipe se perguntaram se eles poderiam reduzir sinais de depressão ao inibir a enzima GLO1.

Os pesquisadores usaram vários diferentes testes antidepressivos. Eles compararam respostas em três grupos de ratos: 1) não-tratados 2) tratados inibindo o GLO1, geneticamente ou com um composto experimental e 3) tratados com Prozac, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, comumente usado para tratar depressão.

Os primeiros testes que eles usaram foi o teste de suspensão da cauda e os testes de nado forçado, que são frequentemente usados para determinar se ou não um composto é um antidepressivo. Neste caso, a resposta foi sim. Os outros testes — teste do nado forçado crônico, paradigma de estresse crônico leve e bulbectomia olfativa — são medidas bem estabelecidas que podem também serem usadas para medir quanto tempo leva para um antidepressivo fazer efeito.

Em cada um destes testes, inibir a enzima GLO1 reduziu sintomas como o depressão em cinco dias, enquanto levou 14 dias para o Prozac ter o mesmo efeito.

Embora esta nova abordagem para tratar depressão tenha, até o momento, apenas sido testada em ratos e levará muitos anos de desenvolvimento até que um inibidor GLO1 possa ser testado em humanos, os pesquisadores estão entusiasmados para encontrar essas novas e inexploradas abordagens para tratar depressão: “não há atualmente aprovados antidepressivos de ação rápida, então achados como estes são incomuns”, disse a co-autora do estudo Stephanie Dulawa, PhD, professora associada da UC San Diego School of Medicine.

Palmer e sua equipe solicitaram a patente relacionada a este trabalho. Eles já estão trabalhando com profissionais da UC San Diego para desenvolver medicações que tenham como alvo o GLO1. Enquanto isso, Dulawa também publicou um artigo em separado que critica o uso de especificas abordagens comportamentais e moleculares, com a meta de ajudar outros pesquisadores a identificar novos alvos antidepressivos.

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Ansiedade e Depressão Parental Estão Relacionadas a Problemas para Comer em Pré-Escolares?

Ansiedade e/ou depressão parental durante a gravidez e antes do filho começar a escola está associada a um aumentado risco dessa criança se tornar um “comedor exigente”, encontra uma pesquisa publicada online nos Archives of Disease in Childhood.

As associações foram evidentes para mães em ambos os períodos de tempo, mas apenas durante o período pré-escolar para os pais, os achados indicam.

O comportamento de “comedor exigente”, que é caracterizado pela consistente rejeição de determinadas comidas, é comum na infância e uma frequente fonte de preocupação para os pais, dizem os pesquisadores.

Tem sido associado com constipação, problemas de peso e questões comportamentais na criança. E tem estado associado a ansiedade e depressão pós-parto em mães.

Mas não tem estado claro se a ansiedade/depressão é causada pelos padrões alimentares da criança ou é o próprio padrão alimentar um fator de risco, nem é conhecido qual potencial impacto o estado mental do pai pode ter.

Em uma tentativa de responder a estas questões, os pesquisadores interrogaram participantes no Generation R study, que tem estado rastreando a saúde e bem-estar de crianças desde a gestação adiante desde 2002 na Holanda.

A análise atual foi baseada em 4746 pares de mães e filhos e 4144 pais, cujos filhos tinham todos nascidos entre 2002 e 2006.

Foi pedido aos pais para completarem um questionário (o BSI) durante a metade do período da gravidez e então novamente três anos mais tarde, para avaliar seus próprios sintomas de ansiedade e depressão. E mães completaram um outro questionário (o CEBQ) em padrões alimentares na infância, quando seus filhos chegaram aos 4 anos de idade. Pais também preencheram algumas questões sobre padrões alimentares de seus filhos quando eles tinham 3 anos de idade.

Aos 3 anos, aproximadamente 30% das crianças foram classificadas como comedores exigentes.

Após levar em conta os fatores influentes, tais como nível educacional e renda familiar, ansiedade materna durante a gravidez e durante o período pré-escolar, foram ambos independentemente associados com comportamento de comer exigente na época que o filho tinha 4 anos de idade. Isto foi independentemente de seus próprios sintomas quando a criança tinha 3 anos.

Cada adicional ponto que as mães fizeram na escala de ansiedade na gravidez estava associado com um ponto extra na pontuação, denotando a característica de comedor exigente no filho.

Entre os pais, apenas ansiedade durante o período pré-escolar estava associado com a característica de comedor compulsivo, no filho.

Análise adicional mostrou que não apenas eram clinicamente altas as pontuações de ansiedade maternal associada com comer de forma exigente, mas também pontuações que eram acima da média, comparadas com mães que pontuaram na média ou abaixo da média.

Assim como para a depressão, a pontuação maternal mais alta durante o período pré-natal assim como 3 anos após o nascimento estavam independentemente relacionadas a pontuações mais altas de comedores exigentes entre seus 4 anos. Os resultados foram similares para os pais.

Este é um estudo observacional, então não há conclusões definitivas que possam ser elaboradas sobre causa e efeito, mas os achados corroboram aqueles de outras pesquisas, dizem os autores do estudo.

E os achados de que os sintomas pré-natal das mães predisseram um comportamento de comedor exigente de 4 anos de idade, independentemente de se ela tinha sintomas quando a criança tinha 3 anos, “sugere fortemente que a direção das associações com sintomas pré-natais nas mães é de mãe para filho”, eles escreveram.

“Terapeutas deveriam estar cientes de que não apenas ansiedade severa e depressão, mas também formas mais leves de problemas internalizados, podem afetar comportamento alimentar na criança”, eles acrescentam.

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Parental anxiety and depression linked to pre-schoolers’ fussy eating

Exame do Cérebro Antes da Terapia Antidepressiva Pode Predizer Resposta

Um exame de MRI funcional do cérebro pode ajudar a predizer quais pacientes responderão positivamente a terapia antidepressiva, de acordo com um novo estudo publicado na revista cientifica Brain.

Pesquisadores da University of Illinois em Chicago e da University of Michigan realizaram exames de fMRI em pacientes com transtorno depressivo maior que estavam começando a a terapia antidepressiva. Aqueles pacientes que apresentavam mais comunicação com duas redes cerebrais quando eles cometiam um erro enquanto realizavam uma tarefa cognitiva determinada foram menos propensos a responderem a medicação antidepressiva.

As duas redes são a rede de detectação de erro — que engaja-se quando alguém nota que eles cometeram um engano — e a rede de processamento de interferência, que é ativada quando decide em qual informação se focar: “nós acreditamos que a aumentada diafonia dentro destas redes podem refletir uma propensão para meditarmos sobre os acontecimentos negativos, tal como o erro, ou um déficit em regulação emocional quando confrontado com um erro e nossas medicações podem ser menos efetivas para ajudar estes tipos de pacientes”, diz Natania Crane, estudante de pós-graduação em psiquiatria, do UIC College of Medicine, e que é a primeira autora do estudo.

Encontrar a terapia certa pode levar meses. Medicações usadas para tratar transtorno depressivo maior leva de 8 a 12 semanas para ter um impacto perceptível em humor e outros sintomas, e pacientes podem não responder a primeira medicação prescrita ou sofrerem de efeitos colaterais, requerendo uma troca de medicações. Ser capaz de predizer sua resposta a medicações poderia reduzir o tempo que leva os pacientes a começarem a sentir-se melhores e reduzir os custos de cuidado da saúde, disse Scott Langenecker, professor associado de psicologia e psiquiatria da UIC e também um dos autores do estudo.

Vários estudos que usaram fMRI para identificar áreas distintas do cérebro que são hiperativas ou hipoativas em pacientes com transtorno de depressão maior tem sugerido que a neuroimagem pode ser útil para predizer a resposta de um paciente a uma determinada terapia farmacêutica.

No estudo atual, os pesquisadores olharam para os padrões de ativação do cérebro enquanto os participantes realizavam uma tarefa de controle cognitivo para ver se prediziam resposta a tratamento com medicação. Eles usaram uma técnica de partícula única para determinar quais áreas do cérebro que estavam altamente ativas durante a incumbência de erros em uma tarefa cognitiva correlacionada com resposta a tratamento e como a força de comunicação dentro de específicas redes cerebrais predisseram a resposta ao tratamento.

Eles estudaram 36 pacientes adultos com transtorno de depressão maior que não estavam sendo tratados com medicações no momento do estudo. Os sujeitos tinham exames de fMRI e participaram de inquéritos acerca de seus sintomas depressivos. Eles foram então alocados para um dos dois antidepressivos: escitalopram (Effexor, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, em 22 participantes) ou duloxetine (Cymbalta, um inibidor da recaptação de serotonina-noradrenalina, em 14 participantes).

Durante o exame de fMRI, os participantes foram instruídos para olhar um sinal luminoso das letras X, Y e Z através de uma tela. Foi pedido a eles para pressionarem um botão todas as vezes que vissem uma letra, mas não pressionar uma segunda vez se a mesma letra repetisse.

Os pacientes foram acompanhados durante e após 10 semanas de terapia antidepressiva. Eles completaram questionários e entrevistas para determinar se a medicação prescrita estava reduzindo os sintomas deles.

Pacientes cuja atividade cerebral era mais forte na rede de detectação de erro ou na rede de processamento de interferência foram encontrados como menos propensos a experienciar uma eventual redução de seus sintomas depressivos em medicação: “usando nosso modelo, nós fomos capazes de predizer com um grau bastante alto de acurácia – em fato, 90% — quais pacientes responderiam a tratamento antidepressivo e quais não responderiam”, Langenecker afirmou.

Os pesquisadores também encontraram que os participantes que cometerem mais erros durante a tarefa cognitiva foram mais propensos a responder ao tratamento antidepressivo: “este é um importante passo frente a medicina individualizada para tratamento de depressão. Usando testes cognitivos e fMRI, nós pudemos identificar quem responderia melhor a terapia antidepressiva e quem poderia necessitar de outras terapias efetivas que funcionam através de diferentes mecanismos, como a psicoterapia”, Langenecker disse.

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