Pais que Usam Carinho ao Invés de Bater Fomentam Maior Competência Social nos Filhos

Pais deveriam continuar a evitar bater e usar técnicas parentais positivas, tal como o carinho, para criar comportamentos positivos em seus filhos, de acordo com um estudo recente publicado online em abril de 2016 , na Journal of Marriage and Family.

Décadas de pesquisa encontraram ligações entre o uso do bater por parte dos pais e uma aumentada probabilidade de desfechos negativos para crianças, tal como comportamento antisocial. Acredita-se que bater aumenta o comportamento antisocial porque ele modela agressão e não ensina as crianças o porquê o comportamento delas foi errado ou quais comportamentos alternativos são apropriados.

Apesar dos desfechos infantis negativos associados com o bater, muitos acadêmicos tem defendido o bater como uma forma efetiva de disciplina e uma significativa proporção de pais americanos regularmente usam o bater para disciplinar as crianças. Além disso, pouca atenção tem sido dada para buscar se o bater promove comportamentos infantis desejáveis.

Em contraste com o bater, o carinho maternal inclui comportamentos tais como afeição, reforço positivo e responsividade verbal para a criança. Estes comportamentos têm sido mostrados como promovedores de uma criação de confiança e reciprocidade entre pais e filhos e o desenvolvimento da competência social da criança. Ainda, o carinho maternal tem sido associado com menos comportamentos oposicionais na criança, melhor auto-regulação da criança e menos problemas de comportamentos infantis.

O estudo,  realizado por Inna Altschul (University of Denver), Shawna Lee (University of Michigan) e Elizabeth Gershoff (University of Texas), investigou se bater ou fazer carinho predisse a mudança em comportamentos agressivos e socialmente competente em crianças pequenas ao longo do tempo.

O estudo usou informação de 3.279 famílias com crianças pequenas que participaram em um estudo longitudinal de famílias urbanas. Ele avaliou o uso de bater e o carinho maternal das mães, e subsequentemente o comportamento agressivo e competência social do filho. Fatores de risco psicossociais, sócio-econômicos e características demográficas, assim como características da criança, foram também controlados.

Os resultados revelaram que bater predisse agressão na criança, mas não estava sendo associado com competência social das crianças. Em contraste, o carinho maternal predisse uma maior competência social da criança mas não estava associado com agressão. O carinho foi um preditor significativamente mais forte de competência social das crianças do que o bater.

Os pesquisadores concluíram que: “estes achados indicam que os pais deveriam continuar a evitar bater e, ao invés, usar técnicas parentais positivas tal como carinho, para fomentar os comportamentos positivos em seus filhos”. Eles também sugerem que “mesmo se os pais usam ambos (o bater e o carinho), os benefícios do carinho com relação a competência social das crianças pode ser abalada pela aumentada agressão da criança associada com o bater”.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Parents who use warmth instead of spanking foster greater social competence in their children

O Sono de Crianças com TDAH

Um novo estudo da Aarhus University documentou que há algumas verdades na reclamação de pais de crianças com TDAH de que seus filhos tem mais dificuldade para adormecer e que dormem mais precariamente do que as outras crianças.

Estudos têm mostrado que até 70% de pais de crianças com TDAH relatam que os filhos tem dificuldade para adormecer e que passam um tempão colocando-os para dormir. Contudo, estudos científicos que medem a qualidade do sono usando eletrodos tem, até agora, falhado para demonstrar uma correlação entre a qualidade do sono e TDAH. Mas agora, um novo estudo dinamarquês mostra que crianças com TDAH realmente dormem pior do que outras crianças: “nosso estudo confirmará o que muitos pais tem experienciado, que é que crianças com TDAH levam mais tempo para adormecer a noite. Com nossas mensurações, nós podemos também ver que estas crianças experienciam mais sono perturbado incluindo menos sono profundo. Se você apenas olha para a duração de sono, as crianças no grupo de TDAH dormem 45 minutos menos do que crianças no grupo controle”, disse Anne Virring Sørensen, que está por trás do estudo.

Duas de cada três crianças com TDAH têm um ou mais diagnósticos psiquiátricos adicionais ao TDAH, o que provavelmente aumenta o risco de perturbação do sono. Mas mesmo quando os pesquisadores olham para as crianças que tem apenas o diagnóstico de TDAH, eles vem uma grande diferença nos padrões de sono do grupo controle e do grupo de TDAH.

Os pesquisadores também estudaram padrões de sono durante o dia. Os achados surpreenderam os pesquisadores: “ao contrário da noite, nós pudemos ver que houve uma tendência para as crianças com TDAH adormecerem mais rápido durante o dia do que as crianças no grupo controle. Isto de alguma forma surpreende quando você leva em conta que o TDAH está associado com características tal como a hiperatividade. Mas esta hiperatividade poderia ser um comportamento compensatório por não ser capaz de adormecer durante o dia”, diz Anne Virring Sørensen.

O fato de que os pesquisadores não tinham previamente sido capazes de demonstrar uma correlação entre TDAH e sono mais precário pode ser devido a métodos de mensuração diferentes:  “em nosso estudo, as crianças tinham eletrodos presos a suas cabeças, que é conhecido como uma polissonografia no hospital a tarde, mas eles dormiram em ambientes familiares conhecidos. Em estudos anteriores, as crianças tinham sido admitidas em centros especializados no sono ou em hospitais, para medir o sono via um estudo polissonográfico”, afirma Anne Virring Sørensen.

Muitas crianças com TDAH estão atualmente recebendo medicação para ajudá-las a dormir. Anne Virring Sørensen enfatiza que nenhuma das crianças receberam medicação enquanto fizeram parte do estudo. Ela acredita que o estudo é importante tanto a curto quanto a longo prazo: “eu acho que muitos pais e médicos estão bastante satisfeitos de receberem confirmação de que padrões precários de sono podem agora serem demonstrados e que há provavelmente uma correlação com o diagnóstico de TDAH. O próximo passo é, claro, encontrar onde esta correlação encontra-se, para que então possamos desenvolver tratamentos melhores a longo-prazo. Nossa pesquisa é uma base importante para estudos adicionais”, ela diz.

O estudo foi recentemente publicado no Journal of Sleep Research e encontrou que:

  • Um total de 76 crianças com TDAH e uma média de idade de 9.6 anos participaram do estudo
  • O grupo controle consistiu de 25 crianças saudáveis.
  • Dois grupos diferentes de estudo foram desenvolvidos.
  • Examinações de pacientes ambulatoriais com eletrodos durante a noite (polissonografia).
  • Múltiplos testes de latência de sono que mediram com que rapidez as crianças adormeceram (quatro vezes por vinte minutos no mesmo dia).
  • O estudo é o maior, até agora, a incluir tanto métodos de pesquisa quanto incluir crianças com e sem o diagnóstico de TDAH.
  • O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da Aarhus University, Aarhus University Hospital Risskov, Rigshospitalet e da University of Copenhagen.

 

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Children with ADHD take longer to fall asleep and also sleep more poorly

Pesquisadores Associam o Passar Fome na Infância a Violência na Adolescência e Idade Adulta

Crianças que frequentemente passam fome tem um risco maior de desenvolverem problemas de controle de impulso e engajarem-se em violência, de acordo com uma nova pesquisa da UT Dallas.

O estudo, publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, encontrou que pessoas que experienciaram frequente situação de passar fome quando criança tiveram duas vezes mais probabilidade de exibir impulsividade e ferir outras pessoas intencionalmente na adolescência e idade adulta.

37% dos participantes do estudo que passavam fome quando crianças reportaram que tinham estado envolvidos em violência interpessoal. Daqueles que experienciaram de pouco a nenhuma situação de passar fome, 15% disseram que tinham envolvido-se em violência interpessoal. Os achados foram mais fortes entre brancos, Hispanos e do gênero masculino.

Pesquisas anteriores mostraram que passar fome na infância contribui para uma variedade de desfechos negativos, incluindo desempenho acadêmico fraco. O estudo é um dos primeiros a encontrar uma correlação entre passar fome na infância, baixo auto-controle e violência interpessoal. Dr. Alex Piquero disse: “boa nutrição não é apenas crucial para o sucesso acadêmico, mas agora nós estamos mostrando que está ligada a padrões comportamentais. Quando crianças começam a ir mal na escola, elas começa a falhar em outros domínios da vida”.

Os pesquisadores usaram dados de uma pesquisa epidemiológica nacional sobre álcool e condições relacionadas para examinar a relação entre passar fome na infância, impulsividade e violência interpessoal. Os participantes nesse estudo responderam a uma variedade de questões incluindo com que frequência passavam fome quando crianças, se tinham problemas para controlar seu temperamento e se tinham machucado fisicamente e propositalmente uma outra pessoa.

Mais de 15 milhões de crianças americanas enfrentam insegurança alimentar — não ter acesso regular a nutrição adequada – de acordo com o estudo. Piquero afirmou que os resultados enfatizam a importância de endereçar comunidades que tem pouco acesso a mercearias/supermercados com escolhas de comida saudável.

Os achados sugerem que estratégias objetivadas para aliviar a fome pode ajudar a reduzir a violência, Piquero atestou: “no mínimo, nós precisamos dar as crianças a alimentação nutricional que elas necessitam”, Piquero disse. “Não é um problema muito difícil de endereçar e nós podemos vislumbrar muitos ganhos”.

Piquero também é co-autor de estudos recentes relacionados ao papel que o auto-controle desempenha em delinquência e violência.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study finds link between childhood hunger and violence later in life

Jogar Videogame Pode Ter Efeito Positivo nas Crianças?

Essa é uma pergunta que acredito ser pertinente a qualquer pai que fica na dúvida se deve ou dar permitir que o filho jogue videogame. Será que é saudável? Uma pesquisa foi feita e pode esclarecer algumas coisas sobre o assunto.

Videogames são uma das atividades favoritas das crianças, ainda que o seu efeito na saúde delas seja frequentemente percebido como negativo. Um estudo realizado por pesquisadores da Columbia Mailman School of Public Health e colaboradores (da Paris Descartes University) avaliaram a associação entre o total de tempo gasto jogando videogames e a saúde mental, bem com as habilidades sociais e cognitivas das crianças e encontrou que jogar vídeogames pode ter efeitos positivos em crianças pequenas.

Os resultados estão publicados online na revista científica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology.

Após pôr em ordem a criança por faixa etária, gênero e número de crianças, os pesquisadores encontraram que alto uso de videogame estava associado com 1.75 vezes a probabilidade de funcionamento intelectual alto e 1.88 vezes a probabilidade de alta competência escolar geral. Não houve associações significativas com qualquer auto-relato de criança, mãe ou professora com relação a problemas de saúde mental. Os pesquisadores também encontraram que jogar mais videogame estava associado com menos problemas de relacionamento com seus colegas. Baseado no relato dos pais, uma em cada cinco crianças jogaram videogames mais do que 5 horas por semana.

Os resultados foram baseados em dados de um projeto da School Children Mental Health Europe para crianças na faixa etária de 6 a 11 anos. Pais e professores avaliaram a saúde mental de suas crianças em um questionário e as próprias crianças responderam a questões através de uma ferramenta interativa. Os professores avaliaram sucesso acadêmico das crianças. Fatores associados com o tempo gasto jogando videogames incluíam ser menino, ser mais velho e fazer parte de uma família tamanho médio. Ter menos educação formal ou ser mãe solteira diminuiu o tempo gasto jogando videogames.

“Jogar videogame é frequentemente uma atividade de lazer colaborativa para crianças em idade escolar. Estes resultados indicam que crianças que frequentemente jogam videogames podem ser socialmente coesivos com colegas e integradas em uma comunidade escolar. Nós recomendamos cautela em relação a interpretação dos dados da pesquisa, já que estabelecer limites quanto ao uso de aparelhos eletrônicos permanece e é um importante componente de responsabilidade parental como uma estratégia abrangente para o sucesso do estudante”, disse Katherine M. Keyes, PhD, professora assistente de Epidemiologia da Mailman School of Public Health.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/03/time-spent-playing-video-games-may-positive-effects-young-children-41512)

Uma Pesquisa Afirma que a Forma como as Crianças Raciocinam Sobre Punição Muda ao Longo do Tempo

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How children’s reasoning about punishment changes over time

Um novo estudo permite uma melhor visualização de como crianças reagem a práticas disciplinares usadas por pais e professores, e aponta para a visão deles do que é justo.

“Um(a) professor(a) que recompensa ou pune uma classe inteira pela boa ação ou pelas falhas (delitos) de apenas um aluno é mais provável ser visto(a) como justo por crianças da faixa etária de 4 a 5 anos de idade, mas é visto como menos justo por crianças mais velhas”, disse o investigador da pesquisa, Craig Smith, que é do U-M Center for Human Growth and Development. “Da mesma forma, os dados sugerem que a maioria das crianças mais velhas e os adultos sentem que a prática comum de punir todo mundo pela falha de um ou de alguns é injusto”.

Os dados encontraram que crianças em idade pré-escolar estavam mais aptas a punir grupos de pessoas para as transgressões de uma pessoa no grupo. Isso não significa que as crianças nessa idade são necessariamente mais severas como pessoas, mas que elas tem uma idéia diferente do que é justo, Smith afirma.

Eles podem, na verdade, serem motivados pela compaixão. Baseados no feedback das crianças no estudo, eles pareciam relutantes para escolher uma pessoa em um grupo por disciplina.

Os pesquisadores perguntaram a crianças da faixa etária de 4 a 10 anos quais eram as formas mais justas de distribuir recompensas e punições. As crianças de idades entre 4 a 5 anos de idade majoritariamente escolheram dar para todo mundo as mesmas coisas, independente do mérito.

No período do ensino fundamental escolar, isto muda para uma visão mais madura de que as pessoas deveriam conseguir o que elas merecem e que é injusto recompensar ou punir um grupo inteiro pelas boas e más ações de uma pessoa. Esta é a visão que a maioria dos adultos tem, afirmou Smith.

O estudo foi publicado na Developmental Psychology.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

Assistir Desenhos Animados Poderia Ajudar as Crianças a Superar a Ansiedade de Tratamento Dentário

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/watching-cartoons-could-help-children-overcome-anxiety-of-dental-treatment-44217

Assistir desenhos animados através de óculos de tela virtual durante o tratamento dental poderia ajudar a reduzir a ansiedade e a angústia das crianças, assim como reduzir o comportamento disruptivo, de acordo com um ensaio controlado e randomizado publicado no Acta Odontologia Scandinavica.

A ansiedade sobre visitar o dentista e durante o tratamento é comum em crianças. Estimativas sugerem que 1 em cada 5 crianças em idade escolar tem medo de dentistas. Crianças com fobia a dentista acabam experienciando mais dor dental e são pacientes mais difíceis durante o tratamento. Embora estudos já tenham mostrado que a distração audiovisual (por exemplo: jogar videogames e assistir TV) pode ser uma ferramenta bem-sucedida para minimizar a angústia e a percepção de dor durante os curtos procedimentos médicos invasivos, a questão de se a distração é benéfica durante procedimentos dentários é ainda debatida calorosamente. Pesquisas até agora têm produzido resultados conflitivos.

Neste estudo, 56 crianças ‘não-cooperativas’ (na faixa etária de 7 a 9 anos de idade) compareceram a uma clínica dental na Royal College of Dentistry, na King Saud University, na Arábia Saudita, onde  foram randomicamente alocadas para receber distração audiovisual (assistir seus desenhos animados favoritos usando o sistema de óculos virtual Merlin i-theatre™) ou nenhuma distração (grupo controle). Crianças submeteram-se a três visitas separadas de tratamento (máximo 30 minutos) envolvendo um exame oral, injeção com anestésico local e restauração do dente. Os pesquisadores mediram os níveis de ansiedade e  comportamento cooperativo das crianças durante cada visita usando uma escala de ansiedade e escala de comportamento, monitoraram em cada criança os sinais vitais, pressão arterial e pulso (medidas indiretas de ansiedade). As crianças também classificaram sua própria ansiedade e dor durante cada procedimento.

Durante o tratamento, as crianças no grupo de distração exibiram ansiedade significantemente menor e mostraram mais cooperação do que aqueles no grupo controle, particularmente durante a injeção de anestésico local. Além disso, a média de frequência cardíaca das crianças no grupo controle foi significantemente maior durante a injeção, comparada com crianças do grupo de distração. Contudo, as próprias crianças não reportaram diferenças na dor e ansiedade relacionada ao tratamento.

Os autores concluíram que a distração audiovisual parece ser uma técnica útil para acalmar as crianças e assegurar que possa ser dado a elas o tratamento dental que elas necessitam. Entretanto, eles advertem que, por causa do número limitado de participantes, estudos adicionais maiores serão necessários em settings de clínica geral para confirmar o valor desta ferramenta de distração audiovisual.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

Ferramentas para Rastrear Depressão em Crianças e Adolescentes Podem Não Ser Tão Acuradas

Isso é algo importante e deveria ser mais discutido entre os especialistas. É difícil diagnosticar depressão na infância e adolescência e todos os instrumentos disponíveis deveriam trazer um certo “conforto” para o terapeuta e, por conseguinte, para o paciente e sua família. Contudo, parece que não é o que anda acontecendo 😦

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/08/depression-screening-tools-not-accurate-children-adolescents-44109

No Canadá e nos Estados Unidos, os médicos tem cada vez mais sido encorajados a tentar identificar depressão em crianças e adolescentes – mesmo que eles não tenham indicações óbvias da doença. Para poder fazer isso, os médicos frequentemente usam questionários curtos que perguntam sobre sintomas de depressão. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, há evidência insuficiente para mostrar que qualquer um destes questionários acuradamente rastreia pessoas de 6 a 18 anos de idade para esta doença. Os pesquisadores acreditam que isto põe em questão o uso destes instrumentos de avaliação para este grupo e levanta preocupações sobre possíveis erros diagnósticos da doença nesta faixa etária.

“Nosso estudo mostra que se o rastreamento de depressão for realizado usando as ferramentas de rastreamento existentes, muitas crianças e adolescentes não-deprimidas seriam erroneamente identificadas como deprimidas”, diz Brett Thombs, que é afiliado do Lady Davis Institute for Medical Research do Jewish General Hospital e faculdade de medicina da McGill University. Ele é o autor sênior de um estudo que foi recentemente publicado no assunto, na revista científica Canadian Journal of Psychiatry.

Para avaliar a qualidade dos instrumentos de rastreamento que estão atualmente sendo usados para identificar depressão em crianças ou adolescentes, os pesquisadores realizaram uma exaustiva pesquisa de evidência médica procurando por estudos que  colocaram as ferramentas de rastreamento em teste. No fim, eles foram capazes de identificar apenas 17 estudos onde os resultados dos testes das ferramentas de rastreamento foram comparadas com os resultados de uma entrevista diagnóstica para determinar se as crianças ou adolescentes no estudo, de fato, tinham depressão.

Thombs e colaboradores, incluindo a autora principal Dra. Michelle Roseman, então avaliaram a metodologia e os resultados destes 17 estudos. Eles encontraram que a maioria dos estudos eram muito pequenos para fazer uma válida conclusão sobre a acurácia das ferramentas de rastreamento e que os métodos da maioria dos estudos estavam longe de padrões esperados. Eles também encontraram que houve inadequada evidência para recomendar qualquer única nota de corte para qualquer um dos questionários (pacientes pontuando acima de notas de corte pré-definidas são considerados propensos a serem deprimidos, enquanto pacientes abaixo da nota de corte não são).

Roseman diz: “Não houve uma única ferramenta com até moderada evidência de suficiente acurácia para efetivamente identificar crianças e adolescentes deprimidos sem também incorretamente pegar muitas crianças e adolescentes não-deprimidos”.

Depressão em crianças é uma condição incapacitante associada com problemas de comportamento e desempenho escolar fraco. Mas rastreamento de rotina para a doença neste grupo etário é controversial. No Reino Unido e Canadá não é recomendado. Por outro lado, o U.S. Preventative Services Task Force recentemente recomendou triagem de rotina em adolescentes entre 13 e 18 anos, mas não de crianças mais novas, como parte de cuidado médico regular.

Thombs acredita que dada a inacurácia de ferramentas atualmente sendo usadas, algumas crianças poderiam terminar sendo rotuladas erroneamente como deprimidas. Isto poderia levar a uma desnecessária prescrição de medicações psiquiátricas potencialmente danosas e mensagens negativas sobre a saúde mental de algumas crianças que não tem transtornos de saúde mental”. Além disso, um montante potencialmente enorme de instrumentos seria necessário para classificar quais crianças podem realmente estar deprimidas. Pesquisas sugerem que relativamente poucos preencheriam os critérios. “Estes recursos, então, não estariam disponíveis para fornecer tratamento para grandes quantidades de crianças e adolescentes que são reconhecidos como tendo severos problemas de saúde mental, mas que não recebem o cuidado adequado”.

Os pesquisadores dizem que para avaliar apropriadamente a acurácia de instrumentos de rastreamento de depressão em crianças,  são necessários estudos grandes e bem desenhados que apresentem resultados através de uma gama de notas de corte.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

O Medo de Agulha nas Crianças Está Relacionado ao Comportamento dos Pais?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM! Se levarmos em conta que uma das correntes da psicologia do desenvolvimento afirma que o comportamento das crianças é modelado pelo comportamento dos pais, então faz todo o sentido, não é mesmo?

Foi feita uma tradução livre do texto em inglês contendo toda a explicação sobre os resultados da pesquisa:

Pain study links children’s fear of needles to parent behavior

Mais da metade das crianças tem medo de agulhas. Os pesquisadores da York University encontraram uma forte conexão entre este medo em antecipação a uma injeção e o comportamento de seus pais durante as vacinações nas crianças.

O laboratório da professora de psicologia Rebecca Pillai Riddell investigou fatores contribuindo para a ansiedade que pré-escolares experienciam em antecipação da dor quando vão tomar suas vacinas. O estudo da dor encontrou que o comportamento passado e contínuo do pai/mãe foi a maior razão para este sofrimento.

“Nós observamos como estas crianças se comportaram antes de suas vacinas e após suas escolhas quando eles eram pré-escolares”, diz Pillai Riddell. “Nós também observamos como os pais interagem com seus filhos e os tipos de coisas que eles dizem para os seus filhos durante a infância e a idade pré-escolar”.

Para algumas crianças, o medo de agulhas e vacinações antes de tomá-las é tão severo que eles experienciam mais sofrimento relacionado a dor logo após a agulha e também aprendem a evitar futuras consultas e procedimentos médicos.

Os pesquisadores, incluindo Pillai Riddell, professor David Flora e autora principal Nicole Racine, observaram 202 pais na área da grande Toronto e 130 crianças entre quatro e cinco anos de idade – estas crianças entre os 760 que foram seguidos na primeira fase nos dois, quatro, seis e/ou 12 meses de imunização.

O objetivo desta fase final foi associar a regulação de dor a desfechos em saúde mental, de acordo com os pesquisadores do laboratório Opportunities to Understand Childhood Hurt (ou OUCH como é comumente conhecido).

O estudo para descobrir o que leva as crianças a desenvolverem medo de agulha, com o título de “Predizendo sofrimento antecipatório relacionado a dor em pré-escolares: a contribuição comparativa de fatores longitudinais e simultâneos”, será publicado na revista cientifíca Pain neste outono.

“Nós estávamos interessados em saber se a reposta a dor e o comportamento parental durante a infância prediz o medo de agulha em pré-escolares”, afirma Pillai Riddell.

Pais também foram questionados sobre o quanto eles estavam assustados antes da vacinação com agulha e o quanto eles acharam que os seus filhos estavam assustados. Profissionais de cuidado a saúde foram também observados antes das crianças receberem as vacinas com agulhas.

“Esta é uma grande preocupação de saúde  pública e enfatiza a importância de entender o que leva o medo de agulhas em crianças pequenas e como eles podem preveni-la”, diz Racine.

Estes achados destacam a importância de desenvolver intervenções para ajudar pais a melhor apoiarem e prepararem seus filhos durante procedimentos médicos dolorosos de forma correta para quando forem expostos aos seus primeiros contatos com agulhas quando bebês.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

Será Que os Pais Sabem Quando os Filhos Estão Mentindo?

Segundo uma pesquisa, a resposta é NÃO!!! 😉

Essa foi a tradução livre de um texto em inglês:

Study: Parents worse at telling if their own children are lying

Vamos ao post! 😉

Adultos não são bons para julgar quando crianças estão mentindo e pais fazem ainda pior ao dizer se seus próprios filhos estão mentindo do que eles fazem quando julgam os filhos das outras pessoas, de acordo com um estudo publicado no Journal of Experimental Child Psychology.

Uma abundância de pesquisas psicológicas tem mostrado que pessoas são detectores de mentira ineficientes, desempenhando quase arbitrariamente para dizer se alguém está mentindo na maioria das situações. Muitos pais esperam que uma exceção à regra seria detectar as mentiras ditas por seus próprios filhos. Crianças são mentirosos relativamente inexperientes e a longa experiência de seus pais deveria ensiná-los como dizer quando eles estão falando a verdade ou mentindo. Por outro lado, pais podem estar motivados a acreditar que as declarações de seus filhos, parcialmente, porque eles querem pensar que fizeram um bom trabalho de incutir honestidade neles.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Angela Evans, da Brock University, conduziu um experimento para determinar como os julgamentos dos pais em relação as mentiras dos filhos ocorrem em termos de acurácia dos outros. Uma amostra de 108 crianças entre as idades de 8 a 16 anos foram trazidas para o laboratório e foi dito a elas que estariam fazendo um teste. Foi também dito onde o gabarito estava e eles foram deixados sozinhos na sala. Levemente mais da metade das crianças espiaram as respostas do teste quando tiveram esta oportunidade.

Os pesquisadores perguntaram a todas as crianças se elas tinham espiado e fizeram um vídeo de suas respostas (50 negaram sinceramente terem espiado e 49  negaram falsamente terem espiado, enquanto que 9 das que admitiram honestamente espiar foram excluídas do estudo). Três grupos de adultos então taxaram os vídeos, julgando se eles achavam que as crianças estavam dizendo a verdade ou mentindo. Estes grupos incluíam 80 pais de crianças no estudo, 72 pais cujas crianças não estavam no estudo e 79 alunos de faculdade que não eram os pais. O primeiro grupo taxou apenas os vídeos de suas próprias crianças, enquanto o segundo e o terceiro grupo taxou 46 vídeos cada.

Nenhum dos grupos de adultos fizeram melhor do que o acaso para dizer se as crianças estavam mentindo ou dizendo a verdade. Contudo, pais fizeram julgamentos muito diferentes sobre seus próprios filhos do que pais julgando as crianças dos outros ou não-pais. Pais acreditaram em seus filhos em aproximadamente 92% do tempo, independentemente de se eles estavam dizendo a verdade ou mentindo, enquanto que não-pais e pais julgando as crianças dos outros julgaram mal aproximadamente igual tanto a verdade quanto as mentiras .

Os autores do estudo concluem que a proximidade de vínculo pai-filho não torna mais fácil julgar veracidade. Em vez disso, os pais parecem estar enviesados em favor da honestidade de seus próprios filhos. Pais podem querer manter estes achados em mente na próxima vez que eles pegarem seus filhos com a boca na botija.

O pdf do artigo da pesquisa está disponível aqui nesse link (gratuitamente): http://ac.els-cdn.com/S0022096516000461/1-s2.0-S0022096516000461-main.pdf?_tid=1d9bb264-2f37-11e6-b1e2-00000aab0f01&acdnat=1465582624_907c8327fc5e7c87934b24a9fb0fba24

FACEBOOK: http://www.facebook.com/cristianepassarela