Um Novo Estudo Examina Porque os Pais Sentem Tanto Medo de Deixar as Crianças Sozinhas

Deixar uma criança desacompanhada é considerado tabu na intensa atmosfera parental de hoje, apesar de evidência de que crianças americanas estão mais seguras do que nunca. Então por que os pais estão negando a seus filhos a mesma liberdade e independência que eles tiveram e desfrutaram quando eram crianças? Em um novo estudo da University of California, cientistas sociais sugerem que nossos medos de deixar a criança sozinha tem se tornado sistematicamente exagerado em décadas recentes – não porque a prática tem se tornado mais perigosa, mas porque tem se tornado socialmente inaceitável: “sem se dar conta disso, nós temos aumentado consistentemente nossas estimativas do montante de perigo voltados para crianças deixadas sozinhas para melhor justificar ou racionalizar a desaprovação moral que nós sentimos frente a pais que violam esta norma social relativamente nova”, afirmou Ashley Thomas, estudante de pós-graduação em ciências cognitivas e autora principal do trabalho, publicado online na revista científica Collabra.

O estudo baseado em uma pesquisa de opinião encontrou que crianças, cujos pais deixaram-las sozinhas de propósito – para ir ao trabalho, ajudar em caridade, relaxarem ou encontrarem um amante, – foram percebidas como estando expostas a um perigo maior do que aquelas cujo os pais estavam involuntariamente separados delas.

Os pesquisadores apresentaram a pesquisa aos participantes com cinco diferentes cenários no qual uma criança foi deixada sozinha por menos de uma hora. As situações variaram de uma criança de 10 meses que foi deixada dormindo por 15 minutos em um carro refrigerado estacionado em uma garagem subterrânea de uma academia a uma criança de oito anos ler um livro sozinha sentada em uma cafeteria um bloco de casa, por 45 minutos: “em um dado cenário, a única coisa que variou foi a razão para a ausência dos pais”, disse o professor Kyle Stanford. “Estes incluíram uma ausência involuntária — causada por um acidente fictício no qual a mãe foi atingida por um outro carro e brevemente ficou inconsciente — e quatro que foram planejadas: sair para trabalhar, para fazer voluntariado para caridade, relaxar ou encontrar um(a) amante. Após ler sobre cada cenário e a razão por detrás de cada criança ser deixada sozinha, os participantes pontuaram, em uma escala de 1 a 10 o quanto eles estimavam que a criança estava em perigo enquanto os pais estavam ausentes, sendo 10 o maior risco”.

Em geral, os participantes da pesquisa viram todas as situações como sendo bastante perigosas para as crianças: a média de estimativa de risco foi 6.99 e a classificação mais comum em todos os cenários foi 10. Apesar das descrições idênticas de cada conjunto de circunstâncias no qual as crianças estavam sozinhas, aquelas deixadas sozinhas de propósito foram estimadas estarem em um perigo maior do que aquelas cujo os pais deixaram-as sozinhas involuntariamente: “na verdade, crianças deixadas sozinhas de propósito são quase certamente mais seguras do que aquelas deixadas sozinhas por acidente, porque os pais podem tomar medidas para tornar a situação mais segura, como dar para a criança um telefone ou revisar regras de segurança”, disse Barbara Sarnecka, co-autora do estudo e professora associada de ciências cognitivas. “O fato de que as pessoas fazem um julgamento oposto fortemente sugere que elas moralmente desaprovam os pais que deixam seus filhos sozinhos e essa desaprovação inflaciona sua estimativa do risco”.

Isto é também nascido da visão dos participantes de crianças deixadas sozinhas por um dos genitores para encontrar um(a) amante como sendo significantemente mais perigoso do que as crianças deixadas sozinhas em precisamente as mesmas circunstâncias por um genitor que deixa a criança sozinha porque vai trabalhar, voluntariar para a caridade ou apenas relaxar.

Em cenários onde foi pedido aos participantes para julgar não apenas o quanto de perigo a criança estava enfrentando, mas também se a mãe tinha feito algo moralmente errado, os pesquisadores esperavam o risco percebido classificando para ser menor: “nós pensamos que dar as pessoas uma forma alternativa para expressar sua desaprovação da ação dos pais reduziria a extensão pela qual julgamentos morais influenciadas percepções de risco”, Thomas disse. “Mas exatamente o contrário aconteceu. Quando as pessoas nos deram um julgamento explicito sobre a conduta do genitor, a estimativa do risco para a criança foi até mais inflacionado pela desaprovação moral da razão do genitor para sair”.

De fato, a estimativa de riscos de pessoas mais próximas seguiu seus julgamentos de que se as mães nos cenários tinham feito algo moralmente errado. Até os pais que deixaram as crianças sozinhas involuntariamente não foram considerados moralmente irrepreensíveis, recebendo uma média de julgamento de “erro moral” de 3,05 em uma escala de 10 pontos.

Os autores encontraram um outro padrão interessante quando substituíram mães nas estórias com pais: para pais — mas não mães — uma ausência relacionada ao trabalho foi tratada mais como uma ausência involuntária. Esta diferença poderia originar-se da visão de que trabalho é mais obrigatório e menos uma escolha voluntária para homens: “exagerar os riscos de permitir que crianças passem um tempo sem supervisão tem custos significantes além da perda da independência, liberdade e oportunidade das crianças para aprender a como resolver problemas por si mesmas”, Sarnecka disse. “As pessoas tem adotado a idéia de que crianças nunca devem ser deixadas sozinhas, os pais (pai e mãe) enfrentam a possibilidade crescente de detenção, encargos de abuso ou negligência e, até encarceramento por permitirem seus filhos brincarem em parques, caminharem para a escola ou esperarem em um carro por alguns minutos sem eles. No mínimo”, ela continuou, “estes achados deveriam advertir aqueles que fazem e aplicam a lei para distinguir avaliações racionais e baseadas em evidência de risco para crianças de julgamentos morais intuitivos sobre pais (pai e mãe) — e para evitar investir o último com a força da lei”.

O estudo envolveu respostas de pesquisas de opinião de 1.328 participantes no Amazon Mechanical Turk agrupando indivíduos na faixa etária de 18 a 75 anos, com uma divisão bastante equitativa de homens e mulheres e aqueles com e sem crianças. As mulheres significaram 52% dos respondentes, enquanto que 48% foram homens; e 56,43% tinham crianças e 43,57% não tinham. Mais de 80% dos participantes eram brancos e 2/3 tinham completado pelo menos faculdade incompleta.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/new-study-examines-why-parents-have-become-so-afraid-of-leaving-children-alone-44553

Achados Sobre o Comportamento das Crianças Autistas

Uma revisão de dados de 1.420 crianças em idades de 6 a 17 anos com transtornos do espectro do autismo (TEAs) encontraram que mais de 1/3 tinham perambulado por aí, longe de um ambiente seguro, ao longo dos últimos 12 meses, de acordo com os achados de dois estudos reportados no encontro da Pediatric Academic Societies, em Baltimore.

“Fuga ou perambulação coloca as crianças com transtornos do espectro do autismo em risco de lesões sérias, ou até morte, uma vez que eles estão longe da supervisão de um adulto”, disse Andrew Adesman, MD, do Cohen Children’s Medical Center of New York e investigador sênior dos estudos. “Apesar da clara relevância sobre a segurança destas crianças, tem havido muito pouca pesquisa sobre fuga”.

Pesquisadores examinaram dados de uma pesquisa de Centers for Disease Control and Prevention de pais e guardiões de mais de 4.000 crianças na faixa etária de 6 a 17 anos, diagnosticados com TEA, uma incapacitação intelectual ou atrasos desenvolvimentais. Para seus estudos, as análises ficaram restritas apenas àquelas crianças com TEA.

Os pesquisadores encontraram que as crianças perambulantes eram mais propensas a não se darem conta quando estavam em perigo, a terem dificuldade para distinguir entre pessoas estranhas  e pessoas da família, a apresentarem bruscas mudanças de humor, a reagir de forma excessiva a situações e pessoas, a ficarem bravos facilmente e a entrarem em pânico em situações novas ou se mudanças ocorrem.

Pesquisadores também encontraram que crianças perambulantes apresentaram duas vezes mais probabilidade de fugir de um local público, comparado a sua casa ou escola. “Uma vez que a prevalência de transtornos do espectro do autismo nos Estados Unidos continua a aumentar, há uma necessidade de melhor entender os comportamentos que podem comprometer a segurança e bem-estar destas crianças”, disse Bridget Kiely, uma assistente de pesquisa da CCMC e principal investigadora do estudo.

Estes achados também enfatizam uma urgência para identificar estratégias mais efetivas para prevenir potenciais fugas que resultem em tragédias.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

One-third of autistic children likely to wander, disappear

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O Medo de Agulha nas Crianças Está Relacionado ao Comportamento dos Pais?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM! Se levarmos em conta que uma das correntes da psicologia do desenvolvimento afirma que o comportamento das crianças é modelado pelo comportamento dos pais, então faz todo o sentido, não é mesmo?

Foi feita uma tradução livre do texto em inglês contendo toda a explicação sobre os resultados da pesquisa:

Pain study links children’s fear of needles to parent behavior

Mais da metade das crianças tem medo de agulhas. Os pesquisadores da York University encontraram uma forte conexão entre este medo em antecipação a uma injeção e o comportamento de seus pais durante as vacinações nas crianças.

O laboratório da professora de psicologia Rebecca Pillai Riddell investigou fatores contribuindo para a ansiedade que pré-escolares experienciam em antecipação da dor quando vão tomar suas vacinas. O estudo da dor encontrou que o comportamento passado e contínuo do pai/mãe foi a maior razão para este sofrimento.

“Nós observamos como estas crianças se comportaram antes de suas vacinas e após suas escolhas quando eles eram pré-escolares”, diz Pillai Riddell. “Nós também observamos como os pais interagem com seus filhos e os tipos de coisas que eles dizem para os seus filhos durante a infância e a idade pré-escolar”.

Para algumas crianças, o medo de agulhas e vacinações antes de tomá-las é tão severo que eles experienciam mais sofrimento relacionado a dor logo após a agulha e também aprendem a evitar futuras consultas e procedimentos médicos.

Os pesquisadores, incluindo Pillai Riddell, professor David Flora e autora principal Nicole Racine, observaram 202 pais na área da grande Toronto e 130 crianças entre quatro e cinco anos de idade – estas crianças entre os 760 que foram seguidos na primeira fase nos dois, quatro, seis e/ou 12 meses de imunização.

O objetivo desta fase final foi associar a regulação de dor a desfechos em saúde mental, de acordo com os pesquisadores do laboratório Opportunities to Understand Childhood Hurt (ou OUCH como é comumente conhecido).

O estudo para descobrir o que leva as crianças a desenvolverem medo de agulha, com o título de “Predizendo sofrimento antecipatório relacionado a dor em pré-escolares: a contribuição comparativa de fatores longitudinais e simultâneos”, será publicado na revista cientifíca Pain neste outono.

“Nós estávamos interessados em saber se a reposta a dor e o comportamento parental durante a infância prediz o medo de agulha em pré-escolares”, afirma Pillai Riddell.

Pais também foram questionados sobre o quanto eles estavam assustados antes da vacinação com agulha e o quanto eles acharam que os seus filhos estavam assustados. Profissionais de cuidado a saúde foram também observados antes das crianças receberem as vacinas com agulhas.

“Esta é uma grande preocupação de saúde  pública e enfatiza a importância de entender o que leva o medo de agulhas em crianças pequenas e como eles podem preveni-la”, diz Racine.

Estes achados destacam a importância de desenvolver intervenções para ajudar pais a melhor apoiarem e prepararem seus filhos durante procedimentos médicos dolorosos de forma correta para quando forem expostos aos seus primeiros contatos com agulhas quando bebês.

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