Estimulação Cerebral Faz com que Exercitar as Pernas Pareça Mais Fácil

Pesquisa liderada pela Universidade de Kent mostra que a estimulação do cérebro impacta em desempenho em exercício de endurance (aeróbico), diminuindo a percepção de esforço.

O estudo examinou o efeito de uma técnica chamada estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), uma forma de estimulação cerebral não-invasiva, nas respostas neuromusculares, fisiológicas e perceptuais a respostas a exaustivo exercício de perna.

Pesquisadores liderados pelo Dr Lex Mauger, da Kent’s School of Sport and Exercise Sciences encontraram que ETCC atrasou a exaustão dos músculos das pernas em uma média de 15% durante uma tarefa de exercício e que isto foi provavelmente causado pelos participantes sentirem menos esforço durante o exercício. Contudo, ETCC não provocou efeito significante na resposta neuromuscular ao exercício.

Os efeitos de desempenho de ETCC apenas ocorreram quando os eletródos de ETCC usados para distribuir a corrente elétrica foram posicionados em uma determinada forma. Este estudo, portanto, fornece importante guia metodológico para a aplicação de ETCC e oferece evidência adicional de que a estimulação cerebral pode melhor desempenhar em exercício de endurance, embora os autores alertem contra o uso não-controlado de ETCC: ‘Estimulação transcraniana por corrente contínua melhora o tempo isométrico para a exaustão dos extensores do joelho’ (A. R. Mauger, L. Agnius, J. Hopker, S. M.Marcora, todos da University of Kent e B.Pageaux, da Universite de Bourgogne) está publicado na revista científica Neuroscience.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

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Usuários do Facebook que Aceitam Mais Amizades tem um Risco Menor de Mortalidade

A mídia social é boa ou má para você? Bom, é complicado falar. Um estudo de 12 milhões de usuários do Facebook sugere que usar o Facebook está associado com viver mais tempo – quando ele serve para manter e aumentar seus laços sociais no mundo real. Ah… e você pode relaxar e parar de olhar quantas “curtidas” você conseguiu: isso não parece estar correlacionado de jeito nenhum.

O estudo – que os pesquisadores enfatizam é um estudo de associação e não pode identificar a causa – foi liderado pelos pesquisadores da University of California, William Hobbs e James Fowler, colaborando com colegas do Facebook e Yale. O estudo está publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A pesquisa confirma o que os cientistas tem sabido por um longo tempo sobre o mundo offline: pessoas que tem redes sociais mais fortes vivem mais tempo. E documenta pela primeira vez que o que acontece online pode também importar: “interagir online parece ser saudável quando a atividade online é moderada e complementa as interações offline”, disse o primeiro autor do estudo, William Hobbs. “Nós vimos uma associação negativa apenas no fim extremo, ou seja, em pessoas passando muito tempo online e com pouca evidência de estarem conectadas a pessoas de outra forma”.

O autor do estudo James Fowler, disse: “felizmente, para quase todos os usuários do Facebook, o que nós encontramos é uso equilibrado e um risco menor de mortalidade”.

Os pesquisadores compararam usuários do Facebook na Califórnia com registros vitais do California Department of Public Health. Para preservar a privacidade, após serem automaticamente equiparados por nome e data de nascimento, os dados foram descaracterizados e agregados. Todas as análises foram feitas através de dados agregados e todos os dados foram observacionais.

Os pesquisadores estudaram contagens de atividade online ao longo de seis meses, comparando a atividade daqueles ainda vivendo a aqueles que tinham morrido. Todos aqueles estudados nasceram entre 1945 e 1989 e todas as comparações foram feitas entre pessoas de idade e gênero similares.

Os primeiros achados é que aqueles que estão no Facebook vivem mais tempo do que aquele que não estão. Em um determinado ano, a média de usuários do Facebook é de aproximadamente 12% menos prováveis a morrer do que aqueles que não usam o site. Mas essa é a medida mais crua dos pesquisadores, eles apontaram, e pode ser devido a diferenças sociais ou econômicas entre os grupos de usuários e não-usuários.

Entre as pessoas que realmente usam o Facebook, os pesquisadores olharam para o número de amigos, número de fotos e atualizações de status, números de postagens no mural e mensagens enviadas, para ver se pessoas que estão mais ativas viveram mais tempo. Nestas comparações, eles controlaram suas analises não apenas por idade e gênero, mas também por status de relacionamento, período de tempo no Facebook e uso de smartphone (um representante da renda).

Pessoas com média ou grandes redes sociais, no topo de 50 a 30%, viveram mais tempo do que aquelas pessoas no mais baixo 10 – um achado consistente com estudos clássicos de relacionamentos offline e longevidade.

Aqueles no Facebook com os níveis mais altos de integração social offline – medido pela postagem de mais fotos, que sugere uma atividade social cara-a-cara – tem a maior longevidade. Interações sociais apenas online, como escrever em posts no mural e mensagens, mostrou um relacionamento não-linear: níveis moderados estavam associados com a mortalidade mais baixa.

Como os pesquisadores estavam estudando uma rede social online, eles puderam também olhar para a direção de pedidos de amizade. Foram os usuários de Facebook que aceitaram o maior numero de amizades que viveram o maior tempo. Não houve relação observável para aqueles que iniciaram mais. Este achado foi um pouco desapontador, os pesquisadores observaram, porque ele sugere que as intervenções de saúde pública estimulando as pessoas para saírem e tentarem fazer mais amigos pode não ter efeito na saúde.

A pesquisa também sugere que ser “popular” faz você viver mais tempo? Talvez. De acordo com os autores, é difícil dizer de que forma isso acontece. Poderia ser que, para começar, os indivíduos que são mais propensos a viver mais tempo são mais atrativos para os outros. Isso, como eles disseram, precisa de mais pesquisa: “a associação entre longevidade e redes sociais foi identificada por Lisa Berkman em 1979 e tem sido, desde então, replicada centenas de vezes”, disse Fowler. “Na verdade, uma recente metanálise sugere que a conexão pode ser bastante forte. Relações sociais parecem ser tão preditivas de duração quanto fumar e mais preditivas do que a obesidade e a inatividade física. Nós estamos adicionando a esta conversa, ao mostrar que as relações online estão associadas com longevidade, também”.

Os pesquisadores gostariam de ver seu estudo de associação, assim como é visto o de referência de Berkman, inspirar muitos seguimentos. Eles esperam que pesquisas subsequentes levem a um melhor entendimento de que tipos de experiências sociais online são protetivas de saúde: “o que acontece no Facebook e em outras redes sociais é bem importante”, Fowler disse, “mas o que nós não podemos fazer no momento é dar recomendações, seja individual ou ampla de política pública, baseadas neste primeiro trabalho”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Facebook users who accept more friendships have a lower risk of mortality

O que a Busca de Bem-Estar Significa para o Nosso Cérebro

Em uma das edições de 2016 da Psychotherapy and Psychosomatics, Gregor Hasler, da University of Bern, analisa as implicações neuro-cientificas da busca de bem-estar.

A neurociência psiquiátrica e a psicologia acadêmica são dirigidas por um forte ‘viés de doença’. Sendo assim, para quase todos os tratamentos para prevalentes condições psiquiátricas e psicossomáticas, a maior parte da atenção é dedicada ao estresse e suas consequências. Isto leva a um reforçamento involuntário (mas inevitável) de aspectos negativos da vida. Contudo, pacientes não podem esperar os benefícios de terapias de bem-estar fundamentadas na neurociência chegarem no futuro.

Achados promissores mostram efeitos fortes e duradouros de terapia de bem-estar atualmente disponível para condições psiquiátricas severas tal como o transtorno depressivo maior. Este trabalho encoraja os médicos a implementarem promoção de saúde positiva neste momento em trabalho clínico.

Além disso, ensaios clínicos tem o potencial para comparar vários tipos de métodos de tratamento, incluindo terapias interpessoais, treino de mindfulness, abordagens cognitiva e metacognitiva, modificação de viés cognitivo e psicoterapias orientadas para o afeto, e para identificar marcadores que predizem a resposta individual a intervenções especificas.

Não há dúvidas de que os atuais insights clínicos e experiências agindo em consonância com um entendimento neurobiológico de saúde positiva fornecerá a nós opções de terapia de bem-estar novas e mais efetivas.

O autor conclui: “eu estou confiante de que nosso sistema de sentido, recompensa e prazer é mais poderoso e plástico do que nossos livros acadêmicos jamais  ousaram imaginar”.

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What the pursuit of well-being means for our brain

O Que Ganhamos Fazendo Voluntariado?

Segundo uma pesquisa, os benefícios que ganhamos são mentais e físicos.

Todo mundo sabe que voluntariar faz bem, mas é preciso fazer pesquisa para COMPROVAR essa nossa teoria 🙂 E ela está aí, relatada no texto abaixo; texto este que foi uma tradução livre que fiz de um texto em inglês:

Why doing good can do you good: The mental benefits of volunteering

Vamos ao texto!

Se nós nos sentimos bem quando fazemos uma boa ação, então deve haver um benefício psicológico ao ajudar os outros? Mas como nós podemos ter certeza disso? A melhor forma para estudar os benefícios na saúde ao se fazer boas ações é olhar para os estudos de voluntariado.

Em 2011, Daniel George conduziu um ensaio clínico randomizado com 30 adultos em Ohio, com demência de leve a moderada. Metade dos adultos passaram uma hora, de duas em duas semanas, ajudando crianças em idade escolar com leitura, com a escrita e com história. A outra metade (o grupo controle) foi especificado para não fazer nenhum trabalho voluntário. No final dos cinco meses do estudo, o estresse estava mais reduzido nos adultos que ajudaram do que nos adultos que não ajudaram.

Contudo, o estudo foi pequeno; então, em 2012, os pesquisadores conduziram uma metanálise onde dados de vários estudos são combinados e reanalisados para fornecer mais estatística confiável.

A metanálise continha cinco ensaios clínicos randomizados com um total de 477 pessoas. Eles produziram uma gama de resultados diferentes. Os tipos de voluntariado envolveram algumas formas de ensino – ou tutoriando crianças ou ajudando pessoas a aprenderem inglês como uma segunda língua. O trabalho voluntário pareceu melhorar coisas tais como função mental, atividade física,  resistência e estresse.

Entretanto, não pareceu ter um efeito positivo na saúde em geral, já que houve um número de quedas (entre voluntários idosos) e solidão. Para tornar as coisas mais complicadas, fazer o tipo errado de voluntariado – onde o voluntário coloca-se em risco de abuso verbal ou físico – pode ser prejudicial para o bem-estar da pessoa. Igualmente, alguns trabalhos voluntários podem ser prejudiciais para as pessoas que o voluntário está tentando ajudar.

Um estudo recente e bem conduzido, no Canadá, olhou para os efeitos físicos de fazer trabalho voluntário que beneficia tanto quem ajuda quanto quem é ajudado. Parece confirmar que ajudar pessoas (da forma correta) melhora a saúde do voluntário, podendo isso ser objetivado com formas medidas em laboratório.

Pesquisadores pediram para 52 estudantes de escola secundária no Canadá para fazerem trabalho voluntário uma vez por semana, ajudando jovens estudantes com suas lições de casa, esportes e outras atividades após o horário escolar. Para comparação, um grupo controle de 54 estudantes não fizeram trabalho voluntário pelo mesmo período de tempo.

Os pesquisadores então tiraram amostras de sangue de ambos os grupos – e mensuraram seu índice de massa corpórea – antes e após o estudo. As amostras de sangue foram usadas para mensurar biomarcadores que predizem se alguém é propenso a desenvolver doença cardiovascular. Ao final do estudo, os adolescentes que fizeram o trabalho voluntário tiveram maiores reduções em todos os biomarcadores associados com doença cardiovascular do que aqueles no grupo controle. Eles também perderam mais peso.

Alguns trabalhos voluntários, tal como levar para caminhar o cachorro de uma pessoa incapacitada de sair de casa por motivo de saúde , é físico e pode ajudar a melhorar sua forma física. Mas meramente conectando-se com pessoas também tem benefícios para a saúde. Voluntariado pode também afastar a sua mente de problemas e ajudar você a relaxar.

Poderia ser também um mecanismo evolucionário. Partes do cérebro ligadas a produção de dopamina e serotonina parecem ser ativados em pesssoas que doam dinheiro. Nossos ancestrais que se ajudavam eram mais propensos a sobreviver, então recebiam uma “alta” da dopamina em troca por seu comportamento altruísta. A dopamina não faz apenas a pessoa sentir-se bem: é também usada como remédio para tratar de pressão arterial baixa, doença cardíaca, Parkinson’s, TDAH e dependência química.

As boas novas é que você não tem que demitir-se para juntar-se ao Greenpeace ou trabalhar em um abrigo de refugiados para ganhar os benefícios para a saúde advindos de ajudar os outros. Você poderia, em vez disso, ajudar o próximo mendigo que você ver na rua. Por que não oferecê-lo um copo de café ou algumas roupas limpas? Fazendo estas pequenas coisas, você melhorará a vida do mendigo de uma forma dimensível e, poderá até tornar-se mais saudável também.

The Conversation

Jeremy Howick, pesquisador sênior: efeitos do placebo, epidemiologia, medicina baseada em evidência, University of Oxford

Este artigo foi originalmente publicado na The Conversation.