O Paciente Suicida e o Acesso a Armas de Fogo

Apenas aproximadamente metade dos pacientes suicidas pediram se poderiam ter acesso a armas de fogo. Atenção profissionais de saúde e familiares sobre as informações abaixo!

 

Apesar das recomendações nacionais estimularem os médicos que trabalham em serviços de emergência a perguntar a pacientes suicidas se eles tem acesso a armas de fogo ou outros implementos letais, apenas metade deles, na verdade, tiveram acesso, de acordo com um novo estudo de pesquisadores da University of Colorado Anschutz Medical Campus.

Os pesquisadores entrevistaram 1,358 pacientes de oito serviços de emergência em sete estados que tinham tentado suicídio ou estavam pensando sobre isso. “Nós perguntamos aos pacientes sobre o seu acesso a armas de fogo e então revisamos os seus prontuários”, disse a autora principal do estudo, Emmy Betz, MD, MPH, da University of Colorado School of Medicine. “Nós encontramos que, em aproximadamente 50% de casos, não há documentação por parte do médico se alguém perguntou aos pacientes sobre o acesso a armas de fogo. Isso significa que há um grande grupo de pacientes no qual nós estamos perdendo a chance de intervir”.

Uns 25% de pacientes potencialmente suicidas que disseram que tinham armas em casa mantinham pelo menos uma delas carregada de balas e destravada. Metade deles tinha fácil acesso a armas que colocavam-os em risco para futuros suicídios.

De acordo com o estudo, publicado na revista científica Depression and Anxiety, serviços de emergência (SE) são um local-chave para a prevenção de suicídio com 8% de pacientes admitidos por tentar o suicídio, por ter ‘ideação suicída’ ou pensamentos de acabar com a própria vida.

“Múltiplas visitas ao SE parece ser um fator de risco para o suicídio e muitas vítimas de suicídio são vistas no SE logo antes de sua morte”, o estudo disse. “Baseado em modelos usando dados estatísticos de estudos nacionais, intervenções baseadas em SE podem ajudar anualmente a diminuir mortes por suicídio em 20%”. Entretanto, estudos anteriores sugerem que médicos de SE são céticos sobre a efetividade de tal intervenção e não perguntam ou aconselham pacientes sobre o seu acesso a meios letais de terminar suas vidas uma vez que eles deixam o hospital.

Este estudo parece confirmar isso. “Esta taxa de avaliação é falha apesar das diretrizes nacionais recomendarem que todos os pacientes suicidas recebam aconselhamento psicológico sobre reduzir o acesso a armas de fogo e outros meios letais”, Betz diz. “A avaliação de acesso a meios letais é importante tanto para avaliação geral de risco quanto para planejamento de segurança para pacientes que estão tendo alta”.

Embora seja difícil controlar o acesso a objetos cortantes, materiais para enforcamento e medicação dada a sua abrangente disponibilidade, pacientes com fácil acesso a armas de fogo estão particularmente em alto risco.

Aqueles que cometem suicídio frequentemente fazem isto minutos após tomarem essa decisão. E aproximadamente 90% de suicídios com armas de fogo são fatais comparados com 2% de overdoses por medicação.

Betz afirma que médicos poderiam traçar um plano com os familiares destes pacientes. Eles poderiam pedir a eles para trancar armas de fogo ou removê-las da casa por um período de tempo.

Alguns médicos mostram-se relutantes quanto a perguntar aos seus pacientes sobre isto porque eles não sabem se deveriam e se o fazem, o que fazer com a informação. “É lícito e apropriado perguntar sobre isto quando é relevante tanto quanto é no caso de tentativas de suicídio ou ideação suicida”, afirma Betz. “Fazendo isso de uma forma respeitosa e  não-julgadora, ela será geralmente bem recebida. Ainda assim, não há muito treino nisto. Como consequência, nós estamos perdendo a chance de salvar muitas vidas”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Only about half of suicidal patients asked if they have access to firearms

http://www.facebook.com/cristianepassarela