O Que Fazer Quando o Seu Cônjuge Tem Transtorno de Ansiedade

O texto a seguir foi uma tradução livre do post publicado em inglês na página da ADAA https://adaa.org/finding-help/helping-others/spouse-or-partner

Quase todos os casais tem a sua cota de desafios. Contudo, quando um dos cônjuges tem um transtorno de ansiedade, ambos os parceiros enfrentam um novo conjunto de desafios e outros desafios podem ser exacerbados.

Um estudo da ADAA encontrou que pessoas que tem o transtorno de ansiedade generalizada, ou TAG, foram significativamente menos propensas a considerarem-se “saudáveis e acolhedores” com o cônjuge do que aqueles sem TAG; foram duas vezes mais prováveis a experienciar pelo menos um problema de relacionamento (isto é, entrar em discussões regularmente, evitar participar de atividades sociais) e três vezes mais prováveis de evitar intimidade com o(a) cônjuge. Embora o estudo tenha olhado especificamente para o TAG, muitos destes achados poderiam provavelmente serem aplicados para os outros transtornos de ansiedade também.

Desafios

Ter um transtorno de ansiedade está geralmente associado com um grande sofrimento pessoal, mas pode ser igualmente difícil para as pessoas que são importantes na vida desse indivíduo. Os cônjuges daqueles sofrendo com problemas de ansiedade frequentemente assumem mais do que a normal a parte deles nas responsabilidades domésticas, econômicas, de parentalidade e outras responsabilidades tais como:

  • Atividades familiares — rotinas habituais da casa são frequentemente afetadas e planos específicos ou concessões são frequentemente feitos para quem sofre de ansiedade. Um cônjuge frequentemente deve cuidar das responsabilidades familiares, tais como as contas, compras e levar as crianças para atividades. Os parceiros sentem-se sobrecarregados e esgotados.
  • Finanças e emprego — Para alguns, os sintomas dos transtornos ansiosos faz com que seja mais difícil conseguir um trabalho ou mantê-lo, o que pode trazer sérias repercussões financeiras. O cônjuge ou parceiro pode tornar-se o único provedor em determinados momentos – frequentemente um papel estressante e um dos parceiros pode não querer estar nessa posição.
  • Vida Social — Pessoas com transtornos ansiosos frequentemente evitam atividades sociais rotineiras. Infelizmente, a vida social do parceiro pode também ser atingida, fazendo com que ambos sintam-se isolados.
  • Bem-estar emocional — Cônjuges e parceiros podem sentir-se tristes, deprimidos ou assustados (por si mesmos ou por seu cônjuge) ou mesmo com raiva, ressentidos e amargos/rudes na relação com amigos e família. Eles também podem sentir-se culpados por esse sentimento.

Estes desafios podem ser assustadores. É importante perceber que com o tratamento, as pessoas com transtorno de ansiedade podem continuar a levar vidas produtivas, que inclui carreiras bem-sucedidas, vidas sociais agitadas e agendas atribuladas. Tratamento apropriado pode frequentemente ajudar a aliviar muitas questões que contribuem para o estresse do parceiro.

Apoiando o seu cônjuge/parceiro

Você pode ajudar o seu parceiro com a melhoria e recuperação oferecendo apoio e encorajamento. Aqui há algumas dicas que podem ajudar:

  • Aprenda sobre o transtorno de ansiedade.
  • Encoraje o tratamento.
  • Mostre reforçamento positivo de comportamento saudável, ao invés de criticar medos irracionais, evitação ou rituais.
  • Tome como medida de progresso a melhora individual e não compare com um padrão absoluto.
  • Ajude a estabelecer metas específicas que sejam realistas e possam ser alcançadas com um passo de cada vez.
  • Não suponha que você sabe o que o seu parceiro precisa. Pergunte como você pode ajudar. Escute com atenção a resposta.
  • Reconheça/Admita que você não entende a experiencia de um ataque de pânico ou outra forma de ansiedade irracional.
  • Entenda que pode ser desafiador saber quando ser uma pessoa paciente e quando se deve “dar um empurrão”. Alcançar um equilíbrio apropriado frequentemente requer tentativa e erro.

Recuperação requer um trabalho árduo da parte da pessoa com transtorno de ansiedade e paciência por parte do parceiro e da família. Isso pode parecer um processo lento, mas as recompensas valem muito a pena.

Seu papel no tratamento

Embora a responsabilidade final esteja nas mãos do paciente, você pode desempenhar um papel ativo no tratamento do transtorno ansioso do seu parceiro.

Profissionais de saúde mental estão recomendando cada vez mais tratamento de casal e de família para estes casos. Um profissional de saúde mental pode engajar o parceiro como co-terapeuta. Com treinamento, o parceiro pode ajudar o paciente com o uso das técnicas terapêuticas fora da sessão que são designadas pelo terapeuta. Isto pode envolver acompanhar o paciente em situações que produzem ansiedade e oferecer encorajamento para que a pessoa com transtorno de ansiedade fique na situação usando técnicas de redução de ansiedade. Isto pode também incluir ajudar um parceiro a aderir a um contrato de comportamento desenvolvido com o terapeuta para controlar respostas de ansiedade em situações quando o terapeuta nao está presente. Para algumas pessoas com TOC, isso pode limitar o quão frequentemente o paciente fará o ritual. O parceiro pode ajudar a desencorajar o paciente a repetidamente realizar o ritual e positivamente reforça períodos de tempo sem rituais.

Ajudando a si mesmo

É extremamente importante (e não um ato egoista) para parceiros daqueles que sofrem com um transtorno de ansiedade cuidarem de si mesmos. Algumas ficas podem ajudar a enfrentar o problema:

  • Não abra mão de sua própria vida e de seus interesses: envolva-se em seus interesses e hobbies para dar um tempo dos estresses de sua vida diária. Você irá sentir-se mais energizado, feliz, saudável e melhor preparado para enfrentar desafios. Não se consuma pelo transtorno do parceiro.
  • Mantenha o sistema de apoio: ter amigos e família com o qual você pode desabafar – assim como podem apoiá-lo emocionante, financeiramente e de outras formas quando o seu cônjuge/parceiro não pode – é vital.
  • Estabeleça limites: decida onde estão os seus limites e informe o seu parceiro. Este limite pode ser emocional, financeiro ou físico. Por exemplo, se o seu parceiro não está trabalhando e não está buscando tratamento, participando de grupos de apoio ou fazendo nada para ficar melhor, você pode necessitar discutir suas expectativas e como melhorar a situação. Terapia de casal pode frequentemente ajudar.
  • Busque ajuda profissional para si mesmo, se necessário: o processo de recuperação pode ser estressante para pessoas com um parceiro sofrendo de transtorno ansioso. O seu bem-estar é tão importante quanto o do seu parceiro. Se você precisa de alguém para conversar ou se você acha que pode estar sofrendo de sintomas de ansiedade ou depressão, entre em contato com o seu médico ou considere uma consulta com um profissional de saúde mental.

Exposição a Mídia Social Durante a Pandemia do Coronavírus Está Ligada ao Aumento da Ansiedade

Exposição a informação sobre o COVID-19 através da mídia social está associada com o aumento dos sintomas de ansiedade, de acordo com um recente estudo chinês. O relatório foi publicado no PLOS One.

A rápida proliferação do novo vírus COVID-19 através da China, e sua rápida transmissão para muitos outros países foi sem precedente e inacreditável. Numerosos estudos reportaram que implicações da pandemia na saúde mental são reais e, por vezes severas, tanto entre trabalhadores da área médica quanto com o público.

Como os autores do estudo apontaram, pesquisas passadas fornecem forte evidência que a exposição à midia durante uma crise pública é parcialmente responsável pelo aumento de problemas de saúde mental. Devido a incerteza acerca do COVID-19 e o rápido desenvolvimento de notícias ao redor do globo, usuários de mídia social são bombardeados com informações em uma base quase constante. A Organização Mundial de Saúde chama isto uma ‘infodemia’ e enfatiza a importante tarefa de dissipar rumores e desinformação.

Este novo estudo queria examinar a relação entre exposição a mídia social durante a pandemia e questões de saúde mental. Pesquisadores focaram-se nos dois transtornos comuns: a ansiedade e a depressão.

Um total de 4.872 adultos de 31 diferente regiões da China completaram questionários entre 31 de janeiro a 2 de fevereiro de 2020. Os questionários avaliaram exposição a mídia social, perguntando aos participantes com que frequência eles tinham sido expostos a notícias relacionadas ao COVID-19 através da mídia social na última semana. O WHO-Five Well-Being Index foi usado para medir sentimento positivo em participantes, com um escore abaixo de 13 indicando depressão. Ansiedade também foi medida usando uma escala de transtorno de ansiedade generalizada.

Resultados mostraram que 82% dos entrevistados reportaram estar frequentemente  expostos a informação sobre a pandemia através da mídia social. Cerca da metade dos entrevistados (48%) preencheram critérios para depressão e quase 1/4 deles (23%) preencheram critérios para ansiedade. Aproximadamente 19% dos entrevistados preencheram critérios para ambos os transtornos. Os autores apontaram que estas taxas são muito maiores do que a da última amostra naconal, que mostra taxas de prevalência para depressão em torno de 7% e ansiedade em torno de 8%.

Exposição a mídia social estava associada com uma maior probabilidade para ansiedade assim como uma maior probabilidade para uma combinação de ansiedade e depressão. Não foi encontrada nenhuma relação entre exposição a mídia social e probabilidade para depressão por si só.

Diferenças regionais foram também nítidas. Apesar de mostrar taxas de exposição a mídia social similares a outras regiões, aquelas na provincia de Hubei tinham aumentadas taxas de ansiedade. Pesquisadores explicam que isto não é surpreendente, dado que a provincia de Hubei foi o epicentro do surto do coronavírus e a área com as medidas mais severas de lockdown existente. 

Os pesquisadores concluiram que seus achados oferecem  uma visão significativa para as sérias consequências de saúde mental em decorrência do COVID-19, demonstrando que a exposição a mídia social durante a pandemia está intensificando a ansiedade na  população chinesa. Eles sugeriram que um importante passo é endereçar a infodemia “monitorando e filtrando informações falsas e promovendo informação acurada”.

O estudo, “Mental health problems and social media exposure during COVID-19 outbreak”, foi de autoria de Junling Gao, Pinpin Zheng, Yingnan Jia, Hao Chen, Yimeng Mao, Suhong Chen, Yi Wang, Hua Fu, and Junming Dai.

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2020/04/social-media-exposure-during-the-coronavirus-pandemic-is-linked-to-increased-anxiety-56633?

Trabalhar Durante a Pandemia do COVID-19 Pode Proteger Contra os Efeitos do Lockdown na Saúde Física e Mental dos Indivíduos

Um novo estudo na China encontrou que aqueles que trabalharam durante a pandemia apresentaram melhor saúde física e mental do que aqueles que pararam de trabalhar. O estudo foi than publicado na Psychiatry Research.

Perto do final de janeiro de 2020, o surto do COVID-19 fez com que o governo chinês fechasse a cidade inteira de Wuhan, afetando seus 12 milhões de residentes. Graduamente, outras cidades na província de Hubei tomaram medidas similares de lockdown. O impacto destas restrições na vida profissional e bem-estar dos residentes é desconhecido. Com este estudo recente, os pesquisadores esperavam fornecer insight para outros países experienciando variações de lockdown.

Uma pesquisa foi conduzida em praticamente um mês no lockdown de Wuhan e cidades ao redor, em 20 de fevereiro. Participantes foram 369 adultos de 64 juridições da China que foram afetadas pelo COVID-19, em diferentes graus. Para cada locação, foi dada um escore para a severidade da epidemia, calculando o número de casos de COVID-19 por 10.000 pessoas.

A saúde física e mental de casa sujeito foi avaliada com uma escala curta de 12 questões, a Kessler psychological distress scale e a Satisfaction With Life scale. Para examinar certos fatores que podem impactar saúde e bem-estar, foi perguntado aos participantes com que frequência eles exercitavam e se estavam ou não trabalhando durante o lockdown.

Os resultados revelaram tendências interesantes quanto a questão de trabalhar durante  a pandemia. Indivíduos que continuaram a trabalhar em casa apresentaram melhor saúde mental do que aqueles que pararam inteiramente de trabalhar. Aqueles que trabalharam no escritório durante a pandemia mostraram benefícios ainda maiores, apresentando melhor saúde tanto mental quanto física do que aqueles que pararam de trabalhar. Especificamente, aqueles trabalhando no escritório apresentaram níveis menores de sofrimento e maior satisfação de vida do que aqueles que não estavam trabalhando.

Resultados mostraram que a severidade da epidemia estava relacionada a uma satisfação de vida reduzida para pessoas que tinham questões médicas crônicas mas não para aquelas que não tiveram. Isto sugere que aquelas pessoas com problemas médicos subjacentes foram especialmente afetadas pela severidade da situação onde elas viviam.

Surpreendentemente, a severidade da epidemia estava também associada com diminuída satisfação de vida naqueles que exercitavam mais do que 2.5 horas por dia. Aqueles que exercitavam menos do que meia hora por dia, na verdade, mostraram maior satisfação de vida em áreas com os mais severos surtos, mais do que áreas menos afetadas. Os pesquisadores discutem estes inesperados achados, sugerindo: “talvez, estas pessoas podiam melhor justificar ou racionalizar seus estilos de vida inativos em cidades mais severamente afetadas … nós talvez tenhamos que prestar atenção a indivíduos ativos mais fisicamente, que podem estar mais frustrados pelas restrições devido a pandemia”.

Os autores advertem que, devido a forma como eles recrutaram os sujeitos, seus achados não são nacionalmente representativos. De qualquer modo, os achados oferecem valioso insight para os tipos de pessoas que são mais afetadas pela pandemia do COVID-19. Políticos e profissionais de saúde mental podem priorizar a dar ajuda para aqueles que pararam de trabalhar e aqueles que tem problemas crônicos de saúde. 

O estudo, “Unprecedented disruption of lives and work: Health, distress and life satisfaction of working adults in China one month into the COVID-19 outbreak”, foi autorado por Stephen X Zhang, Yifei Wang, Andreas Rauch e Feng Wei.

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2020/04/working-during-covid-19-pandemic-may-protect-against-the-mental-and-physical-health-effects-of-lockdown-56541?

Estudo Encontra Que Transtornos Ansioso, TEPT e TOC Podem Estar Ligados a Desregulação Inflamatória

Transtorno de Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Transtornos Ansiosos estão todos certamente associados com níveis altos de marcadores inflamatórios no sangue, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Depression & Anxiety

“Predominantemente, minha pesquisa examina as formas na qual as emoções e a fisiologia  influenciam e se relacionam entre si, ou seja, quando alguém experiencia emoções negativas (por exemplo, tristeza, ansiedade, raiva) frequentemente e/ou intensamente, o que isso causa a sua saúde física?”, disse a autora do estudo, Megan E. Renna, da  Columbia University.

“Tem havido uma ligação bem-estabelecida entre doença crônica e ansiedade na literatura ao longo dos anos. Mas, ainda tem estado pouco claro como os processos, ambos psicologicamente e fisicamente, contribuem para esta associação, de forma que eu quis examinar se a inflamação pode ser um destes processos entre pessoas com ansiedade, estresse traumático e transtornos relacionados ao TOC”.

“Inflamação está associada com uma série de doenças crônicas (HIV, câncer, doença cardiovascular, Alzheimer, etc.), então eu sentia especialmente importante investigar se  a ansiedade crônica e pervasiva aumenta inflamação. Espero que nós possamos  construir intervenções para melhor endereçar o impacto físico da ansiedade e aumentar a qualidade de vida e melhorar a saúde física de pessoas com ansiedade e transtornos relacionados, e então esta metanálise foi um passo nessa direção”.

No estudo, Renna e seus colegas examinaram 41 estudos de indivíduos diagnosticados com TEPT, TOC ou um transtorno ansioso. Todos os estudos incluíram grupos-controles e tiveram, pelo menos, uma medida de  inflamação no sangue.

Os pesquisadores encontraram que pessoas diagnosticadas com estes transtornos tenderam a ter nível significativamente mais alto de marcadores inflamatórios comparados a sujeitos saudáveis do grupo-controle. Mas não houve diferenças significativas entre pessoas com TEPT, TOC ou um transtorno ansioso: “ansiedade, independente do tipo específico (por exemplo: medo, preocupação, hipervigilância) pode não apenas afetar alguém psicologicamente, mas fisicamente também. Em termos das implicações físicas, inflamação sistêmica é algo que é relativamente invisível – significando que as coisas que nós sentimos podem impactar nossos corpos em formas que nós não podemos estar plenamente conscientes”, disse Renna.

“Embora nós ainda necessariamente não saibamos se isto leva a questões de saúde a longo-prazo, pode ser importante fazer tratamento para sua ansiedade para melhorar não apenas a saúde mental, mas também a saúde física”.

O estudo, como todas as pesquisas, inclui algumas limitações: “duas grandes questões ainda permanecem. Primeiro, TEPT parece estar guiando a diferença em inflamação entre pessoas com ansiedade e controles saudáveis. Mas, também parece ter muito menos  pesquisar em outros transtornos comparados a TEPT. Eu acho que é importante para o campo continuar a tentar entender como outros tipos de ansiedade aumentam inflamação. Também, será importante entender o que torna o TEPT diferente de outros transtornos em termos de seu impacto em  inflamação”.

“Segundo, esta metanálise não olhou para os processos contribuindo para maiores desregulações inflamatórias em pessoas com estes transtornos — muitos dos estudos incluídos não mediram o que conecta a ansiedade a inflamação. É importante em termos de próximos passos ser mais mecanicista em nosso entendimento de como a ansiedade está associada com inflamação para melhor aprender como interfere nesta relação e promover melhor saúde a longo-prazo para pessoas sofrendo destes transtornos”.

O estudo, “The association between anxiety, traumatic stress, and obsessive–compulsive disorders and chronic inflammation: A systematic review and meta‐analysis“, foi autorado por Megan E. Renna, Mia S. O’Toole, Phillip E. Spaeth, Mats Lekander e Douglas S. Mennin.

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Link do post original em inglês (tradução livre):

 

https://www.psypost.org/2018/12/anxiety-disorders-ptsd-and-ocd-linked-to-inflammatory-dysregulation-study-finds-52766

Pessoas Podem Usar a Ansiedade Para Motivá-las?

Um ambiente altamente estressante pode ser um trunfo ao invés de uma desgraça para alguns. De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Individual Differences, alguns indivíduos ansiosos podem usar essa experiência para motivar a si mesmo.

Pesquisas passadas encontraram que a ansiedade pode prejudicar a concentração e a memória. Mas o estudo sugere que a forma como as pessoas experienciam e respondem a ansiedade influencia seu desempenho acadêmico e profissional: “eu tenho a impressão de que muito da pesquisa em psicologia foca-se em regulação da emoção hedônica; em outras palavras, quando as pessoas esforçam-se para serem felizes”, afirma a autora do estudo, Juliane Strack de Strandklinik St. Peter-Ording. “Contudo, eu observei que há situações onde as pessoas parecem prosperar com o estresse — situações que tendem a evocar emoções negativas, tais como a ansiedade e a raiva. Isso levou-me a investigar o conceito de regulação emocional instrumental (quando nós mantemos ou buscamos emoções que ajudam-nos a atingir metas; estas emoções podem ser negativas, tal como a ansiedade em situações perigosas) assim como o eustress (estresse positivo).”

O estudo, de três partes, investigou a tendência para usar a ansiedade para auto-motivação, utilizando como sujeitos 194 adultos alemães, 159 estudantes universitários na Polônia e 270 jornalistas na Alemanha. Pessoas que pontuaram mais alto em medidas de ansiedade motivacional tendem a concordar com declarações, tais como “sentir-se ansioso sobre uma data limite me ajuda a terminar o trabalho a tempo” e “sentir-se ansioso sobre minhas metas me mantêm focado(a) nelas”.

Os pesquisadores encontraram que estudantes ansiosos com mais alta ansiedade motivacional tenderam a ter melhores notas do que estudantes ansiosos com ansiedade motivacional mais baixa. Do mesmo modo, jornalistas ansiosos com ansiedade motivacional mais alta tenderam a relatar mais alta satisfação com o trabalho do que jornalistas ansiosos com ansiedade motivacional mais baixa. Isto foi particularmente verdade entre indivíduos que estavam claro sobre seus sentimentos.

Em outras palavras, a associação típica entre ansiedade e resultados negativos pareceu estar prejudicada entre aqueles com níveis mais altos de ansiedade motivacional: “usar a ansiedade como uma fonte de motivação parece compensar os efeitos danosos de ansiedade”, Strack e seus colaboradores escreveram no estudo. “Eu espero que as pessoas possam entender o lado positivo de emoções negativas, em particular a ansiedade, que muitas pessoas tentam suprimir ou evitar”, Strack falou ao PsyPost. “Nós vemos nestes estudos que a ansiedade pode, na verdade, nos fornecer muita energia e foco. Ou seja, algumas pessoas usam a ansiedade para se motivarem, algo que nós rotulamos como ‘ansiedade motivacional’”.

O estudo teve algumas limitações: “como os estudos baseiam-se em auto-relato, pesquisas futuras podem beneficiar-se de explorar o conceito de ansiedade motivacional no contexto de índices de desempenho ou outros tipos de indicadores objetivos para motivação e/ou desempenho”, Strack explicou.

O estudo também usou uma metodologia transversal, prevenindo os pesquisadores de tirar conclusões sobre causa e efeito: “em outros estudos, nós investigamos mais o conceito de ansiedade motivacional e encontramos que pessoas diferem em como nós usamos a ansiedade para nos motivarmos: alguns usam a energia que a ansiedade pode oferecer, enquanto outros usam o valor informativo que a ansiedade pode oferecer (emoções servem como um sistema de feedback que ajuda-nos a monitorar o progresso das nossas metas; por exemplo, a ansiedade pode sinalizar que nossas metas estão ameaçadas)”, Strack adicionou.

“Além disso, ansiedade motivacional pode amortecer algumas das consequências negativas de situações estressantes: em settings experimentais assim como em estudos longitudinais, nós observamos que a ansiedade motivacional pode proteger contra a exaustão emocional, assim como ajudar as pessoas a avaliar estressores como desafios positivos, ao invés de problemas ameaçadores”.

O estudo: “Must We Suffer to Succeed? When Anxiety Boosts Motivation and Performance”, foi também co-autorado por Paulo Lopes, Francisco Esteves e Pablo Fernandez-Berrocal. Foi publicado online em maio de 2017.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/07/people-can-use-anxiety-motivate-study-finds-49274

Imigrantes São Menos Propensos a Apresentar Transtornos Mentais em Comparação a Indivíduos Nascidos nos EUA

Uma nova pesquisa fornece evidência de que imigrantes que vivem nos EUA são muito menos propensos, quando comparados a indivíduos nascidos nos EUA, a experienciar uma série de transtornos psiquiátricos. O estudo apareceu na revista científica Psychiatry Research: “ao longo dos últimos anos, eu e meus colegas conduzimos mais de duas dezenas de estudos nacionais focados na saúde e bem-estar de imigrantes nos Estados Unidos”, disse o autor do estudo, Christopher P. Salas-Wright, da Boston University.

“Pesquisa com imigrantes é absolutamente importante à medida em que os Estados Unidos é lar para um número muito grande de imigrantes – atualmente, há aproximadamente 40 milhões de indivíduos nascidos no estrangeiro e que vivem nos EUA. Uma a cada quatro pessoas nos EUA é imigrante ou é filho(a) de um(a) imigrante.

“Imigração é esperada ser responsável pela maioria do crescimento populacional ao longo dos próximos 30 anos e tornou-se uma questão polêmica no nosso discurso nacional. Prestar atenção a saúde mental de imigrantes, em particular, é importante porque nós sabemos que ajustar a vida em um novo contexto e cultura pode ser bastante estressante”.

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados da National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions (2012–2013), um estudo representativo a nível nacional de 36.309 adultos nos Estados Unidos.  Junto com entrevistas psiquiátricas estruturadas e presenciais, a pesquisa também perguntou aos seus participantes sobre seu status imigratório.

Os pesquisadores encontraram que imigrantes estavam significantemente menos propensos a preencher os critérios para uma ansiedade, depressão e transtornos relacionados a trauma. Os achados fornecem suporte para a hipótese de imigrantes saudáveis: “este estudo fornece clara evidência de que, apesar dos estresses de imigração e adaptação a vida em um novo país,  imigrantes são muito menos propensos a ter problemas de saúde mental comparados a pessoas nascidas nos Estados Unidos”, disse Salas-Wright. “Este foi o caso de  imigrantes da África, Ásia, Europa e América Latina, assim como de países campeões de enviar imigrantes tais como México, China, India e El Salvador. Nós também encontramos que imigrantes foram muito menos propensos a reportar que as mães e pais deles tiveram problemas com ansiedade ou depressão”.

“Nós defendemos que isto é mais provável porque imigração não é aleatória – pelo contrário, pessoas que são  motivadas e capazes de qualquer coisa para começar uma nova vida em um país estrangeiro são mais propensas a ser fisicamente e psicologicamente saudáveis comparadas a aquelas que não imigraram”.

“Há muito apoio a esta idéia e estudiosos até cunharam um termo para isso: o efeito do imigrante saudável. A noção básica aqui é a de que a auto-seleção é uma característica fundamental de imigração e que aqueles que optam pela imigração tendem a ser parte de um subgrupo exclusivamente  extenso e saudável”.

O estudo controlou para os efeitos confundidores principais de sociodemografia e história psiquiátrica  parental. Os pesquisadores também encontraram que o risco para os problemas psiquiátricos eram o mais baixo entre aqueles que imigraram para os Estados Unidos após a idade de 12 anos: “embora os nossos resultados fossem bastante nítidos, nós encontramos uma  importante exceção: indivíduos que imigraram durante a infância (11 anos ou mais novo) foram, em média, nem mais e nem menos propensos do que pessoas nascidas nos EUA a ter  problemas de saúde mental quando adultos”, explicou Salas-Wright.

“Isto é um padrão similar que nós temos visto com  outros desfechos – como uso de substância e obesidade – onde aqueles que imigraram quando crianças tendem a mais estreitamente assemelhar-se a pessoas nascidas nos EUA do que aqueles que imigram mais tarde”.

“Estudiosos ainda estão tentando apontar exatamente porque isto é o caso, mas há várias possibilidades. Uma é que pessoas que imigram quando crianças tendem a assumir muitos dos costumes e valores de seu novo país mais rápido do que aqueles que imigram quando adolescentes ou adultos”, disse Salas-Wright. “Pode ser que, ao ‘tornar-se mais americano’ em como eles pensam e agem, imigrantes também chegam a mais estreitamente assemelhar-se a indivíduos nascidos nos EUA em termos de risco de saúde mental”.

“É também bastante possível que aqueles que imigraram quando crianças são mais propensos a ser negativamente impactado por bullying, discriminação e outros estressores relacionados a imigração que podem  colocá-los em risco para problemas de saúde mental  como depressão e ansiedade”.

Os novos achados  encaixam-se com as pesquisas anteriores: “Nossos achados para saúde mental entre imigrantes são bastante similares ao que nós temos visto para outros problemas de saúde e comportamentais”. declarou Salas-Wright. “Ou seja, o que nós aprendemos sobre a saúde mental dos imigrantes corresponde a outros estudos mostrando que, comparado a pessoas nascidas nos EUA, imigrantes são substancialmente menos propensos a: abuso de álcool e outras drogas, cometer crimes e incitar violência, além de ter comportamentos arriscados ou perigosos em geral”.

“Embora alguns imigrantes certamente tenham problemas de saúde mental e de comportamento, um grande e crescente número de estudos deixa claro que  imigrantes são muito menos propensos a ter tais problemas do que aqueles nascidos nos EUA”.

O estudo, “Immigrants and mental disorders in the united states: New evidence on the healthy migrant hypothesis“, foi autorado por Christopher P. Salas-Wright, Michael G. Vaughn, Trenette C. Goings, Daniel P. Miller e Seth J. Schwartz.

 

 

Originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/07/immigrants-are-less-likely-than-us-born-individuals-to-experience-mental-disorders-51734

Cientistas Descobrem Resposta de Ansiedade Ligada a Áreas Cerebrais de Controle do Movimento

Pesquisadores descobriram que a resposta a ansiedade em adolescentes pode incluir não apenas as partes do cérebro que lidam com as emoções (o sistema límbico), como tem sido acreditado por muito tempo, mas também centros de controle do movimento no cérebro, que pode estar associado com inibição do movimento quando estressado (“congelamento”). Este é um pequeno estudo longitudinal, apresentado na conferência da ECNP, em Viena.

Um grupo de pesquisadores italianos e canadenses fizeram uma seleção de crianças ansiosas sociais e um grupo controle, da infância à adolescência. Os pesquisadores testaram 150 crianças de idades de 8/9 anos, para sinais de inibição social. Alguns destes mostraram ter sinais precoces de ansiedade social e uma tendência aumentada para abster-se de situações sociais. Elas também tiveram mais dificuldade para reconhecer emoções, em particular rostos expressando raiva.

As crianças ansiosas, mais as do grupo controle, foram então acompanhadas até a adolescência. Na faixa etária de 14-15 anos, foram testadas novamente para ver se sinais de ansiedade social tinham desenvolvido. Os pesquisadores também usaram MRI funcional para testar como os cérebros dos adolescentes responderam a expressões faciais de raiva.

A pesquisadora Laura Muzzarelli que faz parte do estudo, disse: “nós encontramos que quando foi apresentada uma cara de raiva, o cérebro de adolescentes socialmente ansiosos mostraram atividade aumentada da amígdala, que é a área do cérebro relativa as emoções, memória e como nós respondemos a ameaças. Curiosamente, nós também encontramos que isto produziu inibição de algumas áreas motoras do cérebro, o córtex pré-motor. Esta é uma área que ‘prepara o corpo para ação’ e para específicos movimentos. Esta é a primeira prova concreta de que emoções fortes produzem uma resposta em áreas do cérebro relativas ao movimento. Adolescentes que não apresentam ansiedade social tendem a não apresentar a inibição nos centros de movimento. Nós ainda não sabemos como esta inibição repercute no movimento – pode ser que isto tenha algo a ver do porquê algumas vezes nós ‘congelamos’ quando estamos assustados ou sob forte estresse emocional, mas isto ainda tem de ser testado. O que ela nos dá é uma possível explicação para algumas inibições motoras associadas com estresse emocional. Nós precisamos reconhecer que há algumas limitações para este trabalho. Nós começamos este estudo de 6 anos com 150 crianças, mas no momento em que chegamos na adolescência, reduzimos a área para apenas 5 crianças com ansiedade social e 5 com ansiedade social menos severa, então é uma amostra pequena”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Scientists discover response to anxiety linked to movement control areas in brain

Estudo Revela Papel do Baço em Ansiedade Prolongada Após Estresse

Cientistas estão descobrindo pistas para o que pode ser um desdobramento na relação entre o cérebro e o sistema imune naqueles que sofrem de repercussões de estresse a longo prazo .

Nova pesquisa detalha estas conexões, especificamente que uma abundância de glóbulos brancos no baço poderiam estar enviando mensagem para o cérebro que resulta em mudanças comportamentais prolongadas após as experiências de ratos de repetido estresse: “nós encontramos que células imunes no baço poderiam contribuir para ansiedade crônica seguida de estresse psicológico”, disse Daniel McKim, um estudante de pós-graduação da Ohio State University e autor do estudo. “Nossos achados enfatizam a possibilidade de que o sistema imune representa um novo alvo terapêutico para o tratamento de condições de saúde mental”.

A pesquisa foi parte de uma série de estudos relacionados apresentados na Neuroscience 2016, o encontro anual da Society for Neuroscience.

Os colaboradores de McKim, John Sheridan e Jonathan Godbout, estão trabalhando para explicar a complicada interação entre imunidade e estresse em animais que experienciaram “fracasso social repetido” em um esforço para eventualmente melhorar o bem-estar de pessoas que experienciam estresse psicológico crônico.

Neste estudo, o trio de cientistas determinou que as mudanças da célula imune persistiram por quase 1 mês após os ratos experienciarem o estresse: “o estresse parece estimular a liberação de células-tronco da medula óssea para o baço, quando eles desenvolvem em glóbulos brancos ou monócitos e expandem ao longo do tempo”, Godbout disse.

“Assim, o baço se torna um reservatório de células inflamatórias”.

Sheridan afirmou que o baço é agora entendido como sendo integral para a sensibilização que ocorre após estresse prolongado em ratos, levando a ansiedade e outros problemas cognitivos  mais adiante: “é como uma memória de estresse”, Godbout disse.

No trabalho anterior deles, os pesquisadores da Ohio State documentaram um aumento na prevalência de ansiedade a longo prazo e depressão em ratos expostos a estresse crônico, um modelo que tem sido comparado a Transtorno de Estresse Pós-Traumático em pessoas: “talvez, a ansiedade seja uma coisa boa para a sobrevivência — é evolucionariamente benéfica — mas a questão se torna o que acontece quando esse sistema é colocado para trabalhar demais. É daí é que se torna problemático”, Godbout disse.

Sheridan acrescentou: “nós estamos começando a integrar mais detalhes sobre a comunicação bi-direcional entre o cérebro e o corpo e o corpo e o cérebro”.

A pesquisa foi patrocinada pelo National Institutes of Health.

Outra pesquisa relacionada, da Ohio State, compartilhada em novembro de 2016, encontrou que:

  • Interleucina-1 — uma das várias substâncias chamadas citocinas que são fundamentais para a regulação de respostas imunes e inflamatórias — desempenha um papel crucial na resposta de estresse em ratos. Em particular, a manifestação da interleucina-1 ativa a resposta imune por parte da micróglia no cérebro e aquelas células requerendo o sistema imune, levando a uma subsequente surgimento de glóbulos brancos para o cérebro. O estudante de pós-graduação Damon DiSabato liderou a pesquisa.
  • Durante o estresse crônico, a ativação da resposta imune do cérebro em células, chamado de micróglia, leva o sistema vascular do cérebro a recrutar glóbulos brancos. Aquelas células sanguíneas ou monócitos, produzem um forte sinal que causa comportamento como o de ansiedade, em ratos. A estudante de pós-graduação Anzela Niraula liderou o estudo.
  • Tipos específicos de receptores de interleucina-1 têm um papel-chave na resposta celular para a citocina, e um tipo em particular, parece provocar uma inflamação cerebral vinculada a ansiedade, em ratos. O estudo foi liderado por Xiaoyu Liu, que é estudante de pós-graduação.
  • Drogas que imitam a cannabis pode diminuir a ansiedade e inflamação em ratos que tem estresse, um achado que poderia, eventualmente, ter implicações no tratamento de transtorno de estresse pós-traumático. Sabrina Lisboa, da Universidade de São Paulo, liderou o estudo.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/11/study-reveals-role-spleen-prolonged-anxiety-stress-45905

Probióticos Podem Reduzir Níveis de Estresse e Reduzir a Ansiedade

Probióticos ou bactérias vivas benéficas que são introduzidas no corpo, tem se tornado cada vez mais populares como uma forma de melhorar a saúde e o bem-estar. Estudos anteriores têm mostrado uma correlação direta entre micróbios do intestino e o sistema nervoso central. Agora, os pesquisadores da University of Missouri, usando um modelo de peixe-zebra, determinou que um probiótico comum, vendido em suplementos e iogurtes, pode diminuir comportamento  e ansiedade relacionado a estresse. Eles estudararam como as bactérias do intestino afetam o comportamento em peixe-zebra e se isso poderia levar a um melhor entendimento de como os probióticos podem afetar o sistema nervoso central em humanos. Seus resultados recentemente foram publicados no Scientific Reports: “Peixes-zebra são um novo modelo de espécies para estudos neuro-comportamentais e seu uso é bem-estabelecido em exame de drogas”, disse Aaron Ericsson, diretor do MU Metagenomics Center e professor no departamento de Patobiologia Veterinária. “Nosso estudo mostrou que probióticos simples que nós normalmente usamos para manter nosso trato digestivo em sincronização, poderia ser benéfico para reduzir nossos níveis de estresse também”.

Em uma série de estudos, pesquisadores testaram como peixes-zebra comportou-se após doses de Lactobacillus plantarum, uma bactéria comum encontrada em iogurte e suplementos probióticos. No primeiro estudo, cientistas adicionaram a bactéria a certos tanques abrigando peixe-zebra; outros tanques de peixe-zebra não receberam probióticos. Então, os pesquisadores introduziram estressores ambientais em ambos os grupos, tal como drenar pequenos montantes de água do tanque e superlotá-lo: “Cada dia nós introduzimos um estressor diferente — testes que estão validados por outros pesquisadores e causam maior ansiedade entre peixes-zebra”, disse Elizabeth Bryda, professora de patobiologia veterinária na MU College of Veterinary Medicine: “Estes são padrões de estresse ambiental comuns, tais como estresse e mudança de temperatura, assim fazem os testes relevantes para os humanos também”.

Ao analisar as vias genéticas de ambos os grupos de peixes, a equipe de pesquisadores encontrou que os peixes-zebras que receberam os suplementos mostraram uma redução nas vias metabólicas associadas com estresse: “ao mensurar os genes associados com estresse e ansiedade, nossos testes foram capazes de prever como este probiótico comum é capaz de beneficiar respostas comportamentais nestes peixes”, disse Daniel Davis, diretor assistente da MU Animal Modeling Core. “Essencialmente, a bactéria no intestino alterou a expressão do gene associada com vias relacionadas a estresse e ansiedade nos peixes, permitindo aumentada sinalização de particulares neurotransmissores”.

Para testar mais a sua teoria, os pesquisadores mensuraram os movimentos dos peixes nos tanques usando sofisticada medição por computador e ferramentas de imagem. Estudos anteriores de comportamento de peixes encontrou que peixes que estão estressados tendem a passar mais tempo no fundo de seus tanques. Uma vez que foi administrado probiótico para os peixes, eles tenderam a passar mais tempo na parte superior dos tanques — a mudança no comportamento indicando que estavam menos estressados ou menos ansiosos: “usando peixes-zebra, nós desenvolvemos uma plataforma relativamente barata para testar outras espécies de bactéria e probióticos e seu potencial beneficio em sistemas diferentes do corpo” Ericsson afirmou.

O estudo: “Lactobacillus plantarum attenuates anxiety-related behavior and protects against stress-induced dysbiosis in adult zebrafish”, foi publicado no Scientific Reports. O trabalho foi financiado pelo College of Veterinary Medicine. O conteúdo é exclusivamente de responsabilidade dos autores e não necessariamente representa a visão oficial das agências financiadoras.

 

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http://www.psypost.org/2016/11/common-probiotics-can-reduce-stress-levels-lessen-anxiety-46075

Ansiedade e Depressão Parental Estão Relacionadas a Problemas para Comer em Pré-Escolares?

Ansiedade e/ou depressão parental durante a gravidez e antes do filho começar a escola está associada a um aumentado risco dessa criança se tornar um “comedor exigente”, encontra uma pesquisa publicada online nos Archives of Disease in Childhood.

As associações foram evidentes para mães em ambos os períodos de tempo, mas apenas durante o período pré-escolar para os pais, os achados indicam.

O comportamento de “comedor exigente”, que é caracterizado pela consistente rejeição de determinadas comidas, é comum na infância e uma frequente fonte de preocupação para os pais, dizem os pesquisadores.

Tem sido associado com constipação, problemas de peso e questões comportamentais na criança. E tem estado associado a ansiedade e depressão pós-parto em mães.

Mas não tem estado claro se a ansiedade/depressão é causada pelos padrões alimentares da criança ou é o próprio padrão alimentar um fator de risco, nem é conhecido qual potencial impacto o estado mental do pai pode ter.

Em uma tentativa de responder a estas questões, os pesquisadores interrogaram participantes no Generation R study, que tem estado rastreando a saúde e bem-estar de crianças desde a gestação adiante desde 2002 na Holanda.

A análise atual foi baseada em 4746 pares de mães e filhos e 4144 pais, cujos filhos tinham todos nascidos entre 2002 e 2006.

Foi pedido aos pais para completarem um questionário (o BSI) durante a metade do período da gravidez e então novamente três anos mais tarde, para avaliar seus próprios sintomas de ansiedade e depressão. E mães completaram um outro questionário (o CEBQ) em padrões alimentares na infância, quando seus filhos chegaram aos 4 anos de idade. Pais também preencheram algumas questões sobre padrões alimentares de seus filhos quando eles tinham 3 anos de idade.

Aos 3 anos, aproximadamente 30% das crianças foram classificadas como comedores exigentes.

Após levar em conta os fatores influentes, tais como nível educacional e renda familiar, ansiedade materna durante a gravidez e durante o período pré-escolar, foram ambos independentemente associados com comportamento de comer exigente na época que o filho tinha 4 anos de idade. Isto foi independentemente de seus próprios sintomas quando a criança tinha 3 anos.

Cada adicional ponto que as mães fizeram na escala de ansiedade na gravidez estava associado com um ponto extra na pontuação, denotando a característica de comedor exigente no filho.

Entre os pais, apenas ansiedade durante o período pré-escolar estava associado com a característica de comedor compulsivo, no filho.

Análise adicional mostrou que não apenas eram clinicamente altas as pontuações de ansiedade maternal associada com comer de forma exigente, mas também pontuações que eram acima da média, comparadas com mães que pontuaram na média ou abaixo da média.

Assim como para a depressão, a pontuação maternal mais alta durante o período pré-natal assim como 3 anos após o nascimento estavam independentemente relacionadas a pontuações mais altas de comedores exigentes entre seus 4 anos. Os resultados foram similares para os pais.

Este é um estudo observacional, então não há conclusões definitivas que possam ser elaboradas sobre causa e efeito, mas os achados corroboram aqueles de outras pesquisas, dizem os autores do estudo.

E os achados de que os sintomas pré-natal das mães predisseram um comportamento de comedor exigente de 4 anos de idade, independentemente de se ela tinha sintomas quando a criança tinha 3 anos, “sugere fortemente que a direção das associações com sintomas pré-natais nas mães é de mãe para filho”, eles escreveram.

“Terapeutas deveriam estar cientes de que não apenas ansiedade severa e depressão, mas também formas mais leves de problemas internalizados, podem afetar comportamento alimentar na criança”, eles acrescentam.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Parental anxiety and depression linked to pre-schoolers’ fussy eating