Pressão Arterial Pode Abrir Porta para Medicina Personalizada Para TEPT

Tratamento com o uso da medicação prazosina efetivamente reduz sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) para muitas pessoas, mas aproximadamente 1/3 dos pacientes não respondem ao tratamento de jeito nenhum.

Tentativas para entender porque as pessoas respondem diferentemente, baseado em tipo ou severidade do sintoma, tem falhado até então. Agora, um novo estudo reporta que soldados com pressão arterial mais alta antes de começarem o tratamento com prazosina vêem melhor resultados da medicação. O estudo, publicado na Biological Psychiatry, é o primeiro a olhar para o marcador biológico que poderia ser usado para predizer a resposta individual a um tratamento medicamentoso para combater o TEPT: “estes achados sugerem que a pressão arterial com duração mais alta é um biomarcador que pode contribuir para uma abordagem de medicina personalizada para identificar soldados e veteranos com TEPT relacionado a combate e que provavelmente se beneficiariam da prazosina”, disse Murray Raskind, do VA Puget Sound Health Care System e a University of Washington, em Seattle, que liderou o estudo.

Um biomarcador tal como a pressão arterial teria excepcional utilidade clinica porque ela fornece um preditor facilmente mensurável e imediato de resposta ao tratamento que poderia ajudar os médicos a determinar o papel da prazosina ou uma medicação similar na estratégia de tratamento para um indivíduo.

A prazosina bloqueia os receptores α1-adrenérgicos (α1AR) e através deste mecanismo previne alguns dos efeitos da adrenalina e noradrenalina, químicos liberados pelo corpo durante o estresse: “faria sentido se a prazosina fosse o mais efetivo nestes pacientes com uma maior ativação de sistemas de noradrenalina”, disse John Krystal, editor do Biological Psychiatry.

Contudo, atividade do α1AR não pode ser mensurada diretamente em humanos. Então, os pesquisadores identificaram um marcador biológico periférico que é regulado pela atividade do α1AR; a estimulação de noradrenalina de α1AR aumenta a pressão arterial, sugerindo que a pressão arterial pode ser um útil indicador da atividade do α1AR.

Os pesquisadores analisaram os sintomas de TEPT relacionados a combate e medidas de pressão alta coletadas previamente como parte de um ensaio clínico controlado e randomizado de 67 soldados que tinham retornado do Iraque e do Afeganistão. 32 participantes tinham recebido prazosina e 35 tinham recebido placebo por 15 semanas: “a pressão arterial sistólica do pré-tratamento fortemente preveu a resposta a prazosina”, disse Raskind. Até o final do período de 15 semanas de tratamento, os participantes com uma pressão arterial inicial mais alta viram uma maior melhora em seus sintomas de TEPT, com um melhor desfecho para cada 10 mmHg aumenta acima de 110 mmHg.

Além de sugerir que a pressão arterial pode ajudar a predizer quais soldados com TEPT se beneficiarão mais do tratamento, os achados também fornecem insight para a patofisologia do transtorno: “o aumento de pressão arterial nestes pacientes com TEPT pode ser um biomarcador para pacientes que são mais propensos a se beneficiarem de prazosina”, disse Krystal. “E se assim for, pode ser um indicador útil de ativação de noradrenérgicos associados com TEPT nestes pacientes”.

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http://www.psypost.org/2016/11/blood-pressure-may-open-door-personalized-medicine-ptsd-45780

A Cultura Modela o Conhecimento de Crenças das Crianças

Uma nova pesquisa da psicóloga do desenvolvimento Stanka Fitneva, da Queen’s University, encontrou que a cultura e o ambiente podem impactar quando e como as crianças identificam suas próprias áreas de conhecimento e aquelas dos adultos em suas vidas: “crianças não sabem tudo o que os adultos sabem, nem os adultos sabem tudo o que as crianças sabem”, explica a Dra Fitneva. “Embora pesquisas anteriores tenham nos permitido ter um maior entendimento de quando esta diferenciação em entendimento entre o conhecimento especifico do adulto e da criança ocorre, muito das pesquisas tem ocorrido no ocidente. Neste estudo, nós examinamos se fatores culturais podem desempenhar um papel em como estas crenças são formadas”.

O estudo examinou dois conjuntos de crianças, consistindo de 24 crianças de 4 anos de idade e 24 crianças de 7 anos de idade, no Canadá e no Japão. Apesar de ambas serem democracias modernas e tecnologicamente avançadas, as duas nações diferem na abordagem do papel do indivíduo como parte de uma sociedade maior e a importância dada aos mais velhos. A Dra Fitneva levantou a hipótese de que esta diferença poderia impactar como as crianças e os adultos consideram o que o outro sabe e entende.

Foi pedido para as crianças identificarem se certas capacidades ou tipos de conhecimento seriam mais prováveis de serem mantidos por um adulto ou uma criança. Foi então solicitado as crianças que descrevessem seu próprio conhecimentos dos mesmos itens e tarefas e pedido para identificar conhecimento ou habilidades que crianças seriam mais prováveis de possuir do que adultos. Os pais destas crianças também participaram preenchendo um questionário, que incluiu questões perguntando o que suas crianças sabiam que eles (pais) poderiam não saber – tais como os nomes dos personagens do Bob Esponja ou outros tópicos relacionados a programas populares específicos para crianças.

A Dra Fitneva notou uma diferença entre as amostras, sobre como as crianças reconheceram seu próprio conhecimento e aqueles de crianças da mesma idade. Todas as crianças identificaram com sucesso o conhecimento ou habilidades de “adultos” tal como ‘saber como fazer canja de galinha’. Contudo, crianças japonesas auto-relataram conhecimento mais forte correlacionado com sua visão global do que as crianças deveriam saber – sugerindo que elas viam seu próprio conhecimento como sendo similar aos das crianças da mesma idade, ao invés de supor que elas se destacaram do grupo. Os pesquisadores concluíram que fatores culturais poderiam contribuir para esta diferença em como as crianças interpretam o conhecimento dos adultos: “como nós esperávamos, as crenças sobre o conhecimento especifico do adulto desenvolveria primeiro em ambas as culturas; e crenças sobre o conhecimento especifico da criança estão mais fortemente relacionados a um próprio conhecimento da criança na amostra japonesa”, afirma a Dra Fitneva.

Culturalmente, o estudo notou que as crianças desenvolvem crenças sobre o que os adultos sabem antes de serem capazes de identificar sua própria área de conhecimento. A Dra. Fitneva atesta que pesquisas adicionais são necessárias para um completo entendimento sobre como as crianças desenvolvem seu senso de conhecimento especifico para a idade e quando um nível de conhecimento real da criança diverge de seu próprio senso do que eles sabem.

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Researcher finds culture shapes children’s beliefs about their own knowledge

Pesquisadores Descobrem que o Ciclo Menstrual Afeta a Navegação Espacial e a Memória Verbal das Mulheres

Tem sido sugerido que as mulheres são melhores do que os homens para dar instruções para ir para um determinado lugar. Uma nova pesquisa da Concordia University, em Montreal, publicada na revista cientifica Psychoneuroendocrinology, mostra que isso pode ser graças aos hormônios que engatilham o ciclo menstrual: “mulheres tem algumas vezes relatado aos médicos que sua memória trabalha diferentemente dependendo de qual fase do ciclo menstrual elas estão — mesmo durante e depois da gravidez ou depois da menopausa. Isto tem levado os cientistas a se perguntarem se o estrogênio e a progesterona poderiam afetar a memória e a resolução de problemas”, diz o professor de psicologia Wayne Brake, que é co-autor do estudo: “nossa pesquisa mostra que, ao invés de prejudicar a memória em geral, o estrogênio e a progesterona podem, ao invés, provocar o cérebro para favorecer um sistema de memória ou estratégia em detrimento da outra”.

Para o estudo, os pesquisadores testaram 45 mulheres que tinham ciclos menstruais regulares. Primeiro, as participantes responderam a um questionário de “perfil hormonal” que coletou informação detalhada dos períodos menstruais, gravidez passadas, método contraceptivo e história de ingestão de hormônio sintético, além de hábitos de vida gerais.

Foi dado aos participantes uma tarefa de memória verbal, tal como lembrar uma lista de palavras e também uma tarefa de navegação virtual, tal como achar o caminho de saída em um labirinto em um videogame, que poderia ser resolvido de várias formas. No final do experimento, os participantes foram interrogados sobre como eles resolveram as tarefas do inicio ao fim.

Os resultados foram claros: mulheres que estavam ovulando desempenharam melhor sua tarefa de memória verbal. Por outro lado, as mulheres testadas em sua fase pré-menstrual foram melhores em atividades para resolver tarefas de navegação espacial.

Isso prova que as mulheres tendem a usar diferentes estratégias para resolver tarefas — tal como “navegar” um labirinto ou lembrar uma lista de palavras — dependendo de onde elas estão em seu ciclo menstrual.

Essencialmente, o estudo mostra que as mudanças hormonais que as mulheres experienciam durante todos os seus ciclos tem um impacto maior do que previamente acreditado e tem efeitos significantes em como as mulheres abordam e resolvem problemas: “isto é importante cientificamente. Nós e outros estudos tínhamos previamente mostrado que os níveis de estrogênio e progesterona em roedores influencia as diferentes regiões do cérebro, afetando vários sistemas de memória envolvidos em resolução de tarefas”, diz Brake.

“Por exemplo, quando os níveis de estrogênio estão altos, as ratas fêmeas usaram um tipo de sistema ou estratégia de memória ou versus um outro para resolver um labirinto. Este é o primeiro estudo a mostrar que isto é verdadeiro para mulheres, que resolvem tarefas em diferentes formas baseadas em seus hormônios”.

Para a autora principal do estudo, Dema Hussain, estes resultados apontam para um viés contínuo em pesquisa cientifica: “tradicionalmente, os pesquisadores e cientistas tem baseado-se no uso de participantes do sexo masculino — e ratos machos — em estudos para desenvolver medicações e tratamentos para a população em geral. Mas nós sabemos que mulheres respondem diferentemente de homens”, ela disse. “Eu espero que este estudo enfatize que mais pesquisas são necessárias para aprofundar nosso entendimento do cérebro feminino e que os esforços devem ser feitos para adaptar pesquisa futura para melhorar o nosso entendimento dos efeitos dos hormônios sexuais femininos em cognição e memória”.

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Researchers find the menstrual cycle affects spatial navigation and verbal memory in women

O Cérebro Decide se a Situação é Emocionalmente Negativa ou Positiva

Pesquisadores da Max Planck Institute for Human Cognitive and Brain Sciences, em Lípsia e a University of Haifa, em Israel, identificaram mecanismos neurais que nos ajudam a entender se uma situação social difícil e complexa é emocionalmente positiva ou negativa: “quando alguém ofende você sorrindo ao mesmo tempo, o cérebro deveria interpretar isso como um sorriso ou uma ofensa? O mecanismo que nós encontramos inclui duas áreas do cérebro que agem quase como um ‘controle remoto’ e que juntas, determinam qual o valor que deve-se atribuir a uma situação e de acordo com que outras áreas do cérebro deveriam estar “ligadas” e quais deveriam estar ‘desligadas’ “, explica a Dra. Hadas Okon-Singer, da University of Haifa, uma das principais autoras do estudo.

Nós todos estamos familiarizados com a expressão: “eu não se eu rio ou se choro”, referindo-se a uma situação que inclui ambos – elementos positivos e negativos. Mas como o cérebro, na verdade, entende o “se eu rio ou se choro”?. A Dra. Okon-Singer explica que estudos anteriores já haviam identificado os mecanismos pelo qual o cérebro determina se algo é positivo ou negativo. Contudo, a maioria dos estudos focou-se em situações dicotômicas – os participantes eram submetidos a um estímulo completamente positivo (um bebê sorrindo ou um casal de namorados) ou a um estímulo completamente negativo (um corpo morto). O presente estudo buscou examinar casos complexos envolvendo ambos os estímulos (positivos e negativos).

Em um novo estudo publicado em 2016 na revista cientifica Human Brain Mapping, um grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Christiane Rohr, do Max Planck Institute (na Alemanha) e a Dra. Okon-Singer, do departamento de psicologia da University of Haifa buscaram localizar o mecanismo neural que “escolhe” se uma dada situação é positiva ou negativa e classifica situações diferentes que são emocionalmente confusas. Para simular a ausência de clareza emocional, os pesquisadores apresentaram aos participantes cenas de filmes conflitantes emocionalmente, tal como o filme: “Cães de Aluguel”, de Quentin Tarantino. Este filme inclui muitas situações complexas, tal como uma cena onde uma pessoa está torturando uma outra enquanto sorri, dança e fala com sua vítima de uma forma amigável.

Os participantes no estudo assistiram as cenas do filme enquanto estavam dentro de uma máquina de MRI, e mais tarde reportaram se tinham sentido que cada cena que haviam assistido incluiu um conflito. Para cada momento do filme, os participantes também pontuaram a extensão pelo qual sentiram que os elementos positivos eram dominantes, significando que a cena era agradável de assistir ou a medida que elementos negativos prevaleceram, significando que a cena foi desagradável de ver.

Como em estudos anteriores, os pesquisadores identificaram duas redes ativas – uma que opera quando nós percebemos a situação como positiva e uma outra que opera quando nós a percebemos como negativa. Pela primeira vez, contudo, foi identificado como o cérebro troca entre estas duas redes. O estudo encontrou que a transição entre atividades na rede positiva ou negativa é facilitada pelas duas áreas no cérebro – o sulco temporal  superior (STS) e o lobo parietal inferior (LPI). Estas áreas formam parte das redes negativa e positiva, mas também agiram quando os participantes sentiram que a cena do filme simbolizava um conflito emocional. O STS foi encontrado como estando associado com a interpretação de situações positivas, enquanto que o LPI está associado com a interpretação de situações negativas.

A Dra. Okon-Singer explica que estas duas áreas efetivamente funcionam como “controles remotos” que entram em ação quando o cérebro reconhece que há um conflito emocional. As duas áreas parecem “falar” uma com a outra e interpretam a situação para decidir se uma estará ligada e a outra desligada, assim determinando qual rede estará ativa: “o estudo sugere que estas áreas podem influenciar o valor – positivo ou negativo – que será dominante em um conflito emocional através do controle de outras áreas do cérebro”, ela adicionou.

A Dra. Okon-Singer antecipa que a descoberta das áreas do cérebro que nos permite identificar situações e conflitos emocionais agora facilitará pesquisas futuras para examinar porque este mecanismo não funciona apropriadamente em algumas pessoas: “nós esperamos que, ao entender a base neural da interpretação de situações como positiva ou negativa, isso nos ajudará no futuro a compreender os sistemas neurais das populações que tem dificuldades emocionais. Isto nos permitirá desenvolver técnicas terapêuticas para fazer as interpretações entre estas populações mais positivas”, os pesquisadores concluíram.

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How the brain decides if a situation is emotionally negative or positive

Psicose Pós-Parto

Mulheres grávidas com transtorno bipolar e suas famílias e médicos deveriam estar cientes de um risco significativamente mais alto de desenvolverem psicose pós-parto, de acordo com uma nova revisão de literatura da Northwestern Medicine no transtorno raro e sub-pesquisado.

A Psicose pós-parto quase sempre origina-se de transtorno bipolar mas frequentemente passa despercebida por causa de sua raridade e ausência de pesquisa no assunto, de acordo com uma revisão da Northwestern Medicine, Stanford University e Erasmus Medical Center nos Países Baixos.

Compondo o problema, médicos são relutantes para prescrever lítio para mulheres amamentando por medo de que a droga impactará negativamente o bebê. Contudo, um pequeno número de mulheres tratadas com lítio e que amamentam seus bebês tem sido estudadas e os bebês não tiveram efeitos adversos com cuidadoso seguimento do caso, Wisner disse. O lítio é a medicação mais efetiva e com ação rápida para tratar psicose pós-parto.

A psicose pós-parto aumenta o risco de uma mãe machucar ou matar o seu bebê ou ela mesma: “geralmente, o risco da medicação é menor do que o risco do transtorno descontrolado”, afirmou a autora Dra. Katherine Wisner, da Northwestern University Feinberg School of Medicine. “Este é um transtorno realmente sério e ninguém gosta de tratar mulheres com medicação durante a gravidez ou o período de amamentação, mas também há certamente risco bastante alto em não tratá-la, tal como o risco de suicídio”, Wisner disse.

O lítio é recomendado como a primeira linha de medicação, de acordo com a revisão, que foi publicada em setembro de 2016, na The American Journal of Psychiatry.

Conscientização de que é um transtorno tratável e diagnosticá-lo pode prevenir tragédias, de acordo com a revisão. Mas apenas uma ou duas de cada 1.000 mulheres são afetadas e com a ausência de pesquisa no transtorno, o diagnóstico pode ser perdido: “as pessoas acham que uma vez que estão grávidas, não tem direito ao seu corpo, mas o que acontece com a mãe acontece com o feto — uma mãe mentalmente saudável é crucial para o desenvolvimento do feto e do bebê”, Wisner afirmou. “E estas mulheres frequentemente experienciam boas respostas com o tratamento de lítio”.

Depressão pós-parto deveria não ser confundida com psicose pós-parto, Wisner enfatizou. Mulheres com depressão pós-parto podem ter sintomas que podem incluir fadiga, ansiedade e frequentemente pensamentos obsessivos, tal como medo de que elas colocarão seus bebês em perigo (“e se eu afogar o bebê no banho?”). Elas frequentemente lavam obsessivamente suas mãos antes de tocar seus bebês e checam-os a cada 10 minutos para ter certeza de que seus bebês estão respirando. Estes pensamentos são bastante perturbadores para mulheres experienciando depressão pós-parto, mas não há alucinações, delírios ou sintomas psicóticos.

Início agudo de psicose pós-parto é muito mais severo, com mulheres frequentemente parecendo “repentinamente desorganizadas e confusas como se estivessem em algum tipo de delírio”, disse Wisner. Algumas com esse diagnóstico sofrem de delírios tal como uma “força das trevas ou fora do corpo que faz com que queiram machucar o seu bebê”, Wisner adicionou.

Um outro importante achado da revisão, Wisner atestou, foi que os médicos devem distinguir entre diferentes tratamentos para os dois grupos de mulheres que desenvolvem psicose pós-parto: aqueles que tem episódios apenas no pós-parto e aquelas que tem episódios de humor mais crônico durante e após a gravidez: “para mulheres que tem apenas episódios pós-parto, eu sempre recomendo: ‘o bebê sai, o lítio entra’ e você oferece medicação imediata para prevenir um episódio de psicose”, Wisner disse.

Mulheres com transtorno bipolar mais crônico normalmente requerem medicação durante a gravidez para permanecerem bem e seu médico deveria monitorar sua dosagem frequentemente para ajustar as mudanças metabólicas do corpo ao longo da gravidez, Wisner afirmou.

Por fim, a revisão chama atenção para a ausência de cuidado conjunto de mãe-bebê oferecido em hospitais psiquiátricos nos Estados Unidos.  “Em outros países, há unidades de admissão conjunta mãe- bebê no qual as mães são admitidas com os seus bebês  e famílias podem vir também, assim elas são tratadas como uma unidade”, Wisner disse. “Na América, elas são admitidas em um hospital psiquiátrico, que pode não permitir visitação do recém-nascido, tornando impossível para a mãe amamentar ou cuidar de seu bebê durante a sua recuperação”.

Devido a uma pequeno número de casos de psicose pós-parto disponíveis para o estudo, há muito poucos experts. A American Journal of Psychiatry solicitou esta revisão para desenvolver uma visão atualizada e abrangente do transtorno: “todo mundo sabe que uma mulher com transtorno bipolar — é aproximadamente 1 a 5% da população”, Wisner atestou. “Estas mulheres precisam estar cientes de que a psicose pós-parto é uma possibilidade e que há tratamentos preventivos que são altamente efetivos”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Postpartum psychosis big risk for mothers with bipolar disorder

27 de Agosto: Dia do Psicólogo

Este já é o décimo sétimo dia do Psicólogo que eu comemoro 🙂

Eu ainda consigo me lembrar do primeiro, eu…recém-formada e cheia de sonhos e expectativas na bagagem.

Aquela jovem de 23 anos que achava que seria arqueóloga e que caiu de pára-quedas no curso de Psicologia (por influência de uma amiga).

Aquela jovem que, já no primeiro semestre do curso, viu que o conhecimento adquirido tinha tudo a ver com a sua forma de ver o mundo e que, SIM, poderia tornar-se sua profissão ajudar ao próximo 😉

Aquela jovem que “sacrificou” vários momentos de sua vida social/pessoal para adquirir conhecimento que, HOJE, é tão útil.

Aquela que já chegou a ser uma WORKAHOLIC… e hoje, sabe que todo esse INVESTIMENTO (emocional e financeiro) valeu à pena.

Aquela que sente muita gratificação ao ouvir de um paciente o QUANTO o seu trabalho ajudou a mudar (para melhor) a vida daquela pessoa (e por consequência, das pessoas à volta dela). Isso é algo que não tem preço!

Aquela que é muito grata a todos os MESTRES que passaram pela minha vida profissional e que a ensinaram a ser a profissional que é hoje.

Aquela que é grata a todos os pacientes que a ESCOLHERAM como ferramenta de mudança.

Aquela que busca sempre dividir o seu conhecimento com alunos e supervisionandos, tendo como meta sempre apresentar material baseado em evidência.

Aquela que já recebeu muitas oportunidades ao longo de sua carreira e que, NUNCA vai conseguir deixar de atuar na área que mais tem paixão: a SAÚDE MENTAL.

E hoje, nesse dia tão especial para mim, quero dar os parabéns a todos aqueles profissionais que comemoram hoje esse dia comigo 😉

PARABÉNS, PSICÓLOGO! ❤

Exposição à Poluição no Pré-Natal Associada com Problemas Emocionais e de Impulsividade em Crianças

Tradução livre do texto publicado em inglês: http://www.psypost.org/2016/03/prenatal-exposure-air-pollution-linked-impulsivity-emotional-problems-children-41760

A exposição a poluentes comuns do ar durante a gravidez pode predispor crianças a problemas de controle dos pensamentos, emoções e comportamentos no futuro, de acordo com um novo estudo conduzido por pesquisadores da Columbia Center for Children’s Environmental Health da Columbia University’s Mailman School of Public Health e o New York State Psychiatric Institute.

O novo estudo é o primeiro deste tipo a examinar os efeitos de exposição nos primeiros anos de vida a um poluente atmosférico conhecido como PAH (polycyclic aromatic hydrocarbons, em português: hidrocarbonetos policíclicos aromáticos) em comportamentos de auto-regulação e competência social que incorpora avaliações diversas através da infância. Crianças com poucas habilidades de auto-regulação tem dificuldade de controlar pensamentos, emoções e impulsos disruptivos; pouca competência social limita a habilidade deles de se dar bem com os outros. O estudo foi publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry.

PAH estão onipresentes no ambiente de emissões de veículos motores, na queima de óleo e carvão para aquecedores de casas e geração de energia, na fumaça do cigarro e em outras fontes de combustão (mais informações sobre PAH e formas de limitar a exposição podem ser encontrados no website da CCCEH). Exposição pré-natal a PAH tem sido associada com Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), sintomas de ansiedade, depressão e desatenção; e também transtornos comportamentais, que são entendidos como estando relacionados a déficits em auto-regulação.

A principal investigadora da pesquisa, Amy Margolis, Professora assistente de Psicologia Médica no departamento de Psiquiatria da Columbia University Medical Center e New York State Psychiatric Institute e colaboradores, analisaram amostras de sangue materno e resultados de testes das crianças de 462 pares de mãe-filho, um subgrupo de um estudo de coorte da CCEH na cidade de Nova York (NYC), da gestação até a primeira infância. Exposição maternal a PAH foi determinado pela presença de adutos de DNA-PAH na amostra de sangue das mães.

Crianças foram testadas com o Child Behavior Checklist (CBCL) para idades de 3 à 5, 7, 9 e 11. Os escores obtidos do CBCL foram usados para criar um escore composto para a Deficient Emotional Self-Regulation Scale (DESR) e escores mais altos no DESR indicaram capacidades reduzidas para auto-regulação. Os investigadores encontraram que crianças cujas mães tiveram maior exposição ao PAH na gestação tiveram escores significativamente piores no DESR  na faixa etária de 9 e 11 do que as crianças cujas mães tiveram menos exposição a PAH na gestação. Ao longo do tempo, crianças com baixa exposição seguiram um padrão de desenvolvimento normal e tiveram um melhor desenvolvimento na função auto-regulatória, mas as crianças com maior exposição não, enfatizando o efeito a longo-prazo de exposição nos primeiros anos de vida para PAH. Adicionalmente, pesquisadores encontraram que o escore do DESR teve um efeito mediador em testes de competência social, indicando que auto-regulação é um fator importante no desenvolvimento da competência social.

A evidência de que exposição pré-natal ao PAH conduz a efeitos a longo-prazo em capacidades auto-regulatórias durante segunda e terceira infância sugere que exposição ao PAH pode ser um fator importante de base e contribuinte  para a gênese de uma série de problemas de saúde mental na infância. Em termos de um mecanismo potencial, pesquisadores sugerem que exposição pré-natal a PAH pode causar danos em circuitos neuronais que controlam respostas motoras, atencionais e emocionais. Novos déficits em auto-regulação podem predispor crianças a se tornarem engajadas na adolescência em comportamentos de alto risco.

“Este estudo indica que exposição pré-natal a poluição do ar causa impacto no desenvolvimento da auto-regulação e como tal pode fundamentar o desenvolvimento de muitas psicopatologias infantis que derivam de déficits em auto-regulação, tais como Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade, Transtorno Obsessivo Compulsivo, Transtornos relacionados ao uso de substâncias e Transtornos Alimentares”, diz Margolis.

 

 

Abuso Emocional na Infância e Enxaqueca na Idade Adulta

Como falei no meu post de apresentação, tenho como meta fazer traduções livres de artigos relacionados a assuntos que eu considero interessantes e que, por estarem na língua inglesa, dificultam o acesso aos falantes da língua portuguesa que não falam inglês 😉

No final do post, consta o link em inglês para quem quiser!

“Crianças que foram abusadas emocionalmente podem ser mais suscetíveis a experienciar enxaqueca na idade adulta”.

Crianças que foram abusadas emocionalmente podem ser mais suscetíveis a experienciar enxaqueca na fase de adulto jovem, de acordo com um estudo preliminar que será apresentado no Encontro Anual da Academia de Neurologia que acontecerá em Vancouver, no Canadá, em abril deste ano. Os achados desse estudo mostram uma ligação entre enxaqueca e abuso e esta ligação foi mais forte para abuso emocional do que para abuso físico ou sexual.

De acordo com o autor da pesquisa (Gretchen Tietjen), da Universidade de Toledo (em Ohio), “o abuso emocional mostrou a relação mais forte para o risco de enxaqueca” e “abuso na infância pode ter efeitos a longo prazo na saúde e bem-estar”.

Neste estudo, abuso emocional foi avaliado da seguinte forma: o entrevistador perguntava ao entrevistado: “com que frequência um dos seus pais ou um outro cuidador (adulto) dizia coisas que realmente machucavam seus sentimentos ou faziam você sentir que não era querido ou amado?”.

Este estudo incluiu dados de 14.484 pessoas entre a faixa etária de 24 a 32 anos. Aproximadamente 14% dos entrevistados reportaram que foram diagnosticados com enxaqueca. Foi perguntado aos participantes do estudo se eles haviam experienciado na infância algum tipo de abuso emocional, físico ou sexual.  Abuso físico foi definido como sendo esmurrar, chutar ou empurrar a pessoa no chão, na parede ou mesmo escada abaixo. Abuso sexual incluía toque sexual forçado ou relações sexuais. Aproximadamente 47% dos participantes responderam “sim” para a pergunta se eles já haviam sido abusados emocionalmente, 18% para a pergunta se haviam sido abusados fisicamente e 5% para a pergunta se haviam sido abusados sexualmente.

Para aqueles participantes que tinham o diagnóstico de enxaqueca, 61% disse que eles haviam sido abusados na infância. Daqueles que nunca tiveram enxaqueca, 49% disseram que foram abusados. Daqueles que foram abusados, 55% foram mais suscetiveis a experienciar enxaqueca do que aqueles que nunca foram abusados após levar em conta faixa etária, renda, raça e gênero.

Para aqueles que foram abusados emocionalmente, 52% eram mais suscetíveis a ter enxaqueca do que aqueles que não foram abusados, após levar em conta outros tipos de abuso assim como faixa etária, renda, raça e gênero. Em contraste, aqueles que foram abusados fisicamente ou sexualmente não foram significativamente mais suscetíveis a ter enxaqueca do que pessoas que não foram abusadas.

O relacionamento entre abuso emocional e enxaqueca permaneceu quando pesquisadores adaptaram os resultados levando em conta depressão e ansiedade. Nessa análise, das pessoas que haviam sido abusadas emocionalmente, 32% eram mais suscetíveis para ter enxaqueca do que aquelas pessoas que não foram abusadas.

Tietjen notou que o estudo apresenta uma associação entre abuso emocional na infância e a ocorrência bastante comum de enxaqueca. Isso não mostra causa e efeito, embora os achados que a probabilidade de ter enxaqueca aumenta com o número aumentado de tipos de abuso é sugestivo.  

“Mais pesquisas são necessárias para melhor entender a relação entre abuso na infância e enxaqueca”, disse Tietjen. “Isto é também algo que os médicos podem querer considerar quando tratam pessoas com enxaqueca”.

Esse é o link da reportagem em inglês:

Children who are emotionally abused may be more likely to experience migraine as adults

E você, concorda ou não? Se gostou, pode curtir o post e deixar o seu comentário ❤

“Isso É Frescura!”

ISSO É FRESCURA!”. Eu não sei de vocês, mas TODAS as vezes que eu vejo alguém falando isso para alguém que está deprimido ou ansioso, eu tenho vontade de dar um chacoalhão nessa pessoa!!!

E sabe o motivo? Te conto agora 😉

Depressão e Ansiedade Generalizada (por exemplo) são consideradas DOENÇAS ou mais tecnicamente falando, TRANSTORNOS MENTAIS. E isso não é a minha opinião ou de qualquer outra pessoa: isso está lá na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) e no DSM-V (da Associação Americana de Psiquiatria), os dois manuais utilizados por profissionais de saúde mental para diagnosticar pacientes.

Por mais que as pessoas não queiram aceitar, Depressão e quadros ansiosos são DOENÇAS. E ponto. Não há o que se discutir quanto a isso. Contudo, além de ouvir pessoas falando que Depressão/quadros ansiosos não são doenças, ainda temos que ouvir mais alguns absurdos que eu juro…sempre torço para estar lendo/ouvindo errado. Eu vou listar para vocês alguns dos comentários que eu já ouvi/li sobre esses assuntos:

  • “Isso é frescura”;
  • “Isso é falta de Deus”;
  • “Isso é preguiça”;
  • “Isso é porque você é uma pessoa fraca”;
  • “É só pensar positivo que isso passa”;
  • “Isso é falta de uma pia e um tanque”, etc.

Infelizmente, este tipo de comentário é algo que poderia e DEVERIA ser evitado. E por que será que eu bato sempre nessa tecla?

Porque É MUITO NOCIVO este tipo de comentário para quem está passando por um quadro depressivo ou ansioso. Será que alguém GOSTA de ficar doente? Será que na cabeça do paciente já não passa culpa pelo quadro apresentado? Possivelmente sim! Precisa alguém vir de fora e REFORÇAR este tipo de sentimento/pensamento na vida desses pacientes? Eu acredito que NÃO! (e espero que esta também seja a sua resposta 😉 ).

Por isso, sempre que você ouvir alguém falando este tipo de blábláblá, POR FAVOR, não xingue, mas EDUQUE esta pessoa. Se preciso, traga informações com porcentagens, por exemplo. Acredito que esse é um dos caminhos para que este tipo de pensamento possa ser mudado.

Se você tem alguém na sua vida (família, amigo, colega de trabalho, etc.) que está passando por algum problema dessa natureza (aqui expando para os demais problemas mentais), não JULGUE! Esteja aberto para escutar o que a pessoa tem para dizer e ofereça seu apoio e carinho. Diga que entende o que ela está passando e compartilhem informações sobre aquilo no qual a pessoa está passando. Você não está na pele dela para saber o que ela está sofrendo. Ofereça um ombro amigo e mostre-se disponível para conversar. E, em muitos casos, o que para você parece pouco, para quem está recebendo é MUITO.

O objetivo deste post de hoje não foi ficar falando sobre depressão e ansiedade pois estes serão temas de outros posts. Meu objetivo maior foi trazer à tona um assunto que traz sofrimento à todas aquelas pessoas acometidas por um transtorno mental: o preconceito através da desinformação sobre o assunto. E, olha, se depois desse nosso papo você AINDA acha que transtornos mentais são FRESCURAS, só peço uma coisa: mantenha essa idéia para si! 🙂 Quando você ler algo sobre o assunto no facebook, por exemplo, pule o post e vá para outro. Ou ainda, se o seu amigo estiver falando algo sobre o tema, apenas sorria e escute. Porque… as palavras machucam SIM, principalmente se já estamos mais sensíveis.

Se pelo menos UMA pessoa mudar de opinião sobre esse assunto hoje, meu objetivo foi atingido 😉

Adoraria poder ouvir o comentário de vocês sobre esse assunto! ❤

Criando o blog em 3, 2, 1…

saude_mental_maior

(Fonte: http://www.google.com.br)

 

Esse projeto do blog é algo antigo, mas que foi sempre deixado de lado porque sempre tinha algo que precisava ser feito com mais urgência. Contudo, a “urgência” de se criar um blog no qual eu pudesse passar um pouquinho do meu conhecimento de psicóloga, conhecimento este que vem sendo criado desde 1994, fez-se presente e cá estou!

A minha ideia é a de escrever posts sobre temas em saúde mental e todos voltados para o público em geral.

Quero poder trazer para o blog um pouco de informação advinda dos artigos científicos (publicações sérias) e da minha vivência como psicóloga. Todas as informações presentes aqui estarão em português (mesmo o texto que usei como referência para escrever o post esteja em outro idioma).

Hoje em dia, temos muita coisa sendo publicada na net e é preciso separar o que vale e o que não vale a pena.

Por fim, o meu maior objectivo é trazer informações relevantes sobre o tema e ajudar as pessoas que necessitam delas 😉

Para os assuntos que são pertinentes e no qual eu não tenho muito conhecimento, trarei algum colega de profissão para falar sobre o tema.

Espero que gostem do blog e ficarei muito feliz em poder responder à todas as perguntas.

E lembre-se: NADA substitui a avaliação de um profissional qualificado. Se você achar que está sofrendo de algum transtorno mental, não deixe de buscar atendimento com um psicólogo e/ou psiquiatra.