Um Resumo da Minha Formação Como Profissional de Saúde Mental

  • Doutoranda do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), (não-matriculada), 
  • Mestre em Ciências – Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), orientada pelo professor Dr. Jair de Jesus Mari,
  • Especialista em Psicologia da Saúde – Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP),
  • Certificada em Terapia Cognitiva Processual (TCP),
  • Formação de Psicologia, pela Universidade de Fortaleza (1999),
  • Licenciatura em Psicologia, pela Universidade de Fortaleza (1997),
  • Professora assistente do Curso de Formação em Terapia Cognitiva Processual (TCP), 
  • Treinada pelo Instituto Beck,
  • Formação em Terapia de Casal, pelo PAREJA, coordenado pelo Dr. Raphael Fischer,
  • Tradutora e revisora de livros e artigos em TCC e Saúde Mental,
  • Psicoterapeuta trilingue, supervisora e consultora da NYC Cognitive Therapy
  • Possui o visto O-1 (visto de habilidades extraordinárias) desde 2017.
  • Prêmio “Contribution to the Field Award”, do Trial-Based Cognitive Therapy Institute (2018)

Trabalhei como psicóloga no Brasil por 8 anos e atualmente a minha licença profissional em NY é a de Licensed Mental Health Counselor (LMHC)

Grupos de Estudos em Terapia Cognitivo-Comportamental(TCC)

Atualmente, sou facilitadora de dois grupos de estudos:

  1. Terapia Cognitivo-Comportamental – seguimos o livro da Judith Beck: TCC – Teoria e Prática
  2. Psicopatologia, TCC e COVID

Uma nova turma do primeiro grupo começará no mês de MAIO (na primeira quinta-feira do mês).

Uma breve explicação de como os grupos funcionam e de como este funcionará:

  • Público-alvo: estudantes e profissionais de saúde interessados na aprendizagem de TCC.
  • Duração: 12 meses
  • Frequência: UMA vez por mês, por 1 hora e meia (90 minutos).
  • Certificado: será dado de acordo com a frequência
  • Data dos encontros: primeira QUINTA-FEIRA do mês.
  • NÃO É UM GRUPO DE SUPERVISÃO
  • Conteúdo programático abrangendo os conceitos e as técnicas de TCC, de acordo com os capítulos do livro
  • Material: livro Beck, J. S. (2013). Terapia Cognitiva-Comportamental: teoria e prática. 3ª Ed. Porto Alegre. Artmed. 2022, 432 p. O livro será providenciado pelo aluno.
  • Investimento: R$780, a ser depositado em uma conta, por pix, no Brasil.
  • Máximo de 20 participantes por turma.
  • Acesso ao encontro: online (via zoom), através de um link disponibilizado via Grupo de WhatsApp (restrito aos participantes) 15 minutos antes do horário de início
  • Proibido gravar video/áudio do encontro.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Encontro 1: Introdução à terapia cognitivo-comportamental (capítulo 1)

Encontro 2: Visão geral do tratamento na TCC e a relação terapêutica (capítulo 2 e 4)

Encontro 3: Conceitualização Cognitiva e Sessão de Avaliação (capítulos 3 e 5)

Encontro 4: Programação das atividades, planos de ação & Planejamento do tratamento (capítulos 7, 8, 9)

Encontro 5: Estrutura da 1ª sessão (capítulo 6)

Encontro 6: Estruturação das sessões posteriores e problemas na estruturação das sessões (capítulos 10 e 11)

Encontro 7: Identificação de Pensamentos Automáticos e Emoções (capítulos 12 e 13)

Encontro 8: Avaliação e Respostas dos Pensamentos Automáticos (capítulos 14 e 15)

Encontro 9: Introdução às crenças e a modificação delas (capítulos 17 e 18)

Encontro 10:Integração de mindfulness à terapia cognitivo-comportamental & o Imaginário (capítulos 16 e 20)

Encontro 11: Técnicas adicionais e problemas na terapia (capítulos 19 & 22)

Encontro 12: Término do Tratamento e Prevenção de Recaída (capítulo 21)

PS: o grupo de psicopatologia já está em andamento e no momento há uma lista de espera para a nova turma. A próxima turma deve acontecer no mês de junho. É possível entrar neste grupo em andamento e depois seguir os primeiros encontros na próxima turma.

Para inscrições e maiores informações, mandar e-mail para passarelapsy@gmail.com

Estudo Reporta Associação Significante Entre Pesadelos e Comportamento Suicida

Um estudo afirma que o relacionamento entre pesadelos e comportamentos suicidas é parcialmente mediado por um caminho composto por vias de  derrota, aprisionamento e desamparo.

Os resultados apresentam que pensamentos, planos ou tentativas suicidas estavam presentes em 62% de participantes que experienciaram pesadelos e apenas 20% daqueles sem pesadelos. Análises múltiplas sugerem que pesadelos podem agir como um estressor em pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Os pesadelos podem desencadear tipos específicos de pensamentos cognitivos negativos — tal como derrota, aprisionamento e desamparo — que reforça pensamentos e comportamentos suicidas. Os caminhos entre pesadelos e comportamentos suicidas parecem operar independente da comorbidade insônia e depressão: “o TEPT aumenta o risco de pensamentos e comportamentos suicidas e nosso estudo apresenta que pesadelo, um sintoma característico de TEPT, pode ser um importante alvo do tratamento para reduzir risco de suicídio”, diz a principal investigadora, Donna L. Littlewood, pesquisadora em ciências humanas e médicas na University of Manchester. “Este estudo enfatiza a importância de especificamente avaliar e mirar os pesadelos naqueles indivíduos experienciando TEPT. Além disso, monitorar e mirar os níveis de avaliações cognitivas negativas tais como derrota, aprisionamento e desamparo, podem reduzir pensamentos e comportamentos suicidas”.

Os resultados do estudo foram publicados na  edição de março de 2016 do Journal of Clinical Sleep Medicine.

A Academia Americana de Medicina do Sono informa que pesadelos são vívidos, realistas e sonhos perturbadores tipicamente envolvendo ameaças de sobrevivência ou segurança, que frequentemente evoca emoções de ansiedade, medo ou terror. Um transtorno de pesadelo pode ocorrer quando pesadelos repetidos causam sofrimento ou deficiência em funcionamento social ou ocupacional. Pesadelos começando dentro dos 3 meses de um trauma estão presentes em até 80% de pacientes com TEPT e estes pesadelos pós-traumático pode persistir ao longo da vida.

Dados para este estudo foram coletados de 91 participantes que tinham experienciado eventos traumáticos, 51 daqueles que preenchiam critérios para TEPT atualmente e um adicional 24 de quem relatou um diagnóstico anterior de TEPT. Pesadelos foram medidos pela soma das taxas de frequência e intensidade de itens relevantes na clinician-administered PTSD scale. Participantes também preencheram questionários de medidas de comportamento suicida, desamparo, derrota e aprisionamento. Dadas as interações entre insônia, TEPT e suicídio, uma medida de insônia foi incluída como uma co-variável. Analises foram também conduzidas com e sem estes participantes que tinham a depressão como comorbidade.

Este estudo foi conduzido sob a supervisão de Simon D. Kyle, PhD, do Sleep and Circadian Neuroscience Institute na University of Oxford na Inglaterra.

Os autores sugerem que há caminhos adicionais subjacentes a relação a pesadelos e suicídio que deveriam ser identificadas através de pesquisas adicionais.

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

Study reports significant link between nightmares and suicidal behavior

Status Ocupacional Alto está Ligado a Má Resposta a Tratamento de Depressão

Nova pesquisa fornece evidência adicional que seu tipo de emprego está associado com o resultado de tratamentos de depressão. De acordo com o estudo, que foi publicado no European Neuropsychopharmacology, pessoas deprimidas com posições mais altas no trabalho tendem a responder menos bem ao tratamento: “na prática clínica cotidiana é comum observar o fardo de empregos mentalmente exigentes em sujeitos que são tratados para depressão. Na verdade, para eles, é mais difícil retornar ao trabalho quando sintomas residuais menores estão presentes, que pode levar a uma recuperação mais lenta”, disse o autor do estudo, Alessandro Serretti, um professor de biomedical and neuromotor sciences, da University of Bologna.

“Vamos imaginar um gerente de uma empresa que tem que rapidamente decidir os prós e contras de muitas decisões para tomar, se sua concentração não está completamente de volta, isto torna-se uma situação dolorosa”.

O estudo realizado com 647 adultos trabalhadores diagnosticados com transtorno de depressão maior encontrou que aqueles com um trabalho de status alto tenderam a ser menos propensos ao tratamento. O estudo incluiu 46 gerentes, 476 trabalhadores de colarinho branco (empregados de escritório), 74 operários e 51 indivíduos autônomos.

Gerentes tiveram a pior resposta aos tratamentos para Depressão, enquanto operários tiveram a melhor resposta — mesmo após controlar as variáveis para gênero, faixa etária, nível educacional e o tipo de tratamento recebido. Setenta porcento de gerentes reportaram ter não resposta a dois ou mais tratamentos para depressão, comparado a 45% de operários e 58% de trabalhadores de escritório.

Os achados replicaram os resultados de um estudo anterior, que foi publicado em 2016 na revista científica European Neuropsychopharmacology: “parece que pessoas em níveis ocupacionais altos respondem com maior dificuldade ao tratamento para depressão maior”, os pesquisadores escreveram em um comentário para a Psychological Medicine. “As razões para este efeito não são claramente estabelecida, mas nós podemos especular que os fatores de estresse no trabalho desempenham um papel significante”.

Serretti disse que os achados indicam que “quando sofrendo de depressão, você deveria levar o tempo deles para voltar as atividades do seu trabalho, especialmente se as pessoas eram mentalmente exigentes”.

É pouco claro porque ter um alto nível ocupacional está associado com má resposta aos tratamentos para depressão. Mas alta carga de trabalho, pressão, competição, isolamento social no trabalho e pobre equilíbrio trabalho-vida poderia tudo isso desempenhar um papel. Pesquisas futuras poderiam também examinar o papel da personalidade, apoio familiar e auto-culpa.

Surpreendentemente, “este conceito tem sido largamente pouco estudada”, Serretti disse. “É contraintuitivo. Muitos pensam que posições de status mais altas estão normalmente relacionadas a melhores resultados — mas que não é sempre o caso”.

O estudo, “High occupational level is associated with poor response to the treatment of depression: A replication study“, foi autorado por Laura Mandelli, Alessandro Serretti, Daniel Souery, Julien Mendlewicz, Siegfried Kasper, Stuart Montgomery e Joseph Zohar.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

https://www.psypost.org/2019/02/high-occupational-status-linked-to-poor-response-to-depression-treatment-53117

Muitas Crianças Que Ainda Estão Aprendendo Auto-Controle Não Estão Prontas Para a Pré-Escola

Muitas crianças estão ainda aprendendo a controlar seu comportamento quando estão entrando na pré-escola e pode necessitar de apoio educacional para desenvolver essa habilidade critica, indica um dos estudos mais conclusivos até agora de auto-regulação na primeira infância. 

O estudo, que contou com fundos federais e que foi co-autorado por profissionais da Michigan State University, mostra grandes diferenças em como a auto-regulação se desenvolve em crianças de idades de 3 a 7 anos. Enquanto alguns que entram na pré-escola são mais capazes de controlar seu comportamento e estão prontos para aprender, outros não desenvolvem tal auto-controle até que eles entrem para a pré-escola – ou até mais tarde.

Os achados são advindos de como os pré-escolares e salas de aula de pré-escolas nos Estados Unidos tem deslocado o foco nas últimas décadas das habilidades sociais e emocionais, tal como auto-regulação, para habilidades mais acadêmicas. Os pesquisadores sugerem que pode ser a hora de colocar um pouco do foco de volta em auto-regulação, amplamente aceita como um marcador para sucesso futuro: “se você pode ajudar as crianças a desenvolver esta habilidade fundamental de auto-regulação comportamental, permitirá estes estudantes a conseguir muitos mais da educação”, disse Ryan Bowles, professor no departamento de desenvolvimento humano e estudos de família na MSU: “auto-regulação é bastante preditiva de sucesso acadêmico”.

Junto com Janelle Montroy, Bowles e colaboradores analisaram os dados de três estudos separados que mensuraram a tarefa de “cabeça, ombro, joelho e pé”, em que crianças pequenas são instruídas para fazer o oposto do que foi dito a elas. Se foi dito a elas para tocarem a sua cabeça, por exemplo, elas vão supostamente tocar seus dedos do pé. Esta capacidade para fazer o oposto do que eles querem fazer naturalmente e para ficar focado na tarefa inteira envolve auto-regulação.

Um padrão claro emergiu em cada um dos estudos, com participantes geralmente enquadrando-se em uma das três trajetórias: crianças com desenvolvimento precoce, crianças com desenvolvimento intermediário e crianças com desenvolvimento mais tardio. Em média, as crianças com desenvolvimento tardio estavam de 6-12 meses atrás das crianças com desenvolvimento intermediário e, em pelo menos, 18 meses atrás das crianças com desenvolvimento precoce. Em geral, aproximadamente 1/5 dos 1.386 participantes pareceram obter poucos ganhos em auto-regulação comportamental em pré-escola: “eu fiquei surpreso pela consistência dos achados”, disse Bowles. “Para replicar o mesmo achado, múltiplas vezes em um único estudo é extraordinário”.

Assim como aconteceu com pesquisas anteriores, o estudo também encontrou que o desenvolvimento de auto-controle estava ligado a vários fatores-chave: gênero (meninos foram mais propensos a terem desenvolvimentos tardios), habilidades de linguagem e nível de educação da mãe: “é bem conhecido que a auto-regulação é crucial para ajudar crianças a dar um salto desde cedo em educação, de matemática a literatura – realmente todas as habilidades que eles aprendem na escola”, Bowles disse. “Assim, as crianças que desenvolvem mais tarde estão, na verdade, perdendo estas boas oportunidades. Elas já estão para trás”.

O estudo apareceu online em 2016 na revista cientifica Developmental Psychology.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

http://www.psypost.org/2016/10/many-kids-still-learning-self-control-not-ready-kindergarten-45601

Severidade de Sintomas Depressivos Ligado a Menor Volume de Amígdala em Adultos Jovens

Uma estrutura-chave do cérebro que regula emoções tende a ser menor em adultos jovens com sintomas depressivos, de acordo com um novo estudo publicado no Psychiatry Research: Neuroimaging. A pesquisa examinou a relação entre a  amígdala, um par de estruturas cerebrais em forma de amêndoa e severidade de sintoma depressivo.

“Diferenças volumétricas em diversas regiões do cérebro tem sido reportada em pessoas com depressão. A amígdala é interessante porque estudos têm reportado menor, maior e o mesmo volume médio de amígdala em pessoas deprimidas conforme comparado com controles”, explicou o autor do estudo, E. Sherwood Brown, professor de psiquiatria e director da Psychoneuroendocrine Research Program, da University of Texas Southwestern Medical Center.

“Como a amígdala está envolvida no processamento de emoções, tais como medo e ansiedade, é possível que pessoas deprimidas possam processar emoções mais fortes que muitos fariam, de certo modo, a amígdala trabalha mais duro e aumenta em tamanho. Por outro lado, aumenta no hormônio do estresse, cortisol, na depressão, pode ser danoso para a amígdala e faz com que ela fique menor. Por fim, é possível que alguém possa apenas ter uma amígdala menor ou maior, que altera o processamento de emoções e torna uma pessoa mais vulnerável para a depressão”.

“Todas estas possibilidades tornam a amígdala uma região cerebral particularmente intrigante para  examinar em depressão. Nosso objetivo com este estudo foi usar um tamanho de amostra bastante grande do Dallas Heart Study para examinar a relação entre atual severidade do sintoma depressivo e volume da amígdala na amostra total e em subgrupos de participantes”, Brown disse.

Para o estudo deles, os pesquisadores analisaram exames de ressonância magnética do cérebro (MRI) de 1.797 indivíduos. Eles não encontraram evidência que severidade de sintoma depressivo estava associado com volume total da amígdala. Mas houve uma exceção: em adultos jovens, maior severidade de sintoma depressivo estava associado com menor volume de amígdala.

“A relação entre depressão e volume de amígdala pode diferir entre subgrupos de pessoas. Talvez diferentes características demográficas de participantes de pesquisa podem, pelo menos em parte, explicar os achados discrepantes em estudos de pesquisa anteriores”, Brown disse ao PsyPost.

“Nós encontramos uma relação negativa significante entre severidade de sintoma depressivo e volume de amígdala em adultos jovens, mas não em outros grupos etários. Assim, pode ser que a depressão seja um transtorno heterogêneo”.

Brown e seus colaboradores também examinaram as possíveis influências de gênero, etnia, escolaridade, IMC e uso de medicação psicotrópica. Mas nenhum destes fatores pareceu moderar a relação entre severidade de sintoma depressivo e volume de amígdala.

O estudo — como todas as pesquisas — inclui  algumas limitações: “O estudo tem várias limitações que são um pouco inerentes em pesquisa usando extensa base de dados. Nós usamos uma escala validada de severidade de sintoma depressivo. Contudo, nós não tínhamos informação sobre o período de tempo que os participantes poderiam estar deprimidos ou mesmo um diagnóstico de depressão. Teria sido útil ter tido mais  informações sobre os sintomas dele”, Brown explicou.

“Uma questão ainda a ser respondida é porque adultos jovens podem mostrar uma relação entre severidade de sintoma depressivo e volume da amígdala. O achado poderia refletir diferenças na natureza da depressão ao longo do ciclo de vida. Contudo, o atual estudo não foi capaz de responder a esta questão”.

Brown adicionou que depressão está associada com diversas mudanças físicas no cérebro.

“Eu sinto que é importante pensar sobre a depressão não apenas como um estado de humor, mas sim como uma doença que pode estar associada com mudanças no cérebro e outros órgãos. Mudanças na amígdala são apenas um exemplo”, o pesquisador disse.

“Numerosos estudos e metanálises de seus dados têm  sugerido uma redução no volume do hipocampo na depressão. Mudanças no volume cerebral pode ser biomarcadores de vulnerabilidade para depressão ou possíveis consequências de depressão. Responder a estas questões pode fornecer insights sobre os mecanismos subjacentes da depressão”.

O estudo, “Relationship between depressive symptom severity and amygdala volume in a large community-based sample“, foi autorado por Shivani Daftary, Erin Van Enkevort, Alexandra Kulikova, Michael Legacy e E. Sherwood Brown.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

https://www.psypost.org/2019/01/greater-depressive-symptom-severity-linked-to-smaller-amygdala-volume-in-young-adults-52926

Sinal Cerebral Relacionado aos Batimentos Cardíacos Está Amplificado em Pacientes com Transtorno de Pesadelo Durante o Sono REM

Nova pesquisa fornece evidência que pessoas que sofrem de transtorno de pesadelo tem aumentada responsividade aos sinais sensoriais internos durante o o estágio de sono de “sonhar”. Os achados foram publicados na revista científica NeuroImage: Clinical.

“Nós somos fascinados pela natureza dos sonhos desde o nascimento da humanidade. Apenas recentemente, nós começamos a desvendar como eles estão sendo produzidos no cérebro e, ainda, mais pesquisas são necessárias para caracterizar os correlatos neurais de específicos conteúdos oníricos, ou mesmo uma potencial função de sonhar”, disse o autor do estudo, Lampros Perogamvros, psiquiatra e pesquisador da University Hospitals of Geneva e University of Geneva.

“A patofisiologia e correlatos neurais de transtorno de pesadelo, que é caracterizado por  frequentes sonhos com fortes emoções negativas, permanece amplamente desconhecido e sua investigação foi o principal objetivo deste estudo”.

O estudo usou eletroencefalografia (EEG) para examinar a atividade cerebral de 11 pacientes com transtorno de pesadelo e 11 controles pareados durante vigília e sono. Os pesquisadores estavam particularmente interessados em um sinal cerebral conhecido como potencial de evocação do batimento cardíaco (HEP).

Os pesquisadores encontraram que pacientes com nightmare disorder tinham uma resposta HEP mais forte durante o sono REM comparado ao grupo controle. Durante este estágio de sono, os olhos movimentam-se rapidamente e há aumentada atividade cerebral. O sono REM é também o estagio onde os sonhos ocorrem.

“Nós encontramos que, comparado aos participantes  saudáveis, pacientes com transtorno de pesadelo tinham aumentada amplitude do HEP, que representa a resposta do cérebro para nosso batimento cardíaco. Esta diferença foi encontrada apenas em sono REM e não em sono não-REM ou vigília, indicando que pesadelos são essencialmente uma patologia REM”, Pregoamos disse ao PsyPost.

Curiosamente, a aumentada amplitude de HEP em pacientes com pesadelo foi observado mesmo após  excluir pacientes que tinham reportado tendo um pesadelo quando o  estudo foi conduzido.

“Em geral, o HEP reflete o processamento sensorial interno (interocepção) e sua  amplitude está aumentada durante estados de alto estimulação emocional. Aumentada amplitude deste  potencial em transtorno de pesadelo durante sono REM indica que elevado processamento emocional e sensório participa na patofisiologia deste transtorno de sono”, Perogamvros explicou.

“De fato, este aumento foi encontrado em uma região  frontal, encontrando que é consistente com uma ativação mais forte de estruturas cerebrais frontais (ou seja, córtex cingulado anterior) implicou em processamento emocional e emoções negativas durante o período de sono associado com pesadelos (sono REM)”.

Pesquisas futuras poderiam beneficiar-se de tamanhos de amostras maiores e EEG com melhor resolução espacial: “estudos usando eletroencefalograma de alta densidade (>64 eletrodos) aumentaria a acurácia de localização do principal achado”, Perogamvros disse.

O estudo, “Increased heartbeat-evoked potential during REM sleep in nightmare disorder“, foi autorado por Lampros Perogamvros, Hyeong-Dong Park, Laurence Bayer, Aurore A. Perrault, Olaf Blanke e Sophie Schwartz.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

https://www.psypost.org/2019/02/heartbeat-related-brain-signal-is-amplified-in-nightmare-patients-during-rem-sleep-53189

O Impacto da Ausência de Vínculo Parental na Saúde

Crescer em um lar rico em atenção pode beneficiar a saúde física da criança mesmo décadas mais tarde — mas ausência de carinho entre pais e filhos ou a presença de abuso, pode eliminar a vantagem da saúde de um background privilegiado, de acordo com um estudo da Baylor University: “pesquisas anteriores têm associado alto status sócio-econômico com melhor nutrição, sono, qualidade da vizinhança onde a criança vive, oportunidades para se exercitar e desenvolvimento de habilidades sociais na infância. Mas bons vínculos entre pais e filhos podem ser necessários para fazer cumprir as atividades como comer, dormir e atividades rotineiras”, disse o pesquisador Matthew A. Andersson, Ph.D. professor assistente de sociologia na Baylor’s College of Arts & Sciences.

Por exemplo, se relacionamentos de pais-filhos são tensos ou abusivos, as refeições podem ser menos organizadas entre a família e as crianças podem ser mais propensas a comer doce ou alimentos ricos em gorduras como guloseimas  ou mesmo no lugar das refeições. Sono e atividades rotineiras podem também se tornarem irregulares, impedindo as crianças de desenvolverem estilos saudáveis e habilidades emocionais e sociais úteis para o envelhecimento bem-sucedido, Andersson disse.

Do outro lado, bons vínculos entre pais e filhos em lares economicamente desfavorecidos, embora eles promovam saúde, não parecem reduzir o impacto negativo de baixo status sócio-econômico à medida em que a criança cresce, Andersson afirmou. Pesquisas anteriores têm mostrado que os pais com menos educação formal e menos vantagens financeiras são mais aptos a ameaçarem ou forçarem obediência ao invés de terem um diálogo construtivo e que podem diminuir relacionamentos afetuosos. Além disso, taxas de doenças ou inflamações entre aquelas crianças quando se tornam adultas têm sido ligadas fortemente ao abuso, maus-tratos ou níveis mais baixos de afeto parental.

O estudo em saúde na meia-idade e relações entre pais e filhos está publicado na revista cientifica Journal of Health and Social Behavior.

Para o estudo, saúde na meia-idade foi definida como sendo livre das 28 possíveis condições, entre elas câncer, doença circulatória ou respiratória, doenças endócrinas, doenças do sistema nervoso, doenças infecciosas e parasitárias, doença da pele ou digestiva e condições musculoesqueléticas: “muitas pesquisas continuam a ver o status sócio-econômico e os vínculos entre pais e filhos como altamente relacionadas ou até intercambiáveis. Mas de fato, elas podem influenciar bastante, independentemente do bem-estar de uma criança”, Andersson afirmou.

“A melhor lição disso é que, sem adequada qualidade de relação entre pai e filho, a vantagem sócio-econômica durante a infância pode não oferecer muita proteção de modo algum contra doenças crônicas graves à medida em que as crianças se tornam adultas e chegam a meia-idade”.

Para o estudo, Andersson analisou dados de doença ou saúde precária de adultos de meia-idade elaborados pela National Survey of Midlife Development in the United States (MIDUS). Eles entrevistaram 2.746 indivíduos de 25 a 75 anos de idade em 1995, sobre o tratamento na infância dado pelos pais. Eles conduziram entrevistas novamente 10 anos mais tarde, com 1.692 dos indivíduos participantes do primeiro estudo. A análise de seguimento, ajustada por background pessoal em 1995 e por probabilidade de abandono do estudo MIDUS, revelou que o abuso na infância continuou a comprometer toda a proteção de doença ligada a vantagem socioeconômica na infância.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

Lack of parental warmth can cancel the health benefits of a privileged background

 

As Crianças Naturalmente Querem Ajudar os Outros?

Comportamento prosocial é frequentemente definido em pesquisa da ciência do desenvolvimento como “comportamento voluntário destinado a beneficiar uma outra pessoa”. Isto pode incluir comportamentos como ajudar, compartilhar, confortar ou voluntariar. Cientistas do desenvolvimento descobriram que embora algumas formas de comportamento prosocial emerjam cedo na infância, diferentes comportamentos prosociais envolvem processos cognitivos, sociais e regulatórios que amadurecem em ritmos variados.

Uma sessão especial da revista cientifica Child Development: “The Motivational Foundations of Prosocial Behavior: A Developmental Perspective” amplia esta discussão para encorajar pesquisadores a explorarem como as diferentes motivações dos seres humanos podem levar a variações em comportamento pró-social e seu desenvolvimento. De muitas possíveis motivações, a sessão especial enfatiza várias coisas importantes, como “empatia por uma outra pessoa em sofrimento; preocupação sobre a meta do outro; desejo de agir de acordo com as normas; e culpa”.

A edição especial é uma coleção de dez artigos empíricos e um artigo teórico focando-se nos preditores, desfechos e mecanismos relacionados as diferentes motivações para ações pró-sociais. A coleção de artigos é focada no desenvolvimento de crianças de uma forma geral mas começa com uma introdução de Maayan Davidov e colaboradores respondendo a questão: “por que humanos desenvolveram-se para agir pró-socialmente?”. A sessão especial também inclui estudos fisiológicos, olhando para os processos biológicos em jogo em ação pró-social. Um estudo de Miller e colaboradores encontrou, por exemplo, que padrões cardíacos de crianças, particularmente o funcionamento de um especifico nervo conectando o cérebro ao coração, previram a empatia e gentileza delas em resposta a tristeza de uma outra pessoa.

Artigos adicionais na sessão especial que pode ser de particular interesse inclui:

  • Children’s Sharing Behavior in Mini-Dictator Games: The Role of In-Group Favoritism
  • Children’s Sympathy, Guilt, and Moral Reasoning in Helping, Cooperation, and Sharing: A 6-Year Long Longitudinal Study
  • Young Children Want to See Others Get the Help They Need

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

http://www.psypost.org/2016/11/children-inherently-want-help-others-46079

Estresse Traumático Pode Levar a Depressão Quando ele Interfere na Vida Diária

Um novo estudo enfatiza algumas razões pela qual experiências traumáticas podem levar a depressão. A pesquisa publicada na Psychiatry Research encontrou evidência que o prejuízo relacionado ao estresse traumático em funcionamento diário e auto-medicação com álcool prediz o surgimento de depressão: “quando trabalhando com sobreviventes de  trauma em um setting de saúde mental, rapidamente se aprende que não é incomum para pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) também preencherem critérios para Transtorno Depressivo Maior (TDM) em algum momento da vida deles. Há numerosas teorias sobre os motivos que estas duas condições frequentemente co-ocorrem e eu estava interessada em entender a natureza desta relação em uma amostra grande e nacionalmente representativa”, disse a autora do estudo, Shannon M. Blakey, da University of North Carolina at Chapel Hill.

Para melhor entender a ligação entre exposição ao trauma e sintomas depressivos, os pesquisadores examinaram dados da National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions. O estudo representativo nacionalmente foi inicialmente conduzido em 2001-2002. O estudo entrevistou novamente os participantes originais do estudo três anos mais tarde.

Blakey e seus colaboradores analisaram respostas de 8.301 adultos sem depressão anterior que tinham experienciado um evento traumático, conjuntamente com um subgrupo de 1.055 indivíduos que preencheram a todos os critérios diagnósticos para TEPT.

Os pesquisadores encontraram que pessoas que disseram que estresse traumático tinha interferido em suas atividades diárias e que reportaram auto-medicar-se com álcool foram mais propensos a desenvolver depressão. Aqueles que eram mais novos, mulheres, e os reportaram um maior número de diferentes tipos de trauma foram também mais propensos a desenvolver depressão: “é importante manter em mente que as formas na qual as pessoas respondem ao trauma (e/ou lidam com seus sintomas de TEPT), podem fazer uma grande diferença em seu bem-estar no futuro”, Blakey afirmou.

“É bastante comum os sintomas de TEPT interferirem em importantes domínios da  vida (tais como relacionamentos interpessoais e/ou atividades diárias), e é também completamente aceitável para sobreviventes de trauma recorrer a esforços de enfrentamento (coping) que são efetivos a curto-prazo mas que, entretanto, exacerbam problemas a longo-prazo (tais como a evitação e/ou usar álcool/drogas para auto-medicar seus sintomas).”

“Felizmente, psicólogos clínicos tem desenvolvido tratamentos breves e efetivos para uma grande variedade de condições de saúde mental (ver  o link a seguir para maiores informações: https://www.div12.org/psychological-treatments/).”

O estudo controlou para uma série de fatores de risco para depressão, tal como estressantes eventos de vida. Mas como todas as pesquisas, ela inclui algumas limitações: “embora estes achados ajudem a esclarecer um tópico importante, há várias limitações que deveriam ser mantidas em mente. Por exemplo, é possível que pessoas não lembrem exatamente de aspectos importantes sobre o seu trauma, sintomas de TEPT, uso de  álcool/drogas e outros eventos de vida durante as entrevistas do estudo”, Blakey explicou.

“Nós também só tivemos uma janela de três anos entre as entrevistas, de forma que é possível que os participantes poderiam ter endossado diferentes resultados se nós tivéssemos usados uma janela menor ou maior entre as entrevistas. Seria mais útil se nós tivemos mais informações sobre as pessoas antes do trauma delas, imediatamente após o    trauma e então em múltiplos pontos no tempo, após o trauma, para melhor caracterizar  fatores de risco de TDM em sobreviventes de trauma”.

“Embora sobreviventes de trauma tenham um risco aumentado para TDM e outros resultados negativos, muitas pessoas experienciam eventos realmente horríveis e recuperam-se naturalmente, com algum tempo, por conta própria. Pesquisadores de TEPT tendem a estudar os efeitos negativos de eventos traumáticos em saúde mental das pessoas para desenvolver estratégias úteis de prevenção e/ou intervenção”, Blakey adicionou. “Contudo, é importante lembrar que humanos são notavelmente resilientes e muitas pessoas olham para trás e dizem que suas experiências de vida estressantes, no final das contas, ajudaram-nas a se tornarem pessoas mais fortes e melhores”.

O estudo, “Why do trauma survivors become depressed? Testing the behavioral model of depression in a nationally representative sample“, foi autorado por Shannon M. Blakey, Jennifer Y. Yi, Patrick S. Calhoun, Jean C. Beckham e Eric B. Elbogen.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

https://www.psypost.org/2019/01/traumatic-stress-can-lead-to-depression-when-it-interferes-with-daily-activities-study-finds-53003