O Sono Ajuda a Processar Experiências Traumáticas?

O sono ajuda a processar estresse e trauma? Ou ele, na verdade, intensifica reações emocionais e memórias do evento? Esta questão previamente sem resposta é altamente relevante para a prevenção de transtornos relacionados ao trauma, tal como o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). A forma como as experiências extremamente estressantes são processadas desde o início pode influenciar o curso e desenvolvimento posterior do TEPT. Pacientes com TEPT experienciam memórias altamente emocionais e perturbadoras ou mesmo flashbacks onde sentem-se como se estivessem experienciando seu trauma novamente. O sono poderia desempenhar um papel-chave no processamento do que eles sofreram.

Um estudo conduzido por uma equipe do departamento de Psicologia da University of Zurich e o Psychiatric University Hospital Zurich agora abordou a questão de que se dormir durante as primeiras 24 horas após um trauma tem um impacto positivo em estresse altamente emocional e memórias relacionadas a eventos traumáticos. No laboratório, os pesquisadores apresentaram, aos sujeitos testados, um vídeo traumático. As memórias recorrentes das imagens do filme que atormentaram os sujeitos testados por alguns dias foram registradas em detalhes em um diário. Virtualmente, do nada, os sujeitos testados viam um snapshot do que tinham visto em sua cabeça, despertando os sentimentos e pensamentos desagradáveis que haviam experienciado durante o filme. A qualidade destas memórias assemelha-se àquelas de pacientes sofrendo de TEPT.

Os participantes do estudo foram randomicamente alocados em dois grupos. Um dormiu no laboratório por uma noite após o vídeo enquanto o sono deles era registrado via um eletroencefalograma (EEG); o outro grupo permaneceu acordado: “nossos resultados revelam que pessoas que dormiram após o filme, tinham um menor número de memórias emocionais estressantes recorrentes do que aquelas que tinham permanecido acordadas”, explica a primeira autora do estudo Birgit Kleim, do departamento de psicopatologia experimental e psicoterapia, da University of Zurich. “Isto apoia a suposição de que o sono pode ter um efeito protetivo nas consequências das experiências traumáticas”. Por um lado, o sono pode ajudar a enfraquecer/diminuir as emoções conectadas a uma memória existente, tal como o medo causado por experiências traumáticas, por exemplo. Por outro lado, ele também ajuda a contextualizar as recordações, processá-las informativamente e armazenar estas memórias. Contudo, este processo presumivelmente leva várias noites.

De acordo com os autores do estudo, recomendações em tratamentos precoces e lidar com pessoas traumatizadas na fase inicial são poucas e dispersas: “nossa abordagem oferece uma importante alternativa não-invasiva para as atuais tentativas para apagar memórias traumáticas ou tratá-las com medicação”, diz Birgit Kleim. “O uso do sono pode provar ser uma estratégia precoce de prevenção natural e adequada”.

 

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http://www.psypost.org/2016/12/sleep-helps-process-traumatic-experiences-46481

O Tratamento Precoce para o Transtorno de Estresse Pós-Traumático Acelera a Recuperação Mas Não a Sustenta

A maioria das pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) recuperam-se após um tratamento inicial — mas um número substancial ainda sofre por anos após um evento traumático, mesmo com intervenções clínicas precoces, de acordo com um estudo publicado em abril de 2016, na The Journal of Clinical Psychiatry.

Por um período de 12 semanas, os pesquisadores olharam para vários grupos de indivíduos não-militares sofrendo de TEPT (um estudo de coorte com um total de 232 indivíduos) após um único evento traumático. Todos os participantes receberam ou terapia de exposição prolongada; terapia cognitiva; tratamento com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS); ou uma pílula de placebo um mês após o evento traumático. Eles também acompanharam indivíduos que recusaram tratamento. Todos foram reavaliados em cinco meses e em 36 meses.

Embora os grupos recebendo exposição prolongada e terapia cognitiva tenham mostrado uma redução significante de sintomas aos cinco meses (61% melhor do que os outros grupos) e seus sintomas tenham permanecidos baixos por três anos, os outros grupos, incluindo aqueles que recusaram tratamento, alcançaram o mesmo nível de sintomas baixos por três anos. Nesse sentido, a exposição prolongada/precoce e a terapia cognitiva encurtou significativamente o tempo para recuperação, mas não reduziram uma prevalência de três anos de TEPT: “nós presumimos que pessoas vivendo em um ambiente estável teriam melhores condições para recuperação a longo-prazo comparadas aos indivíduos que experienciam guerras prolongadas ou vivem em um constante estado de violência”, diz Arieh Y. Shalev, MD, professor no departamento de psiquiatria da NYU Langone Medical Center. “Isto poderia explicar parte da recuperação espontânea deles sem tratamento inicial. Contudo, o que este estudo nos diz em sua essência, é que há um significante desafio de saúde pública a frente. IndivÍduos expressando continuamente sintomas iniciais de TEPT e que são resistentes ao tratamento precoce, deveriam ser o foco de pesquisa futura”,  o Dr. Shalev adiciona que “eles são aqueles que permanecem cronicamente em sofrimento, incapacitados e requerem longo cuidado após seu incidente traumático. Nós precisamos encontrar formas para identificar estes sujeitos, aumentar as respostas iniciais favoráveis para tratamento existente e encontrar novas formas de reduzir o fardo a longo-prazo do TEPT”.

Este estudo continua o trabalho do Dr. Shalev e colaboradores que desenvolveram uma ferramenta computacional que pode identificar indivíduos em alto risco para TEPT. Em um estudo publicado no ano passado na BMC Psychiatry, aqueles em alto risco para TEPT poderiam ser identificados em menos de duas semanas após eles terem sido vistos em um serviço de emergência seguindo um evento traumático.

Aproximadamente oito milhões de americanos (populações civis e militares) experienciarão TEPT em um determinado ano, de acordo com o U.S. Department of Veterans Affairs’ National Center for PTSD. Trauma é também bastante comum em mulheres; cinco de cada dez mulheres experienciarão um evento traumático em algum ponto durante sua vida.

Early treatment for post-traumatic stress accelerates recovery but does not sustain it

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Early treatment for post-traumatic stress accelerates recovery but does not sustain it

Terapia Cognitivo-Comportamental é Efetiva para Tratar Insônia em Idosos

A insônia é o problema de sono mais comum em adultos — por volta de 30% a 50% das pessoas relatam ter problemas para dormir. Para os idosos, a insônia pode frequentemente ser crônica e estar ligada a outras condições sérias de saúde. Os idosos que tem dificuldade para dormir estão também em risco para depressão, tombos, derrame e problema com memória e pensamento. Elas também podem experienciar uma qualidade de vida mais precária.

Além disso, os idosos são mais propensos do que os adultos mais jovens a fazer uso de sedativos ou pílulas para dormir (do tipo hipnótica), o que aumenta os riscos de caídas, fraturas e até morte.

A Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCCI ou CBTI em inglês) é um tipo de “terapia da conversa”, que é considerada altamente efetiva para tratar idosos com insônia. Durante as sessões de TCCI, os terapeutas trabalham com pacientes para ajudá-los a mudar seu pensamento, comportamento e respostas emocionais relacionadas as questões de sono, que pode melhorar a insônia deles.

Embora sejam as diretrizes de tratamento recomendadas (TCCI) como a terapia primária para idosos com insônia, muitas pessoas não recebem-a porque apenas um limitado número de terapeutas tem treino em TCCI. Prestadores de cuidados primários (como os médicos, por exemplo) também podem acreditar que é desafiante motivar os idosos para verem um terapeuta para insônia.

Para endereçar estes problemas, uma equipe de pesquisadores desenvolveu um novo programa de tratamento em TCCI. O programa usa treinados “coaches de sono” que não são terapeutas. Eles aprendem como dar TCCI usando um manual e tem, semanalmente, supervisões por telefone com um psicólogo treinado em TCCI. O programa requer breve treinamento para os coaches de sono, que são assistentes sociais ou outros educadores da área da saúde.

Em seu estudo publicado no Journal of the American Geriatrics Society, os pesquisadores alocaram 159 pessoas para um dos três grupos de tratamento. Os participantes eram a maioria homens veteranos de raça branca que variavam em idade de 60 a 90 anos de idade.

O primeiro grupo de pessoas recebeu TCCI de coaches de sono (que tinham mestrado em serviço social, saúde pública ou comunicações) e que tinham comparecido no treinamento especial em TCCI. Um grupo de pessoas recebeu sessões individuais de TCCI com o coach de sono. O segundo grupo também recebeu TCCI, mas em um formato de grupo. Pessoas no terceiro (o grupo controle) receberam um programa geral de educação sobre o sono, que também consistiu de cinco sessões de uma hora cada, ao longo de seis semanas. Estas pessoas não receberam TCCI de coaches de sono.

Durante as cinco sessões de 1h cada, ao longo de um período de seis semanas, tanto nas sessões individuais quanto nas de grupo, os coaches orientaram os participantes sobre melhorar os hábitos de sono e como evitar práticas que podem tornar mais difícil dormir melhor. Isto envolveu aprender técnicas tais como usar a cama apenas para dormir (não para assistir TV ou ler), limitar o montante de tempo na cama de forma que o sono torne-se mais consolidado e outras técnicas. Em ambos os grupos, os coaches de sono também realizavam uma ligação telefônica por semana com um psicólogo treinado em TCCI para revisar como os participantes estavam indo com o programa.

Pesquisadores coletaram informações sobre os hábitos de sono dos participantes no início do estudo e uma semana após os tratamentos terminaram. Eles também acompanharam os participantes de seis meses e um ano mais tarde.

Seguindo o tratamento, as pessoas com insônia que receberam TCCI de um coach de sono (seja individual ou de grupo) tinham reduzido significativamente seus problemas de sono, comparado a pessoas no grupo controle. As melhorias incluíram:

  • Os participantes levaram aproximadamente 23 minutos menos para cair no sono.
  • O tempo de “acordado” dos participantes foi de aproximadamente 18 minutos menos uma vez que eles tinham caído no sono.
  • O total de tempo acordado dos participantes foi de aproximadamente 68 minutos menos durante toda a noite.
  • Os participantes também relataram que a qualidade do sono deles tinha melhorado.

De seis e 12 meses após o tratamento, os participantes em ambos os grupos de tratamento com TCCI mantiveram a maioria de suas melhorias de sono.

Os pesquisadores disseram que melhorias no sono foram aproximadamente o mesmo de pessoas que trabalharam com o coach de sono em sessões individuais ou de grupo.

De acordo com os pesquisadores, uma vez que o estudo foi praticamente limitado a veteranos do sexo masculino, os resultados podem não ser os mesmos para mulheres ou para não-veteranos. Os pesquisadores concluíram que este programa de tratamento de TCCI, realizado por coaches de sono, melhorou a qualidade de sono para idosos.

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Cognitive behavioral therapy effective for older people with insomnia

Estudo Estima o TDAH na Idade Adulta

Em um recente estudo, 60% das crianças com TDAH demonstraram persistência dos sintomas na casa dos 20 anos e 41% tinham tanto os sintomas quanto o prejuízo decorrente da doença quando adultos jovens. Investigadores notaram que as taxas de TDAH persistente na idade adulta tinham variado enormemente em estudos anteriores, dependendo de como a informação é coletada e analisada.

Em um estudo de seguimento de 16 anos, do Multimodal Treatment Study of Children with ADHD (the “MTA”), eles encontraram que uma combinação de relatos de pai/mãe e mais um sintoma limite que é ajustado para a idade adulta (ao invés de baseado em definições tradicionais da infância para TDAH) pode ser ideal: “tem havido muita controvérsia recente sobre se as crianças com TDAH continuarem a experienciar os sintomas na idade adulta”, disse a Dra. Margaret Sibley, autora do estudo publicado no Journal of Child Psychology and Psychiatry. “Este estudo encontrou que a forma como você diagnostica o TDAH pode levar a diferentes conclusões sobre se ou não um adulto ainda tem o transtorno que começou na infância. Primeiro, se você pergunta para o adulto sobre seus sintomas continuados, eles frequentemente estarão inconscientes deles; contudo, membros da família e outros que o conhecem bem frequentemente afirmam que ainda observam sintomas significativos no adulto”.

A Dra. Sibley adicionou que se a definição clássica na infância de TDAH é usada quando diagnosticada em adultos, muitos casos serão perdidos porque a apresentação dos sintomas muda na idade adulta: “ao perguntar a um membro da família sobre os sintomas do adulto e usando as definições do transtorno baseadas em adultos, você tipicamente encontra que aproximadamente metade das crianças com TDAH de moderada a severa ainda apresentam significantes sinais do transtorno na idade adulta”.

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Study estimates ADHD symptom persistence into adulthood

Fobia Social Pode Ser Tratada Via Internet

Na edição atual da revista Psychotherapy and Psychosomatics um estudo analisa os efeitos da Terapia Cognitivo-Comportamental baseada na internet (TCCI), para fobia social. Fobia Social (FS) é um dos transtornos mentais mais comuns em países ocidentais.

Embora a prevalência na China seja muito menor (0.2%), ela traduz-se em um enorme número de pessoas (aproximadamente 200 milhões de pessoas adultas) em necessidade por tratamento de transtornos mentais. Intervenções pela internet podem ser uma forma facilmente acessível e com custo-efetividade para fornecer tratamento baseado em evidência para transtornos mentais para pessoas que, de outra maneira, nunca teriam a oportunidade de receber tratamento efetivo.

O objetivo deste estudo foi investigar a efetividade de um programa estabelecido de auto-ajuda para fobia social elevada em uma população chinesa com TCCI auto guiada e TCCI guiada pelo terapeuta. O programa auto-guiado de TCCI foi derivado de um programa de TCCI traduzido para o chinês e culturalmente adaptado por oito psicólogos clínicos.

Os participantes foram 75 pacientes com FS, 69 pacientes com comorbidade de FS e transtorno de depressão maior, e 53 indivíduos com sintomas elevados de fobia social mas não preenchendo os critérios para FS.

Os resultados mostraram que as medidas de ansiedade significativamente diminuíram após as intervenções. Além disso,  comparações de pares após oito semanas mostraram que ambas as condições de tratamento com TCCI foram superiores a lista de espera e que não houve diferença entre as condições de TCCI.

Estes achados sugerem que os efeitos de uma intervenção auto-guiada de TCCI não foi diferente dos efeitos de uma intervenção guiada de TCCI em fobia social em pessoas chinesas.

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How social anxiety can be overcome with internet: a Chinese study

O Horário da Sessão de Psicoterapia está Relacionado com o Desfecho Clínico?

Segundo uma pesquisa, SIM! O período da manhã é o melhor horário para se ter uma sessão psicoterápica. O motivo você descobre lendo o texto abaixo 😉

Pacientes fazem mais progresso em superar ansiedade, medos e fobias quando suas sessões de terapia são marcadas pela manhã – é o que uma nova pesquisa sugere.

O estudo encontrou que sessões matinais ajudaram pacientes em psicoterapia a superarem seu pânico, ansiedade e evitação fóbica melhor, em parte por causa dos níveis de cortisol — um hormônio que é liberado naturalmente — que estão em seu nível mais alto, disse a psicóloga clínica Alicia E. Meuret, da Southern Methodist University, em Dallas: “acredita-se que o hormônio cortisol é o facilitador da extinção do medo em certas situações terapêuticas”, disse Meuret, autora principal da pesquisa. “Medicações para melhorar a extinção do medo estão sendo investigadas, mas elas podem ser difíceis de mostrar e podem produzir resultados mistos. Os achados de nosso estudo promovem tirar vantagem de dois agentes simples e ocorrendo naturalmente – nosso próprio cortisol e o período do dia”.

Os achados foram reportados no artigo cientifico “Timing matters: Endogenous cortisol mediates benefits from early-day psychotherapy”, que foi publicado na revista cientifica Psychoneuroendocrinology. Os co-autores são David Rosenfield, Lavanya Bhaskara, Thomas Ritz, Richard Auchus, Israel Liberzon e James L. Abelson.

O estudo explora, através de uma pesquisa, que a ansiedade e a fobia são melhores tratadas através da aprendizagem de informação corretiva (disciplinar). Pacientes com transtorno de ansiedade e transtornos fóbicos irão sobrestimar a ameaça que uma sensação ou situação pode causar. Mas pela exposição direta, um paciente aprende que a probabilidade de uma catástrofe esperada é bastante pequena: “por exemplo, um(a) paciente pode pensar que ficar de pé dentro de um elevador poderia causar a ele(a) perda de controle ou desmaio, sufocamento ou criar sintomas físicos que seriam intoleráveis”, Meuret disse. “Ao colocá-los de pé em um elevador por um tempo prolongado, o paciente aprende que o seu desfecho mais temido não ocorre, apesar dos altos níveis de ansiedade. Nós chamamos isto de aprendizagem corretiva”.

Contudo, já que nem todos os pacientes beneficiam-se igualmente de terapia de exposição, os pesquisadores identificam formas de melhorar a aprendizagem corretiva. Até agora, nenhuma forma simples para aumentar a extinção ao medo foi estabelecida. Acredita-se que o hormônio cortisol ajuda na extinção de medo. Parece que ele suprime a memória de medo estabelecida por anteriores encontros estressantes enquanto que, ao mesmo tempo, ajuda um paciente a melhor absorver e lembrar de nova informação corretiva.

“Em um estudo anterior, nós tínhamos mostrado que níveis mais altos de cortisol durante e em antecipação a exposição facilita a aprendizagem corretiva”, disse Meuret. “Nós também sabemos que o cortisol é mais alto logo de manhã cedo. Mas nós não sabíamos se o cortisol agiria como um mediador entre o período do dia e os ganhos terapêuticos. Isto é o que o nosso estudo investigou”.

Participantes no estudo foram 24 pessoas diagnosticadas com transtorno do pânico e agorafobia, que é o medo de lugares públicos onde uma pessoa sente-se aterrorizada, encurralada ou desamparada.

Para o estudo, os participantes passaram por um tratamento psicoterápico padrão de “terapia de exposição”, no qual pacientes são expostos a situações que podem tipicamente induzir seu pânico ou medo com a meta de que a exposição repetida pode ajudar a diminuir uma resposta de medo incapacitante ao longo do tempo.

Pacientes receberam sessões semanais ao longo de três semanas, cada uma durando uma média de 40 minutos. Situações de exposição incluíram edifícios altos, estradas e viadutos, lugares fechados tais como elevadores, supermercados, cinemas e transporte público tais como metrôs e trens e barcos entre cidades. Além disso, os níveis de cortisol foram medidos em vários horários durante cada sessão de exposição através da técnica de passar o cotonete dentro da boca para obter saliva. Na sessão seguinte a exposição, os pesquisadores mediram as avaliações das ameaças do paciente, seu comportamento de evitação, quanto controle eles perceberam-se tendo e a severidade de seus sintomas de pânico.

Avaliando os resultados destas medidas, os pesquisadores encontraram que a terapia de exposição em geral resultou em melhoras significantes em todas as medidas durante todos os períodos de tempo. Contudo, os pacientes tiveram os maiores ganhos em superar seus medos após as sessões que começaram mais cedo no dia. Na próxima sessão, os pacientes relataram menos sintomas severos de falta de avaliação de ameaça, comportamentos de evitação e severidade de sintomas de pânico. Eles também perceberam um maior controle sobre seus sintomas de pânico: “Particularmente, o cortisol mais alto estava relacionado a maiores reduções em avaliação da ameaça, controle percebido e severidade de sintoma de pânico na próxima sessão”, Meuret disse “e que esse foi o caso para além dos efeitos da hora do dia, com grande tamanho de efeito”.

Esse achado sugere que o cortisol é responsável por alguns dos efeitos terapêuticos associados com a hora do dia, ela disse.

Como os níveis de cortisol estavam geralmente mais altos pela manhã, os autores especularam que níveis mais altos de cortisol podem ajudar a extinção da aprendizagem e contribuem para melhorar os benefícios das sessões de exposição pela manhã através de tal mecanismo.

Entretanto, Meuret alertou que um mecanismo preciso pelo qual o cortisol melhora a efetividade de sessões de exposição matinais permanece pouco claro e não pode ser diretamente endereçado dos dados deste estudo. O tamanho da amostra do estudo foi pequena e os achados precisam ser confirmados independentemente, em estudos maiores, ela afirmou.

Meuret e sua equipe suspeitam que mecanismos adicionais estão em jogo para explicar o efeito da hora do dia. Outros fatores poderiam incluir memória e aprendizagem e o ritmo circadiano natural do corpo, quantidade e qualidade do sono, controle da atenção e interações entre estes fatores e outros.

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Psychotherapy sessions are best in the morning when levels of helpful hormone are high

Os Exercícios Físicos Podem Melhorar os Sintomas de Esquizofrenia

Exercício aeróbico pode ajudar significativamente pessoas lidando com uma condição de saúde mental de longo prazo (a esquizofrenia), de acordo com um novo estudo de pesquisadores da University of Manchester.

Através da combinação de dados de 10 ensaios clínicos independentes com um total de 385 pacientes com esquizofrenia, Joseph Firth encontrou que aproximadamente 12 semanas de exercício aeróbico pode melhorar significativamente o funcionamento cerebral dos pacientes. O estudo de Firth, Dr Brendon Stubbs e professor Alison Yung está publicado no Schizophrenia Bulletin, que é a maior e principal revista cientifica do mundo em esquizofrenia e um dos principais periódicos em psiquiatria.

A fase aguda da esquizofrenia é caracterizada por alucinações e delírios, que são usualmente tratáveis com medicação. Contudo, alguns pacientes ainda estão perturbados com ‘déficits cognitivos’ pervasivos; incluindo memória pobre, processamento de informação prejudicada e perda de concentração.

A pesquisa mostrou que os pacientes que foram tratados com programas de exercício aeróbico, tais como esteiras e bicicletas ergométricas, em combinação com sua medicação, melhoraram seu funcionamento cerebral como um todo mais do que aqueles tratados só com a medicação.

As áreas que foram mais melhoradas pelo exercício foram as habilidades dos pacientes para entender situações sociais, seus spans de atenção e sua ‘memória de trabalho’ – ou quanta informação eles poderiam manter em mente de uma vez.

Houve também evidência entre os estudos que programas que usaram maiores quantidades de exercício e aqueles que foram mais bem-sucedidos por melhorar o preparo físico, tiveram os maiores efeitos em funcionamento cognitivo. Joe Firth disse: “Déficits cognitivos são um dos aspectos da esquizofrenia que é particularmente problemático”. Eles impedem a recuperação e impactam negativamente na capacidade das pessoas para funcionar em situações de trabalho e sociais. Além disso, medicações atuais para esquizofrenia não tratam os déficits cognitivos do transtorno. “Nós estamos buscando por novas formas de tratar estes aspectos do transtorno e novas pesquisas estão aumentadamente sugerindo que exercício físico pode fornecer uma solução”.

Ele acrescentou: “estes achados apresentam a primeira evidência em larga escala apoiando o uso de exercício físico para tratar os déficits neurocognitivos associados com esquizofrenia. Usar exercício nos estágios mais primários da doença poderia reduzir a probabilidade de incapacidade a longo prazo e, facilitaria a recuperação completa e funcional para pacientes”.

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http://www.psypost.org/2016/08/exercise-can-tackle-symptoms-of-schizophrenia-study-finds-44360

Mensagem de Texto Pode Ajudar a Parar de Fumar?

Segundo um estudo científico, SIM!

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study reveals success of text messaging in helping smokers quit

Um novo estudo da Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine encontrou que fumantes que receberam intervenção através de mensagem de texto estavam mais propensos a parar de fumar comparado aos indivíduos do grupo controle. O artigo está publicado no Journal of Medical Internet Research mHealth and uHealth.

“O uso de tabaco é um dos principais problemas mentais globais e evitáveis e, a mensagem de texto tem a promessa de alcançar um público maior com custos mínimos e menos recursos”, disse Lori Scott-Sheldon, Ph.D., uma pesquisadora-sênior no Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine e professora associada no Departamento de psiquiatria e comportamento humano da Brown University.

Intervenções com o uso de mensagem de texto (short message service, SMS) oferece educação para a saúde, além de lembretes e apoio usando mensagens curtas. Intervenções usando SMS podem ser adaptadas para encaixar-se nas necessidades de saúde de um indivíduo em seu ambiente natural. As mensagens de apoio podem ser tão simples quanto “você pode fazer isso!” ou “seja forte”.

Usando a metanálise – que é uma técnica estatística que combina os achados de estudos independentes – os pesquisadores conduziram a mais extensiva revisão sistemática de literatura até agora. Este incluiu 20 manuscritos de 10 países com 22 intervenções usando mensagem de texto para parar de fumar.

“A evidência fornece suporte inequívoco para a eficácia de intervenções que usam mensagem de texto para reduzir o comportamento de fumar, mas mais pesquisas são necessárias para entender para quem elas funcionam, sob quais condições e por quê”, disse Scott-Sheldon.

A co-autora Beth Bock, Ph.D., pesquisadora-sênior do Miriam Hospital’s Centers for Behavioral and Preventive Medicine e professora do departmento de psiquiatria e comportamento humano da Brown University, acrescentou: “mensagem de texto é um método de comunicação largamente preferido com profunda penetração em diversos grupos. Uma ampla disponibilidade de um programa atrativo e efetivo para parar de fumar pode exercer um impacto forte e sustentável na saúde pública”.

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Pesquisadores Oferecem Novidades para o Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada

Este é mais um texto em inglês no qual eu fiz a tradução livre.

Vamos ao texto:

Resultados de um ensaio clínico randomizado que durou 5 anos, de uma nova abordagem de tratamento combinado para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) num nível severo e liderado por Henny Westra da York University, Toronto, com Michael Constantino da University of Massachusetts Amherst e Martin Antony da Ryerson University, Toronto, sugere que integrar entrevista motivacional (EM) com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) melhora à longo-prazo as taxas de melhora quando comparado com o TCC sozinho.

Como o pesquisador e psicoterapeuta Constantino explica: “o transtorno de ansiedade generalizada é uma condição bastante persistente e mesmo com um protocolo de TCC, que é a muito tempo o padrão-ouro de tratamento, menos da metade dos pacientes respondem a ela. Nós queremos fazer alguma coisa em relação a melhorar os desfechos de tratamento em saúde mental para este transtorno muito comumente encontrado”. Detalhes do estudo aparecem na edição da revista cientifica Journal of Consulting and Clinical Psychology.

Westra, Constantino e Antony testaram uma idéia baseada em uma pesquisa preliminar sugerindo que terapeutas poderiam melhorar a TCC endereçando a observação de que pacientes bastante frequentemente apresentam ambivalência sobre abandonar suas preocupações e ansiedade. Segundo Constantino: “pessoas podem vir para a terapia tanto querendo mudar quando estando relutante à mudança. Eles podem estar relutantes a abandonar algo que é tão familiar, algo que serve como uma ferramenta adaptativa. Quer dizer, a preocupação é útil para eles se eles sentem que ela pode ajudar a mantê-los na linha e funcionando responsavelmente, por exemplo”.

Pacientes conversando com um terapeuta durante a TCC podem chegar ao ponto onde eles tenham ambivalência interna e comecem a ser mais ativamente resistentes às sugestões do terapeuta sobre formas de mudar o seu comportamento. Constantino aponta: “isto pode ser o que acontece com pessoas com TAG e acontecendo isso o tratamento não será bem sucedido. Nossa idéia é para incluir EM nesse estágio para ajudar pessoas a endereçarem suas ambivalências e quaisquer resistências ao terapeuta ou a intervenção”.

EM é uma abordagem que terapeutas podem usar para mostrar empatia frente a ambivalência de seu paciente, para oferecer uma ajuda menos diretiva para o paciente reconhecer e validar seus sentimentos oposicionistas e reduzir o confronto entre paciente e terapeuta. “Ao invés de dizer a você para mudar, está ajudando você a entender porque é difícil para você mudar”, Constantino aponta. “Pacientes tendem a melhorar quando estratégias de EM são usadas diante da resistência; eles aproveitam mais da terapia”.

Para este trabalho financiado por uma bolsa do Canadian Institutes of Health Research, os pesquisadores recrutaram 85 participantes em Toronto e alocaram aleatoricamente 43 deles para receberem TCC sozinho, conduzido por terapeutas treinados apenas em TCC e 42 para receberem TCC mais EM de terapeutas treinados em ambas as abordagens. Os pacientes foram vistos em 15 sessões.

Constantino afirma: “Curiosamente, para os principais desfechos de preocupação e de aflição/sofrimento global, quando avaliados imediatamente após o término do tratamento, não houve condição de tratamento de efeito significante”. Contudo, ele acrescenta: “Mais de um ano do período de seguimento do pós-tratamento, nós vimos pacientes que haviam recebido a terapia combinada de EM+TCC pontuando significantemente melhor em ambas estas variáveis de desfecho. Eles saíram-se melhores do que aqueles pacientes que receberam só TCC, que permaneceram na mesma ou pioraram do seu quadro de preocupação e aflição/sofrimento. Assim, ela foi um efeito latente; eles melhoraram mas nós não vimos isso até mais tarde”. Ele diz ainda: “nós achamos que como a EM é mais centrada no paciente, aqueles indivíduos que tiveram EM em seu tratamento estavam mais bem preparados para resolver suas próprias lutas e desafios após o término da terapia, apesar deles não terem mais a ajuda de um terapeuta. Nós acreditamos que estratégias de EM podem dar a eles mais autonomia e pode ajudá-los a ajudarem a si mesmos mais facilmente a longo prazo”.

Em uma de suas muitas análises de seguimento, Constantino diz que resultados preliminares sugerem que pacientes no grupo de combinação de EM-TCC estavam menos resistentes ao terapeuta. Ademais, esta diferença contou estatisticamente para os efeitos benéficos durante o período de seguimento da integração da EM com TCC.

Aproveitando um considerável seguimento, com taxa de participação de 97% entre os sujeitos deste estudo, os pesquisadores estão atualmente conduzindo múltiplos estudos secundários para explorar os resultados. “Uma coisa que nós não sabemos ainda é porque os grupos não diferiram imediatamente no pós-tratamento”, Constantino afirma.

Talvez um problema mais desafiante para a equipe de pesquisadores será disseminar seus achados entre psicoterapeutas para ajudá-los a melhor ajudar seus pacientes, ele acrescenta. “Psicoterapia funciona”, Constantino diz. “É definitivamente melhor do que nada, mas ela não funciona da mesma forma para todo mundo. Nós também sabemos que ela pode sempre ser aprimorada. Idealmente, este novo conhecimento será convertido em workshops e introduzido em novos métodos de ensino e em como nós treinamos a próxima geração de estudantes de psicologia. Enquanto área, nós continuamos tentando melhorar nisto”.

Link do texto em inglês:

Research offers promising new approach for generalized anxiety disorder

A Minha Experiência Profissional com Eletroconvulsoterapia (ECT)

A eletroconvulsoterapia (mais conhecida como eletrochoque) é um tratamento que, apesar de muitos dizerem estar em DESUSO, tem se mostrado eficaz para certos casos – inclusive com publicações cientificas mostrando o efeito da ECT no tratamento do paciente.

Conheci este tipo de tratamento em 2001, quando na época, trabalhava em uma enfermaria de psiquiatria dentro de um Hospital Geral em SP. Eu era recém-formada e minha atuação como psicóloga fazia parte do programa da minha especialização em Psicologia da Saúde. Nessa época, eu fazia parte de uma equipe multidisciplinar, que contava com a presença de uma psiquiatra e outros profissionais de saúde mental (como Terapeutas Ocupacionais e Assistentes Sociais).

Ainda me recordo de ter ouvido, durante uma discussão de caso, o termo ECT, que foi a proposta da equipe para o tratamento de uma de nossas pacientes, uma senhora que apresentava depressão grave e que não apresentava melhora com o uso de antidepressivos. Não vou mentir que arregalei os olhos e pensei: “ELETROCHOQUE?!”, mas logo me acalmei quando me foi explicado todo o procedimento e de quais eram os resultados esperados a partir dele. Durante a minha fase de estudante de psicologia, já havia ouvido muitos relatos de pacientes que haviam sido tratados com eletrochoques e que tinham TRAUMA disso.

A eletroconvulsoterapia é um tipo de tratamento no qual, através de um estímulo elétrico (produzido pela máquina de ECT) gera uma convulsão no paciente e, é isso que faz com que o paciente melhore.

Participei (como OBSERVADORA) de algumas sessões, já que esse procedimento só pode ser realizado por um psiquiatra acompanhado de um anestesista (o paciente recebe anestesia geral e precisa ser monitorado). O paciente é submetido a vários exames antes desse tratamento e deve assinar um termo de consentimento, já que existe o risco da anestesia geral, que é o mesmo risco que qualquer paciente que vá se submeter a uma cirurgia terá, que é por volta de 0,05%. Então, podemos afirmar que o tratamento de eletroconvulsoterapia é bastante seguro.

As sessões costumavam acontecer três vezes por semana e, o tratamento era composto de 8 a 12 sessões, dependendo do caso (a grande maioria recebia 12 sessões). Desde a preparação (anestesia, etc.) até o final do procedimento, a duração era de 20 a 30 minutos. A paciente estava deitada, anestesiada, recebendo oxigênio e seu coração sendo monitorado. Ah, esse detalhe é muito importante: todas as pacientes recebiam relaxante muscular (o que já não acontecia nos procedimentos no passado nos hospitais psiquiátricos). Os choques que a paciente recebia vinham de dois eletrodos que eram colocados na cabeça (na parte frontal do crânio – um eletrodo de cada lado) e, através desse choque a paciente convulsionava. Nós não víamos a convulsão e nem a paciente se mexer. Ou melhor, você via um pequeno movimento no braço esquerdo o que significava que ela havia convulsionado. O choque dura segundos (se eu não me engano 11 segundos) e são dados 3 choques. A idéia dessa cena é a seguinte: é como se estivéssemos vendo alguém dormir e mexer ligeiramente o braço. E SÓ! Nada daquele show de horror que costumamos ver em filmes. Logo após o procedimento, o paciente ficava alguns minutos ainda no centro cirúrgico até poder retornar para a enfermaria de psiquiatria.

Algumas vezes, a paciente voltava para a enfermaria um pouco confusa, mas o quadro melhorava no decorrer do dia. Elas não lembravam do momento em que recebiam o choque, pois estavam anestesiadas. Ou seja, não é um tipo de tratamento que vai causar trauma, como acontecia no passado, onde o eletrochoque era utilizado como forma de castigo/punição, “à sangue frio”, como alguns pacientes falavam. A ação esperada desse tratamento é a mesma que se esperaria, por exemplo, de um antidepressivo agindo em um paciente deprimido.

Aí vocês podem me perguntar: e quando é que é indicado este tipo de tratamento?

Ele NÃO é indicado para todos os tipos de pacientes.

A sua indicação é principalmente para:

  • Pacientes que apresentam risco alto de suicídio e que não poderiam esperar pelo tempo de início de ação do antidepressivo, que é por volta de 2 semanas.
  • Paciente com depressão grave e o psiquiatra não pode aumentar mais a dose da medicação por conta dos efeitos colaterais.
  • Paciente não melhora o seu quadro depressivo, apesar do psiquiatra já ter tentado usar todos os tipos de antidepressivos disponíveis no mercado.
  • Paciente está GRÁVIDA e não pode fazer uso de altas doses de medicação. Eu sei que muita gente pode duvidar, mas as pesquisas indicam que a eletroconvulsoterapia é o tratamento mais seguro para esse período, não ocorrendo nenhum dano ao bebê e pode ser administrado em qualquer fase da gravidez. Claro que a anestesia que a gestante recebe não é igual ao que as não-gestantes recebem, mas ainda sim, o tratamento é eficaz e não é danoso nem a vida dela e nem a do bebê.
  • Pacientes idosos que apresentam problemas de interações medicamentosas, ou seja, precisa tratar a depressão, mas não pode tomar antidepressivo por causa da interação com as outras medicações que toma, ou mesmo fica restrito a apenas um tipo de antidepressivo e ele não produz o efeito desejado para este tipo de paciente.

 

Eu presenciei a melhora significativa desses pacientes que se submeteram a este tipo de tratamento e, posso afirmar, com todas as letras, que este tipo de tratamento é SEGURO e EFICAZ. Me lembro de uma paciente MUITO deprimida e, que na segunda semana, já parecia outra pessoa (depois de apenas 6 sessões, num regime de 3 sessões semanais).

Eu sei que nós psicólogos não podemos realizar este tipo de procedimento, mas devemos estar ABERTOS para ele, já que o nosso objetivo é o BEM-ESTAR de nosso paciente. Caso haja indicação para este tipo de procedimento, porque não sugeri-lo ao paciente e, pedir para que ele comente com o seu psiquiatra sobre a possibilidade (ou não) do uso de tal intervenção.

Espero que o relato da minha experiência com a eletroconvulsoterapia possa servir de informação, além de diminuir o preconceito que algumas pessoas apresentam frente à este procedimento.

 

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