Procura-se Voluntários!

Eu era psicóloga no Brasil e atualmente atuo nos EUA como Licensed Mental Health Counselor. Tenho mais de 22 anos de experiência na área e utilizo a abordagem Cognitivo-Comportamental na minha prática com os meus pacientes. Já dei aulas, palestras, apresentei trabalhos, traduzi livros e sou supervisora na área.

Recentemente, decidi candidatar-me para a Academy of Cognitive Therapy (https://www.academyofct.org), que é uma organização não-governamental, fundada em 1998, e que oferece uma certificação (como um “selo de qualidade”) aos terapeutas cognitivos que passarem pelo rigoroso processo deles, que inclui participar de aulas, supervisões e a realização de uma apresentação escrita (um estudo de caso0, para ser avaliado por uma comissão. Ou seja, o meu conhecimento e expertise nesse campo será avaliado e, se Deus quiser, aprovado 🙂

Como parte do processo, eu preciso apresentar uma gravação em áudio de uma sessão e a apresentação (por escrito) do caso. A identidade do(a) paciente é mantida e tudo o que é reportado passa antes pelo crivo dele(a).

Eu já tenho pacientes que se dispuseram a me ajudar com isso, mas eu também gostaria de tentar algo com um paciente novo. Para isso, estou oferecendo DUAS VAGAS para atendimento TOTALMENTE GRATUITO. Em troca, a pessoa assina um termo de autorização para gravação do áudio e compartilhamento com meu supervisor e a comissão julgadora da academia.

Perfil do paciente:

  • Brasileiro(a) morador de NY ou que viva próximo e possa deslocar-se para o meu meu consultório, caso seja necessário,
  • Fala, lê e escreve inglês fluente (a sessão será conduzida em inglês e o material utilizado também será nesse idioma),
  • Idade mínima de 21 anos,
  • Não tem plano de saúde e não tem como pagar por atendimentos,
  • Não toma nenhuma medicação psiquiátrica (nem natural),
  • Nunca fez tratamento psicológico,
  • Tem sintomas de depressão de nível moderado a severo,
  • Não apresenta nenhuma outra comorbidade psiquiátrica,
  • Não é usuário de álcool e/ou substâncias psicoativas (maconha, cocaína, etc),
  • Apresenta sentimentos de culpa e vergonha e por qualquer motivo,
  • Pessoa disposta a seguir a linha cognitivo-comportamental (pode buscar no google as palavras DEPRESSÃO e TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL para maiores informações),
  • Tenha acesso a internet e ao aplicativo zoom,
  • Disponibilidade para uma sessão semanal de 45 minutos,
  • Comprometer-se com a terapia com o mínimo de 12 sessões (três meses),

A pessoa não pagará NADA pelo tratamento (que custa $250 dólares POR SESSÃO) mas também não receberá nenhuma ajuda financeira.

Interessados, favor enviar mensagem contando um pouco de seus problemas para passarelapsy@gmail.com

 

Obrigada!

 

 

 

 

Eletroconvulsoterapia (ECT): Uma história de Controvérsia, mas Também de Ajuda

As cinzas de Carrie Fisher estão em uma urna desenhada para parecer como uma pílula de Prozac. O público sente pesar sobre a morte de Carrie Fisher, e isso não é apenas por ter sido uma atriz que protagonizou um dos papéis mais icônicos na história do cinema. Também foi por alguém que falou com perspicácia e coragem sobre a sua luta com doença mental.

Muitos críticos tem retratado o ECT como uma forma de abuso médico e representações no cinema e televisão são usualmente assustadores. Contudo, muitos psiquiatras e, mais importantemente os pacientes, consideram o ECT como um tratamento seguro e efetivo para depressão severa e transtorno bipolar. Poucos tratamentos médicos têm tais imagens desiguais. A bravura de Fisher, contudo, não era apenas em lutar contra o estigma de sua doença, mas também em declarar em suas memórias “Shockaholic”, seu uso voluntário de um tratamento estigmatizado: eletroconvulsoterapia (ECT), frequentemente conhecido como tratamento de choque.

Eu sou um historiador de psiquiatria e publiquei um livro sobre a história do ECT. Eu tinha, assim como muitas pessoas, sido exposto apenas as imagens assustadoras de ECT e cresci interessado na história do tratamento após aprender quantos médicos e pacientes consideram este como um tratamento valioso. Meu livro faz a seguinte pergunta: por que este tratamento tem sido tão controverso?

ECT funciona usando a eletricidade para induzir convulsões. Isto é certamente uma forma contra-intuitiva de tratar doenças. Mas muitos tratamentos médicos, tal como a quimioterapia para câncer, requer que nós passemos por experiências físicas terríveis para propósitos terapêuticos. Os conflitos em relação ao ECT têm outras fontes.

Ironicamente, dado que o ECT se tornaria icônico como um tratamento assustador, os pesquisadores italianos que propuseram a usar a eletricidade estavam pesquisando por um método mais seguro, mais humano e menos temível de induzir as convulsões. Seus colegas, internacionalmente, acreditavam que eles tinham tido sucesso. No espaço de poucos anos após a sua invenção, a ECT era amplamente usada em hospitais psiquiátricos ao redor do mundo. A ECT foi inventada na Itália no final dos anos 30. Psiquiatras já tinham descoberto que induzir convulsões poderia aliviar sintomas de transtorno mental. Antes do ECT, isto era feito com o uso de químicos, geralmente com um chamado Metrazol. Em muitos relatórios, pacientes experienciaram um sentimento de  terror após tomarem Metrazol. Um psiquiatra de Cleveland que atendia naquela época, uma vez me disse que os médicos e as enfermeiras costumavam correr atrás dos pacientes para fazer com que tomassem o Metrazol.

Muitas representações de ECT em filmes e televisão têm retratado a terapia como uma  abusiva forma de controle. O mais famoso é o filme “Um estranho no ninho”, no qual um indisciplinado paciente é submetido ao procedimento como punição. Não há provavelmente uma estória fictícia que causa tanta assombração na nossa consciência de um tratamento médico.

“Um estranho no ninho” e muitas outras representações são sensacionais, mas nós não podemos compreender o background histórico para o estigma ao redor de ECT se nós não reconhecemos que “Um estranho no ninho”, embora lançado como filme em 1975, não era completamente irrealista para a era que ele representa, os anos 50.

Não há dúvidas de que a ECT estava beneficiando pacientes naquela época, mas há também muita evidência daquele período mostrando que ECT e a ameaça dele, era usado nos hospitais psiquiátricos para controlar pacientes difíceis e para manter ordem nas enfermarias. ECT era também fisicamente perigoso quando foi desenvolvido. Agora, há formas para mitigar estes perigos. Na prática atual, conhecida como ECT modificado, são usados relaxantes musculares para evitar os perigos físicos de uma convulsão e anestesia para evitar dor da eletricidade.

Estas modificações foram logo aprendidas, mas levou um tempo para que se tornarem prática-padrão. Ken Kesey, que escreveu a obra: “Um estranho no ninho”, lançado em 1962, trabalhou em um hospital psiquiátrico nos anos 50.

Naquela época, ECT também era usado como “tratamento” para a homossexualidade, à medida em que era considerado por psiquiatras como uma doença. Esta não foi uma grande parte da prática de ECT, mas isto não é um conforto para homossexuais que receberam o tratamento e que poderia ser traumatizante. Os psiquiatras que usavam ECT desta forma sinceramente acreditavam que estavam tentando ajudar pessoas doentes, que serve como aviso contra comportamento “medicalizante” e presumindo que isto reduziria estigma. Este uso de ECT não durou, em parte porque não havia evidência que esta técnica alterava a sexualidade de alguém. Mas sobreviveu na memória social da terapia.

Nos anos 60, a evidência de que a ECT era bastante efetiva para tratar depressão era robusta. Mas havia também boas razões para pacientes temerem o ECT. Estas razões, combinadas com generalizadas revoltas contra autoridade e conformidade que  floresceram nos anos 60, também originou uma revolta contra autoridade médica –  o movimento anti-psiquiatria.

Em suas mais extremas versões, o movimento de anti-psiquiatria rejeitou a própria noção de transtorno mental. Mas tratamentos físicos e, mais especialmente a ECT, despertou suas mais fortes rejeições. A maioria dos defensores de anti-psiquiatria – mesmo aqueles que  questionaram a própria realidade de transtorno mental – eram de apoio da terapia da fala.

Isto fornece uma outra pista sobre porque ECT  ocasiona tais profundas cisões. Ao agir tão diretamente no corpo, sem qualquer aprofundamento na história de vida do paciente, os efeitos poderosos do ECT levanta questões sobre o que é o transtorno mental e que tipo de psiquiatria é a melhor. Ela ainda levanta questões sobre quem nós somos e o que uma pessoa é.

O uso de ECT teve uma redução nos anos de 60 e 70, mas foi retomado começando no início dos anos 80. Durante os anos decorrentes, tem havido um número crescente de positivas representações, frequentemente em memórias de pacientes como a de Carrie Fisher. Escritores tais como  Norman Endler e Martha Manning escreveram comoventes relatos de como o ECT trouxe-os de volta da mais sombria depressão.

Cada vez mais, ECT veio para ser fornecido com consentimento e o uso de ECT modificado tornou-se padrão. Agora, psiquiatras estimam que aproximadamente 100.000 americanos recebem ECT.

Com o aumenta da era de Prozac, nossa cultura tornou-se mais confortável com correções físicas para aqueles transtornos que nós continuamos a chamar de “mental.” De acordo com psiquiatras que oferecem o tratamento, muitos pacientes frequentemente voltam para voluntários tratamentos repetidos de ECT, como a Carrie Fisher fez. Isso não se ajusta com uma visão estereotipada de ECT como forma de controle social abusivo. O ECT continua a ter muitos críticos, frequentemente pessoas que receberam o tratamento sem a vontade ou que sentiram-se pressionados para recebê-lo. Por exemplo, Wendy Funk escreveu sobre isto em seu livro: “What Difference Does it Make?

A principal fonte de persistente controvérsia preocupa um possível efeito adverso: perda de memória.

Não existe qualquer dúvida de que a ECT causa alguma perda de memória, particularmente de eventos próximo do tempo do tratamento. Contudo, estas memórias frequentemente retornam. E há também poucas dúvidas de que muitos pacientes obtêm fortes resultados terapêuticos e muitos pacientes dizem que eles tem pouco, se o tiver, perda de  memória permanente.

Mas perda de memória permanente a longo prazo ocorre e é incerto o quão comum é. Muito clínicos acreditam ser extremamente raro, baseado em sua própria experiência tratando muitos pacientes ao longo dos anos.

Os estudos científicos não são bastante conclusivos; e séria e permanente perda de memória está em toda parte em livros de memórias de pacientes – não menos naqueles pacientes que escreveram relatos positivos de efeitos terapêuticos de ECT. No livro dela:  “Shockaholic”, Carrie Fisher foi enfática sobre o poder de ECT para reverter depressão persistente, mas adicionou: “a verdadeira coisa negativa sobre ECT é que ele é  incrivelmente faminto e a única coisa que ele gosta é da memória”.

ECT pode ser um tratamento valioso para muitas pessoas. Muitos médicos lamentam que esse é um tratamento estigmatizado. Dissipar o estigma, no entanto, requerirá mais do que apenas testemunho de seu efeito terapêutico, mas também uma avaliação completa de seus custos, ambos passado e presente.

The ConversationEscrito porJonathan Sadowsky, Theodore J. Castele, professor de história médica, Case Western Reserve University, este artigo foi originalmente publicado na The Conversation. Leia o original article.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

http://www.psypost.org/2017/01/electroconvulsive-therapy-history-controversy-also-help-46885

Novos Achados Sobre Como o Lítio Atua No Cérebro

Desde a década de 70, médicos nos EUA tem prescrito lítio para tratar pacientes com transtorno bipolar. Embora a medicação tenha uma boa taxa de sucesso, cientistas estão ainda incertos como ela alcança exatamente seus efeitos benéficos. Biólogos da MIT agora descobriram uma possível explicação para como o lítio funciona. Em um estudo de minhocas, os pesquisadores identificaram um proteína-chave que é inibida pelo lítio, deixando as minhocas menos ativas.

Embora estes efeitos comportamentais em minhocas não possam ser traduzidos diretamente para os humanos, os resultados sugerem um possível mecanismo para efeitos do lítio no cérebro, que os pesquisadores acreditam que seja válido explorar mais: “como o lítio age no cérebro tem sido este grande mistério da psicofarmacologia”, diz Joshua Meisel, um pós-doutorando do MIT e primeiro autor do estudo. “Há hipóteses, mas nada tem sido provado”.

Dennis Kim, um professor associado de biologia, é o autor sênior do artigo científico, que apareceu na edição de julho de 2016 da Current Biology.

A habilidade do lítio para agir como tranquilizador para pessoas sofrendo de mania e transtorno bipolar foi descoberto em 1949 pelo psiquiatra australiano John Cade, mas a medicação não foi aprovada pelo U.S. Food and Drug Administration até 1970.

O lítio interage com muitas proteínas e outras moléculas no cérebro, por isso tem sido difícil para os cientistas determinar quais destas interações produzem estabilização do humor. Alguns dos alvos hipotetizados são as enzimas que produzem inositol, um açúcar simples envolvido na sinalização celular e uma enzima chamada GSK3, que inativa outras proteínas. Contudo, nenhum estudo associou conclusivamente estes alvos aos efeitos do lítio em pacientes bipolares.

A equipe da MIT não começou a estudar o lítio mas esbarrou nele enquanto exploravam interações entre a Caenorhabditis elegans e seu ambiente microbiano. Esta minhoca tem um sistema nervoso simples, constituído de 302 neurônios, a maioria deles ocorre em pares.

Em um artigo científico publicado em 2014, Meisel e Kim descobriram que um par de neurônios conhecidos como neurônios ASJ são necessários para a evitação da minhoca de bactérias nocivas. Estudos anteriores de outros laboratórios tinham mostrado que os neurônios ASJ são também requeridos para despertar de um estado de hibernação provocado por inanição. Esta reativação, conhecida como a dauer exit, ocorre quando a comida torna-se mais abundante.

Como seguimento para esse estudo, os pesquisadores realizaram um screen genético onde procuraram por genes alterados que interfere nos neurônios ASJ. Para a surpresa dos pesquisadores, um dos genes implicados por este screen foi um que codifica para uma proteína chamada BPNT1,  que foi sempre conhecida por ser inibida pelo lítio. BPNT1 é uma proteína que remove grupos de fosfato de um composto conhecido como PAP, um processo que é crucial para manter o funcionamento normal da célula.

Quando os pesquisadores eliminaram o gene BPNT1, eles encontraram que os neurônios ASJ entraram em um estado latente e as minhocas não mais poderiam executar o comportamento evitativo e nem o dauer exit. Eles também encontraram os mesmos efeitos comportamentais em minhocas tratadas com lítio.

Os achados sugerem que o tratamento com lítio silencia a atividade em neurônios que depende do BPNT1, que Meisel e Kim encontraram intrigante porque muitas células do cérebro humano também dependem desta proteína. Em humanos, é usualmente encontrado em neurônios que secretam dopamina, epinefrina ou norepinefrina, que são todos neurotransmissores que estimulam a atividade cerebral: “nós acreditamos que é perfeitamente razoável adicionar o BPNT1 em uma lista de hipóteses para como o lítio está afetando o cérebro”, Meisel diz. “Silenciar neurônios dopaminérgicos eu acho que deixaria a pessoa menos maníaca por causa de como a dopamina afeta o cérebro”.

Embora o laboratório de Kim foque-se em minhocas, os pesquisadores esperam que outros laboratórios testem as novas hipóteses em outros animais: “estabelecer que isto acontece em C. elegans, não indica que prova como o lítio funciona em humanos, mas fornece uma base experimental bastante sólida para explorar uma hipótese de que o lítio possa ter efeitos terapêuticos em neurônios específicos através da inibição de BPNT1”, afirma Kim. “Nós esperamos que outros grupos que trabalham com sistemas mamíferos possam estar interessados em explorar esta questão mais a fundo”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Tai Chi Prova ser Viável e Benéfico para Veteranos com TEPT

Veteranos com sintomas de Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) que participaram de Tai Chi não apenas recomendariam-na para um amigo, como também encontraram que a antiga tradição chinesa ajudou com os sintomas deles, incluindo manejar pensamentos intrusivos, dificuldades com concentração e excitação fisiológica.

Os achados, que apareceram na revista cientifica BMJ Open, são os primeiros a examinarem a viabilidade, o feedback qualitativo e a satisfação associada com o Tai Chi para esta população.

Na população geral, o risco durante a vida de desenvolver TEPT é estimado ser de 8,7%. Entre veteranos o risco é maior, com uma estimativa de 23,1%. TEPT e seus sintomas se tornam frequentemente crônicos e estão associados com uma perda de bem-estar físico, financeiro e psicológico.

Tai Chi é praticado hoje como uma forma graciosa de exercício que envolve uma série de movimentos realizados de uma maneira lenta e focada, acompanhada por respiração profunda e mindfulness. Em adição as melhorias físicas em flexibilidade, força e manejo da dor, há evidência de que Tai Chi melhora o sono e reduz a depressão e a raiva.

17 veteranos com sintomas de TEPT matricularam-se em um programa introdutório de Tai Chi (com 4 sessões). Após a sessão final, os participantes reportaram impressões favoráveis do programa. Aproximadamente 94% estavam bastante ou muito satisfeitos e todos os participantes indicaram que gostariam de participar de futuros programas de Tai Chi e recomendariam-no a um amigo. Além disso, eles descreveram sentirem-se bastante engajados durante as sessões e descobriram que o Tai Chi pode ser útil para manejar estressantes sintomas de TEPT.

De acordo com os pesquisadores, este estudo fornece evidência para a viabilidade de ingressar e engajar veteranos com sintomas de TEPT em um programa de exercício de Tai Chi: “nossos achados também indicam que Tai Chi é uma atividade física segura e apropriada para indivíduos com várias capacidades físicas. Dado os nossos achados positivos, pesquisa adicional é necessária para empiricamente avaliar o Tai Chi como um tratamento para sintomas de TEPT”, disse Barbara Niles, PhD, professora assistente de psiquiatria, da Boston University School of Medicine e psicóloga/pesquisadora da equipe do National Center for PTSD – Behavioral Science Division, VA Boston Healthcare System.

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http://www.psypost.org/2016/11/tai-chi-proves-feasible-beneficial-veterans-ptsd-46222

Estudo Encontra que a Terapia Cognitiva é Mais Efetiva do que Medicação para Tratar Transtornos de Ansiedade Social

Nós estabelecemos um novo recorde mundial em tratar efetivamente transtornos de ansiedade social”, diz Hans M. Nordahl, um professor de medicina comportamental da Norwegian University of Science and Technology (NTNU).

Uma equipe de médicos e psicólogos da NTNU e da University of Manchester, na Inglaterra, liderados por Nordahl, examinaram os efeitos da terapia da conversa estruturada e os efeitos da terapia da conversa estruturada e medicação em pacientes com transtornos de ansiedade social.

Até agora, uma combinação de terapia cognitiva e medicação era pensada ser o tratamento mais efetivo para estes pacientes. Os resultados dos pesquisadores, que foram publicados na revista cientifica Psychotherapy and Psychosomatics, mostrou que a terapia cognitiva por si própria tem um efeito muito melhor ao longo do tempo do que apenas a medicação ou a combinação dos dois.

Cerca de 85% dos participantes do estudo melhoraram significativamente ou se tornaram completamente saudáveis usando apenas a terapia cognitiva: “este foi um dos melhores estudos em transtornos de ansiedade social já realizados”, diz Nordahl. “Levou 10 anos para realizar e tem sido desafiante tanto academicamente quanto em termos de logística, mas o resultado é realmente encorajador”, ele diz.

Para esclarecer alguns termos: ansiedade social não é um diagnóstico, mas um sintoma no qual muitas pessoas lutam contra ele. Por exemplo, conversar ou sendo engraçado em frente de uma  grande platéia pode engatilhar este sintoma. Por outro lado, transtorno de ansiedade social – ou fobia social – é um diagnóstico para indivíduos que acham difícil funcionar socialmente e qualquer pessoa com este diagnóstico tem alta ansiedade social.

Medicações, terapia da conversa ou uma combinação delas são as formas mais comuns de tratar pacientes com este diagnóstico. Pesquisadores da NTNU organizaram-se para examinar quais destas abordagens é a mais efetiva: “muitos médicos e hospitais combinam medicações – como a famosa “pílula da felicidade” – com terapia da conversa quando tratam este grupo de paciente. Isso funciona bem em pacientes com transtornos depressivos, mas ele, na verdade, tem o efeito oposto em indivíduos com transtornos de fobia social. Não há muitos profissionais da área da saúde que estão cientes disto”, disse Nordahl.

“Pílulas da felicidade” como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), podem ter fortes efeitos colaterais físicos. Quando pacientes tem estado em medicações por algum tempo e querem reduzi-las, os sentimentos corporais associados com fobia social, como tremor, ruborização e tontura em situações sociais tendem a retornar. Pacientes frequentemente acabam em um estado de ansiedade social aguda novamente: “pacientes frequentemente confiam mais na medicação e não colocam tanta importância na terapia. Eles acham que são as medicações que os farão mais saudáveis e se tornam dependentes de algo externo ao invés de aprenderem a regularem-se por si mesmos. Assim, a medicação camufla uma descoberta do paciente bastante importante: que ao aprenderem técnicas efetivas, eles tem a capacidade para lidar com suas ansiedade por eles mesmos”, diz Nordahl.

Pesquisadores da NTNU elaboraram o projeto para comparar os métodos mais reconhecidos para tratar transtornos de ansiedade social. Mais de 100 pacientes participaram no estudo e foram divididos em quatro grupos.

O primeiro grupo recebeu apenas medicação, o segundo grupo recebeu apenas terapia, o terceiro grupo recebeu uma combinação dos dois, e o quarto recebeu uma pílula de placebo. Os quatro grupos foram comparados ao longo do percurso e pesquisadores conduziram uma avaliação de seguimento com eles um ano após o término do tratamento.

Durante o tratamento e logo após o término, os pacientes dos grupos dois e três estavam manejando igualmente bem. Mas após um ano, foi claro que os participantes do grupo dois – aqueles que tinham recebido apenas terapia cognitiva – estavam muito melhor.

Apenas com a ajuda da terapia cognitiva os pesquisadores manejaram aumentar a taxa de recuperação em pacientes com transtornos de ansiedade social de 20 a 25%, como comparado com o padrão para este grupo: “este é o tratamento mais efetivo de todos para este grupo de pacientes. Tratamento de doença mental frequentemente não é tão efetivo quanto tratar uma fratura no osso, mas aqui nós mostramos que o tratamento de transtornos psiquiátricos pode ser igualmente efetivo”, diz Nordahl.

Torkil Berge é um psicólogo do Diakonhjemmet Hospital, em Oslo e chefe da Norwegian Association for Cognitive Therapy. Ele diz que transtorno de ansiedade social é um problema de saúde pública com importantes consequências negativas para o indivíduo e para a sociedade. Quase 12% da população será afetada por esta doença durante sua vida. “Este é um transtorno velado e muitos pacientes acham difícil comunicar sua luta aos profissionais de saúde que cuidam de sua saúde. Milhares e milhares de indivíduos acabam não recebendo tratamento adequado. Daqueles que conseguem tratamento, para a maioria é provavelmente oferecido terapia medicamentosa”, Berge afirma. “Eu posso bem imaginar que a combinação de terapia medicamentosa e terapia cognitiva não é a melhor abordagem, como pesquisadores da NTNU determinaram neste estudo”, ele disse.

Nordahl e o resto da equipe de pesquisa também tem trabalhado para melhorar a terapia cognitiva padrão. Eles adicionaram novos elementos concretos, que tem mostrado maior efetividade: “nós estamos usando o que é chamado terapia meta-cognitiva, significando que nós trabalhamos com os pensamentos dos pacientes e suas reações e crenças sobre estes pensamentos. Nós endereçamos a ruminação e preocupação deles sobre como elas funcionam em situações sociais. Aprender a regular os processos de atenção deles e treinar com tarefas mentais são novos elementos terapêuticos com enorme potencial para este grupo de pacientes”, diz Nordahl.

Os pesquisadores agora esperam desenvolver mais terapia cognitiva estandardizada para pacientes que sofrem de transtornos de ansiedade social.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/12/cognitive-therapy-effective-medication-treating-social-anxiety-disorders-study-finds-46588

 

 

Estudo Revela pela Primeira Vez que a Terapia Cognitivo-Comportamental Muda a Conexão Cerebral em Psicose

Um novo estudo do King’s College London e South London and Maudsley NHS Foundation Trust mostrou, pela primeira vez, que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) potencializa as conexões especificas no cérebro das pessoas com psicose e que estas conexões mais fortes estão associadas com redução a longo-prazo de sintomas e recuperação oito anos mais tarde.

TCC – um tipo especifico de terapia da conversa – envolve pessoas mudando a forma como pensam e respondem aos seus pensamentos e experiências. Para indivíduos experienciando sintomas psicóticos, comum em esquizofrenia e em uma série de outros transtornos psiquiátricos, a terapia envolve aprender a pensar diferentemente sobre experiências incomuns, tal como crenças angustiantes de que outras pessoas estão perseguindo-os. A TCC também envolve desenvolver estratégias para reduzir o sofrimento e aumentar o bem-estar.

Os achados, publicados na revista cientifica Translational Psychiatry, seguem o trabalho anterior dos mesmos pesquisadores que mostraram que, pessoas com psicose que receberam TCC exibiram conexões fortalecidas entre regiões-chave do cérebro envolvidas no processamento de ameaça.

Os novos resultados mostram pela primeira vez que estas mudanças continuam a ter um impacto anos mais tarde na recuperação a longo-prazo das pessoas.

No estudo original, os participantes submeteram-se a fMRI para avaliar a resposta cerebral a imagens de rostos expressando diferentes emoções, antes e após seis meses de TCC. Os participantes já estavam tomando medicação quando fizeram parte do estudo e então foram comparados a um grupo recebendo apenas medicação. O grupo recebendo apenas medicação não apresentou nenhum aumento em conectividade, sugerindo que os efeitos nas conexões do cérebro podem ser atribuídas a TCC.

Para o novo estudo, a saúde de 15 dos 22 participantes que receberam TCC foi monitorada por oito anos através de seus registros médicos. Eles também responderam a um questionário no final de cada período para avaliar o nível deles de recuperação e bem-estar.

Os resultados mostram que o aumento em conectividade entre várias regiões cerebrais – sobretudo a amígdala (o centro de ameaça do cérebro) e os lobos frontais (que estão envolvidos no processo de pensar e raciocinar) – estão associados com a recuperação de psicose a longo-prazo. Esta é a primeira vez que mudanças no cérebro associadas com TCC tinham sido apresentadas como estando associadas com recuperação a longo-prazo de pessoas com psicose.

O autor do estudo, Dr Liam Mason, do King’s College London, que é psicólogo clínico do Maudsley Hospital onde a pesquisa ocorreu, disse: “esta pesquisa desafia a noção de que a existência de diferenças físicas cerebrais em transtornos de saúde mental de alguma maneira, torna fatores psicológicos ou tratamentos menos importantes. Infelizmente, pesquisas anteriores mostraram que este ‘viés cerebral’ pode tornar os clínicos mais propensos a recomendarem medicação mas não terapias psicológicas. Isto é especialmente importante em psicose, onde apenas uma em cada dez pessoas que poderiam beneficiar-se de terapias psicológicas são oferecidas a elas”.

Os pesquisadores agora esperam para confirmar os resultados em uma amostra maior e para identificar as mudanças no cérebro que diferenciam pessoas que experienciam melhorias com TCC daquelas que não. Em última instância, os resultados poderiam levar a tratamentos melhores e mais adaptados para a psicose, ao permitir aos pesquisadores entender o que determina se as terapias psicológicas são efetivas.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/01/study-reveals-first-time-cognitive-behavior-therapy-changes-brains-wiring-46943

Estudo Mostra que a Causa do Antidepressivo não Funcionar em Alguns Pacientes Pode ser Devido ao Ambiente

Antidepressivos ISRS (inibidores selectivos da recaptação da serotonina), sendo que o mais famoso deles é o Prozac) estão entre as medicações mais tomadas. Contudo, parece não haver um jeito de saber com antecedência se ou não os ISRSs funcionarão efetivamente. Agora, um grupo de pesquisadores europeus desenvolveram uma nova teoria de ação do ISRS e testaram em ratos estressados. Os resultados que foram apresentados na ECNP conference, em Viena, mostraram porque as circunstâncias na qual nos encontramos pode influenciar se um antidepressivo funcionará ou não.

De acordo com a pesquisadora Silvia Poggini (Istituto Superiore di Sanità, em Roma): “não há dúvidas que os antidepressivos funcionam para muitas pessoas, mas para entre 30 e 50% de pessoas deprimidas, os antidepressivos não funcionam. E ninguém sabe o porque. Este trabalho pode explicar parte da razão”.

Os pesquisadores propuseram que simplesmente aumentar os níveis de serotonina, tomando um ISRS, não causa uma recuperação da depressão, mas coloca o cérebro em uma condição onde a mudança pode ocorrer — ela aumenta a plasticidade do cérebro, tornando-o mais aberto para ser mudado. “De certo modo, parece que os ISRSs abrem o cérebro para ser movido de um estado fixo de infelicidade para uma condição onde outras circunstâncias podem determinar se ou não você se recuperará”, disse Ms Poggini. De acordo com os pesquisadores, é a condição ambiental no qual você se encontra no momento do tratamento que determina se provavelmente melhorará ou piorará.

Para testar isto, eles tiraram uma amostra de ratos que tinham sido submetidos a estresse por duas semanas. Eles começaram a tratar os ratos com a ISRS fluoxetina e dividiram o grupo. Eles continuaram a estressar metade (n=12) do grupo de ratos mas a outra metade dos ratos foram submetidos a um ambiente mais confortável. Eles então testaram todos os ratos para medir os níveis de citocinas no cérebro relacionado ao estresse. Citocinas são moléculas relacionadas a proteína que ajuda a comunicação de célula a célula no sistema imune.

Eles encontraram que os ratos que mantiveram-se em um ambiente mais confortável mostraram um aumento na expressão de citocinas pró-inflamatória e diminuíram os genes relacionados ao anti-inflamatório, assim como mostrando menos sinais de depressão, enquanto que aqueles sob continuo estresse mostraram o efeito oposto (isto é, uma diminuição em citocinas pro-inflamatórias e um aumento na expressão de gene anti-inflamatório, com mais sinais de depressão). Os ratos tratados com fluoxetina e expostos ao ambiente confortável mostraram um aumento de 98% nas citocinas pró-inflamatórias IL-1β enquanto que os ratos mantidos em um ambiente estressante e tratados com fluoxetina mostraram uma diminuição de 30% nas citocinas pró-inflamatórias TNF-α.

Isto indica que o ambiente determina a resposta a antidepressivos. De acordo com Silvia Poggini: “este trabalho indica que simplesmente tomar um ISRS não é provavelmente o suficiente. Para usar uma analogia, os ISRSs colocam você em um barco, mas um mar agitado pode determinar se você desfrutará da viagem. Para um ISRS funcionar direito, você pode necessitar estar em um ambiente favorável. Isto pode significar que nós temos que considerar como podemos adaptar nossas circunstâncias e que o tratamento de antidepressivo apenas seria uma ferramenta para usar contra a depressão”. Ela advertiu: “nossos estudos tem uma série de limitações. Primeiro de tudo, nós não estamos explicando a completa gama de ações dos ISRSs. É também um modelo animal, então estudos clínicos e epidemiológicos são necessários para testes adicionais para testar a validade das hipóteses. Nossos resultados são preliminares e nós fortemente recomendamos que pacientes sigam ao tratamento prescrito pelos seus médicos”.

Comenta o Dr. Laurence Lanfumey, do Centre de Psychiatrie et Neuroscience Inserm, em Paris: “este estudo original é um bom modelo para combinados tratamentos comportamentais e farmacológicos em transtornos como a depressão. A idéia de que o ambiente poderia impactar o resultado de um tratamento farmacológico tem sido sugerida por anos, mas este trabalho traz diretas evidências biológicas desta interação. Embora o presente trabalho também tenha levantado diversas questões, este tipo de experimento é importante para fazer a ponte entre comportamento e eficácia dos ISRSs”.

O estudo foi publicado na Brain, Behavior, and Immunity.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Why don’t antidepressants work in some patients? Study shows it may be due to environment

Exames Cerebrais Poderiam Predizer a Resposta a Psicoterapia para Ansiedade e Depressão

Exames de imagem cerebral podem, um dia, fornecer informação util na resposta a psicoterapia em pacientes com depressão ou ansiedade, de acordo com uma revisão de pesquisa atual na edição de novembro/dezembro da Harvard Review of Psychiatry, publicada pelo Wolters Kluwer.

Estudos mostram promissora evidência inicial de que específicos “marcadores de neuroimagem” poderiam ajudar na predição das chances de uma boa resposta para a psicoterapia ou escolher entre psicoterapia ou medicações, em pacientes com transtorno depressivo maior (TDM) e outros diagnósticos: “embora algumas áreas cerebrais tenham emergido como potenciais candidatos a marcadores, há ainda muitas barreiras que impossibilitam o seu uso clínico”, comenta a autora principal, a Dra. Trisha Chakrabarty, da University of British Columbia, em Vancouver.

Os pesquisadores analisaram pesquisas prévias avaliando exames de imagem cerebral para predizer os desfechos de psicoterapia para transtornos de depressão maior e transtornos ansiosos. Psiquiatras estão interessados em identificar imagens de marcadores cerebrais em resposta a psicoterapia – comparável a eletrocardiogramas e testes de laboratório usados para decidir em tratamentos para enfarte do miocárdio.

A revisão encontrou 40 estudos incluindo pacientes com TDM, TOC, TEPT e outros diagnósticos. Alguns estudos usaram estudos de imagem estrutural do cérebro, que mostra a anatomia cerebral; outros usaram exames funcionais, que demonstram atividade cerebral.

Embora nenhuma única área cerebral foi consistentemente associada com resposta a psicoterapia, os resultados identificaram alguns “candidatos a marcadores”. Estudos sugeriram que respostas a psicoterapia pode estar relacionado a atividades em duas áreas cerebrais: a amígdala, envolvida em respostas de humor e memórias emocionais; e a insula anterior, envolvida em conscientização do estado fisiológico do corpo, respostas de ansiedade e sentimentos de repulsa.

Em estudos de TDM, pacientes com atividade mais alta na amígdala foram mais propensos a responder a psicoterapia. Por outro lado, em alguns estudos de transtornos ansiosos, atividade mais baixa na amígdala estava associada com melhores desfechos em psicoterapia. Estudos de atividade da ínsula anterior mostrou o inverso: resposta a psicoterapia estava associada com atividade mais alta em pré-tratamento em transtornos ansiosos e atividade mais baixa em TDM.

Outros estudos ligados a respostas de psicoterapia para uma área cerebral frontal chamada de córtex cingulado anterior, (CCA) que desempenha um papel critico na regulação das emoções. A maioria das evidencias sugeriu que pacientes com TDM com menos atividade em algumas partes do CCA (ventral e subgenual) foram mais propensos a ter bons desfechos com psicoterapia: “estudos futuros de resposta a psicoterapia podem focar mais adiante nestas regiões individuais como marcadores preditivos”, de acordo com a Dra. Chakrabarty. “Adicionalmente, futuros estudos de biomarcadores pode focar em conexão funcional no pré-tratamento entre estas regiões, uma vez que a experiência afetiva é modulada via conexões recíprocas entre áreas do cérebro tais como a CCA e a amígdala”.

Os pesquisadores enfatizam as limitações de evidencia atual em marcadores de neuroimagem de resposta a psicoterapia – os estudos foram altamente variáveis em termos de sua metodologia e resultados. Estudos adicionais são necessários para avaliar como os potenciais marcadores de neuroimagem funcionam ao longo do tempo, se eles podem predizer quais os pacientes  que responderão melhor a medicações versus psicoterapia e como eles podem ser integrados com características clínicas para melhorar desfechos para pacientes com depressão e transtornos ansiosos.

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http://www.psypost.org/2016/11/brain-scans-help-predict-response-psychotherapy-anxiety-depression-45898

Neurociência e Dôr Crônica

Abuso de prescrição de remédios opióides usados para tratar dor crônica tem alcançado proporções epidêmicas, tanto que a Casa Branca anunciou um novo esforço para combater o vício e prevenir as milhares de mortes relacionadas a overdose dessas medicações reportadas nos Estados Unidos todos os anos.

Mas uma pesquisa da equipe da University of Texas, em Arlington, tem trabalhado em uma solução alternativa: estimulação elétrica de uma estrutura cerebral profunda e central que bloqueia os sinais de dor no nível da coluna espinhal sem intervenção com medicação. O processo também engatilha a liberação de dopamina, que pode reduzir o sofrimento emocional associado com dor a longo prazo, os pesquisadores disseram: “este é o primeiro estudo a usar um aparelho elétrico sem fio para aliviar a dor, diretamente estimulando a área tegmental ventral do cérebro”, disse Yuan Bo Peng, professor de psicologia da UTA. “Embora esteja ainda sob teste de laboratório, este novo método fornece esperança que no futuro será capaz de aliviar dor crônica sem os efeitos colaterais das medicações”.

Peng e J.-C. Chiao, professor de engenharia elétrica, detalha as descobertas deles em um novo artigo cientifico publicado na revista cientifica Experimental Brain Research. O professor de engenharia elétrica, Xiaofei Yang, da Huazhong University of Science and Technology, em Wuhan, na China, também participou no estudo.

Perto de dois milhões de americanos abusaram ou foram dependentes de remédios opióides em 2014 e 165.000 morreram entre 1999 e 2014 de overdoses relacionadas a prescrições de opióides, de acordo com os centros de controle de doença.

Nos experimentos deles, Peng and Chiao usaram seu patenteado aparelho sem fio com design personalizado para demonstrar que a estimulação do área tegmental ventral reduziu a sensação de dor. Eles também confirmaram que esta simulação reduziu sinais de dor na medula espinhal, efetivamente bloqueando a percepção da dor.

Morteza Khaledi, reitor do College of Science da UTA, elogia os pesquisadores neste importante trabalho: “soluções para dor crônica estão na vanguarda de pesquisas médicas atuais”, Khaledi disse. “A pesquisa dos dr. Peng e Dr. Chiao é um trabalho de alto impacto focado na saúde e na condição humana”.

Chiao tem dor constante de hérnia discal e nervos comprimidos no pescoço dele e também testemunhou seu tio sofrer após quimioterapia para câncer de próstata. O tio dele usou um primeiro dispositivo implantável para estimular electricamente a medula espinhal dele e aliviar a dor. A tecnologia foi a melhor disponível, mas ele tinha que mudar manualmente as doses de estimulação a cada 15 minutos e sofreu sem muito sono antes dele falecer.

Estas experiências difíceis impulsionaram o comprometimento de Chiao e Peng a uma década para encontrar uma solução para dor crônica. O dr. Peng iniciou a idéia e trabalhou com Chiao, Yang e outros pesquisadores para desenvolver novas tecnologias, métodos e conhecimento através de várias disciplinas.

Outros participantes nesta pesquisa foram Ai-Ling Li, da Indiana University e Jiny Sibi, da University of Texas Medical Branch em Galveston: “Até este estudo, a área segmental ventral do cérebro foi estudada mais por seu papel-chave em reforço positivo, recompensa e abuso de drogas”, disse Peng. “Nós temos confirmação agora que a estimulação desta área do cérebro pode ser também uma ferramenta analgésica”.

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Electrical stimulation of deep brain structures to ease chronic pain

O Tipo de Psicoterapia Importa no Tratamento de Síndrome do Cólon Irritável

Ao redor do mundo, aproximadamente 1 em cada 10 adultos sofrem de uma condição dolorosa (e algumas vezes, debilitante) chamada de Síndrome do Cólon Irritável ou IBS.

Estudos anteriores encontraram que, em média, a psicoterapia é tão efetiva quanto a medicação, na redução da severidade dos sintomas deste transtorno gastrointestinal e o tipo de psicoterapia parecia não importar.

Agora, psicólogos da Vanderbilt University olharam para os diferentes tipos de psicoterapia para determinar qual é a melhor para melhorar a capacidade dos pacientes com IBS para participarem em atividades diárias. Eles encontraram que uma forma, chamada Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é a mais efetiva: “avaliar o funcionamento diário é importante porque ele distingue entre alguém que experiencia sintomas físicos mas pode engajar-se totalmente em atividades do trabalho, escola e social de alguém que não pode”, disse Kelsey Laird, uma estudante de doutorado do programa de psicologia clínica da Vanderbilt.

Laird é a primeira autora do estudo: “Comparative efficacy of psychological therapies for improving mental health and daily functioning in irritable bowel syndrome: A systematic review and meta-analysis”, publicado online pela Clinical Psychology Review em novembro de 2016.

Os autores analisaram 31 estudos, que forneceram dados de mais de 1.700 indivíduos que foram randomicamente alocados para receberem ou psicoterapia ou uma condição controle tais como grupos de apoio, educação ou listas de espera.

Em geral, aqueles que receberam psicoterapia mostraram ganhos maiores em funcionamento diário comparados a aqueles que estas alocados a uma condição controle. Contudo, indivíduos alocados para receberem TCC experienciaram maiores melhorias do que aqueles que receberam outros tipos de terapia (TCC é um termo generalista para uma série de diferentes terapias, cada um dos quais está baseada na idéia de que pensamentos, sentimentos, fisiologia e comportamento estão inter-relacionados. Tratamentos são estruturados para ajudar pessoas a desenvolverem formas alternativas de pensar e se comportar com a meta de reduzir sofrimento psicológico e estimulação fisiológica).

Os autores especulam que a maior melhoria observada em pacientes que receberam TCC pode ser devido ao fato de que tratamentos frequentemente incorporam “exposição”, uma técnica no qual os indivíduos são gradualmente expostos a situações desconfortáveis. Para alguém com IBS, isto poderia incluir viagens longas, comer fora em restaurantes e ir a lugares onde os banheiros não são de fácil acesso: “encorajar os indivíduos a gradualmente confrontarem tais situações pode aumentar a capacidade deles para participarem em uma gama mais abrangente de atividades”, disse Laird. “Contudo, mais pesquisas são necessárias antes que nós possamos dizer o porque a TCC parece ser mais efetiva para melhorar o funcionamento em IBS comparada a outros tipos de terapia”.

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http://www.psypost.org/2016/12/type-psychotherapy-matters-treatment-irritable-bowel-syndrome-46454