A Percepção de Infidelidade Difere de Homens Para Mulheres

Parece ser do senso comum a idéia de que homens traem por prazer e mulheres por amor. Contudo, as pesquisas são necessárias para mostrar se estas idéias são ou não verdadeiras. Uma pesquisa foi realizada a fim de entender o que significa o termo fidelidade para homens e mulher. O texto abaixo foi uma tradução livre de um post em inglês:

http://www.psypost.org/2016/06/infidelity-perceptions-differ-men-women-43450

Vamos ao post! 🙂

Uma nova pesquisa publicada na Sexual & Relationship Therapy descobriu as diferentes formas em que homens e mulheres percebem a infidelidade.

A infidelidade pode levar a insatisfação e a ruptura no relacionamento, embora em alguns casos, os problemas possam ser causados pelas diferentes maneiras em que indivíduos definem infidelidade. Os autores, baseados nos EUA, buscaram entender melhor as potenciais percepções de infidelidade. Eles encontraram que “mulheres foram mais propensas do que homens a identificar tanto atos baseados no sexual quanto atos baseados na emoção como constituindo infidelidade”.

O estudo constituiu-se de 354 estudantes do curso de graduação em psicologia, que completaram um questionário online. Este questionário objetivou avaliar a personalidade dos participantes e como esta estava relacionada com suas percepções de infidelidade e sua sensibilidade para rejeição.

O questionário, através de diferentes categorias de questões, categorizou infidelidade em três formas – infidelidade sexual, infidelidade íntima e infidelidade através da fantasia.

Os autores sugerem que seus achados de que mulheres foram mais propensas a identificar certos atos como infidelidade é previsível dado que as mulheres pontuaram mais alto do que os homens em medidas de ‘comunhão’ – “a extensão para qual uma pessoa quer formar e manter positivos laços interpessoais”.

Os pesquisadores concluíram o estudo com sugestão para aplicação terapêutica, incluindo educar indivíduos nestas diferenças de gênero para ajudar a atenuar ansiedades.

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Suprimir as Emoções Pode Fazer Mal ao Casamento?

De acordo com uma pesquisa, a resposta é SIM! Eu, particularmente, acredito que esconder as emoções, independente do tipo de relacionamento com a pessoa (pais, família, amigos, etc.), nunca é bom.  O resultado dessa pesquisa pode ajudar (e muito) os terapeutas de casais a lidar com essa questão.

O texto foi uma tradução livre de um texto publicado em inglês:

Study shows hiding your emotions can damage your marriage

Vamos ao texto:

Esconder as emoções do cônjuge está relacionado a piora da satisfação marital ao longo do tempo, especialmente quando os maridos escondem suas emoções de suas esposas, de acordo com um estudo publicado no Journal of Social and Personal Relationships.

Não é segredo que algumas pessoas são bastante abertas com suas emoções, enquanto outras tendem a suprimir seus reais sentimentos. Pessoas frequentemente acabam suprimindo as suas emoções com o objetivo de melhorar seus relacionamentos, tal como evitar magoar os outros ao expressar seus sentimentos negativos.

Contudo, as pesquisas geralmente indicam que pessoas que rotineiramente suprimem suas emoções tendem a ter problemas para formar fortes relações sociais. Relacionamentos íntimos, tal como aqueles com amigos íntimos, família e parceiros românticos, podem sofrer mais de supressão emocional, porque compartilhar emoções é uma parte importante da construção de confiança e rapport entre parceiros.

Uma equipe de pesquisadores liderados por Patrizia Velotti, da University of Genoa, conduziram um estudo para examinar o impacto de supressão emocional  em um dos mais íntimos relacionamentos interpessoais, o casamento. Uma amostra de 229 casais italianos recentemente casados foram recrutados para o estudo. Tanto os níveis de supressão emocional quanto de satisfação marital de esposas e maridos foram avaliados em dois momentos, primeiro 5 meses após o casamento e então, dois anos após o casamento.

Os pesquisadores usaram técnicas de modelagem estatística para examinar mútuas influências dos níveis de supressão emocional de cada indivíduo na satisfação de seu parceiro, assim como em sua própria satisfação.

Os resultados indicaram que a supressão emocional foi prejudicial para a própria satisfação marital, ou seja, tanto entre maridos quanto em esposas. Curiosamente, os níveis de supressão emocional dos maridos estavam também diretamente relacionados a níveis mais baixos de satisfação marital com as suas esposas, mas a supressão emocional das esposas não estava significantemente relacionada a satisfação marital de seus maridos.

Análises mais profundas mostraram que a supressão emocional exibida por qualquer um dos cônjuges tendeu a fazer ambos cônjuges mais propensos a evitar o apego, com um adicional impacto negativo em satisfação marital. Em contraste a supressão emocional, os níveis de satisfação dos maridos foram particulamente e fortemente impactados pela evitação de suas esposas.

Os autores do estudo concluíram que a supressão emocional dentro da relação de casais casados provavelmente cria um ciclo de reações, em que esconder as emoções acentua uma resposta evitativa da esposa, levando a uma supressão emocional ainda maior. O maior efeito deste grupo de relacionamentos é diminuir satisfação marital para ambos os parceiros. Baseado nestes resultados, casais buscando estabelecer as bases para um casamento feliz podem querer empenhar-se para serem mais abertos com as suas emoções.

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