Problemas de Dependência Sexual entre os Membros do Clero

Psicólogos estão começando a examinar a dependência sexual entre membros do clero cristão.

Um estudo piloto, publicado na revista científica Sexual Addiction & Compulsion, sugere que muitos membros do clero americano poderiam preencher os critérios para dependência sexual e cibersexo.

Entre 2 a 8% dos americanos preenchem os critérios para dependência a internet, incluindo as dependências sexuais online, de acordo com o estudo, que foi liderado por Zeba S. Ahmad, da VA Puget Sound Health Care System. Pesquisa em dependências sexuais entre membros do clero é escassa, mas os achados disponíveis indicam que “a população do clero luta com questões sexuais em taxas similares de outras profissões”, os pesquisadores dizem. Aproximadamente 37% de membros do clero protestante previamente reportaram “ver pornografia na internet” como uma tentação.

Pastores e outros membros do clero poderiam estar em risco mais alto para dependências sexuais online porque eles passam longos períodos em isolamento, Ahmad e seus colaboradores atestaram. Além disso, membros do clero podem ser menos propensos a buscar ajuda para dependências sexuais porque temem a perda de sua posição.

Para começar a entender este fenômeno, Ahmad e seus colaboradores entrevistaram 26 membros do clero protestante (de 26 a 67 anos de idade) usando um questionário online. Os participantes foram assegurados de que suas respostas permaneceriam anônimas. Seis dos participantes eram mulheres.

Os pesquisadores encontraram que cinco membros do clero — 19% dos participantes — preenchiam os critérios para dependência sexual. Destes cinco membros do clero, quatro também preencheram critério para dependência de cibersexo. Os pesquisadores disseram que seus achados poderiam ser uma subestimativa, porque “esta população em particular pode estar mais apta a proteger sua pureza e, assim, pode não responder tão abertamente sobre tais questões explicitas”.

Dada a natureza preliminar do estudo, entretanto, esta porcentagem não deveria ser generalizada para a população do clero em geral. A pesquisa é apenas um ponto de partida: “ao examinar este dado, nós objetivamos adicionar ao entendimento de dependência sexual dentro do clero enquanto também abrir a porta para mais pesquisas e consciência de questões cercando a dependência sexual online dentro desta população”, os pesquisadores afirmam.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

Is sexual addiction a problem for clergy members?

A Nossa Percepção de Distância é Influenciada pelo Nosso Peso

Uma pesquisa conduzida por psicólogos da Purdue University e Colorado State encontrou que a percepção de uma pessoa quanto à distância é influenciada por seu peso corporal.

O estudo, intitulado “Perceived distance and obesity: It’s what you weigh, not what you think” foi publicado na edição de março de 2016 da revista científica Acta Psychologica. A pesquisa foi conduzida por Mila Sugovica, Philip Turkb e Jessica K. Witt: “uma idéia comum é que pessoas que lutam contra a obesidade fazem escolhas ruins de comportamento e estilo de vida”, os pesquisadores escreveram, notando que indivíduos obesos estão mais propensos a dirigir — ao invés de andar — para certos destinos. “Contudo, se nós considerarmos que pessoas que pesam mais do que os outros percebem o mundo de forma diferente, elas podem, de fato, estar tomando decisões comportamentais aceitáveis dada a forma como percebem o ambiente”.

Os pesquisadores recrutaram 30 mulheres e 36 homens para a parte de fora de um estabelecimento e pediram a eles para ficar atrás de um pedaço de fita adesiva que tinha sido colocada na calçada. Os participantes então adivinharam o quão longe estava um cone laranja de onde eles estavam.

Após esta simples tarefa, os participantes preencheram um questionário falando sobre a sua altura, peso e o tamanho corporal percebido. Os pesquisadores também mensuraram fisicamente o real peso e altura dos participantes.

Os pesquisadores encontraram que o peso corporal de uma pessoa influenciou o quão distante elas estimaram que o cone estava. Em particular, aquelas pessoas que pesavam mais tenderam a perceber o cone como mais longe. Isto foi verdade independentemente de se os participantes sentiram que tinham um tamanho corporal grande ou pequeno. Suas crenças sobre o próprio peso corporal não influenciou suas estimativas de distância.

Curiosamente, o índice de massa corpórea (IMC) — uma simples medida de tamanho corporal baseada em altura e peso — não foi um fator. “Peso corporal corresponde ao montante de trabalho energético que deve ser feito (ou seja, o montante de massa que deve ser transportada), enquanto IMC corresponde a, em parte, a maneira como este peso é distribuído”, Sugovica e seus colaboradores explicaram.

Estes achados sugerem que o peso corporal total de uma pessoa, ao invés da distribuição de gordura e músculo, é o fator crucial: “a percepção pode ser influenciada pelo trabalho energético total, independentemente do músculo disponível para ajudar a atingir o referido objetivo”, os pesquisadores disseram.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

People who weigh more than others see distances as farther away

Pacientes com Fadiga Crônica Suprimem as Emoções

Pacientes com síndrome da fadiga crônica reportam que são mais ansiosos e angustiados do que as pessoas que não tem a condição, e que são também mais suscetíveis a suprimir essas emoções. Além disso, quando sob estresse, eles mostram uma maior ativação do mecanismo biológico de “luta ou fuga”, que pode adicionar-se a fadiga deles, de acordo com uma nova pesquisa publicada pela American Psychological Association. “Nós esperamos que esta pesquisa vá contribuir para um maior entendimento das necessidades das pessoas com a síndrome da fadiga crônica, alguns dos quais podem tender a não comunicar sua experiência de sintomas ou estresse para outras pessoas”, disse a autora principal do estudo, Katharine Rimes, PhD, do King’s College London. “Outras pessoas podem estar alheias das dificuldades experienciadas pelos pacientes com a síndrome da fadiga crônica e, portanto, não oferecem o apoio apropriado”.

Participantes que sentiram que expressar suas emoções era socialmente inaceitável estavam mais propensos a suprimi-las. Este foi o caso tanto para pacientes com fadiga crônica quanto para pessoas saudáveis, de acordo com o estudo que foi publicado na revista científica Health Psychology.

Este estudo de 160 pessoas no Reino Unido apoiou-se em relatórios de observadores e dos próprios sujeitos do estudo, assim como em respostas fisiológicas que foram coletadas antes, durante ou após os participantes assistirem um vídeoclipe estressante. Metade dos participantes tinham sido diagnosticados com a síndrome da fadiga crônica enquanto o resto estava saudável.

Metade de cada grupo foi instruído para suprimir suas emoções e foi dito para a outra metade para expressar seus sentimentos como desejassem. Suas reações foram filmadas e classificadas por observadores independentes. Condutância da pele foi medida porque isto aumenta com uma maior transpiração, que é um sinal de ativação do sistema nervoso simpático no corpo do indivíduo. Isto é frequentemente conhecido como o sistema biológico de luta ou fuga usado para lidar com o estresse.

Independente da instrução que eles receberam, os participantes com a síndrome da fadiga crônica reportaram mais ansiedade e tristeza e suas respostas cutâneas indicaram que eles estavam mais angustiados do que os indivíduos saudáveis do grupo controle, ambos antes e após o filme. Contudo, aquelas emoções no grupo de fadiga crônica foram menos prováveis de serem capturadas pelos observadores independentes.

Maior ativação no sistema de luta ou fuga estava associado com um maior aumento na fadiga nas pessoas com a síndrome da fadiga crônica, mas não entre as pessoas saudáveis. “Pacientes com a síndrome da fadiga crônica frequentemente nos dizem que o estresse piora os seus sintomas, mas este estudo demonstra um possível mecanismo biológico subjacente a este efeito”, disse Rimes.

Os autores notam que este estudo foi conduzido com pacientes principalmente da raça branca que estavam frequentando uma clínica destinada para pacientes com fadiga crônica e que mais pesquisa é necessária para determinar se elevada supressão emocional também seria encontrada em pacientes com fadiga crônica em populações mais diversificadas.

Uma vez que este estudo foi conduzido entre pessoas que já tinham sido diagnosticadas com a síndrome da fadiga crônica, isto não indica uma ligação causal entre supressão emocional  e a síndrome, Rimes adicionou. “Estes achados podem nos ajudar a entender porque alguns pacientes com a síndrome da fadiga crônica não buscam suporte social nos momentos de estresse”, disse Rimes. Famílias  de “pacientes’ podem se beneficiar de informações sobre como melhor apoiar os pacientes que tendem a esconder as suas emoções”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Chronic fatigue patients more likely to suppress emotions

A Adulação e a sua Repercussão no Local de Trabalho

Adular o seu chefe não causa impacto apenas no seu relacionamento com o seu supervisor: pode influenciar também os seus colegas de trabalho .

Em um novo estudo publicado na The Journal of Applied Psychology, o pesquisador da University of Florida, Trevor Foulk, e David Long, do College of William & Mary olharam para como a “adulação” — também conhecida como insinuação — afetou pessoas que testemunharam isso. Eles encontraram que os novatos que viram um colega de trabalho adulando o chefe ficaram mais propensos a ter uma percepção positiva sobre o supervisor, enquanto as percepções de outros trabalhadores não foram afetadas. “Esse tipo de informação tem muito mais valor para um novato”, Foulk disse. “Você está analisando o ambiente procurando por qualquer dica que possa conseguir e que possa ajudá-lo a entender o ambiente de trabalho”.

Foulk suspeita que os novos empregados estão tão ávidos por informações positivas sobre seus supervisores que eles aceitarão informações que outros empregados oferecem, levando-os a interpretar tentativas de insinuação como um sinal de que o chefe deve ser alguém que deve valer a pena se dar bem. Nós tipicamente não gostamos de insinuadores: quando empregados já estabelecidos observam este comportamento, eles tendem a ignorá-lo. Mas os novatos realmente querem saber sobre os seus supervisores, então aceitam a informação como positiva e ignoram seus aspectos desagradáveis, Foulk afirmou. “Se você pudesse sentar-se com o seu supervisor por uma hora para conversar, isso seria a melhor forma para formar uma impressão, mas nós nem sempre temos essa oportunidade”, ele disse. “Se nós não podemos conseguir boas informações, nos contentaremos com o que pudermos conseguir”.

No estudo, os participantes assistiram ao vídeo de um empregado usando diferentes tipos de insinuações — elogios, interesse na vida pessoal e favores — com um supervisor. Após os pesquisadores controlarem os dados por faixa etária, experiência de trabalho e habilidade social, encontraram que os participantes que tinham assistido interações que incluíram insinuações de um subordinado, classificaram a cordialidade do supervisor mais alta do que aqueles que assistiram interações sem a insinuação.

A percepção positiva ainda sim foi considerada quando foi dito aos participantes que o supervisor era desagradável e ineficaz. Contudo, apenas aplicou-se isso quando os participantes imaginaram que eles eram novos no emprego. Quando foi dito aos participantes que eles eram prestadores de serviço, cujo contrato com a empresa estavam terminando, o impacto positivo desapareceu. O estudo também encontrou que quando os empregados observaram diretamente o supervisor comportando-se de uma maneira positiva, o efeito da insinuação tornou-se menos importante.

“Este estudo mostra que este comportamento pode afetar nossas impressões de outras pessoas. Se você é um novato e eu quero que você goste de um supervisor, eu posso manejar a sua impressão adulando o supervisor na sua frente”, ele afirmou.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/the-surprising-side-effect-of-kissing-up-at-work-44396

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A Influência da Crença em Deus na Vida das Pessoas

Achei essa pesquisa muito interessante e decidi compartilhar com vocês estas informações 😉

Uma nova pesquisa mostra que a crença de um pessoa em Deus é reforçada quando ela pensar sobre “o que poderia ter sido” especialmente ao refletir sobre um importante evento de vida que poderia ter dado mal. Essencialmente, o estudo mostra como os fiéis podem perceber evidência para sua convicção religiosa via processos cognitivos deliberados e racionais. O estudo “But for the Grace of God: Counterfactuals Influence Religious Belief and Images of the Divine”, foi publicado na edição de abril de 2016 da revista Social Psychological and Personality Science.

Dr. Anneke Buffone, autora principal do estudo, começou a sua pesquisa no tema porque ela “tornou-se intrigada pela questão de como as pessoas percebem Deus como uma influência ativa e confiável em suas vidas diárias. Por que é que uma vasta maioria de americanos e muitas pessoas ao redor do mundo percebem uma influência divina ou espiritual em suas vidas e  são firmes fiéis em Deus, mesmo em nosso mundo moderno, onde muitos mistérios do passado tem sido cientificamente explicados?”.

Para examinar estas percepções, a equipe de pesquisadores focou-se no pensamento contrafactual. “Contrafactuais, imaginando como a vida seria diferente se um dado evento não tivesse ocorrido, pareceu como um bom candidato devido ao seu efeito de fazer conexões inferidas entre eventos mais significativos, surpreendentes e ‘destinados a ser”, Buffone diz. “Nós especificamente exploramos como os pensamentos contrafactuais descendentes, pensamentos sobre como nossa vida seria pior se um importante evento de vida não tivesse ocorrido, pode ser uma forma no qual fiéis percebem a evidência para um Deus que está agindo para o seu benefício”.

Em seu primeiro estudo, 280 estudantes universitários escreveram uma redação no qual eles descreviam um importante evento de vida positivo ou negativo de seu passado. Foi dito para 1/3 dos participantes para pensarem sobre como a vida poderia ser melhor, a 1/3 foi pedido para imaginar como a vida poderia ser pior e para 1/3 dos participantes simplesmente descreverem o evento em maiores detalhes. Seguindo este exercício, os participantes responderam a uma série de questões relacionadas a sua valorizaçao de crenças religiosas incluindo fé, comportamento e o quanto eles sentiam a influência de Deus.

“Os resultados sugerem que o pensamento contrafactual leva os fiéis para a crença de que o evento não ocorreu por acaso e leva-os a pesquisar por uma fonte, neste caso Deus, e isto, por sua vez, leva a um aumento na fé religiosa”, afirma Buffone.

Os autores encontraram os efeitos serem mais fortes quando as pessoas pensavam sobre os eventos em uma direção contrafactual descendente, ou seja, quando eles pensavam como a vida seria pior se um evento não tivesse ocorrido.

A equipe de pesquisadores conduziu um estudo com um grupo de pessoas não-universitárias. 99 pessoas passaram por uma redação similar e um processo de questionário como no estudo anterior. Os resultados deste segundo, o estudo com os não-universitários foi consistente com aqueles do primeiro estudo.

Os autores reconheceram os limites do estudo, especialmente usando uma população americana. “Algumas importantes religiões não acreditam em uma divindade de jeito nenhum ou não acreditam em apenas uma divindade e não é claro se os efeitos do pensamento contrafactual em crença religiosa difeririam entre religiões monoteistas e politeístas assim como entre diferentes religiões de um modo mais geral”, Buffone salientou. “Além disso, indivíduos que acreditam que Deus frequentemente intervêm em assuntos humanos provavelmente serão mais afetados por reflexao contrafactual descendente do que fiéis que pensam que Deus raramente (ou nunca) interveem”.

“No final das contas, eu espero que esta pesquisa ajude fiéis e não-fiéis a entenderem os processos cognitivos envolvidos em convicção religiosa”, afirma Buffone. “A convicção religiosa não tem que ser baseada em aceitar cegamente dogmas ou escrituras, mas pode ser deduzida por processos racionais lógicos também. De um ponto de vista científico, este trabalho ajuda a explicar como a convicção pode prevalecer apesar de uma ausência de evidência física e concreta para alegações religiosas”.

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Belief in God strengthened by imagining how life would be different

Dois em Cada Cinco Indivíduos com Esquizofrenia já Tentaram o Suicídio

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Two in 5 individuals with schizophrenia have attempted suicide

Um novo estudo da University of Toronto (U of T) encontrou que aqueles indivíduos com esquizofrenia que haviam sido abusados fisicamente durante a infância foram cinco vezes mais propensos a tentarem o suicídio.

A prevalência ao longo da vida de tentativas de suicídio entre indivíduos com esquizofrenia foi de 39,2% comparado a 2,8% daqueles sem o transtorno, de acordo com o estudo. “Mesmo após levar em consideração a maioria dos fatores de risco conhecidos para tentativas de suicídio, aqueles com esquizofrenia tinham seis vezes a probabilidade de ter tentado o suicídio em comparação com aqueles sem esquizofrenia”, reportou a autora principal do estudo, a professora Esme Fuller-Thomson e Sandra Rotman, da University of Toronto.

O estudo examinou uma amostra representativa de 21.744 canadenses de comunidade desfavorecida, do qual 101 reportaram que tinham sido diagnosticados com esquizofrenia. Dados foram extraídos de uma pesquisa de 2012 sobre a saúde mental da comunidade canadense.

“Quando nós focamos apenas nos 101 indivíduos com esquizofrenia, nós encontramos que mulheres e aquelas com um histórico de abuso de droga ou álcoool e/ou  transtorno depressivo maior estavam muito mais propensos para ter tentado o suicídio”, disse a co-autora Bailey Hollister.

De particular preocupação, indivíduos com esquizofrenia que reportaram que tinham sido abusados fisicamente durante a infância, foram cinco vezes mais propensos a ter tentado o suicídio e adversidades precoces explicadas 24% da variabilidade em tentativas de suicidio, disse os autores.

“Claramente, aqueles com esquizofrenia são uma população extremamente vulnerável. Conhecimento do risco adicionado de tentativas de suicídio associadas com abuso na infância e abuso de substância poderia ajudar terapeutas a melhorar mirar e atingir esta população”, disse Fuller-Thomson

O artigo foi publicado online na revista científica Schizophrenia Research and Treatment.

 

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Será Que Pensar Que Podemos Fazer Melhor Ajuda em Algo?

Segundo uma pesquisa, a resposta é sim!!! E eu concordo. Tudo o que eu faço SEMPRE poderia ser melhor. Mas isso não significa que eu não dei o meu melhor para fazer aquilo naquele momento. Sempre podemos melhorar e, esse é o sentido da vida: estarmos sempre evoluindo 😉

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/07/thinking-can-better-really-can-improve-performance-study-finds-43640

Dizer a você mesmo: “eu posso fazer melhor” pode realmente fazer com que você faça melhor uma dada tarefa, encontrou um estudo que foi publicado na Frontiers in Psychology.

Mais de 44.000 pessoas fizeram parte de um experimento para descobrir quais técnicas motivacionais realmente funcionavam. Em conjunto com o BBC Lab UK, o professor Andrew Lane e seus colaboradores testaram quais habilidades fisiológicas ajudariam pessoas a melhorar seus escores em um jogo online.

Este complexo estudo examinou se um método motivacional seria mais efetivo para qualquer aspecto específico de uma tarefa. Os métodos testaram foram conversa para si mesmo (self-talk), imaginação e planejamento do se-então. Cada uma destas habilidades psicológicas foram aplicadas para uma de quatro partes de uma tarefa competitiva: processo, desfecho, controle de excitação e instrução.

Pessoas usando a técnica de self-talk, por exemplo, dizendo a si mesmos: “eu posso fazer melhor da próxima vez” – fizeram melhor do que o grupo controle em cada parte da tarefa.

As maiores melhorias foram vistas em desfecho de conversa para si mesmo (dizer a si mesmo: “eu posso bater meu melhor escore”), o processo de self-talk (dizer a si mesmo: “eu posso jogar mais rápido desta vez”), desfecho da imaginação (imaginar a si mesmo jogando o jogo e batendo seu melhor escore) e processo de imaginação (imaginar a si mesmo jogando e sendo mais rápido do que da última vez).

Eles também encontraram que um curto vídeo motivacional poderia melhor o desempenho. Participantes assistiram um curto vídeo antes de jogar o jogo online. O coach para estes vídeos foi, ninguém menos do que Michael Johnson, quatro vezes medalhista de ouro nas olimpíadas e um atleta conhecido por defender a preparação mental em adição ao treinamento físico.

A técnica do planejamento do se-então foi vista como sendo uma das menos bem-sucedidas deste estudo, apesar de ser uma efetiva ferramenta no manejo do peso e outros desafios da vida real.

O professor Lane disse que “foi inspiracional e educacional; já que nós temos estado desenvolvendo intervenções online para ajudar pessoas a manejar seus emoções e fazendo isto através de uma gama de contextos específicos de fazer um discurso para lutar em um ringue, de fazer uma prova à ir para lugares perigosos”.

Mais de 44.000 pessoas participaram do estudo, um surpreendente número considerando que a maioria dos experimentos psicológicos tem menos do que 300 participantes. Os participantes foram divididos em 12 grupos experimentais e um grupo controle, também impressionante, porque a maioria dos estudos tem dois ou três grupos experimentais.

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A Forma Como Pessoas Mais Felizes Processam Informações Negativas

O texto à seguir é um tradução livre de um texto em inglês do seguinte link: http://www.psypost.org/2016/07/happier-people-show-greater-brain-connectivity-processing-negative-self-related-information-43650

Pessoas mais felizes apresentam maior conectividade cerebral quando processam informação negativa sobre eles mesmos, de acordo com um estudo recente publicado em fevereiro de 2016 na PLOS ONE. O estudo aponta para um processo ativo no cérebro, envolvendo o córtex pré-frontal dorsomedial, que está relacionado a regulação efetiva de informação emocional negativa.

Satisfação com a vida, frequentemente usada como uma medida de felicidade, tem sido associada a um grande número de fatores significantes, incluindo melhor ajustamento a feedback pessoal negativo e mais pensamentos positivos relacionados ao eu. Portanto, é importante entender como a satisfação com a vida influencia a atividade dentro do cérebro.

Pesquisas têm mostrado que informação relacionada ao eu causa uma atividade cerebral única, por exemplo, ver sua própria face produz atividade que difere daquela produzida por outras faces. Além disso, tem sido recentemente sugerido que atividade no córtex pré-frontal dorsomedial, que está na frente (e no topo) do cérebro, pode refletir esforços para diminuir emoção negativa relacionada ao eu.

O estudo, liderado por Eun Joo Kim, da Yonsei University, em Seoul, incluiu 40 participantes que completaram um questionário para medir satisfação com a vida (19 tinham alta satisfação com a vida; 21 tinham baixa satisfação com a vida). Os cérebros deles foram escaneados usando a Ressonância Magnética Funcional (fMRI) enquanto eles desempenharam uma tarefa para classificar a relevância de faces a palavras. A tarefa consistia de 3 tipos de faces – sua própria face, faces famosas e faces desconhecidas; e 3 tipos de palavras – positiva, negativa e neutra.

Os pesquisaram encontraram que indivíduos com baixa satisfação com a vida tinham atividade mais alta no córtex pré-frontal dorsomedial quando respondiam a palavras positivas. Estas pessoas também tinham taxas mais baixas para a relevância entre sua própria face e palavras positivas. Foi argumentado que esta atividade cerebral reflete um conflito entre uma opinião negativa deles mesmos e a emoção positiva da palavra. Em contrapartida, indivíduos que apresentaram alta satisfação com a vida apresentaram atividade mais alta quando respondiam a palavras negativas, que foi atribuída a eles efetivamente regulando informação emocional negativa.

A atividade cerebral em pessoas que pontuaram alto em satisfação com a vida foi também encontrada estar altamente conectada a outras regiões do cérebro associadas com regulação da emoção (a amígdala e ínsula). Os pesquisadores contestaram que isto é evidência para menor sensibilidade a informação negativa sendo um processo ativo  dentro do cérebro.

O estudo demonstra que regular efetivamente a informação emocional relacionada ao eu é uma base para mais alta satisfação com a vida e assim maior felicidade. Isto poderia ser de relevância em um contexto educacional, pois sugere-se que feedback negativo para indivíduos com satisfação com a vida mais baixa deveria ser abordado com sensibilidade e precaução.

Uma Nova Pesquisa Tenta Desvendar a Causa da Síndrome da Fadiga Crônica

Fiquei muito feliz quando me deparei com este artigo, pois ele traz uma possibilidade de explicação para a Síndrome da Fadiga Crônica, uma doença que muita gente chama de PREGUIÇA CRÔNICA 😦

O texto abaixo foi uma tradução livre de um post em inglês:

http://www.psypost.org/2016/06/chronic-fatigue-syndrome-gut-not-head-43544

Vamos ao post!

Médicos tem sido mistificados pela Síndrome da Fadiga Crônica, uma condição onde esforço normal conduz a debilitante fadiga que não é aliviada pelo descanso. Não há gatilhos conhecidos e o diagnóstico requer longos testes administrados por um especialista. Agora, pela primeira vez, pesquisadores da Cornell University reportaram que eles identificaram marcadores biológicos da doença na flora intestinal e agentes microbianos inflamatórios no sangue.

Em um estudo publicado no dia 23 de junho de 2016, na revista científica Microbiome, a equipe descreveu como eles corretamente diagnosticaram Encefalomielite Miálgica/Síndrome da Fadiga Crônica (ME/CFS) em 83% dos pacientes através de amostras de fezes e exame de sangue, oferecendo um diagnóstico não-invasivo e um passo em direção ao entendimento da causa da doença.

“Nosso trabalho demonstra que o microbioma intestinal em pacientes com a Síndrome da Fadiga Crônica não é normal, talvez levando a sintomas gastrointestinais e inflamatórios em vítimas da doença”, disse Maureen Hanson, professora no departamento de Biologia Molecular e Genética, da Cornell e principal autora do estudo. “Além disso, nossa detecção de uma anormalidade biológica fornece evidência adicional contra o ridículo conceito de que a doença é originada pelo psicológico do indivíduo”.

“No futuro, nós poderíamos ver esta técnica como um complemento para outros diagnósticos não-invasivos, mas se tivermos uma idéia melhor do que está acontecendo com estas bactérias intestinais e pacientes, talvez os médicos possam considerar mudanças na alimentação, usando prebióticos tais como alimentação rica em fibras ou probióticos para ajudar a tratar a doença”, disse Ludovic Giloteaux, um pesquisador de pós-doutorado e primeiro autor do estudo.

No estudo, pesquisadores da Cornell do campus de Ithaca colaboraram com a Dra. Susan Levine, especialista em ME/CFS na cidade de Nova York, que recrutou 48 pessoas diagnosticadas com ME/CFS e 39 controles saudáveis para fornecer amostras de fezes e sangue.

Os pesquisadores sequenciaram regiões de DNA microbiano das amostras de fezes para identificar diferentes tipos de bactéria. Em suma, a diversidade de tipos de bactéria foi enormemente reduzida e houve menos espécies bacterianas conhecidas por ser anti-inflamatória em pacientes com ME/CFS comparado com as pessoas saudáveis, uma observação também vista em pessoas com Doença de Crohn e colite ulcerativa.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores descobriram específicos marcadores de inflamação no sangue, provavelmente devido a um intestino solto oriundo de problemas intestinais que permite que a bactéria entre no sangue, Giloteaux afirmou. Bactéria no sangue irá engatilhar uma resposta imune, que poderia piorar os sintomas.

Os pesquisadores não tem evidência para distinguir se a flora intestinal alterada é uma causa ou se é uma consequência da doença, Giloteaux adicionou.

No futuro, a equipe de pesquisadores buscará por evidências de vírus e fungos na flora, para ver se um destes ou uma associação destes juntamente com bactérias pode estar causando ou contribuindo para a doença.

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Novos Achados Sobre o Tratamento de Vício em Açúcar

Há muitas pessoas que desconhecem esse vício, mas ele existe e é sim para ser tratado, principalmente nos casos onde a pessoa já está obesa e/ou diabética, por exemplo.

Esse é um texto de tradução livre que foi publicado em inglês na

Drugs used to treat nicotine addiction could also be used to treat sugar addiction

Vamos à publicação 😉

Com as taxas de obesidade aumentando mundialmente e o consumo excessivo de açúcar considerado um contribuinte direto, a busca tem sido para tratamentos que revertam essa tendência. Agora, um estudo, considerado o primeiro estudo do mundo sobre essa questão e liderado pelo QUT, talvez tenha a resposta.

A neurocientista e professora Selena Bartlett, do QUT’s Institute of Health and Biomedical Innovation, disse que o estudo, que acabou de ser publicado pela revista científica internacional PLOS ONE, mostra que medicações usadas para tratar o vício à nicotina poderiam ser usadas para tratar o vício de açúcar em animais.

A publicação coincide com outro artigo da mesma equipe – Consumo Prolongado de Sacarose em uma forma como binge, altera a morfologia de neurônios espinhosos médios no núcleo accumbens – que foi publicado na Frontiers in Behavioral Neuroscience. O artigo mostra que a ingestão de açúcar por um período longo e crônico pode causar transtornos alimentares e causar impacto no comportamento.

“Os últimos números da Organização Mundial da Saúde nos dizem que 1.9 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso, com 600 milhões consideradas obesas”, disse a professora Bartlett que trabalha no Translational Research Institute.

“O consumo excessivo de açúcar tem sido provado que contribui diretamente para o ganho de peso. Também tem sido mostrado que níveis elevados de dopamina repetidamente, isso controla o sistema de recompensa e centros de prazer do cérebro de uma forma que é similar a muitas drogas de abuso, incluindo tabaco, cocaína e morfina. Após consumo à longo-prazo, isto leva ao oposto, uma redução de níveis de dopamina e leva a um consumo maior de açúcar para conseguir o mesmo nível de recompensa. Nós também encontramos que assim como um risco aumentado de ganho de peso, animais que mantêm alto consumo de açúcar e compulsão alimentar periódica na idade adulta podem também enfrentar consequências neurológicas e psiquiatras afetando o humor e a motivação. Nosso estudo encontrou que medicações aprovadas pelo Food and Drug Administration (FDA), como vareniclina, uma medicação prescrita com o nome comercial de Champix, que trata adição à nicotina, pode funcionar da mesma forma quando é para a vontade incontrolável de açúcar”.

O pesquisador Masroor Shariff disse que o estudo também coloca adoçantes artificiais em evidência e afirma: “curiosamente, nosso estudo também encontrou que adoçantes artificiais tal como sacarina poderiam produzir efeitos similares a aqueles que nós obtivemos com açúcar, enfatizando a importância de reavaliar nossa relação com comida doce”.

A professora Bartlett disse que vareniclina agiu como um receptor nicotínico neuronal (nAChR) e resultados similares foram observados com outras drogas, incluindo mecamilamina e citisina.

“Assim como outras drogas de abuso, a abstinência de exposição crônica a sacarose pode resultar em um desequilíbrio em níveis de dopamina e ser tão difícil quanto tirá-las abruptamente da pessoa”, ela disse.

“Estudos adicionais são requeridos mas nossos resultados realmente sugerem que as atuais medicações nAChR aprovadas pelo FDA podem representar nova estratégia de tratamento para tentar resolver a epidemia da obesidade”.

O artigo “Neuronal Nicotinic Acetylcholine Receptor Modulators Reduce Sugar Intake” pode ser lido no PLOS ONE.