Você é Muito Distraído(a)? Uma Nova Pesquisa Pode Explicar o Motivo

O americano Tom Kite, jogador profissional de golfe, disse duas coisas sobre distração que, juntas, resumem os achados de um novo estudo no assunto: primeiro – “você pode sempre encontrar uma distração se você está procurando por uma”. E segundo: “disciplina e concentração são uma questão de estar interessado”.

Um nova pesquisa oferece evidência de que a motivação de uma pessoa é tão importante para a atenção contínua em uma tarefa como é a facilidade com o qual a tarefa é feita. A pesquisa também desafia a hipótese proposta por alguns neurocientistas cognitivos de que pessoas se tornam mais distraídas à medida em que elas resolvem tarefas cada vez mais difíceis. Um parecer do novo estudo aparece no Journal of Experimental Psychology: General em 2016: “Quase sempre, as pessoas equilibram sua necessidade por foco interior (reflexão, esforço mental) com sua necessidade para estar presente no mundo”, escrevem os autores do estudo, da University of Illinois, Simona Buetti e Alejandro Lleras. “Mas, quando a necessidade para o foco interior é alta, nós podemos ter a impressão de que momentaneamente nos desligamos do mundo inteiramente para alcançar um grau elevado de foco mental”.

Buetti e Lleras projetaram vários experimentos para testar se as pessoas são mais facilmente distraídas quando o esforço mental requerido para completar uma tarefa aumenta, como é geralmente considerado no campo deles.

Os pesquisadores primeiro pediram aos participantes para resolverem problemas matemáticos de várias dificuldades, enquanto fotografias de cenas neutras – por exemplo, vacas em um pasto, um retrato de um homem, um copo na mesa – apareciam em uma tela de computador por 3 segundos, atraindo os sujeitos a olharem para elas. Um aparelho de seguimento ocular mediu a frequência, velocidade e foco dos olhos dos participantes à medida que eles completavam os problemas matemáticos.

Os resultados mostraram que os participantes que estavam engajados em uma versão fácil da tarefa foram mais propensos a olhar para as “pegadinhas” do que aqueles que estavam engajados em uma versão extremamente desafiante. Estes resultados contrariam as teorias atuais, os pesquisadores disseram: “isto sugere que o foco em tarefas mentais complexas reduz a vulnerabilidade da pessoa para eventos no mundo que não estão relacionados a estas tarefas”, Buetti disse. Este achado corresponde a pesquisa em um fenômeno chamado “cegueira inatencional” no qual pessoas envolvidas em uma tarefa envolvente frequentemente falham em notar eventos estranhos e inesperados: “entre o mundo interior de resolver um problema e o mundo exterior – o que está acontecendo ao seu redor – parece haver uma necessidade para desligar-se de algo quando atenção elevada para o outro é requerida”, Lleras atestou.

“Curiosamente, quando os participantes completaram uma combinação de tarefas fáceis e difíceis, a dificuldade da tarefa não pareceu afetar sua distraibilidade”, Buetti afirmou. Este achado levou os pesquisadores a hipotetizarem que a capacidade para evitar estar distraído não é dirigida primariamente pela dificuldade da tarefa, mas é provável o resultado do nível de engajamento do indivíduo com o esforço. Eles chamaram este conceito de “teoria da distraibilidade do envolvimento”.

A equipe realizou estudos adicionais para testar esta ideia, manipulando o entusiasmo dos sujeitos para a atividade com incentivos financeiros. Para a surpresa dos pesquisadores, esta manipulação teve pouco efeito na distraibilidade dos participantes. Contudo, houve grandes diferenças entre as pessoas em termos de sua distraibilidade: “quanto mais os participantes esforçavam-se em uma tarefa, mais eles reflexivamente evitaram a distração, independentemente de incentivo financeiro”, Buetti disse. “Então, a mensagem final é: características da tarefa, como sua dificuldade, não sozinha prediz a distraibilidade. Outros fatores também desempenham um papel, como a facilidade com o qual nós podemos desempenhar uma tarefa, assim como uma decisão que é própria para cada um de nós: quanto nós decidimos cognitivamente engajar-nos em uma tarefa”.

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Distracted much? New research may help explain why

Pesquisa Mostra que a Atração é uma Questão Relativa

Uma pesquisa publicada na revista cientifica Psychological Science mostrou que julgamentos de atratividade variam dependendo de quem está próximo e o quanto eles são bonitos em comparação. Uma pessoa avaliará mais alto em uma escala de atratividade quando comparada junto de pessoas menos atrativas, do que elas seriam quando fossem julgadas sozinhas.

A opinião popular aponta para um nível percebido de atratividade da pessoa como, de alguma forma, fixo. Contudo, a pesquisa da Royal Holloway, University of London mostra que o contexto é a chave para avaliar atratividade.

O Dr. Nicholas Furl, do departamento de psicologia do Royal Holloway e autor do estudo, explica: “Com razão ou não, a forma como as pessoas olham tem um profundo impacto na forma como os outros os percebem. Nós vivemos em uma sociedade obcecada com beleza e atratividade, mas como nós mensuramos e entendemos estes conceitos são ainda uma área obscura”. Ele continuou: “até agora, tem sido entendido que o nível de atratividade da pessoa é geralmente estável. Se você visse uma foto do George Clooney hoje, você o taxaria como lindo, assim como faria amanhã. Entretanto, este trabalho demonstra que a companhia que nós mantemos ao nosso lado tem um efeito em quão atrativo nós aparecemos para os outros”.

O estudo demonstra que o quanto nós somos atrativos está longe da estatística, ou seja, ela pode flutuar. De acordo com o artigo cientifico, um rosto medianamente atrativo ao redor de rostos “indesejáveis” tornará-se mais atraente do que seria por si próprio.

Foi pedido aos participantes no estudo para pontuar fotos de diferentes rostos por atratividade, um por um. Foi então pedido a eles para avaliarem os mesmos rostos, colocados ao lado daqueles percebidos como sendo indesejáveis. Quando adicionado estes ‘rostos para distrair, a atratividade dos mesmos rostos aumentou da primeira rodada de classificação.

Participantes foram, assim, mostrado dos rostos atrativos, ao lado de um rosto ‘pegadinha’ e pedido para julgá-lo entre eles. A presença do rosto menos atrativo foi encontrado fazer os visualizadores mais críticos entre o rosto atrativo, como o Dr. Furl explicou: “a presença de um rosto menos atrativo não apenas aumentou a atratividade de uma única pessoa, mas em uma multidão poderia, na verdade, tornar-nos até mais “escolhíveis”! Nós encontramos que a presença de um rosto ‘para distrair’ faz a diferença entre pessoas atrativas mais óbvio e, que observadores, começam a separar-se destas diferenças, tornando-os até mais específicos em seu julgamento”.

O Dr. Furl concluiu: “talvez não seja tão surpreendente que nós sejamos julgados em relação a aqueles ao nosso redor. Isto é uma retórica frequentemente vista em filmes de adolescentes e comédias românticas, onde um personagem associa-se com um amigo menos atrativo para elevar suas próprias chances de namorar.

“No filme ‘D.U.F.F. – Você Conhece, Tem ou É’, lançado no ano passado – um acrônimo para o termo bastante infeliz e injusto ‘Designated Ugly Fat Friend’ (em português ‘designado amigo(a) feio(a) e gordo(a) ), explorado como a principal personagem sentiu-se sendo fisicamente comparada ao seu grupo de amigas. Assim como na vida, este filme mostrou que a forma como nós percebemos a beleza e a atratividade não é fixa. Há muitas outras formas pelo qual nós decidimos com quem nós estamos atraídos. Certamente haverá mais pesquisa nos próximos anos nesta complicada área da interação humana e eu estou animado para ver onde esta pesquisa nos levará”.

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Research shows attractiveness is judged according to who we are with

Será que ser um Psicopata é uma Desvantagem?

Pessoas com altos níveis de de psicopatia são egoístas, calculistas e sabotam seus colegas inescrupulosamente para se parecerem melhores. Para os empregadores, eles são excelentes – mas isso é realmente verdade? Um estudo da University of Bonn mostra que algumas pessoas com traços de psicopatia são vistas por seus colegas como bastante prestativas e cooperativas. Um dos pré-requisitos para isto, contudo, é que eles possuam habilidades sociais marcantes.

A análise já está disponível online na Journal of Management e uma versão curta foi publicada em 2016 na revista científica Wirtschaftspsychologie aktuell.

Pessoas com evidente psicopatia são consideradas insensíveis, frias, impenitentes, desonestas e impulsivas. No trabalho, consequentemente, elas podem pôr em perigo o sucesso de sua equipe inteira – pelo menos esse é o conceito popular. Mas algumas pessoas com traços psicopáticos podem também ser diferentes; isto é mostrado em uma análise por cientistas da University of Bonn. Porque nem todos os “psicopatas” são iguais. Pelo contrário, pelo menos duas diferentes facetas de personalidade se unem em psicopatia. Elas podem ocorrer juntas, mas não necessariamente: “nós falamos de independentes dimensões de personalidade”, explica Nora Schüttem do Instituto de psicologia da University of Bonn. “O primeiro é referido como dominância destemida. Pessoas com este  traço característico querem as coisas do seu jeito, não tem medo das consequências de suas ações e podem suportar estresse muito bem. Nós também falamos de psicopatia primária. A segunda dimensão é a impulsividade auto-centrada: pessoas com valores elevados apresentam uma ausência de um freio interior. Seu auto-controle é, deste modo, fraco e elas portanto, não tem qualquer consideração pelos outros. Elas são referidas como psicopatas secundário”.

Schütte foi capaz, junto com seu orientador do doutorado, o professor Dr. Gerhard Blickle, de mostrar que empregados que apresentam dominância destemida podem ser completamente discretos na área social. O estudo incluiu 161 pessoas. Entre outras coisas, os participantes responderam questões sobre a sua personalidade, suas habilidades sociais e seu desempenho no trabalho. Além disso, foi pedido a eles para nomear dois colegas que, por sua vez, avaliaram o desempenho do respectivo participante e o comportamento do participante no local de trabalho.

Resultado: os participantes cujos questionários indicaram um alto nível de dominância destemida foram, não obstante, algumas vezes descritos por seus colegas como colegas prestativos, cooperativos e agradáveis: “mas que era verdade apenas quando estes psicopatas primários também tinham habilidades sociais marcantes”, disse Nora Schütte. “Diante disso tudo, incluía habilidades que são geralmente importantes no trabalho – tal como a dádiva de fazer os outros sentirem-se bem”.

Para empregados com grande impulsividade auto-centrada, o estudo mostrou um retrato completamente diferente: seus colegas consistentemente descreveram-os como destrutivos em suas negociações, não muito prestativos e fracos em desempenho –independente de suas habilidades sociais: “estas pessoas com valores elevados em psicopatia secundária consequentemente tem realmente os postulados efeitos negativos em seu ambiente de trabalho”, enfatiza Schütte. “E num grau muito mais elevado quando nós examinamos ambos grupos juntos”.

Schütte e o professor Blickle, por isso, defendem uma visão diferenciada da personalidade configurada ‘psicopatia’: “mesmo pessoas com marcados traços de psicopatia não necessariamente exibem comportamento antisocial”, afirma a psicóloga. De sua perspectiva, até o termo “psicopatia” – significando algo como “doença da alma” – é incorreto. O professor Blickle acrescenta: “pessoas com um alto grau de dominância destemida podem até serem heróis abnegados na vida diária, tal como salva-vidas, médicos de emergência ou bombeiros”.

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Psychopathy need not be a disadvantage

O que a Busca de Bem-Estar Significa para o Nosso Cérebro

Em uma das edições de 2016 da Psychotherapy and Psychosomatics, Gregor Hasler, da University of Bern, analisa as implicações neuro-cientificas da busca de bem-estar.

A neurociência psiquiátrica e a psicologia acadêmica são dirigidas por um forte ‘viés de doença’. Sendo assim, para quase todos os tratamentos para prevalentes condições psiquiátricas e psicossomáticas, a maior parte da atenção é dedicada ao estresse e suas consequências. Isto leva a um reforçamento involuntário (mas inevitável) de aspectos negativos da vida. Contudo, pacientes não podem esperar os benefícios de terapias de bem-estar fundamentadas na neurociência chegarem no futuro.

Achados promissores mostram efeitos fortes e duradouros de terapia de bem-estar atualmente disponível para condições psiquiátricas severas tal como o transtorno depressivo maior. Este trabalho encoraja os médicos a implementarem promoção de saúde positiva neste momento em trabalho clínico.

Além disso, ensaios clínicos tem o potencial para comparar vários tipos de métodos de tratamento, incluindo terapias interpessoais, treino de mindfulness, abordagens cognitiva e metacognitiva, modificação de viés cognitivo e psicoterapias orientadas para o afeto, e para identificar marcadores que predizem a resposta individual a intervenções especificas.

Não há dúvidas de que os atuais insights clínicos e experiências agindo em consonância com um entendimento neurobiológico de saúde positiva fornecerá a nós opções de terapia de bem-estar novas e mais efetivas.

O autor conclui: “eu estou confiante de que nosso sistema de sentido, recompensa e prazer é mais poderoso e plástico do que nossos livros acadêmicos jamais  ousaram imaginar”.

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What the pursuit of well-being means for our brain

Trapacear Reduz a Felicidade?

Trapacear para chegar na frente traz a probabilidade de reduzir o seu nível de felicidade. Isso é o que diz um novo estudo da University of California, através da professora de sociologia Jan E. Stets. O estudo, intitulado “Happiness and Identities”, foi publicado na revista cientifica Social Science Research.

No estudo, Stets examinou a felicidade em uma situação moralmente desafiante. Estudantes foram recrutados de classes de universitários de uma grande universidade para participarem em um experimento no qual indivíduos completaram uma tarefa sozinhos ou em um grupo de três. Foi dito a eles que fazendo bem a tarefa aumentaria as chances de ganhar dinheiro no final do estudo.

Dos 284 participantes, 93 trabalharam na atividade sozinhos e 191 trabalharam em grupos. Foi dito aos participantes que eles estavam competindo contra um outro indivíduo (se eles estavam completando a tarefa sozinhos) ou contra outros grupos (se eles estavam completando a tarefa em um grupo) – e que qualquer indivíduo ou grupo que pontuasse melhor na tarefa teria uma chance aumentada de ganhar dinheiro.

O estudo foi projetado para medir:

Identidade moral: como os entrevistados sentiram-se sobre si mesmos. Foram dados a eles 12 características com 2 pólos, tais como: honesto/desonesto, justo/injusto e atencioso/desinteressado.

Avaliações Contempladas: Como os indivíduos pensavam que os outros os veriam. Opções listadas incluíam palavras tais como simpático, inteligente, moral e confiável.

Felicidade: como os indivíduos sentiram-se antes e após a tarefa.

Trapaça: se ou não os indivíduos trapacearam e, se eles trapacearam, com que frequência fizeram isso.

Durante a tarefa, foi dado aos participantes a oportunidade de trapacear para chegar na frente. Alguns trapacearam enquanto outros não: “aqueles que não trapacearam ou acreditavam que trapacear era errado e isto os desencorajaram de trapacear, ou não sentiram-se compelidos para trapacear porque poderiam realizar a tarefa baseado em suas habilidades”, explicou Stets.

Aqueles que trapacearam e mais tarde pensaram que outras pessoas não os veria como eles viam a sua mesmos – como pessoas morais – foram mais propensos a reportar uma redução em felicidade: “o ato de trapacear aparentemente ativou pensamentos sobre como pessoas viram os participantes em comparação a como eles viam a si mesmos ao longo da dimensão moral”, disse Stets. “Apesar de como os indivíduos justificaram suas trapaças a si mesmos, quando eles consideraram a visão dos outros, os relatos de felicidade diminuíram quando eles pensaram que a visão dos outros seriam discrepante da sua própria visão de si”.

Adicionalmente, quanto mais frequentemente os participantes trapacearam durante o estudo, mais sua felicidade, pelo menos para aqueles trabalhando sozinhos. Quando os indivíduos trapacearam no setting de grupo, eles podem ter sentido-se justificados por se comportarem desonestamente porque eles viram suas ajudando como ajudando o seu grupo na competição; e, eles podem ter sentido que o seu trapacear poderia ser mantido escondido de outros membros do grupo.

Seja como for, pessoas podem não ter sentido que estavam agindo mal sendo emocionalmente inafetados pelo comportamento deles, Stets encontrou. Contudo, para aqueles que trabalharam sozinhos, o seu comportamento de trapacear pode ter relembrado-os de seus motivos egoístas, assim reduzindo a felicidade deles.

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Cheating to get ahead reduces happiness

Por que Estamos nos Tornando tão Narcisistas?

O tema narcisismo tem intrigado as pessoas por  séculos, mas cientistas sociais agora alegam que ele se tornou uma moderna “epidemia”. Então, o que é que levou ao seu aumento e há alguma coisa que nós possamos fazer sobre isso?

O termo narcisismo originou-se há mais de 2,000 anos atrás, quando Ovídio escreveu a lenda de Narciso. Ela conta a história de um lindo caçador grego que, um dia, sem querer, vê o seu reflexo em uma piscina de água e fica perdidamente apaixonado por ela. Ele se torna obcecado pela sua beleza e é incapaz de sair de perto de sua imagem refletida na água até ele morrer. Após a sua morte, a flor narciso cresceu onde ele jaz.

O conceito de narcisismo foi popularizado pelo psicanalista Sigmund Freud, através do seu trabalho com o ego e seu relacionamento com o mundo exterior; este trabalho tornou-se o ponto de partida para muitas outras teorias em narcisismo.

O narcisismo repousa em um continuum de saudável ao patológico. O narcisismo saudável é parte do funcionamento humano normal. Ele pode representar o amor-próprio saudável e confiante que está baseado em verdadeira conquista, a habilidade para superar contratempos e provém do apoio necessário de laços sociais.

Mas o narcisismo se torna um problema quando os indivíduos começam a se preocupar com o eu, tendo a necessidade de excessiva admiração e aprovação de outros, embora mostrando  desconsideração pelas susceptibilidades de outras pessoas. Se o narcisista não recebe a atenção desejada, ele pode desenvolver abuso de substância e transtorno de depressão maior.

Narcisistas frequentemente retratam uma imagem de grandiosidade ou excesso de confiança para o mundo, mas isto é apenas para cobrir sentimentos profundos de insegurança e uma auto-estima frágil que é facilmente ferido pela crítica mais mínima. Por causa destes traços, os narcisistas encontram-se em relacionamentos superficiais que apenas servem para satisfazer sua constante necessidade por atenção. Quando traços narcisistas se tornam tão acentuados que eles resultam em comprometimento, isto pode indicar a presença de transtorno de personalidade narcisista.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) descreve o transtorno de personalidade narcisista como “um padrão generalizado de grandiosidade, necessidade por admiração e ausência de empatia que começa no início da idade adulta e está presente em uma variedade de contextos”. Pessoas com transtorno de personalidade narcisista apresentam um grandioso senso de auto-importância, estão consumidos por fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal e são extremamente sensíveis ao criticismo, entre outras coisas.

Pessoas mais jovens e homens parecem ser os mais afetados. As causas exatas do transtorno de personalidade narcisista são desconhecidos, mas abuso e negligência na infância podem ser possíveis fatores envolvidos em sua formação.

Em um setting clínico, aproximadamente de 2% a 16% das pessoas sofrem deste transtorno, enquanto que na população em geral, menos de 1% das pessoas são afetadas. Alguns sugerem que o transtorno de personalidade narcisista é bastante raro, mas estimativas de estudos variam enormemente dependendo do tamanho da amostra e as formas que os traços de narcisismo são avaliados.

Outros tem rotulado o narcisimo como uma “epidemia moderna”, apontando para a rápida mudança na sociedade que ocorreu no período industrial e pós-industrial como a causa. Nas duas últimas décadas, tem-se testemunhado uma mudança da sociedade de um comprometimento com o coletivo para um foco no individual ou no eu. O movimento de auto-estima foi um importante momento decisivo neste quesito. Ele determinou que a auto-estima era a chave para o sucesso na vida. Educadores e pais começaram a dizer para os seus filhos o quanto eles são especiais e únicos para fazê-los sentirem-se mais confiantes. Pais tentaram “conferir” auto-estima em seus filhos ao invés de deixarem-os alcançar isso através de trabalho árduo.

O aumento do individualismo (com o seu foco no eu e nos sentimentos internos) e o declínio em normas sociais que acompanharam a modernização da sociedade também significaram que a comunidade e a família não eram mais capazes de oferecer o mesmo apoio para os indivíduos como já tinham feito. E pesquisas tem mostrado que estando integrado em redes sociais – por exemplo, estando ativamente engajado em sua comunidade e conectado com amigos e família – tem maiores benefícios na saúde.

Uma vez que a estrutura social deteriorou-se, tornou-se muito mais difícil cumprir com as necessidades básicas para conexões significativas. A questão mudou-se do que é o melhor para outras pessoas e para a família para o que é melhor para mim. A modernização da sociedade pareceu valorizar fama, riqueza e celebridades antes de tudo. Tudo isso, combinado com a desagregação em laços sociais  criaram um “eu vazio, privado de significado social”.

O crescimento em tecnologia e o desenvolvimento de sites de redes sociais extremamente populares, tal como Facebook, mudou-se mais a forma como nós gastamos o nosso tempo livre e a comunicação. Hoje, há aproximadamente 936 milhões de usuários ativos do facebook diariamente em todo o mundo. O vício da Internet é uma nova área de estudo em saúde mental e recentes pesquisas transversais mostram que o vício em Facebook está fortemente ligado a um comportamento narcisista e baixa auto-estima.

Tratamento para transtorno de personalidade narcisista existe e isto inclui farmacoterapia e psicoterapia.  Meditação tem sido também mostrada como tendo efeitos positivos em saúde mental. Pesquisa adicional, contudo, é necessária para testar a efetividade de vários tratamentos .

Então o que podemos fazer sobre tudo isto e como nós podemos levar uma vida feliz e com um propósito? Um dos maiores estudos em felicidade foi conduzido por um grupo de pesquisadores da Harvard que acompanharam um grande estudo de coorte, de pessoas durante um período de 75 anos. O que eles descobriram – como já esperado – foi que a fama e o dinheiro não eram os segredos para a felicidade. Ao invés disso, a coisa mais importante na vida e o maior indicador de satisfação era ter relacionamentos fortes e acolhedores – essencialmente, que “a jornada de imaturidade para a maturidade é uma espécie de movimento do narcisismo para conexão”.

Então talvez seja a hora de dar um tempo daquele smartphone, desligar o seu computador e encontrar-se com um ou dois amigos. Talvez, apenas talvez, você possa sentir-se um pouco melhor – e aumentar sua auto-estima.The Conversation

Texto escrito por Olivia Remes, da University of Cambridge. Esse artigo foi originalmente publicado no The Conversation.

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Why are we becoming so narcissistic? Here’s the science

Estudo Descobre que Pessoas que Vivem no Ostracismo Apresentam mais Propensão para Tomarem Decisões Arriscadas

Algumas pessoas tem de lidar com a questão de serem ostracizadas diariamente. Para qualquer uma das várias razões, elas são evitadas por aquelas pessoas perto delas e isoladas dos círculos sociais que, de outra forma, estariam disponíveis. Ser excluída e ignorada tem um efeito negativo em muitos aspectos do funcionamento social, fisiológico e psicológico. Por exemplo, pessoas podem tornarem-se desonestas, capacidades cognitivas podem declinar ao longo do tempo, afeto negativo aumenta e os comportamentos danosos tornam-se mais comuns.

A tomada de decisão é um processo cognitivo que pode se tranformar em um comportamento danoso quando altos níveis de risco estão envolvidos. Os pesquisadores Melissa Buelow e James Wirth examinaram o efeito do ostracismo nesta associação e encontraram que as probabilidades de tomada de decisão arriscada aumentam com a exposição a exclusão.

Aceito para publicação no Journal of Experimental Social Psychology, esta pesquisa incluiu dois experimentos projetados para testar a influencia de ostracismo em processos de tomada de decisão. O primeiro estudo incluiu um tamanho de amostra final de 83 sujeitos (51,8% do sexo feminino). Cada participante jogou em um jogo online/virtual de jogar bola com dois outros jogadores e foram levados a acreditar que eram humanos, mas na verdade, eram programas de computador.

Sujeitos foram alocados em uma das duas condições. Na condição de ostracismo, os sujeitos apenas receberam a bola de cada jogador uma vez, enquanto na condição controle eles a receberam aproximadamente 1/3 do tempo (igual com os jogadores do computador). Após o jogo eles completaram várias tarefas de tomada de decisão e foi encontrado que os jogadores do ostracismo foram significativamente mais propensos a tomarem decisões arriscadas em alguns testes mas não em todos.

O experimento 2 foi conduzido para verificar os resultados usando um método diferente de ostracismo. Desta vez, uma nova amostra de 120 participantes (50% do sexo feminino) jogaram um jogo baseado em mensagem de SMS, novamente com dois supostos jogadores humanos que eram, na verdade, controlados por computador. Os jogadores do ostracismo foram apenas escolhidos pelos jogadores do computador uma vez e aqueles no grupo controle foram escolhidos uma vez a cada três vezes. Tarefas de decisão múltipla foram novamente completadas.

Os resultados foram similares aqueles do primeiro estudo, porque o ostracismo estava associado com tomada de decisão de alto risco. Contudo, conforme foi também o caso no estudo 1, nem todas as formas de testagem da tomada de decisão foram em acordo. Estudos adicionais serão necessários para clarificar a variação entre testes, mas permanece a evidência suficiente para apoiar os achados desta investigação. O ostracismo parece estar ligado com comportamentos de tomada de decisão arriscada, mas há ainda muito para aprender sobre a natureza desta relação.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study finds people who are ostracized are more likely to make risky decisions

O Nosso Nível de Sabedoria Depende da Situação?

Segundo uma recente pesquisa, a resposta é SIM!

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study finds that our level of wisdom varies depending on the situation

Embora possamos pensar que algumas pessoas são sempre sábias, nós, na verdade, demonstramos diferentes níveis de sabedoria de uma situação para a próxima e fatores tais como se nós estamos sozinhos ou com amigos pode afetar isso, de acordo com uma nova pesquisa da University of Waterloo.

O estudo define o raciocínio sábio como uma combinação de tais habilidades como humildade intelectual, consideração pela perspectiva dos outros e procura por comprometimento. O trabalho aparece na revista científica Social Psychological and Personality Science. “Esta pesquisa não descarta que há um componente de personalidade para a sabedoria, mas isso não é a o panorama geral”, disse o professor Igor Grossmann, do departamento de psicologia da Waterloo e autor principal do artigo científico: “situações da vida diária afetam a nossa personalidade e a capacidade para raciocinar sabiamente”.

A observação de que o raciocínio sábio varia dramaticamente através de situações do quotidiano sugere que embora ela flutue, a sabedoria pode não ser tão rara quanto nós pensamos. Além disso, para diferentes indivíduos, apenas certas situações podem promover esta qualidade. “Há muitos exemplos onde pessoas conhecidas por sua competência crítica ou expertise em ética parecem cair nas garras da ausência de tais competências ou morais. O presente achado sugere que esses exemplos não são uma anomalidade”, disse Grossmann. “Nós não podemos sempre estar no topo do jogo em termos de tendências relacionadas a sabedoria e pode ser perigoso generalizar baseado no e se as pessoas mostram sabedoria em sua vida pessoal ou quando ensinar aos outros na sala de aula”.

Ao examinar condições e situações sob a qual as pessoas podem ou não mostrar sabedoria em suas vidas, os pesquisadores e profissionais podem aprender mais sobre situações promovendo sabedoria na vida diária e reprodução dessas situações.

Para o próximo estágio deste trabalho, Grossmann e sua equipe estão preparando um instrumento para avaliar a sabedoria de acordo com a situação. Eles tem planos para realizar o primeiro estudo longitudinal já realizado visando ensinar as pessoas a raciocinarem sabiamente em suas próprias vidas.

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Manipuladores são Menos Convincentes Online do que Pessoalmente

O resultado dessa pesquisa poderá ajudar a abrir o olho de muita gente 😉

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Manipulators less convincing online than in person

Se você tem que tratar de negócios com um narcisista ou psicopata, é melhor você fazer isso através do Facebook, é o que mostra a pesquisa de Okanagan campus da UBC. Em um dos primeiros estudos deste tipo, pesquisadoras da UBC encontraram que tradicionalmente, manipuladores bem-sucedidos que são classificados como sendo parte da Tríade Negra (TN) – pessoas com tendências narcisísticas, psicopatas ou maquiavélicas – não enviam  mensagens online muito convincentes.

“Os resultados do estudo são bastante claros – uma vez que você remove sinais não-verbais, tal como linguagem corporal da equação, a habilidade para revelar narcisistas e psicopatas torna-se mais fácil”, diz Michael Woodworth, professor de psicologia. “Nós podemos também concluir que é bastante provável que as qualidades que permitem que estas pessoas possam encantar, manipular, intimidar ou explorar com sucesso os outros parece requerer um público ao vivo/em pessoa”.

O estudo, intitulado “O Lado Negro da Negociação”, foi conduzido entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014 e incluiu mais de de 200 estudantes universitários canadenses, uma proporção de quem foi identificado como tendo várias qualidades no espectro da TN.

Após serem alocados de forma randomizada para um grupo de contato cara-a-cara ou um grupo mediado por um computador, foi pedido aos estudantes para negociarem ingressos para shows, tanto como comprador como vendedor, com a meta final de alcançar o máximo de benefício financeiro para eles mesmos.

Consistente com outros estudos, a pesquisa do Woodworth concluíu que aqueles que pontuaram mais alto no espectro da TN foram mais bem-sucedidos nas negociações cara-a-cara do que aqueles que fizeram online. Surpreendentemente, a pesquisa também concluiu que os participantes que pontuaram mais alto em TN foram 12.5% menos bem-sucedidos em negociações online do que aqueles pontuando mais baixo no espectro. A colocação dos estudantes no espectro variou dependendo das características individuais e de atributos.

Cada uma das três partes da TN apresentam traços distintos. Psicopatas tendem a apresentar uma ausência de empatia e ser anti-social. Narcisistas voltam-se para a grandiosidade e a auto-adoração e pessoas com qualidades maquiavélicas são orientadas para a meta e manipuladores calculados.

“Embora exista há muito tempo uma fascinação com personalidades da TN e como eles podem impactar pessoas ‘comuns’, pouco tem sido estudado sobre como estas pessoas comportam-se online”, diz Woodworth.

“O que esta pesquisa nos diz é que se você quer estiver confiante em sua habilidade para não ser enganado por estes tipos de manipuladores conhecidos, você está provavelmente em melhor situação se lidar com eles online.”

A estudante Lisa Crossley trabalhou com Woodworth no projeto , além da estudante de pós-graduação Pamela Black e de Bob Hare, professor emérito da UBC . O estudo foi publicado na Personality and Individual Differences.

Woodworth e Crossley atualmente estão conduzindo pesquisa similar em TN envolvendo a mentira.

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A Felicidade Depende de Fatores Internos ou Externos?

A resposta para esta pergunta está neste post 😉

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

Does happiness come from within or from external factors?

 

“Felicidade vem de dentro”.

Esta é uma idéia que tem estado por aí por bastante tempo, borbulhando desde o antigo estóico e filósofos budistas, mas sendo reforçada hoje pelos gurus modernos e a ciência moderna da psicologia positiva. Nós temos o poder para mudar nossas respostas mentais e emocionais para o mundo ao nosso redor e podemos, em essência, criar a nossa própria felicidade.

Isto é confortante e nos dias de hoje, é o pensamento popular. Embora reciclar nossas respostas emocionais possa ser extremamente desafiante, é frequentemente mais fácil do que mudar o mundo ao nosso redor e, no final das contas, nós dá um maior controle e responsabilidade sobre nosso próprio bem-estar.

Mas em um recente artigo científico publicado na International Journal of Wellbeing, Ahuvia e colaboradores identificaram alguns problemas com esta abordagem. Esta idéia nos encoraja a culpar o infortúnio no indivíduo, ao invés de identificar as situações que podem ser a raiz dela. Nós poderíamos nos tornamos muito conformados sobre o nosso destino na vida, ao invés de empenhar-se para corrigir as injustiças no mundo. Por último, há uma indústria de auto-ajuda de bilhões de dólares que parece prometer muito e dá menos do que o prometido sobre o poder da mente para alcançar praticamente qualquer coisa.

Uma abordagem alternativa seria focar nas condições exteriores. Nós podemos olhar para as formas que nossas empresas, escolas, organizações, governos, comunidades e sociedade são estabelecidas e como elas facilitam ou impedem o bem-estar humano. Poderia-se argumentar que estes fatores sociais são os maiores determinantes de nosso bem-estar, fornecendo a infra-estrutura para mais necessidades humanas serem satisfeitas.

Mas os pesquisadores apontam que caminhos externos para a felicidade tem seu próprio conjunto de problemas. Eles subestimam a capacidade da mente humana para transcender sua situação. Por uma variedade de razões tais como adaptação hedônica, paradoxo de escolha e comparação social, melhorias em condições sociais raramente parecem produzir os tipos de elevações subjectivas que nós esperamos.

Os pesquisadores sugerem que a verdadeira chave para entender felicidade é através de uma abordagem interacionista, que “foca-se na forma que felicidade emerge da interação de mente e mundo”. A felicidade repousa na intersecção do interno e externo. Isto requer que nós coloquemos de lado idéias simplistas de felicidade, a favor de um reconhecimento da complexidade e interdependência do bem-estar humano em uma variedade de fatores.

Os pesquisadores dão vários exemplos de temas interacionistas através de vários domínios da vida diária. Um exemplo é religião, que parece melhorar o bem-estar através de interações entre fatores internos tais como focar em valores e expressar emoções positivas e fatores externos, tais como engajamento social e envolvimento com a comunidade.

A idéia mais forte deste artigo é como esta abordagem interacionista pode influenciar a forma como nós pensamos sobre o bem-estar humano. Parece que não é apenas o ambiente e nem apenas a mente, mas ao invés disso, as formas com que a mente interage com o corpo, a forma como a mente interage com o ambiente e a forma como a mente interage com a comunidade. São nestas relações dinâmicas que a experiência subjetiva de vida realmente acontece.

Estes pesquisadores perguntam: “a felicidade é responsabilidade de quem?”. Ela não apoia-se unicamente no indivíduo e não emerge unicamente das condições de sociedade. Os pesquisadores sugerem co-responsabilidade como resposta: “a idéia é que a felicidade emerge como um esforço coletivo e cooperativo que requer tanto condições de vida favorável quanto esforço individual”.

Felicidade vem de dentro e de fora.

 

Este artigo escrito por  foi originalmente publicado no  PositivePsychologyNews.com.

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