Pessoas Que Experienciaram Eventos Traumáticos Quando Crianças São Mais Empáticas Quando Adultas

Uma nova pesquisa fornece evidência que experiências traumáticas na infância estão associadas com níveis de empatia na idade adulta. O estudo, publicado na PLOS One, indica que pessoas que experienciaram eventos traumáticos quando crianças são melhores para responder aos estados emocionais de outros quando adultos: “minha experiência fazendo trabalho clínico como psicoterapeuta com crianças e adultos inspiraram esta pesquisa”, disse o autor do estudo David M. Greenberg, da University of Cambridge e da City University of New York.

Os pesquisadores entrevistaram 387 adultos via Amazon Mechanical Turk acerca das histórias deles de trauma na infância e nível de empatia. Eles também entrevistaram outros 442 adultos usando um diferente instrumento para medir empatia.

Em ambos os grupos, os adultos que reportaram experienciar um evento traumático na infância tenderam a ter níveis mais altos de empatia. Eventos traumáticos incluíram a morte de um amigo bem próximo ou membro da família, divórcio parental ou discórdia, experiências sexuais traumáticas tais como abuso e serem submetidos a violência: “leitores deste estudo deveriam ter em mente que há caminhos para crescimento pessoal e resiliência após experienciar um trauma”, de acordo com Greenberg.

Trauma na infância foi apenas associado com níveis elevados de empatia afetiva. Não estava ligado a níveis mais altos de empatia cognitiva: “empatia cognitiva (também conhecida como ‘mentalizing’) é a capacidade de entender os pensamentos e sentimentos de uma outra pessoa enquanto a empatia afetiva é a capacidade de responder ao estado mental de uma outra pessoa com uma emoção apropriada”, o estudo explicou.

“Os maiores alertas deste estudo são que ele baseou-se em auto-relatos e dados retrospectivos. Estudos futuros precisam usar uma abordagem longitudinal”, disse Greenberg.

“Leitores precisam também encontram seus escores de empatia indo ao website www.musicaluniverse.org e selecionando a opção ‘seu tipo cerebral’”.

O estudo, “Elevated empathy in adults following childhood trauma“, foi autorado por David M. Greenberg, Simon Baron-Cohen, Nora Rosenberg, Peter Fonagy e Peter J. Rentfrow.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/11/people-who-experience-traumatic-events-as-children-are-more-empathetic-as-adults-52640

Os Psicopatas Sentem Medo Mas não Conseguem Detectar o Perigo

(Fonte da foto: https://off-guardian.org/2015/06/15/who-are-the-psychopaths/)

 

Pesquisadores da Vrije Universiteit Amsterdam e Radboud University Nijmegen encontraram prova de que indivíduos psicopáticos podem sentir medo, mas tem problema na detectação automática e responsividade à ameaça. Por muitas décadas, o medo tem sido estabelecido como uma característica marcante de psicopatia, as deficiências no qual levariam a comportamento ousado e arriscado.

Sylco Hoppenbrouwers (VU Amsterdam), Erik Bulten e Inti Brazil (Radboud University) revisaram dados comportamentais e cerebrais de teorias e empirismo pertinentes ao medo e psicopatia e encontraram que indivíduos psicopáticos apresentam problema para detectar ameaças.

Contudo, há pouca evidência de que a experiência consciente de medo foi afetada, indicando que a experiência de medo pode não estar completamente comprometida em psicopatia. É o primeiro estudo que fornece evidência empírica de que os processos automáticos e conscientes podem estar independentemente afetados dentro de um transtorno psiquiátrico.

Os resultados foram publicados no Psychological Bulletin.

Em sua revisão sistemática e metanálise, Hoppenbrouwers, Bulten e Brazil revisaram a evidência disponível para a potencial existência de uma relação entre medo e psicopatia em indivíduos adultos. Essencialmente, a sua definição de medo foi baseada no conhecimento do estado de arte dos fundamentos cognitivos e neurobiológicos desta emoção. Eles usaram este conhecimento para gerar um modelo que separa os mecanismos cerebrais envolvidos na detectação automática e responder as ameaças daqueles envolvidos na experiência consciente de medo como uma emoção.

Usando este modelo como referência, eles primeiro realizaram uma análise conceitual do trabalho de teóricos anteriores, voltando para 1806. Eles encontraram que apenas um teórico incorporou o conceito de medo em um modelo etiológico de psicopatia.

A evidência para comprometimentos em áreas do cérebro envolvidas na experiência de medo foram menos consistentes do que frequentemente supuseram, indicando que a experiência de medo pode não estar completamente comprometida na psicopatia. Os pesquisadores, então, conclusivamente mostraram que indivíduos psicopáticos tinham problema na detectação automática e responsividade para ameaça mas poderiam, na verdade, sentir medo, fornecendo direto suporte empírico para a alegação de que a experiência consciente de medo pode não estar comprometida nestes indivíduos.

Uma metanálise adicional examinando as cinco outras emoções básicas encontrou que pode também haver comprometimentos na experiência de felicidade e raiva, mas a ausência de consistência na literatura atual impediu a geração de fortes alegações.

A pesquisa de Hoppenbrouwers, Bulten e Brazil é a primeira a fornecer evidência empírica de que os processos automáticos e conscientes podem estar separados. Além do mais, o modelo proposto não apenas aplica-se a psicopatia, mas pode também ser usado para adicional aumento da precisão conceptual e gerar novas hipóteses para pesquisas nos transtornos de humor e de ansiedade.

Inti Brazil: “embora indivíduos psicopáticos possam sofrer de um sistema de ameaça funcional, pessoas com transtorno de estresse pós-traumático podem ter um sistema de ameaça hiperativa, que mais tarde os leva a sentirem-se temerosos.” Sylco Hoppenbrouwers concorda: “Como uma consequência de nossa pesquisa, algumas  teorias bastante influentes que atribuem proeminentes papéis para destemor na etiologia da psicopatia necessitarão serem reconsideradas e tornadas coerentes com atual evidência neurocientifica. Tais re-avaliações de conceitos-chave levarão a aumentada precisão em pesquisa e prática clinica que deveria, em última instância, preparar o terreno para intervenções de tratamento mais dirigidas e mais efetivas”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

https://www.psypost.org/2016/08/psychopaths-feel-fear-but-see-no-danger-study-finds-44704

Religiosidade e sua Influência na Vida Sexual

Sentimentos de culpa sobre sexo, que estão frequentemente relacionados a convicções religiosas, estão relacionados a níveis mais baixos de satisfação sexual em pessoas solteiras, mas com maior satisfação sexual entre aqueles que são casados, de acordo com um estudo publicado pela revista científica Sexuality & Culture.

Religião tem uma relação complicada com sexualidade. De um lado, muitas tradições religiosas tem regras conservativas sobre sexo que pode fazer com que fiéis sintam-se culpados sobre suas atividades sexuais. Por outro lado, muitos grupos religiosos promovem a idéia de que sexo dentro de limites permitidos, entre casais casados, é uma obrigação sagrada. Estudos de religião e satisfação sexual reflete esta complexidade, encontrando resultados contraditórios.

Uma equipe de pesquisadores liderados por Jana Hackathorn, da Murray State University, buscou explicar estas contradições, examinando a relação entre religião e satisfação sexual de pessoas casadas e não-casadas separadamente. Uma amostra de 258 adultos recrutados na internet completaram uma pesquisa que avaliou dois aspectos de religiosidade, sentimentos de culpa em torno da sexualidade e satisfação com sua vida sexual atual. Sentimentos de culpa sexual que foram medidas incluíram coisas como atitudes em relação a masturbação, sexo antes do casamento e práticas sexuais “incomuns”.

Usando uma técnica estatística chamada análise de mediação, os pesquisadores avaliaram a relação entre religião e satisfação sexual, e se esta relação era explicada por suas correlações de ambos estes fatores com culpa sexual.

Entre indivíduos não-casados, houve uma forte relação mediadora. Religiosidade estava relacionada a  maior sentimentos de culpa sexual e culpa sexual estava, por sua vez, relacionada a satisfação sexual muito menor: “nossos achados indicam que a internalização da religião prediz negativamente satisfação sexual, tal que quanto mais os indivíduos não-casados internalizam seus ensinamentos religiosos, menos satisfeitos sexualmente eles estão”, Hackathorn e seus colaboradores escreveram em seu estudo.

Entre pessoas casadas, entretanto, este padrão foi bastante diferente. Embora a religiosidade estivesse fortemente relacionada a maior culpa sexual entre este grupo também, culpa sexual estava, na verdade, relacionada a, de alguma forma, melhor satisfação sexual: “curiosamente, todos os efeitos de mediação que estavam presentes para participantes não-casados desapareceram do modelo quando a análise foi conduzida com pessoas casadas”, os pesquisadores disseram.

Os autores do estudo concluíram que ter uma base religiosa tende a fazer com que as pessoas concebam seus próprios sentimentos e comportamentos sexuais diferentemente antes e após o casamento. Eles referem a isto como o “fenômeno da cama sagrada”. Atividades sexuais que são percebidas como pecaminosas fora do casamento são redefinidas como admissíveis e até positivas quando usadas/feitas por casais casados.

Desta forma, embora pessoas altamente religiosas que são casadas possam continuar a experienciar sentimento de culpa em relação ao sexo ideal, eles podem reavaliar seus sentimentos sobre suas próprias atividades sexuais pessoais, levando a uma melhor satisfação sexual. Se estes resultados estão corretos, pessoas religiosas ansiando por casar podem também serem capazes de ansiar por mais satisfação em sua vida sexual.

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The sacred bed phenomenon: How religiousness affects couples’ sexual satisfaction

O Que a Sua Estrutura Cerebral Diz Sobre a Sua Personalidade?

De comprimento do dedo do pé a caligrafia e posição para dormir, tem havido inúmeros estudos ligando várias características com específicos traços de personalidade. Mas estes são, claro, apenas associações entre características incidentais – já que o comprimento do dedo do pé que nós temos não modela, no final das contas, quem nós somos como indivíduos.

Por isso, precisamos olhar para o cérebro e sua complexa anatomia. Agora, nós descobrimos surpreendentes diferenças estruturais nos cérebros de pessoas com diferentes tipos de personalidade. Nós acreditamos que as mudanças estruturais – vistas como variações na espessura, área e dobramento do cérebro – podem resultar de diferenças no desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

Eu liderei a equipe internacional de pesquisadores por trás do estudo, publicado na revista cientifica Social Cognitive and Affective Neuroscience. Nós analisamos o cérebro de mais de 500 pessoas saudáveis na faixa etária de 22 a 36 anos de idade. Os exames da estrutura cerebral foram fornecidos pelo Human Connectome Project, um projeto americano fundado pelo National Institutes of Health. Nós avaliamos traços de personalidade usando um questionário chamado de NEO five factor inventory. Ao fazer isso, nós fomos capazes de dividir os participantes no então chamado traços de personalidade do “big five”: neuroticismo, extroversão, abertura para a experiência, amabilidade e conscienciosidade.

Nós encontramos que neuroticismo, um traço de personalidade fundamentando doenças mentais tal como os transtornos ansiosos, estava ligado a um córtex mais espesso (a camada externa de tecido neural do cérebro) e uma área menor e dobramento em algumas regiões do cérebro. Por outro lado, a abertura para novas experiências, um traço refletindo curiosidade e criatividade, estava associado com um córtex mais fino e uma área maior e dobramento no cérebro. Os outros traços de personalidade estavam ligados a outras diferenças na estrutura do cérebro, tal como amabilidade, que foi correlacionada com um córtex pré-frontal mais fino (esta área está envolvida em tarefas incluindo o processamento da empatia e outras habilidades sociais).

Esta é a primeira vez que os traços de personalidade “big five” foram claramente ligados a diferenças em espessura cerebral, área e dobramento em uma amostra grande de indivíduos saudáveis. Contudo, nós tínhamos previamente encontrado que os cérebros de adolescentes com sérios problemas de comportamento antisocial diferem significantemente em estrutura daqueles de seus semelhantes que não exibem tal comportamento disruptivo.

A relação entre diferenças na estrutura do cérebro e personalidade em pessoas saudáveis sugere que as mudanças no cérebro podem ser até mais pronunciadas em pessoas com doenças mentais. Ligar a estrutura do cérebro a traços básicos de personalidade é um passo crucial para melhorar nosso entendimento de transtornos mentais. No futuro, pode até nos dar a oportunidade de detectar aqueles que estão em risco alto de desenvolver doenças mentais precoces, que tem óbvias implicações para intervenção rápida.

As diferenças são prováveis de originarem-se de “stretching cortical”, um processo de desenvolvimento que modela nosso cérebro de uma forma que maximiza sua área e montante de dobramento enquanto minimizam sua espessura. Em outras palavras, à medida em que nós crescemos no útero e durante toda a nossa vida, o córtex cerebral – incluindo o córtex pré-frontral e todas as outras partes dele – se torna mais fino enquanto sua área e dobramento aumenta. É como aumentar o alongamento e dobramento de um elástico – isto aumenta a sua área, mas, ao mesmo tempo, o elástico fica mais fino.

Isto corrobora a observação de que nós frequentemente somos mais neuróticos quando somos jovens. A medida que envelhecemos, aprendemos a como lidar com emoções e nos tornamos mais conscientes e agradáveis.

O novo estudo sugere que a personalidade é fortemente enraizada em princípios nucleares que governam a evolução do cérebro. De fato, alongamento cortical é um processo-chave revolucionário que tem permitido o cérebro humano crescer rapidamente enquanto ainda encaixa-se no crânio.

O fato de que há tais diferenças acentuadas na estrutura do cérebro entre pessoas com diferentes tipos de personalidade sugere que, personalidade é, pelo menos, parcialmente genética. Contudo, exames do cérebro sozinhos não podem buscar a fundo as causas de diferenças em personalidade. O próximo passo será realizar estudos que sigam as pessoas desde a tenra idade, para entender como os seus genes e o ambiente em que são criadas pode afetar a maturação do cérebro e personalidade.

Estudos como este fornecem novas peças para o quebra-cabeça que é entender o comportamento humano. Embora se considere que a maturação cerebral desempenha um importante papel em modelar nossa personalidade é uma importante peça de pesquisa, é importante que nós não percamos de vista o fato de que genes não são tudo. Nós deveríamos sempre alimentar o que é bom sobre nossas personalidades e empenhar-se para nos tornarmos pessoas melhores.

Este artigo foi escrito porThe Conversation Luca Passamonti, da University of Cambridge e foi originalmente publicado no The Conversation

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/01/brain-structure-says-personality-47150

 

 

Como São os Nossos Julgamentos Sobre os Fatos Passados e Futuros

Pessoas estão frequentemente perdoadas para ações que elas originalmente nunca teriam permissão para fazer – um fenômeno descrito como “Lei da Retroatividade de Stuart”. Crianças que assistem TV por mais tempo do que são permitidas, adolescentes que fogem sem dizer aos seus pais, e adultos que esvaziam contas de banco conjuntas sem informar o cônjuge, todos parecem ter um sentido intuitivo para captar isto.

Mas embora possa soar como uma inocente peculiaridade psicológica do qual nós não podemos fazer nada sobre ela, é na verdade algo que está tendo sérias consequências em áreas variando de relacionamentos, política, ao sistema judiciário. Então o que está causando e podemos fazer alguma coisa sobre isso? Vamos dar uma olhada na ciência.

Pode parecer ilógico, mas uma pesquisa confirmou que pessoas têm reações  acentuadamente diferentes a delitos que tenham já acontecido para aqueles que irão acontecer no futuro. Nós tendemos a julgar crimes futuros como sendo mais deliberados, menos morais e mais merecedores de punição do que transgressões equivalentes no passado. Tecnicamente falando, nós exibimos “assimetrias temporais” em julgamentos morais.

Esta noção foi recentemente testada em uma série de estudos pelo psicólogo Eugene Caruso. Ele deu para adultos estórias descrevendo dois eventos idênticos – um que ocorreu em algum ponto no futuro e um que ocorreu em uma quantidade de tempo equivalente no passado. Ele então pediu aos participantes para julgarem o quão anti-ético, deliberado ou merecedor de elogio ou culpa eles pensavam que estes eventos eram.

Um dos cenários hipotéticos foi que a Coca-Cola estava desenvolvendo uma nova máquina automática de venda de refrigerantes. A máquina foi projetada para mudar o preço das bebidas dependendo da temperatura do lado de fora dela – em dias mais quentes ela automaticamente aumentaria os preços. Foi dito para a metade dos participantes que a máquina foi testada no último mês, para a outra metade que ela será testada todos os meses. Caruso encontrou que participantes sentiram que a máquina de venda de refrigerante foi consideravelmente menos justa se estava prestes a ser testada no futuro.

Em um outro experimento, ele mostrou que nossos viéses frente a eventos futuros não estão limitados a comportamentos negativos. Quando lendo sobre um homem rico que decidiu fazer uma doação anônima para uma instituição de caridade no valor de US$5,000, participantes viram a contribuição dele como mais generosa quando ela seria realizada no futuro do que quando tinha sido realizada no passado.

Em geral, estes estudos mostraram que pessoas julgaram transgressões mais duramente e boas ações mais positivamente se eles acreditam que os eventos ocorreriam no futuro do que se eles já tivessem ocorrido.

Mas uma importante questão permanece. Por que nós fazemos isso? A pesquisa sugere que pessoas recorrem a suas emoções quando fizerem julgamentos de justiça e moralidade. Quando emoções estão elevadas, os julgamentos são mais extremos do que quando reações estão fracas. Um experimento no qual pessoas que imaginaram sendo jurados mostrou, por exemplo, que quanto mais ultrajante eram as ações do réu, maior a probabilidade deles para propor penas severas. Por outro lado, alguém com uma capacidade comprometida para experienciar emoção, um psicopata, por exemplo, é menos provável reconhecer infrações morais.

Caruso argumenta que seus resultados podem, pelo menos em parte, serem explicados pela diferença em respostas emocionais para eventos futuros e passados. Pessoas tendem a relatar reações mais intensas para o mesmo evento quando imaginam experienciando-a no futuro do que quando lembram de tê-la experienciado no passado. Isto tem sido mostrado por considerar um feriado, um ciclo menstrual ou estar sujeito a um barulho desagradável.

Isto pode parcialmente ser porque o futuro é normalmente mais controlável do que o passado. De uma perspectiva evolucionária, entusiasmo pode ser benéfico à medida em que pode normalmente ajudar-nos a lidar com uma ameaça iminente, tal como escapar de um incêndio. O futuro é também geralmente mais incerto do que o passado – e incerteza pode intensificar o aborrecimento de um evento negativo.

Quaisquer que sejam as razões, os estudos sugerem que pode haver algumas implicações bastante sérias. Em um dos estudos de Caruso, os participantes que imaginaram sendo jurados em um julgamento civil, concederam mais dinheiro para a vítima de um acidente que iria sofrer por seis meses do que a pessoa que tinha sofrido nos últimos seis meses. Se crimes passados são vistos como menos severos do que crimes futuros, então injustiças passadas serão respondidas com punição menos severa do que as equivalentes no futuro. 

Aqueles buscando minimizar as repercussões de suas ações podem tirar vantagem disto. Por exemplo, um governo buscando implementar uma técnica de vigilância eticamente questionável pode escolher simplesmente seguir me frente com ela sem uma consulta pública e lidar com as consequências mais tarde.

Mas as notícias não são de todo ruins. Estar atento a esta diferença fundamental entre julgamentos dos eventos do passado e futuro pode nos ajudar a nos tornarmos juízes mais consistentes de comportamento moral. Uma coisa que realmente sabemos é que este viés pode não estar presente em crianças pequenas, que são mais imediatistas em suas tomadas de decisão do que os adultos. Nossos viéses em relação ao futuro emergem à medida em que nós ficamos mais velhos? Ele pode ser ensinado? Talvez se nós pudéssemos descobrir a resposta para essa questão, seriamos capazes de construir um mundo onde crimes seriam julgados independentemente de sua localização no tempo.

Escrito por Agnieszka Jaroslawska, da Queen’s University Belfast. Este artigo foi originalmente publicado na The Conversation

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How our bias toward the future can cloud our moral judgement

O Estilo Cognitivo do Sujeito está Relacionado com a Sua Orientação Política

Certos traços de personalidade conhecidos como estilos cognitivos estão parcialmente determinados por fatores genéticos, que podem explicar algumas similaridades herdadas em ideologia política, de acordo com um estudo realizado com gêmeos e publicado online na Political Psychology.

Estilos cognitivos são elementos de personalidade relacionados a como as pessoas processam as informações. As dimensões de estilo cognitivo que tem recebido a maior atenção de psicólogos são a necessidade por cognição, encontrar desafiante tarefas cognitivas intrinsecamente satisfatórias e desejáveis e a necessidade por fechamento cognitivo, encontrando situações ambíguas ou incertas desagradáveis e indesejáveis. Ambas as dimensões estão intimamente ligadas com a orientação política. Pessoas que pontuam mais alto em necessidade por cognição são mais propensas a serem politicamente liberais, enquanto aquelas cujo escore em necessidade para fechamento cognitivo é alto, tendem a ser politicamente conservadoras.

Orientação política tem sido encontrada como sendo influenciada por fatores genéticos, assim como pelo ambiente do indivíduo, mas não tem sido sabido se as diferenças em estilo cognitivo são também parcialmente determinadas geneticamente.

Uma equipe de pesquisadores liderados por Aleksander Ksiazkiewicz, da University of Illinois, usaram dados de um estudo com gêmeos para examinar os componentes genéticos dos estilos cognitivos e sua relação com orientação política. Em um estudo com gêmeos, uma dimensão de similaridades e diferenças foram comparadas entre pares de gêmeos monozigóticos, que compartilham 100% de seu código genético e gêmeos dizigóticos, que compartilham uma média de 50% de seu código genético. Traços nos quais gêmeos monozigóticos são mais similares um ao outro do que gêmeos dizigóticos tem um componente genético mais forte. Neste estudo, gêmeos foram avaliados para ambos os estilos cognitivos, assim como para uma variedade de atitudes políticas.

Ambas as dimensões de estilo cognitivo foram encontradas sendo significantemente herdadas geneticamente, com aproximadamente 40% de diferenças em dificuldade para cognição e 37% de diferenças em necessidade por fechamento cognitivo atribuída a genes versus ambiente. Também importante, as correlações entre estilos cognitivos e ideologia política foram quase inteiramente explicados por fatores genéticos, indicando que a relação entre cognição e política pode existir porque ambas são influenciadas por um compartilhado conjunto de causas genéticas  subjacentes.

Os autores do estudo concluíram que os estilos cognitivos são parcialmente passados geneticamente e que sua influência em ideologia política é amplamente explicada pela genética. Estes resultados adicionam força a questões sobre a medida em que similaridades familiares em orientação política são transmitidas geneticamente ao invés de instruídas de pais para filhos. Quando nós tentamos explicar a interface entre personalidade e política, este estudo sugere que os genes são uma importante parte da equação.

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The link between genes, cognitive styles and political orientation

O que é a Síndrome de Rapunzel e Por Que Algumas Pessoas Comem Cabelo?

No conto infantil dos irmãos Grimm, Rapunzel joga seu longo cabelo através da janela de uma torre para que um príncipe possa subir por ele e resgatá-la. Com o nome baseado neste conto, a Síndrome de Rapunzel é uma condição médica extremamente rara no qual os cabelos que a pessoa comeu se tornam emaranhados e presos em seu estômago. Isto causa uma tricobezoar (bola de cabelo), que tem uma longa cauda estendendo-se ao intestino delgado.

Recentemente, uma mulher de 38 anos de idade tinha uma bola de cabelo de 15 x 10 cm cirurgicamente removida de seu estômago e uma bola de cabelo de 4 x 3 cm removida do topo de seu intestino delgado. Este caso, publicado na revista cientifica BMJ Case Reports, marca o caso número 89 publicado da Síndrome de Rapunzel na literatura médica.

Assim como 85 a 95% de pacientes com Síndrome de Rapunzel, a mulher apresentou-se ao seu médico com dores abdominais, náusea e vômito. Outros sintomas da síndrome de Rapunzel incluem um estômago inchado, apetite reduzido, perda de peso e constipação ou diarréia. Em alguns casos, o intestino está perfurado, que pode levar a sépsis (infecção do sangue). Morte tem ocorrido em 4% dos casos.

Os autores da revisão da BMJ Case Reports encontraram que cerca de 70% dos pacientes com a Síndrome de Rapunzel eram do sexo feminino e na faixa etária mais jovem do que 20 anos. As pacientes mais jovens relatadas eram crianças (de 2 a 5 anos) enquanto que a paciente mais velha tinha 55 anos de idade. Felizmente, esta mulher teve uma recuperação bem-sucedida. Mas é desconhecido o porque ela estava comendo seu próprio cabelo (e possivelmente de outras pessoas) ou por quanto tempo. Pode-se levar seis meses para uma bola de cabelo se desenvolver e há relatos de pessoas que lidaram com os perigosos sintomas da Síndrome de Rapunzel por 12 meses antes de buscar tratamento.

Acredita-se que mais pessoas do sexo feminino do que do masculino desenvolvem a Síndrome de Rapunzel porque os fios de cabelo delas são tipicamente mais longos e cabelos longos são mais propensos a ficarem presos nas camadas de membranas mucosas do estômago. Quando o cabelo é consumido e é incapaz de ser digerido, a bola de cabelo cresce maior.

Algumas pessoas com deficiência intelectual e certos transtornos psiquiátricos comem seu próprio cabelo – um comportamento chamado tricofagia. Acredita-se que estes grupos estão em risco elevado para desenvolver a Síndrome de Rapunzel.

Há dois específicos transtornos psiquiátricos que pessoas que comem seu próprio cabelo são propensas a ter: tricotilomania e pica.

Pessoas com tricotilomania sentem-se obrigadas a arrancar seu próprio cabelo, frequentemente ao ponto de uma visível perda de cabelo. É bastante comum pessoas então brincarem com os fios do cabelo removido. Por exemplo, mordiscar a raiz do cabelo ou colocar o cabelo em contato com a boca e os lábios para sentir-se relaxada.

Um estudo encontrou que 20% das pessoas com tricotilomania engajaram-se nestes comportamentos diariamente, incluindo, na verdade, engolir o cabelo. Um outro estudo encontrou que de 24 pessoas com tricotilomania, 25% tinham desenvolvido uma bola de cabelo no estômago porque comem o cabelo.

Pica vem da palavra latina para “magpie”, por causa dos hábitos alimentares incomuns do pássaro. O transtorno envolve desejo de comer substâncias que não são nutritivas e não são comidas, como argila, terra, papel, sabão, roupa, lã, pedras e cabelo.

Pica geralmente não é diagnosticada em bebês ou crianças pequenas por causa do contato com a boca (e acidentalmente ingestão) de substâncias não-comestíveis e é considerada bastante normal nesta idade. É muito comum em crianças, mulheres grávidas e em pessoas com deficiências intelectuais, tal como o transtorno do espectro do autismo.

Tem havido muitas teorias para explicar a tricofagia e a pica, tais como fome durante inanição ou negligencia na infância, como uma forma de lidar com o estresse e uma parte de práticas culturais. Por exemplo, em algumas regiões da India, África e os Estados Unidos, comer argila é considerado ter positivos benefícios espirituais ou para a saúde.

Ambas a tricofagia e a pica tem sido encontradas ocorrendo em pessoas com deficiência de ferro. Em alguns relatos de caso de Síndrome de Rapunzel, o hábito de arrancar o cabelo e comê-lo parou após a pessoa ser tratada para deficiência de ferro ou doença celíaca.

Doença celíaca causa dano ao intestino delgado, que leva a pouca absorção de nutriente. Cabelo contem traços de elementos de ferro e outros minerais, mas é ainda pouco claro se isto promove algum tipo de necessidade biológica para comer cabelo. Outros estudos de caso encontraram que um bloqueio causado pela bola de cabelo foi, na verdade, a raiz da causa da deficiência do ferro.

Na maioria dos casos, cirurgia foi requerida para remover a bola de cabelo inteira. É também possível dissolver a bola de cabelo com química: quebra-se em pedaços menores com um laser ou remove-lo via um tubo através da boca e que vai até o estômago, chamada endoscopia. Contudo, estes métodos são geralmente menos bem-sucedidos do que a cirurgia.

Tratamento psicológico é recomendado para prevenir o futuro comer cabelo compulsivo. Isto é especialmente importante para pacientes com tricotilomania ou pica relacionada ao estresse porque podem estar em risco de desenvolver a Síndrome de Rapunzel novamente.

Envolver pais e cônjuges em tratamento psicológico é importante pois assim eles podem aprender a apoiar a pessoa amada para parar o comportamento e também por causa do impacto que a Síndrome de Rapunzel pode estar causando para eles também.

The Conversation

Este artigo foi escrito por Imogen Rehm, psicóloga e pesquisadora da Swinburne University of Technology e foi publicado na The Conversation.

 

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http://www.psypost.org/2016/10/rapunzel-syndrome-people-eat-hair-45558

Narcisistas e sua Relação com a Mídia Social

Indivíduos com um grau mais alto de narcisismo ficam mais de olho nos selfies do que no que as outras pessoas postam em redes sociais como Facebook. Contudo, eles não parecem ter um desejo de “curtir” ou comentar nestes selfies, de acordo com uma pesquisa publicada na revista científica Cyberpsychology, Behavior, and Social Networking.

O estudo, de Jung-Ah Lee e Yongjun Sung, da Korea University, em Seul entrevistou 319 usuários de redes sociais que já tinham postado suas próprias selfies, em websites tais como Facebook, KakaoStory, Instagram e Twitter. Os pesquisadores encontraram que indivíduos com um grau mais alto de narcisismo tem uma atitude mais favorável frente a ação de postar selfies. Eles também foram mais propensos a responder a comentários e curtidas de outras pessoas em suas próprias selfies. Além disso, o narcisismo estava associado com examinar cuidadosamente os selfies de outras pessoas e o feedback que outras pessoas receberam.

Apesar do interesse deles nos selfies de outras pessoas, contudo, indivíduos com um grau mais alto de narcisismo não foram mais propensos a fornecer feedback nos selfies de outras pessoas: “um achado interessante é que o narcisismo não está associado com o ato de escrever um comentário ou curtir os selfies das outras pessoas, sugerindo que indivíduos com graus mais altos de narcisismo observam os selfies de outras pessoas em grande medida, mas não necessariamente comentam ou “curtem” eles. Indivíduos com grau de narcisismo mais alto não são apáticos em relação ao conteúdo de mídia social de outras pessoas e, na verdade, estão mais propensos a ficar de olho no que as outras pessoas estão postando como um meio de estratégia comparativa de auto-reforçoTodavia, eles não engajam-se em interação social com ou oferece feedback direto a outras pessoas”, Lee e Sung escreveram no estudo.

 

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http://www.psypost.org/2016/04/narcissists-keep-close-eye-peoples-selfies-dont-expect-like-42215

A Variação da Nossa Frequência Cardíaca Pode Influenciar os Julgamentos “Sábios”

As flutuações de seu batimento cardíaco podem afetar a sua sabedoria, de acordo com uma nova pesquisa da University of Waterloo.

O estudo sugere que a variação da frequência cardíaca e o processo de pensar trabalham juntos para permitir um raciocínio sábio sobre questões sociais complexas. O trabalho de Igor Grossmann, professor de psicologia da Waterloo e colaboradores da Australian Catholic University, foi publicado na revista cientifica Frontiers in Behavioral Neuroscience.

O estudo trilha novos caminhos em pesquisa sobre sabedoria, identificando condições em que a psicofisiologia impacta o julgamento sábio: “nossa pesquisa mostra que o raciocínio sábio não é exclusivamente uma função da mente e da capacidade cognitiva”, diz o Prof. Grossmann. “Nós encontramos que as pessoas que tem uma maior variabilidade de frequência cardíaca e que são capazes de pensar sobre os problemas sociais de um ponto de vista distanciado demonstram uma maior capacidade para raciocínio sábio”.

O estudo amplia um trabalho anterior em fundamentos cognitivos de julgamento sábio para incluir consideração de como o funcionamento cardíaco impacta a mente. Um consenso crescente entre filósofos e cientistas cognitivos define julgamento sábio como sendo a habilidade de incluir a capacidade de reconhecer os limites de conhecimento do indivíduo, estar ciente dos contextos variados de vida e como eles podem desenvolver-se ao longo do tempo, para o ponto de vista de reconhecer outros e para buscar reconciliação de pontos de vista oposto.

O novo estudo é o primeiro a mostrar que a fisiologia do coração, especificamente a variabilidade de frequência cardíaca durante baixa atividade física, está relacionada a um julgamento menos enviesado e mais sábio.

A frequência cardíaca humana tende a flutuar, mesmo durante condições de estado estável, tal como enquanto uma pessoa está sentada. A variabilidade de frequência cardíaca refere-se a variação no intervalo de tempo entre batidas cardíacas e está relacionada ao controle do sistema nervosa de funções dos órgãos.

Os pesquisadores encontraram que pessoas com frequências cardíacas mais variadas foram capazes de raciocinar de uma forma mais inteligente e menos enviesada sobre problemas da sociedade quando foram instruídos a refletir sobre uma questão social de uma perspectiva de uma terceira pessoa. Mas, quando os participantes do estudo foram instruídos para a razão sobre a questão de uma perspectiva de uma primeira pessoa, não houve relação entre frequência cardíaca e julgamento mais sábio: “nós já sabemos que pessoas com uma maior variação na frequência cardíaca mostram desempenho superior no funcionamento executivo do cérebro, tal como a memória operacional”, afirma o prof. Grossmann. “Contudo, isso não necessariamente significa que estas pessoas sejam mais sábias – na verdade, algumas pessoas podem usar suas habilidades cognitivas para tomar decisões insensatas. Para direcionar suas capacidades cognitivas para julgamento mais sábio, pessoas com maior variabilidade de frequência cardíaca primeiro precisam superar seus pontos de vista egocêntricos”.

O estudo abre as portas para a exploração adicional de julgamento sábio para a intersecção de pesquisa fisiológica e cognitiva.

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Heart rate variation may influence wise judgments

Superar a Egocentricidade Aumenta o Auto-Controle

Eu deveria comprar um novo carro agora ou economizar o dinheiro para quando me aposentar? Tais situações requerem auto-controle para resistir a imediata tentação em nome de desfechos mais importantes no futuro. É amplamente aceito que o auto-controle é regulado por mecanismos da área cerebral chamada de “córtex pré-frontal”, com a capacidade de se manter forte quando tentado por ofertas prontamente atraentes.

Agora, um estudo da equipe do departamento de economia da University of Zurich e da University of Dusseldorf mostram que um segundo mecanismo é também importante para o auto-controle: ser capaz de direcionar a atenção para futuras necessidades.

A equipe de Alexander Soutschek, Christian Ruff, Tobias Kalenscher e Philippe Tobler investigou uma região do cérebro que normalmente nos permite olhar com a perspectiva de uma outra pessoa durante as interações sociais. Para a própria surpresa deles, eles encontraram que esta mesma região do cérebro também desempenha um papel crucial em situações requerindo auto-controle quando nenhuma pessoa está presente. No estudo, as pessoas escolheram entre um pagamento menor dado imediatamente e um pagamento maior dado no futuro, assim como entre um pagamento que tinham apenas beneficiado eles mesmos e um pagamento que os beneficiou menos mas também beneficiou uma outra pessoa.

Os pesquisadores usaram técnicas de estimulação cerebral não-invasiva para interferir na ativação no então chamado “junção temporo-parietal”. Após a interferência nesta região cerebral, as pessoas tenderam a fazer escolhas que eram tanto mais impulsivas (ou seja, escolhendo o pagamento imediato) quanto mais egoístas (ou seja, escolhendo o pagamento  apenas para elas mesmas) e foram menos capazes de olhar com a perspectiva de outras pessoas.

Esta associação entre o cérebro e a paciência lança uma nova luz em auto-controle: “de uma perspectiva neural, a junção temporo-parietal pode representar o próprio eu futuro como uma outra pessoa”, Alexander Soutschek explica. “Isto significa que os mesmos mecanismos cerebrais podem ser necessários para ser paciente para um ganho futuro e para ser capaz de compartilhar com uma outra pessoa”. Este achado abre-se para novos caminhos para tratar déficits de auto-controle em transtornos como vício e obesidade.

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