Estudo Revela que Medicações Podem Beneficiar Quem Busca Perder Peso

Uma medicação para perda de peso reduziu a resposta para sinais de comida em regiões do cérebro associadas com atenção e emoção, levando a diminuição em ingestão calórica, peso e índice de massa corporal (IMC), reportou uma equipe liderada por cientistas da Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC).

No primeiro estudo da medicação lorcaserina no cérebro humano, a pesquisa revelou o mecanismo subjacente da eficácia da medicação e fornece insight em como os indivíduos podem beneficiarem-se mais da medicação.

O artigo cientifico foi publicado em 2016 na revista cientifica  Diabetes, que é a revista cientifica da Associação Americana de Diabetes: “comportamentos humanos de alimentar-se envolvem áreas do cérebro responsáveis por controle cognitivo e tomada de decisão”, afirmou Christos S. Mantzoros, MD, professor de Medicina da Harvard Medical School. “Nós queríamos encontrar se o lorcaserina estava agindo nestas regiões do cérebro e, se estava, onde e como. 1/3 da população americana está obesa e um outro 1/3 está acima da peso. Isto é um grande peso em indivíduos e no sistema de saúde. Além disso, ela aumenta o risco de diabetes, doença cardiovascular e muitos tipos de câncer. Nós precisamos continuar a desenvolver terapias seguras e efetivas para combater esta epidemia”.

Aprovado pelo FDA em 2012, a medicação genérica lorcaserina é uma medicação prescrita para adultos obesos ou acima do peso que também tem complicações de saúde relacionadas ao peso, tal como a diabetes. Vários estudos tem mostrado que a medicação ajuda aproximadamente metade das pessoas que tomam a perder mais de 5% de sua massa corpórea dentro de um amo, mas há uma grande quantidade de variabilidade em resultados individuais e o mecanismo fundamentando seu efeito foi previamente desconhecido.

Para determinar como a medicação funciona no cérebro humano, Mantzoros e seus colaboradores observaram 48 homens e mulheres obesos – metade tomando a medicação e metade tomando placebo – ao longo de 4 semanas de experimento. Os participantes foram para a clínica em quatro ocasiões para exames de sangue, exames físicos, medições e orientação para perda de peso com uma nutricionista licenciada. Eles também foram esperados manter registros da comida que eles comeram durante o estudo.

Em três visitas – antes de receber qualquer medicação (semana 0), após uma semana de medicação (semana 1) e após quatro semanas de medicação (semana 4) – exames foram seguidos por dois escaneamentos cerebrais: um após os pacientes terem jejuado por, pelo menos, 12 horas, a outra após eles terem comido uma refeição. Os escaneamentos foram feitos usando imagem por ressonância magnética funcional (fMRI) para medir mudanças no fluxo sanguíneo em um cérebro ativo e sugere que regiões desempenham um papel durante uma dada tarefa. Durante cada scan, foi mostrado aos participantes 150 imagens de comidas geralmente altamente desejáveis, tais como bolo e anéis de cebola; as comidas geralmente consideradas menos desejáveis como vegetais; e itens não alimentícios, como pedras e árvores.

Na semana 1, os escaneamentos de fMRI  no estado em jejum revelaram que pessoas tomando a medicação mostraram diminuída atividade cerebral em respostas a imagens de comidas altamente desejáveis no córtex parietal e no visual relacionado a atenção. Na semana 4, o grupo do lorcaserina no estado de indivíduos alimentados apresentou menos atividade no córtex parietal – que é responsável por integrar informação sensória – quando olhando para qualquer uma das imagens de comida.

Os dados também revelaram que sujeitos que tinham as respostas cerebrais mais fortes a comida antes de tomar lorcaserina viram o maior sucesso com a medicação para perda de peso: “diminuição em ingestão calórica, peso e IMC foram ligadas a respostas mais fortes para sinais de comida nas áreas do cérebro relacionadas a emoção, prazer e atenção antes de tomar a medicação para perda de peso, o que sugere que a lorcaserina poderia provar ser um benefício particular para ’comedores emocionais’ ”, Mantzoros disse.

A lorcaserina tem como alvo apenas um específico receptor da serotonina (conhecido como 5-HT2c), mostrado em estudos animais como desempenhando um papel no consumo anormal de comida. Uma geração anterior de medicações para perda de peso foram ligadas a este receptor, mas porque seu âmbito foi maior, estes produtos também tiveram efeitos colaterais cardíacos graves, incluindo hipertensão pulmonária e problemas de válvula. A lorcaserina poderia produzir perda de peso sem estes riscos cardíacos, o autor explicou. “Além disso, o diferente mecanismo de ação em comparação a outras medicações para obesidade criam uma oportunidade para a combinação de medicações para o tratamento de obesidade”, Mantzoros afirmou. “Isto pode criar soluções mais poderosas e é algo que permanece para ser explorado”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Study reveals weight loss drug’s effect on the brain could benefit ’emotional eaters’