Filhos de Sobreviventes do Holocausto

Os filhos de pessoas traumatizadas têm sido conhecidos por ter um risco aumentado para desenvolver o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) e Transtornos de humor e de Ansiedade. Contudo, de acordo com Rachel Yehuda, da James J. Peters Veterans Affairs Medical Center, que é da Icahn School of Medicine at Mount Sinai, pesquisadora que liderou um estudo publicado na Biological Psychiatry, há muito poucas oportunidades para examinar alterações biológicas no contexto de um trauma em pessoas expostas e seus filhos adultos nascidos após o evento.

Um dos grupos mais intensivamente estudados neste quesito são os filhos de sobreviventes dos campos de concentração nazistas. Do trabalho de Yehuda e outros, tem havido crescente evidência de que grupos de sobreviventes de campo de concentração e seus filhos podem apresentar mudanças em sua regulação epigenética de genes.

A metilação de DNA é uma destas modificações epigenéticas, que regula o funcionamento do genoma através de processos que adicionam ou removem um grupo de metilação para um especifico lugar em DNA, potencialmente afetando transcrição de gene.

Estudos animais têm demonstrado que mudanças epigenéticas de exposição ao estresse podem ser passadas aos seus descendentes. Nesse estudo, Yehuda e colaboradores examinaram estas relações pela primeira vez em humanos, com metilação de FKBP5, um gene relacionado ao estresse que tem sido associado com TEPT e depressão. Os pesquisadores examinaram amostras de sangue de 32 sobreviventes do Holocausto e 22 de seus filhos adultos, e um grupo controle com pares de pais judeus e seus descendentes para metilação de intron 7, uma região especifica dentro do gene FKBP5.

As análises revelaram que tanto os sobreviventes do Holocausto quanto os seus descendentes apresentavam mudanças epigenéticas no mesmo lugar de FKBP5 intron 7, mas na direção oposta; sobreviventes do Holocausto tiveram 10% mais alta metilação do que os pais do grupo controle, enquanto descendentes do Holocausto tiveram 7,7% mais baixa metilação do que os descendentes do grupo controle: “estas observações sugerem que trauma parental é um relevante contribuinte para a descendência biológica”, disse Yehuda.

John Krystal, editor da Biological Psychiatry, notou que “a observação de que as mudanças em pais e filhos estão em direções opostas sugere que filhos de pais traumatizados não nascem simplesmente com uma biologia como o TEPT. Eles podem herdar traços que promovem resiliência assim como vulnerabilidade”. As análises não são capazes de separar a influência de gênero parental. Também foi incapaz de identificar se os efeitos em descendentes resultaram de efeitos de trauma aos gametas parentais ou mudanças ocorrendo ao filho durante a gestação ou pós-natal.

Adversidade na infância é comum em crianças com pais traumatizados e os pesquisadores examinaram se o próprio trauma infantil do descendente desempenharam um papel no efeito observado. “Curiosamente, uma relação entre metilação e relatada adversidade na infância foi observada no descendente, mas em um diferente lugar dentro da mesma região intrônica do gene”, afirmou Yehuda.

De acordo com os autores, seus achados indicam que pode ser possível distinguir mudanças associadas com experiências adversas na infância em descendentes daquelas associadas com trauma em gerações antecedentes, sugerindo a importância para os médicos perguntar sobre trauma parental além do trauma pessoal.

“Este estudo levanta questões importantes sobre a transmissão de traços intergeracionais de pais traumatizados para seus filhos”, disse Krystal. “A observação de que os mesmos genes poderiam ser afetados em pais e filhos sugere que algo especifico, talvez relacionado a resposta ao estresse, está sendo levado de pai para filho”.

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

Trauma’s epigenetic fingerprint observed in children of Holocaust survivors

O Bem-Estar está Ligado com Quando e Como as Pessoas Manejam as Emoções

Reestruturar como nós pensamos sobre uma situação é uma estratégia comum para manejar nossas emoções, mas um novo estudo sugere que usar esta estratégia de reavaliação em situações sobre a qual nós, na verdade, temos controle, pode estar associada com menos bem-estar. Os achados estão publicados no Psychological Science, uma revista cientifica da Association for Psychological Science: “nossos resultados advertem contra a abordagem de ‘estratégia única’, que pode ser tentadora para recomendar baseada em muitos achados prévios acerca da reavaliação como uma estratégia para regular as emoções”, diz o cientista psicológico Peter Koval, da Australian Catholic University. “Simplesmente usar uma determinada estratégia de regulação da emoção mais (ou menos) em todas as situações pode não levar aos melhores desfechos – pelo contrário, regulação de emoção contextualmente apropriada pode ser mais saudável”.

Trabalho recente em regulação de emoção tem enfatizado o fato de que a flexibilidade em usar estratégias de regulação de emoção é chave para um funcionamento saudável. Koval e sua equipe de pesquisadores decidiram investigar como o contexto situacional pode desempenhar um papel na relação entre regulação emocional e bem-estar na vida diária das pessoas.

Os pesquisadores recrutaram 74 adultos para participar em um estudo de 7 dias que envolveu responder a questões de pesquisa periódica feita via smartphone. O aplicativo de pesquisa enviou lembretes (alertas) em intervalos randomizados de 40 a 102 minutos entre 10:00 am e 10:00 pm cada dia, perguntando aos participantes se eles tinham “olhado para as coisas de uma perspectiva diferente” e/ou “mudaram a forma que eles estavam pensando” em resposta aos seus sentimentos desde o último lembrete. Foi também pedido aos participantes para pontuar quanto controle eles tiveram sobre o que tinha acontecido desde o último lembrete. Para cada questão, os participantes poderiam escolher uma resposta variando de 0 (de jeito nenhum) a 100 (muito).

Antes de começar o sétimo dia do estudo, os participantes completaram medidas validadas  e avaliando sintomas de depressão, ansiedade, estresse e neuroticismo, assim como medidas de ansiedade social e auto-estima. Estas medidas forneceram aos pesquisadores uma indicação do bem-estar dos participantes.

Resultados mostraram que os participantes cumpriram, com sucesso, com as instruções da pesquisa, respondendo a aproximadamente 87% dos lembretes enviados, em média. Os pesquisadores não encontraram nenhuma associação confiável entre o bem-estar dos participantes e o uso global de reavaliação como uma forma de regular a emoção no cotidiano, em consonância com a noção de que reavaliação não é uma estratégia do tipo única.

Os pesquisadores encontraram, contudo, que os participantes que reportaram níveis mais altos de depressão, ansiedade, estresse, neuroticismo e ansiedade social foram mais propensos a usar reavaliação em resposta a situações que perceberam como controláveis, enquanto que os participantes que reportaram bem-estar mais alto tenderam a usar reavaliação mais em situações que sentiram que tinham pouco controle sobre elas: “nós encontramos que pessoas com bem-estar mais alto aumentaram o seu uso de reavaliação à medida em que os contextos se tornaram menos controláveis, enquanto que os indivíduos com menos bem-estar mostraram o padrão oposto”, Koval e colaboradores explicam em seu artigo.

Dado que o estudo mensurou o uso de reavaliação na vida diária ao invés de uma única semana e avaliou bem-estar em apenas uma única ocasião, os resultados não nos dizem se mais uso apropriado situacionalmente de reavaliação leva a maior bem-estar ou vice-versa. Apesar disto, os pesquisadores argumentam que os achados sugerem que o contexto – neste caso, quanto controle um indivíduo acredita que tem sobre situações – faz uma diferença nos desfechos de estratégias de regulação de emoção: “quando uma situação pode ser diretamente mudada, reavaliação pode abalar a função adaptativa de emoções em motivando a ação”, os pesquisadores escrevem.

Koval e seus colaboradores estão atualmente conduzindo um grande estudo de seguimento, no qual rastreiam regulação de emoção dos participantes na vida diária ao longo do curso de 3 semanas. Eles planejam extender seu trabalho, examinando estratégias de regulação emocional adicionais, fatores contextuais e medidas de bem-estar.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/11/well-linked-people-manage-emotions-45768

A Saúde Física e Psicológica é Impactada Pelas Relações Sociais no Trabalho

Se você é engenheiro(a), enfermeiro(a), ou trabalha em um call center, você está mais propenso(a) a passar uma média de 1/3 do seu dia no trabalho. Em uma nova metanálise cobrindo 58 estudos e mais de 19.000 pessoas ao redor do mundo, os psicólogos mostraram que o quão forte nós nos identificamos com as pessoas ou a organização onde trabalhamos está associado com uma melhor saúde e menor esgotamento (burnout).

O trabalho apareceu na revista cientifica Personality and Social Psychology Review, publicada neste ano de 2016 pela Society for Personality and Social Psychology.

Embora muitas pessoas pressuponham que achar o trabalho certo que encaixa-se a sua personalidade e suas habilidades é a chave para uma vida no trabalho saudável, esta metanálise mostra que saúde no trabalho é determinada em grande parte pelas nossas relações sociais no local de trabalho — e, mais particularmente, os grupos sociais que nós formamos lá.

Estudos anteriores sobre as relações entre pessoas e seus ambientes de trabalho focam-se em questões de satisfação, motivação e desempenho em organizações, mas muito menos em saúde e bem-estar: “este estudo é a primeira análise em larga escala mostrando que a identificação organizacional está relacionada a melhor saúde”, diz o pesquisador principal do estudo, o Dr. Niklas Steffens (University of Queensland, na Austrália): “estes resultados mostram que tanto o desempenho quanto a saúde estão aumentado à medida em que os ambientes de trabalho fornecem as pessoas com um senso de ‘nós’ “.

O prof. Alex Haslam e a prof. Jolanda Jetten (ambos da University of Queensland), Dr. Sebastian Schuh (China Europe International Business School, na China) e o prof. Rolf van Dick (Goethe University Frankfurt, na Alemanha) também colaboraram no estudo. A equipe revisou 58 estudos cobrindo pessoas em uma variedade de ocupações, desde serviço e saúde à vendas e serviço militar, em 15 países.

Embora o tipo de trabalho não tenha sido um fator significativo na ligação entre identificação social e benefícios da saúde, vários fatores influenciaram a relação: “identificação social contribui tanto para a saúde psicológica quanto a fisiológica, mas os benefícios da saúde são mais fortes para a saúde psicológica”, diz Steffens.

O benefício psicológico positivo pode originar-se do suporte fornecido pelo grupo de trabalho mas também o significado e o propósito que pessoas derivam de afiliação em grupos sociais: “nós estamos menos esgotados e temos maior bem-estar quando nossa equipe e nossa empresa oferecem-nos um senso de pertencimento e comunidade — quando nos dá um senso de ‘a gente’”, sumariza Steffens.

Os autores também encontraram que os benefícios para a saúde ao identificar-se com o local de trabalho são mais fortes quando estamos em níveis similares de identificação dentro de um grupo — ou seja, quando a identificação é compartilhada. Então se você se identifica fortemente com a sua empresa, conseguirá mais benefícios de saúde se todo mundo também se identificar fortemente com a organização.

A equipe ficou surpresa de encontrar que quanto mais mulheres estavam em uma amostra, mais fraca foi a relação de identificação-saúde: “este foi um achado que nós não havíamos previsto e, na ausência de qualquer prévia teorização, podemos apenas supor o que dá origem para este efeito”, afirma Steffens. “Contudo, uma das razões pode relacionar-se ao fato de que nós sabemos de outras pesquisas que há ainda muitos locais de trabalho que tem, de alguma forma, culturas ‘masculinas’. Isto poderia significar que mesmo quando empregadas mulheres identificam-se com a sua equipe ou empresa, elas ainda sentem-se de alguma forma, mais marginais (menores) dentro de sua equipe ou organização”.

Como parte de seu trabalho, os pesquisadores fizeram várias recomendações para futuras pesquisas: “uma área importante onde nós precisamos fazer muito mais trabalho é fazer uso desta pesquisa em aplicados settings“. diz Steffens. “Em particular, é importante examinar se a saúde pode, na verdade, preceder mudanças no desempenho e qual papel de identificação desempenha nisto”.

A equipe também recomendou explorar o papel de liderança. Isto é porque outros achados que emergiram do mesmo programa de pesquisa indicam que a forma como os líderes manejam equipes e grupos tem uma forte influência na conexão de saúde da identificação social: “líderes desempenham um papel-chave em modelar um senso de identidade de grupo no local de trabalho”, Steffens afirma, “e isto é importante não apenas para o desempenho da equipe, mas também para a  saúde física e mental dos empregados”.

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http://www.psypost.org/2016/10/psychological-physiological-health-impacted-social-relationships-work-45159

Pensar Rápido e Sentir-se Saudável são Preditores de Vida Mais Longa?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM!

Sofrer de condições médicas crônicas e engajar-se em comportamentos insalubres são conhecidos fatores de risco para morte prematura, mas achados de um estudo longitudinal com 6.000 adultos sugere que certos fatores psicológicos pode ser ainda preditores mais fortes de quanto tempo nós viveremos.

Os achados estão publicados no Psychological Science, uma revista científica da Association for Psychological Science.

“Nosso estudo mostra que duas variáveis psicológicas:  saúde referida mais precária e diminuições graduais relacionadas a idade (em velocidade de processamento), parecem ser  indicadores especialmente importantes de elevado risco de mortalidade na meia-idade e adultos mais velhos”, diz o cientista psicológico Stephen Aichele da University of Geneva, em Switzerland. “Esta informação pode facilitar a acurácia diagnóstica e as intervenções adequadas”.

Aichele e colaboradores Patrick Rabbitt (University of Oxford) e Paolo Ghisletta (University of Geneva) estavam interessados em investigar e relativa influência de variáveis cognitivas, demográficas, saúde e estilo de vida na predição de risco de mortalidade. Embora pesquisas anteriores tenham fornecido algumas pistas para os papéis desempenhados por estas variáveis, estudos longitudinais abrangentes foram poucos: “tem sido longamente conhecido que fatores específicos tais como doenças, desvantagem sócio-econômica, declínio cognitivo e apoio social determinam por quanto tempo nós sobrevivemos na velhice”, explica Aichele. “O problema tem sido que estes e outros marcadores para mortalidade tem sido testados separadamente ao invés de juntos. Dado que eles estão fortemente associados um com o outro, torna-se difícil determinar quais variáveis mais influenciam risco de mortalidade”.

Para endereçar este buraco na pesquisa disponível, Aichele e colaboradores checaram o Estudo Longitudinal de Cognição de Manchester, examinando 29 anos de dados coletados de 6.203 adultos que ocorreu na faixa etária de 41 a 96 anos de idade quando eles começaram o estudo.

Agregando dados de 15 diferentes tarefas, os pesquisadores olharam para o desempenho cognitivo dos participantes por cinco domínios de habilidade: inteligência cristalizada, inteligência fluida, memória verbal, memória visual e velocidade de processamento. Todas as tarefas de medidas (bem estabelecidas) de habilidade cognitiva – foram administradas para até quatro vezes por um período de 12 anos, permitindo aos pesquisadores avaliarem o início do desempenho dos participantes e mudança em desempenho ao longo do tempo para cada domínio.

Para estimar a saúde dos participantes, os pesquisadores usaram o Cornell Medical Index, uma medida que inclui detalhados checklists de um total de 195 sintomas patológicos relacionados a transtornos físicos e  psicológicos. Por último, os pesquisadores olharam para os reportes subjetivos dos participantes de vários fatores de estilo de vida, incluindo saúde percebida, número de remédios prescritos, padrões de sono, hobbies, leisure activities e interações sociais.

Usando dois tipos de análises estatísticas, os pesquisadores foram capazes de avaliar a relativa importância de um total de 65 variáveis diferentes em predição de risco de mortalidade dos participantes.

Os resultados revelaram que a saúde subjetiva e a velocidade de processamento mental foram dois dos mais fortes preditores – isto é, melhor percepção da saúde e menores reduções em velocidade de processamento ao longo do tempo estavam associados com risco de mortalidade reduzido. Ser mulher também estava associado com reduzido risco de mortalidade, enquanto que anos fumando tabaco estava associado com um aumentado risco de morte prematura.

A influência dos dois fatores psicológicos relativos a conhecidos fatores de risco médicos, tal como sintomas cardiovasculares, veio como uma surpresa: “o resultado de que variáveis psicológicas estão tão fortemente associadas com risco de mortalidade é bastante surpreendente porque evidência apóia a hipótese de que os preditores mais fortes de sobrevivência na velhice são de  natureza fisiológica ou médica”, explica Aichele.

Estes achados podem fornecer insights úteis para profissionais de saúde, que necessitam de  métodos melhores para identificar indivíduos em risco de morte prematura. “Endereçar as necessidades de uma população global envelhecendo requerirá considerar numerosos fatores de risco de morbidade e mortalidade, tais como variáveis demográficas, condições de saúde, capacidades funcionais, habilidades mentais e suporte social”, os pesquisadores concluíram.

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Quick thinking and feeling healthy predict longer life

Estudo Identifica Ligação entre Dor Crônica e Ausência de Sono

‘Eu não serei capaz de lidar com a minha dor se eu não dormir bemI’ – pesquisa da University of Warwick revela que a forma como os pacientes com dor crônica pensam sobre a dor e o dormir levam a insônia e ao manejamento precário da dor.

Pesquisadores do Laboratório de Sono e Dor no Departamento de Psicologia demonstrou que condições como dor nas costas, fibromialgia e artrite estão diretamente ligadas com pensamentos negativos sobre insônia e dor, e isto pode ser efetivamente manejado usando a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Esther Afolalu e colaboradores formularam uma escala pioneira para medir crenças sobre o sono e dor em pacientes com dor crônica, junto a qualidade de sono deles – a primeira escala deste tipo para combinar dor e sono e explorar o círculo vicioso entre dormir e problemas de dor.

A escala foi testada em quatro grupos de pacientes sofrendo de dor crônica e padrões de sono ruins, com o resultado mostrando que pessoas que acreditam que não serão capazes de dormir como resultado de sua dor estão mais propensas a sofrerem de insônia, assim causando piora da dor.

Os resultados mostram que a escala foi vital para predizer o nível de insônia e dificuldades de dor dos pacientes. Com o sono melhor, os problemas de dor são significativamente reduzidos, especialmente após receber um curso de curta duração de TCC para ambos: dor e insônia.

O estudo ofereceu aos terapeutas os meios com que se pode identificar e monitorar pensamentos rígidos sobre o sono e dor que estão interferindo no sono, permitindo a aplicação da TCC efetivamente provada para insônia e pessoas com dor crônica.

Esther Afolalu explica: “Atuais tratamentos psicológicos para dor crônica tem principalmente focado-se no manejo da dor e com uma ênfase menor no sono, mas há um recente interesse em desenvolver terapias para resolver tanto o problema da dor quanto o problema do sono, simultaneamente. Esta escala fornece um instrumento clínico útil para avaliar e monitorar progresso de tratamento durante estas terapias”.

Dr. Nicole Tang, autora sênior do estudo, comenta: “pensamentos tem um impacto direto e/ou indireto em nossa emoção, comportamento e, até fisiologia. A forma como nós pensamos sobre o sono e sua interação com a dor pode influenciar a forma como nós lidamos com a dor e manejamos insônia. Baseado na experiência clínica, apesar de algumas destas crenças serem saudáveis e úteis, outras são rígidas e erradas. A nova escala, PBAS, foi desenvolvida para ajudar-nos a buscar aquelas crenças que tem um papel potencial na piora da insônia e experiência da dor”.

O artigo ‘Development of the Pain-Related Beliefs and Attitudes about Sleep (PBAS) Scale for the Assessment and Treatment of Insomnia Comorbid with Chronic Pain’  está publicado no Journal of Clinical Sleep Medicine.

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Study identifies link between chronic pain and lack of sleep

Insegurança na Infância Pode Levar o Adulto a Ter Problemas para Lidar Com Estresse

Imagine dois candidatos em uma entrevista de emprego bem competitiva. Um deles lida com a pressão com facilidade e vai bem na entrevista. O outro candidato, contudo, sente-se bastante nervoso e tem um desempenho inferior. Por que algumas pessoas realizam as coisas melhor do que outras sob condições emocionalmente estressantes? Um indício pode encontrar-se em experiências da primeira infância, encontrou um estudo recente que foi publicado em 2016 na revista científica Frontiers in Human Neuroscience.

Vínculos emocionais com o nosso primeiro cuidador ou pai/mãe na primeira infância são pensados ser a base de nossa habilidade para regular nossas emoções quando adultos: “nós sabemos de outros estudos que a nossa estória de apego influencia diretamente como nós reagimos em situações sociais”, explicou a Dra. Christine Heinisch, uma das autoras do estudo, “mas e a reação a um estímulo neutro sob condições emocionais?”.

Um bom exemplo disto em nosso cotidiano, diz a Dra. Heinisch, é quando um carro está chegando em um semáforo. Sob condições neutras, é fácil para o motorista seguir o semáforo. Mas o que acontece sob condições emocionais? “Normalmente, as pessoas tendem a cometer mais erros, como parar em cima do sinal vermelho ou até passá-lo. Algumas vezes, elas param apesar do sinal ainda estar verde”, ela explica.

Mas nem todas as ações das pessoas são impactadas pelas emoções nas mesmas proporções. Alguns de nós tiveram cuidadores ou pais emocionalmente responsivos na infância, enquanto outros não tiveram. São estas experiências precoces, de acordo com a teoria de “apego” em psicologia, que influenciam a capacidade para regular emoções na idade adulta: “nós esperávamos que aqueles tendo problemas com regulação emocional cometeriam mais erros ao realizar uma tarefa – e uma variável significativa influenciando isto é a nossa experiência de apego”, disse a Dra. Heinisch. Para testar esta teoria, o grupo dela conduziu um estudo em sujeitos adultos com diferentes experiências de cuidador na infância. Os sujeitos no estudo realizaram uma atividade de identificar uma letra-alvo dentre uma série de cartões didáticos com letras. Esta tarefa foi administrada sob condições que evocaram um estado emocional positivo, neutro ou negativo. Os pesquisadores então avaliaram o desempenho na tarefa e analisaram registros de EEG de função cerebral em seus sujeitos.

Os resultados foram reveladores: os sujeitos que não tinham tido cuidadores emocionalmente responsivos na infância (apego inseguro) tiveram mais problema para realizar a tarefa sob condições emocionalmente negativas do que os outros (apego seguro). Eles também tiveram atividade cerebral mais baixa em resposta a letra-alvo sob condições negativas do que sujeitos que tiveram apego seguro.

O desempenho mais baixo na tarefa estava correlacionado com estratégias ineficientes para regulação emocional vistas em adultos com apego inseguro na infância. Isto poderia significar que uma maior parte de recursos cognitivos foi alocada para regular emoções e, consequentemente, menos estava disponível para realizar a tarefa.

Uma potencial limitação deste estudo é que as letras-alvo não estavam relacionadas as pistas fornecidas de contexto emocional, e portanto, tinham pouca relevância na vida real. Em estudos futuros, os autores planejam usar uma pessoa ou um objeto com significância emocional como alvo e situações socialmente relevantes como o contexto da tarefa.

Entretanto, uma coisa parece clara: as experiências emocionais na infância tem consequências duradouras para a capacidade do indivíduo para realizar uma dada tarefa.

 

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Insecure childhood can make dealing with stress harder in adulthood

Como o seu Intestino pode estar brincando com a sua Mente

Se você comeu recentemente uma refeição fabulosa, a experiência foi prazerosa, agradável e indolor porque o seu estômago e o sistema intestinal trabalharam perfeitamente para mover a comida adiante e eventualmente absorvê-la. Nosso trato gastrointestinal, ou intestino, é algo descrito como nosso “segundo cérebro”. Isto é, porque ele é controlado por seu próprio complexo sistema nervoso englobando centenas de milhões de neurônios – mais do que todos os nervos em sua medula espinhal.

O intestino e o cérebro comunicam-se através dos sinais nervosos, da liberação do intestino ou hormônios do estresse e de outros caminhos. Nós sabemos há muito tempo que as emoções podem diretamente alterar o funcionamento do intestino. Mas recentemente foi-se descoberto que funciona de outra forma também: nosso intestino, na verdade, tem um efeito em nosso cérebro. E porque é mais fácil (e geralmente mais seguro) manipular o intestino do que o cérebro, este conhecimento fornece a possibilidade que desta forma poderiam ser tratadas algumas doenças crônicas psicológicas e cerebrais.

Pense sobre uma situação no qual você tinha que fazer uma prova e teve uma diarréia ou sentiu-se ansioso(a) e desenvolveu frio na barriga. Isto é o seu cérebro guiando o seu intestino. Se você esta estressado(a) ou ansioso(a), você até muda a produção de ácido estomacal através das conexões nervosas.

Tradicionalmente, foi pensado que sintomas do intestino surgiam de um transtorno psicologico subjacente, tal como a ansiedade. A ansiedade muda o funcionamento do intestino. Ao longo do tempo, isto pode levar a sintomas desagradáveis tais como dor, diarréia, inchaço ou sensação de excessivo empanturro.

Muitas pessoas que sofrem de síndrome do intestino irritável (SII) ou severa indigestão são nervosas, por exemplo. E médicos tem investigado antidepressivos e tratamentos psicológicos  nestes transtornos com variável sucesso.

Mas, na verdade, muitos sinais ascendem do intestino para o cérebro, assim como na direção descendente. Então será que em alguns casos, mudanças no intestino estão, de fato, guiando as experiências de ansiedade ao invés do contrário? Acumulada evidência sugere que é provavelmente este o caso.

Nós acompanhamos 1.002 pessoas ao longo de um período de 12 anos, em Sidney e encontramos que aproximadamente 50% dos participantes do estudo com questões de intestino crônico tinham estado ansiosos primeiros e, então desenvolveram seus problemas de intestino. Mas os outros 50% desenvolveram a doença no intestino antes dos problemas psicológicos surgirem. Em outras palavras, o intestino pareceu ficar doente primeiro e isto levou a uma manifestação de disfunção cerebral como a ansiedade e não o contrário.

Mais tarde, nós observamos achados similares – que o sofrimento psicológico pode predizer início tardio de doenças no intestino e vice versa – em um grande estudo no Reino Unido.

Nós sabemos que algumas pessoas com SII tem uma inflamação leve no intestino. Nós também identificamos que algumas pessoas com SII tem níveis elevados de citocinas em seu sangue. Estes são subprodutos da inflamação; parte da resposta imune. Um estudo mostrou um claro aumento de certas citocinas em pessoas que tinham a ansiedade e o SII juntos. Níveis de ansiedade mais altos estava fortemente correlacionado com níveis mais altos de citocina. Baseados nesta nova informação, nós concluímos que a inflamação no intestino libera citocinas que podem causar ansiedade em SII.

O intestino de todo mundo está abarrotado de bugs (trilhões deles) que podem ser bons, ruins ou indiferentes. Eles vão da boca até o final do intestino. Os bugs comunicam-se com o sistema nervoso através de caminhos, incluindo o sistema imune, que os mantêm sob controle. Trabalhos experimentais sugerem que um desequilíbrio nestes bugs pode afetar o cérebro e, em alguns casos, pode levar a ansiedade ou depressão.

Modificar a bactéria intestinal é uma nova maneira de tratar muitas doenças do intestino e, possivelmente do cérebro, incluindo através de dietas (mudar sua dieta rapidamente muda seus bugs intestinais) ou oferecendo bactérias “boas” e suprimindo as bactérias “más”, que pode ser feita com probióticos. Outros métodos inclui o transplante fecal de pessoas saudáveis para aquelas que precisam.

Observações intrigantes também poderiam revelar novas maneiras de manejar atuais doenças nervosas degenerativas incuráveis. Por exemplo, alterado funcionamento do intestino manifestando como constipação é frequentemente o primeiro sintoma da doença de Parkinson.

E estudos estão atualmente explorando o papel do intestino em doenças neurológicas, tal como esclerose múltipla.  Mas para o momento, novas evidências sugerem que, quando o intestino está inflamado, ele pode afetar o cérebro e levar a uma disfunção psicológica.

The Conversation

Escrito por Nicholas Talley, da Faculty of Health and Medicine, da University of Newcastle, o artigo foi originalmente publicado no The Conversation.

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Stomach and mood disorders: how your gut may be playing with your mind

A Solidão e o Isolamento Podem estar Relacionados a Problemas Cardíacos?

Solidão e isolamento social estão associados a aproximadamente 30% aumentado o risco de ter um derrame ou desenvolver doença da artéria coronária – as duas principais causas de doença e morte em países de renda elevada. Uma análise de uma evidência disponível foi publicada online na revista científica Heart.

Os achados indicam que o tamanho do efeito é comparável a aqueles de outros fatores de risco reconhecidos, tais como ansiedade e trabalho estressante. Solidão já tinha sido associada a um sistema imune comprometido, a pressão arterial alta e, em última instância, a morte prematura, mas não é claro qual o impacto que ela pode ter nas doenças do coração e no risco de derrame.

Os pesquisadores consideraram 16 databases de pesquisa para estudos relevantes, publicados até maio de 2015 e encontraram que 23 deles eram eligíveis. Estes estudos, que envolveram mais de 181.000 adultos, incluíram 4628 ‘eventos’ de doença cardíaca coronária (ataques cardíaco, ataques de angina, morte) e 3002 derrames registrados durante períodos de monitoramento, variando de 3 a 21 anos.

Análises dos dados agrupados mostrou que solidão/isolamento social estava associado com um risco aumentado de 29% de um ataque de coração ou angina e um risco aumentado de 32% de ter um derrame.

O tamanho de efeito (effect size) foi comparável a aqueles de outros fatores de risco psicossociais reconhecidos, tais como ansiedade e tensão no emprego, as análises indicaram.

Este é um estudo observacional, portanto, conclusões concretas não podem ser  tiradas sobre causa e efeito, adicionado ao que os pesquisadores apontam de que não é possível excluir o potencial impacto de outros fatores que não foram medidos ou são de causalidade inversa – segundo o qual aqueles com doença não diagnosticada eram menos sociáveis, assim aumentando os achados.

Não obstante, os achados respaldam preocupações de saúde pública sobre a importância de contatos sociais para a saúde e o bem-estar, diz os pesquisadores. “Nosso trabalho sugere que endereçar solidão e isolamento social pode ter um importante papel na prevenção de duas das causas principais de morbidade em países de alta renda”, eles confirmam.

Em um editorial ligado, a Dra. Julianne Holt-Lunstad e o Dr. Timothy Smith da Brigham Young University, Utah, USA, concordam, salientando que fatores sociais deveriam ser incluídos na educação médica, avaliação de risco individual e em diretrizes e politicas aplicadas a populações e o fornecimento de serviços de saúde.

Mas um dos maiores desafios será como elaborar intervenções efetivas para aumentar as conexões sociais, levando em conta a tecnologia, eles dizem.

“Com tais mudanças rápidas na forma como as pessoas estão interagindo socialmente, pesquisas empíricas são necessárias para endereçar diversas questões importantes. Interagir socialmente via tecnologia reduz ou substitui interação social face a face social e/ou modifica as habilidades sociais?”, eles perguntam.

“Dado os aumentos estimados em níveis de isolamento social e solidão na Europa e América do Norte, a ciência médica precisa endereçar diretamente as ramificações para a saúde física”, eles escrevem.

“Similar como os cardiologistas e outros profissionais de saúde tem tomado forte postura pública acerca de outros fatores agravantes [doença cardiovascular], por exemplo, fumar e dietas ricas em gorduras saturadas, atenção adicional a conexões sociais é necessária em pesquisa e vigilância, prevenção e esforços para intervenção na área de saúde pública”, eles concluem.

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Loneliness and isolation linked to heightened risk of heart disease/stroke

Por quê Algumas Pessoas Sentem-se Impotentes em Situações Estressantes?

Estresse – todos nós temos bastante familiaridade com isso. Muitos de nós, mais do que nunca, estão sentindo a implacável pressão de vidas agitadas e ela está cobrando o seu preço. Nos Estados Unidos, o estresse relacionado ao males/doenças custa à nação U$300 bilhões todos os anos em gastos médicos e perda de produtividade.

Contudo, parece que algumas pessoas são capazes de lidar com este problema muito melhor do que outras. Alguns indivíduos são resilientes, enquanto outros sucumbem ao desespero. Os cientistas descobriram que a razão para isso está toda no cérebro. Ao mapear a atividade cerebral em ratos quando colocados sob estresse, os cientistas encontraram que ratos apresentando comportamento de desamparo tiveram atividade cerebral enormemente diferente daqueles exibindo um comportamento resiliente.

Certos padrões foram revelados no cérebro estressado e os cientistas identificaram uma lista de áreas cerebrais que poderiam ter um papel crucial para desempenhar em depressão induzida por estresse. Olhando para estas atividades cerebrais no estudo, a publicação no Frontiers in Neural Circuits, abre as possibilidades para identificar novos alvos para o tratamento de depressão.

Eles explicam que com a exceção de algumas áreas cerebrais, “ratos apresentando comportamento ‘de desamparo’ tiveram uma redução global no cérebro inteiro no nível de ativação neuronal comparada com ratos apresentando comportamento ‘resiliente’”.

“Além disso, os ratos “desamparados” apresentaram uma forte tendência a terem mais alta similaridade no perfil de atividade em todo o cérebro entre eles, sugerindo que o desamparo é representado por um maior padrão estereotípico de ativação no cérebro inteiro”, explicaram os autores do estudo.

Comportamento de desamparo frente ao estresse é claramente reconhecível no cérebro e comum a aqueles animais apresentando desamparo. Os cientistas disseram que “nós detectamos atividade cerebral anormalmente estereotípica em desamparo em animais”. Ratos exibindo “desamparo” tinham mais atividade cerebral em comum do que os ratos resilientes.

Adicionalmente, aqueles ratos que apresentaram comportamento de desamparo tinham níveis significativamente mais baixos de atividade cerebral geral. Os cientistas encontraram que isto incluiu o córtex pré-frontal, uma região cerebral associada com a organização dos nossos pensamentos e ações, e que tinham estado implicado em transtornos ansiosos  do humor. O grupo apresentando “desamparo” também apresentou ativação cerebral mais baixa em áreas vitais para o processamento de emoção e motivação, áreas importantes para o comportamento defensivo, aquelas fundamentais para coping o estresse e para aquelas associadas com aprendizagem e memória. Entretanto, houve uma área do cérebro que iluminou-se mais em ratos apresentando “desamparo” e que foi o locus coeruleus. De acordo com o estudo, isto fortemente sugere que a área tem um  papel significante a desempenhar em depressão induzida por estresse. Ela fornece uma oportunidade para estudo adicional e poderia ser significante para tratamentos futuros de depressão.

Mais pesquisas são requeridas para determinar se estas mudanças neurais estão causalmente relacionadas a expressão de desamparo ou resiliência. “Nossos achados fornecem novos insights em circuitos cerebrais fundamentando um modelo de depressão”, eles explicaram. “Eles tem o potencial para guiar futuros estudos objetivados para entender os diferentes papeis que especificas regiões cerebrais desempenham, assim como fornece novos alvos para o desenvolvimento de novas terapias”.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Why people may feel more helpless in stressful situations than others

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O que a Incerteza Pode Causar na sua Saúde?

Se você está sempre nesse dilema de qual caminho seguir, ter grande dificuldade para escolher/decidir por questões, desde aquelas menores até as grandes decisões da vida, um profissional de saúde mental pode ajudar 😉

Saber que há uma pequena chance de receber um choque elétrico doloroso pode levar a significantemente mais estresse do que saber que você irá (com toda a certeza) levar um choque, encontrou um novo estudo da UCL, financiado pela Medical Research Council (MRC).

O estudo, publicado na Nature Communications, encontrou que as situações no qual os sujeitos tiveram 50% de chance de receberem um choque foi o mais estressante enquanto que as chances de 0% e 100% foram as menos estressantes. Pessoas cujos níveis de estresse acompanharam incerteza mais de perto foram melhores para adivinhar se elas receberiam ou não um choque, sugerindo que o estresse pode advertir julgamentos de risco.

O experimento envolveu 45 voluntários que jogaram um jogo no computador no qual eles viravam pedras que poderiam ter cobras embaixo delas. Eles tinham que adivinhar se haveria ou não uma cobra e quando eles receberiam um choque elétrico (ligeiramente doloroso) na mão. Ao longo do tempo, eles aprenderem que as pedras eram prováveis de ter cobras, mas aquelas probabilidades mudaram ao longo do experimento, gerando níveis flutuantes de incerteza.

A incerteza dos participantes de que qualquer pedra teria uma cobra sob ela foi estimada das adivinhações usando um sofisticado modelo computacional de aprendizagem. Esta incerteza foi compatível aos níveis de estresse reportados pelos participantes, que foram também  monitorados usando medidas de dilatação da pupila e transpiração. “Usando nosso modelo, nós pudemos predizer  o quanto os nossos sujeitos estariam estressados, não apenas de se eles levaram choques mas também em relação a quanta incerteza eles tinham sobre estes choques”, explica o autor Archy de Berker (UCL Institute of Neurology). “Nosso experimento permite-nos tirar conclusões sobre o efeito da incerteza no estresse. Acontece que é muito pior não saber se você levará o choque do que saber que você (com toda certeza) receberá ou não ele. Nó vimos exatamente os mesmos efeitos em nossas medidas fisiológicas – as pessoas suam mais e suas pupilas ficam maiores quando elas estão mais incertas”.

Esta é a primeira vez que o efeito da incerteza no estresse foi quantificado, mas o conceito é provavelmente familiar para muitas pessoas. “Quando você candidata-se para um trabalho, provavelmente irá sentir-se mais relaxado se pensar que é um azarão ou sentir-se confiante de que “já está no papo”, diz o co-autor Dr. Robb Rutledge (UCL Institute of Neurology e Max Planck UCL Centre for Computational Psychiatry and Ageing Research). “O cenário mais estressante é quando você realmente não sabe. É a incerteza que nos deixa ansiosos. O mesmo se aplica em muitas situações familiares, quer seja por estar esperando por resultados médicos ou informação sobre atrasos de trens”.

O estresse no mundo moderno é frequentemente visto como sendo uma resposta negativa e contra-produtiva, mas o estudo também encontrou um potencial beneficio. Pessoas, cujas respostas de estresse aumentaram mais em períodos de enorme incerteza foram melhores em julgar se uma determinada pedra teria cobras sob elas.

“De uma perspectiva evolucionária, nossos achados de que respostas ao estresse estão em sintonia com a incerteza ambiental sugere que pode ser oferecido algum beneficio de sobrevivência”, explica o autor Dr. Sven Bestmann (UCL Institute of Neurology). “Apropriadas respostas de estresse podem ser úteis para aprender sobre incerteza e coisas perigosas no ambiente. A vida moderna chega com muitas fontes potenciais de incerteza e estresse, mas tem também introduzido formas de endereça-las. Por exemplo, aplicativos de táxi que mostram onde um carro está, pode oferecer tranquilidade ao reduzir a incerteza sobre quando ele chegará. Quadros de informação em tempo real nos pontos de ônibus e plataformas de trem tem um papel similar, embora isto possa ser prejudicado por atrasos indeterminados que causam estresse para passageiros e funcionários da mesma forma”.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/03/uncertainty-can-cause-stress-inevitable-pain-41935

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