A Chave Para a Resposta Bem-Sucedida de um Antidepressivo é Dormir o Suficiente?

Medicação é uma parte importante do tratamento para muitos pacientes com transtorno de depressão maior, mas a transição para antidepressivos não é sempre tranquila. Pode levar seis semanas para uma pessoa responder a farmacoterapia. E com taxas de remissão de aproximadamente 1/3, a maioria dos pacientes com depressão poderiam também beneficiarem-se de melhor resposta global para a medicação.

Pesquisadores da University of Michigan que são especializados tanto em psiquiatria quanto em medicina do sono, encontraram uma potencial forma para ajudar. Um horário preciso para dormir (como uma rotina de sono) poderia afetar as taxas de remissão de antidepressivos e tempo de resposta, os pesquisadores encontraram. Mas não na forma que eles pensavam. Estudos anteriores, a maioria de settings com pacientes internados, encontrou que total ou parcial (quatro a cinco horas) privação do sono em uma única noite melhorou o humor no dia seguinte em aproximadamente 60% dos pacientes. Esta quantidade extrema de privação de sono não é, contudo, prática ou segura para pacientes em suas próprias casas.

Em um novo estudo da U-M e publicado na Journal of Clinical Psychiatry, 68 adultos foram alocados para passar seis ou oito horas na cama cada noite durante as primeiras duas semanas no uso do antidepressivo fluoxetina.

É o primeiro estudo a avaliar os efeitos do humor em um razoável tempo de restrição na cama em pacientes ambulatoriais. Sono e humor foram medidos diariamente pelas primeiras duas semanas e medida de humor continuou semanalmente por seis semanas mais após os pacientes retornarem de seus regimes de sono preferidos e continuarem com a fluoxetina: “é importante encontrar estratégias práticas e seguras que possam melhorar nossas tradicionais terapias de depressão, então nós decidimos avaliar uma quantidade mais modesta de privação do sono que poderia facilmente ser implementada em conjunto ao tratamento medicamentoso”, diz J. Todd Arnedt, Ph.D., principal investigador e professor da U-M. “Embora nós tenhamos previsto que o grupo com tempo restrito na cama teria uma melhor resposta, baseado em uma melhor resposta, baseado em anterior pesquisa de privação de sono em depressão, nós, na verdade, encontramos o oposto”.

Surpreendentemente, o grupo que passou as oito horas completas na cama cada noite mostrou maior melhora em todas as frentes. Os sujeitos tiveram quase 2x mais probabilidade de alcançar remissão de sintomas após as oito semanas completas de tratamento de antidepressivo – 63% comparado com 33% no grupo de seis horas. Eles também experienciaram uma resposta mais rápida ao tratamento: “este é o primeiro estudo para demonstrar que um sono adequado pode acelerar e aumentar a resposta de tratamento antidepressivo”, Arnedt disse, “mas mais pesquisa é necessária”.

Dos sujeitos que passaram seis horas na cama, foi dito para um grupo para ficar acordado por duas horas mais tarde e o outro para acordar duas horas mais cedo. Os pesquisadores queriam avaliar se mudanças em sono lento profundo ou sono REM em taxas de resposta afetam a remissão. Estudos anteriores tinham produzido achados contraditórios sobre se a resposta ao tratamento estava relacionada a mudanças em particulares estágios de sono.

Após duas semanas no esquema de seis horas, a polissonografia feita de um dia para o outro, verificou que os sujeitos que acordaram duas horas mais cedo experienciaram uma significativa redução no sono REM enquanto aqueles que ficaram acordados mais tarde experienciaram uma quantidade aumentada de sono lento. Mas nenhuma diferença na resposta de tratamento foi encontrada entre os grupos de seis horas: “esta pesquisa não apoia o papel específico de sono lento ou sono REM tão crucial para a resposta ao tratamento”, Arnedt says.

Tecnologia portátil permitiu que os pesquisadores soubessem como funciona bem seus sujeitos e estes foram seguindo as instruções de tempo para ficar na cama. O dispositivo ActiGraph, similar ao Fitbit mas capaz de detectar o sono mais acuradamente, usa sensores de movimento para determinar se os pacientes passaram suas horas definidas na cama.

O grupo encarregado com oito horas na cama em grande parte aderiu ao cronograma. Mas o grupo de seis horas teve grande dificuldade. O grupo do cronograma para acordar cedo passou cerca de uma hora a mais na cama do que o que foi instruído: “estes achados nos dizem que se a condição de seis horas tivesse produzido melhores resultados em termos de resposta ao tratamento, os pacientes seriam improváveis de seguir uma recomendação clínica para passarem apenas seis horas na cama durante as duas semanas iniciais de terapia antidepressiva. Então, esta é uma estratégia que não é possível para implementação em settings ambulatoriais”, Arnedt afirma.

Como o estudo foi desenhado para, primeiramente avaliar os efeitos de restrição de tempo na cama em resposta a tratamento antidepressivo, o próximo passo, Arnedt diz, é avaliar diretamente se otimizar ou ampliar o tempo de sono enquanto iniciando a terapia com antidepressivo melhora a resposta. Otimização da programação de sono envolveria considerar não apenas quantas pessoas estão dormindo mas também fatores individuais tais como a preferência de sono e horas para acordar de um sujeito, além da qualidade de sono.

A equipe está também interessada em técnicas de medida mais sofisticadas, tais como imagem do cérebro e EEG de alta densidade, para examinar mais a fundo o impacto de manipular diretamente o sono REM, de sono lento e outros aspectos do sono assim como fatores implicados na resposta ao tratamento.

Por enquanto, Arnedt recomenda prestar atenção mais de perto de como e quanto os pacientes estão dormindo quando começam a usar os antidepressivos. Os pacientes começando com um novo antidepressivo deveriam ser advertidos contra restringir seu tempo na cama porque poderia influenciar o quão rápido e efetivo eles respondem a medicação: “eventualmente, nós gostaríamos de identificar combinações de sono e tratamentos circadianos que são independentemente efetivos para depressão e que podem ser usados praticamente e seguramente em settings de pacientes internados e ambulatoriais”, ele diz.

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Is sufficient sleep the key to successful antidepressant response?

Depressão Durante a Gravidez está Associada com Estrutura Cerebral Anormal em Crianças

Sintomas depressivos em mulheres durante e após a gravidez estão associados com espessura do córtex reduzida – a camada exterior do cérebro responsável por pensamento complexo e comportamento – em crianças em idade pré-escolar, de acordo com um novo estudo publicado no Biological Psychiatry. Os achados sugerem que o humor da mãe pode afetar o desenvolvimento do cérebro da criança em estágios críticos em vida: “mães geralmente querem fazer tudo o que podem para dar aos seus filhos a melhor chance possível de sucesso na vida. Elas frequentemente certificam-se de comer bem e tomar vitaminas especiais”, disse John Krystal, editor da Biological Psychiatry. “Este novo estudo agora sugere que uma outra coisa que elas podem fazer é ter a certeza de que sejam tratadas para a sua depressão”.

18% das mulheres experienciam depressão em algum momento durante a gravidez e ambas as depressões – perinatal e pós-parto – tem sido associadas com desfechos negativos em crianças. O novo estudo, liderado por Catherine Lebel, da University of Calgary, em Alberta, é o primeiro a reportar associações entre a depressão maternal e a estrutura anormal do cérebro em criança desta idade.

Os pesquisadores avaliaram 52 mulheres para sintomas depressivos durante cada trimestre da gravidez e alguns meses após a criança ter nascido. As mulheres variaram sobre a presença de sintomas: algumas com nenhum ou poucos sintomas e algumas preenchendo os critérios para depressão. Quando as crianças alcançaram aproximadamente 2.5 a 5 anos de idade, os pesquisadores usaram imagem por ressonância magnética para medir a estrutura cerebral delas.

Mulheres com sintomas depressivos mais altos tenderam a ter crianças com afinamento frontal e áreas temporais, regiões corticais implicadas em tarefas envolvendo inibição e controle da atenção. Os pesquisadores também encontraram uma associação entre sintomas depressivos e substância branca anormal na área frontal, os feixes de fibras conectando a região para outras áreas no cérebro.

Estas associações foram apenas encontradas quando sintomas ocorreram durante o segundo trimestre e pós-parto, sugerindo que estes períodos são particularmente críticos para o desenvolvimento cerebral da criança.

O afinamento cortical é um aspecto normal do desenvolvimento cerebral durante a primeira infância, então Lebel diz que os achados sugerem que o cérebro possa estar desenvolvendo-se prematuramente em crianças cujas mães experienciam mais sintomas depressivos.

Anormalidades em estrutura cerebral durante períodos críticos em desenvolvimento tem frequentemente estado associados com desfechos negativos, tais como dificuldade de aprendizagem e transtornos comportamentais. Adicionalmente, as anormalidades da estrutura cerebral identificadas no estudo refletem aquelas encontradas em crianças com depressão ou em alto risco para desenvolver o transtorno, sugerindo que estas alterações podem ser porque as crianças de mães com depressão perinatal são mais vulneráveis a depressão posteriormente.

Embora o mecanismo por trás da associação permaneça um mistério, os achados podem ter implicações para minimizar riscos de desenvolvimento cerebral atípico em crianças: “nossos achados destacam a importância de monitorar e apoiar a saúde mental em mães não apenas no período de pós-parto mas também durante a gravidez”, afirmou Lebel.

 

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Depression during pregnancy is associated with abnormal brain structure in children

Pesquisa sobre Tratamento de Depressão em Adolescentes

Um estudo publicado na edição de março de 2016 da Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (JAACAP) reporta que adolescentes com depressão maior que desempenharam uma atividade baseada no computador, criada para mudar a atenção de associações de palavras tristes para associações de palavras neutras e para positivas mostrou reduções nos viéses de atenção negativa e sintomas depressivos pontuados pelo médico.

11% dos adolescentes americanos sofrem de Transtorno de Depressão Maior (TDM). Além de enfrentar uma vasta gama de problemas de saúde e psicossociais, estes jovens estão cinco vezes mais em risco para cometerem suicídio do que outros adolescentes sem transtorno psiquiátrico. Uma nova tarefa baseada em computador, chamada de Modificação do Viés Atencional (MVA), criado para deslocar a atenção de estímulos negativos, foi descoberta como sendo útil para reduzir sintomas depressivos.

Um grupo de pesquisadores liderados pela Dra. Wenhui Yang, da Hunan Normal University, examinou os efeitos de curto e longo-prazo das tarefas do MVA em 45 adolescentes com TDM, selecionados de uma população escolar (n= 2731). Os autores hipotetizaram que adolescentes que engajaram-se em treino ativo de MVA reportariam maiores reduções em sintomas depressivos comparados com adolescentes no grupo controle, que fizeram um treinamento placebo.

Adolescentes no grupo MVA ativo completaram oito sessões (22 minutos cada) por um período de duas semanas para mudar sua atenção de palavras tristes para neutras. Nove semanas mais tarde, completaram mais 4 sessões (30 minutos cada) para mudar a sua atenção de palavras neutras para positivas, novamente repartidas por duas semanas. O treinamento com placebo teve as mesmas tarefas, mas mudou a atenção voltada para palavras neutras e tristes também.

Os pesquisadores encontraram maiores reduções em escores de viés de atenção e sintomas depressivos pontuados pelo médico para o grupo MVA ativo comparado com o placebo após o treino inicial de duas semanas. Além disso, um número mais alto de participantes no grupo MVA ativo não mais preencheu critérios diagnósticos para TDM comparado aos participantes no grupo placebo. Após 12 meses, os participantes no grupo MVA ativo reportaram reduções até maiores nos sentimentos auto-reportados de depressão e ansiedade.

Baseado nestes achados, os autores concluíram que MVA pode ser um instrumento potencial de tratamento para depressão maior leve a moderada em adolescentes. Como a maioria da depressão adulta começa durante a adolescência, o treinamento para adolescentes com depressão pode ter efeitos abrangentes através de sua vida inteira.

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Attention bias modification treatment can help depressed teens

A Natureza Heterogênea da Depressão

A depressão é geralmente considerada como um especifico e consistente transtorno caracterizado por um conjunto definido de sintomas e frequentemente tratada com uma combinação de psicoterapia e medicação. Contudo, as escalas de avaliação padrão usadas por profissionais de saúde e pesquisadores para diagnosticar esta doença frequentemente diferem nos sintomas que eles listam, talvez explicando assim porque  um tratamento uniformizado tem sido até o momento tão inefetivo.

Este é o achado da pesquisa conduzida pelo psicólogo Eiko Fried da University of Amsterdam (UvA). Os resultados foram publicados na última edição do Journal of Affective Disorders.

A depressão é frequentemente vista como um transtorno médico comum como sarampo – ou a pessoa tem ou não tem. Como resultado, o diagnóstico é geralmente seguido por atribuir especificas opções de tratamento. Mas ao contrário dos transtornos físicos, onde exames de sangue ou outros testes objetivos permitem um diagnóstico confiável, não há tais medidas para determinar se alguém está deprimido. Pelo contrário, pesquisadores e clínicos questionam pacientes sobre sintomas que são indicativos de depressão, tal como tristeza, ideação suicida e problemas de sono. Se uma pessoa tem muitos sintomas depressivos, ela é considerada deprimida.

Em seu estudo, Fried usou uma análise de conteúdo para investigar a sobreposição de sintoma de 7 escalas de classificação/avaliação de sintomas que são comumente usados na pesquisa em depressão. Uma das escalas é a Hamilton Rating Scale of Depression, que contem 17 sintomas depressivos predominantemente físicos como paralisia, perda de peso e retardo motor. Um outro é o Beck Depression Inventory, que inclui 21 sintomas, a maioria cognitivo-afetivo, tais como sentimentos de inutilidade, culpa, choro e auto-rejeição.

O que nós encontramos foi que estas e outras escalas de avaliação mostraram surpreendentemente poucos sintomas sobrepostos. Além disso, juntos eles apresentam um total de 52 diferentes sintomas de depressão variando de tristeza, ausência de interesse e ideação suicida a problemas genitais, irritabilidade e ansiedade. Estes achados salientam a evidente heterogeneidade de depressão, um transtorno principalmente visto como uma consistente síndrome, diz Fried. ‘Pacientes diagnosticados com depressão são frequentemente pensados ter tipos similares de problemas e, portanto, recebem tratamentos bastante similares. Entretanto, o fato de que 7 escalas de avaliação habitual de depressão contem mais de 50 diferentes sintomas mostra o quão marcantes os diferentes pacientes deprimidos podem ser em termos de problemas que eles experienciam. Isto parece indicar a necessidade por mais tratamento personalizado e pode explicar o porquê atuais soluções “uniformizadas” como antidepressivos mostram tão pouca eficácia’.

Fried acredita que seus achados poderiam também representar um problema maior para a pesquisa em depressão porque o tipo de escala usada por pesquisadores poderia determinar os desfechos de um estudo cientifico. Fried relata: ‘por exemplo, imagine que você é um pesquisador e quer estudar a estrutura do cérebro de pacientes deprimidos. Isto é usualmente feito dando a um grande grupo de pessoas uma determinada escala de depressão e se estas pessoas tem um certo número de sintomas, elas são parte do estudo como deprimidas’.

De acordo com Fried, seus achados sugerem que o tipo de escala que um pesquisador usa pode ditar o tipo de pessoas que são parte no estudo: ‘por exemplo, se um pesquisador usa a escala de Hamilton, que está focada nos sintomas físicos, os tipos de participantes que ela examina em seu estudo do cérebro diferiria dramaticamente daqueles que fariam parte se ela estivesse usando a escala de Beck. E estes diferentes grupos de pessoas provavelmente diferirão em suas estruturas cerebrais. Como este e estudos anteriores mostram, pessoas deprimidas diferem consideravelmente nos problemas que elas experienciam e sintomas que exibem. Isto provavelmente explica porque tantos diferentes estudos de depressão chegam a conclusões bastante diferentes’.

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The heterogeneous nature of depression

A Descoberta de Novos Tratamentos para Depressão

O entendimento da raiz física da depressão tem estado avançando, graças a pesquisas como da University of Warwick, no Reino Unido e da Fudan University, na China.

O estudo mostra que a depressão afeta a parte do cérebro que está implicada em não-recompensa – o córtex orbitofrontal lateral— de modo que quem sofre da doença sente uma sensação de perda e desapontamento associado com não receber recompensas.

Esta área do cérebro, que se torna ativa quando as recompensas não são recebidas, está também conectada com a parte do cérebro que está envolvida no senso de eu da pessoa, assim potencialmente levando a pensamentos de perda pessoal e baixa auto-estima.

A depressão está também associada com reduzida conectividade entre a área do cérebro responsável pela recompensa no córtex orbitofrontal medial e os sistemas de memória no cérebro, que poderia ser responsável pelos pacientes terem um foco reduzido em memórias felizes.

Estas novas descobertas poderiam anunciar um avanço para tratar a depressão, ao ir para a raiz da causa da doença e ajudar as pessoas deprimidas a pararem de focar em pensamentos negativos.

The human medial (reward-related, OFC13) and lateral (non-reward-related, OFC47/12) orbitofrontal cortex networks that show different functional connectivity in patients with depression.

O estudo foi realizado pelos professores Edmund Rolls (da Warwick), o professor Jianfeng Feng (da Warwick) e da Fudan University em Shanghai, o Dr Wei Cheng (da Fudan University) e por outros centros na China.

Em um estudo particularmente grande, quase 1.000 pessoas na China tiveram seus cérebros escaneados usando MRI de alta precisão, que analisou as conexões entre o córtex orbitofrontal medial e lateral — as diferentes partes de um cérebro humano afetadas pela depressão.

O professor Jianfeng Feng comenta que a depressão está se tornando cada vez mais prevalente: “mais de uma em cada 10 pessoas em seu ciclo de vida sofrem de depressão, uma doença que é tão comum na sociedade moderna e que nós até podemos encontrar os restos de Prozac (uma medicação para depressão) na água encanada em Londres”.

“Nossos achados, com a combinação de grande volume de dados que nós coletamos ao redor do mundo e nossos novos métodos, permite-nos localizar as raízes da depressão que deveriam abrir-se em novos caminhos para os melhores tratamentos terapêuticos em um futuro próximo”, o professor Feng continua.

O professor Edmund Rolls espera que, para os novos tratamentos que a pesquisa possa levar: “aos novos achados em como a depressão está relacionada a diferentes conectividades funcionais do córtex orbito-frontal que tem implicações para tratamentos à luz de uma recente teoria da depressão”.

A pesquisa: ‘Medial reward and lateral non-reward orbitofrontal cortex circuits change in opposite directions in depression’, está publicada no Brain.

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http://www.psypost.org/2016/10/depressions-physical-source-discovered-potential-new-treatments-45454

Adultos com Transtorno Bipolar em Risco Igual Para Ansiedade ou Depressão

Adultos com transtorno bipolar tem igual probabilidade de desenvolverem ansiedade e depressão seguindo um episódio de mania, de acordo com dados de uma pesquisa nacional com mais de 34.000 adultos. Este achado, que foi publicado em 2016 na Molecular Psychiatry, pode expandir nosso entendimento do transtorno bipolar.

Existe uma estimativa de que 5,7 milhões de americanos com transtorno bipolar, que é uma doença mental séria que tem sido caracterizada por recorrentes períodos de mania e depressão. Como a mania, que envolve ter um humor elevado ou irritável, e a depressão são distúrbios do humor, o transtorno bipolar é considerado um tipo de transtorno do humor.

Participantes do estudo foram entrevistados para determinar a incidência de episódios maníacos. Uma segunda entrevista foi conduzida três anos mais tarde para determinar a subsequente incidência de depressão ou ansiedade. Participantes com mania tinham aproximadamente um risco igual de desenvolver depressão (razão de chances de 1,7) ou ansiedade (razão de chances de 1,8). Ambas as condições foram significativamente mais comuns entre participantes com mania do que sem ela. Além disso, os participantes com depressão tiveram um risco significativamente mais alto de desenvolver mania (razão de chances de 2,2) ou ansiedade (razão de chances de 1,7) comparado a aqueles sem depressão.

Resultados do relatório alinham-se com pesquisas anteriores demonstrando que a depressão e a ansiedade comumente co-ocorrem, e com estudos de gêmeos indicando que depressão e uma forma comum de ansiedade conhecida como transtorno de ansiedade generalizada comportaram-se virtualmente como a mesma condição genética. Os novos achados expandem a conexão estreita entre depressão e ansiedade para indivíduos com transtorno bipolar que tem experienciado episódios de mania: “embora durante muito tempo tenha sido amplamente aceito que o transtorno bipolar representa episódios repetidos de mania e depressão como pólos ao longo de um único continuum de humor, a realidade médica é frequentemente muito mais complexa”, disse Mark Olfson, MD, MPH, professor de psiquiatria da Columbia University Medical Center, pesquisador do New York State Psychiatric Institute e autor do estudo. “A ligação entre mania e ansiedade sugere que os pacientes cujo sintoma principal é a ansiedade, deveriam ser cuidadosamente avaliados para um histórico de mania antes de iniciar o tratamento”.

Uma definição clínica mais ampla de transtorno bipolar que inclui episódios de mania juntamente com a ansiedade ou a depressão pode levar a identificação mais precoce de indivíduos com transtorno bipolar e abordagens diferentes para tratamento: “por anos, nós podemos ter perdido oportunidades de avaliar os efeitos de tratamento para transtorno bipolar em ansiedade”, afirmou Dr. Olfson. “Os resultados de nosso estudo sugerem que os pesquisadores deveriam começar a se perguntar até que ponto os tratamentos para transtorno bipolar aliviam a ansiedade assim como a mania e a depressão”.

O estudo, que tem como título: “Reexamining associations between mania, depression, anxiety and substance use disorders: results from a prospective national cohort”, foi publicado na Molecular Psychiatry, em maio de 2016.

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Adults with bipolar disorder at equal risk for anxiety or depression following mania

Estudo Mostra que Ausência de Interesse em Sexo foi Tratada com Sucesso com Exposição a Luz Brilhante

Exposição a luz brilhante aumenta os níveis de testosterona e leva a maior satisfação sexual em homens com baixo desejo sexual. Estes são os resultados de um ensaio clínico randomizado e controlado com placebo, apresentado na ECNP conference, em Viena.

O desejo sexual baixo afeta um número significativo de homens após a idade de 40, com estudos encontrando que até 25% de homens reportam problemas, dependendo da  idade e de outros fatores. Cientistas tinham previamente notado que o interesse sexual varia de acordo com as estações do ano, levantando a idéia de que níveis de luz ambiental podem contribuir para o desejo sexual.

Agora, um grupo de cientistas da University of Siena, na Itália, testou respostas sexuais e fisiológicas a luz brilhante. Eles encontraram que o uso de uma caixa de luz  regular e no início da manhã – similar àquelas usadas para combater o transtorno afetivo sazonal – levaram a níveis aumentados a testosterona e  níveis maiores reportados de satisfação sexual. Os cientistas, liderados pelo professor Andrea Fagiolini, recrutaram 38 homens que tinham sido atendidos no departamento de urologia da University of Siena seguindo um diagnóstico de transtorno de desejo sexual hipoativo ou transtorno de excitação sexual – ambas condições que são caracterizadas por uma ausência de interesse em sexo. Cada homem passou por uma avaliação inicial para determinar o nível basal de interesse em sexo, com níveis de testosterona também sendo medidos.

Os pesquisadores, então, dividiram os homens em dois grupos. Um grupo recebeu tratamento regular com uma caixa de luz especialmente adaptada, o grupo controle (placebo) foi tratado via uma caixa de luz que tinha sido adaptada para emitir significantemente menos luz. Ambos os grupos foram tratamento no início da manhã, com o tratamento durando meia hora por dia. Após duas semanas de tratamento ou placebo, os pesquisadores re-testaram a satisfação sexual e os níveis de testosterona.

O professor Fagiolini disse: “nós encontramos diferenças bastante significantes entre aqueles que receberam o tratamento de luz ativa e os controles. Antes do tratamento, ambos os grupos atingiram uma média de um escore de satisfação sexual de aproximadamente 2 de 10, mas após o tratamento, o grupo exposto a luz brilhante estava pontuando escores de satisfação sexual de aproximadamente 6.3 – um aumento de mais de três vezes na escala que nós usamos. Em comparação, o grupo controle apenas mostrou um escore médio de aproximadamente  2.7 após o tratamento”.

Os pesquisadores também encontraram que os níveis de testosterona aumentaram em homens que tinham estado no tratamento de luz ativa. A média de níveis de testosterona no grupo controle não mostrou significante mudança ao longo do curso do tratamento – foi aproximadamente 2.3 ng/ml em ambos o inicio e o fim do experimento. Contudo, o grupo ativo (de tratamento) mostrou um aumento de aproximadamente 2.1 ng/ml para 3.6 ng/ml após duas semanas.

A professora Fagiolini explicou: “os níveis aumentados de testosterona explicam o maior relato de satisfação sexual. No hemisfério norte, a produção corporal de testosterona naturalmente diminui de novembro a abril, e então aumenta acentuadamente através da primavera e versão com um pico em outubro. Você vê o efeito disto em taxas de reprodução, com o mês de junho mostrando as taxas mais altas de concepção. O uso da caixa de luz realmente mímica o que a natureza faz.

Nós acreditamos que pode haver várias explicações para explicar o mecanismo subjacente. Por exemplo, a terapia de luz inibe a glândula pineal no centro do cérebro e isto pode permitir a produção de mais testosterona e há provavelmente outros efeitos hormonais. Nós não estamos ainda no estágio onde podemos recomendar isto como um tratamento clínico. Mesmo nesse estágio, haverão alguns pacientes – por exemplo, aqueles com uma condição de visão ou alguém tomando medicações que afetam a sensibilidade a luz (alguns antidepressivos e alguns antibióticos, por exemplo) – que necessitariam tomar um cuidado especial. Contudo, se este tratamento pode ser mostrado como funcionando em um estudo maior, então a terapia de luz poderia oferecer um caminho certo. É um pequeno estudo, então para o momento nós precisamos tratá-lo com precaução apropriada”.

Os pesquisadores notaram que há várias possíveis razões para a ausência de desejo sexual. O tratamento depende de causas subjacentes, mas as atuais opções terapêuticas incluem injeções de testosterona, antidepressivos e outras medicações. Os pesquisadores acreditam que a terapia de luz pode oferecer os benefícios de medicação, mas com menos efeitos colaterais.

O professor Eduard Vieta (da University of Barcelona) afirmou: “a terapia de luz tem sido usada com sucesso no passado para tratar algumas formas de depressão e o estudo sugere agora que pode também funcionar para tratar baixo desejo sexual em homens, Os mecanismos de ação parecem estar relacionados a um aumento de níveis de testosterona. Antes deste tipo de tratamento, que é provavelmente melhor tolerado do que terapia farmacológica, prepare-se para seu uso rotineiro, há muitos passos a serem implementados, incluindo replicação dos resultados em um estudo maior e independente e verificar se os resultados são para longo prazo e não apenas para curto prazo”.

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Study shows lack of interest in sex successfully treated by exposure to bright light

Auto-Ajuda Online Pode Ajudar a Prevenir Depressão?

Entre os pacientes experienciando alguns sintomas de depressão, o uso de uma intervenção guiada de auto ajuda e feita através da web reduziu a incidência do transtorno de depressão maior durante 12 meses, comparado com ampliada assistência rotineira, de acordo com um estudo publicado na edição de maio de 2016 da revista cientifica JAMA.

Transtorno Depressivo Maior (TDM) é uma condição comum associada com substancial doença e custos econômicos. É projetado que a TDM será  a causa principal de mortalidade prematura e incapacidade em países de alta renda até 2030. Tratamentos baseados em evidência para o TDM não são muito sucedidos em melhorar desfechos funcionais e de saúde. A atenção tem sido aumentadamente focada na prevenção de TDM.

Claudia Buntrock, M.Sc., da Leuphana University Lueneburg, na Alemanha, e seus colaboradores, alocaram randomicamente 406 adultos com depressão subliminar (alguns sintomas de depressão, mas sem preencher todos os critérios para o TDM) para ou uma intervenção guiada de auto-ajuda através da web (cognitiva-comportamental e terapia de resolução de problemas apoiada por um treinador online; n = 202) ou um programa psicoeducacional baseado na web (n = 204). Todos os participantes tinham acesso irrestrito a cuidado rotineiro (visitas ao seu médico).

Entre os pacientes (com média de idade de 45 anos; 74% mulheres), 335 (82%) completaram o seguimento por telefone aos 12 meses. Os pesquisadores encontraram que 55 participantes (27%) no grupo de intervenção, experienciaram TDM comparado com 84 participantes (41%) no grupo controle. O número necessário para tratar para evitar um novo caso de TDM foi de 6.

“Os resultados do estudo sugerem que a intervenção poderia efetivamente reduzir o risco de surgimento do TDM ou, pelo menos, atrasar o surgimento”, os autores escreveram. “Pesquisas adicionais são necessárias para entender se os efeitos são generalizáveis para ambos: primeiro surgimento de depressão e depressão recorrente assim como a eficácia sem o uso de um treinador online”.

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Study finds guided online self-help intervention can help prevent depression

A Depressão É Mais do que um Transtorno Mental

Uma equipe de pesquisadores da University of Granada provaram cientificamente, pela primeira vez, que a depressão está associada a importantes alterações do estresse oxidativo,  e sendo assim, ela deveria ser considerada uma doença sistêmica, já que afeta o organismo como um todo.

Os resultados deste trabalho, publicado na renomada revista cientifica Journal of Clinical Psychiatry (uma das revistas cientificas mais importantes no campo da psiquiatria), poderia explicar a significante associação que a depressão tem com doenças cardiovasculares e câncer,  e porque pessoas sofrendo de depressão morrem mais jovens. Ao mesmo tempo, esta pesquisa pode ajudar a encontrar novas metas terapêuticas para a prevenção e tratamento de depressão.

A autora principal deste trabalho foi Sara Jiménez Fernández, estudante de doutorado da UGR e psiquiatra da unidade de saúde mental de crianças e adolescentes do Jaén Medical Center (Jaén, Espanha). Os co-autores são os professores Manuel Gurpegui Fernández de Legaria e Francisco Díaz Atienza, em colaboração, entre outros, com Christoph Correll da Zucker Hillside Hospital (Nova York, USA).

Esta pesquisa foi uma metanálise de 29 estudos anteriores que abrangeram 3961 pessoas e é o primeiro trabalho detalhado desse tipo sobre o que acontece no organismo de pessoas sofrendo de depressão. A pesquisa estuda o desequilíbrio entre o individual aumento de vários parâmetros de estresse oxidativo (especialmente malondialdeído, um biomarcador para medir a deterioração oxidativa da membrana celular) e a diminuição em  substâncias antioxidantes (tais como ácido úrico, zinco e a enzima superóxido dismutase).

Os pesquisadores manejaram provar que, após receber o usual tratamento para depressão, os níveis de malondialdeído do paciente são significativamente reduzidos, ao ponto de que eles são indistinguíveis de indivíduos saudáveis. Ao mesmo tempo, níveis de zinco e ácido úrico aumentam até atingirem níveis normais (algo que não ocorre no caso da enzima superóxido dismutase).

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Depression is more than a mental disorder: It affects the whole organism

Depressão Diminui as Chances da Mulher Engravidar

Mulheres com sintomas de depressão severa tem uma chance diminuída de tornarem-se mães, embora o uso de medicações psicotrópicas não pareça prejudicar a fertilidade, é o que mostra um estudo de pesquisadores da Boston University Schools of Public Health and Medicine.

O estudo, publicado na American Journal of Obstetrics and Gynecology, encontrou uma diminuição de 38% na probabilidade média de concepção em um dado ciclo menstrual entre mulheres que reportaram sintomas de depressão severa, comparado com aquelas sem sintomas ou poucos sintomas. Os resultados foram similares, independente de mulheres estarem em medicações psicotrópicas.

Apesar das associações em estudos anteriores entre infertilidade e o uso de antidepressivos, os antipsicóticos ou estabilizadores de humor entre mulheres já inférteis, “uso atual de medicações psicotrópicas não pareceu danosa a probabilidade de concepção”, disse a autora Yael Nillni, professora da School of Medicine e pesquisador da National Center for PTSD, Women’s Health Sciences Division da VA Boston Healthcare System. “Nossos achados sugerem que sintomas depressivos de moderado a severo, independente do atual tratamento com medicação psicotrópica, pode atrasar a concepção”.

Embora o estudo não responda porque as mulheres com mais sintomas depressivos podem levar mais tempo para engravidar, os autores notaram vários mecanismos potenciais para estudo futuro. A depressão tem sido associada com desregulação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal, que pode influenciar o ciclo menstrual e afetar a capacidade para conceber, por exemplo.

Dados para o estudo vieram de mais de 2.100 indivíduos do sexo feminino que planejam engravidar, na faixa etária de 21 a 45 anos de idade, inscritas em um estudo conduzido pela Boston University e conhecido como PRESTO (Pregnancy Study Online) que está procurando por fatores influenciando a fertilidade. Foi pedido às participantes para reportarem seus atuais sintomas depressivos e uso de medicação psicotrópica, entre muitos outros fatores. Em geral, 22% reportaram um diagnóstico clínico de depressão em seu histórico médico, enquanto 17,2% eram usuárias prévios de medicação psicotrópica e 10,3% eram usuárias atuais de psicotrópicos.

Entre os achados secundários do estudo, um deles foi de que o uso atual de benzodiazepinicos – sedativos usados para tratar ansiedade e outros transtornos – estava associado com uma diminuição em fertilidade. Também, mulheres que foram anteriormente tratadas com uma classe de antidepressivos conhecida como ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina) tinham melhorado as chances de concepção, independente da severidade do sintoma depressivo. Os autores especularam que pessoas que já tinham feito uso dos ISRS poderiam experienciar alguns benefícios psicológicos ou neurobiológicos a longo-prazo de tratamento no passado que influencia a fertilidade. Entretanto os números de classes individuais de medicações foram pequenos e estudos adicionais são necessários, os autores afirmam.

Há uma estimativa de que de 10 a 15% dos casais nos Estados Unidos experienciam problema de infertilidade. Pesquisas passadas sugerem que mulheres tem uma prevalência mais alta de transtornos depressivos e de ansiedade durante seu período de idade reprodutiva do que durante outros momentos da vida.

 

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Depression lowers women’s chances of pregnancy