Treino Cognitivo Pode Reduzir Sintomas Depressivos em Indivíduos Com Traumatismo Cranioencefálico (TCE)

Treino cognitivo pode reduzir sintomas depressivos em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE), de acordo com uma pesquisa, publicada na Human Brain Mapping: “indivíduos com TCE são uma população complexa, porque eles frequentemente apresentam outras condições clínicas, tal como depressão. Contudo, pouco é conhecido sobre o que acontece com o cérebro quando indivíduos com TCE  recebem tratamento para depressão. Então, esta pesquisa focou-se em como o cérebro responde a treino cognitivo para indivíduos com TCE e depressão”, disse Kihwan Han, do Center for BrainHealth, da University of Texas, em Dallas.

No estudo, 79 indivíduos com TCE crônico submeteram-se a treino cognitivo baseado na estratégia ou treino cognitivo baseado na informação, em um grupo pequeno, por 8 semanas. Pesquisadores usaram o Inventário Beck de Depressão para classificar 53 dos participantes como deprimidos.

O treino, baseado em estratégia, focou-se em melhorar atenção seletiva, raciocínio abstrato e outras estratégias de pensamento, enquanto o treino baseado em informação – focada em educação sobre anatomia do cérebro, os efeitos de TCE, plasticidade neural, desempenho cerebral e tópicos similares. Ambos envolviam lição de casa e projetos.

Participantes deprimidos que receberam treino cognitivo viram redução significativa de sintomas depressivos, que estavam associados com melhorias no funcionamento da vida diária.

Exame de ressonância magnética por imagem no cérebro indicaram que as melhorias estavam relacionadas a mudanças na espessura cortical e conectividade funcional no estado de repouso: “treino cognitivo baseado em grupo pode reduzir sintomas depressivos de indivíduos com TCE. Nosso estudo demonstra que estrutura cerebral e conexões neurais podem ser um marcador baseado no cérebro de reduções induzida pelo treinamento em sintomas depressivos em TCE”, disse Han.

Mas o estudo, assim como todas as pesquisas, inclui algumas limitações: “a severidade de sintomas depressivos dos participantes do nosso estudo não alcançou nível clínico. Para confirmar a utilidade clínica de treino cognitivo no tratamento para depressão em TCE, nossos achados nesse estudo deveriam ser replicados com um grupo independente de indivíduos com TCE com níveis mais severos de depressão”, Han explicou.

“O cérebro é muito mais adaptável e reparável do que muitas pessoas acreditam”, ele adicionou. “A forma como nós usamos o nosso cérebro atualmente leva a mudanças físicas em nossos cérebros, e é por isso que o treino cognitivo pode ajudar pessoas a lidar com questões tais como TCE e depressão, mas também pessoas que são geralmente saudáveis”.

O estudo, “Neural correlates of reduced depressive symptoms following cognitive training for chronic traumatic brain injury“, foi autorado por Kihwan Han, David Martinez, Sandra B. Chapman e Daniel C. Krawczyk.

 

Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/08/cognitive-training-can-reduce-depressive-symptoms-in-individuals-with-traumatic-brain-injury-51913

 

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Uso da Mídia Social Associada com Depressão entre Adultos Jovens Americanos

(Fonte da foto: jour3751spring17.newmedia.dash.umn.edu)

Quanto mais tempo os adultos jovens usam a mídia social, mais provavelmente eles serão/estarão deprimidos, de acordo com uma nova pesquisa da University of Pittsburgh School of Medicine.

Os achados poderiam guiar intervenções clínicas e de saúde pública para enfrentar depressão, com previsão para tornar-se a principal causa de incapacidade em países de renda elevada até 2030. A pesquisa, financiada pelo National Institutes of Health, está publicada online na revista científica Depression and Anxiety.

Este foi o primeiro grande estudo e nacionalmente representativo a examinar associações entre o uso de uma vasta gama de mídia social e a depressão. Estudos anteriores no assunto produziram resultados mesclados, sendo limitados por amostras pequenas ou localizadas, e focados primariamente em uma especifica plataforma de mídia social, ao invés da ampla variedade frequentemente usada por adultos jovens: “como a mídia social tornou-se um componente muito integrado da interação humana, é importante para os médicos interagindo com adultos jovens reconhecerem o equilíbrio a ser atingido ao encorajar potencial uso positivo, em termos de uso problemático”, disse o autor Brian A. Primack, M.D., Ph.D., diretor do Pitt’s Center for Research on Media, Technology and Health.

Em 2014, o Dr. Primack e os seus colaboradores recrutaram uma amostra de 1.787 adultos dos Estados Unidos, na faixa etária de 19 a 32 anos, usando questionários para determinar o uso de mídia social e uma consagrada ferramenta de avaliação de depressão.

Os questionários perguntaram sobre as 11 plataformas de mídia social mais populares na época: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vine e LinkedIn.

Em média, os participantes usaram mídia social um total de 61 minutos por dia e visitaram várias contas em mídia social 30 vezes por semana. Mais de 1/4 dos participantes foram classificados como tendo “altos” indicadores de depressão.

Houve significativas e lineares associações entre o uso da mídia social e a depressão, se o uso da mídia social foi mensurado em termos de um tempo total gasto ou frequência de visitas. Por exemplo, comparado com aqueles que checaram menos frequentemente, participantes que reportaram checar mais frequentemente a mídia social durante toda a semana, tiveram 2.7 vezes a probabilidade de depressão. Similarmente, comparado a pessoas da mesma idade que passaram menos tempo na mídia social, os participantes que passaram a maioria do tempo total em mídia social durante todo o dia, tiveram 1.7 vezes o risco de depressão. Os pesquisadores controlaram outros fatores que poderiam contribuir para a depressão, incluindo idade, sexo, raça, etnia, estado civil, situação de vida, renda familiar e nível educacional.

A autora Lui yi Lin, B.A., que graduou-se pela University of Pittsburgh School of Medicine este ano, enfatizou que, como este foi um estudo transversal, ele não separa causa e efeito. Pode ser que pessoas que já estavam deprimidas estão recorrendo a mídia social para preencher uma lacuna”, ela disse.

Por outro lado, Ms. Lin explica que a exposição a mídia social pode também causar depressão, que poderia então, por sua vez, fomentar mais uso de mídia social. Por exemplo:

  • Exposição a representações altamente idealizadas de congêneres em mídia social elicia sentimentos de inveja e a crença distorcida de que os outros levam vidas mais felizes e mais bem-sucedidas.
  • Engajar-se em atividades de pouca significância em mídia social pode levar a um sentimento de “perda de tempo” que negativamente influencia o humor.
  • O uso de mídia social poderia estar fomentando a “dependência a internet”, uma condição proposta pela psiquiatria intimamente associada com depressão.
  • Passar mais tempo em mídia social poderia aumentar o risco de exposição a cyber-bullying ou outras interações negativas similares, que podem causar sentimentos de depressão.

Além de encorajar médicos a perguntarem sobre o uso de mídia social entre pessoas que estão deprimidas, os achados poderiam ser usados como base para intervenções de saúde pública alavancando a mídia social. Algumas plataformas de mídia social já fizeram incursões nessas medidas preventivas. Por exemplo, quando uma pessoa pesquisa o site Tumblr por tags indicativos de uma crise de saúde mental – tais como “deprimido”, “suicida” ou “desesperança” – eles são redirecionados para uma mensagem que começa com “está tudo bem?” e fornece links de recursos. Similarmente, um ano atrás, o Facebook testou um recurso que permite que amigos anonimamente façam denúncia de posts preocupantes. Os posts então receberiam mensagens de pop-ups exprimindo preocupação e encorajando-os a falar com um amigo ou com uma linha de ajuda (helpline): “nossa esperança é de que as pesquisas continuem e possam permitir que tais esforços sejam aperfeiçoados de tal forma que possam melhor alcançar aquelas pessoas em necessidade”, afirmou Dr. Primack. “Todas as exposições as mídias sociais não são as mesmas. Futuros estudos poderiam examinar se poderia haver diferentes riscos para depressão dependendo se as interações das pessoas com mídia social tendem a ser mais ativas vs. passivas ou se elas tendem a ser mais confrontacionais vs. suportivas. Isto poderia nos ajudar a desenvolver mais recomendações otimizadas em torno do uso da mídia social”.

 

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Social media use associated with depression among US young adults

Exames Cerebrais Podem Ajudar os Médicos a Escolher Entre “Terapia da Conversa” ou Tratamento Medicamentoso Para Depressão

Pesquisadores da Emory University encontraram que específicos padrões de atividades em exames cerebrais podem ajudar os médicos a identificarem se a psicoterapia ou a medicação antidepressiva é mais provável a ajudar os pacientes a recuperarem-se da depressão.

O estudo, chamado PReDICT, randomicamente alocou pacientes para 12 semanas de tratamento com uma das duas medicações antidepressivas ou com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). No inicio do estudo, os pacientes realizaram um MRI funcional, que foi então analisado para ver se o resultado de TCC ou medicação dependeu do estado do cérebro antes do inicio do tratamento. Os resultados do estudo foram publicados em dois artigos científicos na edição de março de 2017 da American Journal of Psychiatry.

Os exames de MRI identificaram que o grau de conectividade funcional entre um importante centro de processamento emocional (o córtex cingulado subcaloso) e 3 outras áreas do cérebro estavam associadas com os resultados do tratamento. Especificamente, os pacientes com conectividade positiva entre as regiões do cérebro foram significativamente mais propensos a alcançar a remissão com TCC, enquanto pacientes com conectividade negativa ou ausente foram mais propensos a remitir com medicação antidepressiva: “todas as depressões não são iguais e como diferentes tipos de câncer, diferentes tipos de depressão irão requerer tratamentos específicos. Usando estes exames, nós podemos ser capazes de adequar um paciente ao tratamento que tem maior probabilidade de ajudá-lo, ao passo que evita-se tratamentos improváveis de oferecer benefícios”, diz Helen Mayberg, MD, que liderou o estudo por imagem. Mayberg é professora de Psiquiatria, Neurologia e Radiologia da Emory University School of Medicine.

Mayberg e os co-investigadores Boadie Dunlop, MD, do Emory Mood and Anxiety Disorders Program e W. Edward Craighead, PhD, buscaram desenvolver métodos para uma abordagem mais personalizada para tratar depressão.

Atuais diretrizes de tratamentos para depressão maior recomendam que uma preferência do paciente por psicoterapia ou medicação seja considerada ao selecionar a abordagem de tratamento inicial. Contudo, nas preferências dos pacientes do estudo PReDICT, foram apenas fracamente associadas com os resultados; preferências predisseram o abandono do tratamento mas não a melhoria. Estes resultados são consistentes com estudos anteriores, sugerindo que obter um tratamento personalizado para pacientes deprimidos dependerá mais em identificar especificas características biológicas em pacientes do que em basear-se em seus sintomas ou preferências de tratamento. Os resultados de PReDICT sugerem que os exames cerebrais podem oferecer a melhor abordagem para personalizar o tratamento no futuro.

Ao recrutar 344 pacientes para o estudo – de todas as áreas metropolitanas de Atlanta, os pesquisadores foram capazes de reunir um grupo mais diverso de pacientes do que os outros estudos anteriores, com aproximadamente metade dos participantes se auto-identificando como afro-americanos ou hispânicos: “nossa amostra diversificada demonstrou que a psicoterapia baseada em evidência e os tratamentos medicamentosos recomendados como tratamentos de primeira linha para depressão podem ser expandida com confiança para além de uma população branca, uma população não-hispânica”, afirma Dunlop.

“Em última instância, nossos estudos mostram que as características clínicas, tais como idade, gênero, etc., e mesmo as preferências dos pacientes a respeito do tratamento não são tão boas para identificar prováveis desfechos de tratamento como a medida cerebral”, acrescenta Mayberg.

 

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http://www.psypost.org/2017/03/brain-scans-may-help-clinicians-choose-talk-therapy-medication-treatment-depression-48566

 

Fonte da foto: https://cdn.theconversation.com

Perda de Esposa(o) ou Companheira(o) Por Suicídio Ligada a Transtornos Mentais e Físicos

Pessoas que perdem um(a) companheiro(a) por suicídio estão em um risco aumentado para uma série de transtornos físicos e mentais, incluindo câncer, depressão, hérnias de disco e transtornos de humor quando comparadas àquelas na população em geral, é o que sugere uma nova pesquisa da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

O estudo, acreditado ser o primeiro a examinar em larga escala o impacto mais amplo de perder um(a) companheiro(a) para suicídio, ressalta a necessidade para sistemas de apoio para companheiros(as) em luto e outros que perderam entes queridos para o suicídio, já que as intervenções endereçando luto complicado poderiam ajudar a mitigar alguns dos efeitos. Mais de 800.000 pessoas ao redor do mundo morrem por suicídio todos os anos e a taxa de suicídio em muitos países, incluindo os EUA, vem aumentando.

O estudo, publicado em março de 2017 no JAMA Psychiatry, seguiu 4.814 dinamarqueses e 10.793 dinamarquesas enlutados pelo suicídio do(a) companheiro(a) por até 35 anos, de 1980 a 2014, e comparou-os a população geral da Dinamarca: “é uma experiência extremamente devastadora quando alguém que você ama muito morre, de repente, por suicídio”, diz a líder do estudo,  Annette Erlangsen, PhD, professora adjunta no Bloomberg School’s Department of Mental Health. “Nós fomos capazes de mostrar que estar exposto a tal evento estressante de vida como o suicídio de seu(sua) companheiro(a) oferece riscos maiores para transtornos físicos e mentais e, que é diferente de perder um(a) companheiro(a) de outras causas de morte, tais como doença ou acidente repentino”.

Usando o registro de causa de morte da Dinamarca, os pesquisadores identificaram todo mundo no país, com 18 anos, que morreu por suicídio, desde 1970. Usando os registros nacionais da população inteira, a equipe então identificou companheiros(as) sobreviventes, incluindo esposos(as), companheiros(as) com uniões registradas ou aqueles do qual o falecido(a) co-habitava e estudaram-os ao longo dos anos após a perda.

Os pesquisadores compararam este dado a dois grupos: a população geral da Dinamarca, de 18 anos ou mais, vivendo no país entre 1980 e 2014 e pessoas na população geral que estavam enlutadas pela morte do(a) companheiro(a) devido a causas que não o suicídio.

Aqueles que perderam os(as) companheiros(as) por suicídio estavam em um risco aumentado para câncer, cirrose hepática e hérnia de disco do que a população em geral. Após o acompanhamento a longo prazo, houve um risco aumentado de transtornos do sono e, para mulheres apenas, doenças respiratórias crônicas. Como pesquisas anteriores, o estudo encontrou que o risco era particularmente elevado durante os primeiros cinco anos após a perda. O estudo encontrou que o enlutado por suicídio teve um risco aumentado para transtornos de humor, TEPT, transtornos ansiosos, transtornos relacionados ao uso de álcool, assim como automutilação comparado a população em geral: “a taxa de suicídio nos EUA está aumentando, o que torna esta pesquisa ainda mais relevante”, diz uma outra autora, Holly C. Wilcox, PhD, professora associada do Bloomberg School e do Johns Hopkins University School of Medicine. “Profissionais da saúde, amigos e vizinhos frequentemente não sabem como melhor apoiar estas pessoas enlutadas pelo suicídio”.

Embora os pesquisadores não tenham ficado surpresos pelo teor dos achados, houveram algumas coisas que foram inesperadas, tal como o achado de um risco aumentado para uma hérnia de disco. Também, eles encontraram que os(as) companheiros(as) que tinham perdido um ente querido por suicídio e que tinham casado novamente tinham uma chance menor de divorciar-se do que a população em geral. Em aproximadamente 44%, a taxa de divórcio na Dinamarca é comparável a outros países desenvolvidos, incluindo os EUA: “talvez as pessoas que experienciaram tal perda traumática pode ser mais seletiva quando elas escolhem um(a) novo(a) companheiro(a) e, enquanto tal, são menos propensas a experienciar um divórcio”, Erlangsen diz.

A pesquisa enfatiza a necessidade para intervenções pessoais e profissionais para pessoas cujas as vidas foram impactadas pelo suicídio de seu(sua) esposo(a) ou companheiro(a): “esta é uma população carente de apoio e assistência”, Wilcox afirma. “Sobreviver ao suicídio de um membro da família é frequentemente uma experiência bastante isoladora. Frequentemente, amigos e família do enlutado tem medo de dizer algo errado e então não dizem nada. O estigma associado com o suicídio pode levar os sobreviventes a sofrerem sozinhos em silêncio”.

Os pesquisadores dizem que escolheram a Dinamarca porque o país tem um conjunto muito rico de dados. A Suécia tem similarmente uma base rica de dados para estudos de longa escala. Os EUA não tem. Os achados, os pesquisadores afirmam, são aplicáveis para outros países.

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http://www.psypost.org/2017/03/loss-spouse-partner-suicide-linked-physical-mental-disorders-48495

Estudo com Ratos Identifica um Novo Método para Tratar Depressão

Medicações-padrão antidepressivas não funcionam para todo mundo e mesmo quando funcionam, demoram para fazer efeito. Em um esforço para encontrar melhores tratamentos para depressão, os pesquisadores da University of California San Diego School of Medicine descobriram que inibir uma enzima chamada Glyoxalase 1 (GLO1) alivia sinais de depressão em ratos. Além disso, inibir a GLO1 funcionou muito mais rápido do que o Prozac, um antidepressivo convencional.

O estudo, publicado no Molecular Psychiatry, fornece uma meta para o desenvolvimento de uma classe completamente nova de medicações antidepressivas de ação mais rápida: “a depressão afeta, pelo menos, 1 em cada seis de nós, em algum ponto de nossa vida, e tratamentos melhores são urgentemente necessários”, disse o autor Abraham Palmer, PhD, professor de psiquiatria da UC San Diego School of Medicine. “Um melhor entendimento das bases moleculares e celulares da depressão nos ajudarão a encontrar novas formas para inibir ou combater seu surgimento e severidade”.

Palmer e sua equipe desvendou um processo molecular previamente subvalorizado que pode influenciar modelos de ratos de depressão. Aqui está como o processo funciona: as células geram energia. Ao fazer isso, elas produzem um subproduto. Esse subproduto inibe os neurônios e, assim, influencia vários comportamentos. Tipicamente, a enzima GLO1 remove este subproduto, mas inibindo a GLO1 pode também aumentar a atividade de certos neurônios de uma forma benéfica. Em ratos, Palmer e outros mostraram que mais atividade de GLO1 deixa os ratos mais ansiosos, mas menos era conhecido sobre o efeito do sistema na depressão.

Palmer e sua equipe se perguntaram se eles poderiam reduzir sinais de depressão ao inibir a enzima GLO1.

Os pesquisadores usaram vários diferentes testes antidepressivos. Eles compararam respostas em três grupos de ratos: 1) não-tratados 2) tratados inibindo o GLO1, geneticamente ou com um composto experimental e 3) tratados com Prozac, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, comumente usado para tratar depressão.

Os primeiros testes que eles usaram foi o teste de suspensão da cauda e os testes de nado forçado, que são frequentemente usados para determinar se ou não um composto é um antidepressivo. Neste caso, a resposta foi sim. Os outros testes — teste do nado forçado crônico, paradigma de estresse crônico leve e bulbectomia olfativa — são medidas bem estabelecidas que podem também serem usadas para medir quanto tempo leva para um antidepressivo fazer efeito.

Em cada um destes testes, inibir a enzima GLO1 reduziu sintomas como o depressão em cinco dias, enquanto levou 14 dias para o Prozac ter o mesmo efeito.

Embora esta nova abordagem para tratar depressão tenha, até o momento, apenas sido testada em ratos e levará muitos anos de desenvolvimento até que um inibidor GLO1 possa ser testado em humanos, os pesquisadores estão entusiasmados para encontrar essas novas e inexploradas abordagens para tratar depressão: “não há atualmente aprovados antidepressivos de ação rápida, então achados como estes são incomuns”, disse a co-autora do estudo Stephanie Dulawa, PhD, professora associada da UC San Diego School of Medicine.

Palmer e sua equipe solicitaram a patente relacionada a este trabalho. Eles já estão trabalhando com profissionais da UC San Diego para desenvolver medicações que tenham como alvo o GLO1. Enquanto isso, Dulawa também publicou um artigo em separado que critica o uso de especificas abordagens comportamentais e moleculares, com a meta de ajudar outros pesquisadores a identificar novos alvos antidepressivos.

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http://www.psypost.org/2017/03/mouse-study-identifies-new-method-treating-depression-48457

Exame do Cérebro Antes da Terapia Antidepressiva Pode Predizer Resposta

Um exame de MRI funcional do cérebro pode ajudar a predizer quais pacientes responderão positivamente a terapia antidepressiva, de acordo com um novo estudo publicado na revista cientifica Brain.

Pesquisadores da University of Illinois em Chicago e da University of Michigan realizaram exames de fMRI em pacientes com transtorno depressivo maior que estavam começando a a terapia antidepressiva. Aqueles pacientes que apresentavam mais comunicação com duas redes cerebrais quando eles cometiam um erro enquanto realizavam uma tarefa cognitiva determinada foram menos propensos a responderem a medicação antidepressiva.

As duas redes são a rede de detectação de erro — que engaja-se quando alguém nota que eles cometeram um engano — e a rede de processamento de interferência, que é ativada quando decide em qual informação se focar: “nós acreditamos que a aumentada diafonia dentro destas redes podem refletir uma propensão para meditarmos sobre os acontecimentos negativos, tal como o erro, ou um déficit em regulação emocional quando confrontado com um erro e nossas medicações podem ser menos efetivas para ajudar estes tipos de pacientes”, diz Natania Crane, estudante de pós-graduação em psiquiatria, do UIC College of Medicine, e que é a primeira autora do estudo.

Encontrar a terapia certa pode levar meses. Medicações usadas para tratar transtorno depressivo maior leva de 8 a 12 semanas para ter um impacto perceptível em humor e outros sintomas, e pacientes podem não responder a primeira medicação prescrita ou sofrerem de efeitos colaterais, requerendo uma troca de medicações. Ser capaz de predizer sua resposta a medicações poderia reduzir o tempo que leva os pacientes a começarem a sentir-se melhores e reduzir os custos de cuidado da saúde, disse Scott Langenecker, professor associado de psicologia e psiquiatria da UIC e também um dos autores do estudo.

Vários estudos que usaram fMRI para identificar áreas distintas do cérebro que são hiperativas ou hipoativas em pacientes com transtorno de depressão maior tem sugerido que a neuroimagem pode ser útil para predizer a resposta de um paciente a uma determinada terapia farmacêutica.

No estudo atual, os pesquisadores olharam para os padrões de ativação do cérebro enquanto os participantes realizavam uma tarefa de controle cognitivo para ver se prediziam resposta a tratamento com medicação. Eles usaram uma técnica de partícula única para determinar quais áreas do cérebro que estavam altamente ativas durante a incumbência de erros em uma tarefa cognitiva correlacionada com resposta a tratamento e como a força de comunicação dentro de específicas redes cerebrais predisseram a resposta ao tratamento.

Eles estudaram 36 pacientes adultos com transtorno de depressão maior que não estavam sendo tratados com medicações no momento do estudo. Os sujeitos tinham exames de fMRI e participaram de inquéritos acerca de seus sintomas depressivos. Eles foram então alocados para um dos dois antidepressivos: escitalopram (Effexor, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, em 22 participantes) ou duloxetine (Cymbalta, um inibidor da recaptação de serotonina-noradrenalina, em 14 participantes).

Durante o exame de fMRI, os participantes foram instruídos para olhar um sinal luminoso das letras X, Y e Z através de uma tela. Foi pedido a eles para pressionarem um botão todas as vezes que vissem uma letra, mas não pressionar uma segunda vez se a mesma letra repetisse.

Os pacientes foram acompanhados durante e após 10 semanas de terapia antidepressiva. Eles completaram questionários e entrevistas para determinar se a medicação prescrita estava reduzindo os sintomas deles.

Pacientes cuja atividade cerebral era mais forte na rede de detectação de erro ou na rede de processamento de interferência foram encontrados como menos propensos a experienciar uma eventual redução de seus sintomas depressivos em medicação: “usando nosso modelo, nós fomos capazes de predizer com um grau bastante alto de acurácia – em fato, 90% — quais pacientes responderiam a tratamento antidepressivo e quais não responderiam”, Langenecker afirmou.

Os pesquisadores também encontraram que os participantes que cometerem mais erros durante a tarefa cognitiva foram mais propensos a responder ao tratamento antidepressivo: “este é um importante passo frente a medicina individualizada para tratamento de depressão. Usando testes cognitivos e fMRI, nós pudemos identificar quem responderia melhor a terapia antidepressiva e quem poderia necessitar de outras terapias efetivas que funcionam através de diferentes mecanismos, como a psicoterapia”, Langenecker disse.

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http://www.psypost.org/2017/01/brain-scan-antidepressant-therapy-may-predict-response-47095

Existe Vulnerabilidade para a Depressão?

Estudos de neuroimagem de redes cerebrais interconectadas podem fornecer os “elos faltantes” entre os modelos biológicos e comportamentais de vulnerabilidade cognitiva para depressão, de acordo com uma publicação de Wolters Kluwer que fez uma revisão de pesquisa e publicou na Harvard Review of Psychiatry.

Pesquisa em interações de redes e relacionados padrões de atividade cerebral tem fornecido novos insights nos processos de pensamento que fazem com que algumas pessoas sejam vulneráveis a depressão, de acordo com Dr. Shuqiao Yao do Central South University in Changsha, na China, e seus colaboradores. Eles acreditam que esta “perspectiva do sistema neural” possa ajudar na clarificação da vulnerabilidade cognitiva versus resiliência para depressão, talvez levando para o desenvolvimento de novas abordagens de tratamento.

Fatores cognitivos (relacionados ao pensamento) tem um impacto bem-estabelecido na vulnerabilidade para o transtorno de depressão maior. Processos cognitivos envolvendo ruminação e auto-avaliações “enviesadas negativamente” são acreditadas serem fatores-chave contribuindo para o desenvolvimento da depressão: “embora seja geralmente aceito que fatores cognitivos contribuem para a patogênesis do transtorno depressivo maior, há elos faltantes entre modelos comportamentais e biológicos de depressão,” Dr. Yao e co-autores escrevem. “Avanços em imagem cerebral, especialmente no campo da pesquisa intrínseca de rede neural, pode fornecer uma ferramenta útil para identificar os elos faltantes comportamentais-neurais”.

Os autores discutem e analisam recentes pesquisas de neuroimagem nas “interações e atividades anormais” dentro e entre redes cerebrais que podem afetar vulnerabilidade cognitiva. Estudos tem identificado um aumentada atividade em uma importante rede cerebral, chamada de rede de novo padrão (default mode network – DMN), em pessoas em risco para depressão – por exemplo, aquelas com um histórico familiar de transtorno de depressão maior.

Este padrão de hiperatividade no DMN pode ser a base neural da “ruminação mal-adaptativa” contribuindo para a vulnerabilidade cognitiva para depressão. Há também evidência que aumentada “conectividade funcional” entre o DMN e outras redes cerebrais pode suprimir atividade em áreas do cérebro envolvidas na geração de um humor positivo.

Aumentada atividade (supressão reduzida) do DMN pode torná-la difícil para “desengatar-se de auto-reflexão” durante tarefas. Isto pode alinhar-se com a teoria comportamental de que pessoas vulneráveis a depressão desenvolvem “esgotamento dos recursos cognitivos” quando tentam confrontar estímulos negativos durante a transição de descanso para tarefas. Anormais interações de rede, incluindo deficiente troca entre redes, pode contribuir para dificuldades cognitivas levando a humor depressivo persistente: “um foco em redes inter-relacionadas e atividade cerebral mudanças entre transições de descanso-tarefa fornece uma abordagem para pesquisa futura em diferenças inter-individuais em vulnerabilidade e resiliência”, Dr. Yao e co-autores concluem. Eles enfatizaram que muitas questões básicas permanecem para serem respondidas, incluindo clarificação dos mecanismos pelo qual as redes interagem umas com a outras.

A estrutura do sistema neural pode também ajudar a explicar como especificas formas de psicoterapia – tais como terapia cognitivo-comportamental ou terapia de mindfulness – são clinicamente efetivas para pacientes com depressão. Como a pesquisa continua, Dr. Yao e colaboradores prevêem uma “mudança paradigmática” em estudar vulnerabilidade cognitiva para depressão – com o potencial para levar a intervenções novas e apontá-las para o transtorno de depressão maior.

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New data on brain network activity can help in understanding ‘cognitive vulnerability’ to depression

Depressão é Tão Perigosa para o Coração Quanto a Obesidade e o Colesterol

A depressão representa um risco para doenças cardiovasculares em homens que é tão igualmente representada por níveis altos de colesterol e obesidade. Isto é de acordo com um relatório recentemente publicado na revista cientifica Atherosclerosis, por pesquisadores da Helmholtz Zentrum München, junto com colegas da Technical University of Munich (TUM) e da German Center for Cardiovascular Disease (DZHK).

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 350 milhões de pessoas ao redor do mundo são afetadas pela depressão. Mas o estado mental não é tudo o que é afetado, contudo, e a depressão pode também comprometer o corpo: “entretanto, há poucas dúvidas de que a depressão é um fator de risco para doenças cardiovasculares”, explica Karl-Heinz Ladwig. Ele é o líder do grupo do Institute of Epidemiology II, da Helmholtz Zentrum München, professor de medicina psicossomática da Klinikum rechts der Isar TUM assim como cientista da DZHK. “A questão agora é: qual é a relação entre a depressão e outros fatores de risco como o uso de tabaco, níveis altos de colesterol, obesidade ou hipertensão – quanto cada fator desempenha nisso?”

Para examinar esta questão, Ladwig e sua equipe analisaram dados de 3.428 pacientes do sexo masculino entre as idades de 45 e 74 anos e observaram o desenvolvimento deles ao longo de um período de dez anos: “o trabalho está baseado em um conjunto de dados prospectivos e baseado em população, do estudo MONICA/KORA* que, com um prazo total de até 25 anos, é um dos poucos estudos grande na Europa que permite tal análise”, relata o estatístico Dr. Jens Baumert of Helmholtz Zentrum München, que também estava envolvido na publicação.

Na análise deles, os cientistas compararam o impacto da depressão com os quatros grandes fatores de risco: “nossa investigação mostra que o risco de uma doença cardiovascular fatal devido a depressão é quase tao grande quanto isso devido aos níveis elevados de colesterol ou obesidade”, Ladwig sumariza. Os resultados mostram que apenas pressão arterial alta e fumar estão associados com um risco maior. A depressão é responsável por aproximadamente 15% das mortes cardiovasculares.

“Isso é comparável a outros fatores de risco, tal como a hipercolesterolemia, obesidade e tabagismo”, Ladwig afirma. Estes fatores causam 8,4% a 21.4% das mortes cardiovasculares.

“Nós investimos muito tempo neste trabalho, justamente pelo longo período de observação”, diz Ladwig. Mas o esforço foi recompensado: “nossos dados mostram que a depressão tem um tamanho de efeito médio situado no intervalo de fatores de risco grande e não-congênitos para doenças cardiovasculares”. Ladwig assim propõe consequências aqui: “em pacientes de alto risco, a investigação diagnóstica de depressão como comorbidade deveria ser padrão. Isto poderia ser registrado facilmente”.

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http://www.psypost.org/2017/01/depression-hard-heart-obesity-cholesterol-46877

Depressão na Gravidez: Porque não Fazer Nada sobre Ela Pode Ser uma Má Idéia

Mulheres grávidas enfrentam uma série de escolhas. A maioria delas são bastante incontestáveis: não fume ou use drogas; evite peixe cru e ovos; descanse bastante. Mas um dilema que algumas mulheres grávidas encaram é menos intuitivo: se e como tratar suas mentes e corpos se elas estão deprimidas.

Muita atenção está focada na depressão pós-parto (ou seja, a ocorrência de depressão na mãe após o nascimento do bebê), que ocorre em aproximadamente uma a cada 8-10 mulheres. Mas embora a depressão durante os nove meses de gravidez ocorra frequentemente, ela tem recebido menos destaque.

Diagnosticar depressão na gravidez pode ser complicado, já que as mulheres podem inicialmente desconsiderar alguns dos sintomas, tais como mudanças no humor, apetite ou sono, tomando-os como normal ou a ser esperado. Mas aqui esta o que é crucial saber: identificar e tratar depressão durante a gravidez é particularmente importante a medida em que ela impacta não apenas a mãe, mas também o bebê.

Este conceito – que o humor maternal pode ser transmitido para os filhos – não é novo. Ele tem existido desde os dias de Hipócrates, e até Shakespeare compreendia ele. Nós agora sabemos que a depressão crônica na gravidez pode alterar níveis dos hormônios de estresse, desviando sangue (e com ele, oxigênio e nutrientes-chaves) do feto e suprimindo os sistemas imunes da mãe e do bebê, deixando ambos mais vulneráveis para infecção.

Então, o que pode fazer uma mulher grávida que acha que pode estar deprimida? O primeiro passo é tomar consciência dos sinais e sintomas. E que sentir-se triste ou para baixo pode não ser o primeiro ou o principal sintoma. Outros podem incluir a fadiga excessiva, perda de concentração ou interesse, mudança no apetite, muito ou pouco sono, sentimentos de inutilidade e pensamentos recorrentes de morte.

Note que um dia triste ou um dia estressante não faz um episódio depressivo. Mas se você tem experienciado vários dos sintomas citados acima, cronicamente, acima de um período de duas semanas ou mais, e eles não são o resultado de uma outra medicação que você está tomando, você poderia estar sofrendo de uma depressão clinica. Falar proativamente e abertamente para o profissional de saúde que cuida de seu caso, pode ajudar a distinguir os normais altos e baixos da gravidez de sintomas que necessitam atenção médica. E se o seu obstetra/ginecologista não é especialista em questões de saúde mental (que pode ser o caso), peça por um encaminhamento para ver alguém que seja. Ou, se você conhece alguém que tenha passado por uma experiência similar, peça uma opinião para ela: não há nada melhor do que uma recomendação boca-a-boca.

Se a depressão é identificada, tratar é importante para a mãe e para o bebê (lembre-se, é algo do tipo dois pelo preço de um). Como neurocientista e epidemiologista que estuda os efeitos a longo prazo de várias exposições no pré-natal, eu tenho visto que, embora as chances não sejam sempre fáceis, há uma série de opções efetivas para tratamento.

A primeira são as medicações antidepressivas. Várias estão no mercado, com a mais comum sendo a classe dos “inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS)”, que inclui nomes familiares tais como Prozac, Zoloft, Paxil e Lexapro.

Estas medicações são, em geral, seguras para uso adulto, e muitas são aprovadas para uso em mulheres grávidas também. Contudo, como estas medicações atravessam para a placenta, os efeitos a longo-prazo no bebê, quando usadas na gravidez, não são inteiramente claros. Alguns estudos tem sugerido que aumentou os problemas cognitivos, de linguagem e emocionais entre crianças gestacionalmente expostas a medicações antidepressivas, mas não é claro o quanto destes efeitos são devidos as medicações versus a própria depressão subjacente.

Dada a incerteza, algumas mulheres grávidas podem querer serem tratadas, mas compreensivelmente, não serem medicadas. Para elas, há uma outra rota viável, e uma que uma série de mulheres grávidas fracassam para seriamente considerar: a psicoterapia. Muitos tratamentos psicoterápicos reduzem sintomas de depressão e ansiedade assim como seus parceiros – a medicação – mas sem os indesejáveis efeitos colaterais da medicação. Embora o termo psicoterapia esteja ocasionalmente sendo mal aplicado por algumas formas questionáveis de tratamento ou auto-ajuda, há uma série de terapias estruturadas tais como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Interpessoal (TI) que tem sido desenvolvidas por clínicos, são baseadas em sólidas evidências cientificas e tem sido adaptadas para tratar sintomas na gravidez.

Ensaios clínicos, incluindo aqui a Columbia University Medical Center, onde alguns destes tratamentos foram desenvolvidos, mostra que a psicoterapia pode ser um tratamento alternativo e efetivo para muitas mulheres grávidas. E para mulheres que já estão em uso de antidepressivos e que podem estar contemplando uma gravidez, mudar para a psicoterapia para o período de gravidez pode ser uma opção também.

E por fim, há sempre a opção de não fazer nada. É verdade que, algumas depressões são de vida-curta e irão embora por si só. Mas ignorar o que o seu corpo diz a você, é raramente uma boa idéia (nós ignoraríamos dores no peito, por exemplo, apenas esperando que elas desaparecessem?). Ademais, é impossível predizer antecipadamente por quanto tempo um episódio depressivo pode durar e a abordagem “vamos esperar para ver” põe em risco prolongado a exposição do bebê ao estresse maternal. Lembre-se, o estresse é ruim para o bebê também.

Certamente, estas não são escolhas simples. Riscos de tratamento tem de ser equilibrado entre os riscos de permanecer sem tratamento. Para algumas mulheres (por exemplo, aquelas com depressão severa, ou com outras complicações médicas ou psiquiátricas), a medicação pode ser necessária. Para outras, a psicoterapia pode ser a opção preferida. Mas mesmo quando ela é, a psicoterapia requer tempo, um bem que muitas mulheres grávidas simplesmente não tem. Custos podem desempenhar um papel também, embora muitos planos de saúde cubram um certo número de sessões psicoterápicas.

Embora estas opções possam soar insatisfatórias, elas simplesmente refletem a realidade subjacente de que não há uma abordagem única para depressão em mulheres grávidas. Mas há boas notícias: o que as opções oferecem para uma mulher gestante é a oportunidade de explorar – com ela mesma, sua família e amigos, e o seu médico – qual é a melhor percurso para ela. A única coisa imprudente que uma grávida que acha que pode estar deprimida pode fazer é não fazer nada. 

Observação: este artigo apresenta uma  visão geral de diferentes opções disponíveis para tratar de depressão durante a gravidez. Este artigo não deveria ser usado como um substituto do conselho de um médico.

The ConversationEscrito por Ardesheer Talati, professor assistente de Neurobiologia Clinica, Psiquiatria, da Columbia University Medical CenterEste artigo foi originalmente publicado no The Conversation

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/12/depression-pregnancy-nothing-may-bad-idea-46437

Sete Fatos Psicológicos Sobre a Depressão

Abaixo, há sete fatos sobre a depressão; estes fatos são oriundos de pesquisadores que estudam psicologia e neurociência.

1.) Algumas formas de “pensamento positivo” tem estado associadas a depressão. Uma pesquisa publicada na Psychological Science encontrou que pessoas que fantasiam sobre um futuro idealizado tendem a ter menos sintomas depressivos no presente, mas enfrentaram mais sintomas depressivos no futuro: “induzir fantasias positivas pode, de fato, produzir sintomas depressivos ao encorajar  as pessoas a desfrutarem de seu sucesso prematuramente em suas mentes, consequentemente reduzindo energia e esforço”, que leva a fracassos no futuro, os pesquisadores explicaram.

2.) Depressão persistente pode danificar partes do cérebro. Pesquisa publicada na Molecular Psychiatry encontrou que a depressão estava associada com o encolhimento hipocampal – o hipocampo é uma área do cérebro responsável pela formação de memória: “seu senso do eu depende do entendimento contínuo de quem você é no mundo – seu estado de memória não é apenas saber fazer Sudoku ou lembrar da sua senha – é o conceito global que nós mantemos de nós mesmos”, disse o co-autor Ian Hickie.

3.) Pesquisa publicada no Depression and Anxiety encontrou que quanto mais tempo os adultos jovens gastam usando mídia social, maior a probabilidade deles estarem deprimidos. Mas a relação de causa-efeito não é clara: “pode ser que pessoas que já estão deprimidas estão voltando-se para a mídia social para preencherem um vazio”, explicou a autora Lui yi Lin.

4.) Outra pesquisa sugere que vício de tecnologia móvel está ligado a depressão:  “pessoas que se auto-descrevem como realmente tendo comportamentos de estilo aditivo em relação a Internet e celulares pontuaram muito mais alto em escalas de depressão e ansiedade”, os pesquisadores afirmaram. Por sorte, simplesmente usar aparelhos móveis para aliviar o tédio não estava associado com depressão.

5.) Jovens que fazem parte de gangues são mais propensos a serem deprimidos e suicidas, de acordo com um estudo do Criminal Justice and Behavior: “jovens que fazem parte de gangues são muito mais propensos a terem questões de saúde mental e, então estando na gangue, na verdade, torna isso pior”, disse o pesquisador Chris Melde. “A gangue não age como um antidepressivo. E algumas pessoas pode estar procurando isso – uma sensação de bem-estar ou propósito”.

6.) Pesquisa publicada no Journal of the American Geriatrics Society concluiu que interações sociais cara-a-cara podem proteger contra a depressão em adultos mais velhos:  “as pesquisas tem, por um longo tempo, apoiado a idéia de que fortes laços sociais fortalecem a saúde mental das pessoas. Mas esta é a primeira análise do papel que este tipo de comunicação com aqueles que amamos e os amigos desempenha em proteger pessoas da depressão. Nós encontramos que todas as formas de socialização não são iguais. Ligações telefônicas e comunicação digital, com amigos ou membros da família, não tem o mesmo poder do que as interações cara-a-cara para ajudar a evitar a depressão”, disse o autor Alan Teo.

7.) A depressão pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2 quando combinada com outros fatores de risco metabólicos, de acordo com um estudo publicado na Molecular Psychiatry. A depressão sozinha não pareceu ter aumentado significativamente o risco. Mas aqueles indivíduos com ambos (depressão e fatores de risco metabólicos) foram mais do que seis vezes mais propensos a desenvolverem diabetes. Isto poderia ser porque pessoas sofrendo de depressão são menos propensas a aderir a conselho médico ou porque a depressão causa mudanças nos sistemas metabólicos do corpo (ou ambos).

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Seven psychological facts about depression