Jogar Videogame Pode Ter Efeito Positivo nas Crianças?

Essa é uma pergunta que acredito ser pertinente a qualquer pai que fica na dúvida se deve ou dar permitir que o filho jogue videogame. Será que é saudável? Uma pesquisa foi feita e pode esclarecer algumas coisas sobre o assunto.

Videogames são uma das atividades favoritas das crianças, ainda que o seu efeito na saúde delas seja frequentemente percebido como negativo. Um estudo realizado por pesquisadores da Columbia Mailman School of Public Health e colaboradores (da Paris Descartes University) avaliaram a associação entre o total de tempo gasto jogando videogames e a saúde mental, bem com as habilidades sociais e cognitivas das crianças e encontrou que jogar vídeogames pode ter efeitos positivos em crianças pequenas.

Os resultados estão publicados online na revista científica Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology.

Após pôr em ordem a criança por faixa etária, gênero e número de crianças, os pesquisadores encontraram que alto uso de videogame estava associado com 1.75 vezes a probabilidade de funcionamento intelectual alto e 1.88 vezes a probabilidade de alta competência escolar geral. Não houve associações significativas com qualquer auto-relato de criança, mãe ou professora com relação a problemas de saúde mental. Os pesquisadores também encontraram que jogar mais videogame estava associado com menos problemas de relacionamento com seus colegas. Baseado no relato dos pais, uma em cada cinco crianças jogaram videogames mais do que 5 horas por semana.

Os resultados foram baseados em dados de um projeto da School Children Mental Health Europe para crianças na faixa etária de 6 a 11 anos. Pais e professores avaliaram a saúde mental de suas crianças em um questionário e as próprias crianças responderam a questões através de uma ferramenta interativa. Os professores avaliaram sucesso acadêmico das crianças. Fatores associados com o tempo gasto jogando videogames incluíam ser menino, ser mais velho e fazer parte de uma família tamanho médio. Ter menos educação formal ou ser mãe solteira diminuiu o tempo gasto jogando videogames.

“Jogar videogame é frequentemente uma atividade de lazer colaborativa para crianças em idade escolar. Estes resultados indicam que crianças que frequentemente jogam videogames podem ser socialmente coesivos com colegas e integradas em uma comunidade escolar. Nós recomendamos cautela em relação a interpretação dos dados da pesquisa, já que estabelecer limites quanto ao uso de aparelhos eletrônicos permanece e é um importante componente de responsabilidade parental como uma estratégia abrangente para o sucesso do estudante”, disse Katherine M. Keyes, PhD, professora assistente de Epidemiologia da Mailman School of Public Health.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/03/time-spent-playing-video-games-may-positive-effects-young-children-41512)

O Corpo de Mulheres e Homens Responde Diferentemente ao Ouvir um Choro de Bebê

Ouvir um bebê chorar parece causar, no corpo das mulheres, mas não no corpo dos homens, uma preparação reflexiva para agir, de acordo com os resultados de um estudo publicado na Frontiers in Psychology.

O som do choro de um bebê foi encontrado como tendo efeitos únicos em adultos. É um som especialmente difícil de ignorar e parece agir diretamente no sistema nervoso para preparar o adulto para tomar medidas para confortar e proteger o bebê.

É geralmente acreditado que há razões evolucionárias para este efeito: porque os bebês humanos são praticamente indefesos e porque chorar é o único meio de comunicação nos primeiros e mais vulneráveis meses. Por isso, é importante para a sobrevivência das espécies que os adultos tenham um instinto para responder a estes choros rapidamente. Como as mães tem sido historicamente as cuidadoras primárias dos bebês, há uma sugestão de que este instinto para reagir aos choros do bebê é provavelmente mais forte em mulheres do que em homens. Contudo, evidências nesta questão tem estado controversa.

Uma equipe de cientistas liderados por Irene Messina, da University of Padua, avaliaram seis diferenças em respostas para choro de crianças no prazo de milésimo de segundos através da medição de mudanças no potencial elétrico dos músculos dos braços das pessoas. Dez mulheres e dez homens (nenhum deles tinham filhos), fizeram parte do estudo. Os participantes foram expostos, sob condições de laboratório, a gravações de choros de crianças tocados em intervalos randômicos (aleatórios).

Eles também foram expostos a sons controlados, que foram choros de criança que tinham sido alterados em tom, de maneira que não fossem reconhecidos. Ao mesmo tempo, equipamento de laborátorio conectado aos braços dos participantes monitoraram o potencial eletrônico em seus músculos. Potenciais eletrônicos mais altos indicam prontidão para atividade.

Os músculos dos braços das mulheres mostraram um pico em atividade elétrica sobre décimos de segundo após ser exposto a uma gravação de choro de um bebê. Sob as mesmas condições, os músculos dos homens não apresentaram qualquer sinal de mudança em atividade elétrica. As reações das mulheres ocorreram apenas em resposta a um choro de bebê com um som mais natural e não a um choro alterado ou a um som sem choro.

Os autores do estudo concluem que o choro do bebê elicia uma resposta instintiva de cuidado em mulheres, que opera em um nível bastante básico e automático, mesmo em indivíduos sem experiência parental. Contudo, eles advertem que seus resultados não implicam que em homens falta uma resposta automática similar para o sofrimento do bebê. Os homens podem responder a diferentes sinais ou pode estar preparados para reagir de diferentes formas. Não obstante, estes resultados fornecem suporte para a visão de que as mulheres podem ter um instinto guiado evolucionariamente para se mover para cuidar de um bebê chorando em desconforto.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Women’s bodies respond differently to an infant’s cry than men’s bodies

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Características Psicológicas Predizem o Comportamento de “Novas Mães” no Facebook

Esta é mais uma daquelas pesquisas que mostram como as mídias sociais podem afetar a nossa vida. Ainda há a necessidade de mais pesquisas na área para que possamos generalizar os resultados 😉

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

The psychological characteristics that predict which new moms post the most on Facebook

Um estudo mostra quais características psicológicas de algumas novas mamães podem afetar como elas usam o Facebook para mostrar o seu bebê.

O estudo olhou para um específico grupo de mães – altamente instruídas (cultas), a maioria mulheres casadas, da região do meio-oeste e que tinham empregos de tempo integral – e encontrou que aquelas que sentiam pressão da sociedade para serem mães perfeitas e que identificavam-se fortemente com seu papel materno, postaram no Facebook mais frequentemente do que outras .

Estas mesmas mães que postaram muito frequentemente também reportaram reações emocionais mais fortes para comentários nas fotos que elas postaram de seu novo bebê – tal como sentir-se mal se elas não conseguiam bastante comentários positivos.

Embora muitas novas mães sejam ativas no Facebook, estes resultados sugerem que algumas parecem ser mais atraídas pelo site do que outras e podem usá-lo de formas não tão saudáveis, disse Sarah Schoppe-Sullivan, autora principal do estudo e professora de ciências humanas da Ohio State University. “Se uma mãe está postando no Facebook para conseguir afirmação de que está fazendo um bom trabalho e não consegue todas as “curtidas” e comentários positivos que estava esperando, isso poderia ser um problema. Ela pode acabar sentindo-se pior”, Schoppe-Sullivan disse.

Na verdade, aquelas mães que postam mais no Facebook tendem a reportar mais sintomas depressivos após nove meses de maternidade do que outras mães.

“A mensagem do estudo não é de que o Facebook é necessariamente prejudicial – mas que usar o Facebook pode não ser uma plataforma efetiva para mulheres que buscam e ganham validação externa de que são boas mães”, disse Jill Yavorsky, co-autora do estudo e doutoranda de sociologia da Ohio State.

O estudo está disponível online na revista científica Sex Roles.

Os pesquisadores usaram dados do New Parents Project, um estudo de longo-prazo, co-liderado por Schoppe-Sullivan, que está investigando como casais (onde os dois cônjuges trabalham), ajustam-se para tornarem-se pais pela primeira vez. Ao todo, 127 mães de Ohio participaram neste estudo.

Como a amostra inclui principalmente mulheres altamente instruídas (de casais onde os dois cônjuges trabalham), os resultados podem não servir para todas as novas mães, especialmente para aquelas que não trabalham fora de casa, Schoppe-Sullivan afirmou.

Quando as mulheres estavam em seu terceiro trimestre de gravidez, os pesquisadores mensuraram o quanto elas acreditavam que a sociedade esperava que elas fossem mães perfeitas. Foi pedido para classificarem o quanto elas concordavam com declarações como “apenas se eu for uma mãe perfeita a sociedade irá me considerar uma boa mãe”.

Nove meses após o nascimento do bebê, os pesquisadores mensuraram o quanto as mulheres no estudo identificaram-se com o seu papel de mãe. Elas classificaram o quanto elas concordavam com declarações como: “eu sei que as pessoas fazem julgamentos sobre o quanto eu sou boa como cônjuge/mãe baseados no quão bem minha casa e minha família é cuidada”.

Os pesquisadores também mensuraram a frequência de sua atividade no Facebook desde que o(a) filho(a) tinha nascido, com que frequência elas postavam fotos de seus filhos no Facebook e suas respostas emocionais para comentários e curtidas de amigos nas fotos do bebê no facebook. Por exemplo, foi pedido as mães para classificar, em uma escala de 7 pontos, de 1 (desapontada) a 7 (satisfeita), como elas sentiam-se quando fotos de seu(sua) filho(a) conseguia mais ou menos comentários do que elas esperavam. Mães também reportaram com que frequência sentiam os sintomas depressivos aos três e nove meses após darem a luz.

O estudo mostrou que as novas mães no estudo quase universalmente usaram Facebook para compartilhar sobre o seu bebê – 98% disseram que tinham postado fotos de seus bebês. A média de novas mães reportaram um leve aumento no uso do Facebook desde que o bebê nasceu.

A típica mãe reportou a primeira postagem de foto do seu bebê no Facebook dentro de uma semana do nascimento do bebê. E 80% das mães que já tinham colocado uma foto de seu(sua) filho(a) reportaram que tinham postado uma foto de seu bebê em sua foto do perfil.

Aquelas mães que tinham a foto do seu filho como suas próprias fotos do perfil tenderam a apresentar identificação mais forte com seu papel de mãe do que mulheres que não fizeram isso.

“O que estas mulheres estão dizendo é que meu(minha) filho(filha) é central para minha identidade, pelo menos neste momento.  É isso o que está querendo dizer”, Schoppe-Sullivan disse.

Uma das principais conclusões foi como mães que pensavam que a sociedade esperava que elas fossem perfeitas e que identificavam-se fortemente com seu papel na maternidade, reagiram aos posts do Facebook, Yavorsky afirmou. “Estas mulheres prestaram muita atenção aos comentários escritos nas fotos postadas de seus bebês. Elas sentiram-se validadas quando receberam muitas curtidas e comentários, mas também estiveram mais propensas a sentirem-se mal e desapontadas quando a reação não foi o que elas tinham esperado”, disse Yavorsky.

Estes resultados não são surpreendentes, disse ela. “A maneira mais fácil para mulheres em nossa sociedade conseguirem validação é ainda através de ser mãe, porque outros papéis que as mulheres assumem ainda não são tão valorizados”.

E Schoppe-Sullivan acrescentou: “estas mães em nosso estudo não são aquelas que ficam em casa. Elas possuem um emprego fora de casa que pode também oferecer validação, o que torna os nossos resultados ainda mais interessantes. Elas tinham outros sucessos para funcionar como indicação de validação”.

Mulheres no estudo reportaram mais sintomas depressivos aos nove meses quando elas identificaram-se mais com seu papel de mãe e pensaram que a sociedade esperava que elas fossem perfeitas, e assim postaram mais no Facebook.

Schoppe-Sullivan disse que o resultado da pesquisa deveria ser interpretado cautelosamente. Ela notou que o aumento em sintomas depressivos não necessariamente indica depressão. Mas todas as mães deveriam estar cientes do porque elas estão usando o Facebook. “É ótimo compartilhar estórias e fotos de seu bebê, mas contar com o Facebook para sentir-se bem sobre sua parentalidade pode ser arriscado”, Schoppe-Sullivan atestou.

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Uma Pesquisa Afirma que a Forma como as Crianças Raciocinam Sobre Punição Muda ao Longo do Tempo

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How children’s reasoning about punishment changes over time

Um novo estudo permite uma melhor visualização de como crianças reagem a práticas disciplinares usadas por pais e professores, e aponta para a visão deles do que é justo.

“Um(a) professor(a) que recompensa ou pune uma classe inteira pela boa ação ou pelas falhas (delitos) de apenas um aluno é mais provável ser visto(a) como justo por crianças da faixa etária de 4 a 5 anos de idade, mas é visto como menos justo por crianças mais velhas”, disse o investigador da pesquisa, Craig Smith, que é do U-M Center for Human Growth and Development. “Da mesma forma, os dados sugerem que a maioria das crianças mais velhas e os adultos sentem que a prática comum de punir todo mundo pela falha de um ou de alguns é injusto”.

Os dados encontraram que crianças em idade pré-escolar estavam mais aptas a punir grupos de pessoas para as transgressões de uma pessoa no grupo. Isso não significa que as crianças nessa idade são necessariamente mais severas como pessoas, mas que elas tem uma idéia diferente do que é justo, Smith afirma.

Eles podem, na verdade, serem motivados pela compaixão. Baseados no feedback das crianças no estudo, eles pareciam relutantes para escolher uma pessoa em um grupo por disciplina.

Os pesquisadores perguntaram a crianças da faixa etária de 4 a 10 anos quais eram as formas mais justas de distribuir recompensas e punições. As crianças de idades entre 4 a 5 anos de idade majoritariamente escolheram dar para todo mundo as mesmas coisas, independente do mérito.

No período do ensino fundamental escolar, isto muda para uma visão mais madura de que as pessoas deveriam conseguir o que elas merecem e que é injusto recompensar ou punir um grupo inteiro pelas boas e más ações de uma pessoa. Esta é a visão que a maioria dos adultos tem, afirmou Smith.

O estudo foi publicado na Developmental Psychology.

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Assistir Desenhos Animados Poderia Ajudar as Crianças a Superar a Ansiedade de Tratamento Dentário

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/watching-cartoons-could-help-children-overcome-anxiety-of-dental-treatment-44217

Assistir desenhos animados através de óculos de tela virtual durante o tratamento dental poderia ajudar a reduzir a ansiedade e a angústia das crianças, assim como reduzir o comportamento disruptivo, de acordo com um ensaio controlado e randomizado publicado no Acta Odontologia Scandinavica.

A ansiedade sobre visitar o dentista e durante o tratamento é comum em crianças. Estimativas sugerem que 1 em cada 5 crianças em idade escolar tem medo de dentistas. Crianças com fobia a dentista acabam experienciando mais dor dental e são pacientes mais difíceis durante o tratamento. Embora estudos já tenham mostrado que a distração audiovisual (por exemplo: jogar videogames e assistir TV) pode ser uma ferramenta bem-sucedida para minimizar a angústia e a percepção de dor durante os curtos procedimentos médicos invasivos, a questão de se a distração é benéfica durante procedimentos dentários é ainda debatida calorosamente. Pesquisas até agora têm produzido resultados conflitivos.

Neste estudo, 56 crianças ‘não-cooperativas’ (na faixa etária de 7 a 9 anos de idade) compareceram a uma clínica dental na Royal College of Dentistry, na King Saud University, na Arábia Saudita, onde  foram randomicamente alocadas para receber distração audiovisual (assistir seus desenhos animados favoritos usando o sistema de óculos virtual Merlin i-theatre™) ou nenhuma distração (grupo controle). Crianças submeteram-se a três visitas separadas de tratamento (máximo 30 minutos) envolvendo um exame oral, injeção com anestésico local e restauração do dente. Os pesquisadores mediram os níveis de ansiedade e  comportamento cooperativo das crianças durante cada visita usando uma escala de ansiedade e escala de comportamento, monitoraram em cada criança os sinais vitais, pressão arterial e pulso (medidas indiretas de ansiedade). As crianças também classificaram sua própria ansiedade e dor durante cada procedimento.

Durante o tratamento, as crianças no grupo de distração exibiram ansiedade significantemente menor e mostraram mais cooperação do que aqueles no grupo controle, particularmente durante a injeção de anestésico local. Além disso, a média de frequência cardíaca das crianças no grupo controle foi significantemente maior durante a injeção, comparada com crianças do grupo de distração. Contudo, as próprias crianças não reportaram diferenças na dor e ansiedade relacionada ao tratamento.

Os autores concluíram que a distração audiovisual parece ser uma técnica útil para acalmar as crianças e assegurar que possa ser dado a elas o tratamento dental que elas necessitam. Entretanto, eles advertem que, por causa do número limitado de participantes, estudos adicionais maiores serão necessários em settings de clínica geral para confirmar o valor desta ferramenta de distração audiovisual.

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As Consequências de Situação de Pobreza ou Abuso Parental na Infância

O post a seguir é resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Childhood poverty, parental abuse cost adults their health for years to come

Crescer na pobreza ou ser abusado pelos pais pode levar a acumulado problemas de saúde que poderão aparecer mais tarde na vida, de acordo com uma pesquisa da Purdue University.

“Viver em uma situação desfavorável na infância tem consequências a longo-prazo para a saúde – muito mais longo do que a maioria de nós nos damos conta”, disse Kenneth F. Ferraro, famoso professor de sociologia. “Um novo aspecto deste estudo é que viver em uma situação desfavorável na infância estava associado ao começo de novos problemas de saúde décadas mais tarde”.

Os achados estão publicados na American Sociological Review e o National Institute on Aging financiou o estudo. Os estudos estavam baseados na National Survey of Midlife Development nos dados dos Estados Unidos de 1.748 adultos. Os dados foram coletados em duas fases: a segunda uma década mais tarde, para medir mudanças na saúde da população adulta. A primeira fase ocorreu em 1996 quando respondentes estavam na faixa etária de 25 a 74 anos e a segunda fase ocorreu em 2006 quando os participantes estavam na faixa etária de 35 a 84 anos.

“Problemas de saúde e questões de qualidade de vida eram uma preocupação durante a primeira fase do estudo. Contudo, quando nós revisitamos os participantes adultos do estudo 10 anos mais tarde, a pobreza na infância e o abuso frequente estavam relacionados ao início de novos problemas de saúde, tais como câncer e doença do coração, mesmo após nós ajustarmos para fatores de risco incluindo estilo de vida saudável e status sócio-econômico”, disse Ferraro, que também é diretor do Purdue’s Center on Aging and the Life Course.

Além disso, a pobreza e o abuso na infância, composição familiar (incluindo se ambos os pais estavam presentes), também foi mensurado. A associação entre cada uma destas experiências da infância e 14 desfechos nos adultos também foi examinado para potenciais efeitos moderadores. A composição familiar afetou quatro dos 14 desfechos, incluindo a probabilidade de fumar e tensão financeira durante a idade adulta. Em comparação, a pobreza na infância afetou nove desfechos e o abuso parental afetou 11 desfechos, tais como fumar e consumo pesado de álcool. Os autores encontraram que pobreza na infância e abuso levaram a problemas de comportamento no adulto assim como diretamente influenciou o desenvolvimento de doença no decorrer da vida.

Neste estudo, o abuso foi considerado ser do tipo físico ou verbal. E, se ambos os pais eram abusivos, agravou-se o risco para problemas de saúde.

“É também possível que nós tenhamos sub-representado o relacionamento entre  viver em uma situação desfavorável na infância e problemas de saúde mais tarde na vida porque aqueles mais severamente afetados não foram capazes de participar de uma pesquisa social”, Ferraro afirmou. “Mas, agora que nós identificamos algumas das primeiras origens de doença no adulto, nós deveremos focar-nos em maiores recursos, até mesmo durante a meia-idade, para quebrar os riscos em cadeia”.

Também contribuiu para esta pesquisa Markus H. Schafer, professor assistente de sociologia da University of Toronto e Lindsay R. Wilkinson, professora assistente de sociologia da Baylor University.

Os Pais Desempenham Um Papel Importante no Desenvolvimento da Criança

Cada genitor tem a sua importância no desenvolvimento do filho. Não bastar apenas estar presente: tem que realmente ESTAR LÁ. Ser um pai ou mãe participativo na vida do filho requer atenção de qualidade e, isto desempenha um papel importante no desenvolvimento da criança. O post a seguir fala sobre a importância do papel do pai na vida do filho.

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/07/dads-play-key-role-child-development-43837

Pais (homens) desempenham um papel surpreendentemente grande no desenvolvimento de seus filhos, desde o desenvolvimento cognitivo e de linguagem na pré-infância à habilidades sociais na quinta-série, de acordo com novos achados de pesquisadores da Michigan State University.

A pesquisa fornece algumas das mais conclusivas evidências para datar a importância dos pais (homens) para os desfechos das crianças e reforça a idéia de que programas de primeira infância tal como Head Start deveria focar-se na família inteira, incluindo mãe e pai igualmente. Os achados estão publicados online em duas revistas científicas, Early Childhood Research Quarterly e Infant and Child Development.

“Há toda esta idéia que surgiu de pesquisas passadas de que pais, na verdade, não exercem efeito direto em seus filhos, que eles apenas meio que dão o tom para o lar e que mães são as que afetam o desenvolvimento dos filhos”, disse Claire Vallotton, professora associada e principal investigadora no projeto de pesquisa. “Mas aqui nós mostramos que pais realmente tem um efeito direto nos filhos, tanto a curto quanto a longo-prazo”.

Usando dados de aproximadamente 730 famílias que participaram de uma pesquisa de programas de Early Head Start em 17 locais em todo o país, os pesquisadores investigaram os efeitos de estresse dos pais e problemas de saúde mental (tal como depressão) em seus filhos. Estresse parental e questões de saúde mental afetam como os pais interagem com seus filhos e, subsequentemente, com o desenvolvimento infantil.

O estudo encontrou que o estresse dos pais (pais aqui no sentido do pai e não da mãe) relacionada a questão parental, teve um efeito danoso no desenvolvimento cognitivo e de linguagem de seus filhos quando as crianças tinham de 2 a 3 anos de idade, mesmo quando a influência das mães foi levada em conta. Este impacto variou por gênero: a influência dos pais (homens), por exemplo, teve um maior efeito na linguagem dos meninos do que na linguagem das meninas.

Um outro achado-chave: a saúde mental de pais e mães teve um efeito similarmente significante nos problemas de comportamento entre crianças pequenas. Ademais, a saúde mental dos pais (homens) teve um impacto a longo-prazo, levando a diferenças em habilidades sociais dos filhos (tais como auto-controle e cooperação) quando as crianças chegaram na quinta-série. Na verdade, sintomas de depressão dos pais (homens) quando os filhos eram pequenos tiveram mais influência nas habilidades sociais (posteriores) nos filhos do que foram os sintomas das mães.

Em suma, os achados contribuem para o pequeno (mas crescente) conjunto de pesquisas confirmando os efeitos das características dos pais (homens) e qualidades de relacionamento entre pai-filho(a) no desenvolvimento social dos filhos, ao invés de apenas um pai morando na casa ou presença na vida da criança, de acordo com um artigo científico publicado na Early Childhood Research Quarterly.

Tamesha Harewood, autora no artigo científico publicado na Infant and Child Development, disse que pais (homens), além da mães, deveriam ser incluídos em pesquisa sobre parentalidade e políticas e programas de intervenção familiar.

“Muitas agências que trabalham com famílias em risco estão tentando tornar o pai mais envolvido, mas estas são algumas das coisas que eles poderiam estar perdendo”, disse Harewood, uma pesquisadora do Departamento de Desenvolvimento Humano e Estudos de Família, da MSU. “Quando o agente está conversando com o pai,  não é apenas sobre sustentar economicamente o seu filho, mas também estar lá para o filho, pensar como o estresse ou depressão podem estar influenciando a criança. Para entender e ajudar crianças em seu desenvolvimento, é preciso ter uma visão compreensiva da família inteira, incluindo tanto o pai quanto a mãe”.

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Ferramentas para Rastrear Depressão em Crianças e Adolescentes Podem Não Ser Tão Acuradas

Isso é algo importante e deveria ser mais discutido entre os especialistas. É difícil diagnosticar depressão na infância e adolescência e todos os instrumentos disponíveis deveriam trazer um certo “conforto” para o terapeuta e, por conseguinte, para o paciente e sua família. Contudo, parece que não é o que anda acontecendo 😦

O texto a seguir foi resultado de uma tradução livre do seguinte post:

http://www.psypost.org/2016/08/depression-screening-tools-not-accurate-children-adolescents-44109

No Canadá e nos Estados Unidos, os médicos tem cada vez mais sido encorajados a tentar identificar depressão em crianças e adolescentes – mesmo que eles não tenham indicações óbvias da doença. Para poder fazer isso, os médicos frequentemente usam questionários curtos que perguntam sobre sintomas de depressão. Mas, de acordo com uma nova pesquisa, há evidência insuficiente para mostrar que qualquer um destes questionários acuradamente rastreia pessoas de 6 a 18 anos de idade para esta doença. Os pesquisadores acreditam que isto põe em questão o uso destes instrumentos de avaliação para este grupo e levanta preocupações sobre possíveis erros diagnósticos da doença nesta faixa etária.

“Nosso estudo mostra que se o rastreamento de depressão for realizado usando as ferramentas de rastreamento existentes, muitas crianças e adolescentes não-deprimidas seriam erroneamente identificadas como deprimidas”, diz Brett Thombs, que é afiliado do Lady Davis Institute for Medical Research do Jewish General Hospital e faculdade de medicina da McGill University. Ele é o autor sênior de um estudo que foi recentemente publicado no assunto, na revista científica Canadian Journal of Psychiatry.

Para avaliar a qualidade dos instrumentos de rastreamento que estão atualmente sendo usados para identificar depressão em crianças ou adolescentes, os pesquisadores realizaram uma exaustiva pesquisa de evidência médica procurando por estudos que  colocaram as ferramentas de rastreamento em teste. No fim, eles foram capazes de identificar apenas 17 estudos onde os resultados dos testes das ferramentas de rastreamento foram comparadas com os resultados de uma entrevista diagnóstica para determinar se as crianças ou adolescentes no estudo, de fato, tinham depressão.

Thombs e colaboradores, incluindo a autora principal Dra. Michelle Roseman, então avaliaram a metodologia e os resultados destes 17 estudos. Eles encontraram que a maioria dos estudos eram muito pequenos para fazer uma válida conclusão sobre a acurácia das ferramentas de rastreamento e que os métodos da maioria dos estudos estavam longe de padrões esperados. Eles também encontraram que houve inadequada evidência para recomendar qualquer única nota de corte para qualquer um dos questionários (pacientes pontuando acima de notas de corte pré-definidas são considerados propensos a serem deprimidos, enquanto pacientes abaixo da nota de corte não são).

Roseman diz: “Não houve uma única ferramenta com até moderada evidência de suficiente acurácia para efetivamente identificar crianças e adolescentes deprimidos sem também incorretamente pegar muitas crianças e adolescentes não-deprimidos”.

Depressão em crianças é uma condição incapacitante associada com problemas de comportamento e desempenho escolar fraco. Mas rastreamento de rotina para a doença neste grupo etário é controversial. No Reino Unido e Canadá não é recomendado. Por outro lado, o U.S. Preventative Services Task Force recentemente recomendou triagem de rotina em adolescentes entre 13 e 18 anos, mas não de crianças mais novas, como parte de cuidado médico regular.

Thombs acredita que dada a inacurácia de ferramentas atualmente sendo usadas, algumas crianças poderiam terminar sendo rotuladas erroneamente como deprimidas. Isto poderia levar a uma desnecessária prescrição de medicações psiquiátricas potencialmente danosas e mensagens negativas sobre a saúde mental de algumas crianças que não tem transtornos de saúde mental”. Além disso, um montante potencialmente enorme de instrumentos seria necessário para classificar quais crianças podem realmente estar deprimidas. Pesquisas sugerem que relativamente poucos preencheriam os critérios. “Estes recursos, então, não estariam disponíveis para fornecer tratamento para grandes quantidades de crianças e adolescentes que são reconhecidos como tendo severos problemas de saúde mental, mas que não recebem o cuidado adequado”.

Os pesquisadores dizem que para avaliar apropriadamente a acurácia de instrumentos de rastreamento de depressão em crianças,  são necessários estudos grandes e bem desenhados que apresentem resultados através de uma gama de notas de corte.

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O Medo de Agulha nas Crianças Está Relacionado ao Comportamento dos Pais?

Segundo uma pesquisa, a resposta é SIM! Se levarmos em conta que uma das correntes da psicologia do desenvolvimento afirma que o comportamento das crianças é modelado pelo comportamento dos pais, então faz todo o sentido, não é mesmo?

Foi feita uma tradução livre do texto em inglês contendo toda a explicação sobre os resultados da pesquisa:

Pain study links children’s fear of needles to parent behavior

Mais da metade das crianças tem medo de agulhas. Os pesquisadores da York University encontraram uma forte conexão entre este medo em antecipação a uma injeção e o comportamento de seus pais durante as vacinações nas crianças.

O laboratório da professora de psicologia Rebecca Pillai Riddell investigou fatores contribuindo para a ansiedade que pré-escolares experienciam em antecipação da dor quando vão tomar suas vacinas. O estudo da dor encontrou que o comportamento passado e contínuo do pai/mãe foi a maior razão para este sofrimento.

“Nós observamos como estas crianças se comportaram antes de suas vacinas e após suas escolhas quando eles eram pré-escolares”, diz Pillai Riddell. “Nós também observamos como os pais interagem com seus filhos e os tipos de coisas que eles dizem para os seus filhos durante a infância e a idade pré-escolar”.

Para algumas crianças, o medo de agulhas e vacinações antes de tomá-las é tão severo que eles experienciam mais sofrimento relacionado a dor logo após a agulha e também aprendem a evitar futuras consultas e procedimentos médicos.

Os pesquisadores, incluindo Pillai Riddell, professor David Flora e autora principal Nicole Racine, observaram 202 pais na área da grande Toronto e 130 crianças entre quatro e cinco anos de idade – estas crianças entre os 760 que foram seguidos na primeira fase nos dois, quatro, seis e/ou 12 meses de imunização.

O objetivo desta fase final foi associar a regulação de dor a desfechos em saúde mental, de acordo com os pesquisadores do laboratório Opportunities to Understand Childhood Hurt (ou OUCH como é comumente conhecido).

O estudo para descobrir o que leva as crianças a desenvolverem medo de agulha, com o título de “Predizendo sofrimento antecipatório relacionado a dor em pré-escolares: a contribuição comparativa de fatores longitudinais e simultâneos”, será publicado na revista cientifíca Pain neste outono.

“Nós estávamos interessados em saber se a reposta a dor e o comportamento parental durante a infância prediz o medo de agulha em pré-escolares”, afirma Pillai Riddell.

Pais também foram questionados sobre o quanto eles estavam assustados antes da vacinação com agulha e o quanto eles acharam que os seus filhos estavam assustados. Profissionais de cuidado a saúde foram também observados antes das crianças receberem as vacinas com agulhas.

“Esta é uma grande preocupação de saúde  pública e enfatiza a importância de entender o que leva o medo de agulhas em crianças pequenas e como eles podem preveni-la”, diz Racine.

Estes achados destacam a importância de desenvolver intervenções para ajudar pais a melhor apoiarem e prepararem seus filhos durante procedimentos médicos dolorosos de forma correta para quando forem expostos aos seus primeiros contatos com agulhas quando bebês.

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Será Que os Pais Sabem Quando os Filhos Estão Mentindo?

Segundo uma pesquisa, a resposta é NÃO!!! 😉

Essa foi a tradução livre de um texto em inglês:

Study: Parents worse at telling if their own children are lying

Vamos ao post! 😉

Adultos não são bons para julgar quando crianças estão mentindo e pais fazem ainda pior ao dizer se seus próprios filhos estão mentindo do que eles fazem quando julgam os filhos das outras pessoas, de acordo com um estudo publicado no Journal of Experimental Child Psychology.

Uma abundância de pesquisas psicológicas tem mostrado que pessoas são detectores de mentira ineficientes, desempenhando quase arbitrariamente para dizer se alguém está mentindo na maioria das situações. Muitos pais esperam que uma exceção à regra seria detectar as mentiras ditas por seus próprios filhos. Crianças são mentirosos relativamente inexperientes e a longa experiência de seus pais deveria ensiná-los como dizer quando eles estão falando a verdade ou mentindo. Por outro lado, pais podem estar motivados a acreditar que as declarações de seus filhos, parcialmente, porque eles querem pensar que fizeram um bom trabalho de incutir honestidade neles.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Angela Evans, da Brock University, conduziu um experimento para determinar como os julgamentos dos pais em relação as mentiras dos filhos ocorrem em termos de acurácia dos outros. Uma amostra de 108 crianças entre as idades de 8 a 16 anos foram trazidas para o laboratório e foi dito a elas que estariam fazendo um teste. Foi também dito onde o gabarito estava e eles foram deixados sozinhos na sala. Levemente mais da metade das crianças espiaram as respostas do teste quando tiveram esta oportunidade.

Os pesquisadores perguntaram a todas as crianças se elas tinham espiado e fizeram um vídeo de suas respostas (50 negaram sinceramente terem espiado e 49  negaram falsamente terem espiado, enquanto que 9 das que admitiram honestamente espiar foram excluídas do estudo). Três grupos de adultos então taxaram os vídeos, julgando se eles achavam que as crianças estavam dizendo a verdade ou mentindo. Estes grupos incluíam 80 pais de crianças no estudo, 72 pais cujas crianças não estavam no estudo e 79 alunos de faculdade que não eram os pais. O primeiro grupo taxou apenas os vídeos de suas próprias crianças, enquanto o segundo e o terceiro grupo taxou 46 vídeos cada.

Nenhum dos grupos de adultos fizeram melhor do que o acaso para dizer se as crianças estavam mentindo ou dizendo a verdade. Contudo, pais fizeram julgamentos muito diferentes sobre seus próprios filhos do que pais julgando as crianças dos outros ou não-pais. Pais acreditaram em seus filhos em aproximadamente 92% do tempo, independentemente de se eles estavam dizendo a verdade ou mentindo, enquanto que não-pais e pais julgando as crianças dos outros julgaram mal aproximadamente igual tanto a verdade quanto as mentiras .

Os autores do estudo concluem que a proximidade de vínculo pai-filho não torna mais fácil julgar veracidade. Em vez disso, os pais parecem estar enviesados em favor da honestidade de seus próprios filhos. Pais podem querer manter estes achados em mente na próxima vez que eles pegarem seus filhos com a boca na botija.

O pdf do artigo da pesquisa está disponível aqui nesse link (gratuitamente): http://ac.els-cdn.com/S0022096516000461/1-s2.0-S0022096516000461-main.pdf?_tid=1d9bb264-2f37-11e6-b1e2-00000aab0f01&acdnat=1465582624_907c8327fc5e7c87934b24a9fb0fba24

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