Estudo Encontra que Apenas Certos Sintomas de TEPT Estão Ligados a Risco Aumentado de Hipertensão

Pressão sanguínea alta é mais comum entre indivíduos com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT). Mas uma pesquisa sugere que nem todos os sintomas de  TEPT estão associados com um risco aumentado de  hipertensão.

O estudo, que apareceu na revista cientifica  Psychological Medicine, indica que sintomas relacionados a medo são o fator primário de elevado risco cardiovascular: “um corpo crescente de pesquisa indica que o TEPT está associado com aumentado risco de desenvolver uma gama de condições cardiovasculares, incluindo pressão alta. Contudo, nós não sabemos quais aspectos do TEPT estão conduzindo estas associações”, disse a autora do estudo, Jennifer A. Sumner, professora assistente de medicina comportamental, da Columbia University Medical Center.

“TEPT é um transtorno heterogêneo. De fato, há 636.120 formas para ter TEPT baseado nos critérios de DSM-5. TEPT pode ser amplamente pensado como tendo dimensões de medo (uma reposta alarme para perigo real ou percebido) e disforia (baixo afeto positivo e perda de interesse ou prazer) e nós estávamos  interessados em examinar como estas dimensões de TEPT relacionado para desenvolver pressão alta, um importante e modificável fator de risco para doença cardiovascular”.

Os pesquisadores examinaram dados das Nurses’ Health Study II, um estudo longitudinal de 116.429 enfermeiras dos Estados Unidos que começaram em 1989. Eles focaram em 2.709 mulheres que tinham sido expostas a trauma e não tinham hipertensão e doença cardiovascular no momento do evento traumático. Ao longo do curso do estudo, 925 mulheres desenvolveram hipertensão.

“Em mulheres que tinham sido expostas a uma ampla gama de eventos traumáticos (por exemplo: repentina e inesperada morte de uma pessoa amada, contato sexual  indesejada, agressão física, aborto espontâneo  ou natimorto), nós encontramos que elevados sintomas de TEPT relacionados ao medo (e não sintomas de TEPT relacionados a disforia) estavam associados com  um risco aumentado de desenvolver pressão alta”, Sumner explicou.

“Sintomas de TEPT relacionados a medo incluíram  reportes de pensamentos intrusivos, evitação ativa de  coisas que lembrem o trauma, hipervigilância e assustar-se de forma exagerado. Nossos achados sugere que sintomas de medo associados com TEPT pode ser um fator crítico de elevado risco cardiovascular em indivíduos expostos a trauma”.

O estudo foi controlado por fatores tais como sócio-demografico e história parental de hipertensão. Contudo, todas as pesquisas incluem algumas  limitações — e o atual estudo não é exceção: “uma limitação deste estudo é que nós avaliamos  exposição ao trauma e sintomas de TEPT, retrospectivamente. Além disso, nós contamos com diagnósticos auto-relatados de pressão sanguínea alta”, disse Sumner.

“Generalização de nossos achados pode também estar limitado à medida que o coorte de Nurses’ Health Study II é todo feminino, com mulheres predominantemente brancas e altamente qualificadas/instruídas. Assim, nossos achados precisam ser replicados em amostras mais diversificadas”.

Alguns indivíduos expostos ao trauma não preencheram os critérios para TEPT, mas ainda tem uma elevada resposta ao medo: “uma questão-chave para trabalho futuro é para examinar se intervir para reduzir manifestações pós-traumáticas de medo pode ter um impacto positivo em manter níveis saudáveis de pressão sanguínea”, Sumner adicionou.

O estudo, “Not all posttraumatic stress disorder symptoms are equal: fear, dysphoria, and risk of developing hypertension in trauma-exposed women“, foi autorado por Jennifer A. Sumner, Laura D. Kubzansky, Andrea L. Roberts, Qixuan Chen, Eric B. Rimm e Karestan C. Koene.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2019/02/study-finds-only-certain-ptsd-symptoms-are-linked-to-increased-risk-of-hypertension-53088

Combinação de Medicações Oferece Melhores Resultados para Pacientes com TDAH

Três estudos que apareceram na edição de agosto de 2016 da revista científica Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (JAACAP) reportaram que combinar duas medicações-padrão poderia levar a maior melhoras clínicas para crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) do que só a terapia sozinha para TDAH.

Atualmente, estudos mostram que o uso de várias medicações para TDAH resultam em significantes reduções em sintomas de TDAH. Contudo, até agora não há evidência conclusiva que estes tratamentos com droga-padrão também melhoram desfechos acadêmicos, sociais e clínico a longo prazo. A pesquisa sugere que ambos a severidade de sintomas de TDAH e o grau de disfunção cognitiva que permanece (apesar do tratamento), contribui para desfechos mais pobres. Como resultado, tratamentos mais efetivos precisam ser identificados. Um método para identificar tratamentos mais efetivos é incluindo medidas objetivas dos efeitos de tratamentos de TDAH em funcionamento cerebral, que a maioria dos estudos clínicos não fazem. Usar objetivos marcadores biológicos (ou biomarcadores) da resposta dos pacientes aos tratamentos de TDAH poderia substancialmente avançar o conhecimento de mecanismos neurais subjacendo os efeitos de tratamento, ajudando os pesquisadores a entender o por que há diferenças em respostas individuais.

Ao recrutar uma amostra de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade com e sem TDAH, um grupo de pesquisadores liderados pelos Drs. James McCracken, Sandra Loo e Robert Bilder, da UCLA Semel Institute, realizaram três estudos interligados, examinando os efeitos de combinação de medicações-padrão em medidas clínicas, cognitiva e de atividade cerebral. Tratamento combinado foi hipotetizado para ser superior às duas medicações-padrão, que são o d-metilfenidato e guanfacina, em ambos desfechos (clínico e cognitivo) e foi esperado mostrar um perfil distinto de efeitos nas atividades de onda cerebral (EEG). Participantes com TDAH foram randomizadamente alocados para oito semanas de tratamento duplo-cego com ou d-metilfenidato ou guanfacina ou uma combinação dos dois.

Resultados clínicos mostraram consistentes benefícios agregados a terapia combinada em relação aos dois tratamentos isolados, especialmente para sintomas de falta de atenção e índices de resposta mais globais. A taxa de boa resposta clínica foi de 62-63% no uso da terapia medicamentosa isolada a 75% na terapia combinada.

Os autores argumentam que os efeitos pequenos mas consistentemente melhores de tratamento do tratamento combinado, podem ter significância a longo-prazo, assim como sintomas menos severos podem levar a melhores desfechos. O funcionamento cognitivo mostrou um padrão ligeiramente diferente. A memória de trabalho melhorou com ambas combinações. Guanfacina, contudo, não mostrou mudança na função de memória de trabalho apesar de melhora na sintomatomalogia do TDAH. Por fim, o estudo de EEG mostrou que apenas a terapia combinada resultou em melhoria nos padrões  de atividade cerebral que estavam associados com sintomas reduzidos de TDAH e melhoria das funções cognitivas. Conjuntamente, os resultados dos três estudos sugerem que a terapia combinada resultou nos melhores desfechos através de vários diferentes domínios de função, incluindo mudança de sintoma de TDAH, desempenho de memória de trabalho e padrões  de atividade cerebral.

“O TDAH é o diagnóstico mais comumente encontrado (dos transtornos neuropsiquiátricos) em crianças, e nós sabemos muito bem os riscos que ele representa para o sucesso do futuro da criança em cada área de funcionamento. Nossos tratamentos atuais claramente beneficiam a maioria das crianças a curto-prazo, mas nós temos ainda que encontrar formas para proteger aquelas com TDAH de sofrerem muitos dos riscos à longo-prazo”, McCracken disse. “Embora nós estejamos encorajados por algumas das vantagens que nós observamos do tratamento combinado, nós temos um longo trajeto a seguir ainda em desenvolvimento para as intervenções para TDAH, como visto pelos efeitos cognitivos mais limitados”.

“Estes dados enfatizam a importância de considerar a cognição como um desfecho importante”, disse Bilder. “No futuro, nós poderemos ser capazes de utilizar múltiplos métodos objetivos, tais como testagem cognitiva e EEG para individualmente otimizar tratamentos, mas mais trabalhos são necessários, incluindo os estudos de tratamento a longo-prazo com comprovação clínica e benefícios cognitivos”, Dr. Loo adicionou. “O uso de medidas biológicas objetivas em diagnóstico e tratamento pode também ajudar a reduzir estigma, aumentar a aceitação do transtorno e, mais acuradamente monitorar a resposta de tratamento para produzir melhores desfechos”.

Baseados nestes achados, os autores concluem que combinar estimulantes com medicações como guanfacina garante melhor resultado mesmo em crianças com TDAH  que se beneficiam de monoterapias. Tratamento combinado, com apropriado monitoramento, foi igualmente bem tolerado e seguro nestes estudos anteriores. Uma maior análise dos efeitos cognitivos de tratamentos é necessária para melhorar desfechos clínicos. Além disso, outras estratégias de tratamento que podem produzir benefícios mais sólidos são necessárias. A medida que a tecnologia avança, os autores esperam que mais medidas objetivas de resposta possam abrir caminho para uma prática de rotina. Mesmo com tais melhorias, a origem de diferenças individuais na resposta ao tratamento de TDAH permanece amplamente desconhecida. Adicionais pesquisas a longo-prazo sobre os benefícios de tratamentos combinados em amostras maiores são necessárias para confirmar estes achados e para mais avanço no cuidado clínico. Se validados, os tratamentos combinados destes ou potencialmente outras combinações têm o potencial para melhorar dramaticamente as vidas de muitos indivíduos com TDAH.

 

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Estudo Mostra a Importância de Ajudar as Vítimas de Abuso Sexual na Infância

Embora o abuso sexual de crianças seja atualmente uma questão para a liderança da vida pública, preocupação tem focado-se na proteção de crianças e na identificação dos agressores. Contudo, um estudo das universidades de Bristol e Durham para o NSPCC, espera refocar a atenção no que pode ser feito para ajudar as vitimas de abuso sexual infantil.

O estudo avaliou a execução do programa Letting the Future In, desenvolvido pela NSPCC, que funciona com profissionais da área de serviço social realizando suporte terapêutico para crianças da faixa etária de 4 a 17 anos que experienciaram abuso sexual.

O programa Letting the Future In foca-se em terapias criativas, tais como pintura, desenho e contação de história, dando às crianças a chance para falarem sobre as suas experiências de abuso e para se expressarem criativamente. As sessões individuais permitem que as crianças trabalhem de forma segura através de experiências passadas e para entenderem e superarem o que aconteceu. Ao pai/mãe da criança (ou cuidador) é também oferecido sessões individuais assim como sessões conjuntas com a criança.

O principal autor do estudo, John Carpenter, professor de Social Work and Applied Social Science da University of Bristol, disse: ‘abuso sexual na infância é um problema internacional de espantosas proporções. No Reino Unido, uma em cada 20 crianças já foi abusada sexualmente e seus efeitos na infância e idade adulta inclui ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, comportamento sexual problemático e suicídio. Abordagens terapêuticas baseadas em evidência são vitais para ajudar a todas as crianças a lidarem com os efeitos do abuso sexual. Esta avaliação do ‘mundo real’ – o maior ensaio clínico randomizado no mundo para uma intervenção em abuso sexual – é uma contribuição significante para a base de evidência, fornecendo referenciais para outros para avaliarem intervenções.

‘Crucialmente, ela também demonstra a importância de oferecer suporte terapêutico para crianças e jovens que tenham sido abusados sexualmente, para ajudá-los a lidarem com sua experiência.’

O estudo mostrou promissora evidência sobre como funciona ajudar crianças a recuperarem-se do trauma de terem sido abusadas sexualmente:

  • Para aquelas crianças da faixa etária de 8 para cima, a proporção recebendo a intervenção que experienciaram os níveis mais altos de trauma caíram de 73% do início do programa para 46% após 6 meses.
  • Mesmo considerando fora aqueles que não se engajaram na intervenção ou que abandonaram precocemente o estudo, a redução foi de 68% para 51%.
  • Não houve mudança estatisticamente significante para o grupo controle de lista de espera em nenhuma das análises; assim, melhorias podem ser atribuídas por receberem Letting the Future In.

Para as crianças mais novas do que 8 anos de idade que completaram o programa, houve pouca mudança 6 meses após começarem o Letting the Future In. Contudo, para aquelas crianças que permaneceram no serviço, após 1 ano, os níveis mais altos de trauma (clínico ou significantemente difícil) caíram para 40% (dos 89% do início) – uma mudança que é iminentemente significante estatisticamente. Isto pode ser devido a intervenção levar mais tempo para funcionar para crianças mais novas ou porque os cuidadores levaram mais tempo para reconhecer melhoras.

Simon Hackett, professor de Ciências Sociais Aplicadas, da Durham University e co-autor do estudo, disse: ‘preocupação está focada na proteção de crianças e a identificação dos agressores, mas nós precisamos de um maior entendimento de como as crianças afetadas pelo abuso sexual podem ser ajudadas. Este estudo transmite uma importante mensagem para as crianças e as famílias afetadas pelo abuso sexual. Com a ajuda e o apoio certo, é possível recuperar-se e superar o abuso’.

Jon Brown, NSPCC Head of Development and Impact, disse: ‘estes achados fornecem indicações promissoras de que a intervenção Letting the Future In pode reduzir significantemente os níveis mais altos de trauma experienciado por crianças que foram abusadas sexualmente. Nós sabemos que os profissionais dizem que apoio para crianças após o abuso é “inadequado”. Mais da metade diz que critérios rígidos para acessar serviços de saúde mental significa que estas crianças enfrentam cada vez mais dificuldades para acessar ajuda importante. Este estudo mostra que trabalho terapêutico pode ser realizado por uma grande variedade de profissionais, incluindo assistentes sociais que recebem treinamento adicional em trabalho terapêutico – como no caso do Letting the Future In’.

Pais e cuidadores entrevistados pela equipe de pesquisadores foram unânimes em acreditarem que a intervenção resultou em mudanças positivas. Em seus filhos, os pais identificaram melhoria no humor, confiança e estavam menos introvertidos, uma redução em culpa e auto-acusação, reduziu depressão, ansiedade e raiva, melhorou padrões de sono e melhor entendimento de comportamento sexual apropriado. Como disse uma mulher: ‘eu tive meu filho de volta’.

O NSPCC está revisando o modelo do Letting the Future In baseado nos achados, particularmente oferecendo suporte adicional tanto para as crianças mais velhas como para as crianças mais novas para manter o efeito da intervenção. Estão também realizando o piloto de uma versão adaptada para crianças com dificuldades de aprendizagem. 

 

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Significant new study shows importance of help for childhood sexual abuse victims

Os Seus Pais São Culpados Pelos Seus Problemas Psicológicos?

Sigmund Freud propôs que o nosso desenvolvimento pessoal é bastante determinado por eventos na nossa primeira infância. Embora muitas de suas idéias sejam agora ultrapassadas, algumas teorias da psicologia moderna também sugerem que as experiências da infância desempenham um papel importante no modelamento de nossas vidas.

Mas há realmente alguma evidência de que experiências difícies na infância podem causar mais tarde problemas psicológicos comuns tais como a ansiedade ou depressão? E se esse é o caso, culpar os pais por isso nos ajudaria a curar-nos?

Não há dúvidas de que pais e outros principais responsáveis são figuras cruciais no desenvolvimento de uma criança. Nós sabemos que as experiências precoces relacionadas a família têm efeitos profundos e duradouros em crianças – muitos dos quais são positivos. Experiências infantis adversas, contudo, podem causar danos ou sofrimento e podem prejudicar o desenvolvimento psicológico e/ou físico da criança em certa medida. Exemplos de tais experiências incluem pobreza, maus-tratos, divórcio parental ou a morte de um dos pais.

Estas experiências são extremamente comuns no mundo inteiro. Na Inglaterra, quase metade dos adultos passaram por pelo menos uma delas. Quase 1 em 10 experienciou quatro ou mais de tais experiências negativas na infância. Estudos encontraram ligações entre experiências especificas e vários desfechos negativos, com efeitos perdurando na idade adulta. Por exemplo, experienciar divórcio dos pais, separação ou perda – ou viver em casa com uma pessoa doente mental – aumenta o risco de desenvolver problemas de saúde mental ao longo da vida.

É também conhecido que as adversidades na infância estão frequentemente interrelacionadas. Por exemplo, divórcio dos pais pode levar a uma mudança em status sócio-econômico para muitas famílias. Estudos têm mostrado que acumular circunstâncias adversas eleva o risco de vários problemas de saúde mental – e até suicídio. Nosso grupo de pesquisa recentemente conduziu um estudo mostrando que divórcio parental leva a um aumentado risco de depressão em descendentes, ao longo da vida. Para esta pesquisa, nós combinamos dados de 18 estudos publicados nos últimos 35 anos, com mais de 24.000 participantes no total. Os achados demonstram que para aqueles que experienciaram divórcio parental na infância houve uma probabilidade de 56% deles terem depressão na idade adulta do que aqueles que não haviam experienciado divórcio.

Mas como pode algumas experiências traumáticas na infância terem um efeito ao longo da vida? Uma possível explicação é que a exposição a tais eventos aumenta a vulnerabilidade da pessoa para os efeitos posteriores dos eventos estressantes. Por exemplo, divórcio é uma experiência difícil para a maior parte dos adultos – ela está ligada a sintomas de ansiedade e depressão. Mas pessoas que também experienciaram adversidades prococemente sofrem um risco ainda mais alto de desenvolver tais condições como resultado de divórcio.

Mas experienciar adversidades na infância não necessariamente torna as pessoas mais vulneráveis. De fato, algumas crianças nunca sofrem consequências negativas, mesmo diante de múltiplas adversidades severas – um traço que os psicólogos chamam de resiliencia. Nestas circunstâncias, a experiência negativa fortalece a resistência para estresse no futuro. Pessoas resilientes conhecem a si próprios quando passam por situações difíceis – aprendendo como melhor manejar seus comportamentos e  eficazmente lidar com o estresse no futuro.

Como uma criança reage a experiências estressantes parece depender de uma combinação complexa de fatores que diferem entre individuos, incluindo seus genes, temperamento e capacidade cognitiva. Pesquisadores estão atualmente investigando até que ponto cada uma destas ajuda a determinar se alguém desenvolve resiliência. Nós poderemos ver os resultados em breve. Com os avanços contínuos em genômas humano, a complexa interação entre fatores genéticos e ambientais está começando está começando a se revelar.

É importante lembrar que os resultados negativos de traumas de infância não são inevitáveis. Mesmo na idade adulta, ainda não é tarde para prevenir ou reverter os resultados – mesmo dos mais severos, tais como abuso físico ou emocional e negligência.

Os seletivos programas de intervenção especificamente desenvolvidos para aqueles que experienciam múltiplas adversidades na infância – tais como terapia cognitivo-comportamental ou treino em mindfulness – pode ser particularmente benéfico.

Muitas pessoas, contudo, acham mais fácil simplesmente culpar seus pais pelos seus problemas. Pode parecer que achar uma causa principal para a sua dor pode ser útil – certamente é melhor culpar os pais do que culpar a si mesmo. Contudo, um grande estudo de mais de 30.000 participantes de 72 países mostraram que culpar os pais não ajuda as pessoas a afastá-las das consequências negativas de experiências difíceis.

O estudo encontrou que aqueles que remoiam as experiências negativas como o abuso, acusando os outros ou a elas mesmas, tiveram um risco maior de sofrer de problemas de saúde mental do que aquelas que não tinham feito isso. O estudo, portanto, sugere que processos psicológicos, tais como culpar os pais, pode ser mais perigoso para a saúde mental do que as próprias experiências do passado.

Se nós queremos superar o fardo do nosso passado e prosperar, precisamos parar de culpar os pais e o nosso passado e, em vez disso, focar-se em nosso presente e assumir o controle de nossas vidas. Experiências adultas positivas, tais como atividade física regular, ter ensino superior e apoio social, têm sido demonstrado como fatores que melhoram os desfechos psicológicos – incluindo função cognitiva, saúde mental e bem-estar. E para problemas severos e persistentes de saúde mental severa, buscar ajuda – desde terapia psicológica a medicação – poderia também ser uma via de progresso.

Assim, qualquer que seja o seu histórico, não esqueça que nunca é muito tarde para melhorar a sua vida com experiências positivas, deixando de lado o grande fantasma de adversidades da infância. Um pouco de trabalho pode ajudar você a desbloquear sua resiliência interna.

 

Este artigo foi originalmente publicado no The Conversation

Crédito da foto: Konstantin Yuganov

 

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http://www.psypost.org/2017/08/parents-blame-psychological-problems-49398

Os Bebês Sabem Acalmar os Adultos?

Adultos frequentemente formam opiniões rápidas sobre a personalidade das outras pessoas, especialmente quando se fala sobre os traços negativos. Se nós vemos alguém discutindo com um outro motorista por causa de uma vaga em um estacionamento, por exemplo, podemos presumir que a pessoa tende a ser confrontativa.

Duas novas pesquisas com centenas de bebês de 15 meses de idade – demonstram que bebês formam generalizações similares sobre os outros e fazem tentativas para acalmar/apaziguar adultos que eles consideram propensos a raiva.

A pesquisa, realizada por cientistas da University of Washington’s Institute for Learning & Brain Sciences (I-LABS), revela pela primeira vez que bebês de 15 meses de idade generalizam um comportamento raivoso adulto mesmo se o contexto social mudou: “nossa pesquisa sugere que bebês farão tudo o puderem para evitar ser o alvo da raiva”, disse a autora principal do estudo, Betty Repacholi, uma cientista da I-LABS. “Com essa pouca idade, eles já desenvolveram uma forma de manterem-se seguros. É uma resposta inteligente e  adaptativa”.

Em um dos estudos, publicado na edição de março de 2016 da revista científica Developmental Psychology, Repacholi e co-autores queriam ver como expor os bebês a raiva de um adulto desconhecido em direção a um outro adulto afetaria o comportamento dos bebês em uma nova situação. Os bebês presumem que os iniciais encontros negativos aconteceriam novamente?: “nossa pesquisa mostra que bebês estão prestando cuidadosa atenção às reações emocionais dos adultos”, disse o co-autor Andrew Meltzoff, co-director do I-LABS.

“Bebês fazem julgamentos de se um adulto é propenso a raiva. Eles classificam os adultos mais rapidamente do que nós pensamos”, adicionou Meltzoff, da Job and Gertrud Tamaki Endowed Chair na UW.

O experimento ocorreu assim: 270 bebês com 15 meses de idade, meninos e meninas, sentaram na perna de seus pais do outro lado da mesa de um pesquisador chamado de  “experimentador”.

O bebê via o experimentador demonstrando como brincar com uma série de brinquedos. Em cada ensaio, um segundo pesquisador, o “Emoter”, reagiu de uma forma neutra (“isso é lúdico”) ou de uma forma negativa, dizendo “isso é negativo!” em uma voz  sisuda quando o experimentador fez algo usando o brinquedo. A reação do Emoter foi a mesma para cada brinquedo. Então o bebê tinha a chance de brincar com o mesmo brinquedo.

Os pesquisadores mensuraram com que rapidez os bebês imitavam as ações do experimentador. Bebês que testemunharam a explosão de raiva foram menos propensos a brincar com o brinquedo ou para duplicar as ações dos adultos do que os bebês que viram uma reação neutra do Emoter.

A seguir, o experimentador apresentou ao bebê como brincar com um novo brinquedo. Desta vez, contudo, o anteriormente raivoso Emoter agora parecia estar neutro: “nós queríamos ver se os bebês tratariam a raiva que tinham visto antes como um evento único ou se a viam como sendo parte do caráter da pessoa”, Repacholi disse.

Quando dada a chance de brincar com um novo brinquedo, os bebês que conheciam a história de raiva do Emoter, evitaram brincar com o brinquedo, comparado com os bebês que estavam no grupo neutro: “é como se o bebê não acreditasse que o Emoter agora está calmo”, Repacholi afirmou. “Uma vez que os bebês tinham detectado que havia a propensão da pessoa para raiva, foi difícil desprezar essa informação. Eles estão escolhendo uma abordagem “mais vale prevenir do que remediar”, onde não arriscariam apesar da situação ter aparentemente mudado”.

Um segundo novo estudo de Repacholi, Meltzoff e equipe sugere que bebês são capazes de encontrar gestos de apaziguamento em situações envolvendo propensão a raiva em adultos. Os achados estão publicados na revista científica Infancy.

Usando uma similar situação experimental, um outro grupo de bebês — 72 bebês de 15 meses de idade, com um número uniforme de meninos e meninas — primeiro observou a reação de “raiva” ou “neutra” do Emoter para os brinquedos usados pelo experimentador. Então, a reviravolta: o experimentador trouxe novos brinquedos projetados para serem altamente desejáveis para os bebês, tal como um brinquedo com uma pequena bola que iluminava-se quando rodada.

Sentados no colo dos pais, os bebês brincavam brevemente com o brinquedo atraente antes do Emoter — que tinha uma expressão facial neutra e não estava apresentando nenhuma raiva até aquele momento — pedir para ser a vez dele.

O que os bebês fizeram? Aqueles que tinham previamente visto o Emoter ficar bravo prontamente abandonaram os brinquedos. Ou seja, 69% dos bebês no grupo “raiva” desistiram dos brinquedos comparados a 46% de bebês no grupo “neutro”: “eu fiquei tão surpreso de ver os bebês entregarem os brinquedos — era como se estivessem acalmando ou comprometendo-se com o adulto”, Repacholi afirmou. “Eles não quiseram arriscar de deixar o adulto, que tinha ficado zangado anteriormente, ficar bravo novamente. Eles não agiram desta forma com o outro adulto que não tinha mostrado raiva”.

Juntos, os estudos ilustram como os bebês:

    • – fazem julgamentos rápidos sobre as qualidades emocionais das pessoas
    • – podem ter emoções negativas dominando suas percepções do caráter de uma pessoa e,
    • – tendem a presumir que uma pessoa com um histórico de raiva ficará com raiva novamente mesmo se a situação tiver mudado.

“Nossos estudos mostram que os bebês estão bastante atentos a raiva das outras pessoas”, Repacholi afirmou. “Para os pais, é importante estarem cientes do quanto essa emoção é poderosa para os bebês”. Acrescentou Meltzoff: “os bebês são ‘detetives das emoções’. Eles observam e escutam nossas emoções, lembram como nós agimos no passado e usam isto para predizer como nós agiremos no futuro. Por quanto tempo estas primeiras impressões durarão é uma questão importante”.

 

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Better safe than sorry: Babies make quick judgments about adults’ anger

Estudo Aponta que Crianças Fisicamente Ativas São Menos Deprimidas

Estudos anteriores já tinham mostrado que adultos e jovens que são fisicamente ativos tem um risco menor de desenvolver depressão. Mas o mesmo efeito não tinha sido estudado em crianças – até este momento.

Resultados de um novo estudo está mostrando que crianças recebem o mesmo efeito benéfico de estar ativo. Nós estamos falando de moderada a vigorosa atividade física que leva as crianças a suarem ou ficarem ofegantes.

Pesquisadores da Norwegian University of Science and Technology (NTNU) e NTNU Social Research seguiram centenas de crianças por quatro anos para ver se poderiam encontrar uma correlação entre atividade física e sintomas de depressão.

Pesquisadores examinaram um pouco menos de 800 crianças quando elas tinham seis anos de idade e conduziram examinações de seguimento com aproximadamente 700 delas quando elas tinham 8 e 10 anos de idade. Atividade física foi medida com acelerômetros, que serviu como um tipo de pedômetro avançado e pais foram entrevistados sobre a saúde mental de seus filhos: “ser ativo, suar e fazer algazarra oferece mais do que apenas benefícios de saúde física. Elas também protegem contra a depressão”, diz Tonje Zahl, da NTNU. Ela é a primeira autora do artigo sobre os achados do estudo, que foi recentemente publicado na edição de fevereiro de 2017, da Pediatrics.

O trabalho foi conduzido como parte do Tidlig Trygg i Trondheim, um estudo realizado durante vários anos, sobre desenvolvimento infantil e saúde mental.

Crianças de seis e oito anos de idade fisicamente ativas mostraram menos sintomas de depressão quando foram examinadas dois anos mais tarde. Atividade física, portanto, parece proteger contra o desenvolvimento de depressão: “isto é importante saber, porque pode sugerir que a atividade física pode ser usada para prevenir e tratar depressão já na infância”, diz Silje Steinsbekk, professora associada do departamento de Psicologia da NTNU.

Steinsbekk enfatiza que estes resultados deveriam agora serem testados em estudos randomizados onde os pesquisadores aumentariam a atividade física da criança e examinariam se aquelas que participaram nestas medições têm menos sintomas de depressão ao longo do tempo do que aquelas que não participaram: “nós também estudamos se as crianças que tinham sintomas de depressão eram menos fisicamente ativas ao longo do tempo, mas não encontrou-se ser esse o caso”, ela disse.

Achados anteriores em adolescentes e adultos mostraram que estilos de vida sedentários – como assistir televisão e jogar no computador – estão associados com depressão, mas o estudo com criança, da NTNU, não encontrou correlação entre depressão e um estilo de vida sedentário.

Sintomas depressivos não levaram a maior inatividade e um estilo de vida sedentário não aumentou o risco de depressão.

Então, a mensagem para pais e profissionais de saúde é: promova a atividade física, que significa que a criança fica um pouco suada e ofegante. Tente andar de bicicleta ou uma brincadeira fora de casa. Limitar o tempo da criança de uso da TV ou iPad não é o bastante: crianças precisam, na verdade, de um aumento de atividade física.

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http://www.psypost.org/2017/01/study-physically-active-children-less-depressed-47241

Entendendo as Causas de Anormalidades Neurológicas que Resultam de Nascimento Prematuro

Na edição de fevereiro de 2017 da American Journal of Pathology, nova pesquisa da University of Chicago mostra anormalidades motoras frequentemente associadas com bebês de baixo peso ao nascimento poderiam originar-se devido a defeitos no nervo periférico: “tem havido muito foco no sistema nervoso central e nós sabemos que estes bebês não mielinizam o cérebro bem, significando que não produzem a membrana multi-camada que circunda as células nervosas tão fortemente quanto bebês que nascem com peso normal”, explicou o autor do estudo Brian Popko, PhD, da University of Chicago Center for Peripheral Neuropathy.

O estudo sugere que bebês pré-termo podem experienciar desenvolvimento atrasados e mielinizados do sistema nervoso periférico que poderia contribuir para deficiências motoras e neurológicas experienciadas na idade adulta, de acordo com o autor Ben Clayton, PhD: “é acreditado que a razão pela qual há estas normalidades dentro do sistema nervoso central é secundário ao fato de que eles não são tão oxigenados quanto em bebês com peso de nascimento normal porque os pulmões deles não desenvolveram-se ao ponto de bebês que nascem com peso normal”, disse Popko.

Devido aos avanços em medicina e tratamento, muitos destes bebês agora sobrevivem, mas com novas complicações decorrentes de anormalidades do desenvolvimento. Pesquisas estão agora tentando entender a ligação entre hipoxia (baixo oxigênio), mielinização e os observados defeitos do sistema nervoso: “este estudo sugere que as anormalidades motoras em bebês que nascem com peso abaixo do esperado poderia originar-se devido a defeitos de nervos periféricos assim como defeitos do sistema nervoso central”, disse Popko. “Nós precisamos levar isto em consideração quando estamos pensando sobre abordagens terapêuticas”.

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http://www.psypost.org/2017/01/understanding-causes-neurological-abnormalities-result-premature-birth-46769

Crianças com TDAH Podem Beneficiar-se de Certos Comportamentos Saudáveis

Um novo estudo mostra que crianças com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) seguem menos comportamentos de estilo de vida saudável do que crianças que não tem o TDAH, sugerindo que elas podem beneficiarem-se de melhores escolhas de estilo de vida tais como aumentar o consumo de água, diminuir o tempo exposto aos eletrônicos e fazer, pelo menos, uma hora de atividade física por dia.

O transtorno é tipicamente manejado com prescrições como Adderall ou Ritalina, embora muitos pais estejam preocupados com os efeitos colaterais destas medicações e interessados em formas alternativas para minimizar sintomas em seus filhos. O novo estudo, publicado online no Journal of Attention Disorders, é o primeiro a examinar o número total de comportamentos de estilo de vida saudável que crianças com TDAH seguem, quando comparadas a crianças típicamente em desenvolvimento: “muitos pais de crianças diagnosticadas com TDAH não querem que seus filhos tomem medicações”, disse Kathleen Holton, autora do estudo e professora na American University’s Department of Health Studies. “Ter seus filhos seguindo comportamentos de estilo de vida saudável pode ser uma intervenção efetiva em conjunto com ou no lugar de medicações tradicionais para TDAH”.

Holton e o co-autor Joel Nigg, da Oregon Health & Science University, olharam para se ou não crianças na faixa etária de 7 a 11 anos estavam seguindo recomendações de saúde fundamentais para esta faixa etária, da American Academy of Pediatrics, a National Sleep Foundation e o U.S. Department of Agriculture.

Recomendações incluem não ficar mais do que 1 a 2 horas de total de tempo exposto aos eletrônicos diariamente;  fazer, pelo menos, 1 hora de atividade física diariamente; limitar o consumo de bebidas açucaradas; ter de 9 a 11 horas de sono por noite e consumir de 7 a 10 copos de água diariamente, dependendo da idade. Holton e Nigg criaram um índice de estilo de vida para sumarizar o número total de comportamentos de estilo de vida saudável aderido por 184 crianças com TDAH quando comparada a um grupo controle de 104 crianças sem TDAH.

De acordo com os resultados do estudo, crianças com TDAH foram mais propensas a consumirem suco artificialmente doce, menos propensas a lerem por mais de uma hora por dia, mais propensas a terem mais do que duas horas de uso de eletrônicos por dia e mais propensas a engajarem-se em menos horas de atividade física durante a semana. Pais de crianças com TDAH foram também muito mais propensos a reportarem que seu filhos tinham dificuldade de pegar no sono, a reportarem preocupação sobre os hábitos de sono do filho e medo de que os problemas do sono pudessem estar levando a questões de comportamento. Estas associações aconteceram até naquelas crianças que não estavam fazendo uso de medicação para TDAH, que é conhecida por causar perturbação do sono: “pais de crianças dom TDAH deveriam conversar com o pediatra sobre como melhorar os comportamentos de saúde, tais como limitar o uso de eletrônicos, encorajar atividade física, melhor rotinas da hora de dormir e beber água ao invés de outras bebidas”, Holton afirmou.

Em quase todos os estudos de TDAH, a condição da criança é frequentemente avaliada apenas por uma única questão do questionário sobre diagnóstico passado. Holton e Nigg empregaram um rigoroso desenho de estudo que envolveu o relato dos pais, entrevistas diagnósticas e consenso de dois experts clínicos para rastreamento de TDAH e transtornos psiquiátricos adicionais.

O estudo é limitado pelo fato de que é apenas olhado para os comportamentos das crianças em um ponto de tempo. Contudo, os resultados sugerem que pesquisas futuras de ensaios clínicos são necessárias para quantificar o impacto de uma combinada intervenção de estilo de vida em sintomas de TDAH. É possível que mudar de uma vez comportamentos múltiplos de estilo de vida pode levar a outros comportamentos saudáveis: “por exemplo, atividade física aumenta a sede, fazendo com que o consumo de água seja mais atrativo. Atividade física pode também contrabalança o tempo gasto com uso de eletrônicos e pode melhorar o sono. Similarmente, a remoção de bebidas cafeinadas previne seu efeito diurético, ajuda a aumentar o consumo de água e pode ajudar a prevenir perturbação do sono”, Holton disse. “A pesquisa em resultados de saúde em crianças com TDAH continua a oferecer novos insights, focando-se no número total de comportamentos de estilo de vida saudáveis que pode se tornar importante”.

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Children with ADHD may benefit from following healthy behaviors

Bebês Nascidos Prematuramente Podem Mostrar Menos Interesse nas Outras Pessoas

Prestar atenção em outras pessoa é um papel fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social nos primeiros estágios de vida. Contudo, bebês nascidos prematuramente mostram um padrão diferente de atenção.

Em um novo estudo, uma equipe da Kyoto University encontrou evidência de que tais bebês estão menos interessados em outras pessoas comparados a bebês que nasceram a termo, quando testados aos 6 e aos 12 meses de idade. Este novo estudo traz luz para as associação entre o nascimento prematuro, o desenvolvimento de habilidades de comunicação social e, em última análise, o autismo.

Estudos recentes demonstram que bebês nascidos prematuramente estão em maior risco para desenvolver autismo: “o autismo ocorre de uma mistura de fatores genéticos e ambientais. Bebês pré-termo passam por uma quantidade imensa de estresse nos primeiros dias de nascimento, porque o ambiente é profundamente diferente daquele no ventre”, diz Masako Myowa-Yamakoshi, que encabeça a equipe. “Isto torna-os muito mais propensos a dificuldades de desenvolvimento, mesmo se eles parecem perfeitamente bem quando deixam o hospital.”

Masahiro Imafuku, um dos autores da pesquisa, acrescenta que uma ausência de interesse em estímulos sociais — por exemplo, em uma outra pessoa — poderia ser um sinal precoce para se os bebês pré-termo estão seguindo um caminho para o desenvolvimento social atípico: “nós examinamos o interesse em estímulos sociais em bebês pré-termo e a termo, seguindo o olhar fixo deles com um rastreador de olho”, ele explica.

Na primeira parte do estudo, os pesquisadores simultaneamente apresentaram vídeos mostrando pessoas e padrões geométricos para bebês de 6 a 12 meses de idade, testando quais vídeos os bebês preferiam. Olhar fixo significa interesse, significando que quanto maior o tempo gasto olhando para o vídeo de pessoas, maior o interesse pelas outras pessoas. Esta técnica revelou que bebês a termo passaram mais tempo olhando para o vídeo com pessoas, mas um número significante de bebês pré-termo de idades equivalente de bebês a termo mostraram mais interesse no vídeo geométrico.

Em uma segunda tarefa, a equipe examinou o quão bem os bebês poderiam seguir o olhar fixo de outras pessoas: “ser capaz de seguir onde as outras pessoas estão olhando está relacionado ao entendimento da intenção delas e da aquisição de linguagem”, diz Imafuku. Bem parecida com a primeira tarefa, os bebês de 6 meses que eram a termo seguiram os olhares fixos de pessoas no vídeo, enquanto bebês preterm mostraram dificuldade.

A equipe apontou que, significantemente, interesse em outras pessoas e seguir as direções dos olhos seguem desenvolve-se na maioria dos bebês pré-termo de 6 a 12 meses de idade. Isto, quando associado com um outro estudo, indica que os sistemas nervosos de vários bebês pré-termo podem desenvolver-se de maneiras radicalmente diferente daqueles de bebês a termo no primeiro ano de vida.

Em um estudo relacionado, os pesquisadores encontraram que bebês pré-termo choram com um tom alto e estridente. Isto se dá por causa da atividade do nervo vago — um dos principais nervos parasimpáticos — está fraca em bebês pré-termo comparados com bebês a termo: “a baixa atividade do nervo vago faz com que as cordas vocais contraiam excessivamente”, diz Yuta Shinya, que foi autor do segundo estudo. “O agudo distinto de bebês pré-termo reflete a atividade deste nervo, que está relacionado a regulação do coração e a capacidade da garganta, saúde e habilidades cognitivas. Nós estamos olhando para se os choros estridentes correlaciona-se com desenvolvimento cognitivo atípico na infância”.

“A incidência de nascimento pré-termo está subindo em países desenvolvidos como o Japão, uma vez que as pessoas cada vez mais dão a luz em uma idade mais velha e dado os riscos previstos com FIV”, diz Myowa-Yamakoshi. “Nós esperamos que estudos como o nosso contribua para diagnósticos precoces, pois assim poderíamos oferecer suporte apropriado numa fase tão precoce quanto possível”.

O artigo “Preference for Dynamic Human Images and Gaze-Following Abilities in Preterm Infants at 6 and 12 Months of Age: An Eye-Tracking Study” apareceu em março de 2016, na Infancy.

 

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Infants born prematurely may show less interest in others

Novos Achados Revelam o Pensamento Social do Bebê

Uma colaboração inovadora entre neurocientistas e psicólogos do desenvolvimento que investigaram como os cérebros de bebês processam as ações de outras pessoas, fornecem a primeira evidência que liga diretamente respostas neurais do sistema motor a explícito comportamento social em bebês. A pesquisa foi publicada em abril de 2016 na Psychological Science.

O estudo envolveu 36 bebês de 7 meses, que foram cada um testados enquanto vestiam um gorro que usava eletroencefaalografia (EEG) para medir atividade cerebral. Durante o experimento, cada bebê observou um ator reagir a um dos dois brinquedos. Imediatamente após, foi permitido ao bebê selecionar um dos mesmos brinquedos. Este procedimento foi repetido 12 vezes.

A atividade cerebral dos bebês previu como eles responderiam ao comportamento do ator. Quando os bebês recrutaram seu sistema motor enquanto observavam o ator agarrar um dos brinquedos, eles subsequentemente imitaram o ator. Quando eles não imitavam o ator, não havia um engajamento perceptível do sistema motor na atividade cerebral enquanto eles assistiram o ator: “nossa pesquisa fornece inicial evidência de que o recrutamento do sistema motor está eventualmente ligado ao comportamento interativo social dos bebês”, disse a autora Courtney Filippi, da University of Chicago. “Ela fornece evidência inicial de que recrutando o sistema motor durante a ação codificadora, isso prevê subsequente comportamento social interativo dos bebês”.

Os pesquisadores usaram EEG para medir um componente de atividade cerebral –dessincronização de atividade na banda de frequência mu – que tem sido ligado a atividade do córtex motor em adultos. Assim como nos adultos, os bebês apresentam esta resposta quando eles próprios agem e quando assistem a ação das outras pessoas, sugerindo que o sistema motor pode desempenhar um papel na percepção das ações dos outros. Até este atual estudo, contudo, esta possibilidade não tinha sido testada em bebês: “esta pesquisa nos diz que, no meio do primeiro ano do bebê, bebês estão começando a serem capazes de entender que pessoas agem intencionamente – que elas escolhem um brinquedo ao invés de outro porque querem aquele brinquedo”, disse Helen Tager-Flusberg, professora da Boston University, que esta familiarizada com o assunto, mas não está envolvida na pesquisa. “Este entendimento por parte de um bebê envolve não apenas ver a ação de outra pessoa, mas também envolve o próprio sistema motor do bebê, que é recrutado quando o(a) bebê escolhe o mesmo brinquedo”.

Fundamentalmente, os pesquisadores identificaram os processos neurais que contribuem para o comportamento social inteligente em bebês. E é a primeira evidência de que a ativação do sistema motor em bebês prediz a imitação de outras ações, assim como um evidente entendimento da meta dos outros: “essa é uma grande notícia: que bebês entendem o que estão observando, que há uma conexão direta entre observar os outros, entender o que os outros estão fazendo e aprender como agir”, disse a co-autora Amanda Woodward, da UChicago.

A metodologia da pesquisadora também abriu novas perspectivas: “esta é a primeira tentativa para combinar a avaliação do comportamento de bebês – neste caso, imitando as ações de uma outra pessoa – com mensuração de atividade cerebral em bebês”, Tager-Flusberg disse.

“Provavelmente o lugar mais difícil para se estudar a relação entre atividade cerebral e comportamento é com bebês, devido as limitações nos métodos que podem ser usados e o fato de que bebês são bebês”, Woodward notou. “Nossa metodologia representa um avanço e uma prova conceitual”.

“Nós temos trabalhado duro ao longo dos anos para desenvolver os métodos que permitam-nos registrar atividade cerebral em bebês enquanto estão engajados no mundo social”, disse o co-autor Nathan Fox, da University of Maryland, College Park. “A pesquisa reflete nossa capacidade de sincronizar cérebro e comportamento em bebês durante o primeiro ano de vida”.

Embora esta pesquisa não vá traduzir-se diretamente em novos tratamentos médicos ou terapias, ela poderia contribuir para avanços médicos mais adiante, ajudando a esclarecer como o cérebro humano funciona e desenvolve-se, Woodward adicionou: “uma razão para engajar-se em ciência fundamental é melhor entender o desenvolvimento do cérebro e mente. Aqui nós olhamos para o desenvolvimento da cognição social, comportamento social e o sistema motor, todas elas são cruciais para o desenvolvimento humano e são frequentemente afetadas por deficiências de desenvolvimento, incluindo autismo”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

New findings reveal social thinking in the infant brain