Achados Sobre o Comportamento das Crianças Autistas

Uma revisão de dados de 1.420 crianças em idades de 6 a 17 anos com transtornos do espectro do autismo (TEAs) encontraram que mais de 1/3 tinham perambulado por aí, longe de um ambiente seguro, ao longo dos últimos 12 meses, de acordo com os achados de dois estudos reportados no encontro da Pediatric Academic Societies, em Baltimore.

“Fuga ou perambulação coloca as crianças com transtornos do espectro do autismo em risco de lesões sérias, ou até morte, uma vez que eles estão longe da supervisão de um adulto”, disse Andrew Adesman, MD, do Cohen Children’s Medical Center of New York e investigador sênior dos estudos. “Apesar da clara relevância sobre a segurança destas crianças, tem havido muito pouca pesquisa sobre fuga”.

Pesquisadores examinaram dados de uma pesquisa de Centers for Disease Control and Prevention de pais e guardiões de mais de 4.000 crianças na faixa etária de 6 a 17 anos, diagnosticados com TEA, uma incapacitação intelectual ou atrasos desenvolvimentais. Para seus estudos, as análises ficaram restritas apenas àquelas crianças com TEA.

Os pesquisadores encontraram que as crianças perambulantes eram mais propensas a não se darem conta quando estavam em perigo, a terem dificuldade para distinguir entre pessoas estranhas  e pessoas da família, a apresentarem bruscas mudanças de humor, a reagir de forma excessiva a situações e pessoas, a ficarem bravos facilmente e a entrarem em pânico em situações novas ou se mudanças ocorrem.

Pesquisadores também encontraram que crianças perambulantes apresentaram duas vezes mais probabilidade de fugir de um local público, comparado a sua casa ou escola. “Uma vez que a prevalência de transtornos do espectro do autismo nos Estados Unidos continua a aumentar, há uma necessidade de melhor entender os comportamentos que podem comprometer a segurança e bem-estar destas crianças”, disse Bridget Kiely, uma assistente de pesquisa da CCMC e principal investigadora do estudo.

Estes achados também enfatizam uma urgência para identificar estratégias mais efetivas para prevenir potenciais fugas que resultem em tragédias.

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

One-third of autistic children likely to wander, disappear

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Epilepsia e Autismo

Ter um familiar de primeiro grau com epilepsia pode aumentar o risco de uma pessoa de ser diagnosticada com autismo, de acordo com um estudo publicado em junho de 2016, na Neurology®, a revista cientifica médica da Academia Americana de Neurologia. “Outros estudos tinham ligado as duas condições; contudo, nosso estudo olha especificamente para irmãos e irmãs e filhos e filhas de pessoas com epilepsia para determinar um possível risco de autismo nestes familiares”, disse a autora do estudo Heléne E.K. Sundelin, MD, da University Hospital in Linköping, na Suécia.

Para o estudo, os pesquisadores olharam para um registro de dados e identificaram 85.201 pessoas com epilepsia, assim como todos os irmãos/irmãs delas (80.511 pessoas) e descendentes (98.534 pessoas). Cada pessoa com epilepsia foi comparada com cinco pessoas sem epilepsia, de similar idade, sexo e do mesmo município durante o mesmo período. Os irmãos/irmãs e descendentes daqueles com epilepsia foram também comparados com irmãos/irmãs e descendentes de pessoas sem epilepsia. Irmãos/irmãs e descendentes que tinham epilepsia foram excluídos da pesquisa.

Durante o período de seguimento de seis anos do estudo, 1.381 de participantes com epilepsia e 700 das pessoas sem epilepsia foram diagnosticadas com autismo. Pessoas com epilepsia estavam assim em risco aumentado de ser diagnosticado com autismo (1,6% comparado a 0,2%), com o risco mais alto visto naqueles diagnosticados com epilepsia na infância (5,2%).

O estudo encontrou um risco aumentado de 63% de desenvolver autismo para irmãos/irmãs e descendentes mesmo quando a pessoa com epilepsia foi excluída. Descendentes de mães tinham um risco aumentado de 91% e descendentes de pais tinham um risco aumentado de 38%.

“A meta é descobrir mais sobre como estas duas doenças podem estar ligadas de modo que tratamentos possam ser desenvolvidos para atingir ambas condições”, afirmou Sundelin.

 

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Having a relative with epilepsy may increase your risk of being diagnosed with autism

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