Um novo estudo na China encontrou que aqueles que trabalharam durante a pandemia apresentaram melhor saúde física e mental do que aqueles que pararam de trabalhar. O estudo foi than publicado na Psychiatry Research.
Perto do final de janeiro de 2020, o surto do COVID-19 fez com que o governo chinês fechasse a cidade inteira de Wuhan, afetando seus 12 milhões de residentes. Graduamente, outras cidades na província de Hubei tomaram medidas similares de lockdown. O impacto destas restrições na vida profissional e bem-estar dos residentes é desconhecido. Com este estudo recente, os pesquisadores esperavam fornecer insight para outros países experienciando variações de lockdown.
Uma pesquisa foi conduzida em praticamente um mês no lockdown de Wuhan e cidades ao redor, em 20 de fevereiro. Participantes foram 369 adultos de 64 juridições da China que foram afetadas pelo COVID-19, em diferentes graus. Para cada locação, foi dada um escore para a severidade da epidemia, calculando o número de casos de COVID-19 por 10.000 pessoas.
A saúde física e mental de casa sujeito foi avaliada com uma escala curta de 12 questões, a Kessler psychological distress scale e a Satisfaction With Life scale. Para examinar certos fatores que podem impactar saúde e bem-estar, foi perguntado aos participantes com que frequência eles exercitavam e se estavam ou não trabalhando durante o lockdown.
Os resultados revelaram tendências interesantes quanto a questão de trabalhar durante a pandemia. Indivíduos que continuaram a trabalhar em casa apresentaram melhor saúde mental do que aqueles que pararam inteiramente de trabalhar. Aqueles que trabalharam no escritório durante a pandemia mostraram benefícios ainda maiores, apresentando melhor saúde tanto mental quanto física do que aqueles que pararam de trabalhar. Especificamente, aqueles trabalhando no escritório apresentaram níveis menores de sofrimento e maior satisfação de vida do que aqueles que não estavam trabalhando.
Resultados mostraram que a severidade da epidemia estava relacionada a uma satisfação de vida reduzida para pessoas que tinham questões médicas crônicas mas não para aquelas que não tiveram. Isto sugere que aquelas pessoas com problemas médicos subjacentes foram especialmente afetadas pela severidade da situação onde elas viviam.
Surpreendentemente, a severidade da epidemia estava também associada com diminuída satisfação de vida naqueles que exercitavam mais do que 2.5 horas por dia. Aqueles que exercitavam menos do que meia hora por dia, na verdade, mostraram maior satisfação de vida em áreas com os mais severos surtos, mais do que áreas menos afetadas. Os pesquisadores discutem estes inesperados achados, sugerindo: “talvez, estas pessoas podiam melhor justificar ou racionalizar seus estilos de vida inativos em cidades mais severamente afetadas … nós talvez tenhamos que prestar atenção a indivíduos ativos mais fisicamente, que podem estar mais frustrados pelas restrições devido a pandemia”.
Os autores advertem que, devido a forma como eles recrutaram os sujeitos, seus achados não são nacionalmente representativos. De qualquer modo, os achados oferecem valioso insight para os tipos de pessoas que são mais afetadas pela pandemia do COVID-19. Políticos e profissionais de saúde mental podem priorizar a dar ajuda para aqueles que pararam de trabalhar e aqueles que tem problemas crônicos de saúde.
O estudo, “Unprecedented disruption of lives and work: Health, distress and life satisfaction of working adults in China one month into the COVID-19 outbreak”, foi autorado por Stephen X Zhang, Yifei Wang, Andreas Rauch e Feng Wei.
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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:
