Uma nova pesquisa ajuda a elucidar como a depressão maternal pode contribuir para o peso infantil não-saudável. O estudo, publicado na revista científica Appetite, indica que depressão em mães pode estar ligado tanto a mais quanto a menos em relação ao peso infantil, dependendo das circunstâncias: “meu trabalho anterior mostrou que há muitos efeitos negativos da depressão maternal em um desenvolvimento social e emocional da criança”, disse a autora do estudo, Karen McCurdy, professora de desenvolvimento humano e estudos de familia, da University of Rhode Island.
“À medida em que minha equipe e eu começamos a focar-nos em precursores para a obesidade infantil, notamos que muitos estudos não consideraram a depressão maternal como um fator potencial. Esta omissão levou o nosso interesse a explorar se a depressão maternal influenciou o ambiente familiar de forma que contribuiriam para crianças estarem acima do peso, com uma base de dados grande e longitudinal”.
Os pesquisadores examinaram dados de 1.130 mães e seus filhos que participaram no Infant Feeding Practices Study II. O estudo longitudinal entrevistou mulheres em final de gravidez até o primeiro ano de vida da criança delas. Um estudo de seguimento conduzido seis anos mais tarde coletou informações sobre a dieta e história médica da criança: “nós encontramos que sintomas depressivos maternos precoces (dois meses de pós-parto) predisse o peso da criança na idade de seis, primariamente através de suas associações com aspectos específicos do ambiente familiar. Por exemplo, mães com sintomas depressivos precoces eram mais propensas a terem sintomas depressivos seis anos mais tarde”, disse McCurdy.
“Por sua vez, sintomas depressivos estavam associados a percepções parentais que a criança comeria muito mais se fosse permitido e, com menos horas de sono durante a noite por parte da criança. Ambos estes comportamentos diretamente predisseram crianças mais pesadas na idade de seis anos”.
“Nós também identificamos que há dois fatores associados com peso infantil mais baixo na idade de seis. Primeiro, pressionar uma criança a comer o suficiente, na verdade correlacionou-se com reduzido peso infantil, embora não estivesse associado com depressão maternal. Por fim, sintomas depressivos maternais precoces também tinham um direto caminho para o peso infantil. Embora um pequeno resultado, maiores sintomas depressivos precoces correlacionaram-se com menor peso quando a criança tinha seis”, McCurdy explicou.
O estudo — assim como todas as pesquisas — inclui algumas ressalvas: “embora estes achados sugiram que depressão maternal justifica maior atenção em esforços para entender e endereçar a obesidade infantil, algumas limitações para o estudo precisam ser mantidas em mente. Como as medidas de práticas parentais, comportamento alimentar infantil e peso infantil foram todos coletados quando a criança tinha seis e nós não podemos descartar que o peso da criança influenciou estes aspectos do ambiente familiar”, McCurdy disse.
“Além disso, houve um espaço de seis anos entre a mensuração de sintomas depressivos maternais precoces e tardios. Para melhor entender as complexas associações entre depressão maternal e peso infantil, estudos que incluem frequentes e repetidas avaliações de depressão maternal e o ambiente familiar são necessários”.
“Depressão maternal é um condição ampla, mas tratável. Avaliação repetida e precoce de saúde mental maternal, com encaminhamento para opções de tratamento quando necessário, pode ser um passo necessário para aumentar a efetividade de programas de prevenção de obesidade infantil”, McCurdy adicionou.
O estudo, “Pathways between maternal depression, the family environment, and child BMI z scores“, foi autorado por Karen McCurdy, Alison Tovar, Jill L. Kaar e Maya Vadiveloo.
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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:
