A Validação do Meu Diploma de Psicologia em Nova York

O processo de validação do meu diploma começou em 2012, quando uma amiga (que já havia validado o seu diploma aqui – só que na área de enfermagem) chegou um dia na minha casa com todos os formulários impressos e me disse: “HOJE VAMOS COMEÇAR O PROCESSO PARA PEGAR A SUA LICENÇA DE PSICÓLOGA AQUI”.

Primeiramente, havÍamos pesquisado a possibilidade de pegar a licença como psicóloga clínica, mas para isso, seria preciso um diploma de doutorado e 3 mil horas de atividade supervisionada. Eu só tinha o mestrado e as horas. Em quase todos os estados americanos, sem o doutorado não se consegue a licença de psicóloga, mas há opções de licenças para quem tem só o mestrado.

Então, a opção que me restou, de acordo com o meu background, foi a licença de Mental Health Counselor (LMHC). Na prática, eles fazem o mesmo que os psicólogos só que ganham menos 😦 Claro que eu sei que existem diferenças, mas…nem eu mesma, até hoje, sei muito bem quais são. E nem alguns colegas. É tanta licença que dá direito a fazer psicoterapia que a gente acaba se perdendo no assunto…rs

O primeiro passo é você entrar no site do Board of Education (a secretaria de educação) do estado onde você vive. Que fique claro que este processo não é apenas uma validação de credenciais (como faz o WES, por exemplo), mas é o processo para obtenção da licença que permitirá você atuar como terapeuta no estado onde você vive. Sem a licença, você está trabalhando ILEGALMENTE e sei que os boards daqui fiscalizam bastante isso.

Para saber os requerimentos de outros estados, coloque no google:

board psychology requirements (e escreva o nome do estado) OU

board mental health counselor (e escreva o nome do estado)

O link  com os requerimentos do board de NY para obter a licença é este:

http://www.op.nysed.gov/prof/mhp/mhclic.htm

Até para atuar usando o título de psicanalista em NY, é preciso uma licença obtida pelo mesmo board citado acima.

Um dado muito importante: você precisa de, no mínimo, o mestrado para que possa obter a licença, além de 3 mil horas de atividade supervisionada APÓS a GRADUAÇÃO. Lembrando que aqui, undergraduate é o que chamamos de graduação no Brasil e graduate é o que chamamos de pós-graduação no país. Estas horas precisam ser feitas no mestrado (preferencialmente).

Na época em que eu dei entrada nos meus papéis aqui, não era possível fazer nada online (e hoje em dia uma parte do processo é feita online).

Eu tive muita sorte, pois quando enviei os meus papéis, não precisei fazer tradução notarizada porque havia uma pessoa no board que lia português. Isso me poupou tempo e dinheiro. Infelizmente, hoje em dia, já não é mais assim.

Todos os documentos (diploma e histórico) precisam ser enviados diretamente de sua universidade (para evitar fraude). Além de enviarem os seus documentos, o candidato precisa preencher um formulário (está no link acima). No envelope (na época), deveria constar o formulário preenchido e assinado, o diploma e o histórico (ambos em português e inglês).

Para mim, a parte mais difícil foi ter que buscar o conteúdo programático da minha graduação, já que entrei com o processo aqui em 2012 e me formei em 1999.

No meu caso, eu não precisei de MAIS NADA para conseguir a validação. Contudo, é possível que o board solicite mais horas de atendimento e/ou que você faça algumas disciplinas aqui nos EUA.

Eu diria que o processo todo (incluindo a aprovação) demorou aproximadamente uns 5 meses. Veja bem: para a aprovação das minhas credenciais! 

Depois de todo este processo, eu já recebi minha licença? NÃO!!!!!!!!

Após este processo de validação, o board envia uma carta para o profissional dizendo que este está apto para fazer a prova da licença. Enquanto não passar na prova, o profissional não receberá a licença definitiva (full license).

Em posts futuros, vou falar sobre como é a prova, o limited permit (que é uma licença temporária), o curso que é preciso para quem atende crianças/adolescentes, entre outros assuntos ligados a esta área.

Aguardem!!!

PS: NÃO EXISTE OUTRA FORMA DE OBTER A LICENÇA SEM SER PELO BOARD. O QUE MUDA É QUE CADA ESTADO POSSUI O SEU BOARD.

PS 2: ESTA LICENÇA NÃO TE DÁ A PERMISSÃO DE TRABALHO. É PRECISO QUE VOCÊ BUSQUE UM EMPREGO QUE TE OFEREÇA UM VISTO DE TRABALHO (NO CASO DE VOCÊ NÃO TER PERMISSÃO PARA TRABALHAR AQUI).

Perguntas serão respondidas apenas aqui no blog. Por favor, não envie mensagem privada para o meu Facebook, pois não responderei por lá. Qualquer pergunta é importante e as respostas estarão concentradas em um único lugar para ajudar as demais pessoas.

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O Impacto da Ausência de Vínculo Parental na Saúde

Crescer em um lar rico em atenção pode beneficiar a saúde física da criança mesmo décadas mais tarde — mas ausência de carinho entre pais e filhos ou a presença de abuso, pode eliminar a vantagem da saúde de um background privilegiado, de acordo com um estudo da Baylor University: “pesquisas anteriores têm associado alto status sócio-econômico com melhor nutrição, sono, qualidade da vizinhança onde a criança vive, oportunidades para se exercitar e desenvolvimento de habilidades sociais na infância. Mas bons vínculos entre pais e filhos podem ser necessários para fazer cumprir as atividades como comer, dormir e atividades rotineiras”, disse o pesquisador Matthew A. Andersson, Ph.D. professor assistente de sociologia na Baylor’s College of Arts & Sciences.

Por exemplo, se relacionamentos de pais-filhos são tensos ou abusivos, as refeições podem ser menos organizadas entre a família e as crianças podem ser mais propensas a comer doce ou alimentos ricos em gorduras como guloseimas  ou mesmo no lugar das refeições. Sono e atividades rotineiras podem também se tornarem irregulares, impedindo as crianças de desenvolverem estilos saudáveis e habilidades emocionais e sociais úteis para o envelhecimento bem-sucedido, Andersson disse.

Do outro lado, bons vínculos entre pais e filhos em lares economicamente desfavorecidos, embora eles promovam saúde, não parecem reduzir o impacto negativo de baixo status sócio-econômico à medida em que a criança cresce, Andersson afirmou. Pesquisas anteriores têm mostrado que os pais com menos educação formal e menos vantagens financeiras são mais aptos a ameaçarem ou forçarem obediência ao invés de terem um diálogo construtivo e que podem diminuir relacionamentos afetuosos. Além disso, taxas de doenças ou inflamações entre aquelas crianças quando se tornam adultas têm sido ligadas fortemente ao abuso, maus-tratos ou níveis mais baixos de afeto parental.

O estudo em saúde na meia-idade e relações entre pais e filhos está publicado na revista cientifica Journal of Health and Social Behavior.

Para o estudo, saúde na meia-idade foi definida como sendo livre das 28 possíveis condições, entre elas câncer, doença circulatória ou respiratória, doenças endócrinas, doenças do sistema nervoso, doenças infecciosas e parasitárias, doença da pele ou digestiva e condições musculoesqueléticas: “muitas pesquisas continuam a ver o status sócio-econômico e os vínculos entre pais e filhos como altamente relacionadas ou até intercambiáveis. Mas de fato, elas podem influenciar bastante, independentemente do bem-estar de uma criança”, Andersson afirmou.

“A melhor lição disso é que, sem adequada qualidade de relação entre pai e filho, a vantagem sócio-econômica durante a infância pode não oferecer muita proteção de modo algum contra doenças crônicas graves à medida em que as crianças se tornam adultas e chegam a meia-idade”.

Para o estudo, Andersson analisou dados de doença ou saúde precária de adultos de meia-idade elaborados pela National Survey of Midlife Development in the United States (MIDUS). Eles entrevistaram 2.746 indivíduos de 25 a 75 anos de idade em 1995, sobre o tratamento na infância dado pelos pais. Eles conduziram entrevistas novamente 10 anos mais tarde, com 1.692 dos indivíduos participantes do primeiro estudo. A análise de seguimento, ajustada por background pessoal em 1995 e por probabilidade de abandono do estudo MIDUS, revelou que o abuso na infância continuou a comprometer toda a proteção de doença ligada a vantagem socioeconômica na infância.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

Lack of parental warmth can cancel the health benefits of a privileged background

 

As Crianças Naturalmente Querem Ajudar os Outros?

Comportamento prosocial é frequentemente definido em pesquisa da ciência do desenvolvimento como “comportamento voluntário destinado a beneficiar uma outra pessoa”. Isto pode incluir comportamentos como ajudar, compartilhar, confortar ou voluntariar. Cientistas do desenvolvimento descobriram que embora algumas formas de comportamento prosocial emerjam cedo na infância, diferentes comportamentos prosociais envolvem processos cognitivos, sociais e regulatórios que amadurecem em ritmos variados.

Uma sessão especial da revista cientifica Child Development: “The Motivational Foundations of Prosocial Behavior: A Developmental Perspective” amplia esta discussão para encorajar pesquisadores a explorarem como as diferentes motivações dos seres humanos podem levar a variações em comportamento pró-social e seu desenvolvimento. De muitas possíveis motivações, a sessão especial enfatiza várias coisas importantes, como “empatia por uma outra pessoa em sofrimento; preocupação sobre a meta do outro; desejo de agir de acordo com as normas; e culpa”.

A edição especial é uma coleção de dez artigos empíricos e um artigo teórico focando-se nos preditores, desfechos e mecanismos relacionados as diferentes motivações para ações pró-sociais. A coleção de artigos é focada no desenvolvimento de crianças de uma forma geral mas começa com uma introdução de Maayan Davidov e colaboradores respondendo a questão: “por que humanos desenvolveram-se para agir pró-socialmente?”. A sessão especial também inclui estudos fisiológicos, olhando para os processos biológicos em jogo em ação pró-social. Um estudo de Miller e colaboradores encontrou, por exemplo, que padrões cardíacos de crianças, particularmente o funcionamento de um especifico nervo conectando o cérebro ao coração, previram a empatia e gentileza delas em resposta a tristeza de uma outra pessoa.

Artigos adicionais na sessão especial que pode ser de particular interesse inclui:

  • Children’s Sharing Behavior in Mini-Dictator Games: The Role of In-Group Favoritism
  • Children’s Sympathy, Guilt, and Moral Reasoning in Helping, Cooperation, and Sharing: A 6-Year Long Longitudinal Study
  • Young Children Want to See Others Get the Help They Need

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

http://www.psypost.org/2016/11/children-inherently-want-help-others-46079

Retiros Espirituais Mudam Alguns Sistemas Químicos do Cérebro

Mais americanos, mais do que nunca, estão voltando-se para os retiros espirituais, meditativos e religiosos como uma forma para restaurar sua vida diária e aumentar o bem-estar. Agora, pesquisadores da The Marcus Institute of Integrative Health at Thomas Jefferson University mostram que há mudanças nos sistemas da dopamina e serotonina nos cérebros de participantes de retiros.

A equipe publicou seus resultados na Religion, Brain & Behavior“uma vez que a serotonina e a dopamina são parte dos sistemas emocional e de recompensa do cérebro, isso nos ajuda a entender o porque estas práticas resultam em esperiências emocionais poderosas e positivas”, disse Andrew Newberg, M.D., do Marcus Institute of Integrative Health. “Nosso estudo mostrou mudanças significativas em transportadores da dopamina e serotonina, após os sete dias de retiro, que poderia ajudar a preparar os participantes para as experiências espirituais que eles reportaram”.

Os scans dos indivíduos no pós-retiro revelaram diminuições em transportadores de serotonina (5-8%) e transportadores de serotonina (6.5%). Isto está associado com emoções positivas e sentimentos de espiritualidade. Em especial, a dopamina é responsável pela mediação da cognição, emoção e movimento, enquanto a serotonina está envolvida em regulação emocional e de humor.

O estudo, financiado pelo Fetzer Institute, incluiu 14 participantes cristãos variando  em idade de 24 a 76. Eles compareceram a um retiro inaciano, baseado em exercícios espirituais desenvolvido por santo Inácio de Loyola, que fundou os jesuítas. Após uma missa matinal, os participantes passaram a maior parte do dia em silêncio contemplativo, preces e reflexão e ainda participaram de um encontro diário com um diretor espiritual para ensinamentos e insights. Após retornarem, os sujeitos do estudo também completaram uma série de questionários que mostraram melhoras visíveis na percepção de sua saúde física, tensão e fadiga. Eles também relataram um aumento em sentimentos de auto-transcendência que correlacionou-se com a mudança de nível de dopamina: “em alguns aspectos, nosso estudo levanta mais questões do que respostas”, disse Dr. Newberg. “Nossa equipe está curiosa para saber sobre quais aspectos do retiro causaram as mudanças nos sistemas de neurotransmissores e retiros diferentes produziriam resultados diferentes. Espera-se que estudos futuros possam responder estas questões”.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

http://www.psypost.org/2017/03/spiritual-retreats-change-feel-good-chemical-systems-brain-48532

Problemas de Dependência Sexual entre os Membros do Clero

Psicólogos estão começando a examinar a dependência sexual entre membros do clero cristão.

Um estudo piloto, publicado na revista científica Sexual Addiction & Compulsion, sugere que muitos membros do clero americano poderiam preencher os critérios para dependência sexual e cibersexo.

Entre 2 a 8% dos americanos preenchem os critérios para dependência a internet, incluindo as dependências sexuais online, de acordo com o estudo, que foi liderado por Zeba S. Ahmad, da VA Puget Sound Health Care System. Pesquisa em dependências sexuais entre membros do clero é escassa, mas os achados disponíveis indicam que “a população do clero luta com questões sexuais em taxas similares de outras profissões”, os pesquisadores dizem. Aproximadamente 37% de membros do clero protestante previamente reportaram “ver pornografia na internet” como uma tentação.

Pastores e outros membros do clero poderiam estar em risco mais alto para dependências sexuais online porque eles passam longos períodos em isolamento, Ahmad e seus colaboradores atestaram. Além disso, membros do clero podem ser menos propensos a buscar ajuda para dependências sexuais porque temem a perda de sua posição.

Para começar a entender este fenômeno, Ahmad e seus colaboradores entrevistaram 26 membros do clero protestante (de 26 a 67 anos de idade) usando um questionário online. Os participantes foram assegurados de que suas respostas permaneceriam anônimas. Seis dos participantes eram mulheres.

Os pesquisadores encontraram que cinco membros do clero — 19% dos participantes — preenchiam os critérios para dependência sexual. Destes cinco membros do clero, quatro também preencheram critério para dependência de cibersexo. Os pesquisadores disseram que seus achados poderiam ser uma subestimativa, porque “esta população em particular pode estar mais apta a proteger sua pureza e, assim, pode não responder tão abertamente sobre tais questões explicitas”.

Dada a natureza preliminar do estudo, entretanto, esta porcentagem não deveria ser generalizada para a população do clero em geral. A pesquisa é apenas um ponto de partida: “ao examinar este dado, nós objetivamos adicionar ao entendimento de dependência sexual dentro do clero enquanto também abrir a porta para mais pesquisas e consciência de questões cercando a dependência sexual online dentro desta população”, os pesquisadores afirmam.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

Is sexual addiction a problem for clergy members?

Estresse Traumático Pode Levar a Depressão Quando ele Interfere na Vida Diária

Um novo estudo enfatiza algumas razões pela qual experiências traumáticas podem levar a depressão. A pesquisa publicada na Psychiatry Research encontrou evidência que o prejuízo relacionado ao estresse traumático em funcionamento diário e auto-medicação com álcool prediz o surgimento de depressão: “quando trabalhando com sobreviventes de  trauma em um setting de saúde mental, rapidamente se aprende que não é incomum para pessoas com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) também preencherem critérios para Transtorno Depressivo Maior (TDM) em algum momento da vida deles. Há numerosas teorias sobre os motivos que estas duas condições frequentemente co-ocorrem e eu estava interessada em entender a natureza desta relação em uma amostra grande e nacionalmente representativa”, disse a autora do estudo, Shannon M. Blakey, da University of North Carolina at Chapel Hill.

Para melhor entender a ligação entre exposição ao trauma e sintomas depressivos, os pesquisadores examinaram dados da National Epidemiologic Survey on Alcohol and Related Conditions. O estudo representativo nacionalmente foi inicialmente conduzido em 2001-2002. O estudo entrevistou novamente os participantes originais do estudo três anos mais tarde.

Blakey e seus colaboradores analisaram respostas de 8.301 adultos sem depressão anterior que tinham experienciado um evento traumático, conjuntamente com um subgrupo de 1.055 indivíduos que preencheram a todos os critérios diagnósticos para TEPT.

Os pesquisadores encontraram que pessoas que disseram que estresse traumático tinha interferido em suas atividades diárias e que reportaram auto-medicar-se com álcool foram mais propensos a desenvolver depressão. Aqueles que eram mais novos, mulheres, e os reportaram um maior número de diferentes tipos de trauma foram também mais propensos a desenvolver depressão: “é importante manter em mente que as formas na qual as pessoas respondem ao trauma (e/ou lidam com seus sintomas de TEPT), podem fazer uma grande diferença em seu bem-estar no futuro”, Blakey afirmou.

“É bastante comum os sintomas de TEPT interferirem em importantes domínios da  vida (tais como relacionamentos interpessoais e/ou atividades diárias), e é também completamente aceitável para sobreviventes de trauma recorrer a esforços de enfrentamento (coping) que são efetivos a curto-prazo mas que, entretanto, exacerbam problemas a longo-prazo (tais como a evitação e/ou usar álcool/drogas para auto-medicar seus sintomas).”

“Felizmente, psicólogos clínicos tem desenvolvido tratamentos breves e efetivos para uma grande variedade de condições de saúde mental (ver  o link a seguir para maiores informações: https://www.div12.org/psychological-treatments/).”

O estudo controlou para uma série de fatores de risco para depressão, tal como estressantes eventos de vida. Mas como todas as pesquisas, ela inclui algumas limitações: “embora estes achados ajudem a esclarecer um tópico importante, há várias limitações que deveriam ser mantidas em mente. Por exemplo, é possível que pessoas não lembrem exatamente de aspectos importantes sobre o seu trauma, sintomas de TEPT, uso de  álcool/drogas e outros eventos de vida durante as entrevistas do estudo”, Blakey explicou.

“Nós também só tivemos uma janela de três anos entre as entrevistas, de forma que é possível que os participantes poderiam ter endossado diferentes resultados se nós tivéssemos usados uma janela menor ou maior entre as entrevistas. Seria mais útil se nós tivemos mais informações sobre as pessoas antes do trauma delas, imediatamente após o    trauma e então em múltiplos pontos no tempo, após o trauma, para melhor caracterizar  fatores de risco de TDM em sobreviventes de trauma”.

“Embora sobreviventes de trauma tenham um risco aumentado para TDM e outros resultados negativos, muitas pessoas experienciam eventos realmente horríveis e recuperam-se naturalmente, com algum tempo, por conta própria. Pesquisadores de TEPT tendem a estudar os efeitos negativos de eventos traumáticos em saúde mental das pessoas para desenvolver estratégias úteis de prevenção e/ou intervenção”, Blakey adicionou. “Contudo, é importante lembrar que humanos são notavelmente resilientes e muitas pessoas olham para trás e dizem que suas experiências de vida estressantes, no final das contas, ajudaram-nas a se tornarem pessoas mais fortes e melhores”.

O estudo, “Why do trauma survivors become depressed? Testing the behavioral model of depression in a nationally representative sample“, foi autorado por Shannon M. Blakey, Jennifer Y. Yi, Patrick S. Calhoun, Jean C. Beckham e Eric B. Elbogen.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

 

https://www.psypost.org/2019/01/traumatic-stress-can-lead-to-depression-when-it-interferes-with-daily-activities-study-finds-53003

Estudo Fornece um Novo Insight na Ligação entre Depressão Maternal e Obesidade na Infância

Uma nova pesquisa ajuda a elucidar como a depressão maternal pode contribuir para o peso infantil não-saudável.  O estudo, publicado na revista científica Appetite, indica que depressão em mães pode estar ligado tanto a mais quanto a menos em relação ao peso infantil, dependendo das circunstâncias: “meu trabalho anterior mostrou que há muitos efeitos negativos da depressão maternal em um desenvolvimento social e emocional da criança”, disse a autora do estudo, Karen McCurdy, professora de desenvolvimento humano e estudos de familia, da University of Rhode Island.

“À medida em que minha equipe e eu começamos a focar-nos em precursores para a obesidade infantil, notamos que muitos estudos não consideraram a depressão maternal como um fator potencial. Esta omissão levou o nosso interesse a explorar se a depressão maternal influenciou o ambiente familiar de forma que contribuiriam para crianças estarem acima do peso, com uma base de dados grande e longitudinal”.

Os pesquisadores examinaram dados de 1.130 mães e seus filhos que participaram no Infant Feeding Practices Study II. O estudo longitudinal entrevistou  mulheres em final de gravidez até o primeiro ano de vida da criança delas. Um estudo de seguimento conduzido seis anos mais tarde coletou informações sobre a dieta e história médica da criança: “nós encontramos que sintomas depressivos maternos precoces (dois meses de pós-parto) predisse o peso da criança na idade de seis, primariamente através de suas associações com aspectos específicos  do ambiente familiar. Por exemplo, mães com sintomas depressivos precoces eram mais propensas a terem sintomas depressivos seis anos mais tarde”, disse McCurdy.

“Por sua vez, sintomas depressivos estavam associados a percepções parentais que a criança comeria muito mais se fosse permitido e, com menos horas de sono durante a noite por parte da criança. Ambos estes comportamentos diretamente predisseram crianças mais pesadas na idade de seis anos”.

“Nós também identificamos que há dois fatores associados com peso infantil mais baixo na idade de seis. Primeiro,  pressionar uma criança a comer o suficiente, na verdade correlacionou-se com reduzido peso infantil, embora não estivesse associado com depressão maternal. Por fim, sintomas depressivos maternais precoces também tinham um direto caminho para o peso infantil. Embora um pequeno resultado, maiores sintomas depressivos precoces correlacionaram-se com menor peso quando a criança tinha seis”, McCurdy explicou.

O estudo — assim como todas as pesquisas — inclui algumas ressalvas: “embora estes achados sugiram que depressão maternal justifica maior atenção em esforços para entender e endereçar a obesidade infantil, algumas limitações para o estudo precisam ser mantidas em mente. Como as medidas de práticas parentais, comportamento alimentar infantil e peso infantil foram todos coletados quando a criança tinha seis e nós não podemos descartar que o peso da criança influenciou estes aspectos do ambiente familiar”, McCurdy disse.

“Além disso, houve um espaço de seis anos entre a mensuração de sintomas depressivos maternais precoces e tardios. Para melhor entender as complexas associações entre depressão maternal e peso infantil, estudos que incluem frequentes e repetidas avaliações   de depressão maternal e o ambiente familiar são necessários”.

“Depressão maternal é um condição ampla, mas tratável. Avaliação repetida e precoce de saúde mental maternal, com encaminhamento para opções de tratamento quando necessário, pode ser um passo necessário para aumentar a efetividade de programas de prevenção de obesidade infantil”, McCurdy adicionou.

O estudo, “Pathways between maternal depression, the family environment, and child BMI z scores“, foi autorado por Karen McCurdy, Alison Tovar, Jill L. Kaar e Maya Vadiveloo.

 

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Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2019/02/study-provides-new-insight-into-the-link-between-maternal-depression-and-childhood-obesity-53112