Autocompaixão Para quem Sofre de Dor Crônica

Uma pesquisa sugere que o desenvolvimento de uma atitude gentil, preocupada e acolhedora frente a si mesmo pode ajudar aqueles sofrendo com dor crônica. O estudo, publicado na revista científica Journal of Clinical Psychology, encontrou que pessoas com níveis mais altos de autocompaixão tendiam a ser mais capazes de “continuar com a questão de viver apesar de experienciar dor, que estava ligada a níveis mais baixos de sintomas depressivos: “este estudo, em particular, é parte de um estudo maior, que busca melhor entender o papel da autocompaixão e sua interação com outros processos psicológicos em dor crônica”, explicou o autor do estudo, Sérgio A. Carvalho, da Universidade de Coimbra, em Portugal.

“O interesse em autocompaixão no contexto de dor crônica tem crescido recentemente na psicologia clínica e comportamental. Há diversas razões para isso. A mais óbvia e, na verdade, não especifica para dor crônica, é que há crescente evidência que autocompaixão (como traço, assim como a prática mais formal dela) está associada com menos sofrimento psicológico (ou seja, menos ansiedade, menos depressão) e mais qualidade de vida”.

“É hipotetizado que tanto mindfulness quanto autocompaixão resultam em aceitação, mas autocompaixão adiciona a ela uma motivação para ação, uma motivação para aliviar o sofrimento de uma pessoa em uma forma gentil e suavizante, que mindfulness não necessariamente faz. Isto é bastante discutível e definitivamente um diálogo permanente”.

“Embora haja acumuladas pesquisas sugerindo que aceitar a dor é um relevante aspecto no manejo de dor crônica, a aceitação da dor é um aspecto cognitivo (disposição para experienciá-la) assim como um aspecto comportamental (continuar a agir como eu pretendia, apesar de experienciar dor). E isto seria uma oportunidade bastante apropriada para testar a hipótese de que autocompaixão, mas não mindfulness, é orientada comportamentalmente”.

O estudo, com uma amostra de 231 mulheres portuguesas com dor crônica musculoesquelética encontrou que tanto a atenção consciente quanto a autocompaixão estavam negativamente associadas com sintomas depressivos. Em outras palavras, mulheres mais que usavam mais o mindfulness e a autocompaixão tenderam a reportar níveis mais baixos de sintomas depressivos.

“Os resultados sugerem que ser capaz de ser gentil e acolhedor(a) em direção a si mesmo(a) — ao invés de ser duro(a), crítico(a), envergonhado(a), etc — quando enfrentam dificuldades, está relacionado a ter menos sintomas depressivos em dor crônica. Isto sugere que uma pessoa sofrendo de dor crônica pode muito bem beneficiar-se da prática de exercícios que aumentem a capacidade para ser gentil e acolhedora para lidar com as dificuldades de sua doença crônica”, disse Carvalho.

Mulheres que pontuaram alto na medida de  mindfulness discordaram de afirmações, tais como “eu acho difícil ficar focada no que está acontecendo no presente” e “eu me vejo fazendo coisas sem prestar atenção”, enquanto que aquelas que pontuaram alto na medida de autocompaixão concordaram com afirmações tais como: “eu tento ser compreensiva e paciente frente a estes aspectos de minha personalidade que eu não gosto” e “eu tento ver minhas falhas como parte da condição humana”.

Os pesquisadores encontraram que autocompaixão — mas não mindfulness — estava associada com estar disposta a engajar-se em atividades agregadoras apesar da dor, que por sua vez, estava associada com menos sintomas depressivos.

“Também, parece que o aspecto positivo da autocompaixão que relaciona-se com a pessoa ter menos  depressão tem a ver com a inclinação dela para a ação. Em outras palavras, parece que ser gentil consigo mesma em períodos conturbados pode levar a uma melhor capacidade para continuar a seguir adiante e engajar-se em atividades agregadoras, apesar da dor, que por sua vez, está relacionado a ter menos sintomas depressivos. Estas relações não foram influenciadas pelos níveis de intensidade de dor dos participantes, uma vez que isto foi controlado estatisticamente”, Carvalho explicou.

Mas o estudo — como todas as pesquisas — inclui algumas limitações: “é bastante importante ter em mente que estes resultados não são definitivos devido a metodologia usada. Nós temos que entender que quando se conduz uma pesquisa psicológica através de auto-relato, nossa pesquisa é tão boa quanto nossos instrumentos. E ainda há  discussões em curso acerca da medida de mindfulness e autocompaixão, em parte (mas não apenas) por causa da conceitualização destes fenômenos que estão ainda em desenvolvimento”, Carvalho disse.

“Quanto ao nosso estudo em particular, nós usamos um instrumento para medir mindfulness que é, na verdade, medida de um aspecto bastante especifico de  mindfulness: atenção consciente. Contudo, mindfulness pode ser conceitualizado de uma forma muito maior, incluindo diferentes domínios que vão além de processos atencionais (por exemplo, não-reatividade, não-julgamento).”

“Também, este é um desenho transversal padrão, então é impróprio pegar estes resultados e extrair relações causais entre variáveis. Nós demos uma pequena contribuição para entender estas relações, mas há questões que ainda precisam ser respondidas. Nós precisamos melhor entender sobre os fundamentos fisiológicos da autocompaixão pois parece haver um crescente interesse na relação entre autocompaixão e atividade parassimpática”, Carvalho continuou.

“Além disso, há ainda uma ausência de pesquisa de alta qualidade em intervenções psicológicas baseadas na compaixão para manejo de dor cronica,  particularmente em ensaios clínicos randomizados. Assim, há ainda muito para aprender sobre autocompaixão na dor crônica. Mas as pesquisas já publicadas são encorajadoras”.

“Esta pesquisa é parte dos meus estudos do doutorado e nós começaremos nosso ensaio clínico do grupo de intervenção baseado em mindfulness e em compaixão para mulheres com dor crônica em janeiro de 2019. Se os leitores estiverem interessados nesta linha de pesquisa, por favor, visitem o nosso website: (https://cineicc.uc.pt), onde pode-se encontrar todas as pesquisas realizadas pela nossa equipe e por colegas”, Carvalho adicionou.

O estudo, “Mindfulness, selfcompassion, and depressive symptoms in chronic pain: The role of pain acceptance“, foi autoradio por Sérgio A. Carvalho, David Gillanders, Lara Palmeira, José Pinto‐Gouveia e Paula Castilho.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

Texto originalmente publicado em inglês, no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/12/self-compassion-in-chronic-pain-sufferers-linked-to-a-better-capacity-to-continue-engaging-in-valued-activities-52775

Combinação de Medicações Oferece Melhores Resultados para Pacientes com TDAH

Três estudos que apareceram na edição de agosto de 2016 da revista científica Journal of the American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (JAACAP) reportaram que combinar duas medicações-padrão poderia levar a maior melhoras clínicas para crianças com transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) do que só a terapia sozinha para TDAH.

Atualmente, estudos mostram que o uso de várias medicações para TDAH resultam em significantes reduções em sintomas de TDAH. Contudo, até agora não há evidência conclusiva que estes tratamentos com droga-padrão também melhoram desfechos acadêmicos, sociais e clínico a longo prazo. A pesquisa sugere que ambos a severidade de sintomas de TDAH e o grau de disfunção cognitiva que permanece (apesar do tratamento), contribui para desfechos mais pobres. Como resultado, tratamentos mais efetivos precisam ser identificados. Um método para identificar tratamentos mais efetivos é incluindo medidas objetivas dos efeitos de tratamentos de TDAH em funcionamento cerebral, que a maioria dos estudos clínicos não fazem. Usar objetivos marcadores biológicos (ou biomarcadores) da resposta dos pacientes aos tratamentos de TDAH poderia substancialmente avançar o conhecimento de mecanismos neurais subjacendo os efeitos de tratamento, ajudando os pesquisadores a entender o por que há diferenças em respostas individuais.

Ao recrutar uma amostra de crianças e adolescentes de 7 a 14 anos de idade com e sem TDAH, um grupo de pesquisadores liderados pelos Drs. James McCracken, Sandra Loo e Robert Bilder, da UCLA Semel Institute, realizaram três estudos interligados, examinando os efeitos de combinação de medicações-padrão em medidas clínicas, cognitiva e de atividade cerebral. Tratamento combinado foi hipotetizado para ser superior às duas medicações-padrão, que são o d-metilfenidato e guanfacina, em ambos desfechos (clínico e cognitivo) e foi esperado mostrar um perfil distinto de efeitos nas atividades de onda cerebral (EEG). Participantes com TDAH foram randomizadamente alocados para oito semanas de tratamento duplo-cego com ou d-metilfenidato ou guanfacina ou uma combinação dos dois.

Resultados clínicos mostraram consistentes benefícios agregados a terapia combinada em relação aos dois tratamentos isolados, especialmente para sintomas de falta de atenção e índices de resposta mais globais. A taxa de boa resposta clínica foi de 62-63% no uso da terapia medicamentosa isolada a 75% na terapia combinada.

Os autores argumentam que os efeitos pequenos mas consistentemente melhores de tratamento do tratamento combinado, podem ter significância a longo-prazo, assim como sintomas menos severos podem levar a melhores desfechos. O funcionamento cognitivo mostrou um padrão ligeiramente diferente. A memória de trabalho melhorou com ambas combinações. Guanfacina, contudo, não mostrou mudança na função de memória de trabalho apesar de melhora na sintomatomalogia do TDAH. Por fim, o estudo de EEG mostrou que apenas a terapia combinada resultou em melhoria nos padrões  de atividade cerebral que estavam associados com sintomas reduzidos de TDAH e melhoria das funções cognitivas. Conjuntamente, os resultados dos três estudos sugerem que a terapia combinada resultou nos melhores desfechos através de vários diferentes domínios de função, incluindo mudança de sintoma de TDAH, desempenho de memória de trabalho e padrões  de atividade cerebral.

“O TDAH é o diagnóstico mais comumente encontrado (dos transtornos neuropsiquiátricos) em crianças, e nós sabemos muito bem os riscos que ele representa para o sucesso do futuro da criança em cada área de funcionamento. Nossos tratamentos atuais claramente beneficiam a maioria das crianças a curto-prazo, mas nós temos ainda que encontrar formas para proteger aquelas com TDAH de sofrerem muitos dos riscos à longo-prazo”, McCracken disse. “Embora nós estejamos encorajados por algumas das vantagens que nós observamos do tratamento combinado, nós temos um longo trajeto a seguir ainda em desenvolvimento para as intervenções para TDAH, como visto pelos efeitos cognitivos mais limitados”.

“Estes dados enfatizam a importância de considerar a cognição como um desfecho importante”, disse Bilder. “No futuro, nós poderemos ser capazes de utilizar múltiplos métodos objetivos, tais como testagem cognitiva e EEG para individualmente otimizar tratamentos, mas mais trabalhos são necessários, incluindo os estudos de tratamento a longo-prazo com comprovação clínica e benefícios cognitivos”, Dr. Loo adicionou. “O uso de medidas biológicas objetivas em diagnóstico e tratamento pode também ajudar a reduzir estigma, aumentar a aceitação do transtorno e, mais acuradamente monitorar a resposta de tratamento para produzir melhores desfechos”.

Baseados nestes achados, os autores concluem que combinar estimulantes com medicações como guanfacina garante melhor resultado mesmo em crianças com TDAH  que se beneficiam de monoterapias. Tratamento combinado, com apropriado monitoramento, foi igualmente bem tolerado e seguro nestes estudos anteriores. Uma maior análise dos efeitos cognitivos de tratamentos é necessária para melhorar desfechos clínicos. Além disso, outras estratégias de tratamento que podem produzir benefícios mais sólidos são necessárias. A medida que a tecnologia avança, os autores esperam que mais medidas objetivas de resposta possam abrir caminho para uma prática de rotina. Mesmo com tais melhorias, a origem de diferenças individuais na resposta ao tratamento de TDAH permanece amplamente desconhecida. Adicionais pesquisas a longo-prazo sobre os benefícios de tratamentos combinados em amostras maiores são necessárias para confirmar estes achados e para mais avanço no cuidado clínico. Se validados, os tratamentos combinados destes ou potencialmente outras combinações têm o potencial para melhorar dramaticamente as vidas de muitos indivíduos com TDAH.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/combining-medications-offer-better-results-adhd-patients-44091

Misturar Energéticos com Álcool Pode Afetar o Cérebro do Adolescente da Mesma Forma que a Cocaina

Beber bebidas alcólicas com elevado grau de cafeína engatilha mudança no cérebro do adolescente similar a usar cocaína e as consequências duram até a idade adulta como uma capacidade alterada para lidar com as substâncias estimulantes, de acordo com um estudo da Purdue University.

Richard van Rijn, professor assistente de química medicinal e farmacologia molecular, olhou para os efeitos de bebidas energéticas com elevado grau de cafeína e álcool com elevado grau de cafeína em ratos adolescentes. Estes estudos de álcool não podem ser feitos em adolescentes humanos, mas mudanças vistas nos cérebros dos ratos com drogas de abuso tem sido mostrados como estando correlacionadas a essas em humanos em muitos estudos de drogas.

Estes energéticos podem contar tanto quanto 10X a cafeína quanto o refrigerante e são frequentemente comercializados para adolescentes. Mas pouco é conhecido sobre os efeitos das bebidas na saúde, especialmente quando consumida com álcool durante a adolescência.

Van Rijn e a estudante de pós-graduação Meridith Robins publicaram resultados na revista cientifica Alcohol que mostrou que ratos adolescentes no qual foi dado bebidas energéticas com elevado grau de cafeína não foram mais propensos do que um grupo controle para beber mais álcool quando adultos.

Mas quando aqueles altos níveis de cafeína foram misturados com álcool e dados para ratos adolescentes, eles mostraram sinais físicos e a neuroquímica similar para ratos no qual foi dado cocaína. Estes resultados foram publicados na revista cientifica PLOS ONE: “parece que as duas substâncias juntas leva-os a um limite que causa mudanças em seu comportamento e mudanças na neuroquímica nos seus cérebros”, disse van Rijn. “Nós estamos claramente vendo efeitos nas bebidas combinadas que nós não veríamos se bebendo um ou o outro”.

Com exposição repetida ao álcool com cafeína, estes ratos adolescentes se tornaram aumentadamente mais ativo, muito como rato dado cocaína. Os pesquisadores também detectaram níveis aumentados da proteína ΔFosB, que é marcador de mudanças a longo-prazo em neuroquímica, elevada naqueles abusando de drogas, tais como cocaína ou morfina: “essa é uma razão do porque é tao difícil para usuários de drogas pararem, por causa destas mudanças duradouras no cérebro”, van Rijn afirmou.

Esses mesmos ratos, como adultos, mostraram uma preferência diferente ou valorização de cocaína. Robins encontrou que ratos expostos a álcool com cafeína durante a adolescência foram menos sensíveis aos efeitos prazerosos da cocaína. Embora isso soe positivo, poderia significar que tal rato usaria mais cocaína para conseguir a mesma sensação como um rato do grupo controle: “ratos que tinham sido expostos aos álcool e cafeína estavam, de alguma forma, entorpecidos para os efeitos estimulantes de cocaína quando adultos”, van Rijn atestou. “Ratos que foram expostos a bebidas alcólicas com elevado grau de cafeína mais tarde encontraram que cocaína não era tão prazerosa. Eles puderam, então, usar mais cocaína para conseguir o mesmo efeito”.

Para testar essa teoria, Robins investigou se os ratos expostos a álcool com cafeína durante a adolescência consumiriam montantes mais altos de uma substância similarmente prazerosa – sacarina, um adoçante artificial. Eles previram que se os ratos exibiram uma sensação de entorpecimento de estimulação, eles consumiriam mais sacarina. Eles encontraram que os ratos expostos a cafeína/álcool beberam significativamente mais sacarina do que ratos expostos a água durante a adolescência, confirmando que os ratos expostos a cafeína/álcool devem ter tido uma mudança química no cérebro: “seus cérebros tem mudado de tal forma que eles são mais propensos a abusar de substâncias naturais ou prazerosas como adultos”, van Rijn disse.

Van Rijn planeja continuar estudando os efeitos de substâncias psicoestimuladoras legais e disponíveis que podem ser danosas para o cérebro dos adolescentes. Seu próximo projeto envolve investigar etilfenidato, uma droga similar a metilfenidato, a droga usada para transtorno de déficit de atenção e mais comumente conhecida como ritalina. O metilfenidato requer uma prescrição, enquanto que a etilfenidato pode ser comprada sem uma, frequentemente online. Seu grupo de pesquisa também trabalha para achar novos tratamentos para transtorno do uso de álcool.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/10/mixing-energy-drinks-alcohol-may-affect-adolescent-brains-like-cocaine-45564

Pessoas Podem Usar a Ansiedade Para Motivá-las?

Um ambiente altamente estressante pode ser um trunfo ao invés de uma desgraça para alguns. De acordo com uma pesquisa publicada no Journal of Individual Differences, alguns indivíduos ansiosos podem usar essa experiência para motivar a si mesmo.

Pesquisas passadas encontraram que a ansiedade pode prejudicar a concentração e a memória. Mas o estudo sugere que a forma como as pessoas experienciam e respondem a ansiedade influencia seu desempenho acadêmico e profissional: “eu tenho a impressão de que muito da pesquisa em psicologia foca-se em regulação da emoção hedônica; em outras palavras, quando as pessoas esforçam-se para serem felizes”, afirma a autora do estudo, Juliane Strack de Strandklinik St. Peter-Ording. “Contudo, eu observei que há situações onde as pessoas parecem prosperar com o estresse — situações que tendem a evocar emoções negativas, tais como a ansiedade e a raiva. Isso levou-me a investigar o conceito de regulação emocional instrumental (quando nós mantemos ou buscamos emoções que ajudam-nos a atingir metas; estas emoções podem ser negativas, tal como a ansiedade em situações perigosas) assim como o eustress (estresse positivo).”

O estudo, de três partes, investigou a tendência para usar a ansiedade para auto-motivação, utilizando como sujeitos 194 adultos alemães, 159 estudantes universitários na Polônia e 270 jornalistas na Alemanha. Pessoas que pontuaram mais alto em medidas de ansiedade motivacional tendem a concordar com declarações, tais como “sentir-se ansioso sobre uma data limite me ajuda a terminar o trabalho a tempo” e “sentir-se ansioso sobre minhas metas me mantêm focado(a) nelas”.

Os pesquisadores encontraram que estudantes ansiosos com mais alta ansiedade motivacional tenderam a ter melhores notas do que estudantes ansiosos com ansiedade motivacional mais baixa. Do mesmo modo, jornalistas ansiosos com ansiedade motivacional mais alta tenderam a relatar mais alta satisfação com o trabalho do que jornalistas ansiosos com ansiedade motivacional mais baixa. Isto foi particularmente verdade entre indivíduos que estavam claro sobre seus sentimentos.

Em outras palavras, a associação típica entre ansiedade e resultados negativos pareceu estar prejudicada entre aqueles com níveis mais altos de ansiedade motivacional: “usar a ansiedade como uma fonte de motivação parece compensar os efeitos danosos de ansiedade”, Strack e seus colaboradores escreveram no estudo. “Eu espero que as pessoas possam entender o lado positivo de emoções negativas, em particular a ansiedade, que muitas pessoas tentam suprimir ou evitar”, Strack falou ao PsyPost. “Nós vemos nestes estudos que a ansiedade pode, na verdade, nos fornecer muita energia e foco. Ou seja, algumas pessoas usam a ansiedade para se motivarem, algo que nós rotulamos como ‘ansiedade motivacional’”.

O estudo teve algumas limitações: “como os estudos baseiam-se em auto-relato, pesquisas futuras podem beneficiar-se de explorar o conceito de ansiedade motivacional no contexto de índices de desempenho ou outros tipos de indicadores objetivos para motivação e/ou desempenho”, Strack explicou.

O estudo também usou uma metodologia transversal, prevenindo os pesquisadores de tirar conclusões sobre causa e efeito: “em outros estudos, nós investigamos mais o conceito de ansiedade motivacional e encontramos que pessoas diferem em como nós usamos a ansiedade para nos motivarmos: alguns usam a energia que a ansiedade pode oferecer, enquanto outros usam o valor informativo que a ansiedade pode oferecer (emoções servem como um sistema de feedback que ajuda-nos a monitorar o progresso das nossas metas; por exemplo, a ansiedade pode sinalizar que nossas metas estão ameaçadas)”, Strack adicionou.

“Além disso, ansiedade motivacional pode amortecer algumas das consequências negativas de situações estressantes: em settings experimentais assim como em estudos longitudinais, nós observamos que a ansiedade motivacional pode proteger contra a exaustão emocional, assim como ajudar as pessoas a avaliar estressores como desafios positivos, ao invés de problemas ameaçadores”.

O estudo: “Must We Suffer to Succeed? When Anxiety Boosts Motivation and Performance”, foi também co-autorado por Paulo Lopes, Francisco Esteves e Pablo Fernandez-Berrocal. Foi publicado online em maio de 2017.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

 

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/07/people-can-use-anxiety-motivate-study-finds-49274

Estudo Mostra a Importância de Ajudar as Vítimas de Abuso Sexual na Infância

Embora o abuso sexual de crianças seja atualmente uma questão para a liderança da vida pública, preocupação tem focado-se na proteção de crianças e na identificação dos agressores. Contudo, um estudo das universidades de Bristol e Durham para o NSPCC, espera refocar a atenção no que pode ser feito para ajudar as vitimas de abuso sexual infantil.

O estudo avaliou a execução do programa Letting the Future In, desenvolvido pela NSPCC, que funciona com profissionais da área de serviço social realizando suporte terapêutico para crianças da faixa etária de 4 a 17 anos que experienciaram abuso sexual.

O programa Letting the Future In foca-se em terapias criativas, tais como pintura, desenho e contação de história, dando às crianças a chance para falarem sobre as suas experiências de abuso e para se expressarem criativamente. As sessões individuais permitem que as crianças trabalhem de forma segura através de experiências passadas e para entenderem e superarem o que aconteceu. Ao pai/mãe da criança (ou cuidador) é também oferecido sessões individuais assim como sessões conjuntas com a criança.

O principal autor do estudo, John Carpenter, professor de Social Work and Applied Social Science da University of Bristol, disse: ‘abuso sexual na infância é um problema internacional de espantosas proporções. No Reino Unido, uma em cada 20 crianças já foi abusada sexualmente e seus efeitos na infância e idade adulta inclui ansiedade, depressão, estresse pós-traumático, comportamento sexual problemático e suicídio. Abordagens terapêuticas baseadas em evidência são vitais para ajudar a todas as crianças a lidarem com os efeitos do abuso sexual. Esta avaliação do ‘mundo real’ – o maior ensaio clínico randomizado no mundo para uma intervenção em abuso sexual – é uma contribuição significante para a base de evidência, fornecendo referenciais para outros para avaliarem intervenções.

‘Crucialmente, ela também demonstra a importância de oferecer suporte terapêutico para crianças e jovens que tenham sido abusados sexualmente, para ajudá-los a lidarem com sua experiência.’

O estudo mostrou promissora evidência sobre como funciona ajudar crianças a recuperarem-se do trauma de terem sido abusadas sexualmente:

  • Para aquelas crianças da faixa etária de 8 para cima, a proporção recebendo a intervenção que experienciaram os níveis mais altos de trauma caíram de 73% do início do programa para 46% após 6 meses.
  • Mesmo considerando fora aqueles que não se engajaram na intervenção ou que abandonaram precocemente o estudo, a redução foi de 68% para 51%.
  • Não houve mudança estatisticamente significante para o grupo controle de lista de espera em nenhuma das análises; assim, melhorias podem ser atribuídas por receberem Letting the Future In.

Para as crianças mais novas do que 8 anos de idade que completaram o programa, houve pouca mudança 6 meses após começarem o Letting the Future In. Contudo, para aquelas crianças que permaneceram no serviço, após 1 ano, os níveis mais altos de trauma (clínico ou significantemente difícil) caíram para 40% (dos 89% do início) – uma mudança que é iminentemente significante estatisticamente. Isto pode ser devido a intervenção levar mais tempo para funcionar para crianças mais novas ou porque os cuidadores levaram mais tempo para reconhecer melhoras.

Simon Hackett, professor de Ciências Sociais Aplicadas, da Durham University e co-autor do estudo, disse: ‘preocupação está focada na proteção de crianças e a identificação dos agressores, mas nós precisamos de um maior entendimento de como as crianças afetadas pelo abuso sexual podem ser ajudadas. Este estudo transmite uma importante mensagem para as crianças e as famílias afetadas pelo abuso sexual. Com a ajuda e o apoio certo, é possível recuperar-se e superar o abuso’.

Jon Brown, NSPCC Head of Development and Impact, disse: ‘estes achados fornecem indicações promissoras de que a intervenção Letting the Future In pode reduzir significantemente os níveis mais altos de trauma experienciado por crianças que foram abusadas sexualmente. Nós sabemos que os profissionais dizem que apoio para crianças após o abuso é “inadequado”. Mais da metade diz que critérios rígidos para acessar serviços de saúde mental significa que estas crianças enfrentam cada vez mais dificuldades para acessar ajuda importante. Este estudo mostra que trabalho terapêutico pode ser realizado por uma grande variedade de profissionais, incluindo assistentes sociais que recebem treinamento adicional em trabalho terapêutico – como no caso do Letting the Future In’.

Pais e cuidadores entrevistados pela equipe de pesquisadores foram unânimes em acreditarem que a intervenção resultou em mudanças positivas. Em seus filhos, os pais identificaram melhoria no humor, confiança e estavam menos introvertidos, uma redução em culpa e auto-acusação, reduziu depressão, ansiedade e raiva, melhorou padrões de sono e melhor entendimento de comportamento sexual apropriado. Como disse uma mulher: ‘eu tive meu filho de volta’.

O NSPCC está revisando o modelo do Letting the Future In baseado nos achados, particularmente oferecendo suporte adicional tanto para as crianças mais velhas como para as crianças mais novas para manter o efeito da intervenção. Estão também realizando o piloto de uma versão adaptada para crianças com dificuldades de aprendizagem. 

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Significant new study shows importance of help for childhood sexual abuse victims

Estimulação Cerebral Faz com que Exercitar as Pernas Pareça Mais Fácil

Pesquisa liderada pela Universidade de Kent mostra que a estimulação do cérebro impacta em desempenho em exercício de endurance (aeróbico), diminuindo a percepção de esforço.

O estudo examinou o efeito de uma técnica chamada estimulação transcraniana por corrente contínua (ETCC), uma forma de estimulação cerebral não-invasiva, nas respostas neuromusculares, fisiológicas e perceptuais a respostas a exaustivo exercício de perna.

Pesquisadores liderados pelo Dr Lex Mauger, da Kent’s School of Sport and Exercise Sciences encontraram que ETCC atrasou a exaustão dos músculos das pernas em uma média de 15% durante uma tarefa de exercício e que isto foi provavelmente causado pelos participantes sentirem menos esforço durante o exercício. Contudo, ETCC não provocou efeito significante na resposta neuromuscular ao exercício.

Os efeitos de desempenho de ETCC apenas ocorreram quando os eletródos de ETCC usados para distribuir a corrente elétrica foram posicionados em uma determinada forma. Este estudo, portanto, fornece importante guia metodológico para a aplicação de ETCC e oferece evidência adicional de que a estimulação cerebral pode melhor desempenhar em exercício de endurance, embora os autores alertem contra o uso não-controlado de ETCC: ‘Estimulação transcraniana por corrente contínua melhora o tempo isométrico para a exaustão dos extensores do joelho’ (A. R. Mauger, L. Agnius, J. Hopker, S. M.Marcora, todos da University of Kent e B.Pageaux, da Universite de Bourgogne) está publicado na revista científica Neuroscience.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

 

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/11/stimulating-brain-makes-exercising-legs-feel-easier-45735

Garotos Narcisistas e o Bullying na Escola

Estudos passados já apresentaram uma relação positiva entre o narcisismo em jovens e líderes em bullying. Contudo, a maioria das pesquisas passadas apresentam uma ausência de um componente longitudinal; ou seja, estes estudos não seguiram o mesmo grupo de participantes ao longo do tempo.

Em um estudo, publicado no Journal of Abnormal Child Psychology, pesquisadores buscaram encontrar se estudos longitudinais desta relação permitiriam-los distinguir entre os dois tipos de bullying: o direto (físico e verbal) e o indireto (fofoca). Pesquisadores também estavam interessados no papel que o gênero desempenha no narcisismo e bullying; assim, meninos parecem mais propensos a bully do tipo direto, enquanto meninas parecem ser mais propensas ao bully do tipo indireto.

Os pesquisadores recrutaram 393 crianças em escolas primárias nos Países Baixos para participarem do estudo. Destas crianças, 51% eram meninas e todas estavam no quarto ano no inicio do estudo. Todos os participantes permaneceram na mesma turma até o final do estudo. As crianças auto-reportaram seus escores de narcisismo, que foram avaliados pela Childhood Narcissism Scale (CNS). As crianças foram então pedidas para nominarem bullies de sua classe e elas poderiam não nominarem a elas mesmas. As professoras também classificaram os estudantes em seu controle de recursos, significando um nível do estudante de dominância social e habilidade para acessar materiais escassos.

Os resultados deste estudo revelaram diferenças dos estudantes por gênero. Estudantes do sexo feminino não tinham uma associação especifica com o narcisismo e bullying. indivíduos do sexo feminino altamente narcisistas não foram mais propensas a engajarem em nenhum tipo de bullying. Não houve também sobreposição entre alto narcisismo e alto controle de recurso.

Estudantes do sexo masculino foram não apenas mais propensos a causar bully mais do que as estudantes do sexo feminino, mas os estudantes do sexo masculino que pontuaram alto no CNS foram também mais propensos ao bully diretamente e indiretamente. Narcisistas bullies do sexo masculino também tenderam a ser bem-sucedidos em termos de dominância social. Uma razão para bullies narcisistas do sexo masculino mais frequentemente engajarem-se em bullying do tipo indireto pode ser porque eles percebem este tipo de bullying como mais efetivo. O bullying do tipo indireto requer apenas um participante, enquanto o bullying do tipo direto requer mais coordenação com os colegas. Os narcisistas do sexo masculino também pontuaram mais alto em termos de controle de recurso. Contudo, análise aprofundada sugere que o bullying, não o narcisismo, produz/rende-se mais alto do que a média de controle de recurso. Estudantes do sexo masculino que pontuaram alto em bullying mas baixo em narcisismo pontuaram mais alto do que estudantes do sexo masculino que pontuaram baixo em bullying mas mais alto em narcisismo.

Os pesquisadores sugeriram que este estudo pode ser usado como uma estratégia de intervenção para bullies que especificamente atinge o sistema de recompensa do bullying. Bullies podem apenas alcançar dominância e prestigio quando suas ações são reforçadas pelos colegas. Isto pode ser desafiado ao desenvolver estratégias para desencorajar comportamento observado na sala de aula.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

In the classroom: Narcissistic boys more likely to bully than narcissistic girls

O Lugar Onde Você Senta na Sala de Aula Influencia as Suas Notas

Ambientes de sala de aula têm um impacto reconhecido no desempenho do aluno. De acordo com o “senso comum” de observações de sala de aula, escolher sentar-se na(s) fileira(s) de trás está entre os sinais mais reveladores de que alguém estará menos do que engajado em seus estudos. Falhas de desempenho podem também resultar de situações onde lugares para sentar são atribuídos, como as pessoas nas fileiras de trás devem lidar com estarem mais longe da fonte de informação (professor(a), quadro negro, etc.). Curiosamente, poucas pesquisas têm sido conduzidas para objetivamente investigar a relação entre notas e o lugar da carteira do aluno.

Marco Pitchierri e Gianluigi Guido, da University of Salento acrescentaram para a base de conhecimento por ambos, confirmando a relação e identificando timidez com um potencial fator moderador. O estudo deles foi publicado em 2016 na Learning and Individual Differences.

Dados foram colectados pesquisando diversas classes de marketing ao longo de um período de cinco anos. Uma amostra final de 270 estudantes foram incluídos (56% feminino). Durante cada anos, foi requerido que os estudantes mantivessem o mesmo local (posição) para sentar-se na sala. As pesquisas incluiram itens como localização da carteira, timidez auto-avaliada e nível de não conformidade auto-avaliado. Estas últimas duas medidas foram reportadas usando uma escala Likert de 7 pontos. Também foi perguntado aos estudantes se eles estavam próximos a amigos para explicar a potencial influência de sua presença, à medida em que ela poderia fornecer um adicional conforto ambiental.

Após uma análise inicial, imediatamente tornou-se evidente que o impacto de não conformidade não foi estatisticamente significante como um moderador da relação de desempenho-localização da carteira do estudante. Assim, a variável foi eliminada de testes adicionais. Como previsto, a posição da carteira foi significantemente associada ao desempenho das notas, com notas diminuindo à medida em que a distância da fileira dianteira da sala aumentou. A timidez foi encontrada ter um considerável impacto nesta relação. Especificamente, baixos níveis de timidez estavam relacionados a um efeito reduzido. A pontuação de desempenho para estudantes menos tímidos ainda caiu à medida em que os lugares onde sentaram deslocaram-se de volta para a parte de trás da sala mas não tanto quanto aqueles com níveis mais altos de timidez.

Muitos estudos educacionais atuais estão focados na integração de novas tecnologias e abordagens alternativas para aprender, mas esta investigação sugere que há ainda muito a ser aprendido sobre preocupações mais convencionais. Os resultados mostram que notas são piores para estudantes que sentam-se na parte de trás, sugerindo que mesmo distribuição de lugares planejados nas salas de aulas pode colocar alguns estudantes em desvantagem.

O efeito é pior para estudantes tímidos, possivelmente porque são mais intimidados pela idéia de fazer perguntas de longe. Assim, estudantes tímidos podem ser melhor colocados em cadeiras na frente. Mais testagem seria necessária para avaliar tal teoria, mas é um exemplo dos potenciais benefícios que poderiam resultar de continuar a estudar as variáveis da educação tradicional como a posição da carteira do aluno na sala de aula.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/08/study-class-seat-location-linked-with-grades-more-so-for-the-shy-44393

As Percepções de Gênero Quanto ao Assédio Sexual Podem Influenciar a Efetividade da Política do Local de Trabalho

Embora 98% de todas as organizações tenham políticas em relação ao assédio sexual, esta continua sendo uma questão no local de trabalho. Pesquisadores da University of Missouri estão avaliando como a interpretação dos empregados sobre as políticas de assédio sexual podem invalidar o propósito destas políticas. Eles encontraram que a percepção do empregado de como exatamente “assédio sexual” é definido pela política da empresa pode, em efeito, eliminar ou remodelar o significado destas políticas e contradizer as normas e valores das empresas que tentam implementá-las: “apesar de 98% de todas as organizações terem uma política de assédio sexual,  o assédio continua no local de trabalho e representa sérios problemas”, afirmou Debbie Dougherty, pesquisadora e professora da MU College of Arts and Science. “Nosso estudo avalia como as pessoas interpretam as políticas de assédio sexual e como aplicam suas percepções pessoais de assédio sexual a estas políticas”.

O U.S. Equal Employment Opportunity Commission (EEOC), define assédio sexual como avanços sexuais indesejados, pedidos de favores sexuais e outras condutas físicas ou verbais de natureza sexual. Os comportamentos explícitos que são considerados indesejados estão tipicamente listados nas políticas da empresa.

Dougherty e o co-autor, Marlo Goldstein Hode,  da MU, conduziram o estudo de políticas federais e regionais de assédio sexual de uma grande Organização Governamental dos EUA (OG). Participantes do estudo foram empregados do OG e foram convidados a participarem de um grupo de discussão de um específico gênero, um grupo de discussão de gêneros misturados e uma entrevista individual. Manter as dinâmicas de gênero através do curso deste estudo foi essencial para coletar dados factuais, uma vez que homens e mulheres possuem visões diferentes sobre assédio sexual, Dougherty disse: “embora a declaração de política tenha especificado a importância de construir uma cultura de dignidade e respeito, os participantes do estudo re-interpretaram a política de tal forma que eles acreditavam que ela, na verdade, criou uma cultura do medo”, Dougherty atestou. “Isto inibe a considerada camaradagem dos participantes e que foi produzida pela normalizada provocação, comportamento e piadas de conteúdo sexual. Nossos achados sugerem que as formas pelo qual os empregados constroem o significado em torno da política pode inviabilizar o uso e efetividade da política; portanto, a pesquisa sobre a política de assédio sexual deveria focar-se nas formas complexas que nosso entendimento molda os significados da política da empresa para encontrar formas mais efetivas para endereçar o assédio sexual no local de trabalho”.

De acordo com Dougherty, as organizações precisam discutir sobre as suas políticas de assédio de uma maneira clara e concisa para assegurar que cada empregado tenha o mesmo entendimento do que significa o assédio sexual. As organizações também se beneficiariam de treinamento sobre assédio sexual que reconhecesse as dinâmicas de gênero do assédio.

O estudo “Binary logics and the discursive interpretation of organizational policy: Making meaning of sexual harassment policy” foi publicado na revista cientifica Human Relations.

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo e de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Gender perceptions of sexual harassment can influence workplace policy effectiveness

Pessoas Que Experienciaram Eventos Traumáticos Quando Crianças São Mais Empáticas Quando Adultas

Uma nova pesquisa fornece evidência que experiências traumáticas na infância estão associadas com níveis de empatia na idade adulta. O estudo, publicado na PLOS One, indica que pessoas que experienciaram eventos traumáticos quando crianças são melhores para responder aos estados emocionais de outros quando adultos: “minha experiência fazendo trabalho clínico como psicoterapeuta com crianças e adultos inspiraram esta pesquisa”, disse o autor do estudo David M. Greenberg, da University of Cambridge e da City University of New York.

Os pesquisadores entrevistaram 387 adultos via Amazon Mechanical Turk acerca das histórias deles de trauma na infância e nível de empatia. Eles também entrevistaram outros 442 adultos usando um diferente instrumento para medir empatia.

Em ambos os grupos, os adultos que reportaram experienciar um evento traumático na infância tenderam a ter níveis mais altos de empatia. Eventos traumáticos incluíram a morte de um amigo bem próximo ou membro da família, divórcio parental ou discórdia, experiências sexuais traumáticas tais como abuso e serem submetidos a violência: “leitores deste estudo deveriam ter em mente que há caminhos para crescimento pessoal e resiliência após experienciar um trauma”, de acordo com Greenberg.

Trauma na infância foi apenas associado com níveis elevados de empatia afetiva. Não estava ligado a níveis mais altos de empatia cognitiva: “empatia cognitiva (também conhecida como ‘mentalizing’) é a capacidade de entender os pensamentos e sentimentos de uma outra pessoa enquanto a empatia afetiva é a capacidade de responder ao estado mental de uma outra pessoa com uma emoção apropriada”, o estudo explicou.

“Os maiores alertas deste estudo são que ele baseou-se em auto-relatos e dados retrospectivos. Estudos futuros precisam usar uma abordagem longitudinal”, disse Greenberg.

“Leitores precisam também encontram seus escores de empatia indo ao website www.musicaluniverse.org e selecionando a opção ‘seu tipo cerebral’”.

O estudo, “Elevated empathy in adults following childhood trauma“, foi autorado por David M. Greenberg, Simon Baron-Cohen, Nora Rosenberg, Peter Fonagy e Peter J. Rentfrow.

 

Se você gostou do post, não deixe de curti-lo, de seguir o blog e a nossa página no Facebook:

www.facebook.com/cristianepassarela

http://www.facebook.com/crispassarela

 

Texto originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/11/people-who-experience-traumatic-events-as-children-are-more-empathetic-as-adults-52640