Terapia baseada em Mindfulness e Terapia Cognitiva são igualmente efetivas para combater insônia, de acordo com uma nova pesquisa australiana. O estudo, publicado na revista cientifica Behaviour Change, também enfatiza os mecanismos cognitivos latentes que levam a recuperar-se de noites insones: “insônia é comum e traz consigo uma alta carga da doença e entender como nossos tratamentos mais efetivos funcionam é uma importante prioridade para outros aprimoramentos e para melhorá-los”, explicou a autora do estudo, Melissa J. Ree, da Marian Centre and Sleep Matters.
“Uma a cada três pessoas tem dificuldade regularmente com o seu sono e aproximadamente 10% da população adulta sofre do transtorno clínico de insônia (American Psychiatric Association, 2013). É difícil viver com o problema de insônia e ele aumenta o risco de problemas de saúde física, transtornos de humor, acidentes, má qualidade de vida, além de apresentar redução de desempenho ocupacional.
“Infelizmente, a maioria das pessoas com insônia que buscam ajuda apenas recebem pílulas para dormir, que nós conhecemos não é a melhor solução a longo-prazo. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é o tratamento recomendado. Melhor entendimento de como e porque estes tratamentos mais efetivos funcionam ajudarão a melhorá-los. Quais são os processos-chave que precisam mudar para tratar insônia?”, disse Ree.
“Por muitos anos, a TCC para insônia (TCC-I) tem sido recomendada como primeira linha de tratamento – aproximadamente 75% das pessoas com insônia respondem bem. Nós sabemos que, a longo-prazo, esta é uma abordagem mais efetiva do que medicação. Pesquisa mais recente tem sugerido que abordagens baseadas em mindfulness são também tratamentos efetivos para insônia.
“Neste estudo, nós comparamos terapia baseada em mindfulness (que envolve meditação, aceitação e não-submissão a pensamentos ansiosos ou frustração) e terapia cognitiva (que envolve aprender como mudar padrões de pensamento disfuncionais e crenças sobre dormir em pensamentos e crenças mais produtivas e úteis)”, disse Ree.
47 participantes receberam quatro sessões de TCC para insônia antes de serem randomicamente alocados para quatro sessões de TCC ou quatro sessões de terapia baseada em mindfulness.
Os pesquisadores encontraram que ambos os tratamentos foram igualmente efetivos. Embora a terapia baseada em mindfulness não tenha diretamente endereçado pensamentos disfuncionais, ainda apareceu mudar para melhor os padrões de pensamentos dos participantes.
“Curiosamente, para os tratamentos serem efetivos, o conteúdo de pensamentos e crenças das pessoas precisaram mudar – quanto mais mudança em como pessoas pensavam sobre o seu sono, melhor era a resposta delas ao tratamento”, Ree explicou.
“Por exemplo, uma pessoa que acredita que não pode “funcionar” sem as oito horas de sono toda noite será mais propensa a preocupar-se sobre seu sono, e esta preocupação pode fazer com que o sono piore – a crença sobre o sono é uma profecia auto-realizadora”.
“Além disso, elas podem mudar como manejam o dia após uma má noite de sono – podem usar cafeína extra e cancelar reuniões, atividade física, etc. Estas escolhas podem também impactar pobremente em sono a noite seguinte”, Ree disse. “Em contrapartida, uma pessoa que acredita que ela lidará OK será menos propensa a preocuprar-se e mais provável ter um sono bom”.
“Em essência, parece que aprender a como preocupar-se menos sobre o sono é util em pessoas com insônia e isto pode ser alcançado através de TCC ou terapia baseada em mindfulness”.
Mas o estudo, assim como todas as pesquisas, inclui algumas limitações: “seria útil replicar este estudo com uma amostra maior e olhar para a mudança em pensamentos e crenças em um tratamento puramente comportamental”, disse Ree.
O estudo, “Effective Insomnia Treatments: Investigation of Processes in Mindfulness and Cognitive Therapy“, foi autorado por Christopher William Lee, Melissa J. Ree e Mei Yin Wong.
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Originalmente publicado em inglês no Psypost:
