Uma Noite Mal Dormida Pode Estar Ligada a Pensamentos Suicidas no Dia Seguinte em Pessoas com Depressão

Um novo estudo com pessoas com depressão e pensamentos suicidas indica que má qualidade de sono está relacionada a pensamentos suicidas. Os achados apareceram na revista científica Psychological Medicine: “pensamentos suicidas resultam de uma gama complexa de múltiplos fatores diferentes. Nesta pesquisa, nós escolhemos olhar especificamente para o papel da perturbação do sono, porque isso constitui um fator de risco ‘modificável’ para tentativas e pensamentos suicidas”, disse a autora do estudo, Donna Littlewood, da University of Manchester.

“Contudo, a maioria das pesquisas nesta área tem usado estudos transversais e medidas subjetivas e que não podem falar sobre a relação temporal entre distúrbio do sono e pensamentos suicidas. Além disso, tanto o sono quanto os pensamentos suicidas variam através de curtos períodos de tempo. Portanto, nós procuramos examinar as relações noite-para-dia e dia-para-noite entre distúrbio do sono e pensamentos suicidas”.

No estudo, 51 indivíduos usaram actigraph, que são relógios que monitoraram o tempo total de sono, eficiência do sono e latência do sono, por uma semana. Eles também mantiveram um “diário de sono” e avaliações de seus pensamentos suicidas. Os pesquisadores encontraram que sono de curta duração e má qualidade de sono, ambos predizeram mais alta severidade de ideação suicida no dia seguinte, mesmo após controlar por severidade de sintomas de ansiedade e depressão: “contudo, pensamentos suicidas não predizerem problemas de sono na noite seguinte”, Littlewood falou.

O estudo, assim como todas as pesquisas, é limitado: “este foi um estudo observacional de pessoas que estavam atualmente experienciando depressão e pensamentos suicidas. Portanto, estes achados não implicam uma relação causal entre distúrbio do sono e o desenvolvimento de pensamentos suicidas”, Littlewood explicou.

Os achados enfatizam o papel importante do sono, especialmente entre pessoas experienciando ideação suicida: “o sono é extremamente importante para nosso bem-estar físico e mental. Durante o sono, nossos corpos  recuperam-se do esforço físico e mental do dia”, disse Littlewood.

“Distúrbio do sono é comum entre pessoas com problemas de saúde mental. Contudo, o sono pode ser tratado efetivamente usando tratamentos farmacológicos e intervenções psicológicas, tais como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) para insônia. Este estudo destaca que os médicos deveriam oferecer tratamento para melhorar qualidade de sono e duração de sono ao trabalharem com pessoas que experienciam pensamentos suicidas”.

O estudo, “Short sleep duration and poor sleep quality predict next-day suicidal ideation: an ecological momentary assessment study“, foi autorado por Donna L. Littlewood, Simon D. Kyle, Lesley-Anne Carter, Sarah Peters, Daniel Pratt e Patricia Gooding.

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Originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/06/bad-nights-sleep-linked-suicidal-thoughts-following-day-people-depression-51389

Mudar os Padrões Do Seu Pensamento é a Chave Para Superar a Insônia

Terapia baseada em Mindfulness e Terapia Cognitiva são igualmente efetivas para combater insônia, de acordo com uma nova pesquisa australiana. O estudo, publicado na revista cientifica Behaviour Change, também enfatiza os mecanismos cognitivos latentes que levam a recuperar-se de noites insones: “insônia é comum e traz consigo uma alta carga da doença e entender como nossos tratamentos mais efetivos funcionam é uma importante prioridade para outros aprimoramentos e para melhorá-los”, explicou a autora do estudo, Melissa J. Ree, da Marian Centre and Sleep Matters.

“Uma a cada três pessoas tem dificuldade regularmente com o seu sono e aproximadamente 10% da população adulta sofre do transtorno clínico de insônia (American Psychiatric Association, 2013). É difícil viver com o problema de insônia e ele aumenta o risco de problemas de saúde física, transtornos de humor, acidentes, má qualidade de vida, além de apresentar redução de desempenho ocupacional.

“Infelizmente, a maioria das pessoas com insônia que buscam ajuda apenas recebem pílulas para dormir, que nós conhecemos não é a melhor solução a longo-prazo. Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é o tratamento recomendado. Melhor entendimento de como e porque estes tratamentos mais efetivos funcionam ajudarão a melhorá-los. Quais são os processos-chave que precisam mudar para tratar insônia?”, disse Ree.

“Por muitos anos, a TCC para insônia (TCC-I) tem sido recomendada como primeira linha de tratamento – aproximadamente 75% das pessoas com insônia respondem bem. Nós sabemos que, a longo-prazo, esta é uma abordagem mais efetiva do que medicação. Pesquisa mais recente tem sugerido que abordagens baseadas em mindfulness são também tratamentos efetivos para insônia.

“Neste estudo, nós comparamos terapia baseada em mindfulness (que envolve meditação, aceitação e não-submissão a pensamentos ansiosos ou frustração) e terapia cognitiva (que envolve aprender como mudar padrões de pensamento disfuncionais e crenças sobre dormir em pensamentos e crenças mais produtivas e úteis)”, disse Ree.

47 participantes receberam quatro sessões de TCC para insônia antes de serem randomicamente alocados para quatro sessões de TCC ou quatro sessões de terapia baseada em mindfulness.

Os pesquisadores encontraram que ambos os tratamentos foram igualmente efetivos. Embora a terapia baseada em mindfulness não tenha diretamente endereçado pensamentos disfuncionais, ainda apareceu mudar para melhor os padrões de pensamentos dos participantes.

“Curiosamente, para os tratamentos serem efetivos, o conteúdo de pensamentos e crenças das pessoas precisaram mudar – quanto mais mudança em como pessoas pensavam sobre o seu sono, melhor era a resposta delas ao tratamento”, Ree explicou.

“Por exemplo, uma pessoa que acredita que não pode “funcionar” sem as oito horas de sono toda noite será mais propensa a preocupar-se sobre seu sono, e esta preocupação pode fazer com que o sono piore – a crença sobre o sono é uma profecia auto-realizadora”.

“Além disso, elas podem mudar como manejam o dia após uma má noite de sono –  podem usar cafeína extra e cancelar reuniões, atividade física, etc. Estas escolhas podem também impactar pobremente em sono a noite seguinte”, Ree disse. “Em contrapartida, uma pessoa que acredita que ela lidará OK será menos propensa a preocuprar-se e mais provável ter um sono bom”.

“Em essência, parece que aprender a como preocupar-se menos sobre o sono é util em pessoas com insônia e isto pode ser alcançado através de TCC ou terapia baseada em mindfulness”.

Mas o estudo, assim como todas as pesquisas, inclui algumas limitações: “seria útil replicar este estudo com uma amostra maior e olhar para a mudança em pensamentos e crenças em um tratamento puramente comportamental”, disse Ree.

O estudo, “Effective Insomnia Treatments: Investigation of Processes in Mindfulness and Cognitive Therapy“, foi autorado por Christopher William Lee, Melissa J. Ree e Mei Yin Wong.

 

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Originalmente publicado em inglês no Psypost:

https://www.psypost.org/2018/07/changing-your-thought-patterns-is-key-to-overcoming-insomnia-according-to-new-psychology-research-51865

Mães que Trabalham Fora São as que Mais Necessitam e as que Menos Recebem Suporte Social

O turno da noite ou qualquer outra escala atípica de trabalho apresenta muitos desafios para mães que trabalham fora. Além da dificuldade de manejar as horas de trabalho, há tarefas diárias e crises inesperadas que surgem foram do trabalho. Elas podem precisar de alguém para olhar o filho ou fornecer uma carona. Há visitas aos médicos e funções da escola das crianças. Conhecer pessoas que possam ajudar um pouquinho pode oferecer uma rede de segurança pessoal.

Agora, um estudo conduzido por Jessica Su, PhD, da University at Buffalo College of Arts and Sciences e Rachel Dunifon, PhD, da Cornell University, afirma que há ligações de escalas atípicas de trabalho para redes de segurança pessoal mais fraca, particularmente para afro-americanas, para aquelas que possuem menos educação formal e aquelas que persistentemente trabalham fora do esquema de 9 a.m.-5 p.m., de segunda a sexta. Contudo, há também evidência em alguns casos de que trocar de um padrão de escala para uma escala não-padronizada aumenta a rede de segurança.

Estes resultados mistos, publicados em 2016 na Journal of Marriage and Family, sugere que mães que trabalham fora, a maioria em necessidade de apoio social, são as que, na verdade, menos tem acesso a ele.

A pesquisa abre novos caminhos e é uma das primeiras de estudos quantitativos a usar métodos sólidos e uma amostra grande para examinar a relação entre as escalas de trabalho atípicas de mães e suporte social: “redes de suporte social são importantes “amortecedores” de ansiedade e de estresse. Elas dão as mães que trabalham fora a confiança de que a ajuda está lá quando é necessária. Redes de segurança oferecem paz de espírito”, afirma Su, uma das autoras do estudo: “você já é uma mãe trabalhando fora, equilibrando todas as complexidades da vida com a sua escala de trabalho e você não tem uma forte rede de segurança. Isso é detrimental”, ela diz. Ela fala também que a ligação entre escalas atípicas e fraco suporte social é consistente, independe do quanto esse suporte possa ser. Os achados sugerem que não é uma ausência de uma conexão com as pessoas que podem ser capazes de ajudar em uma área em particular, tal como cuidado com o filho, mas sim uma sensação geral de fraco suporte em muitos aspectos da vida da mãe: “por outro lado, nós não sabemos porque trocando para uma escala de trabalho não-padronizada aumentou a rede de segurança,” relatou Su. “O conjunto de dados não nos apresentam o porque alguém mudou para aquela escala de trabalho”.

Estresse com o trabalho, fadiga e uma vida doméstica precária podem servir para enfraquecer o apoio social, mas há algumas pessoas que usam uma escala de trabalho não-padronizada estrategicamente para ajudar de outras formas que as trabalhadores do tipo 9 às 5 não podem, de acordo com Su: “poderia ser uma questão de um cônjuge cuidando das tarefas domésticas diárias enquanto o outro está trabalhando fora”.

Su afirma que pesquisas adicionais são necessárias para explicar os divergentes achados. O atual estudo envolvendo 2,716 mulheres que deram a luz em grandes cidades, de 1998-2000, desenvolvido de questões levantadas pelas pesquisas anteriores conduzidas pelos pesquisadores sobre escalas atípicas de trabalho, pesquisa conduzida principalmente da perspectiva dos pais e filhos e outras relações interpessoais.

Estes resultados sugerem que pessoas trabalhando em escalas atípicas foram menos propensas a estarem envolvidas em suas comunidades; elas passaram menos tempo com seus cônjuges; tinham altos níveis de conflito em seus relacionamentos; e foram mais propensas a divorciarem-se. Isto, por sua vez, afetou as crianças no relacionamento e seu desenvolvimento: “nós começamos a pensar sobre o que já sabíamos sobre escalas atípicas de trabalho e relacionamentos interpessoais e nos perguntamos se estes efeitos poderiam espalhar para redes sociais mais amplas”, afirma Su. “O que nós estamos achando é que as mães mais provavelmente que trabalham em uma escala atípica são também as mães que mais provavelmente experienciam estas consequências negativas”.

 

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O texto foi originalmente publicado em inglês na psypost:

Working mothers most in need of social support are less likely to receive it

Terapia Cognitivo-Comportamental e SSRIs Para Depressão: Ambos Melhoram a Qualidade de Vida

Uma pesquisa publicada em 2018 encontrou que tratamentos para depressão não apenas reduzem os sintomas, mas também estão associados com moderadas melhorias em qualidade de vida.

O estudo, publicado na revista cientifica Cognitive Behaviour Therapy, examinou os dois tratamentos principais para depressão — a terapia cognitivo-comportamental (TCC) e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (SSRIs): “tratamentos contemporâneos estão grandemente focados na redução de sintomas e redução do sofrimento”, explicou Stefan G. Hofmann, da Boston University, o autor do estudo. “Embora isto seja uma meta imediata, um tratamento também necessitaria melhorar a qualidade de vida do paciente para ser efetivo a longo prazo. A terapia não deveria também fazer você sentir-se menos miserável; ela deveria também fazer você sentir-se melhor”.

Usando uma técnica estatística conhecida como metanálise, os pesquisadores examinaram dados de 6.255 pacientes que participaram de estudos passados examinando TCC e tratamento com SSRI. Eles encontraram que a qualidade de vida melhorou significativamente após o uso de ambos os tratamentos (TCC e SSRIs) para depressão: “em geral, TCC e farmacoterapia (tratamento com SSRI), que são os dois mais comuns tratamentos para depressão, são ambos moderadamente efetivos para melhorar a qualidade de vida a curto prazo (de antes para imediatamente após o tratamento), mas provavelmente por causa de um mecanismo diferente”, Hofmann disse a PsyPost.

“O mecanismo pode ser diferente porque a melhoria na qualidade de vida estava associada com a melhoria do sintoma apenas em pacientes que receberam que receberam o tratamento com TCC, mas não naqueles que receberam SSRIs. As melhorias na qualidade de vida permaneceram relativamente estáveis para TCC, mas não há dados suficientes para dizer sobre o efeito a longo prazo do SSRIs. Estes resultados sugerem que nossos tratamentos existentes precisam ser melhorados para mudar para melhor a vida das pessoas”.

TCC individual, em grupo e pela internet para depressão tiveram efeitos similares em qualidade de vida.

Contudo, os pesquisadores foram incapazes de comparar diretamente o TCC com SSRIs por causa das questões metodológicas com os estudos anteriores. Embora ambos os tratamentos pareceram ter efeitos similares em qualidade de vida, os pesquisadores foram forçados a não concluir que eles foram igualmente efetivos.

Qualidade de vida refere-se ao bem-estar geral de um indivíduo, mas Hofmann disse que o conceito pode ser difícil para se avaliar cientificamente: “a principal ressalva é a forma como a qualidade de vida é avaliada. Nós usamos amplamente medidas padrão de auto-avaliação. Contudo, o próprio construto (QoL) é bastante difícil para definir e até mais difícil para mensurar”, ele explicou.

“Afeto positivo e felicidade está relacionado a este construto”, Hofmann adicionou. “Estudos futuros são necessários para se desenvolver especificamente tratamentos que melhorem estes aspectos. Minha equipe de pesquisa tem feito isso, através do uso de estratégias de mindfulness e bondade amorosa e meditação da compaixão no tratamento para aumentar o efeito positivo. Os resultados têm sido bastante promissores. Ver: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26136807.”

O estudo: “Effect of treatments for depression on quality of life: a meta-analysis“, foi também co-autorado por Joshua Curtiss, Joseph K. Carpenter e Shelley Kind. Foi publicado online em abril de 2017.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/06/study-cognitive-behavioral-therapy-ssris-depression-improve-quality-life-49126

Infecções estão Associadas Com Risco Aumentado de Subsequente Transtornos Mentais em Crianças e Adolescentes

Infecções durante a infância estão ligadas a riscos elevados para o desenvolvimento de transtornos mentais, de acordo com uma pesquisa publicada na JAMA Psychiatry“a etiologia de transtornos mentais é bastante desconhecida e vários estudos têm indicado que o sistema imune pode desempenhar um papel em, pelo menos, um subgrupo de indivíduos com transtornos mentais”, disse o autor do estudo, Ole Köhler-Forsberg, da Aarhus University.

Os pesquisadores usaram registros nacionais dinamarqueses para investigar a relação  entre infecções tratadas desde o nascimento e subsequente risco de transtornos mentais na infância e adolescência (mas não idade adulta). O estudo incluiu 1.098,930 indivíduos nascidos na Dinamarca entre os anos de 1995 e 2012.

O estudo mostrou que crianças que tinham sido hospitalizadas com uma infecção tiveram um risco aumentado de 84% de sofrer um transtorno mental. Crianças que não foram hospitalizadas — mas cujas infecções tinham sido tratadas com medicação — tiveram um risco aumentado de 40%.

Transtornos do espectro da esquizofrenia, transtorno obsessivo- compulsivo (TOC), transtornos de personalidade e comportamento, retardo mental, transtorno do espectro do autismo, transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), transtorno oposicional desafiante e transtorno de conduta, assim como os transtornos de tique, estavam associados com os riscos mais altos após infecções: “as correlações temporais entre a infecção e os diagnósticos mentais foram particularmente importantes, à medida em que nós observamos que o risco de um transtorno mental recentemente ocorrido estava aumentado em 5.66 vezes nos primeiros três meses após contato com um hospital devido a uma infecção e também estavam aumentados mais do que dobro no primeiro ano”, disse o diretor da pesquisa, Dr. Michael Eriksen Benrós, da Psychiatric Centre Copenhagen, na Copenhagen University Hospital.

“Esta é uma outra prova mostrando que o cérebro e o corpo estão firmemente conectados. Além disso, nossos achados indicam que as infecções e o sistema imune podem desempenhar um papel no desenvolvimento de transtornos mentais entre alguns indivíduos. Se e como as infecções especificas pode levar a um transtorno mental precisa ser investigado em estudos clínicos e pré-clínicos”, disse Köhler-Forsberg.

“Nós esperamos que os nossos achados contribuam para um melhor entendimento da complexa interação entre o sistema imune periférico e o sistema nervoso central (SNC). Claramente, o SNC está ligado ao resto do corpo em uma conexão íntima. Além disso, nós esperamos que nossos achados encorajem um foco maior em uma ampla e detalhada avaliação somática de crianças e adolescentes com transtornos mentais. Alguns problemas de saúde mental podem ser causados por agentes infecciosos, mas  também, é importante tratar doenças somáticas entre pacientes com transtorno mental, à medida em que um adequado tratamento somático pode ter um impacto positivo no transtorno mental também”, adicionou Köhler-Forsberg.

Mas os pesquisadores notaram que vários fatores confundidores precisam ser considerados ao interpretar o estudo. Embora infecções possam diretamente ou indiretamente contribuir para transtornos mentais, é também possível que infecções estejam relacionadas a particulares fatores genéticos ou sócio-econômico, que por sua vez, estão associados com transtornos mentais.

O estudo, “A Nationwide Study in Denmark of the Association Between Treated Infections and the Subsequent Risk of Treated Mental Disorders in Children and Adolescents“, foi autorado por Ole Köhler-Forsberg, Liselotte Petersen,Christiane Gasse, Preben B. Mortensen, Soren Dalsgaard, Robert H. Yolken, Ole Mors e Michael E. Benros.

O texto foi originalmente publicado em inglês na psypost: https://www.psypost.org/2019/01/infections-are-associated-with-increased-risk-of-subsequent-mental-disorders-in-children-and-adolescents-52897