Uso da Mídia Social Associada com Depressão entre Adultos Jovens Americanos

(Fonte da foto: jour3751spring17.newmedia.dash.umn.edu)

Quanto mais tempo os adultos jovens usam a mídia social, mais provavelmente eles serão/estarão deprimidos, de acordo com uma nova pesquisa da University of Pittsburgh School of Medicine.

Os achados poderiam guiar intervenções clínicas e de saúde pública para enfrentar depressão, com previsão para tornar-se a principal causa de incapacidade em países de renda elevada até 2030. A pesquisa, financiada pelo National Institutes of Health, está publicada online na revista científica Depression and Anxiety.

Este foi o primeiro grande estudo e nacionalmente representativo a examinar associações entre o uso de uma vasta gama de mídia social e a depressão. Estudos anteriores no assunto produziram resultados mesclados, sendo limitados por amostras pequenas ou localizadas, e focados primariamente em uma especifica plataforma de mídia social, ao invés da ampla variedade frequentemente usada por adultos jovens: “como a mídia social tornou-se um componente muito integrado da interação humana, é importante para os médicos interagindo com adultos jovens reconhecerem o equilíbrio a ser atingido ao encorajar potencial uso positivo, em termos de uso problemático”, disse o autor Brian A. Primack, M.D., Ph.D., diretor do Pitt’s Center for Research on Media, Technology and Health.

Em 2014, o Dr. Primack e os seus colaboradores recrutaram uma amostra de 1.787 adultos dos Estados Unidos, na faixa etária de 19 a 32 anos, usando questionários para determinar o uso de mídia social e uma consagrada ferramenta de avaliação de depressão.

Os questionários perguntaram sobre as 11 plataformas de mídia social mais populares na época: Facebook, YouTube, Twitter, Google Plus, Instagram, Snapchat, Reddit, Tumblr, Pinterest, Vine e LinkedIn.

Em média, os participantes usaram mídia social um total de 61 minutos por dia e visitaram várias contas em mídia social 30 vezes por semana. Mais de 1/4 dos participantes foram classificados como tendo “altos” indicadores de depressão.

Houve significativas e lineares associações entre o uso da mídia social e a depressão, se o uso da mídia social foi mensurado em termos de um tempo total gasto ou frequência de visitas. Por exemplo, comparado com aqueles que checaram menos frequentemente, participantes que reportaram checar mais frequentemente a mídia social durante toda a semana, tiveram 2.7 vezes a probabilidade de depressão. Similarmente, comparado a pessoas da mesma idade que passaram menos tempo na mídia social, os participantes que passaram a maioria do tempo total em mídia social durante todo o dia, tiveram 1.7 vezes o risco de depressão. Os pesquisadores controlaram outros fatores que poderiam contribuir para a depressão, incluindo idade, sexo, raça, etnia, estado civil, situação de vida, renda familiar e nível educacional.

A autora Lui yi Lin, B.A., que graduou-se pela University of Pittsburgh School of Medicine este ano, enfatizou que, como este foi um estudo transversal, ele não separa causa e efeito. Pode ser que pessoas que já estavam deprimidas estão recorrendo a mídia social para preencher uma lacuna”, ela disse.

Por outro lado, Ms. Lin explica que a exposição a mídia social pode também causar depressão, que poderia então, por sua vez, fomentar mais uso de mídia social. Por exemplo:

  • Exposição a representações altamente idealizadas de congêneres em mídia social elicia sentimentos de inveja e a crença distorcida de que os outros levam vidas mais felizes e mais bem-sucedidas.
  • Engajar-se em atividades de pouca significância em mídia social pode levar a um sentimento de “perda de tempo” que negativamente influencia o humor.
  • O uso de mídia social poderia estar fomentando a “dependência a internet”, uma condição proposta pela psiquiatria intimamente associada com depressão.
  • Passar mais tempo em mídia social poderia aumentar o risco de exposição a cyber-bullying ou outras interações negativas similares, que podem causar sentimentos de depressão.

Além de encorajar médicos a perguntarem sobre o uso de mídia social entre pessoas que estão deprimidas, os achados poderiam ser usados como base para intervenções de saúde pública alavancando a mídia social. Algumas plataformas de mídia social já fizeram incursões nessas medidas preventivas. Por exemplo, quando uma pessoa pesquisa o site Tumblr por tags indicativos de uma crise de saúde mental – tais como “deprimido”, “suicida” ou “desesperança” – eles são redirecionados para uma mensagem que começa com “está tudo bem?” e fornece links de recursos. Similarmente, um ano atrás, o Facebook testou um recurso que permite que amigos anonimamente façam denúncia de posts preocupantes. Os posts então receberiam mensagens de pop-ups exprimindo preocupação e encorajando-os a falar com um amigo ou com uma linha de ajuda (helpline): “nossa esperança é de que as pesquisas continuem e possam permitir que tais esforços sejam aperfeiçoados de tal forma que possam melhor alcançar aquelas pessoas em necessidade”, afirmou Dr. Primack. “Todas as exposições as mídias sociais não são as mesmas. Futuros estudos poderiam examinar se poderia haver diferentes riscos para depressão dependendo se as interações das pessoas com mídia social tendem a ser mais ativas vs. passivas ou se elas tendem a ser mais confrontacionais vs. suportivas. Isto poderia nos ajudar a desenvolver mais recomendações otimizadas em torno do uso da mídia social”.

 

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Social media use associated with depression among US young adults