Exames Cerebrais Podem Ajudar os Médicos a Escolher Entre “Terapia da Conversa” ou Tratamento Medicamentoso Para Depressão

Pesquisadores da Emory University encontraram que específicos padrões de atividades em exames cerebrais podem ajudar os médicos a identificarem se a psicoterapia ou a medicação antidepressiva é mais provável a ajudar os pacientes a recuperarem-se da depressão.

O estudo, chamado PReDICT, randomicamente alocou pacientes para 12 semanas de tratamento com uma das duas medicações antidepressivas ou com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). No inicio do estudo, os pacientes realizaram um MRI funcional, que foi então analisado para ver se o resultado de TCC ou medicação dependeu do estado do cérebro antes do inicio do tratamento. Os resultados do estudo foram publicados em dois artigos científicos na edição de março de 2017 da American Journal of Psychiatry.

Os exames de MRI identificaram que o grau de conectividade funcional entre um importante centro de processamento emocional (o córtex cingulado subcaloso) e 3 outras áreas do cérebro estavam associadas com os resultados do tratamento. Especificamente, os pacientes com conectividade positiva entre as regiões do cérebro foram significativamente mais propensos a alcançar a remissão com TCC, enquanto pacientes com conectividade negativa ou ausente foram mais propensos a remitir com medicação antidepressiva: “todas as depressões não são iguais e como diferentes tipos de câncer, diferentes tipos de depressão irão requerer tratamentos específicos. Usando estes exames, nós podemos ser capazes de adequar um paciente ao tratamento que tem maior probabilidade de ajudá-lo, ao passo que evita-se tratamentos improváveis de oferecer benefícios”, diz Helen Mayberg, MD, que liderou o estudo por imagem. Mayberg é professora de Psiquiatria, Neurologia e Radiologia da Emory University School of Medicine.

Mayberg e os co-investigadores Boadie Dunlop, MD, do Emory Mood and Anxiety Disorders Program e W. Edward Craighead, PhD, buscaram desenvolver métodos para uma abordagem mais personalizada para tratar depressão.

Atuais diretrizes de tratamentos para depressão maior recomendam que uma preferência do paciente por psicoterapia ou medicação seja considerada ao selecionar a abordagem de tratamento inicial. Contudo, nas preferências dos pacientes do estudo PReDICT, foram apenas fracamente associadas com os resultados; preferências predisseram o abandono do tratamento mas não a melhoria. Estes resultados são consistentes com estudos anteriores, sugerindo que obter um tratamento personalizado para pacientes deprimidos dependerá mais em identificar especificas características biológicas em pacientes do que em basear-se em seus sintomas ou preferências de tratamento. Os resultados de PReDICT sugerem que os exames cerebrais podem oferecer a melhor abordagem para personalizar o tratamento no futuro.

Ao recrutar 344 pacientes para o estudo – de todas as áreas metropolitanas de Atlanta, os pesquisadores foram capazes de reunir um grupo mais diverso de pacientes do que os outros estudos anteriores, com aproximadamente metade dos participantes se auto-identificando como afro-americanos ou hispânicos: “nossa amostra diversificada demonstrou que a psicoterapia baseada em evidência e os tratamentos medicamentosos recomendados como tratamentos de primeira linha para depressão podem ser expandida com confiança para além de uma população branca, uma população não-hispânica”, afirma Dunlop.

“Em última instância, nossos estudos mostram que as características clínicas, tais como idade, gênero, etc., e mesmo as preferências dos pacientes a respeito do tratamento não são tão boas para identificar prováveis desfechos de tratamento como a medida cerebral”, acrescenta Mayberg.

 

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/03/brain-scans-may-help-clinicians-choose-talk-therapy-medication-treatment-depression-48566

 

Fonte da foto: https://cdn.theconversation.com