Cientistas Descobrem Resposta de Ansiedade Ligada a Áreas Cerebrais de Controle do Movimento

Pesquisadores descobriram que a resposta a ansiedade em adolescentes pode incluir não apenas as partes do cérebro que lidam com as emoções (o sistema límbico), como tem sido acreditado por muito tempo, mas também centros de controle do movimento no cérebro, que pode estar associado com inibição do movimento quando estressado (“congelamento”). Este é um pequeno estudo longitudinal, apresentado na conferência da ECNP, em Viena.

Um grupo de pesquisadores italianos e canadenses fizeram uma seleção de crianças ansiosas sociais e um grupo controle, da infância à adolescência. Os pesquisadores testaram 150 crianças de idades de 8/9 anos, para sinais de inibição social. Alguns destes mostraram ter sinais precoces de ansiedade social e uma tendência aumentada para abster-se de situações sociais. Elas também tiveram mais dificuldade para reconhecer emoções, em particular rostos expressando raiva.

As crianças ansiosas, mais as do grupo controle, foram então acompanhadas até a adolescência. Na faixa etária de 14-15 anos, foram testadas novamente para ver se sinais de ansiedade social tinham desenvolvido. Os pesquisadores também usaram MRI funcional para testar como os cérebros dos adolescentes responderam a expressões faciais de raiva.

A pesquisadora Laura Muzzarelli que faz parte do estudo, disse: “nós encontramos que quando foi apresentada uma cara de raiva, o cérebro de adolescentes socialmente ansiosos mostraram atividade aumentada da amígdala, que é a área do cérebro relativa as emoções, memória e como nós respondemos a ameaças. Curiosamente, nós também encontramos que isto produziu inibição de algumas áreas motoras do cérebro, o córtex pré-motor. Esta é uma área que ‘prepara o corpo para ação’ e para específicos movimentos. Esta é a primeira prova concreta de que emoções fortes produzem uma resposta em áreas do cérebro relativas ao movimento. Adolescentes que não apresentam ansiedade social tendem a não apresentar a inibição nos centros de movimento. Nós ainda não sabemos como esta inibição repercute no movimento – pode ser que isto tenha algo a ver do porquê algumas vezes nós ‘congelamos’ quando estamos assustados ou sob forte estresse emocional, mas isto ainda tem de ser testado. O que ela nos dá é uma possível explicação para algumas inibições motoras associadas com estresse emocional. Nós precisamos reconhecer que há algumas limitações para este trabalho. Nós começamos este estudo de 6 anos com 150 crianças, mas no momento em que chegamos na adolescência, reduzimos a área para apenas 5 crianças com ansiedade social e 5 com ansiedade social menos severa, então é uma amostra pequena”.

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Scientists discover response to anxiety linked to movement control areas in brain

Entendendo as Causas de Anormalidades Neurológicas que Resultam de Nascimento Prematuro

Na edição de fevereiro de 2017 da American Journal of Pathology, nova pesquisa da University of Chicago mostra anormalidades motoras frequentemente associadas com bebês de baixo peso ao nascimento poderiam originar-se devido a defeitos no nervo periférico: “tem havido muito foco no sistema nervoso central e nós sabemos que estes bebês não mielinizam o cérebro bem, significando que não produzem a membrana multi-camada que circunda as células nervosas tão fortemente quanto bebês que nascem com peso normal”, explicou o autor do estudo Brian Popko, PhD, da University of Chicago Center for Peripheral Neuropathy.

O estudo sugere que bebês pré-termo podem experienciar desenvolvimento atrasados e mielinizados do sistema nervoso periférico que poderia contribuir para deficiências motoras e neurológicas experienciadas na idade adulta, de acordo com o autor Ben Clayton, PhD: “é acreditado que a razão pela qual há estas normalidades dentro do sistema nervoso central é secundário ao fato de que eles não são tão oxigenados quanto em bebês com peso de nascimento normal porque os pulmões deles não desenvolveram-se ao ponto de bebês que nascem com peso normal”, disse Popko.

Devido aos avanços em medicina e tratamento, muitos destes bebês agora sobrevivem, mas com novas complicações decorrentes de anormalidades do desenvolvimento. Pesquisas estão agora tentando entender a ligação entre hipoxia (baixo oxigênio), mielinização e os observados defeitos do sistema nervoso: “este estudo sugere que as anormalidades motoras em bebês que nascem com peso abaixo do esperado poderia originar-se devido a defeitos de nervos periféricos assim como defeitos do sistema nervoso central”, disse Popko. “Nós precisamos levar isto em consideração quando estamos pensando sobre abordagens terapêuticas”.

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Estudo Revela Papel do Baço em Ansiedade Prolongada Após Estresse

Cientistas estão descobrindo pistas para o que pode ser um desdobramento na relação entre o cérebro e o sistema imune naqueles que sofrem de repercussões de estresse a longo prazo .

Nova pesquisa detalha estas conexões, especificamente que uma abundância de glóbulos brancos no baço poderiam estar enviando mensagem para o cérebro que resulta em mudanças comportamentais prolongadas após as experiências de ratos de repetido estresse: “nós encontramos que células imunes no baço poderiam contribuir para ansiedade crônica seguida de estresse psicológico”, disse Daniel McKim, um estudante de pós-graduação da Ohio State University e autor do estudo. “Nossos achados enfatizam a possibilidade de que o sistema imune representa um novo alvo terapêutico para o tratamento de condições de saúde mental”.

A pesquisa foi parte de uma série de estudos relacionados apresentados na Neuroscience 2016, o encontro anual da Society for Neuroscience.

Os colaboradores de McKim, John Sheridan e Jonathan Godbout, estão trabalhando para explicar a complicada interação entre imunidade e estresse em animais que experienciaram “fracasso social repetido” em um esforço para eventualmente melhorar o bem-estar de pessoas que experienciam estresse psicológico crônico.

Neste estudo, o trio de cientistas determinou que as mudanças da célula imune persistiram por quase 1 mês após os ratos experienciarem o estresse: “o estresse parece estimular a liberação de células-tronco da medula óssea para o baço, quando eles desenvolvem em glóbulos brancos ou monócitos e expandem ao longo do tempo”, Godbout disse.

“Assim, o baço se torna um reservatório de células inflamatórias”.

Sheridan afirmou que o baço é agora entendido como sendo integral para a sensibilização que ocorre após estresse prolongado em ratos, levando a ansiedade e outros problemas cognitivos  mais adiante: “é como uma memória de estresse”, Godbout disse.

No trabalho anterior deles, os pesquisadores da Ohio State documentaram um aumento na prevalência de ansiedade a longo prazo e depressão em ratos expostos a estresse crônico, um modelo que tem sido comparado a Transtorno de Estresse Pós-Traumático em pessoas: “talvez, a ansiedade seja uma coisa boa para a sobrevivência — é evolucionariamente benéfica — mas a questão se torna o que acontece quando esse sistema é colocado para trabalhar demais. É daí é que se torna problemático”, Godbout disse.

Sheridan acrescentou: “nós estamos começando a integrar mais detalhes sobre a comunicação bi-direcional entre o cérebro e o corpo e o corpo e o cérebro”.

A pesquisa foi patrocinada pelo National Institutes of Health.

Outra pesquisa relacionada, da Ohio State, compartilhada em novembro de 2016, encontrou que:

  • Interleucina-1 — uma das várias substâncias chamadas citocinas que são fundamentais para a regulação de respostas imunes e inflamatórias — desempenha um papel crucial na resposta de estresse em ratos. Em particular, a manifestação da interleucina-1 ativa a resposta imune por parte da micróglia no cérebro e aquelas células requerendo o sistema imune, levando a uma subsequente surgimento de glóbulos brancos para o cérebro. O estudante de pós-graduação Damon DiSabato liderou a pesquisa.
  • Durante o estresse crônico, a ativação da resposta imune do cérebro em células, chamado de micróglia, leva o sistema vascular do cérebro a recrutar glóbulos brancos. Aquelas células sanguíneas ou monócitos, produzem um forte sinal que causa comportamento como o de ansiedade, em ratos. A estudante de pós-graduação Anzela Niraula liderou o estudo.
  • Tipos específicos de receptores de interleucina-1 têm um papel-chave na resposta celular para a citocina, e um tipo em particular, parece provocar uma inflamação cerebral vinculada a ansiedade, em ratos. O estudo foi liderado por Xiaoyu Liu, que é estudante de pós-graduação.
  • Drogas que imitam a cannabis pode diminuir a ansiedade e inflamação em ratos que tem estresse, um achado que poderia, eventualmente, ter implicações no tratamento de transtorno de estresse pós-traumático. Sabrina Lisboa, da Universidade de São Paulo, liderou o estudo.

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De Acordo com a Ciência, São Seis os Elementos Efetivos do Pedido de Desculpa

Há seis componentes para um pedido de desculpas – e quanto mais deles você incluir quando você for dizer: “desculpe”, mais efetivo seu pedido de desculpas será, de acordo com uma nova pesquisa.

Mas se você é pressionado por tempo ou espaço, há dois elementos que são os mais cruciais para ter o seu pedido de desculpa aceito: “pedidos de desculpa realmente funcionam, mas você deveria ter a certeza de que atingiu o máximo que puder dos seis componentes-chaves”, disse Roy Lewicki, autor principal do estudo e professor emérito da Fisher College of Business, da Ohio State University.

Em dois experimentos separados, Lewicki e os co-autores do seu estudo testaram como 755 pessoas reagiram a pedidos de desculpas contendo de um a todos os seis destes elementos:

1. Expressão de arrependimento

2. Explicação do que aconteceu de errado

3. Reconhecimento de responsabilidade

4. Declaração de arrependimento

5. Oferta de reparo do dano

6. Pedido de perdão 

A pesquisa foi publicada na edição de maio de 2016 da revista científica Negotiation and Conflict Management Research. Os co-autores de Lewicki foram Robert Lount, professor associado da Ohio State e Beth Polin, da Eastern Kentucky University.

Embora os melhores pedidos de desculpas contenham os seis elementos, nem todos destes componentes são iguais, o estudo encontrou: “nossos achados mostraram que o componente mais importante é o reconhecimento de responsabilidade, ou seja, dizer que a culpa é sua e que você cometeu um erro” Lewicki said.

O segundo elemento mais importante foi uma oferta de reparo: “uma preocupação sobre pedidos de desculpa é que falar é fácil. Mas ao dizer ‘eu vou consertar o que fiz de errado’, você está se comprometendo a tomar medidas para desfazer o dano”, ele afirmou.

Os próximos três elementos foram essencialmente vinculados ao terceiro em eficácia: expressão de arrependimento, explicação do que aconteceu de errado e declaração de arrependimento.

O elemento menos efetivo de um pedido de desculpas é o pedido de perdão: “esse é o elemento que pode-se deixar de fora se você tiver que escolher”, Lewicki disse.

O primeiro estudo envolveu 333 adultos recrutados online através do programa MTURK, da Amazon. Todos os participantes leram um cenário no qual eram o gerente de um departamento de contabilidade que estava contratando um novo empregado. Em um trabalho anterior, o potencial empregado tinha preenchido incorretamente uma declaração de imposto de renda que sub-declarou os rendimentos de um cliente. Quando confrontado sobre a questão, o candidato ao emprego pediu desculpas.

Foi dito aos participantes que o pedido de desculpas continha um, três ou os seis componentes de um pedido de desculpas. Foi então pedido a eles para pontuarem, em uma escala de 1 (de maneira nenhuma) a 5 (bastante) o quão efetiva, credível e adequada a declaração de pedido de desculpas deveria ser.

O segundo estudo incluiu 422 estudantes universitários. Os estudantes leram o mesmo cenário apresentado no primeiro estudo, mas ao invés de ser dito a eles quais componentes do pedido de desculpas continham, eles leram um real pedido de desculpas que incluía de um a seis declarações, baseadas nos seis elementos. Por exemplo, para reconhecimento de responsabilidade, a declaração de pedido de desculpas foi: “eu errei naquilo que eu fiz e eu aceitei a responsabilidade por minhas ações”.

Eles novamente pontuaram o quão efetiva, confiável e adequada seria a declaração de pedido de desculpas .

Os resultados de dois estudos não foram idênticos, mas foram bastante similares, Lewicki afirmou. Para ambos os estudos, quanto mais elementos o pedido de desculpas continham, mais efetivo ele foi pontuado.

Quando os elementos foram avaliados um de cada vez, houve consistência geral na importância dos componentes sobre os dois estudos, com leves variações. Mas em ambos os estudos, o pedido de perdão foi visto como sendo o menos importante.

Em ambos os estudos, foi dito para a metade dos participantes da pesquisa que o preenchimento incorreto da declaração do imposto de renda por parte do candidato a vaga de emprego estava relacionado a competência: ele não tinha conhecimento de todos os relevantes códigos fiscais. Foi dito a outra metade que estava relacionado a integridade: ele conscientemente preencheu a declaração do imposto de renda incorretamente.

O valor de cada um dos seis componentes foi o mesmo independente do pedido de desculpas estar relacionado a falhas de competência ou integridade. Mas em geral, os participantes foram menos propensos a aceitar os pedidos de desculpas quando o candidato ao emprego mostrou uma falta de integridade versus uma falta de competência.

Lewicki notou que, neste trabalho, os participantes simplesmente leram as declarações de pedidos de desculpas. Mas a emoção e a inflexão da voz de um pedido de desculpas feito oralmente pode também ter efeitos poderosos: “claramente, coisas como contato visual e apropriada expressão de sinceridade são importantes quando você faz um pedido de desculpas cara-a-cara”, ele atestou.

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Study reveals the 6 elements of an effective apology

Crianças com TDAH Podem Beneficiar-se de Certos Comportamentos Saudáveis

Um novo estudo mostra que crianças com Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) seguem menos comportamentos de estilo de vida saudável do que crianças que não tem o TDAH, sugerindo que elas podem beneficiarem-se de melhores escolhas de estilo de vida tais como aumentar o consumo de água, diminuir o tempo exposto aos eletrônicos e fazer, pelo menos, uma hora de atividade física por dia.

O transtorno é tipicamente manejado com prescrições como Adderall ou Ritalina, embora muitos pais estejam preocupados com os efeitos colaterais destas medicações e interessados em formas alternativas para minimizar sintomas em seus filhos. O novo estudo, publicado online no Journal of Attention Disorders, é o primeiro a examinar o número total de comportamentos de estilo de vida saudável que crianças com TDAH seguem, quando comparadas a crianças típicamente em desenvolvimento: “muitos pais de crianças diagnosticadas com TDAH não querem que seus filhos tomem medicações”, disse Kathleen Holton, autora do estudo e professora na American University’s Department of Health Studies. “Ter seus filhos seguindo comportamentos de estilo de vida saudável pode ser uma intervenção efetiva em conjunto com ou no lugar de medicações tradicionais para TDAH”.

Holton e o co-autor Joel Nigg, da Oregon Health & Science University, olharam para se ou não crianças na faixa etária de 7 a 11 anos estavam seguindo recomendações de saúde fundamentais para esta faixa etária, da American Academy of Pediatrics, a National Sleep Foundation e o U.S. Department of Agriculture.

Recomendações incluem não ficar mais do que 1 a 2 horas de total de tempo exposto aos eletrônicos diariamente;  fazer, pelo menos, 1 hora de atividade física diariamente; limitar o consumo de bebidas açucaradas; ter de 9 a 11 horas de sono por noite e consumir de 7 a 10 copos de água diariamente, dependendo da idade. Holton e Nigg criaram um índice de estilo de vida para sumarizar o número total de comportamentos de estilo de vida saudável aderido por 184 crianças com TDAH quando comparada a um grupo controle de 104 crianças sem TDAH.

De acordo com os resultados do estudo, crianças com TDAH foram mais propensas a consumirem suco artificialmente doce, menos propensas a lerem por mais de uma hora por dia, mais propensas a terem mais do que duas horas de uso de eletrônicos por dia e mais propensas a engajarem-se em menos horas de atividade física durante a semana. Pais de crianças com TDAH foram também muito mais propensos a reportarem que seu filhos tinham dificuldade de pegar no sono, a reportarem preocupação sobre os hábitos de sono do filho e medo de que os problemas do sono pudessem estar levando a questões de comportamento. Estas associações aconteceram até naquelas crianças que não estavam fazendo uso de medicação para TDAH, que é conhecida por causar perturbação do sono: “pais de crianças dom TDAH deveriam conversar com o pediatra sobre como melhorar os comportamentos de saúde, tais como limitar o uso de eletrônicos, encorajar atividade física, melhor rotinas da hora de dormir e beber água ao invés de outras bebidas”, Holton afirmou.

Em quase todos os estudos de TDAH, a condição da criança é frequentemente avaliada apenas por uma única questão do questionário sobre diagnóstico passado. Holton e Nigg empregaram um rigoroso desenho de estudo que envolveu o relato dos pais, entrevistas diagnósticas e consenso de dois experts clínicos para rastreamento de TDAH e transtornos psiquiátricos adicionais.

O estudo é limitado pelo fato de que é apenas olhado para os comportamentos das crianças em um ponto de tempo. Contudo, os resultados sugerem que pesquisas futuras de ensaios clínicos são necessárias para quantificar o impacto de uma combinada intervenção de estilo de vida em sintomas de TDAH. É possível que mudar de uma vez comportamentos múltiplos de estilo de vida pode levar a outros comportamentos saudáveis: “por exemplo, atividade física aumenta a sede, fazendo com que o consumo de água seja mais atrativo. Atividade física pode também contrabalança o tempo gasto com uso de eletrônicos e pode melhorar o sono. Similarmente, a remoção de bebidas cafeinadas previne seu efeito diurético, ajuda a aumentar o consumo de água e pode ajudar a prevenir perturbação do sono”, Holton disse. “A pesquisa em resultados de saúde em crianças com TDAH continua a oferecer novos insights, focando-se no número total de comportamentos de estilo de vida saudáveis que pode se tornar importante”.

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Children with ADHD may benefit from following healthy behaviors

Bebês Nascidos Prematuramente Podem Mostrar Menos Interesse nas Outras Pessoas

Prestar atenção em outras pessoa é um papel fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social nos primeiros estágios de vida. Contudo, bebês nascidos prematuramente mostram um padrão diferente de atenção.

Em um novo estudo, uma equipe da Kyoto University encontrou evidência de que tais bebês estão menos interessados em outras pessoas comparados a bebês que nasceram a termo, quando testados aos 6 e aos 12 meses de idade. Este novo estudo traz luz para as associação entre o nascimento prematuro, o desenvolvimento de habilidades de comunicação social e, em última análise, o autismo.

Estudos recentes demonstram que bebês nascidos prematuramente estão em maior risco para desenvolver autismo: “o autismo ocorre de uma mistura de fatores genéticos e ambientais. Bebês pré-termo passam por uma quantidade imensa de estresse nos primeiros dias de nascimento, porque o ambiente é profundamente diferente daquele no ventre”, diz Masako Myowa-Yamakoshi, que encabeça a equipe. “Isto torna-os muito mais propensos a dificuldades de desenvolvimento, mesmo se eles parecem perfeitamente bem quando deixam o hospital.”

Masahiro Imafuku, um dos autores da pesquisa, acrescenta que uma ausência de interesse em estímulos sociais — por exemplo, em uma outra pessoa — poderia ser um sinal precoce para se os bebês pré-termo estão seguindo um caminho para o desenvolvimento social atípico: “nós examinamos o interesse em estímulos sociais em bebês pré-termo e a termo, seguindo o olhar fixo deles com um rastreador de olho”, ele explica.

Na primeira parte do estudo, os pesquisadores simultaneamente apresentaram vídeos mostrando pessoas e padrões geométricos para bebês de 6 a 12 meses de idade, testando quais vídeos os bebês preferiam. Olhar fixo significa interesse, significando que quanto maior o tempo gasto olhando para o vídeo de pessoas, maior o interesse pelas outras pessoas. Esta técnica revelou que bebês a termo passaram mais tempo olhando para o vídeo com pessoas, mas um número significante de bebês pré-termo de idades equivalente de bebês a termo mostraram mais interesse no vídeo geométrico.

Em uma segunda tarefa, a equipe examinou o quão bem os bebês poderiam seguir o olhar fixo de outras pessoas: “ser capaz de seguir onde as outras pessoas estão olhando está relacionado ao entendimento da intenção delas e da aquisição de linguagem”, diz Imafuku. Bem parecida com a primeira tarefa, os bebês de 6 meses que eram a termo seguiram os olhares fixos de pessoas no vídeo, enquanto bebês preterm mostraram dificuldade.

A equipe apontou que, significantemente, interesse em outras pessoas e seguir as direções dos olhos seguem desenvolve-se na maioria dos bebês pré-termo de 6 a 12 meses de idade. Isto, quando associado com um outro estudo, indica que os sistemas nervosos de vários bebês pré-termo podem desenvolver-se de maneiras radicalmente diferente daqueles de bebês a termo no primeiro ano de vida.

Em um estudo relacionado, os pesquisadores encontraram que bebês pré-termo choram com um tom alto e estridente. Isto se dá por causa da atividade do nervo vago — um dos principais nervos parasimpáticos — está fraca em bebês pré-termo comparados com bebês a termo: “a baixa atividade do nervo vago faz com que as cordas vocais contraiam excessivamente”, diz Yuta Shinya, que foi autor do segundo estudo. “O agudo distinto de bebês pré-termo reflete a atividade deste nervo, que está relacionado a regulação do coração e a capacidade da garganta, saúde e habilidades cognitivas. Nós estamos olhando para se os choros estridentes correlaciona-se com desenvolvimento cognitivo atípico na infância”.

“A incidência de nascimento pré-termo está subindo em países desenvolvidos como o Japão, uma vez que as pessoas cada vez mais dão a luz em uma idade mais velha e dado os riscos previstos com FIV”, diz Myowa-Yamakoshi. “Nós esperamos que estudos como o nosso contribua para diagnósticos precoces, pois assim poderíamos oferecer suporte apropriado numa fase tão precoce quanto possível”.

O artigo “Preference for Dynamic Human Images and Gaze-Following Abilities in Preterm Infants at 6 and 12 Months of Age: An Eye-Tracking Study” apareceu em março de 2016, na Infancy.

 

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Infants born prematurely may show less interest in others

O Que a Sua Estrutura Cerebral Diz Sobre a Sua Personalidade?

De comprimento do dedo do pé a caligrafia e posição para dormir, tem havido inúmeros estudos ligando várias características com específicos traços de personalidade. Mas estes são, claro, apenas associações entre características incidentais – já que o comprimento do dedo do pé que nós temos não modela, no final das contas, quem nós somos como indivíduos.

Por isso, precisamos olhar para o cérebro e sua complexa anatomia. Agora, nós descobrimos surpreendentes diferenças estruturais nos cérebros de pessoas com diferentes tipos de personalidade. Nós acreditamos que as mudanças estruturais – vistas como variações na espessura, área e dobramento do cérebro – podem resultar de diferenças no desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

Eu liderei a equipe internacional de pesquisadores por trás do estudo, publicado na revista cientifica Social Cognitive and Affective Neuroscience. Nós analisamos o cérebro de mais de 500 pessoas saudáveis na faixa etária de 22 a 36 anos de idade. Os exames da estrutura cerebral foram fornecidos pelo Human Connectome Project, um projeto americano fundado pelo National Institutes of Health. Nós avaliamos traços de personalidade usando um questionário chamado de NEO five factor inventory. Ao fazer isso, nós fomos capazes de dividir os participantes no então chamado traços de personalidade do “big five”: neuroticismo, extroversão, abertura para a experiência, amabilidade e conscienciosidade.

Nós encontramos que neuroticismo, um traço de personalidade fundamentando doenças mentais tal como os transtornos ansiosos, estava ligado a um córtex mais espesso (a camada externa de tecido neural do cérebro) e uma área menor e dobramento em algumas regiões do cérebro. Por outro lado, a abertura para novas experiências, um traço refletindo curiosidade e criatividade, estava associado com um córtex mais fino e uma área maior e dobramento no cérebro. Os outros traços de personalidade estavam ligados a outras diferenças na estrutura do cérebro, tal como amabilidade, que foi correlacionada com um córtex pré-frontal mais fino (esta área está envolvida em tarefas incluindo o processamento da empatia e outras habilidades sociais).

Esta é a primeira vez que os traços de personalidade “big five” foram claramente ligados a diferenças em espessura cerebral, área e dobramento em uma amostra grande de indivíduos saudáveis. Contudo, nós tínhamos previamente encontrado que os cérebros de adolescentes com sérios problemas de comportamento antisocial diferem significantemente em estrutura daqueles de seus semelhantes que não exibem tal comportamento disruptivo.

A relação entre diferenças na estrutura do cérebro e personalidade em pessoas saudáveis sugere que as mudanças no cérebro podem ser até mais pronunciadas em pessoas com doenças mentais. Ligar a estrutura do cérebro a traços básicos de personalidade é um passo crucial para melhorar nosso entendimento de transtornos mentais. No futuro, pode até nos dar a oportunidade de detectar aqueles que estão em risco alto de desenvolver doenças mentais precoces, que tem óbvias implicações para intervenção rápida.

As diferenças são prováveis de originarem-se de “stretching cortical”, um processo de desenvolvimento que modela nosso cérebro de uma forma que maximiza sua área e montante de dobramento enquanto minimizam sua espessura. Em outras palavras, à medida em que nós crescemos no útero e durante toda a nossa vida, o córtex cerebral – incluindo o córtex pré-frontral e todas as outras partes dele – se torna mais fino enquanto sua área e dobramento aumenta. É como aumentar o alongamento e dobramento de um elástico – isto aumenta a sua área, mas, ao mesmo tempo, o elástico fica mais fino.

Isto corrobora a observação de que nós frequentemente somos mais neuróticos quando somos jovens. A medida que envelhecemos, aprendemos a como lidar com emoções e nos tornamos mais conscientes e agradáveis.

O novo estudo sugere que a personalidade é fortemente enraizada em princípios nucleares que governam a evolução do cérebro. De fato, alongamento cortical é um processo-chave revolucionário que tem permitido o cérebro humano crescer rapidamente enquanto ainda encaixa-se no crânio.

O fato de que há tais diferenças acentuadas na estrutura do cérebro entre pessoas com diferentes tipos de personalidade sugere que, personalidade é, pelo menos, parcialmente genética. Contudo, exames do cérebro sozinhos não podem buscar a fundo as causas de diferenças em personalidade. O próximo passo será realizar estudos que sigam as pessoas desde a tenra idade, para entender como os seus genes e o ambiente em que são criadas pode afetar a maturação do cérebro e personalidade.

Estudos como este fornecem novas peças para o quebra-cabeça que é entender o comportamento humano. Embora se considere que a maturação cerebral desempenha um importante papel em modelar nossa personalidade é uma importante peça de pesquisa, é importante que nós não percamos de vista o fato de que genes não são tudo. Nós deveríamos sempre alimentar o que é bom sobre nossas personalidades e empenhar-se para nos tornarmos pessoas melhores.

Este artigo foi escrito porThe Conversation Luca Passamonti, da University of Cambridge e foi originalmente publicado no The Conversation

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Probióticos Podem Reduzir Níveis de Estresse e Reduzir a Ansiedade

Probióticos ou bactérias vivas benéficas que são introduzidas no corpo, tem se tornado cada vez mais populares como uma forma de melhorar a saúde e o bem-estar. Estudos anteriores têm mostrado uma correlação direta entre micróbios do intestino e o sistema nervoso central. Agora, os pesquisadores da University of Missouri, usando um modelo de peixe-zebra, determinou que um probiótico comum, vendido em suplementos e iogurtes, pode diminuir comportamento  e ansiedade relacionado a estresse. Eles estudararam como as bactérias do intestino afetam o comportamento em peixe-zebra e se isso poderia levar a um melhor entendimento de como os probióticos podem afetar o sistema nervoso central em humanos. Seus resultados recentemente foram publicados no Scientific Reports: “Peixes-zebra são um novo modelo de espécies para estudos neuro-comportamentais e seu uso é bem-estabelecido em exame de drogas”, disse Aaron Ericsson, diretor do MU Metagenomics Center e professor no departamento de Patobiologia Veterinária. “Nosso estudo mostrou que probióticos simples que nós normalmente usamos para manter nosso trato digestivo em sincronização, poderia ser benéfico para reduzir nossos níveis de estresse também”.

Em uma série de estudos, pesquisadores testaram como peixes-zebra comportou-se após doses de Lactobacillus plantarum, uma bactéria comum encontrada em iogurte e suplementos probióticos. No primeiro estudo, cientistas adicionaram a bactéria a certos tanques abrigando peixe-zebra; outros tanques de peixe-zebra não receberam probióticos. Então, os pesquisadores introduziram estressores ambientais em ambos os grupos, tal como drenar pequenos montantes de água do tanque e superlotá-lo: “Cada dia nós introduzimos um estressor diferente — testes que estão validados por outros pesquisadores e causam maior ansiedade entre peixes-zebra”, disse Elizabeth Bryda, professora de patobiologia veterinária na MU College of Veterinary Medicine: “Estes são padrões de estresse ambiental comuns, tais como estresse e mudança de temperatura, assim fazem os testes relevantes para os humanos também”.

Ao analisar as vias genéticas de ambos os grupos de peixes, a equipe de pesquisadores encontrou que os peixes-zebras que receberam os suplementos mostraram uma redução nas vias metabólicas associadas com estresse: “ao mensurar os genes associados com estresse e ansiedade, nossos testes foram capazes de prever como este probiótico comum é capaz de beneficiar respostas comportamentais nestes peixes”, disse Daniel Davis, diretor assistente da MU Animal Modeling Core. “Essencialmente, a bactéria no intestino alterou a expressão do gene associada com vias relacionadas a estresse e ansiedade nos peixes, permitindo aumentada sinalização de particulares neurotransmissores”.

Para testar mais a sua teoria, os pesquisadores mensuraram os movimentos dos peixes nos tanques usando sofisticada medição por computador e ferramentas de imagem. Estudos anteriores de comportamento de peixes encontrou que peixes que estão estressados tendem a passar mais tempo no fundo de seus tanques. Uma vez que foi administrado probiótico para os peixes, eles tenderam a passar mais tempo na parte superior dos tanques — a mudança no comportamento indicando que estavam menos estressados ou menos ansiosos: “usando peixes-zebra, nós desenvolvemos uma plataforma relativamente barata para testar outras espécies de bactéria e probióticos e seu potencial beneficio em sistemas diferentes do corpo” Ericsson afirmou.

O estudo: “Lactobacillus plantarum attenuates anxiety-related behavior and protects against stress-induced dysbiosis in adult zebrafish”, foi publicado no Scientific Reports. O trabalho foi financiado pelo College of Veterinary Medicine. O conteúdo é exclusivamente de responsabilidade dos autores e não necessariamente representa a visão oficial das agências financiadoras.

 

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Como São os Nossos Julgamentos Sobre os Fatos Passados e Futuros

Pessoas estão frequentemente perdoadas para ações que elas originalmente nunca teriam permissão para fazer – um fenômeno descrito como “Lei da Retroatividade de Stuart”. Crianças que assistem TV por mais tempo do que são permitidas, adolescentes que fogem sem dizer aos seus pais, e adultos que esvaziam contas de banco conjuntas sem informar o cônjuge, todos parecem ter um sentido intuitivo para captar isto.

Mas embora possa soar como uma inocente peculiaridade psicológica do qual nós não podemos fazer nada sobre ela, é na verdade algo que está tendo sérias consequências em áreas variando de relacionamentos, política, ao sistema judiciário. Então o que está causando e podemos fazer alguma coisa sobre isso? Vamos dar uma olhada na ciência.

Pode parecer ilógico, mas uma pesquisa confirmou que pessoas têm reações  acentuadamente diferentes a delitos que tenham já acontecido para aqueles que irão acontecer no futuro. Nós tendemos a julgar crimes futuros como sendo mais deliberados, menos morais e mais merecedores de punição do que transgressões equivalentes no passado. Tecnicamente falando, nós exibimos “assimetrias temporais” em julgamentos morais.

Esta noção foi recentemente testada em uma série de estudos pelo psicólogo Eugene Caruso. Ele deu para adultos estórias descrevendo dois eventos idênticos – um que ocorreu em algum ponto no futuro e um que ocorreu em uma quantidade de tempo equivalente no passado. Ele então pediu aos participantes para julgarem o quão anti-ético, deliberado ou merecedor de elogio ou culpa eles pensavam que estes eventos eram.

Um dos cenários hipotéticos foi que a Coca-Cola estava desenvolvendo uma nova máquina automática de venda de refrigerantes. A máquina foi projetada para mudar o preço das bebidas dependendo da temperatura do lado de fora dela – em dias mais quentes ela automaticamente aumentaria os preços. Foi dito para a metade dos participantes que a máquina foi testada no último mês, para a outra metade que ela será testada todos os meses. Caruso encontrou que participantes sentiram que a máquina de venda de refrigerante foi consideravelmente menos justa se estava prestes a ser testada no futuro.

Em um outro experimento, ele mostrou que nossos viéses frente a eventos futuros não estão limitados a comportamentos negativos. Quando lendo sobre um homem rico que decidiu fazer uma doação anônima para uma instituição de caridade no valor de US$5,000, participantes viram a contribuição dele como mais generosa quando ela seria realizada no futuro do que quando tinha sido realizada no passado.

Em geral, estes estudos mostraram que pessoas julgaram transgressões mais duramente e boas ações mais positivamente se eles acreditam que os eventos ocorreriam no futuro do que se eles já tivessem ocorrido.

Mas uma importante questão permanece. Por que nós fazemos isso? A pesquisa sugere que pessoas recorrem a suas emoções quando fizerem julgamentos de justiça e moralidade. Quando emoções estão elevadas, os julgamentos são mais extremos do que quando reações estão fracas. Um experimento no qual pessoas que imaginaram sendo jurados mostrou, por exemplo, que quanto mais ultrajante eram as ações do réu, maior a probabilidade deles para propor penas severas. Por outro lado, alguém com uma capacidade comprometida para experienciar emoção, um psicopata, por exemplo, é menos provável reconhecer infrações morais.

Caruso argumenta que seus resultados podem, pelo menos em parte, serem explicados pela diferença em respostas emocionais para eventos futuros e passados. Pessoas tendem a relatar reações mais intensas para o mesmo evento quando imaginam experienciando-a no futuro do que quando lembram de tê-la experienciado no passado. Isto tem sido mostrado por considerar um feriado, um ciclo menstrual ou estar sujeito a um barulho desagradável.

Isto pode parcialmente ser porque o futuro é normalmente mais controlável do que o passado. De uma perspectiva evolucionária, entusiasmo pode ser benéfico à medida em que pode normalmente ajudar-nos a lidar com uma ameaça iminente, tal como escapar de um incêndio. O futuro é também geralmente mais incerto do que o passado – e incerteza pode intensificar o aborrecimento de um evento negativo.

Quaisquer que sejam as razões, os estudos sugerem que pode haver algumas implicações bastante sérias. Em um dos estudos de Caruso, os participantes que imaginaram sendo jurados em um julgamento civil, concederam mais dinheiro para a vítima de um acidente que iria sofrer por seis meses do que a pessoa que tinha sofrido nos últimos seis meses. Se crimes passados são vistos como menos severos do que crimes futuros, então injustiças passadas serão respondidas com punição menos severa do que as equivalentes no futuro. 

Aqueles buscando minimizar as repercussões de suas ações podem tirar vantagem disto. Por exemplo, um governo buscando implementar uma técnica de vigilância eticamente questionável pode escolher simplesmente seguir me frente com ela sem uma consulta pública e lidar com as consequências mais tarde.

Mas as notícias não são de todo ruins. Estar atento a esta diferença fundamental entre julgamentos dos eventos do passado e futuro pode nos ajudar a nos tornarmos juízes mais consistentes de comportamento moral. Uma coisa que realmente sabemos é que este viés pode não estar presente em crianças pequenas, que são mais imediatistas em suas tomadas de decisão do que os adultos. Nossos viéses em relação ao futuro emergem à medida em que nós ficamos mais velhos? Ele pode ser ensinado? Talvez se nós pudéssemos descobrir a resposta para essa questão, seriamos capazes de construir um mundo onde crimes seriam julgados independentemente de sua localização no tempo.

Escrito por Agnieszka Jaroslawska, da Queen’s University Belfast. Este artigo foi originalmente publicado na The Conversation

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

How our bias toward the future can cloud our moral judgement

Novos Achados Revelam o Pensamento Social do Bebê

Uma colaboração inovadora entre neurocientistas e psicólogos do desenvolvimento que investigaram como os cérebros de bebês processam as ações de outras pessoas, fornecem a primeira evidência que liga diretamente respostas neurais do sistema motor a explícito comportamento social em bebês. A pesquisa foi publicada em abril de 2016 na Psychological Science.

O estudo envolveu 36 bebês de 7 meses, que foram cada um testados enquanto vestiam um gorro que usava eletroencefaalografia (EEG) para medir atividade cerebral. Durante o experimento, cada bebê observou um ator reagir a um dos dois brinquedos. Imediatamente após, foi permitido ao bebê selecionar um dos mesmos brinquedos. Este procedimento foi repetido 12 vezes.

A atividade cerebral dos bebês previu como eles responderiam ao comportamento do ator. Quando os bebês recrutaram seu sistema motor enquanto observavam o ator agarrar um dos brinquedos, eles subsequentemente imitaram o ator. Quando eles não imitavam o ator, não havia um engajamento perceptível do sistema motor na atividade cerebral enquanto eles assistiram o ator: “nossa pesquisa fornece inicial evidência de que o recrutamento do sistema motor está eventualmente ligado ao comportamento interativo social dos bebês”, disse a autora Courtney Filippi, da University of Chicago. “Ela fornece evidência inicial de que recrutando o sistema motor durante a ação codificadora, isso prevê subsequente comportamento social interativo dos bebês”.

Os pesquisadores usaram EEG para medir um componente de atividade cerebral –dessincronização de atividade na banda de frequência mu – que tem sido ligado a atividade do córtex motor em adultos. Assim como nos adultos, os bebês apresentam esta resposta quando eles próprios agem e quando assistem a ação das outras pessoas, sugerindo que o sistema motor pode desempenhar um papel na percepção das ações dos outros. Até este atual estudo, contudo, esta possibilidade não tinha sido testada em bebês: “esta pesquisa nos diz que, no meio do primeiro ano do bebê, bebês estão começando a serem capazes de entender que pessoas agem intencionamente – que elas escolhem um brinquedo ao invés de outro porque querem aquele brinquedo”, disse Helen Tager-Flusberg, professora da Boston University, que esta familiarizada com o assunto, mas não está envolvida na pesquisa. “Este entendimento por parte de um bebê envolve não apenas ver a ação de outra pessoa, mas também envolve o próprio sistema motor do bebê, que é recrutado quando o(a) bebê escolhe o mesmo brinquedo”.

Fundamentalmente, os pesquisadores identificaram os processos neurais que contribuem para o comportamento social inteligente em bebês. E é a primeira evidência de que a ativação do sistema motor em bebês prediz a imitação de outras ações, assim como um evidente entendimento da meta dos outros: “essa é uma grande notícia: que bebês entendem o que estão observando, que há uma conexão direta entre observar os outros, entender o que os outros estão fazendo e aprender como agir”, disse a co-autora Amanda Woodward, da UChicago.

A metodologia da pesquisadora também abriu novas perspectivas: “esta é a primeira tentativa para combinar a avaliação do comportamento de bebês – neste caso, imitando as ações de uma outra pessoa – com mensuração de atividade cerebral em bebês”, Tager-Flusberg disse.

“Provavelmente o lugar mais difícil para se estudar a relação entre atividade cerebral e comportamento é com bebês, devido as limitações nos métodos que podem ser usados e o fato de que bebês são bebês”, Woodward notou. “Nossa metodologia representa um avanço e uma prova conceitual”.

“Nós temos trabalhado duro ao longo dos anos para desenvolver os métodos que permitam-nos registrar atividade cerebral em bebês enquanto estão engajados no mundo social”, disse o co-autor Nathan Fox, da University of Maryland, College Park. “A pesquisa reflete nossa capacidade de sincronizar cérebro e comportamento em bebês durante o primeiro ano de vida”.

Embora esta pesquisa não vá traduzir-se diretamente em novos tratamentos médicos ou terapias, ela poderia contribuir para avanços médicos mais adiante, ajudando a esclarecer como o cérebro humano funciona e desenvolve-se, Woodward adicionou: “uma razão para engajar-se em ciência fundamental é melhor entender o desenvolvimento do cérebro e mente. Aqui nós olhamos para o desenvolvimento da cognição social, comportamento social e o sistema motor, todas elas são cruciais para o desenvolvimento humano e são frequentemente afetadas por deficiências de desenvolvimento, incluindo autismo”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

New findings reveal social thinking in the infant brain