Medicações-padrão antidepressivas não funcionam para todo mundo e mesmo quando funcionam, demoram para fazer efeito. Em um esforço para encontrar melhores tratamentos para depressão, os pesquisadores da University of California San Diego School of Medicine descobriram que inibir uma enzima chamada Glyoxalase 1 (GLO1) alivia sinais de depressão em ratos. Além disso, inibir a GLO1 funcionou muito mais rápido do que o Prozac, um antidepressivo convencional.
O estudo, publicado no Molecular Psychiatry, fornece uma meta para o desenvolvimento de uma classe completamente nova de medicações antidepressivas de ação mais rápida: “a depressão afeta, pelo menos, 1 em cada seis de nós, em algum ponto de nossa vida, e tratamentos melhores são urgentemente necessários”, disse o autor Abraham Palmer, PhD, professor de psiquiatria da UC San Diego School of Medicine. “Um melhor entendimento das bases moleculares e celulares da depressão nos ajudarão a encontrar novas formas para inibir ou combater seu surgimento e severidade”.
Palmer e sua equipe desvendou um processo molecular previamente subvalorizado que pode influenciar modelos de ratos de depressão. Aqui está como o processo funciona: as células geram energia. Ao fazer isso, elas produzem um subproduto. Esse subproduto inibe os neurônios e, assim, influencia vários comportamentos. Tipicamente, a enzima GLO1 remove este subproduto, mas inibindo a GLO1 pode também aumentar a atividade de certos neurônios de uma forma benéfica. Em ratos, Palmer e outros mostraram que mais atividade de GLO1 deixa os ratos mais ansiosos, mas menos era conhecido sobre o efeito do sistema na depressão.
Palmer e sua equipe se perguntaram se eles poderiam reduzir sinais de depressão ao inibir a enzima GLO1.
Os pesquisadores usaram vários diferentes testes antidepressivos. Eles compararam respostas em três grupos de ratos: 1) não-tratados 2) tratados inibindo o GLO1, geneticamente ou com um composto experimental e 3) tratados com Prozac, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, comumente usado para tratar depressão.
Os primeiros testes que eles usaram foi o teste de suspensão da cauda e os testes de nado forçado, que são frequentemente usados para determinar se ou não um composto é um antidepressivo. Neste caso, a resposta foi sim. Os outros testes — teste do nado forçado crônico, paradigma de estresse crônico leve e bulbectomia olfativa — são medidas bem estabelecidas que podem também serem usadas para medir quanto tempo leva para um antidepressivo fazer efeito.
Em cada um destes testes, inibir a enzima GLO1 reduziu sintomas como o depressão em cinco dias, enquanto levou 14 dias para o Prozac ter o mesmo efeito.
Embora esta nova abordagem para tratar depressão tenha, até o momento, apenas sido testada em ratos e levará muitos anos de desenvolvimento até que um inibidor GLO1 possa ser testado em humanos, os pesquisadores estão entusiasmados para encontrar essas novas e inexploradas abordagens para tratar depressão: “não há atualmente aprovados antidepressivos de ação rápida, então achados como estes são incomuns”, disse a co-autora do estudo Stephanie Dulawa, PhD, professora associada da UC San Diego School of Medicine.
Palmer e sua equipe solicitaram a patente relacionada a este trabalho. Eles já estão trabalhando com profissionais da UC San Diego para desenvolver medicações que tenham como alvo o GLO1. Enquanto isso, Dulawa também publicou um artigo em separado que critica o uso de especificas abordagens comportamentais e moleculares, com a meta de ajudar outros pesquisadores a identificar novos alvos antidepressivos.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
http://www.psypost.org/2017/03/mouse-study-identifies-new-method-treating-depression-48457
