Exame do Cérebro Antes da Terapia Antidepressiva Pode Predizer Resposta

Um exame de MRI funcional do cérebro pode ajudar a predizer quais pacientes responderão positivamente a terapia antidepressiva, de acordo com um novo estudo publicado na revista cientifica Brain.

Pesquisadores da University of Illinois em Chicago e da University of Michigan realizaram exames de fMRI em pacientes com transtorno depressivo maior que estavam começando a a terapia antidepressiva. Aqueles pacientes que apresentavam mais comunicação com duas redes cerebrais quando eles cometiam um erro enquanto realizavam uma tarefa cognitiva determinada foram menos propensos a responderem a medicação antidepressiva.

As duas redes são a rede de detectação de erro — que engaja-se quando alguém nota que eles cometeram um engano — e a rede de processamento de interferência, que é ativada quando decide em qual informação se focar: “nós acreditamos que a aumentada diafonia dentro destas redes podem refletir uma propensão para meditarmos sobre os acontecimentos negativos, tal como o erro, ou um déficit em regulação emocional quando confrontado com um erro e nossas medicações podem ser menos efetivas para ajudar estes tipos de pacientes”, diz Natania Crane, estudante de pós-graduação em psiquiatria, do UIC College of Medicine, e que é a primeira autora do estudo.

Encontrar a terapia certa pode levar meses. Medicações usadas para tratar transtorno depressivo maior leva de 8 a 12 semanas para ter um impacto perceptível em humor e outros sintomas, e pacientes podem não responder a primeira medicação prescrita ou sofrerem de efeitos colaterais, requerendo uma troca de medicações. Ser capaz de predizer sua resposta a medicações poderia reduzir o tempo que leva os pacientes a começarem a sentir-se melhores e reduzir os custos de cuidado da saúde, disse Scott Langenecker, professor associado de psicologia e psiquiatria da UIC e também um dos autores do estudo.

Vários estudos que usaram fMRI para identificar áreas distintas do cérebro que são hiperativas ou hipoativas em pacientes com transtorno de depressão maior tem sugerido que a neuroimagem pode ser útil para predizer a resposta de um paciente a uma determinada terapia farmacêutica.

No estudo atual, os pesquisadores olharam para os padrões de ativação do cérebro enquanto os participantes realizavam uma tarefa de controle cognitivo para ver se prediziam resposta a tratamento com medicação. Eles usaram uma técnica de partícula única para determinar quais áreas do cérebro que estavam altamente ativas durante a incumbência de erros em uma tarefa cognitiva correlacionada com resposta a tratamento e como a força de comunicação dentro de específicas redes cerebrais predisseram a resposta ao tratamento.

Eles estudaram 36 pacientes adultos com transtorno de depressão maior que não estavam sendo tratados com medicações no momento do estudo. Os sujeitos tinham exames de fMRI e participaram de inquéritos acerca de seus sintomas depressivos. Eles foram então alocados para um dos dois antidepressivos: escitalopram (Effexor, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, em 22 participantes) ou duloxetine (Cymbalta, um inibidor da recaptação de serotonina-noradrenalina, em 14 participantes).

Durante o exame de fMRI, os participantes foram instruídos para olhar um sinal luminoso das letras X, Y e Z através de uma tela. Foi pedido a eles para pressionarem um botão todas as vezes que vissem uma letra, mas não pressionar uma segunda vez se a mesma letra repetisse.

Os pacientes foram acompanhados durante e após 10 semanas de terapia antidepressiva. Eles completaram questionários e entrevistas para determinar se a medicação prescrita estava reduzindo os sintomas deles.

Pacientes cuja atividade cerebral era mais forte na rede de detectação de erro ou na rede de processamento de interferência foram encontrados como menos propensos a experienciar uma eventual redução de seus sintomas depressivos em medicação: “usando nosso modelo, nós fomos capazes de predizer com um grau bastante alto de acurácia – em fato, 90% — quais pacientes responderiam a tratamento antidepressivo e quais não responderiam”, Langenecker afirmou.

Os pesquisadores também encontraram que os participantes que cometerem mais erros durante a tarefa cognitiva foram mais propensos a responder ao tratamento antidepressivo: “este é um importante passo frente a medicina individualizada para tratamento de depressão. Usando testes cognitivos e fMRI, nós pudemos identificar quem responderia melhor a terapia antidepressiva e quem poderia necessitar de outras terapias efetivas que funcionam através de diferentes mecanismos, como a psicoterapia”, Langenecker disse.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/01/brain-scan-antidepressant-therapy-may-predict-response-47095