Perda de Esposa(o) ou Companheira(o) Por Suicídio Ligada a Transtornos Mentais e Físicos

Pessoas que perdem um(a) companheiro(a) por suicídio estão em um risco aumentado para uma série de transtornos físicos e mentais, incluindo câncer, depressão, hérnias de disco e transtornos de humor quando comparadas àquelas na população em geral, é o que sugere uma nova pesquisa da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health.

O estudo, acreditado ser o primeiro a examinar em larga escala o impacto mais amplo de perder um(a) companheiro(a) para suicídio, ressalta a necessidade para sistemas de apoio para companheiros(as) em luto e outros que perderam entes queridos para o suicídio, já que as intervenções endereçando luto complicado poderiam ajudar a mitigar alguns dos efeitos. Mais de 800.000 pessoas ao redor do mundo morrem por suicídio todos os anos e a taxa de suicídio em muitos países, incluindo os EUA, vem aumentando.

O estudo, publicado em março de 2017 no JAMA Psychiatry, seguiu 4.814 dinamarqueses e 10.793 dinamarquesas enlutados pelo suicídio do(a) companheiro(a) por até 35 anos, de 1980 a 2014, e comparou-os a população geral da Dinamarca: “é uma experiência extremamente devastadora quando alguém que você ama muito morre, de repente, por suicídio”, diz a líder do estudo,  Annette Erlangsen, PhD, professora adjunta no Bloomberg School’s Department of Mental Health. “Nós fomos capazes de mostrar que estar exposto a tal evento estressante de vida como o suicídio de seu(sua) companheiro(a) oferece riscos maiores para transtornos físicos e mentais e, que é diferente de perder um(a) companheiro(a) de outras causas de morte, tais como doença ou acidente repentino”.

Usando o registro de causa de morte da Dinamarca, os pesquisadores identificaram todo mundo no país, com 18 anos, que morreu por suicídio, desde 1970. Usando os registros nacionais da população inteira, a equipe então identificou companheiros(as) sobreviventes, incluindo esposos(as), companheiros(as) com uniões registradas ou aqueles do qual o falecido(a) co-habitava e estudaram-os ao longo dos anos após a perda.

Os pesquisadores compararam este dado a dois grupos: a população geral da Dinamarca, de 18 anos ou mais, vivendo no país entre 1980 e 2014 e pessoas na população geral que estavam enlutadas pela morte do(a) companheiro(a) devido a causas que não o suicídio.

Aqueles que perderam os(as) companheiros(as) por suicídio estavam em um risco aumentado para câncer, cirrose hepática e hérnia de disco do que a população em geral. Após o acompanhamento a longo prazo, houve um risco aumentado de transtornos do sono e, para mulheres apenas, doenças respiratórias crônicas. Como pesquisas anteriores, o estudo encontrou que o risco era particularmente elevado durante os primeiros cinco anos após a perda. O estudo encontrou que o enlutado por suicídio teve um risco aumentado para transtornos de humor, TEPT, transtornos ansiosos, transtornos relacionados ao uso de álcool, assim como automutilação comparado a população em geral: “a taxa de suicídio nos EUA está aumentando, o que torna esta pesquisa ainda mais relevante”, diz uma outra autora, Holly C. Wilcox, PhD, professora associada do Bloomberg School e do Johns Hopkins University School of Medicine. “Profissionais da saúde, amigos e vizinhos frequentemente não sabem como melhor apoiar estas pessoas enlutadas pelo suicídio”.

Embora os pesquisadores não tenham ficado surpresos pelo teor dos achados, houveram algumas coisas que foram inesperadas, tal como o achado de um risco aumentado para uma hérnia de disco. Também, eles encontraram que os(as) companheiros(as) que tinham perdido um ente querido por suicídio e que tinham casado novamente tinham uma chance menor de divorciar-se do que a população em geral. Em aproximadamente 44%, a taxa de divórcio na Dinamarca é comparável a outros países desenvolvidos, incluindo os EUA: “talvez as pessoas que experienciaram tal perda traumática pode ser mais seletiva quando elas escolhem um(a) novo(a) companheiro(a) e, enquanto tal, são menos propensas a experienciar um divórcio”, Erlangsen diz.

A pesquisa enfatiza a necessidade para intervenções pessoais e profissionais para pessoas cujas as vidas foram impactadas pelo suicídio de seu(sua) esposo(a) ou companheiro(a): “esta é uma população carente de apoio e assistência”, Wilcox afirma. “Sobreviver ao suicídio de um membro da família é frequentemente uma experiência bastante isoladora. Frequentemente, amigos e família do enlutado tem medo de dizer algo errado e então não dizem nada. O estigma associado com o suicídio pode levar os sobreviventes a sofrerem sozinhos em silêncio”.

Os pesquisadores dizem que escolheram a Dinamarca porque o país tem um conjunto muito rico de dados. A Suécia tem similarmente uma base rica de dados para estudos de longa escala. Os EUA não tem. Os achados, os pesquisadores afirmam, são aplicáveis para outros países.

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Estudo com Ratos Identifica um Novo Método para Tratar Depressão

Medicações-padrão antidepressivas não funcionam para todo mundo e mesmo quando funcionam, demoram para fazer efeito. Em um esforço para encontrar melhores tratamentos para depressão, os pesquisadores da University of California San Diego School of Medicine descobriram que inibir uma enzima chamada Glyoxalase 1 (GLO1) alivia sinais de depressão em ratos. Além disso, inibir a GLO1 funcionou muito mais rápido do que o Prozac, um antidepressivo convencional.

O estudo, publicado no Molecular Psychiatry, fornece uma meta para o desenvolvimento de uma classe completamente nova de medicações antidepressivas de ação mais rápida: “a depressão afeta, pelo menos, 1 em cada seis de nós, em algum ponto de nossa vida, e tratamentos melhores são urgentemente necessários”, disse o autor Abraham Palmer, PhD, professor de psiquiatria da UC San Diego School of Medicine. “Um melhor entendimento das bases moleculares e celulares da depressão nos ajudarão a encontrar novas formas para inibir ou combater seu surgimento e severidade”.

Palmer e sua equipe desvendou um processo molecular previamente subvalorizado que pode influenciar modelos de ratos de depressão. Aqui está como o processo funciona: as células geram energia. Ao fazer isso, elas produzem um subproduto. Esse subproduto inibe os neurônios e, assim, influencia vários comportamentos. Tipicamente, a enzima GLO1 remove este subproduto, mas inibindo a GLO1 pode também aumentar a atividade de certos neurônios de uma forma benéfica. Em ratos, Palmer e outros mostraram que mais atividade de GLO1 deixa os ratos mais ansiosos, mas menos era conhecido sobre o efeito do sistema na depressão.

Palmer e sua equipe se perguntaram se eles poderiam reduzir sinais de depressão ao inibir a enzima GLO1.

Os pesquisadores usaram vários diferentes testes antidepressivos. Eles compararam respostas em três grupos de ratos: 1) não-tratados 2) tratados inibindo o GLO1, geneticamente ou com um composto experimental e 3) tratados com Prozac, um inibidor seletivo da recaptação de serotonina, comumente usado para tratar depressão.

Os primeiros testes que eles usaram foi o teste de suspensão da cauda e os testes de nado forçado, que são frequentemente usados para determinar se ou não um composto é um antidepressivo. Neste caso, a resposta foi sim. Os outros testes — teste do nado forçado crônico, paradigma de estresse crônico leve e bulbectomia olfativa — são medidas bem estabelecidas que podem também serem usadas para medir quanto tempo leva para um antidepressivo fazer efeito.

Em cada um destes testes, inibir a enzima GLO1 reduziu sintomas como o depressão em cinco dias, enquanto levou 14 dias para o Prozac ter o mesmo efeito.

Embora esta nova abordagem para tratar depressão tenha, até o momento, apenas sido testada em ratos e levará muitos anos de desenvolvimento até que um inibidor GLO1 possa ser testado em humanos, os pesquisadores estão entusiasmados para encontrar essas novas e inexploradas abordagens para tratar depressão: “não há atualmente aprovados antidepressivos de ação rápida, então achados como estes são incomuns”, disse a co-autora do estudo Stephanie Dulawa, PhD, professora associada da UC San Diego School of Medicine.

Palmer e sua equipe solicitaram a patente relacionada a este trabalho. Eles já estão trabalhando com profissionais da UC San Diego para desenvolver medicações que tenham como alvo o GLO1. Enquanto isso, Dulawa também publicou um artigo em separado que critica o uso de especificas abordagens comportamentais e moleculares, com a meta de ajudar outros pesquisadores a identificar novos alvos antidepressivos.

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Será Que Trabalhar Meio-Período Pode Atrapalhar o Casamento?

Um novo estudo sugere que fatores financeiros, incluindo recursos globais dos casais e capacidade das esposas de se sustentarem sozinhas no caso de um divórcio, não são preditivos de se o casamento durará. Melhor dizendo, é a divisão de trabalho dos casais — pago e não pago — que está associado com o risco de divórcio.

“Meus resultados sugerem que, em geral, fatores financeiros não determinam se o casais continuam juntos ou se separam”, disse a autora do estudo Alexandra Killewald, professora de sociologia da Harvard University. “Pelo contrário, trabalhos pagos e não pagos dos casais importam para o risco de divórcio, mesmo após ajustar estatísticamente para como o trabalho está relacionado aos recursos financeiros”.

O estudo, entitulado: “Money, Work, and Marital Stability: Assessing Change in the Gendered Determinants of Divorce”, usa dados nacionalmente representativos em mais de 6.300 casais heterossexuais, com cônjuges na faixa etária de 18 a 55 anos, do Panel Study of Income Dynamics (PSID), para examinar quais são os efeitos, caso exista, da divisão de trabalho dos casais, seus recursos financeiros globais e as perspectivas econômicas das esposas após o divórcio, para uma estabilidade marital.

Como parte do seu estudo, que foi publicado em 2016 na revista American Sociological Review, Killewald comparou casais casados em 1974 ou antes, com casais casados em 1975 ou após, para explorar se os efeitos, ou ausência dos mesmos, destes fatores, mudou ao longo do tempo. Killewald encontrou que, tanto no velho como no novo coorte, fatores financeiros não desempenharam um papel no divórcio. Por outro lado, embora a divisão de trabalho tenha afetado desfechos maritais em ambos coortes, houveram algumas variações em termos de qual divisão de trabalho foi melhor para estabilidade no casamento.

Para casais casados antes de 1975,  quanto mais alto a porcentagem de tarefas domésticas uma mulher fez, menos provável seu casamento foi para terminar em divórcio. Para o mais recente coorte, contudo, esse não foi o caso: “para casais casados mais recentemente, expectativas para a divisão de tarefas domésticas entre cônjuges parece ter mudado, de forma que homens são esperados contribuir, pelo menos um pouco, para o trabalho doméstico”, disse Killewald, que notou que, mesmo no coorte dos casamentos mais recentes, esposas fazem mais de 70% da tarefa doméstica, em média. “Em geral, homens parecer estar contribuindo um pouco mais do que eles estavam acostumados a contribuir, e estas contribuições podem agora serem esperadas e apreciadas pelas esposas”.

Killewald encontrou que, para casais casados após 1974, nem o emprego de período integral das esposas nem dividir a tarefa doméstica mais regularmente estava associado com o risco de divórcio. Neste coorte, os maridos terem um emprego integral foi um fator importante na estabilidade marital, com o risco de divórcio mais alto para homens que não estavam empregados em tempo integral: “para casais modernos, as esposas podem combinar trabalho pago e não-pago sob várias formas sem ameaçar a estabilidade de seu casamento”, de acordo com Killewald, que afirmou que, embora a revolução de gênero e o movimento feminista tenham permitido as mulheres assumirem papéis e responsabilidades tradicionalmente masculinas, os papéis e responsabilidades dos homens não expandiram ou diversificaram proporcionalmente.

“Embora as esposas modernas não precisem adotar o tradicional papel feminino de dona de casa para permanecerem casadas, os maridos modernos encaram mais alto risco de divórcio quando não cumprem o papel estereotípico de provedor, que é de estarem empregados em tempo integral”, Killewald disse.

A respeito de fatores financeiros, ao encontrar que recursos globais dos casais e perspectivas econômicas das esposas seguindo o divórcio não determinaram se os casamentos duraram, o estudo de Killewald desfaz a teoria que atribui o pico em taxas de divórcio para aumentada independência financeira das mulheres: “o fato de que taxas de divórcio cresceram durante a segunda metade do século ao mesmo tempo quando mulheres estavam acedendo a força laboral, tem provocado algumas especulações de que a estabilidade marital reduziu porque as mulheres não mais “precisam” ficar casadas para terem segurança financeira”, disse Killewald. “Para alguns, isto implica que o ingresso das mulheres na força de trabalho não obteve-se as custas de casamentos estáveis. Meus resultados não sugerem nenhuma troca desse tipo”.

Embora as mudanças de papéis de gênero tenham permitido as mulheres maior flexibilidade em termos de trabalho sem comprometer seus casamentos, o estudo indica que homens não receberam liberdade similar: “frequentemente, quando estudiosos ou a mídia fala sobre políticas de trabalho familiar ou equilibro de trabalho e família, eles focam-se principalmente nas experiências de mulheres”, Killewald afirmou. “Embora muito da responsabilidade para negociar esse equilíbrio pende para as mulheres, meus resultados sugerem uma maneira pela qual as expectativas sobre gênero e papéis familiares e responsabilidades afetam a vida dos homens também: homens que não são capazes de sustentar um trabalho em tempo integral encaram risco elevado de divórcio”.

Em termos das implicações normativas do estudo, Killewald disse que sua pesquisa pode ajudar a guiar elaboradores de política que estão considerando o impacto da sociedade de políticas que forneçam apoio financeiro para mulheres solteiras. “Como eu não encontrei que casais são mais propensos a divorciarem-se quando as mulheres estão melhor para sustentarem-se a si mesmas financeiramente no caso de um divórcio, apoio financeiro público — para mulheres divorciadas e outros grupos — tais como o earned income tax credit (EITC) ou o Supplemental Nutrition Assistance Program (SNAP) é improvável para aumentar as taxas de divórcio”, Killewald disse.

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http://www.psypost.org/2016/07/husbands-lack-full-time-employment-linked-higher-risk-divorce-44057

Música Pode Ajudar a Aliviar Alguns Sintomas de Pacientes com Câncer

Todos nós já ouvimos que sorrir é o melhor remédio, mas e a música?

Uma revisão sistemática publicada pelo Cochrane Library encontrou que já há uma significante evidência de que intervenções que utilizam-se de música ajudam a aliviar sintomas de ansiedade, dor e fadiga em pacientes com câncer, além de também aumentar a qualidade de vida deles.

Liderado por Joke Bradt, PhD, professora associada da Drexel University’s College of Nursing and Health Professions, uma equipe investigou os estudos que examinaram o impacto de musicoterapia (uma experiência com música, personalizada, oferecida por musicoterapeutas treinados) e medicina musical (escutar música pré-gravada – não ao vivo – oferecida por um médico ou enfermeira) em efeitos físicos e psicológicos em pessoas com câncer: “nós encontramos que as intervenções de musicoterapia especificamente ajudam a melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explicou Bradt. “Estes são achados importantes à medida em que estes efeitos desempenham um papel importante no bem-estar geral dos pacientes”.

Um total de 52 ensaios foram examinados na revisão, constituído de 3.731 participantes com câncer: 23 dos ensaios foram categorizados como musicoterapia e os 29 restantes foram classificadas como intervenções de medicina musical.

Em geral, um dos achados mais impactantes foi de que as intervenções com música de todos os tipos resultou, de um efeito de moderado à forte, na redução da ansiedade de pacientes.

Em relação a redução da dor, os pesquisadores encontraram um grande benefício de tratamento; para fadiga, foi encontrado um efeito de tratamento de pequeno à moderado.

Reduções pequenas nas taxas do coração e respiratória, assim como pressão arterial reduzidas, também foram associadas a intervenções com o uso da música: “os resultados de estudos sugere que ouvir música pode reduzir a necessidade para anestésicos e analgésicos, assim como diminuir o tempo de recuperação e a duração de hospitalização, mas mais pesquisas são necessárias para estes desfechos”, de acordo com Bradt e seus co-autores.

Quando comparada musicoterapia à medicina musical, a equipe viu um aumento moderado na qualidade de vida dos pacientes quando a musicoterapia foi aplicada. Não houve um efeito similar no caso de intervenções de medicina musical: “ambas as intervenções de musicoterapia e medicina musical desempenham um importante papel no cuidado com o câncer, mas nós ainda não sabemos quais intervenções seriam as mais adequadas para qual tipo de desfecho”, Bradt disse.

À luz dos benefícios para a qualidade de vida de pacientes com câncer e, especificamente seus níveis de ansiedade, dor e fadiga, os pesquisadores esperam que intervenções com o uso da música se tornem mais difundidas: “nós esperamos que os achados desta revisão encorajem os profissionais da área da saúde, em settings médicos, a seriamente considerarem o uso de musicoterapia no cuidado psicossocial de pessoas com câncer”, afirmou Bradt.

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Diferenças de Gênero na Atividade Cerebral Altera as Terapias Para a Dor

As células imunes residentes do cérebro de indivíduos do sexo feminino são mais ativas em regiões envolvidas no processamento da dor comparadas as pessoas do sexo masculino, de acordo com um estudo recente feito por pesquisadores da Georgia State University.

O estudo, publicado na Journal of Neuroscience, encontrou que quando a micróglia, as células imunes residentes do cérebro, estavam bloqueadas, a resposta de indivíduos do sexo feminino a medicação opióide para tratamento da dor melhorou e adequou-se aos níveis de alivio da dor normalmente vistos em pessoas do sexo masculino.

Mulheres sofrem de uma incidência maior de condições de dor inflamatórias e crônicas tais como a fibromialgia e a osteoartrite. Embora a morfina continue a ser uma das medicações primárias usadas para o tratamento de dor crônica ou severa, é frequentemente menos efetiva em pessoas do sexo feminino: “de fato, tanto os estudos clínicos quanto os pré-clínicos relatam que indivíduos do sexo feminino requerem quase o dobro de morfina comparado aos indivíduos do sexo masculino, para produzir comparável alívio para a dor”, disse Hillary Doyle, estudante de pós-graduação no Murphy Laboratory in the Neuroscience Institute of Georgia State. “Nossa equipe de pesquisadores examinou uma potencial explicação para este fenômeno, a diferença de gênero na micróglia, no cérebro”.

Em indivíduos saudáveis, a micróglia mapeia o cérebro, procurando por sinais de infecção ou agentes patogênicos. Na ausência de dor, a morfina interfere na função normal do corpo e é vista como um patógeno, ativando as células imunes inatas do cérebro e causando a liberação de substâncias químicas inflamatórias tal como as citocinas.

Para testar como esta diferença de gênero afeta a analgesia da morfina, Doyle deu a ratos do sexo masculino e feminino uma medicação que inibe a ativação da micróglia: “os resultados do estudo tem importantes implicações para o tratamento de dor e sugerem que a micróglia pode ser um importante alvo dos medicamentos para melhorar o alívio da dor através do opióide, em mulheres”, disse a Dra. Anne Murphy, co-autora no estudo e professora associada no Neuroscience Institute at Georgia State.

Os achados da equipe de pesquisadores de que as micróglias estão mais ativas em regiões do cérebro envolvidas no processamento da dor, pode contribuir para entender o porquê das taxas de incidência para várias síndromes de dor crônica serem significativamente mais altas em pessoas do sexo feminino do que do sexo masculino.

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http://www.psypost.org/2017/03/sex-differences-brain-activity-alter-pain-therapies-47973

Ansiedade e Depressão Parental Estão Relacionadas a Problemas para Comer em Pré-Escolares?

Ansiedade e/ou depressão parental durante a gravidez e antes do filho começar a escola está associada a um aumentado risco dessa criança se tornar um “comedor exigente”, encontra uma pesquisa publicada online nos Archives of Disease in Childhood.

As associações foram evidentes para mães em ambos os períodos de tempo, mas apenas durante o período pré-escolar para os pais, os achados indicam.

O comportamento de “comedor exigente”, que é caracterizado pela consistente rejeição de determinadas comidas, é comum na infância e uma frequente fonte de preocupação para os pais, dizem os pesquisadores.

Tem sido associado com constipação, problemas de peso e questões comportamentais na criança. E tem estado associado a ansiedade e depressão pós-parto em mães.

Mas não tem estado claro se a ansiedade/depressão é causada pelos padrões alimentares da criança ou é o próprio padrão alimentar um fator de risco, nem é conhecido qual potencial impacto o estado mental do pai pode ter.

Em uma tentativa de responder a estas questões, os pesquisadores interrogaram participantes no Generation R study, que tem estado rastreando a saúde e bem-estar de crianças desde a gestação adiante desde 2002 na Holanda.

A análise atual foi baseada em 4746 pares de mães e filhos e 4144 pais, cujos filhos tinham todos nascidos entre 2002 e 2006.

Foi pedido aos pais para completarem um questionário (o BSI) durante a metade do período da gravidez e então novamente três anos mais tarde, para avaliar seus próprios sintomas de ansiedade e depressão. E mães completaram um outro questionário (o CEBQ) em padrões alimentares na infância, quando seus filhos chegaram aos 4 anos de idade. Pais também preencheram algumas questões sobre padrões alimentares de seus filhos quando eles tinham 3 anos de idade.

Aos 3 anos, aproximadamente 30% das crianças foram classificadas como comedores exigentes.

Após levar em conta os fatores influentes, tais como nível educacional e renda familiar, ansiedade materna durante a gravidez e durante o período pré-escolar, foram ambos independentemente associados com comportamento de comer exigente na época que o filho tinha 4 anos de idade. Isto foi independentemente de seus próprios sintomas quando a criança tinha 3 anos.

Cada adicional ponto que as mães fizeram na escala de ansiedade na gravidez estava associado com um ponto extra na pontuação, denotando a característica de comedor exigente no filho.

Entre os pais, apenas ansiedade durante o período pré-escolar estava associado com a característica de comedor compulsivo, no filho.

Análise adicional mostrou que não apenas eram clinicamente altas as pontuações de ansiedade maternal associada com comer de forma exigente, mas também pontuações que eram acima da média, comparadas com mães que pontuaram na média ou abaixo da média.

Assim como para a depressão, a pontuação maternal mais alta durante o período pré-natal assim como 3 anos após o nascimento estavam independentemente relacionadas a pontuações mais altas de comedores exigentes entre seus 4 anos. Os resultados foram similares para os pais.

Este é um estudo observacional, então não há conclusões definitivas que possam ser elaboradas sobre causa e efeito, mas os achados corroboram aqueles de outras pesquisas, dizem os autores do estudo.

E os achados de que os sintomas pré-natal das mães predisseram um comportamento de comedor exigente de 4 anos de idade, independentemente de se ela tinha sintomas quando a criança tinha 3 anos, “sugere fortemente que a direção das associações com sintomas pré-natais nas mães é de mãe para filho”, eles escreveram.

“Terapeutas deveriam estar cientes de que não apenas ansiedade severa e depressão, mas também formas mais leves de problemas internalizados, podem afetar comportamento alimentar na criança”, eles acrescentam.

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Parental anxiety and depression linked to pre-schoolers’ fussy eating

Exame do Cérebro Antes da Terapia Antidepressiva Pode Predizer Resposta

Um exame de MRI funcional do cérebro pode ajudar a predizer quais pacientes responderão positivamente a terapia antidepressiva, de acordo com um novo estudo publicado na revista cientifica Brain.

Pesquisadores da University of Illinois em Chicago e da University of Michigan realizaram exames de fMRI em pacientes com transtorno depressivo maior que estavam começando a a terapia antidepressiva. Aqueles pacientes que apresentavam mais comunicação com duas redes cerebrais quando eles cometiam um erro enquanto realizavam uma tarefa cognitiva determinada foram menos propensos a responderem a medicação antidepressiva.

As duas redes são a rede de detectação de erro — que engaja-se quando alguém nota que eles cometeram um engano — e a rede de processamento de interferência, que é ativada quando decide em qual informação se focar: “nós acreditamos que a aumentada diafonia dentro destas redes podem refletir uma propensão para meditarmos sobre os acontecimentos negativos, tal como o erro, ou um déficit em regulação emocional quando confrontado com um erro e nossas medicações podem ser menos efetivas para ajudar estes tipos de pacientes”, diz Natania Crane, estudante de pós-graduação em psiquiatria, do UIC College of Medicine, e que é a primeira autora do estudo.

Encontrar a terapia certa pode levar meses. Medicações usadas para tratar transtorno depressivo maior leva de 8 a 12 semanas para ter um impacto perceptível em humor e outros sintomas, e pacientes podem não responder a primeira medicação prescrita ou sofrerem de efeitos colaterais, requerendo uma troca de medicações. Ser capaz de predizer sua resposta a medicações poderia reduzir o tempo que leva os pacientes a começarem a sentir-se melhores e reduzir os custos de cuidado da saúde, disse Scott Langenecker, professor associado de psicologia e psiquiatria da UIC e também um dos autores do estudo.

Vários estudos que usaram fMRI para identificar áreas distintas do cérebro que são hiperativas ou hipoativas em pacientes com transtorno de depressão maior tem sugerido que a neuroimagem pode ser útil para predizer a resposta de um paciente a uma determinada terapia farmacêutica.

No estudo atual, os pesquisadores olharam para os padrões de ativação do cérebro enquanto os participantes realizavam uma tarefa de controle cognitivo para ver se prediziam resposta a tratamento com medicação. Eles usaram uma técnica de partícula única para determinar quais áreas do cérebro que estavam altamente ativas durante a incumbência de erros em uma tarefa cognitiva correlacionada com resposta a tratamento e como a força de comunicação dentro de específicas redes cerebrais predisseram a resposta ao tratamento.

Eles estudaram 36 pacientes adultos com transtorno de depressão maior que não estavam sendo tratados com medicações no momento do estudo. Os sujeitos tinham exames de fMRI e participaram de inquéritos acerca de seus sintomas depressivos. Eles foram então alocados para um dos dois antidepressivos: escitalopram (Effexor, um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, em 22 participantes) ou duloxetine (Cymbalta, um inibidor da recaptação de serotonina-noradrenalina, em 14 participantes).

Durante o exame de fMRI, os participantes foram instruídos para olhar um sinal luminoso das letras X, Y e Z através de uma tela. Foi pedido a eles para pressionarem um botão todas as vezes que vissem uma letra, mas não pressionar uma segunda vez se a mesma letra repetisse.

Os pacientes foram acompanhados durante e após 10 semanas de terapia antidepressiva. Eles completaram questionários e entrevistas para determinar se a medicação prescrita estava reduzindo os sintomas deles.

Pacientes cuja atividade cerebral era mais forte na rede de detectação de erro ou na rede de processamento de interferência foram encontrados como menos propensos a experienciar uma eventual redução de seus sintomas depressivos em medicação: “usando nosso modelo, nós fomos capazes de predizer com um grau bastante alto de acurácia – em fato, 90% — quais pacientes responderiam a tratamento antidepressivo e quais não responderiam”, Langenecker afirmou.

Os pesquisadores também encontraram que os participantes que cometerem mais erros durante a tarefa cognitiva foram mais propensos a responder ao tratamento antidepressivo: “este é um importante passo frente a medicina individualizada para tratamento de depressão. Usando testes cognitivos e fMRI, nós pudemos identificar quem responderia melhor a terapia antidepressiva e quem poderia necessitar de outras terapias efetivas que funcionam através de diferentes mecanismos, como a psicoterapia”, Langenecker disse.

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