Sinais Precoces de Ansiedade e Depressão Podem Estar Evidentes em Recém-Nascidos

Preditores precoces de ansiedade e depressão pode estar evidentes no cérebro mesmo no nascimento, sugere um estudo da Washington University School of Medicine, em St. Louis.

Analisando exames do cérebro de recém-nascidos, os pesquisadores encontraram que a potência e padrão de conexões entre certas regiões do cérebro predisseram a probabilidade dos bebês de desenvolverem excessiva tristeza, timidez, nervosismo ou ansiedade de separação aos dois anos de idade. Tais sintomas têm sido ligados a depressão clínica e transtornos ansiosos em crianças mais velhas e em adultos. A pesquisa foi publicada na Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry“o fato de que nós podemos ver estes padrões de conectividade no cérebro no nascimento, ajuda a responder uma questão critica sobre se elas poderiam ser responsáveis por sintomas precoces ligados a depressão ou ansiedade ou se estes sintomas levam a mudanças no cérebro”, disse Cynthia Rogers, MD, professora assistente de psiquiatria infantil. “Nós encontramos que já no nascimento, as conexões do cérebro podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de problemas mais tarde na vida”.

Inicialmente, Rogers e sua equipe empenharam-se para identificar diferenças em conectividade funcional do cérebro – a coordenação de atividade em diferentes partes do cérebro — entre bebês nascidos prematuramente e outros nascidos a termo. Eles conduziram exames de MRI funcional em 65 recém-nascidos nascidos a termo e 57 recém-nascidos nascidos prematuramente com, pelo menos, 10 semanas antes. Estes últimos foram escaneados no ou perto da data indicada deles nascerem.

Os pesquisadores olharam para as diferenças nos padrões de conectividade em várias regiões do cérebro, esperando encontrar evidência para explicar porque bebês prematuros enfrentam um risco maior de desenvolver problemas psiquiátricos — incluindo depressão e ansiedade — mais tarde na vida. Em particular, a equipe focou-se em como uma estrutura envolvida no processamento de emoções, chamada de amígdala, conecta com outras regiões do cérebro.

Primeiro, eles encontraram que bebês a termo e saudáveis, tinham padrões de conectividade entre a amígdala e outras regiões do cérebro que eram similares aos padrões de estudos anteriores que tinham indicado em adultos. Embora houvesse padrões similares de conectividade em bebês prematuros, a potência de suas conexões entre a amígdala e outras regiões do cérebro estavam reduzidas. Mais curiosamente, eles notaram que vários padrões de conexões entre a amígdala e outras estruturas — como a insula, que está envolvida em consciência e emoção, o córtex pré-frontal medial, que desempenha papéis em planejar e tomar decisões — parece aumentar o risco de sintomas precoces relacionados a depressão e ansiedade.

Quando os bebês fizeram 2 anos de idade, um subgrupo recebeu avaliações de seguimento para olhar para sintomas precoces de ansiedade e depressão. Os pesquisadores avaliaram 27 das crianças que tinham nascido prematuramente e 17 nascidas a termo: “crianças nascidas prematuramente não estavam mais propensas do que crianças nascidas a termo para exibir sinais precoces de ansiedade e depressão”, Rogers disse. “Parte disso pode ser devido ao fato de que um número de crianças a termo já estavam em risco para sintomas devido a fatores sócio-demográficos, tal como viver na pobreza ou ter uma mãe com depressão clinica ou um transtorno ansioso. Ademais, a severidade destes sintomas precoces de ansiedade estava correlacionada com padrões de conectividade vistos nos bebês em ambos os grupos”.

Os pesquisadores também querem avaliar novamente todas as crianças do estudo quando elas tiverem 9 a 10 anos de idade, para saber se as conexões do cérebro continuam a influenciar o risco para depressão e transtornos de ansiedade: “nós temos um pedido de financiamento sendo avaliado para trazer as crianças pré-termo de volta quando elas estiverem mais velhas, junto com as crianças a termo, e nós queremos estudar como o cérebro delas se desenvolveu ao longo do tempo”, Rogers afirmou. “Nós queremos determinar se elas ainda tem muitas das mesmas diferenças em conectividade, se houveram quaisquer mudança nas conexões estruturais e funcionais no cérebro e como todas elas relacionam-se a se elas têm sintomas de transtornos psiquiátricos”.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2017/02/early-signs-anxiety-depression-may-evident-newborns-47273