Existe Vulnerabilidade para a Depressão?

Estudos de neuroimagem de redes cerebrais interconectadas podem fornecer os “elos faltantes” entre os modelos biológicos e comportamentais de vulnerabilidade cognitiva para depressão, de acordo com uma publicação de Wolters Kluwer que fez uma revisão de pesquisa e publicou na Harvard Review of Psychiatry.

Pesquisa em interações de redes e relacionados padrões de atividade cerebral tem fornecido novos insights nos processos de pensamento que fazem com que algumas pessoas sejam vulneráveis a depressão, de acordo com Dr. Shuqiao Yao do Central South University in Changsha, na China, e seus colaboradores. Eles acreditam que esta “perspectiva do sistema neural” possa ajudar na clarificação da vulnerabilidade cognitiva versus resiliência para depressão, talvez levando para o desenvolvimento de novas abordagens de tratamento.

Fatores cognitivos (relacionados ao pensamento) tem um impacto bem-estabelecido na vulnerabilidade para o transtorno de depressão maior. Processos cognitivos envolvendo ruminação e auto-avaliações “enviesadas negativamente” são acreditadas serem fatores-chave contribuindo para o desenvolvimento da depressão: “embora seja geralmente aceito que fatores cognitivos contribuem para a patogênesis do transtorno depressivo maior, há elos faltantes entre modelos comportamentais e biológicos de depressão,” Dr. Yao e co-autores escrevem. “Avanços em imagem cerebral, especialmente no campo da pesquisa intrínseca de rede neural, pode fornecer uma ferramenta útil para identificar os elos faltantes comportamentais-neurais”.

Os autores discutem e analisam recentes pesquisas de neuroimagem nas “interações e atividades anormais” dentro e entre redes cerebrais que podem afetar vulnerabilidade cognitiva. Estudos tem identificado um aumentada atividade em uma importante rede cerebral, chamada de rede de novo padrão (default mode network – DMN), em pessoas em risco para depressão – por exemplo, aquelas com um histórico familiar de transtorno de depressão maior.

Este padrão de hiperatividade no DMN pode ser a base neural da “ruminação mal-adaptativa” contribuindo para a vulnerabilidade cognitiva para depressão. Há também evidência que aumentada “conectividade funcional” entre o DMN e outras redes cerebrais pode suprimir atividade em áreas do cérebro envolvidas na geração de um humor positivo.

Aumentada atividade (supressão reduzida) do DMN pode torná-la difícil para “desengatar-se de auto-reflexão” durante tarefas. Isto pode alinhar-se com a teoria comportamental de que pessoas vulneráveis a depressão desenvolvem “esgotamento dos recursos cognitivos” quando tentam confrontar estímulos negativos durante a transição de descanso para tarefas. Anormais interações de rede, incluindo deficiente troca entre redes, pode contribuir para dificuldades cognitivas levando a humor depressivo persistente: “um foco em redes inter-relacionadas e atividade cerebral mudanças entre transições de descanso-tarefa fornece uma abordagem para pesquisa futura em diferenças inter-individuais em vulnerabilidade e resiliência”, Dr. Yao e co-autores concluem. Eles enfatizaram que muitas questões básicas permanecem para serem respondidas, incluindo clarificação dos mecanismos pelo qual as redes interagem umas com a outras.

A estrutura do sistema neural pode também ajudar a explicar como especificas formas de psicoterapia – tais como terapia cognitivo-comportamental ou terapia de mindfulness – são clinicamente efetivas para pacientes com depressão. Como a pesquisa continua, Dr. Yao e colaboradores prevêem uma “mudança paradigmática” em estudar vulnerabilidade cognitiva para depressão – com o potencial para levar a intervenções novas e apontá-las para o transtorno de depressão maior.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

New data on brain network activity can help in understanding ‘cognitive vulnerability’ to depression