Exames Cerebrais Poderiam Predizer a Resposta a Psicoterapia para Ansiedade e Depressão

Exames de imagem cerebral podem, um dia, fornecer informação util na resposta a psicoterapia em pacientes com depressão ou ansiedade, de acordo com uma revisão de pesquisa atual na edição de novembro/dezembro da Harvard Review of Psychiatry, publicada pelo Wolters Kluwer.

Estudos mostram promissora evidência inicial de que específicos “marcadores de neuroimagem” poderiam ajudar na predição das chances de uma boa resposta para a psicoterapia ou escolher entre psicoterapia ou medicações, em pacientes com transtorno depressivo maior (TDM) e outros diagnósticos: “embora algumas áreas cerebrais tenham emergido como potenciais candidatos a marcadores, há ainda muitas barreiras que impossibilitam o seu uso clínico”, comenta a autora principal, a Dra. Trisha Chakrabarty, da University of British Columbia, em Vancouver.

Os pesquisadores analisaram pesquisas prévias avaliando exames de imagem cerebral para predizer os desfechos de psicoterapia para transtornos de depressão maior e transtornos ansiosos. Psiquiatras estão interessados em identificar imagens de marcadores cerebrais em resposta a psicoterapia – comparável a eletrocardiogramas e testes de laboratório usados para decidir em tratamentos para enfarte do miocárdio.

A revisão encontrou 40 estudos incluindo pacientes com TDM, TOC, TEPT e outros diagnósticos. Alguns estudos usaram estudos de imagem estrutural do cérebro, que mostra a anatomia cerebral; outros usaram exames funcionais, que demonstram atividade cerebral.

Embora nenhuma única área cerebral foi consistentemente associada com resposta a psicoterapia, os resultados identificaram alguns “candidatos a marcadores”. Estudos sugeriram que respostas a psicoterapia pode estar relacionado a atividades em duas áreas cerebrais: a amígdala, envolvida em respostas de humor e memórias emocionais; e a insula anterior, envolvida em conscientização do estado fisiológico do corpo, respostas de ansiedade e sentimentos de repulsa.

Em estudos de TDM, pacientes com atividade mais alta na amígdala foram mais propensos a responder a psicoterapia. Por outro lado, em alguns estudos de transtornos ansiosos, atividade mais baixa na amígdala estava associada com melhores desfechos em psicoterapia. Estudos de atividade da ínsula anterior mostrou o inverso: resposta a psicoterapia estava associada com atividade mais alta em pré-tratamento em transtornos ansiosos e atividade mais baixa em TDM.

Outros estudos ligados a respostas de psicoterapia para uma área cerebral frontal chamada de córtex cingulado anterior, (CCA) que desempenha um papel critico na regulação das emoções. A maioria das evidencias sugeriu que pacientes com TDM com menos atividade em algumas partes do CCA (ventral e subgenual) foram mais propensos a ter bons desfechos com psicoterapia: “estudos futuros de resposta a psicoterapia podem focar mais adiante nestas regiões individuais como marcadores preditivos”, de acordo com a Dra. Chakrabarty. “Adicionalmente, futuros estudos de biomarcadores pode focar em conexão funcional no pré-tratamento entre estas regiões, uma vez que a experiência afetiva é modulada via conexões recíprocas entre áreas do cérebro tais como a CCA e a amígdala”.

Os pesquisadores enfatizam as limitações de evidencia atual em marcadores de neuroimagem de resposta a psicoterapia – os estudos foram altamente variáveis em termos de sua metodologia e resultados. Estudos adicionais são necessários para avaliar como os potenciais marcadores de neuroimagem funcionam ao longo do tempo, se eles podem predizer quais os pacientes  que responderão melhor a medicações versus psicoterapia e como eles podem ser integrados com características clínicas para melhorar desfechos para pacientes com depressão e transtornos ansiosos.

http://www.facebook.com/cristianepassarela

 

O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

http://www.psypost.org/2016/11/brain-scans-help-predict-response-psychotherapy-anxiety-depression-45898