Crianças criadas por casal de mulheres com uma vida familiar estável não mostram diferença em saúde no geral, dificuldades emocionais, coping e comportamento de aprendizagem, comparado a crianças de pais heterossexuais em similarmente relacionamentos estáveis, concluiu um estudo publicado em abril no Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics, a revista oficial da Society for Developmental and Behavioral Pediatrics: “nosso estudo de famílias sem divórcios ou outras transições familiares encontrou que relacionamentos de esposa-parceira e mãe-criança são similares independente da estrutura familiar”, comentou os pesquisadores Henry Bos, PhD, e Nanette Gartrell, MD, da University of Amsterdam. “Estes relacionamentos fortes são importantes contribuintes para bons desfechos infantis — e não se os pais são um casal de preferências homossexuais ou heterossexuais”.
Os pesquisadores identificaram 95 famílias com um casal de mulheres e 95 famílias de casal heterossexual, equiparadas por características dos pais e da criança. As famílias foram tiradas de um estudo bastante grande e nacionalmente representativo, o National Survey of Child Health (casais de homens não foram incluídos por causa do pequeno número de famílias preenchendo os critérios do estudo).
O estudo atual focou-se em famílias sem histórico de instabilidade familiar, descontinuidade ou limitadas transições para pais/mães que estavam criando seus próprios filhos desde o nascimento, sem divórcio, separação ou adoção. Desta forma, o estudo minimizou o impacto de perturbação familiar no bem-estar da criança.
Os resultados não mostraram diferenças entre os dois grupos em termos de relacionamentos de esposa(o) ou parceiro(a), relacionamentos progenitor-criança ou qualquer um dos desfechos infantis avaliados. A única diferença entre os dois grupos de famílias foi um relato maior de estresse dos pais entre os casais do mesmo sexo.
Em ambos os grupos de famílias, relacionamentos mais positivos de pai/mãe-filho(a) estavam associados com níveis mais altos de saúde geral das crianças e melhor coping e comportamentos de aprendizagem. Melhor relacionamentos de esposa(o)/parceiro(a) e progenitor-criança estavam associados com níveis mais baixos de dificuldades emocionais das crianças.
Como o número de crianças criadas por pais gays e mães lésbicas continua a crescer, há um debate contínuo e altamente politizado sobre a parentalidade de casais do mesmo sexo e desfechos da criança. Uma grande maioria de estudos não encontraram diferenças em desfechos para crianças criadas por famílias com pais do mesmo sexo versus pais de sexo diferente. A maioria dos estudos foram baseados em amostras de conveniência ou recrutamento em clínica de fertilidade.
Em contrapartida, o atual estudo foi desenhado para uma pesquisa baseada em população em saúde das crianças aprovada pelo National Center for Health Statistics of the Centers for Disease Control and Prevention. Os resultados mostraram que, para crianças com relacionamentos familiares estáveis e positivos, os desfechos são similarmente bom em ambos as famílias: pais do mesmo sexo ou pais de sexo diferente.
Isso ocorre apesar dos níveis mais altos de estresse parental reportado por pais do mesmo sexo, Dr. Bos e colaboradores observaram. Eles necessitam de estudos adicionais para avaliar a fonte deste estresse, sugerindo que o “enfoque cultural” nos desfechos da criança em famílias com pais do mesmo sexo poderia ser um fator contribuinte.
Os achados enfatizam a necessidade de “ir além de políticas anti-LGBT”, de acordo com um comentário de Nathaniel Frank, PhD, diretor do What We Know Project da Columbia Law School. Ele escreve: “o estudo corrobora as conclusões de ‘sem diferenças’ que tem sido alcançada por pelo menos, 73 outros estudos acadêmicos”.
Especialmente desde que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos deliberando o status do casamento de pessoas do mesmo sexo, o Dr. Frank declara: “o debate científico sobre as políticas de parentalidade gay acabou e o tratamento igual venceu”. Ele acredita que pesquisas futuras deveriam focar-se em satisfazer as necessidade de saúde e bem-estar da população carente.
http://www.facebook.com/cristianepassarela
O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
