O Bem-Estar está Ligado com Quando e Como as Pessoas Manejam as Emoções

Reestruturar como nós pensamos sobre uma situação é uma estratégia comum para manejar nossas emoções, mas um novo estudo sugere que usar esta estratégia de reavaliação em situações sobre a qual nós, na verdade, temos controle, pode estar associada com menos bem-estar. Os achados estão publicados no Psychological Science, uma revista cientifica da Association for Psychological Science: “nossos resultados advertem contra a abordagem de ‘estratégia única’, que pode ser tentadora para recomendar baseada em muitos achados prévios acerca da reavaliação como uma estratégia para regular as emoções”, diz o cientista psicológico Peter Koval, da Australian Catholic University. “Simplesmente usar uma determinada estratégia de regulação da emoção mais (ou menos) em todas as situações pode não levar aos melhores desfechos – pelo contrário, regulação de emoção contextualmente apropriada pode ser mais saudável”.

Trabalho recente em regulação de emoção tem enfatizado o fato de que a flexibilidade em usar estratégias de regulação de emoção é chave para um funcionamento saudável. Koval e sua equipe de pesquisadores decidiram investigar como o contexto situacional pode desempenhar um papel na relação entre regulação emocional e bem-estar na vida diária das pessoas.

Os pesquisadores recrutaram 74 adultos para participar em um estudo de 7 dias que envolveu responder a questões de pesquisa periódica feita via smartphone. O aplicativo de pesquisa enviou lembretes (alertas) em intervalos randomizados de 40 a 102 minutos entre 10:00 am e 10:00 pm cada dia, perguntando aos participantes se eles tinham “olhado para as coisas de uma perspectiva diferente” e/ou “mudaram a forma que eles estavam pensando” em resposta aos seus sentimentos desde o último lembrete. Foi também pedido aos participantes para pontuar quanto controle eles tiveram sobre o que tinha acontecido desde o último lembrete. Para cada questão, os participantes poderiam escolher uma resposta variando de 0 (de jeito nenhum) a 100 (muito).

Antes de começar o sétimo dia do estudo, os participantes completaram medidas validadas  e avaliando sintomas de depressão, ansiedade, estresse e neuroticismo, assim como medidas de ansiedade social e auto-estima. Estas medidas forneceram aos pesquisadores uma indicação do bem-estar dos participantes.

Resultados mostraram que os participantes cumpriram, com sucesso, com as instruções da pesquisa, respondendo a aproximadamente 87% dos lembretes enviados, em média. Os pesquisadores não encontraram nenhuma associação confiável entre o bem-estar dos participantes e o uso global de reavaliação como uma forma de regular a emoção no cotidiano, em consonância com a noção de que reavaliação não é uma estratégia do tipo única.

Os pesquisadores encontraram, contudo, que os participantes que reportaram níveis mais altos de depressão, ansiedade, estresse, neuroticismo e ansiedade social foram mais propensos a usar reavaliação em resposta a situações que perceberam como controláveis, enquanto que os participantes que reportaram bem-estar mais alto tenderam a usar reavaliação mais em situações que sentiram que tinham pouco controle sobre elas: “nós encontramos que pessoas com bem-estar mais alto aumentaram o seu uso de reavaliação à medida em que os contextos se tornaram menos controláveis, enquanto que os indivíduos com menos bem-estar mostraram o padrão oposto”, Koval e colaboradores explicam em seu artigo.

Dado que o estudo mensurou o uso de reavaliação na vida diária ao invés de uma única semana e avaliou bem-estar em apenas uma única ocasião, os resultados não nos dizem se mais uso apropriado situacionalmente de reavaliação leva a maior bem-estar ou vice-versa. Apesar disto, os pesquisadores argumentam que os achados sugerem que o contexto – neste caso, quanto controle um indivíduo acredita que tem sobre situações – faz uma diferença nos desfechos de estratégias de regulação de emoção: “quando uma situação pode ser diretamente mudada, reavaliação pode abalar a função adaptativa de emoções em motivando a ação”, os pesquisadores escrevem.

Koval e seus colaboradores estão atualmente conduzindo um grande estudo de seguimento, no qual rastreiam regulação de emoção dos participantes na vida diária ao longo do curso de 3 semanas. Eles planejam extender seu trabalho, examinando estratégias de regulação emocional adicionais, fatores contextuais e medidas de bem-estar.

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O que as Alergias Sazonais Fazem com o seu Cérebro?

A alergia pode fazer mais do que dar a você um nariz entupido e irritação nos olhos. Alergias sazonais podem mudar o cérebro, diz um estudo publicado na Frontiers in Cellular Neuroscience.

Os cientistas encontraram que os cérebros de ratos expostos a alérgenos, na verdade, produziram mais neurônios do que os ratos do grupo controle. Eles fizeram isto usando um modelo de alergia ao pólen. A equipe de pesquisadores examinou o hipocampo, a parte do cérebro responsável por formar novas memórias e o local onde os neurônios continuaram a se formarem durante toda a vida. Durante uma reação alérgica, houve um aumento nos números de novos neurônios no hipocampo, levantando a questão: quais poderiam ser as consequências de alergias na memória? A formação e funcionamento de neurônios está associada as células imunes do cérebro, a micróglia.

Para a surpresa dos cientistas, eles encontraram que a mesma reação alérgica que estimula o sistema imune do corpo em alta velocidade, tem efeito oposto em células imunes permanentes do cérebro. A micróglia no cérebro foi desativada nos cérebros destes animais: “foi altamente inesperado ver a desativação da micróglia no hipocampo”, explicou Barbara Klein, uma das autoras do estudo: “Em parte, porque outros estudos já tinham mostrado o efeito reverso na micróglia depois de uma infecção bacteriana.

“Nós sabemos que a resposta do sistema imune no corpo é diferente no caso de uma reação alérgica versus uma infecção bacteriana. O que isto nos diz é que o efeito no cérebro depende do tipo de reação imune no corpo”.

De acordo com um relatório da OMS, 10-30% da população mundial sofre de rinite alérgica, comumente chamada de alergia.

Reação alérgica também causa um aumento em neurogênese, o crescimento e desenvolvimento do tecido nervoso, que é conhecido como tendo um declínio com a idade. Em indivíduos propensos a alergias, o progresso do envelhecimento seria diferentemente do que aqueles que não são alérgicos?

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Como Funciona o Cérebro de Pessoas com Transtorno Explosivo Intermitente (TEI)?

Pessoas com transtorno explosivo intermitente (TEI), ou agressão impulsiva, tem uma conexão enfraquecida entre regiões do cérebro associadas com o input sensório, processamento da linguagem e interação social.

Em um novo estudo publicado na revista científica Neuropsychopharmacology, os neurocientistas da University of Chicago mostraram que a substância branca em uma região do cérebro chamada de fascículo longitudinal superior (FLS) tem menos integridade e densidade em pessoas com TEI do que em indivíduos saudáveis e aqueles com outros transtornos psiquiátricos. O FLS conecta o lobo frontal do cérebro – responsável para tomada de decisão, emoção e entendimento das consequências de ações – com o lobo parietal, que processa a linguagem e input sensório: “é como uma informação supervia conectando o córtex frontal aos lobos parietal”, disse Royce Lee, MD, professor associado de psiquiatria e neurociência comportamental da University of Chicago e autor principal do estudo.

Lee e seus colaboradores, incluindo o autor Emil Coccaro, MD, da U Chicago, usaram MRI de difusão, uma forma de ressonância magnética (MRI) que mede o volume e a densidade de tecido conjuntivo da substância branca no cérebro. Conectividade é uma questão crítica porque os cérebros das pessoas com transtornos psiquiátricos geralmente apresentam muito poucas diferenças físicas de indivíduos saudáveis: “não é muito como o cérebro está estruturado,  mas a forma como estas regiões estão conectadas umas as outras”, Lee afirmou. “Isso pode ser onde nós iremos ver muitos dos problemas em transtornos psiquiátricos; então a substância branca é um lugar natural para começar, uma vez que essa é a ligação natural do cérebro de uma região para outra”.

Pessoas com questões de raiva tendem a interpretar mal as intenções das outras pessoas em situações sociais. Elas pensam que os outros estão sendo hostis quando não estão e tiram conclusões erradas sobre suas intenções. Também não levam em conta todos os dados de uma interação social, tais como linguagem corporal ou certas palavras, e notam apenas aquelas coisas que reforçam a sua crença de que a outra pessoa os está desafiando.

Conectividade diminuída entre as regiões do cérebro que processam uma situação social poderiam levar ao julgamento comprometido que escala para um surto explosivo de raiva. A descoberta dos déficits de conectividade em uma região especifica do cérebro como o FLS fornece um importante ponto de partida para mais pesquisas com pessoas com TEI, assim como aquelas com transtorno de personalidade borderline, que compartilham similares problemas emocionais e sociais e parecem ter a mesma anormalidade no FLS: “este é um outro exemplo de déficits tangíveis nos cérebros daqueles com TEI, que indica que o comportamento impulsivo-agressivo não é simplesmente um ‘mau comportamento’ mas um comportamento com uma real base biológica que pode ser estudada e tratada”, Coccaro afirmou.

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Depressão na Gravidez: Porque não Fazer Nada sobre Ela Pode Ser uma Má Idéia

Mulheres grávidas enfrentam uma série de escolhas. A maioria delas são bastante incontestáveis: não fume ou use drogas; evite peixe cru e ovos; descanse bastante. Mas um dilema que algumas mulheres grávidas encaram é menos intuitivo: se e como tratar suas mentes e corpos se elas estão deprimidas.

Muita atenção está focada na depressão pós-parto (ou seja, a ocorrência de depressão na mãe após o nascimento do bebê), que ocorre em aproximadamente uma a cada 8-10 mulheres. Mas embora a depressão durante os nove meses de gravidez ocorra frequentemente, ela tem recebido menos destaque.

Diagnosticar depressão na gravidez pode ser complicado, já que as mulheres podem inicialmente desconsiderar alguns dos sintomas, tais como mudanças no humor, apetite ou sono, tomando-os como normal ou a ser esperado. Mas aqui esta o que é crucial saber: identificar e tratar depressão durante a gravidez é particularmente importante a medida em que ela impacta não apenas a mãe, mas também o bebê.

Este conceito – que o humor maternal pode ser transmitido para os filhos – não é novo. Ele tem existido desde os dias de Hipócrates, e até Shakespeare compreendia ele. Nós agora sabemos que a depressão crônica na gravidez pode alterar níveis dos hormônios de estresse, desviando sangue (e com ele, oxigênio e nutrientes-chaves) do feto e suprimindo os sistemas imunes da mãe e do bebê, deixando ambos mais vulneráveis para infecção.

Então, o que pode fazer uma mulher grávida que acha que pode estar deprimida? O primeiro passo é tomar consciência dos sinais e sintomas. E que sentir-se triste ou para baixo pode não ser o primeiro ou o principal sintoma. Outros podem incluir a fadiga excessiva, perda de concentração ou interesse, mudança no apetite, muito ou pouco sono, sentimentos de inutilidade e pensamentos recorrentes de morte.

Note que um dia triste ou um dia estressante não faz um episódio depressivo. Mas se você tem experienciado vários dos sintomas citados acima, cronicamente, acima de um período de duas semanas ou mais, e eles não são o resultado de uma outra medicação que você está tomando, você poderia estar sofrendo de uma depressão clinica. Falar proativamente e abertamente para o profissional de saúde que cuida de seu caso, pode ajudar a distinguir os normais altos e baixos da gravidez de sintomas que necessitam atenção médica. E se o seu obstetra/ginecologista não é especialista em questões de saúde mental (que pode ser o caso), peça por um encaminhamento para ver alguém que seja. Ou, se você conhece alguém que tenha passado por uma experiência similar, peça uma opinião para ela: não há nada melhor do que uma recomendação boca-a-boca.

Se a depressão é identificada, tratar é importante para a mãe e para o bebê (lembre-se, é algo do tipo dois pelo preço de um). Como neurocientista e epidemiologista que estuda os efeitos a longo prazo de várias exposições no pré-natal, eu tenho visto que, embora as chances não sejam sempre fáceis, há uma série de opções efetivas para tratamento.

A primeira são as medicações antidepressivas. Várias estão no mercado, com a mais comum sendo a classe dos “inibidores selectivos da recaptação da serotonina (ISRS)”, que inclui nomes familiares tais como Prozac, Zoloft, Paxil e Lexapro.

Estas medicações são, em geral, seguras para uso adulto, e muitas são aprovadas para uso em mulheres grávidas também. Contudo, como estas medicações atravessam para a placenta, os efeitos a longo-prazo no bebê, quando usadas na gravidez, não são inteiramente claros. Alguns estudos tem sugerido que aumentou os problemas cognitivos, de linguagem e emocionais entre crianças gestacionalmente expostas a medicações antidepressivas, mas não é claro o quanto destes efeitos são devidos as medicações versus a própria depressão subjacente.

Dada a incerteza, algumas mulheres grávidas podem querer serem tratadas, mas compreensivelmente, não serem medicadas. Para elas, há uma outra rota viável, e uma que uma série de mulheres grávidas fracassam para seriamente considerar: a psicoterapia. Muitos tratamentos psicoterápicos reduzem sintomas de depressão e ansiedade assim como seus parceiros – a medicação – mas sem os indesejáveis efeitos colaterais da medicação. Embora o termo psicoterapia esteja ocasionalmente sendo mal aplicado por algumas formas questionáveis de tratamento ou auto-ajuda, há uma série de terapias estruturadas tais como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e a Terapia Interpessoal (TI) que tem sido desenvolvidas por clínicos, são baseadas em sólidas evidências cientificas e tem sido adaptadas para tratar sintomas na gravidez.

Ensaios clínicos, incluindo aqui a Columbia University Medical Center, onde alguns destes tratamentos foram desenvolvidos, mostra que a psicoterapia pode ser um tratamento alternativo e efetivo para muitas mulheres grávidas. E para mulheres que já estão em uso de antidepressivos e que podem estar contemplando uma gravidez, mudar para a psicoterapia para o período de gravidez pode ser uma opção também.

E por fim, há sempre a opção de não fazer nada. É verdade que, algumas depressões são de vida-curta e irão embora por si só. Mas ignorar o que o seu corpo diz a você, é raramente uma boa idéia (nós ignoraríamos dores no peito, por exemplo, apenas esperando que elas desaparecessem?). Ademais, é impossível predizer antecipadamente por quanto tempo um episódio depressivo pode durar e a abordagem “vamos esperar para ver” põe em risco prolongado a exposição do bebê ao estresse maternal. Lembre-se, o estresse é ruim para o bebê também.

Certamente, estas não são escolhas simples. Riscos de tratamento tem de ser equilibrado entre os riscos de permanecer sem tratamento. Para algumas mulheres (por exemplo, aquelas com depressão severa, ou com outras complicações médicas ou psiquiátricas), a medicação pode ser necessária. Para outras, a psicoterapia pode ser a opção preferida. Mas mesmo quando ela é, a psicoterapia requer tempo, um bem que muitas mulheres grávidas simplesmente não tem. Custos podem desempenhar um papel também, embora muitos planos de saúde cubram um certo número de sessões psicoterápicas.

Embora estas opções possam soar insatisfatórias, elas simplesmente refletem a realidade subjacente de que não há uma abordagem única para depressão em mulheres grávidas. Mas há boas notícias: o que as opções oferecem para uma mulher gestante é a oportunidade de explorar – com ela mesma, sua família e amigos, e o seu médico – qual é a melhor percurso para ela. A única coisa imprudente que uma grávida que acha que pode estar deprimida pode fazer é não fazer nada. 

Observação: este artigo apresenta uma  visão geral de diferentes opções disponíveis para tratar de depressão durante a gravidez. Este artigo não deveria ser usado como um substituto do conselho de um médico.

The ConversationEscrito por Ardesheer Talati, professor assistente de Neurobiologia Clinica, Psiquiatria, da Columbia University Medical CenterEste artigo foi originalmente publicado no The Conversation

 

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http://www.psypost.org/2016/12/depression-pregnancy-nothing-may-bad-idea-46437

Estudo Encontra que a Terapia Cognitiva é Mais Efetiva do que Medicação para Tratar Transtornos de Ansiedade Social

Nós estabelecemos um novo recorde mundial em tratar efetivamente transtornos de ansiedade social”, diz Hans M. Nordahl, um professor de medicina comportamental da Norwegian University of Science and Technology (NTNU).

Uma equipe de médicos e psicólogos da NTNU e da University of Manchester, na Inglaterra, liderados por Nordahl, examinaram os efeitos da terapia da conversa estruturada e os efeitos da terapia da conversa estruturada e medicação em pacientes com transtornos de ansiedade social.

Até agora, uma combinação de terapia cognitiva e medicação era pensada ser o tratamento mais efetivo para estes pacientes. Os resultados dos pesquisadores, que foram publicados na revista cientifica Psychotherapy and Psychosomatics, mostrou que a terapia cognitiva por si própria tem um efeito muito melhor ao longo do tempo do que apenas a medicação ou a combinação dos dois.

Cerca de 85% dos participantes do estudo melhoraram significativamente ou se tornaram completamente saudáveis usando apenas a terapia cognitiva: “este foi um dos melhores estudos em transtornos de ansiedade social já realizados”, diz Nordahl. “Levou 10 anos para realizar e tem sido desafiante tanto academicamente quanto em termos de logística, mas o resultado é realmente encorajador”, ele diz.

Para esclarecer alguns termos: ansiedade social não é um diagnóstico, mas um sintoma no qual muitas pessoas lutam contra ele. Por exemplo, conversar ou sendo engraçado em frente de uma  grande platéia pode engatilhar este sintoma. Por outro lado, transtorno de ansiedade social – ou fobia social – é um diagnóstico para indivíduos que acham difícil funcionar socialmente e qualquer pessoa com este diagnóstico tem alta ansiedade social.

Medicações, terapia da conversa ou uma combinação delas são as formas mais comuns de tratar pacientes com este diagnóstico. Pesquisadores da NTNU organizaram-se para examinar quais destas abordagens é a mais efetiva: “muitos médicos e hospitais combinam medicações – como a famosa “pílula da felicidade” – com terapia da conversa quando tratam este grupo de paciente. Isso funciona bem em pacientes com transtornos depressivos, mas ele, na verdade, tem o efeito oposto em indivíduos com transtornos de fobia social. Não há muitos profissionais da área da saúde que estão cientes disto”, disse Nordahl.

“Pílulas da felicidade” como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRSs), podem ter fortes efeitos colaterais físicos. Quando pacientes tem estado em medicações por algum tempo e querem reduzi-las, os sentimentos corporais associados com fobia social, como tremor, ruborização e tontura em situações sociais tendem a retornar. Pacientes frequentemente acabam em um estado de ansiedade social aguda novamente: “pacientes frequentemente confiam mais na medicação e não colocam tanta importância na terapia. Eles acham que são as medicações que os farão mais saudáveis e se tornam dependentes de algo externo ao invés de aprenderem a regularem-se por si mesmos. Assim, a medicação camufla uma descoberta do paciente bastante importante: que ao aprenderem técnicas efetivas, eles tem a capacidade para lidar com suas ansiedade por eles mesmos”, diz Nordahl.

Pesquisadores da NTNU elaboraram o projeto para comparar os métodos mais reconhecidos para tratar transtornos de ansiedade social. Mais de 100 pacientes participaram no estudo e foram divididos em quatro grupos.

O primeiro grupo recebeu apenas medicação, o segundo grupo recebeu apenas terapia, o terceiro grupo recebeu uma combinação dos dois, e o quarto recebeu uma pílula de placebo. Os quatro grupos foram comparados ao longo do percurso e pesquisadores conduziram uma avaliação de seguimento com eles um ano após o término do tratamento.

Durante o tratamento e logo após o término, os pacientes dos grupos dois e três estavam manejando igualmente bem. Mas após um ano, foi claro que os participantes do grupo dois – aqueles que tinham recebido apenas terapia cognitiva – estavam muito melhor.

Apenas com a ajuda da terapia cognitiva os pesquisadores manejaram aumentar a taxa de recuperação em pacientes com transtornos de ansiedade social de 20 a 25%, como comparado com o padrão para este grupo: “este é o tratamento mais efetivo de todos para este grupo de pacientes. Tratamento de doença mental frequentemente não é tão efetivo quanto tratar uma fratura no osso, mas aqui nós mostramos que o tratamento de transtornos psiquiátricos pode ser igualmente efetivo”, diz Nordahl.

Torkil Berge é um psicólogo do Diakonhjemmet Hospital, em Oslo e chefe da Norwegian Association for Cognitive Therapy. Ele diz que transtorno de ansiedade social é um problema de saúde pública com importantes consequências negativas para o indivíduo e para a sociedade. Quase 12% da população será afetada por esta doença durante sua vida. “Este é um transtorno velado e muitos pacientes acham difícil comunicar sua luta aos profissionais de saúde que cuidam de sua saúde. Milhares e milhares de indivíduos acabam não recebendo tratamento adequado. Daqueles que conseguem tratamento, para a maioria é provavelmente oferecido terapia medicamentosa”, Berge afirma. “Eu posso bem imaginar que a combinação de terapia medicamentosa e terapia cognitiva não é a melhor abordagem, como pesquisadores da NTNU determinaram neste estudo”, ele disse.

Nordahl e o resto da equipe de pesquisa também tem trabalhado para melhorar a terapia cognitiva padrão. Eles adicionaram novos elementos concretos, que tem mostrado maior efetividade: “nós estamos usando o que é chamado terapia meta-cognitiva, significando que nós trabalhamos com os pensamentos dos pacientes e suas reações e crenças sobre estes pensamentos. Nós endereçamos a ruminação e preocupação deles sobre como elas funcionam em situações sociais. Aprender a regular os processos de atenção deles e treinar com tarefas mentais são novos elementos terapêuticos com enorme potencial para este grupo de pacientes”, diz Nordahl.

Os pesquisadores agora esperam desenvolver mais terapia cognitiva estandardizada para pacientes que sofrem de transtornos de ansiedade social.

 

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Um Novo Estudo Examina Porque os Pais Sentem Tanto Medo de Deixar as Crianças Sozinhas

Deixar uma criança desacompanhada é considerado tabu na intensa atmosfera parental de hoje, apesar de evidência de que crianças americanas estão mais seguras do que nunca. Então por que os pais estão negando a seus filhos a mesma liberdade e independência que eles tiveram e desfrutaram quando eram crianças? Em um novo estudo da University of California, cientistas sociais sugerem que nossos medos de deixar a criança sozinha tem se tornado sistematicamente exagerado em décadas recentes – não porque a prática tem se tornado mais perigosa, mas porque tem se tornado socialmente inaceitável: “sem se dar conta disso, nós temos aumentado consistentemente nossas estimativas do montante de perigo voltados para crianças deixadas sozinhas para melhor justificar ou racionalizar a desaprovação moral que nós sentimos frente a pais que violam esta norma social relativamente nova”, afirmou Ashley Thomas, estudante de pós-graduação em ciências cognitivas e autora principal do trabalho, publicado online na revista científica Collabra.

O estudo baseado em uma pesquisa de opinião encontrou que crianças, cujos pais deixaram-las sozinhas de propósito – para ir ao trabalho, ajudar em caridade, relaxarem ou encontrarem um amante, – foram percebidas como estando expostas a um perigo maior do que aquelas cujo os pais estavam involuntariamente separados delas.

Os pesquisadores apresentaram a pesquisa aos participantes com cinco diferentes cenários no qual uma criança foi deixada sozinha por menos de uma hora. As situações variaram de uma criança de 10 meses que foi deixada dormindo por 15 minutos em um carro refrigerado estacionado em uma garagem subterrânea de uma academia a uma criança de oito anos ler um livro sozinha sentada em uma cafeteria um bloco de casa, por 45 minutos: “em um dado cenário, a única coisa que variou foi a razão para a ausência dos pais”, disse o professor Kyle Stanford. “Estes incluíram uma ausência involuntária — causada por um acidente fictício no qual a mãe foi atingida por um outro carro e brevemente ficou inconsciente — e quatro que foram planejadas: sair para trabalhar, para fazer voluntariado para caridade, relaxar ou encontrar um(a) amante. Após ler sobre cada cenário e a razão por detrás de cada criança ser deixada sozinha, os participantes pontuaram, em uma escala de 1 a 10 o quanto eles estimavam que a criança estava em perigo enquanto os pais estavam ausentes, sendo 10 o maior risco”.

Em geral, os participantes da pesquisa viram todas as situações como sendo bastante perigosas para as crianças: a média de estimativa de risco foi 6.99 e a classificação mais comum em todos os cenários foi 10. Apesar das descrições idênticas de cada conjunto de circunstâncias no qual as crianças estavam sozinhas, aquelas deixadas sozinhas de propósito foram estimadas estarem em um perigo maior do que aquelas cujo os pais deixaram-as sozinhas involuntariamente: “na verdade, crianças deixadas sozinhas de propósito são quase certamente mais seguras do que aquelas deixadas sozinhas por acidente, porque os pais podem tomar medidas para tornar a situação mais segura, como dar para a criança um telefone ou revisar regras de segurança”, disse Barbara Sarnecka, co-autora do estudo e professora associada de ciências cognitivas. “O fato de que as pessoas fazem um julgamento oposto fortemente sugere que elas moralmente desaprovam os pais que deixam seus filhos sozinhos e essa desaprovação inflaciona sua estimativa do risco”.

Isto é também nascido da visão dos participantes de crianças deixadas sozinhas por um dos genitores para encontrar um(a) amante como sendo significantemente mais perigoso do que as crianças deixadas sozinhas em precisamente as mesmas circunstâncias por um genitor que deixa a criança sozinha porque vai trabalhar, voluntariar para a caridade ou apenas relaxar.

Em cenários onde foi pedido aos participantes para julgar não apenas o quanto de perigo a criança estava enfrentando, mas também se a mãe tinha feito algo moralmente errado, os pesquisadores esperavam o risco percebido classificando para ser menor: “nós pensamos que dar as pessoas uma forma alternativa para expressar sua desaprovação da ação dos pais reduziria a extensão pela qual julgamentos morais influenciadas percepções de risco”, Thomas disse. “Mas exatamente o contrário aconteceu. Quando as pessoas nos deram um julgamento explicito sobre a conduta do genitor, a estimativa do risco para a criança foi até mais inflacionado pela desaprovação moral da razão do genitor para sair”.

De fato, a estimativa de riscos de pessoas mais próximas seguiu seus julgamentos de que se as mães nos cenários tinham feito algo moralmente errado. Até os pais que deixaram as crianças sozinhas involuntariamente não foram considerados moralmente irrepreensíveis, recebendo uma média de julgamento de “erro moral” de 3,05 em uma escala de 10 pontos.

Os autores encontraram um outro padrão interessante quando substituíram mães nas estórias com pais: para pais — mas não mães — uma ausência relacionada ao trabalho foi tratada mais como uma ausência involuntária. Esta diferença poderia originar-se da visão de que trabalho é mais obrigatório e menos uma escolha voluntária para homens: “exagerar os riscos de permitir que crianças passem um tempo sem supervisão tem custos significantes além da perda da independência, liberdade e oportunidade das crianças para aprender a como resolver problemas por si mesmas”, Sarnecka disse. “As pessoas tem adotado a idéia de que crianças nunca devem ser deixadas sozinhas, os pais (pai e mãe) enfrentam a possibilidade crescente de detenção, encargos de abuso ou negligência e, até encarceramento por permitirem seus filhos brincarem em parques, caminharem para a escola ou esperarem em um carro por alguns minutos sem eles. No mínimo”, ela continuou, “estes achados deveriam advertir aqueles que fazem e aplicam a lei para distinguir avaliações racionais e baseadas em evidência de risco para crianças de julgamentos morais intuitivos sobre pais (pai e mãe) — e para evitar investir o último com a força da lei”.

O estudo envolveu respostas de pesquisas de opinião de 1.328 participantes no Amazon Mechanical Turk agrupando indivíduos na faixa etária de 18 a 75 anos, com uma divisão bastante equitativa de homens e mulheres e aqueles com e sem crianças. As mulheres significaram 52% dos respondentes, enquanto que 48% foram homens; e 56,43% tinham crianças e 43,57% não tinham. Mais de 80% dos participantes eram brancos e 2/3 tinham completado pelo menos faculdade incompleta.

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Estudo Revela pela Primeira Vez que a Terapia Cognitivo-Comportamental Muda a Conexão Cerebral em Psicose

Um novo estudo do King’s College London e South London and Maudsley NHS Foundation Trust mostrou, pela primeira vez, que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) potencializa as conexões especificas no cérebro das pessoas com psicose e que estas conexões mais fortes estão associadas com redução a longo-prazo de sintomas e recuperação oito anos mais tarde.

TCC – um tipo especifico de terapia da conversa – envolve pessoas mudando a forma como pensam e respondem aos seus pensamentos e experiências. Para indivíduos experienciando sintomas psicóticos, comum em esquizofrenia e em uma série de outros transtornos psiquiátricos, a terapia envolve aprender a pensar diferentemente sobre experiências incomuns, tal como crenças angustiantes de que outras pessoas estão perseguindo-os. A TCC também envolve desenvolver estratégias para reduzir o sofrimento e aumentar o bem-estar.

Os achados, publicados na revista cientifica Translational Psychiatry, seguem o trabalho anterior dos mesmos pesquisadores que mostraram que, pessoas com psicose que receberam TCC exibiram conexões fortalecidas entre regiões-chave do cérebro envolvidas no processamento de ameaça.

Os novos resultados mostram pela primeira vez que estas mudanças continuam a ter um impacto anos mais tarde na recuperação a longo-prazo das pessoas.

No estudo original, os participantes submeteram-se a fMRI para avaliar a resposta cerebral a imagens de rostos expressando diferentes emoções, antes e após seis meses de TCC. Os participantes já estavam tomando medicação quando fizeram parte do estudo e então foram comparados a um grupo recebendo apenas medicação. O grupo recebendo apenas medicação não apresentou nenhum aumento em conectividade, sugerindo que os efeitos nas conexões do cérebro podem ser atribuídas a TCC.

Para o novo estudo, a saúde de 15 dos 22 participantes que receberam TCC foi monitorada por oito anos através de seus registros médicos. Eles também responderam a um questionário no final de cada período para avaliar o nível deles de recuperação e bem-estar.

Os resultados mostram que o aumento em conectividade entre várias regiões cerebrais – sobretudo a amígdala (o centro de ameaça do cérebro) e os lobos frontais (que estão envolvidos no processo de pensar e raciocinar) – estão associados com a recuperação de psicose a longo-prazo. Esta é a primeira vez que mudanças no cérebro associadas com TCC tinham sido apresentadas como estando associadas com recuperação a longo-prazo de pessoas com psicose.

O autor do estudo, Dr Liam Mason, do King’s College London, que é psicólogo clínico do Maudsley Hospital onde a pesquisa ocorreu, disse: “esta pesquisa desafia a noção de que a existência de diferenças físicas cerebrais em transtornos de saúde mental de alguma maneira, torna fatores psicológicos ou tratamentos menos importantes. Infelizmente, pesquisas anteriores mostraram que este ‘viés cerebral’ pode tornar os clínicos mais propensos a recomendarem medicação mas não terapias psicológicas. Isto é especialmente importante em psicose, onde apenas uma em cada dez pessoas que poderiam beneficiar-se de terapias psicológicas são oferecidas a elas”.

Os pesquisadores agora esperam para confirmar os resultados em uma amostra maior e para identificar as mudanças no cérebro que diferenciam pessoas que experienciam melhorias com TCC daquelas que não. Em última instância, os resultados poderiam levar a tratamentos melhores e mais adaptados para a psicose, ao permitir aos pesquisadores entender o que determina se as terapias psicológicas são efetivas.

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Estudo Mostra que a Causa do Antidepressivo não Funcionar em Alguns Pacientes Pode ser Devido ao Ambiente

Antidepressivos ISRS (inibidores selectivos da recaptação da serotonina), sendo que o mais famoso deles é o Prozac) estão entre as medicações mais tomadas. Contudo, parece não haver um jeito de saber com antecedência se ou não os ISRSs funcionarão efetivamente. Agora, um grupo de pesquisadores europeus desenvolveram uma nova teoria de ação do ISRS e testaram em ratos estressados. Os resultados que foram apresentados na ECNP conference, em Viena, mostraram porque as circunstâncias na qual nos encontramos pode influenciar se um antidepressivo funcionará ou não.

De acordo com a pesquisadora Silvia Poggini (Istituto Superiore di Sanità, em Roma): “não há dúvidas que os antidepressivos funcionam para muitas pessoas, mas para entre 30 e 50% de pessoas deprimidas, os antidepressivos não funcionam. E ninguém sabe o porque. Este trabalho pode explicar parte da razão”.

Os pesquisadores propuseram que simplesmente aumentar os níveis de serotonina, tomando um ISRS, não causa uma recuperação da depressão, mas coloca o cérebro em uma condição onde a mudança pode ocorrer — ela aumenta a plasticidade do cérebro, tornando-o mais aberto para ser mudado. “De certo modo, parece que os ISRSs abrem o cérebro para ser movido de um estado fixo de infelicidade para uma condição onde outras circunstâncias podem determinar se ou não você se recuperará”, disse Ms Poggini. De acordo com os pesquisadores, é a condição ambiental no qual você se encontra no momento do tratamento que determina se provavelmente melhorará ou piorará.

Para testar isto, eles tiraram uma amostra de ratos que tinham sido submetidos a estresse por duas semanas. Eles começaram a tratar os ratos com a ISRS fluoxetina e dividiram o grupo. Eles continuaram a estressar metade (n=12) do grupo de ratos mas a outra metade dos ratos foram submetidos a um ambiente mais confortável. Eles então testaram todos os ratos para medir os níveis de citocinas no cérebro relacionado ao estresse. Citocinas são moléculas relacionadas a proteína que ajuda a comunicação de célula a célula no sistema imune.

Eles encontraram que os ratos que mantiveram-se em um ambiente mais confortável mostraram um aumento na expressão de citocinas pró-inflamatória e diminuíram os genes relacionados ao anti-inflamatório, assim como mostrando menos sinais de depressão, enquanto que aqueles sob continuo estresse mostraram o efeito oposto (isto é, uma diminuição em citocinas pro-inflamatórias e um aumento na expressão de gene anti-inflamatório, com mais sinais de depressão). Os ratos tratados com fluoxetina e expostos ao ambiente confortável mostraram um aumento de 98% nas citocinas pró-inflamatórias IL-1β enquanto que os ratos mantidos em um ambiente estressante e tratados com fluoxetina mostraram uma diminuição de 30% nas citocinas pró-inflamatórias TNF-α.

Isto indica que o ambiente determina a resposta a antidepressivos. De acordo com Silvia Poggini: “este trabalho indica que simplesmente tomar um ISRS não é provavelmente o suficiente. Para usar uma analogia, os ISRSs colocam você em um barco, mas um mar agitado pode determinar se você desfrutará da viagem. Para um ISRS funcionar direito, você pode necessitar estar em um ambiente favorável. Isto pode significar que nós temos que considerar como podemos adaptar nossas circunstâncias e que o tratamento de antidepressivo apenas seria uma ferramenta para usar contra a depressão”. Ela advertiu: “nossos estudos tem uma série de limitações. Primeiro de tudo, nós não estamos explicando a completa gama de ações dos ISRSs. É também um modelo animal, então estudos clínicos e epidemiológicos são necessários para testes adicionais para testar a validade das hipóteses. Nossos resultados são preliminares e nós fortemente recomendamos que pacientes sigam ao tratamento prescrito pelos seus médicos”.

Comenta o Dr. Laurence Lanfumey, do Centre de Psychiatrie et Neuroscience Inserm, em Paris: “este estudo original é um bom modelo para combinados tratamentos comportamentais e farmacológicos em transtornos como a depressão. A idéia de que o ambiente poderia impactar o resultado de um tratamento farmacológico tem sido sugerida por anos, mas este trabalho traz diretas evidências biológicas desta interação. Embora o presente trabalho também tenha levantado diversas questões, este tipo de experimento é importante para fazer a ponte entre comportamento e eficácia dos ISRSs”.

O estudo foi publicado na Brain, Behavior, and Immunity.

 

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Why don’t antidepressants work in some patients? Study shows it may be due to environment

Exames Cerebrais Poderiam Predizer a Resposta a Psicoterapia para Ansiedade e Depressão

Exames de imagem cerebral podem, um dia, fornecer informação util na resposta a psicoterapia em pacientes com depressão ou ansiedade, de acordo com uma revisão de pesquisa atual na edição de novembro/dezembro da Harvard Review of Psychiatry, publicada pelo Wolters Kluwer.

Estudos mostram promissora evidência inicial de que específicos “marcadores de neuroimagem” poderiam ajudar na predição das chances de uma boa resposta para a psicoterapia ou escolher entre psicoterapia ou medicações, em pacientes com transtorno depressivo maior (TDM) e outros diagnósticos: “embora algumas áreas cerebrais tenham emergido como potenciais candidatos a marcadores, há ainda muitas barreiras que impossibilitam o seu uso clínico”, comenta a autora principal, a Dra. Trisha Chakrabarty, da University of British Columbia, em Vancouver.

Os pesquisadores analisaram pesquisas prévias avaliando exames de imagem cerebral para predizer os desfechos de psicoterapia para transtornos de depressão maior e transtornos ansiosos. Psiquiatras estão interessados em identificar imagens de marcadores cerebrais em resposta a psicoterapia – comparável a eletrocardiogramas e testes de laboratório usados para decidir em tratamentos para enfarte do miocárdio.

A revisão encontrou 40 estudos incluindo pacientes com TDM, TOC, TEPT e outros diagnósticos. Alguns estudos usaram estudos de imagem estrutural do cérebro, que mostra a anatomia cerebral; outros usaram exames funcionais, que demonstram atividade cerebral.

Embora nenhuma única área cerebral foi consistentemente associada com resposta a psicoterapia, os resultados identificaram alguns “candidatos a marcadores”. Estudos sugeriram que respostas a psicoterapia pode estar relacionado a atividades em duas áreas cerebrais: a amígdala, envolvida em respostas de humor e memórias emocionais; e a insula anterior, envolvida em conscientização do estado fisiológico do corpo, respostas de ansiedade e sentimentos de repulsa.

Em estudos de TDM, pacientes com atividade mais alta na amígdala foram mais propensos a responder a psicoterapia. Por outro lado, em alguns estudos de transtornos ansiosos, atividade mais baixa na amígdala estava associada com melhores desfechos em psicoterapia. Estudos de atividade da ínsula anterior mostrou o inverso: resposta a psicoterapia estava associada com atividade mais alta em pré-tratamento em transtornos ansiosos e atividade mais baixa em TDM.

Outros estudos ligados a respostas de psicoterapia para uma área cerebral frontal chamada de córtex cingulado anterior, (CCA) que desempenha um papel critico na regulação das emoções. A maioria das evidencias sugeriu que pacientes com TDM com menos atividade em algumas partes do CCA (ventral e subgenual) foram mais propensos a ter bons desfechos com psicoterapia: “estudos futuros de resposta a psicoterapia podem focar mais adiante nestas regiões individuais como marcadores preditivos”, de acordo com a Dra. Chakrabarty. “Adicionalmente, futuros estudos de biomarcadores pode focar em conexão funcional no pré-tratamento entre estas regiões, uma vez que a experiência afetiva é modulada via conexões recíprocas entre áreas do cérebro tais como a CCA e a amígdala”.

Os pesquisadores enfatizam as limitações de evidencia atual em marcadores de neuroimagem de resposta a psicoterapia – os estudos foram altamente variáveis em termos de sua metodologia e resultados. Estudos adicionais são necessários para avaliar como os potenciais marcadores de neuroimagem funcionam ao longo do tempo, se eles podem predizer quais os pacientes  que responderão melhor a medicações versus psicoterapia e como eles podem ser integrados com características clínicas para melhorar desfechos para pacientes com depressão e transtornos ansiosos.

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http://www.psypost.org/2016/11/brain-scans-help-predict-response-psychotherapy-anxiety-depression-45898

Cientistas Encontram o “Centro da Generosidade” no Cérebro

Cientistas da Oxford University e UCL identificaram parte do nosso cérebro que ajuda-nos a aprender a sermos bons com as outras pessoas. A descoberta poderia nos ajudar a entender as condições como psicopatia, onde o comportamento das pessoas é extremamente antisocial.

Os pesquisadores foram liderados pela Dra. Patricia Lockwood, que explicou: ‘comportamentos pró-sociais são comportamentos sociais que beneficiam outras pessoas. Eles são um aspecto fundamental de interações humanas, essencial para a ligação social e a coesão, mas muito pouco é atualmente conhecido sobre como e porque as pessoas fazem coisas para ajudar os outros. Embora pessoas tenham uma notável inclinação para engajarem-se em comportamentos pró-sociais, há diferenças substanciais entre os indivíduos. Empatia, a capacidade para vicariamente experienciar e entender os sentimentos de uma outra pessoa, tem sido exposto como um motivador crucial de comportamentos pró-social, mas nós queremos testar porque e como eles podem estar relacionados”.

Os cientistas usaram um modelo bem-reconhecido de como as pessoas aprendem a maximizar bons desfechos para eles mesmos e aplicaram este modelo para entender como as pessoas aprendem a ajudar os outros. Enquanto estavam sendo submetidos a um exame de MRI, os voluntários tiveram que resolver quais símbolos eram mais prováveis de gerar uma recompensa a eles mesmos ou a outra pessoa.

Eles encontraram que embora as pessoas facilmente aprendam a fazer escolhas que beneficiam outras pessoas, elas não aprendem-nas tão depressa quanto aprendem a beneficiar a si mesmos. Contudo, também há uma particular área do cérebro envolvida na aprendizagem de como conseguir o melhor resultado das outras pessoas.

A Dra. Lockwood afirmou: “uma especifica parte do cérebro chamada de córtex cingulado anterior subgenual foi a única parte do cérebro que estava ativada quando os indivíduos estavam aprendendo a ajudar as outras pessoas. Em outras palavras, o córtex cingulado anterior subgenual parece estar especialmente sintonizado para beneficiar outras pessoas. Contudo, esta região do cérebro não estava igualmente ativa em todas as pessoas. Pessoas que se classificaram como tendo níveis mais altos de empatia aprenderam a beneficiar os outros mais rápido do que aqueles que reportaram como tendo níveis mais baixos de empatia. Eles também mostraram aumentada sinalização em seu córtex cingulado anterior subgenual quando beneficiando os outros. Esta é a primeira vez que alguém mostrou um particular processo cerebral de aprendizagem de comportamentos pró-sociais – e uma possível associação da empatia para aprender a ajudar os outros. Ao entender o que o cérebro faz quando nós fazemos coisas para outras pessoas e diferenças individuais nesta habilidade, nós estamos melhor posicionados para entender o que está indo errado naqueles cujas condições psicológicas são caracterizadas por desconsideração antisocial por outras pessoas.

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