Ao redor do mundo, aproximadamente 1 em cada 10 adultos sofrem de uma condição dolorosa (e algumas vezes, debilitante) chamada de Síndrome do Cólon Irritável ou IBS.
Estudos anteriores encontraram que, em média, a psicoterapia é tão efetiva quanto a medicação, na redução da severidade dos sintomas deste transtorno gastrointestinal e o tipo de psicoterapia parecia não importar.
Agora, psicólogos da Vanderbilt University olharam para os diferentes tipos de psicoterapia para determinar qual é a melhor para melhorar a capacidade dos pacientes com IBS para participarem em atividades diárias. Eles encontraram que uma forma, chamada Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é a mais efetiva: “avaliar o funcionamento diário é importante porque ele distingue entre alguém que experiencia sintomas físicos mas pode engajar-se totalmente em atividades do trabalho, escola e social de alguém que não pode”, disse Kelsey Laird, uma estudante de doutorado do programa de psicologia clínica da Vanderbilt.
Laird é a primeira autora do estudo: “Comparative efficacy of psychological therapies for improving mental health and daily functioning in irritable bowel syndrome: A systematic review and meta-analysis”, publicado online pela Clinical Psychology Review em novembro de 2016.
Os autores analisaram 31 estudos, que forneceram dados de mais de 1.700 indivíduos que foram randomicamente alocados para receberem ou psicoterapia ou uma condição controle tais como grupos de apoio, educação ou listas de espera.
Em geral, aqueles que receberam psicoterapia mostraram ganhos maiores em funcionamento diário comparados a aqueles que estas alocados a uma condição controle. Contudo, indivíduos alocados para receberem TCC experienciaram maiores melhorias do que aqueles que receberam outros tipos de terapia (TCC é um termo generalista para uma série de diferentes terapias, cada um dos quais está baseada na idéia de que pensamentos, sentimentos, fisiologia e comportamento estão inter-relacionados. Tratamentos são estruturados para ajudar pessoas a desenvolverem formas alternativas de pensar e se comportar com a meta de reduzir sofrimento psicológico e estimulação fisiológica).
Os autores especulam que a maior melhoria observada em pacientes que receberam TCC pode ser devido ao fato de que tratamentos frequentemente incorporam “exposição”, uma técnica no qual os indivíduos são gradualmente expostos a situações desconfortáveis. Para alguém com IBS, isto poderia incluir viagens longas, comer fora em restaurantes e ir a lugares onde os banheiros não são de fácil acesso: “encorajar os indivíduos a gradualmente confrontarem tais situações pode aumentar a capacidade deles para participarem em uma gama mais abrangente de atividades”, disse Laird. “Contudo, mais pesquisas são necessárias antes que nós possamos dizer o porque a TCC parece ser mais efetiva para melhorar o funcionamento em IBS comparada a outros tipos de terapia”.
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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:
http://www.psypost.org/2016/12/type-psychotherapy-matters-treatment-irritable-bowel-syndrome-46454
