A Cultura Modela o Conhecimento de Crenças das Crianças

Uma nova pesquisa da psicóloga do desenvolvimento Stanka Fitneva, da Queen’s University, encontrou que a cultura e o ambiente podem impactar quando e como as crianças identificam suas próprias áreas de conhecimento e aquelas dos adultos em suas vidas: “crianças não sabem tudo o que os adultos sabem, nem os adultos sabem tudo o que as crianças sabem”, explica a Dra Fitneva. “Embora pesquisas anteriores tenham nos permitido ter um maior entendimento de quando esta diferenciação em entendimento entre o conhecimento especifico do adulto e da criança ocorre, muito das pesquisas tem ocorrido no ocidente. Neste estudo, nós examinamos se fatores culturais podem desempenhar um papel em como estas crenças são formadas”.

O estudo examinou dois conjuntos de crianças, consistindo de 24 crianças de 4 anos de idade e 24 crianças de 7 anos de idade, no Canadá e no Japão. Apesar de ambas serem democracias modernas e tecnologicamente avançadas, as duas nações diferem na abordagem do papel do indivíduo como parte de uma sociedade maior e a importância dada aos mais velhos. A Dra Fitneva levantou a hipótese de que esta diferença poderia impactar como as crianças e os adultos consideram o que o outro sabe e entende.

Foi pedido para as crianças identificarem se certas capacidades ou tipos de conhecimento seriam mais prováveis de serem mantidos por um adulto ou uma criança. Foi então solicitado as crianças que descrevessem seu próprio conhecimentos dos mesmos itens e tarefas e pedido para identificar conhecimento ou habilidades que crianças seriam mais prováveis de possuir do que adultos. Os pais destas crianças também participaram preenchendo um questionário, que incluiu questões perguntando o que suas crianças sabiam que eles (pais) poderiam não saber – tais como os nomes dos personagens do Bob Esponja ou outros tópicos relacionados a programas populares específicos para crianças.

A Dra Fitneva notou uma diferença entre as amostras, sobre como as crianças reconheceram seu próprio conhecimento e aqueles de crianças da mesma idade. Todas as crianças identificaram com sucesso o conhecimento ou habilidades de “adultos” tal como ‘saber como fazer canja de galinha’. Contudo, crianças japonesas auto-relataram conhecimento mais forte correlacionado com sua visão global do que as crianças deveriam saber – sugerindo que elas viam seu próprio conhecimento como sendo similar aos das crianças da mesma idade, ao invés de supor que elas se destacaram do grupo. Os pesquisadores concluíram que fatores culturais poderiam contribuir para esta diferença em como as crianças interpretam o conhecimento dos adultos: “como nós esperávamos, as crenças sobre o conhecimento especifico do adulto desenvolveria primeiro em ambas as culturas; e crenças sobre o conhecimento especifico da criança estão mais fortemente relacionados a um próprio conhecimento da criança na amostra japonesa”, afirma a Dra Fitneva.

Culturalmente, o estudo notou que as crianças desenvolvem crenças sobre o que os adultos sabem antes de serem capazes de identificar sua própria área de conhecimento. A Dra. Fitneva atesta que pesquisas adicionais são necessárias para um completo entendimento sobre como as crianças desenvolvem seu senso de conhecimento especifico para a idade e quando um nível de conhecimento real da criança diverge de seu próprio senso do que eles sabem.

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O post acima foi resultado de uma tradução livre do seguinte texto:

Researcher finds culture shapes children’s beliefs about their own knowledge